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sistema genital masculino
O sistema genital masculino é dividido funcionalmente em:
· Órgãos sexuais primários (gônadas): São os testículos, responsáveis pela produção dos espermatozoides e pela secreção dos hormônios sexuais masculinos (andrógenos), que estimulam o desenvolvimento dos órgãos e caracteres sexuais secundários.
· Órgãos sexuais secundários: Incluem estruturas que auxiliam na reprodução:
· Ductos: epidídimos, ductos deferentes, ductos ejaculatórios e uretra — transportam os espermatozoides.
· Glândulas acessórias: vesículas seminais, próstata e glândulas bulbouretrais — produzem secreções que compõem o sêmen.
· Órgão da cópula: pênis, com tecido erétil.
· Escroto: bolsa que envolve e protege os testículos.
· Caracteres sexuais secundários: Não são essenciais à reprodução, mas funcionam como atrativos sexuais, como o tipo físico, os pelos corporais e o tom da voz.
escroto 
O escroto é uma bolsa de pele frouxa, texturizada e com pelos escuros, localizada atrás da base do pênis. Suas principais funções são sustentar, proteger os testículos e regular sua temperatura.
Regulação da Temperatura
· A temperatura ideal dos testículos é cerca de 35°C, ou 1,5°C abaixo da temperatura corporal, ideal para a espermatogênese.
· Dois músculos controlam a posição dos testículos:
· Dartos (musculatura lisa da tela subcutânea)
· Cremaster (musculatura esquelética do funículo espermático, derivado do músculo oblíquo interno do abdome)
· Contraem com o frio, aproximando os testículos do corpo; relaxam com o calor, permitindo que desçam no escroto.
· Exposição prolongada ao calor (como saunas frequentes) pode prejudicar a fertilidade.
Estrutura Interna
· O escroto é dividido em dois compartimentos por um septo fibroso, isolando os testículos — isso evita que infecções se espalhem de um lado para o outro.
· A divisão externa é visível pela rafe do períneo, linha que vai da base do pênis ao ânus.
Vascularização e Inervação
· Irrigação arterial: artérias pudenda interna, pudenda externa e cremastérica.
· Drenagem venosa: acompanha o trajeto arterial.
· Inervação sensitiva: nervos pudendos, ílio-inguinais e cutâneos femorais posteriores.
testiculos
Os testículos são órgãos pares, ovóides, esbranquiçados, com cerca de 4 cm de comprimento, 2,5 cm de diâmetro e peso entre 10 e 14 g.
Camadas que envolvem os testículos
· Túnica vaginal: camada serosa externa derivada do peritônio.
· Túnica albugínea: membrana fibrosa interna que encapsula o testículo e o divide em 250 a 300 lóbulos.
Lóbulos e túbulos seminíferos
· Cada lóbulo contém túbulos seminíferos fortemente enrolados (podem chegar a 70 cm se desenrolados).
· Os túbulos são unidades funcionais responsáveis pela espermatogênese.
· Produzem mais de 100 milhões de espermatozoides por dia.
· O processo inicia nas espermatogônias, passando por espermatócitos primários, secundários, espermátides e, por fim, espermatozoides.
Células importantes
· Células de Sertoli: nas paredes dos túbulos, nutrem e sustentam os espermatozoides em desenvolvimento.
· Células de Leydig (intersticiais): localizadas entre os túbulos, produzem e secretam andrógenos (hormônios sexuais masculinos).
Os testículos são glândulas mistas:
· Exócrinas (produzem espermatozoides)
· Endócrinas (produzem hormônios)
Maturação e transporte
· Após formação, os espermatozoides entram na rede do testículo e seguem pelos dúctulos eferentes até o epidídimo.
· O ciclo completo de espermatogênese dura 8 a 10 semanas.
· Se não forem ejaculados, os espermatozoides degeneram e são reabsorvidos.
Vascularização e inervação
· Artérias testiculares: originam-se da aorta abdominal.
· Veias testiculares:
· Direita: drena na veia cava inferior.
· Esquerda: drena na veia renal esquerda.
· Inervação: feita por nervos do décimo segmento torácico, com predominância simpática, mas também com alguma ação parassimpática.
epididimo
O epidídimo é uma estrutura alongada e enrolada que se localiza na margem posterior do testículo.
Estrutura e partes
Se fosse desenrolado, o epidídimo teria cerca de 5,5 metros de comprimento. Ele é dividido em três partes:
· Cabeça: porção superior dilatada.
· Corpo: seção média com formato cônico.
· Cauda: porção inferior altamente enrolada, onde os espermatozoides completam sua maturação.
A cauda do epidídimo continua diretamente no ducto deferente, formando um canal de armazenamento e transporte dos espermatozoides.
Função
· Atua como local de maturação final dos espermatozoides.
· Armazena os espermatozoides até a ejaculação.
· Juntamente com o ducto deferente, garante que os espermatozoides estejam prontos para serem liberados.
Tempo total do processo
· Desde o início da meiose nos túbulos seminíferos até o armazenamento final no ducto deferente, o tempo médio é de aproximadamente 2 meses (cerca de 64 a 72 dias).
Essa estrutura é fundamental para garantir a fertilidade, pois é onde os espermatozoides adquirem mobilidade e capacidade de fecundação.
ductos
Ducto Deferente (ou Vas Deferens)
· Função: Conduz os espermatozoides do epidídimo ao ducto ejaculatório.
· Comprimento: Cerca de 45 cm; espessura: 2,5 mm.
· Trajeto:
· Surge do escroto;
· Sobe pela margem posterior do testículo;
· Passa pelo canal inguinal até a cavidade pélvica;
· Contorna medialmente o ureter, próximo à bexiga;
· Forma a ampola do ducto deferente (porção terminal), que se une ao ducto da glândula seminal.
⚙️ Histologia
· Revestido por epitélio pseudoestratificado colunar ciliado.
· Envolvido por 3 camadas de músculo liso → promove contrações peristálticas (controladas por nervos simpáticos do plexo pélvico), impulsionando os espermatozoides.
🧵 Funículo Espermático
· Estrutura que abriga o ducto deferente e passa pelo canal inguinal.
· Contém:
· Ducto deferente;
· Artéria testicular;
· Plexo venoso pampiniforme;
· Nervos;
· Músculo cremaster;
· Vasos linfáticos e tecido conjuntivo.
· Canal inguinal: passagem do funículo pela parede abdominal – área fraca onde podem ocorrer hérnias inguinais.
📌 Ducto Ejaculatório
· Comprimento: Aproximadamente 2 cm.
· Formado por: União da ampola do ducto deferente com o ducto da glândula seminal.
· Trajeto:
· Perfura a cápsula da próstata;
· Atravessa o interior da próstata;
· Desemboca na uretra prostática.
🔄 Função
· Transporte do sêmen (espermatozoides + secreções das glândulas seminais e da próstata) para a uretra, que será o ducto final para ejaculação e micção.
glandulas seminais 
· Quantidade: Par (duas glândulas).
· Localização: Base da bexiga urinária, anterior ao reto.
· Tamanho: Aproximadamente 5 cm cada.
· Secreção:
· Líquido viscoso, ligeiramente alcalino e amarelado;
· Rica em frutose (nutriente energético para os espermatozoides);
· Contém ácido cítrico, proteínas de coagulação e prostaglandinas;
· Mais de 60% do volume do sêmen vem das glândulas seminais.
· Histologia:
· Epitélio pseudoestratificado colunar e cúbico;
· Camada mucosa altamente dobrada, formando espaços intercomunicantes.
· Irrigação sanguínea: Ramos das artérias retais médias.
· Inervação:
· Simpática: esvaziamento da secreção nos ductos ejaculatórios.
· Parassimpática: regula funções gerais da glândula.
📌 Próstata
· Formato e Tamanho: Firme, com formato de castanha, 4 cm de largura e 3 cm de espessura.
· Localização: Abaixo da bexiga urinária, envolve a porção inicial da uretra.
· Secreção:
· Líquido fino, branco-leitoso e ligeiramente alcalino;
· Facilita a motilidade dos espermatozoides;
· Atua como agente de liquefação do sêmen;
· Protege os espermatozoides contra o ambiente ácido da vagina;
· Contém a enzima fosfatase ácida (marcador clínico da função prostática);
· Cerca de 40% do volume do sêmen.
· Histologia:
· Envolvida por cápsula fibrosa;
· Possui lobos glandulares com ductos abrindo na uretra;
· Presença de músculo liso em feixes → auxilia na ejaculação.
· Irrigação sanguínea:
· Ramos das artérias retais média e inferior;
· Drenagem: plexo venoso prostático, que também drena o pênis.
· Inervação: Simpática e parassimpática pelo plexo pélvico
glandulas bulboretrais
Glândulas Bulbouretrais(de Cowper)
· Quantidade: Par (duas glândulas).
· Tamanho: Aproximadamente 1 cm de diâmetro.
· Localização: Abaixo da próstata, próximas à base do pênis.
· Ductos: Cada uma se conecta à uretra por um ducto com cerca de 2,5 cm.
· Função da secreção:
· Produzem muco mucóide, liberado antes da ejaculação;
· Neutraliza o pH da urina residual na uretra;
· Lubrifica a extremidade do pênis para o coito.
uretra
A uretra masculina serve como um tubo comum tanto para o sistema urinário quanto para o sistema reprodutor. Contudo, urina e sêmen não podem passar ao mesmo tempo, pois o reflexo nervoso que ocorre durante a ejaculação inibe temporariamente a micção.
A uretra masculina tem, em média, 20 cm de comprimento e apresenta uma forma curva em “S”, acompanhando o formato do pênis. Ela é dividida em três regiões principais, cada uma com características anatômicas e histológicas distintas:
1. Parte prostática: É a porção inicial da uretra, com cerca de 2,5 cm de comprimento. Atravessa a glândula próstata e é revestida por epitélio de transição. Nessa parte, a uretra recebe os ductos ejaculatórios (vindos das vesículas seminais e dos ductos deferentes) e também os ductos que drenam as secreções da própria próstata.
2. Parte membranácea: É a menor e mais estreita porção da uretra, com aproximadamente 0,5 cm de comprimento. Atravessa o diafragma urogenital e está cercada pelo músculo esfíncter uretral externo, que é composto por músculo esquelético e permite controle voluntário da micção. O epitélio nessa parte é geralmente colunar estratificado ou pseudoestratificado.
3. Parte esponjosa (peniana): É a porção mais longa da uretra, com cerca de 15 cm de extensão. Vai desde a borda inferior do diafragma urogenital até o óstio externo da uretra, na glande do pênis. Essa porção está envolvida pelo corpo esponjoso do pênis e é onde desembocam os ductos das glândulas bulbouretrais. O epitélio varia ao longo do trajeto, iniciando-se como pseudoestratificado colunar e tornando-se escamoso estratificado ao se aproximar da glande.
Funções da Uretra Masculina
· Sistema urinário: conduz a urina da bexiga até o meio externo.
· Sistema reprodutor: conduz o sêmen (espermatozoides + secreções das glândulas acessórias) durante a ejaculação.
· O reflexo da ejaculação inibe temporariamente a micção, impedindo que sêmen e urina passem ao mesmo tempo.
pênis
O pênis é o órgão copulador do sistema genital masculino e, junto com o escroto, constitui os genitais externos, suspensos no períneo. Ele é dividido em três partes principais: a raiz, o corpo e a glande.
· Raiz do pênis: Parte proximal fixa ao arco púbico. Expande-se posteriormente formando o bulbo do pênis, que está fixo à face inferior do diafragma urogenital e envolvido pelo músculo bulboesponjoso. Os ramos do pênis prendem a raiz ao ramo isquiopúbico e estão envolvidos pelos músculos isquiocavernosos.
· Corpo do pênis: Composto por três colunas cilíndricas de tecido erétil — dois corpos cavernosos dorsalmente e um corpo esponjoso ventralmente, que envolve a uretra esponjosa. Esses corpos são mantidos juntos por tecido fibroso e recobertos por pele.
· Glande do pênis: Porção distal em forma de cone formada pela expansão do corpo esponjoso. Abriga o óstio externo da uretra e apresenta a coroa da glande, uma proeminência na parte posterior. O frênulo do prepúcio é uma prega de tecido que prende a pele à glande na sua face inferior.
Função e Mecanismo de Ereção
O pênis se mantém flácido quando o tecido esponjoso está vazio de sangue. Durante a excitação sexual, os corpos cavernosos e o corpo esponjoso se enchem de sangue, causando a ereção, que torna o pênis firme e apto para a cópula.
Pele e Prepúcio
A pele do pênis é fina, pigmentada, sem pelos ou células adiposas. Cobre o órgão formando o prepúcio, uma bainha retrátil protetora sobre a glande.
· A circuncisão é a remoção cirúrgica do prepúcio, feita por razões higiênicas ou religiosas.
· O smegma é uma secreção sebácea que pode acumular na coroa da glande se a higiene for inadequada.
· A fimose é uma condição em que o prepúcio é muito apertado e não pode ser retraído, podendo requerer circuncisão.
Irrigação e Drenagem Venosa
· A irrigação sanguínea do pênis ocorre principalmente pela artéria pudenda interna (ramo da artéria ilíaca interna) e pela artéria pudenda externa superficial (ramo da artéria femoral).
· O retorno venoso é realizado pela veia dorsal superficial do pênis, que drena na veia safena magna da coxa, e pela veia mediana profunda, que desemboca no plexo prostático.
Inervação e Sensibilidade
O pênis é um órgão altamente sensível, especialmente na glande, devido à grande concentração de receptores táteis.
· Possui inervação motora simpática e parassimpática que controla as funções de ereção, ejaculação e outros reflexos sexuais.
Histologia do Sistema Reprodutor Masculino
Testículos
Lóbulos Testiculares
· O testículo é dividido em aproximadamente 250 a 300 lóbulos testiculares.
· Cada lóbulo contém de 1 a 4 túbulos seminíferos convolutos onde ocorre a espermatogênese.
Organização dos Ductos
· Os túbulos seminíferos convolutos conectam-se aos túbulos seminíferos retos (túbulos retos).
· Os túbulos retos conduzem os espermatozoides para a rede testicular (rete testis), localizada no mediastino do testículo.
· Da rede testicular, os ductos eferentes transportam os espermatozoides para o epidídimo.
Estrutura dos Ductos Seminíferos
· Revestidos por um epitélio seminífero complexo, com células germinativas em diferentes estágios de desenvolvimento.
· São envoltos por uma camada de células mioides que auxiliam no transporte dos espermatozoides.
Células do Epitélio Seminífero
· Espermatogônias: Células germinativas localizadas na base do epitélio, precursoras dos espermatozoides.
· Espermatócitos primários e secundários: Células em processos de meiose.
· Espermatídeos: Células haploides próximas à luz do túbulo, em processo de maturação.
· Espermatozoides: Células maduras liberadas na luz do túbulo.
Células de Sertoli
· Células de sustentação localizadas no epitélio seminífero.
· Fornecem suporte nutricional e proteção às células germinativas.
· Formam a barreira hematotesticular que controla o ambiente para o desenvolvimento dos espermatozoides.
· Secretam fluido testicular e hormônios como a inibina.
Tecido Intersticial do Testículo (Células de Leydig)
· Encontradas no espaço intersticial entre os túbulos seminíferos.
· Responsáveis pela produção de testosterona.
· Estimuladas pelo hormônio luteinizante (LH) da hipófise.
Detalhes Citológicos do Espermatozoide Maduro
· Cabeça: Contém o núcleo com DNA altamente condensado e o acrossomo, que libera enzimas para penetrar no óvulo.
· Colo: Região que liga a cabeça à cauda, contém centríolos.
· Cauda: Responsável pela motilidade, composta por flagelo com estrutura de 9+2 microtúbulos.
Ductos Intratesticulares
· Incluem os túbulos seminíferos, túbulos retos e rede testicular.
· Responsáveis pela produção e transporte inicial dos espermatozoides.
Epidídimo
· Localizado na superfície posterior do testículo.
· Revestido por epitélio pseudostratificado com estereocílios (microvilosidades alongadas) que auxiliam na absorção e maturação dos espermatozoides.
· Armazena e concentra os espermatozoides enquanto completam sua maturação.
Ductos Genitais Extratesticulares
· Ducto deferente: Tubo musculoso que transporta os espermatozoides do epidídimo até a uretra.
· Revestido por epitélio pseudostratificado e camada muscular espessa para condução rápida dos espermatozoides durante a ejaculação.
Glândulas Sexuais Acessórias
Vesículas Seminais
· Glândulas tubulares ramificadas que secretam um fluido alcalino rico em frutose, prostaglandinas e proteínas.
· A secreção nutre os espermatozoides e constitui cerca de 60% do volume do sêmen.
Próstata
· Glândula glandulo-muscular com secreção levemente ácida contendo enzimas, como a PSA (antígeno prostático específico), e substâncias que ajudam a ativar e proteger os espermatozoides.
· A secreção prostática compõe cerca de 20-30% do volume do sêmen.Glândulas Bulbouretrais (de Cowper)
· Produzem um muco alcalino que lubrifica e neutraliza o pH ácido residual da uretra antes da passagem do sêmen.
· Secreção mucóide que protege os espermatozoides durante o trajeto.
Pênis
Tecido Erétil do Pênis
· Composto por três corpos de tecido erétil: dois corpos cavernosos dorsais e um corpo esponjoso ventral que envolve a uretra.
· O tecido é altamente vascularizado com espaços cavernosos que se enchem de sangue durante a ereção.
Glândulas de Littré
· Glândulas mucosas distribuídas na uretra esponjosa que secretam muco para lubrificar a uretra.
Constituição do Sêmen
· Mistura dos espermatozoides e as secreções das glândulas acessórias.
· Composição:
· Espermatozoides (aprox. 5%)
· Secreção das vesículas seminais (~60%)
· Secreção da próstata (~20-30%)
· Secreção das glândulas bulbouretrais e outras glândulas uretrais (~5%)
Fisiologia do Sistema Reprodutor Masculino
Espermatogênese
· Processo pelo qual as células germinativas indiferenciadas (espermatogônias) se transformam em espermatozoides maduros.
· Ocorre nos túbulos seminíferos dos testículos.
· Passa por três fases principais:
1. Fase proliferativa: as espermatogônias dividem-se por mitose.
2. Fase meiótica: espermatócitos primários realizam meiose I para formar espermatócitos secundários, que depois realizam meiose II formando espermátides haploides.
3. Fase de diferenciação (espermiogênese): espermátides transformam-se em espermatozoides maduros com formação do flagelo e condensação do núcleo.
· Todo o processo dura cerca de 64 a 74 dias.
Síntese e Secreção de Androgênios
· Principal androgênio: testosterona.
· Produzida pelas células de Leydig no tecido intersticial do testículo.
· A síntese é estimulada pelo hormônio luteinizante (LH) da hipófise.
· Testosterona é liberada na circulação e age localmente nos túbulos seminíferos para promover a espermatogênese e em outros tecidos-alvo.
Mecanismo de Ação e Efeitos Fisiológicos dos Hormônios Androgênios
· Androgênios atuam ligando-se a receptores intracelulares específicos em células-alvo.
· Após ligação, o complexo hormônio-receptor atua como fator de transcrição para modificar a expressão gênica.
· Efeitos principais:
· Desenvolvimento e manutenção das características sexuais secundárias (barba, voz grossa, musculatura).
· Estímulo da espermatogênese.
· Influência no crescimento do pênis, próstata e vesículas seminais.
· Regulação do comportamento sexual.
· Aumento da síntese proteica e massa muscular.
Eixo Hipotálamo-Hipófise-Testículo
· Controle hormonal da função testicular.
· O hipotálamo secreta o hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH).
· GnRH estimula a hipófise anterior a liberar:
· Hormônio luteinizante (LH) — estimula as células de Leydig a produzir testosterona.
· Hormônio folículo-estimulante (FSH) — atua nas células de Sertoli para estimular a espermatogênese.
· Testosterona exerce retroalimentação negativa no hipotálamo e hipófise para regular a produção de GnRH, LH e FSH.
Maturação e Função Sexual
Puberdade
· Período em que os testículos começam a secretar grandes quantidades de testosterona.
· Desenvolvimento das características sexuais secundárias: crescimento do pênis e testículos, desenvolvimento dos pelos pubianos e faciais, voz mais grave.
· Início da espermatogênese ativa, com produção de espermatozoides maduros e capacidade reprodutiva.
Maturidade e Senescência
· Maturidade sexual é alcançada quando a espermatogênese está estabilizada e os níveis hormonais são constantes.
· Com o envelhecimento, ocorre uma diminuição gradual dos níveis de testosterona e da função testicular (andropausa).
· Pode haver redução da libido, massa muscular, densidade óssea e produção espermática.
Fisiologia: Ereção e Ejaculação
Ereção
· Fenômeno neurovascular mediado por estímulos sexuais (psíquicos ou táteis).
· Ativação do sistema nervoso parassimpático promove liberação de óxido nítrico (NO) nos corpos cavernosos.
· NO causa relaxamento do músculo liso, vasodilatação das artérias penianas e enchimento dos espaços cavernosos com sangue.
· Compressão das veias penianas reduz o retorno venoso, mantendo a rigidez do pênis.
· Quando a excitação cessa, o sistema simpático provoca contração do músculo liso, diminuindo o fluxo sanguíneo e encerrando a ereção.
Ejaculação
· Processo reflexo coordenado pelo sistema nervoso simpático.
· Consiste em duas fases:
1. Emissão: contração das glândulas sexuais acessórias (vesículas seminais, próstata e glândulas bulbouretrais) e do ducto deferente, conduzindo o sêmen para a uretra.
2. Expulsão: contrações rítmicas dos músculos bulboesponjoso e isquiocavernoso que impulsionam o sêmen para fora da uretra pela abertura do óstio externo.
· A ejaculação é geralmente seguida por um período refratário em que não é possível obter outra ereção imediata.
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