Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Educação e Sustentabilidade Ambiental 
Desenvolvimento sustentável e 
sociedade
Objetivos de aprendizagem
Ao término desta aula, vocês serão capazes de:
• definir desenvolvimento sustentável;
• inteirar-se mais profundamente dos problemas ambientais brasileiros;
• refletir sobre a nossa responsabilidade sobre o meio ambiente;
• saber que produzir alimentos também destrói o ambiente.
Falaremos agora sobre desenvolvimento sustentável e 
sociedade, mostrando a exploração destrutiva do homem desde 
os tempos da colonização e a nossa responsabilidade de ajudar a 
frear tudo isso.
Bons estudos!
02Aula
13
1- A pilhagem do planeta
2- Uso adequado da terra
1- A pilhagem do planeta
A situação do planeta chegou a um ponto crítico. E o que 
fazer para não piorar ainda mais? Parar tudo e voltar à idade da 
pedra, nem pensar. O homem não abre mão do conforto e do 
bem-estar conquistados com o desenvolvimento tecnológico, 
automóvel, celular, computador, automação, aviões, materiais 
sintéticos, televisão, rádio, robô, satélite, fax, disco a laser 
(CD), internet, fora os grandes avanços na área da saúde. 
Após a revolução industrial, no século XVIII, a humanidade 
experimentou um progresso geométrico, atingindo a era pós-
moderna em apenas duzentos anos ( Disponível em: http://
www.docstoc.com/docs/5856040/Tecnologia-e-sociedade. 
Acesso em: 09 set. 2012).
Esse salto de modernidade, porém, custou caro, “a 
pilhagem foi espetacular”, diz o antropólogo mexicano 
Guillermo Foladori (2001, p. 110):
Centenas de milhares animais foram caçados 
para se obter deles as peles (martas, castores, 
lobos, lontras, ursos, focas, leões marinhos, 
lobos-marinhos, ursos polares, crocodilos, 
leopardos, tigres, etc.); outros, pela carne 
(búfalos, bisontes, peixes-boi, tartarugas, 
etc.), pelo marfim (elefantes, leões-marinhos), 
pelas plumas de diversas aves, pelos chifres 
(rinocerontes, etc.), pelo azeite (baleias, leões-
marinhos, elefantes marinhos), ou outras partes 
do corpo (barbatanas de baleias, espermacete 
de cachalotes); outros desapareceram porque 
seus habitats foram transformados, ou foram 
caçados sistematicamente porque eram praga 
para os cultivos, como foi o caso de numerosas 
espécies de pássaros. As madeiras preciosas, 
demandadas pela rápida urbanização e pela 
indústria naval, foram saqueadas das selvas 
mais acessíveis às metrópoles industriais, 
e os minerais sofreram um novo embate da 
civilização.
A tecnologia pode salvar, como já comprovamos em 
diversas situações; por outro lado, pode também destruir, 
devido ao seu alto poder de devastar os recursos naturais que 
a Terra levou bilhões de anos para elaborar. 
A tecnologia pode salvar o homem das doenças 
e da fome, abreviar seu sofrimento, substitui-
lo nas árduas tarefas, garantir-lhe melhor 
qualidade de vida. Mas pode também acelerar 
a destruição da vida na terra, desequilibrar 
os ecossistemas pelo uso desordenado dos 
recursos naturais, pelo excesso de produção e 
pelo desperdício de energia.
Seções de estudo
A técnica resolve uma situação, mas acaba 
criando outros complicadores, derivados da 
própria resolução. Os efeitos inesperados (e 
muitas vezes perversos) da técnica podem ser 
mais bem identificados no caso das doenças.
A descoberta de drogas pode facilitar a 
sobrevida dos seres humanos em relação 
a bactérias ou vírus, mas não impede o 
surgimento de outros mais resistentes e até 
invulneráveis, como é o caso do vírus da Aids. 
Não se sabe até que ponto o surgimento desses 
microrganismos resistentes deve-se ao efeito 
de um combate mal dirigido (Disponível em: 
http://www.docstoc.com/docs/5856040/
Tecnologia-e-sociedade. Acesso em: 09 set. 
2012).
A formação colonial de alguns países, entre eles o Brasil, 
já é em si um fator de destruição ambiental, tendo em vista 
que a natureza do colonizador é conquistar espaço e explorar 
as riquezas do solo: 
O Brasil teve por berço uma formação 
colonial, e isso significa que a motivação da 
conquista de espaços está na gênese do País. 
A apropriação de novos lugares, com suas 
populações, riquezas e recursos naturais, era 
o móvel básico da colonização. Isso imprime 
uma marca na sociedade gestada na colônia, 
uma sociedade que tinha na conquista 
territorial um forte elemento de identidade. 
Assim, uma ótica dilapidadora comanda o 
processo de instalação do colonizador, a qual 
se expressa num padrão extensivo (do ponto 
de vista do espaço) e intensivo (do ponto de 
vista dos recursos naturais) de uso do solo 
(Moraes, 2005, p.13).
De acordo com o autor, a colonização europeia se 
processou de forma espoliativa, com a exploração intensa dos 
recursos naturais das colônias:
Com raras exceções o europeu estabeleceu 
nas terras ibero-americanas um “sentido de 
colonização” essencialmente espoliativo, 
criando “colônias de exploração”, onde o 
atrativo do assentamento era a existência de 
recursos naturais valiosos, apropriados num 
ritmo intensivo. O móvel geral do processo 
era a transferência de riquezas naturais 
depositada nas colônias para alimentar a 
economia metropolitana.
O território colonial é visto como um espaço a 
se ganhar [...]. Mesmo com [...] a emancipação 
política [...] as elites permanecem pensando 
seus países como espaços a se ganhar [...] 
(Moraes, 2005, p. 36-37).
O autor prossegue afirmando que “do ponto de vista 
da Geografia, tem-se um padrão de ocupação predador e 
extensivo, que em um ritmo intenso tenta sugar – no limite da 
tecnologia disponível - os lugares incorporados ao sistema”. 
Segundo ele, 
14Educação e Sustentabilidade Ambiental 
Na medida em que o centro dinâmico do 
processo é externo estabelece-se um fluxo 
desigual com a contínua drenagem do 
excedente produzido na colônia.
[...] Assim, o padrão colonial latino-americano 
de valorização do espaço implicou um 
gradativo empobrecimento relativo dos 
territórios onde se instalou, uma destruição da 
riqueza natural, sem uma agregação de valor 
ao solo, compatível com a riqueza retirada.
[...] a noção de conquista expressa-se num 
avanço territorial extensivo e dilapidador, 
de baixa produtividade geralmente e preso à 
perspectiva do retorno a curto prazo. Age-se 
como se o fundo territorial fosse inesgotável 
[...]. O padrão colonial de valorização do 
espaço não muda (em linhas gerais) com a 
independência nacional dos vários países, [...] 
mas se redefine [...] (Moraes, 2005, p. 36-38).
Adotar um sistema de desenvolvimento menos agressivo 
ao meio ambiente, o chamado desenvolvimento sustentável. 
Vejam o que sugere Stephen Hawking:
Para Refletir
O físico inglês Stephen Hawking, recentemente aconselhou a humanidade 
a abandonar a Terra e ir para o espaço se não quiser desaparecer até o 
próximo século. “Avançamos muito nos últimos 100 anos. Se quisermos 
ir além nos próximos 100, o futuro é o espaço” (Hawking, VEJA, 18 ago. 
2010, p. 61).
Há quase 60 anos alguns segmentos revelavam certa 
inquietação relacionada ao meio ambiente, manifestada durante 
a Conferência sobre Biosfera, realizada em Paris, em 1968, e 
na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, 
ocorrida em Estocolmo, em 1972. Segundo Andrade et al. 
(2000, p. 2), a primeira conferência “marcou o despertar de 
uma consciência ecológica mundial” e a segunda “veio colocar 
a questão ambiental nas agendas oficiais internacionais”, 
sendo “a primeira vez que representantes de governos se 
uniram para discutir a necessidade de tomar medidas efetivas 
de controle dos fatores que causam degradação ambiental”:
Nesse evento, popularizou-se a frase da 
então primeira-ministra da Índia, Indira 
Gandhi: “A pobreza é a maior das poluições”. 
Foi nesse contexto que os países do sul 
afirmaram que a solução da poluição não 
era brecar o desenvolvimento e sim orientar 
o desenvolvimento para preservar o meio 
ambiente e os recursos não renováveis 
(Andrade et al., 2000, p. 2).
Vinte anos após a Conferência de Estocolmo, aconteceu 
a Rio 92, em 1992, no Rio de Janeiro, que resultou na “Carta 
da Terra (rebatizadade Declaração do Rio) e a Agenda 21”, 
informa Andrade et al. (2000, p.2). Segundo ele, “a Declaração 
do Rio visa a ‘estabelecer acordos internacionais que respeitem 
os interesses de todos e protejam a integridade do sistema 
global de ecologia e desenvolvimento’” (2000, p. 2).
A Agenda 21 dedica-se aos problemas da 
atualidade e almeja preparar o mundo para 
os desafios [...]. Ela reflete o consenso global 
e o compromisso político em seu mais alto 
nível, objetivando o desenvolvimento e o 
compromisso ambiental. No entanto, para a 
implantação bem sucedida da
Agenda 21, é necessário o engajamento e 
responsabilidade dos governos. [...] tem por 
objetivo colocar em prática programas para 
frear o processo de degradação ambiental e 
transformar em realidade os princípios da 
Declaração do Rio (Andrade et al., 2000, p. 2).
Saber Mais
Gente, mas não dá para falar em desenvolvimento sustentável sem 
preservação ambiental. Conceito criado no final do século passado, o 
desenvolvimento sustentável preconiza a exploração racional do solo 
e dos recursos naturais, o respeito ao meio ambiente e qualidade de 
vida para as pessoas. É um tipo de desenvolvimento econômico bem 
diferente daquele praticado até agora, em que se prioriza o crescimento, 
mesmo que isso signifique o esgotamento da matéria-prima existente na 
natureza e o sacrifício do homem.
Observe que países emergentes como China e Índia, que 
registram altos índices de crescimento anual estão poluindo 
e consumindo recursos naturais exageradamente e, mesmo 
assim, boa parte da população não partilha dos benefícios 
gerados por essa explosão econômica, vivendo com baixos 
salários e em condições precárias, praticamente na miséria. 
Esse tipo de problema ocorre porque está havendo apenas 
crescimento econômico, sem distribuição de renda, ao 
contrário de desenvolvimento econômico, que prioriza 
também o cidadão, proporcionando-lhe os benefícios do 
crescimento da economia, aliado à conservação ambiental. 
Desenvolvimento sustentável é bem diferente daquilo que 
estamos acostumados a assistir hoje: é socialmente justo, isto 
é, proporciona qualidade de vida às pessoas; ambientalmente 
correto, porque conserva a natureza, e ainda dá lucro. 
O texto de Marina Ceccato Mendes, a seguir, resume de 
maneira clara e simples o que é desenvolvimento sustentável, 
tido como a base para o desenvolvimento econômico, sistema 
este que difere de crescimento econômico, como bem explica 
a autora.
Prestem bem atenção nas definições de crescimento 
econômico e desenvolvimento econômico para que vocês 
consigam distinguir um do outro quando ouvirem falar do 
assunto, que faz parte da vida de cada um.
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
Marina Ceccato Mendes
Você já parou para pensar no que significa a palavra “progresso”? Pois 
então pense: estradas, indústrias, usinas, cidades, máquinas e muitas 
outras coisas que ainda estão por vir e que não conseguimos nem ao 
menos imaginar.
Algumas partes desse processo todo são muito boas, pois melhoram 
a qualidade de vida dos seres humanos de uma forma ou de outra, 
como no transporte, comunicação, saúde, etc. Mas agora pense só: 
será que tudo isso de bom não tem nenhum preço? Será que para ter 
15
toda essa facilidade de vida nós, humanos, não pagamos nada? Você já 
ouviu alguém dizer que para tudo na vida existe um preço? Pois é, nesse 
caso não é diferente. O progresso, da forma como vem sendo feito, tem 
acabado com o ambiente ou, em outras palavras, destruído o planeta 
Terra e a Natureza. Um estudioso do assunto disse uma vez que é mais 
difícil o mundo acabar devido a uma guerra nuclear ou a uma invasão 
extraterrestre (ou uma outra catástrofe qualquer) do que acabar pela 
destruição que nós, humanos, estamos provocando em nosso planeta. 
Você acha que isso tudo é um exagero? Então vamos trocar algumas 
ideias.
E o Desenvolvimento Sustentável?
O atual modelo de crescimento econômico gerou enormes desequilíbrios; 
se, por um lado, nunca houve tanta riqueza e fartura no mundo, por 
outro lado, a miséria, a degradação ambiental e a poluição aumentam 
dia a dia. Diante desta constatação, surge a ideia do Desenvolvimento 
Sustentável (DS), buscando conciliar o desenvolvimento econômico com 
a preservação ambiental e, ainda, ao fi m da pobreza no mundo.
As pessoas que trabalharam na Agenda 21 escreveram a seguinte 
frase: “A humanidade de hoje tem a habilidade de desenvolver-se de 
uma forma sustentável, entretanto é preciso garantir as necessidades 
do presente sem comprometer as habilidades das futuras gerações em 
encontrar suas próprias necessidades”. Ficou confuso com tudo isso? 
Então calma, vamos por partes.
Essa frase toda pode ser resumida em poucas e simples palavras: 
desenvolver em harmonia com as limitações ecológicas do planeta, ou 
seja, sem destruir o ambiente, para que as gerações futuras tenham 
a chance de existir e viver bem, de acordo com as suas necessidades 
(melhoria da qualidade de vida e das condições de sobrevivência). Será 
que dá para fazer isso? Será que é possível conciliar tanto progresso e 
tecnologia com um ambiente saudável?
Acredita-se que isso tudo seja possível, e é exatamente o que propõem 
os estudiosos em Desenvolvimento Sustentável, que pode ser definido 
como: “equilíbrio entre tecnologia e ambiente, relevando-se os diversos 
grupos sociais de uma nação e também dos diferentes países na busca 
da equidade e justiça social”.
Para alcançarmos o DS, a proteção do ambiente tem que ser entendida 
como parte integrante do processo de desenvolvimento e não pode ser 
considerada isoladamente; é aqui que entra uma questão sobre a qual 
talvez você nunca tenha pensado: qual a diferença entre crescimento 
e desenvolvimento? A diferença é que o crescimento não conduz 
automaticamente à igualdade nem à justiça sociais, pois não leva em 
consideração nenhum outro aspecto da qualidade de vida a não ser o 
acúmulo de riquezas, que se faz nas mãos apenas de alguns indivíduos 
da população. O desenvolvimento, por sua vez, preocupa-se com a 
geração de riquezas sim, mas tem o objetivo de distribuí-las, de melhorar 
a qualidade de vida de toda a população, levando em consideração, 
portanto, a qualidade ambiental do planeta.
O DS tem seis aspectos prioritários que devem ser entendidos como 
metas:
• A satisfação das necessidades básicas da população 
(educação, alimentação, saúde, lazer, etc);
• A solidariedade para com as gerações futuras (preservar o 
ambiente de modo que elas tenham chance de viver);
• A participação da população envolvida (todos devem se 
conscientizar da necessidade de conservar o ambiente e 
fazer cada um a parte que lhe cabe para tal);
• A preservação dos recursos naturais (água, ar, etc);
• A elaboração de um sistema social garantindo emprego, 
segurança social e respeito a outras culturas (erradicação 
da miséria, do preconceito e do massacre de populações 
oprimidas como, por exemplo, os índios);
• A efetivação dos programas educativos.
Na tentativa de chegar ao DS, sabemos que a Educação Ambiental é 
parte vital e indispensável, pois é a maneira mais direta e funcional de 
se atingir pelo menos uma de suas metas: a participação da população.
E daí, gente, gostaram do texto? Fácil, né? E bastante 
esclarecedor!
2- Uso adequado da terra
Considerando que o Brasil é o país do agronegócio e que 
o solo é a nossa maior riqueza, pois extraímos dele tudo que 
precisamos para viver neste planeta, podemos assim entender 
sua importância. A produção de alimentos, incluindo os de 
origem vegetal e animal, exige muito desse solo, e, por isso, a 
agricultura e a pecuária precisam ser conduzidas de maneira 
sustentável, prática essa que contribui também para a saúde 
dos rios e dos mananciais de água em geral:
O uso adequado da terra é o primeiro passo 
em direção à preservação do recurso natural 
solos, e à agricultura correta e sustentável. 
Para isso, deve-se empregar cada parcela de 
terra de acordo com a sua aptidão, capacidade 
de sustentação e produtividade econômica,de tal forma que os recursos naturais sejam 
colocados à disposição do homem para seu 
melhor uso e benefício, ao mesmo tempo em 
que são preservados para as gerações futuras 
(Lepsch et al., 1991 apud Santos; Câmara, 
2002).
A agricultura e a pecuária são altamente impactantes 
porque exigem o desmatamento de grandes extensões de 
terra. Vejam bem, quando eliminamos uma floresta composta 
por vegetação variada, animais, insetos, solo com estrutura 
física e química equilibradas e colocamos ali uma única cultura 
ou pastagem, evidentemente vai alterar todo ecossistema, que 
inclui os seres vivos (animais e plantas) e o ambiente, solo, 
água, umidade relativa do ar etc.
A floresta abriga várias espécies de árvores, arbustos e 
plantas rasteiras, insetos, aves, fungos, microrganismos, entre 
outros seres, vivendo no mais completo equilíbrio. A partir 
do momento em que isso se desfaz, fatalmente ocorre o 
desequilíbrio e com ele uma série de problemas resultantes 
dessa mudança. Insetos que antes não representavam ameaça, 
vivendo na floresta sem incomodar ou prejudicar ninguém, 
acabam migrando para as lavouras e pastagens em busca de 
alimento. Em muitos casos, esses insetos se tornam pragas 
porque seu recurso alimentar (a monocultura) é abundante.
Além disso, muitos deles possuem alto índice de 
infestação e poder de destruição. O mesmo pode ocorrer com 
os fungos, vírus e bactérias, que no seu habitat natural eram 
inofensivos, agora se tornam altamente destrutivos quando 
atingem as lavouras ou mesmo as pastagens.
16Educação e Sustentabilidade Ambiental 
Além de desmatar, a agricultura mexe com as estruturas 
química e física do solo e requer a utilização de produtos 
químicos (fertilizantes, inseticidas, fungicidas, herbicidas etc.) 
que poluem o ambiente, incluindo solo, água, ar e também 
afetam a saúde do homem e dos animais. Dependendo do 
sistema de manejo das culturas, pode levar ao depauperamento 
do solo, que perde fertilidade, passando a produzir cada vez 
menos. Outro problema grave enfrentado pelo solo mal 
cuidado são as erosões, que por sua vez comprometem os 
rios com o assoreamento, quando não existem matas ciliares 
para protegê-los:
As principais causas do Assoreamento de rios, 
ribeirões e córregos, lagos, lagoas e nascentes 
estão relacionadas aos desmatamentos, tanto 
das matas ciliares quanto das demais coberturas 
vegetais que, naturalmente, protegem os solos.
A exposição dos solos para práticas agrícolas, 
exploração agropecuária, mineração 
ou para ocupações urbanas, em geral 
acompanhadas de movimentação de terra e da 
impermeabilização do solo, abrem caminho 
para os processos erosivos e para o transporte 
de materiais orgânicos e inorgânicos, que são 
drenados até o depósito final nos leitos dos 
cursos d’água e dos lagos (Disponível em: 
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/
meio-ambiente-assoreamento/. Acesso em: 
09 set. 2012.).
Vejam nestas fotos os estragos da erosão
Disponível em: http://www.igc.usp.br/uploads/pics/geoeduamb4.jpg. 
Acesso em: 20 maio 2010.
Disponível em: http://www.diaadia.pr.gov.br/tvpendrive/arquivos/File/
imagens/2biologia/erosao5.jpg. Acesso em: 20 maio 2010. 
E quanto a assoreamento, o que é isso?
Assoreamento é a obstrução, por sedimentos, areia ou detritos 
quaisquer, de um estuário, rio, ou canal. Pode ser causador de redução 
da correnteza.
No Brasil é uma das causas de morte de rios, devido à redução de 
profundidade. Os processos erosivos, causados pelas águas, ventos e 
processos químicos, antrópicos e físicos, desagregam solos e rochas 
formando sedimentos que serão transportados. O depósito destes 
sedimentos constitui o fenômeno do assoreamento.
O assoreamento é um fenômeno muito antigo e existe há tanto tempo 
quanto existem os mares e rios do planeta, e este processo já encheu o 
fundo dos oceanos em milhões de metros cúbicos de sedimentos.
Porém o homem vem acelerando este antigo processo por meio dos 
desmatamentos, que expõe as áreas à erosão, a construção de favelas 
em encostas que, além de desmatar, tem a erosão acelerada devido 
à declividade do terreno, as técnicas agrícolas inadequadas, quando 
se promovem desmatamentos extensivos para dar lugar a áreas 
plantadas, a ocupação do solo, impedindo grandes áreas de terrenos de 
cumprirem com seu papel de absorvedor de águas e aumentando, com 
isso, a potencialidade do transporte de materiais, devido ao escoamento 
superficial e das grandes emissões gasosas.
O assoreamento não chega a estagnar um rio, mas pode mudar 
drasticamente seu rumo. O assoreamento pode acabar com lagos. A 
deposição de sedimentos em reservatórios é um grande problema no 
Brasil, pois a maioria da energia consumida vem de usinas hidroelétricas. 
No caso da Usina hidrelétrica de Tucuruí, por exemplo, foi calculado em 
400 anos o tempo necessário para o assoreamento total do reservatório 
da barragem.
Apesar de não “matar” os rios, o assoreamento pode aumentar o nível de 
terra submersa e ajuda a aumentar os níveis das enchentes. Disponível 
em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Assoreamento. Acesso em: 28 maio 
2010.
Viram só? Não é à toa que há tantos desabamentos 
e enchentes nas épocas de chuva.
É gente, vocês perceberam o quanto o homem interfere 
no seu meio, mesmo que seja somente para atender às suas 
necessidades básicas de alimento e moradia? A demanda por 
alimento, por exemplo, aumenta cada vez mais à medida que 
se eleva o crescimento demográfico. As previsões indicam 
que em 2025 a população do planeta será de 8,5 bilhões de 
habitantes. E se hoje, com mais de 7 bilhões de habitantes, 
quase a metade vive na miséria e muitos ainda morrem de 
fome, o que dizer daqui a menos de duas décadas, quando 
chegaremos a 8,5 bilhões? Alguns analistas discordam desse 
número sob o argumento de que a taxa de natalidade vem 
caindo. Mas, por outro lado, vive-se mais hoje em dia, graças 
aos avanços da ciência. No entanto, mesmo que o índice de 
crescimento demográfico seja menor, ainda sobra muita gente 
no planeta, e a maior parte desse contingente se concentra 
nos países pobres, com pouca ou nenhuma infraestrutura. O 
desafio é: como dispor de água, comida, moradia, vestuário, 
saúde, educação, transporte, tecnologia e outros bens de 
consumo para tanta gente? Teremos que desmatar o resto de 
floresta que ainda existe?
São questões que desafiam a ciência, no sentido multi 
e interdisciplinar. No setor de produção de alimentos, 
por exemplo, existem alternativas que podem contribuir 
17
muito, como o desenvolvimento de novas tecnologias que 
possibilitem o aumento da produtividade, ou seja, elevar a 
produção de alimentos utilizando o mesmo espaço ocupado 
hoje, sem incorporar novas áreas ao processo produtivo.
Incessantemente, as instituições de pesquisa procuram 
aprimorar as tecnologias que proporcionam meios de produzir 
mais, sem causar tantos prejuízos ao meio ambiente. Algumas 
já desenvolvidas são o sistema de plantio direto, o manejo 
integrado de pragas e doenças, a rotação de culturas, o plantio 
em nível, o desenvolvimento de cultivares mais produtivas e 
resistentes a pragas e doenças e, mais recentemente, o sistema 
agroflorestal. São alternativas que causam menos impacto 
ambiental na tentativa de proteger o solo e os demais recursos 
naturais da exaustão.
Vamos explicar resumidamente o que vem a ser cada 
uma delas, por sinal, já bem difundidas no setor agropecuário.
PLANTIO DIRETO
É um sistema de cultivo que não remove o solo. Uma 
cultura é semeada em cima da palhada da cultura anterior. 
Com isso, não se agride tanto a terra com a movimentação 
de grades e arados, além de protegê-la do sol e do impacto da 
chuva. Nesse sistema, a planta fica mais resistente aos períodos 
de seca porque a palhada conserva a umidade do solo.
MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS E 
DOENÇAS
O manejo integrado de pragas e doenças contribui para 
reduzir o número de aplicações de produtos químicos nas 
lavouras. Quando ocorre infestação de uma praga ou doença, 
a lavoura é monitoradaa fim de se verificar o nível de dano 
causado. A aplicação só ocorre quando realmente houver 
necessidade, ou seja, quando a praga ou a doença puderem 
comprometer a lavoura.
ROTAÇÃO DE CULTURA
A monocultura é o cultivo intensivo de um único tipo de 
lavoura a cada safra como, por exemplo, o que acontece em 
Mato Grosso do Sul, onde nas regiões agrícolas predomina 
a soja no verão e o milho no inverno. A rotação de cultura 
inclui outras alternativas de cultivo para as safras de verão e 
de inverno. Essa prática ajuda a quebrar o ciclo de pragas e 
doenças e a manter a fertilidade do solo, já que cada planta 
extrai dele tipos diferentes de nutrientes.
PLANTIO EM NÍVEL
Deve ser utilizado quando o produtor não quiser fazer 
plantio direto. Esse sistema ajuda a preservar o solo evitando 
que a chuva leve partículas de terra e seus nutrientes para 
dentro dos rios, causando o chamado assoreamento. O 
assoreamento é o acúmulo de terra no fundo dos rios. O 
processo contínuo desse fenômeno vai tornando o rio cada 
vez mais raso, podendo levá-lo ao desaparecimento.
CULTIVARES MAIS PRODUTIVAS E 
RESISTENTES A PRAGAS E DOENÇAS
As cultivares mais produtivas contribuem para aumentar 
a produção, sem a necessidade de incorporar novas áreas ao 
processo produtivo. A resistência às pragas e doenças diminui 
a aplicação de defensivos, ou agrotóxicos, como preferem 
alguns, reduzindo o impacto ambiental causado por esses 
produtos.
SISTEMA DE AGROFLORESTA
Uma agrofloresta é formada por várias espécies de 
plantas cultivadas, de hábitos e ciclos de cultivo diferentes 
em uma mesma área. Essa associação de culturas é proposta 
para pequenas propriedades, por causa das várias opções de 
comercialização dos produtos. Esse sistema é ambientalmente 
interessante porque proporciona alguma diversidade local, 
inclusive de animais predadores que podem controlar as pragas 
das lavouras. Com isso, reduz-se o número de aplicações 
de agrotóxicos, livrando o solo, a água, o ar, o homem e os 
animais do excesso de veneno despejado na natureza. Além 
disso, proporciona uma enorme economia financeira.
CONSORCIAÇÃO ENTRE AGRICULTURA E 
PECUÁRIA:
É outra ótima alternativa de preservação do solo, já que 
a agricultura contribui para recuperar as áreas de pastagem 
degradadas pelo pisoteio dos animais, na pecuária extensiva; 
e as áreas ocupadas pelos animais se tornam boas para a 
agricultura por causa da adubação orgânica proveniente do 
esterco.
2.1 AGENDA 212 e os impactos na 
agricultura
As questões que se referem à preocupação com os 
impactos da agricultura e da pecuária, também estão presentes 
no documento intitulado Agenda 21, que consiste em um 
plano de ação para o Século XXI, visando à sustentabilidade 
da vida na Terra. Em seus 40 capítulos, a Agenda 21 aborda 
temas que envolvem:
• dimensões Econômicas e Sociais;
• conservação e Manejo de Recursos Naturais;
• meios de Implementação.
Saber Mais
A Agenda 21 estima que, para reparar os danos causados ao ambiente 
pelas diversas atividades humanas, serão necessários 600 bilhões de 
dólares.
Elaborada após a Conferência das Nações Unidas sobre 
o Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Eco 92, e adotada 
por mais de 170 países, dedica boa parte de seu conteúdo 
ao desenvolvimento agrícola sustentável. Existem várias 
definições de desenvolvimento sustentável. Uma delas, a da 
Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento 
(CMAD) dá uma ideia ampla do significado desse termo: 
“Desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento que vai 
ao encontro das necessidades do presente sem comprometer 
a habilidade das futuras gerações de satisfazer as suas”.
Voltando à Agenda 21, o documento esclarece que:
Com o objetivo de criar condições que permitam o desenvolvimento 
rural e agrícola sustentável, verifica-se a necessidade de efetuar 
importantes ajustes nas políticas para a agricultura, o meio ambiente 
18Educação e Sustentabilidade Ambiental 
e a macroeconomia, tanto no nível nacional como internacional, nos 
países desenvolvidos e nos países em desenvolvimento. O principal 
objetivo do desenvolvimento rural e agrícola sustentável é aumentar a 
produção de alimentos de forma sustentável e incrementar a segurança 
alimentar. Isso envolverá iniciativas na área da educação, o uso de 
incentivos econômicos e o desenvolvimento de tecnologias novas e 
apropriadas, dessa forma assegurando uma oferta estável de alimentos 
nutricionalmente adequados, o acesso a essas ofertas por parte dos 
grupos vulneráveis, paralelamente à produção para os mercados; 
emprego e geração de renda para reduzir a pobreza; e o manejo dos 
recursos naturais juntamente com a proteção do meio ambiente.
Para assegurar o sustento de uma população em expansão é preciso 
dar prioridade à manutenção e aperfeiçoamento da capacidade das 
terras agrícolas de maior potencial. No entanto a conservação e a 
reabilitação dos recursos naturais das terras com menor potencial, com 
o objetivo de manter uma razão homem/terra sustentável, também são 
necessárias. Os principais instrumentos do desenvolvimento rural e 
agrícola sustentável são a reforma da política agrícola, a reforma agrária, 
a participação, a diversificação dos rendimentos, a conservação da 
terra e um melhor manejo dos insumos. O êxito do desenvolvimento 
rural e agrícola sustentável dependerá em ampla medida do apoio e da 
participação das populações rurais, dos Governos nacionais, do setor 
privado e da cooperação internacional, inclusive da cooperação técnica 
e científica. Agenda 21. Disponível em: http://www.ambiente.sp.gov.br/
agenda 21/ag14.htm. Acesso em: 08 mar. 2007.
Saber Mais
Considerando ser o planeta Terra a nossa casa, alcançar o 
desenvolvimento sustentável requer a união de todos, trabalhadores, 
empresários, governantes, pesquisa e a população em geral, atuando de 
forma inter e multidisciplinar.
2.2 As organizações e o 
desenvolvimento sustentável
As organizações se constituem em outro segmento 
importante que precisa se adequar ao desenvolvimento 
sustentável, investindo em um “gerenciamento ecológico, que 
é motivado por uma ética ecológica e por uma preocupação 
com o bem-estar das futuras gerações. Seu ponto de partida é 
uma mudança de valores na cultura empresarial” (Andrade et 
al., 2000, p. 12). O autor prossegue argumentando que:
a gestão ecológica não questiona a ideologia 
do crescimento econômico, que é a 
principal força motriz das atuais políticas 
econômicas e, tragicamente, da destruição do 
ambiente global. A gestão ecológica implica 
o reconhecimento de que o crescimento 
econômico ilimitado em um planeta finito 
só pode levar a um desastre.
Dessa forma, faz-se uma restrição ao 
conceito de crescimento, introduzindo-se a 
sustentabilidade ecológica como critério 
fundamental de todas as atividades de 
negócios (grifos nossos).
Observem vocês as palavras grifadas em negrito e 
vejam a ênfase dada pelo autor ao problema do crescimento 
econômico ilimitado em um planeta finito, que é o que 
estamos vendo hoje, ou seja, a ordem é produzir muito 
e consumir muito. Porém, ao produzir muito, extraímos 
grande quantidade de matéria-prima que a natureza oferece 
em abundância, mas que não consegue repor com a mesma 
velocidade. E daí, o que pode acontecer?
Uma hora essa fartura acaba. Vamos exemplificar. É 
como se você estocasse certa quantidade de alimento na 
despensa, suficiente para manter cinco pessoas durante um 
ano, cada uma comendo um quilo por dia. O problema é que 
essas pessoas começam a comer cada dia mais, passando para 
2, 3, 4, 5 quilos por dia cada uma e ainda desperdiçam alguma 
coisa, jogando fora partes do alimento. E agora, a comida vai 
dar para um ano, ou vai terminar antes? É claro que vai acabar 
bem mais cedo do que se pensava; assim são os recursos 
naturais. 
Uma forma de incentivar esse crescimento econômico 
ilimitado a que se refere Andrade et al. (2000) é o consumismo 
desenfreado que tomou conta das pessoas. A vontade de 
consumir é tanta que pessoas com renda menordo que dois 
salários mínimos chegam a possuir vários cartões de crédito. 
E para quê? Alguns de vocês podem até concordar com isso, 
mas convenhamos que quanto mais cartões à mão maiores 
são as chances de se comprar; e a prazo, o que é pior, pagando 
juros altos. Os objetos tornam-se obsoletos rapidamente e 
logo são substituídos, aumentando o consumo de matéria-
prima, energia e causando muita poluição, resultante do lixo e 
dos resíduos industriais. 
Segundo Andrade et al. (2000, p. 14),
o avanço tecnológico e o desenvolvimento 
do conhecimento humano, por si apenas, 
não possuem efeitos se a qualidade da 
administração efetuada sobre os grupos 
organizados de pessoas não permitir uma 
aplicação efetiva desses recursos humanos. A 
administração, com suas novas concepções, 
está sendo considerada uma das principais 
chaves para a solução dos mais graves 
problemas que afligem atualmente o mundo 
moderno. Seja nas indústrias, no comércio, nas 
organizações de serviço público, nos hospitais, 
nas universidades, nas instituições militares ou 
em qualquer outra forma de empreendimento 
humano, a eficácia com que as pessoas 
trabalham em conjunto para conseguir 
objetivos comuns depende, principalmente 
da capacidade daqueles que exercem funções 
administrativas (grifos nossos).
Adotar medidas que atentem para a questão ambiental 
e ecológica “é a onda do momento”, digamos assim, pois 
o mundo exige isso. Para Andrade et al. (2000, p. 14) [...] os 
resultados econômicos passam a depender cada vez mais de 
decisões empresariais que levem em conta que:
a) não há conflito entre a lucratividade e a questão 
ambiental;
b) o movimento ambientalista cresce em escala 
mundial;
c) clientes e comunidade em geral passam a valorizar 
cada vez mais a proteção do meio ambiente;
d) a demanda e, portanto, o faturamento das empresas 
19
passam a sofrer cada vez mais pressões e a depender 
diretamente do comportamento de consumidores 
que enfatizarão suas preferências por produtos e 
organizações ecologicamente corretas.
Curiosidade
Na verdade, o planeta está em nossas mãos e cabe a cada um agir em sua 
defesa para garantir uma sobrevida no próximo século, a fim de que não 
se confirme a previsão catastrófica de Stephen Hawking, “aconselhando 
a humanidade a abandonar a Terra, sob o risco de extinção da espécie” 
(Veja, 18 ago. 2010, p. 60) ao que César Augusto Gomes, conselheiro 
do CORECON/ES, mestre em economia pela UFPE, endossa com uma 
advertência:
[...] se o “bicho-homem” não se transformar 
em “homem”, cuidando do que recebeu e 
provocando transformações positivas, em 
todos os sentidos, sem gerar desequilíbrios 
relevantes pela sua intervenção, este 
“mundão” está fadado à piora da qualidade 
de vida, encarecimento da sobrevida e a 
inviabilização parcial da sobrevida para 
alguns bilhões de seres menos aquinhoados 
(Gomes, 2 0 0 7 ,http://www. cofec 
o n . o r g . b r / i n d e x . p h p ? o p t i o n = c o m _
ent&task=view&id=627&Itemid=106).
Conforme Gomes (2007): “[...] o desequilíbrio ambiental pode 
parar a economia mundial, pois depois de determinado ponto 
de degradação, o dispêndio monetário para a correção se torna 
infinanciável”(http://www.cofecon.org.br/index.php?option=com_
content&task=view&id=627&Itemid=106. Daí a necessidade urgente de 
se adotar o desenvolvimento sustentável. O autor prossegue afirmando 
que:
o “bicho-homem” tanto fez das suas que o 
mundo futuro agora não está mais garantido, 
pois a natureza está se rebelando contra os 
dois séculos de desapego humano quanto à 
conservação das propriedades naturais das 
vegetações e mares. Temos, agora, palavras 
em voga dantes desconhecidas: aquecimento 
global, preservação da biodiversidade, geleiras 
desgelando e contribuindo para o aumento da 
vazão e do nível das ondas marítimas, crédito-
carbono, projeções desastrosas de extensos 
territórios que vão virar desertos irrecuperáveis, 
vidas marinhas (peixes) em fragorosa queda, 
etc. Ou seja, estamos juntando num mesmo 
saco [será que de lixo?] de mazelas perpetradas 
por governantes insanos e por cidadãos 
socialmente irresponsáveis. 
Gomes (2007) cita um trecho de uma matéria veiculada 
pelo Jornal Valor Econômico (2007, p. A8) que afirma o seguinte:
Saber Mais
É muito provável que os gases-estufa emitidos pelas atividades humanas 
tenham causado a maior parte do aumento observado nas temperaturas 
médias globais desde meados do século XX. Muito provável signifi ca pelo 
menos 90% de probabilidade. No relatório anterior, de 2001, a ligação era 
provável com 66% de chances (Gomes, 2007, http://www.cofecon.org.br/
index.php?option=com_content&task=view&id=627&Itemid=106).
Parece que estamos indo bem. Então, para encerrar 
esse tópico, vamos recordar:
Retomando a aula
1 – A pilhagem do planeta
Durante séculos o planeta foi explorado de todas as 
maneiras, agora ele pede socorro. Precisamos atender ao seu 
chamado.
2 – Uso adequado do solo
Não resta dúvida de que não é possível parar de produzir 
alimentos, mas é preciso produzir respeitando o meio 
ambiente.
Disponível em: www.planetasustentavel.com.br.
Disponível em: www.pbh.gov.br.
Disponível em: http://www.portalsaofrancisco.com.
br/alfa/meio-ambiente-assoreamento/. Acesso em: 20 
maio 2010. Disponível em: http://www.igc.usp.br/uploads/
pics/geoeduamb4.jpg. Acesso em: 20 maio 2010.
Disponível em: http://www.diaadia.pr.gov.br/
tvpendrive/arquivos/File/imagens/2biologia/erosao5.jpg. 
Acesso em: 20 maio 2010.
Vale a pena acessar
FAJARDO, Elias. Ecologia e Cidadania [se cada um fizer 
a sua parte]. São Paulo: Editora Senac, 2003.
FOLADORI, Guillermo. Limites do desenvolvimento 
sustentável. São Paulo: Imprensa Oficial, 2001.
BARROS, Júlio César (editor). Panorama – Veja Essa. 
VEJA, ed. 2178, ano 43, nº 33, Abril: 28 ago. 2010, p. 60-61.
MORAES, A. C. R. Meio ambiente e ciências humanas. 4. 
Ed. São Paulo: Annablume, 2005.
ANDRADE, R. O. B. de; TACHIZAWA, T.; 
CARVALHO, A. B. de. Gestão Ambiental: enfoque estratégico 
aplicado ao desenvolvimento sustentável. São Paulo: 
MAKRON Books, 2000.
Vale a pena ler
Vale a pena
20Educação e Sustentabilidade Ambiental 
Oceanos
Vale a pena assistir
Ufa, acabou. Qualquer dúvida, estou a disposição através do quadro de
avisos. Até a próxima aula.
Minhas anotações

Mais conteúdos dessa disciplina