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a. I e III, apenas. b. II e IV, apena c. I, II e IV, apenas. d. I, II e III, apenas. e. I, II, III e IV. Iniciado em terça, 21 out 2025, 10:29 Estado Finalizada Concluída em terça, 21 out 2025, 11:23 Tempo empregado 54 minutos 28 segundos Avaliar 9,00 de um máximo de 10,00(90%) Questão 1 Incorreto Atingiu 0,00 de 1,00 Texto I A literatura sobre teoria geral do Estado identifica eventuais teorias para sua origem e para seu desenvolvimento. É possível compreender que há um elemento orgânico no Estado, um paralelo com a vida dos animais que habitam o planeta. Se este é o caso, então, certamente, essa entidade convive com o risco da morte. No caso dos Estados, a literatura chama esta morte de extinção e, normalmente, a associa a eventos que afetam de forma catastrófica os elementos que compõem o conceito. Fonte: Saraiva Educação. Texto II Quando não consegue o Estado reagir no sentido de restabelecer em bases seguras a normalidade da sua vida, poderá sofrer o colapso geral e a morte. Assim desapareceram: Cartago pelas dissensões internas; Roma pela incapacidade de organizar a resistência contra as hordas bárbaras; o Império de Carlos Magno pelo esfacelamento feudal; o Império Grego do Oriente pela sua desastrosa indolência bizantina; e a Polônia (três vezes) pela debilidade das suas forças internas e pela inconstância da sua nobreza. Fonte: MALUF, Sahid. Teoria geral do estado. 35. ed. São Paulo: Saraiva, 2019. E-book. A partir das informações apresentadas, analise as afirmativas a seguir: I. Entre as possibilidades de extinção do Estado observamos historicamente a possibilidade da conquista. Neste caso, uma força estrangeira irresistível invade o território e desfigura os elementos que compõem o Estado invadido, seja pelo fim da soberania, da homogeneidade política, ou pelo extermínio da população, por exemplo. II. Durante a história, povos inteiros foram forçados a se deslocar dos territórios que identificavam como seus. Esse deslocamento forçado, que ocorreu com os helvéticos sob julgo do império romano representa, na literatura, a extinção do Estado por emigração. III. Na origem dos Estados modernos no continente Europeu, diversos principados e territórios que se constituíam em Estados autônomos decidiram se juntar a outros Estados por crer que isso lhes servia como ferramenta para promover a prosperidade e a segurança. Quando essa espécie de fusão não dá origem a um novo estado, mas somente na incorporação de um Estado menor, menos próspero e capaz de defender suas fronteiras a um Estado maior, chamamos a extinção do Estado menor de renúncia aos direitos de soberania. IV. Um monarca poderoso que divide seu território entre diversos herdeiros promove a extinção de seu Estado por divisão sucessoral. Considerando o contexto apresentado, é correto o que se afirma em: Escolha uma: a. I - 3; II - 4; III - 1; IV - 2. b. I - 1; II - 3; III - 2; IV - 4. c. I - 4; II - 3; III - 2; IV - 1. d. I - 4; II - 1; III - 2; IV - 3. e. I - 2; II - 1; III - 4; IV - 3. a. Nas cidades-estados gregas o conceito de cidadão era bastante restrito, excluindo mulheres, estrangeiros, não proprietários de terra, escravos e outros grupos que não atendiam às exigências da lei. Por essa razão, o espaço público de deliberação era restrito a poucos sujeitos que, de fato, ostentavam o título de Cidadão. b. O conceito de “cidadão” grego era bastante amplo, incluindo até mesmo crianças, fazendo com que a democracia grega fosse verdadeiramente o “governo do povo”, um conceito que foi sendo restringido durante a história e, em alguns momentos, chegou a excluir mulheres. c. O conceito de cidadão grego permitia com que mesmo estrangeiros de passagem pelo território, como viajantes ou turistas, decidissem os rumos da cidade em conselhos organizados em praça pública. Foi somente com o advento do Estado moderno que os estrangeiros em trânsito por um território passaram a não poder participar da vida política do país em que se encontravam. d. O conceito de cidadão abrangia somente as pessoas nascidas no território da cidade-estado em questão. Mas, todo sujeito nascido no território era considerado cidadão, não importando se seus pais fossem estrangeiros ou escravos, e se o sujeito fosse do sexo masculino ou feminino. e. Só a partir da modernidade foi possível distinguir entre cidadão e escravo, tendo em vista que na Grécia antiga a escravidão não existia. Questão 2 Correto Atingiu 1,00 de 1,00 Texto I "Em seu uso atual, o conceito de Estado surgiu relativamente tarde. Muitos estudos etimológicos permitem afirmar com segurança que a palavra “Estado” é originária da família indo-germânica sta, de palavras [em alemão] como “Stall” [estábulo], “Stute” [égua], “Ständer” [estamentos], “stetig” [constante], “Stuhl” [cadeira], “Steuer” [imposto], “Anstand” [civilidade] etc. Na forma do latim status, como substantivo verbal de sta-re, o Estado torna-se, já na Roma Antiga, um termo fundamental da política e do Direito" (VESTING, 2022, p.17) A evolução dos Estados atravessou diversos momentos da história, desde o Estado Grego, Romano e Medieval, até o Estado Moderno, Liberal e Social. De acordo com as informações apresentadas na tabela a seguir, faça a associação da Coluna A com a Coluna B. Coluna A Coluna B I. Estado Grego 1. Marcado pela efetivação dos direitos humanos. II. Estado Romano 2. Marcado pela garantia dos direitos à liberdade, aos direitos civis e políticos. III. Estado Liberal 3. Marcado pela separação entre público e privado. IV. Estado Social 4. Marcado pela pólis e considerado fonte da democracia. Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA. Escolha uma: Questão 3 Correto Atingiu 1,00 de 1,00 A Grécia contribuiu de modo único para o Ocidente. Isto é patente no campo da filosofia (no caso em estudo, da filosofia política) e no sistema político e formas de governo. Um dos maiores legados que ainda hoje se revela marcante é a democracia (demos: povo + kratos: governo). Assim, a coisa pública, a política, constituía afazeres de todo cidadão livre. A democracia ateniense trouxe à tona o debate público. Isto proporcionou ao cidadão grego a especulação intelectual e, como consequência, o questionamento do sistema político, do Direito e do próprio Estado (recomenda-se vivamente, para quem pretende aprofundar o tema, Antígona, de Sófocles). Temos como resultado livros que são importantes para nossa disciplina até os dias de hoje (tais como A República, de Platão, e A Política, de Aristóteles). Muito embora seja comum diversos autores atribuírem à Grécia o título de berço da democracia, é certo que o chamado “governo do povo” é um conceito que mudou significativamente com o passar dos séculos, que separam os gregos dos modernos. No trecho que serve de texto-base, vemos a referência ao conceito de “cidadão”, um dos diversos pontos chave de diferença entre a noção grega de democracia e a noção moderna, pois: Escolha uma: a. I e III, apenas. b. I, II e III, apenas. c. I, II, III e IV. d. II e IV, apenas. e. I, II e IV, apenas. Questão 4 Correto Atingiu 1,00 de 1,00 Texto I O Conselho Federal da OAB ajuizou em 05.09.2011 a ADI 4.650, questionando as regras sobre doações privadas para campanhas eleitorais e partidos políticos e, assim, atacando dispositivos da Lei das Eleições (Lei n. 9.504/97) e Lei dos Partidos Políticos (Lei n. 9.096/95), que regulam as contribuições de pessoas jurídicas e pessoas físicas para as campanhas eleitorais. [...] Pois bem, o STF, em 17.09.2015, por maioria e nos termos do voto do Ministro Relator, julgou procedente em parte o pedido formulado na ADI em referência para declarar a inconstitucionalidade dos dispositivos legais que autorizavam as contribuições de pessoas jurídicas às campanhas eleitorais [...] A partir das informações apresentadas e de seus conhecimentos, analise as afirmativas a seguir: I. O financiamento empresarial das campanhas políticas ofende o princípio democrático. II. O financiamentodas campanhas políticas por pessoas jurídicas ofende a igualdade política. III. Conclui-se que o financiamento empresarial das campanhas políticas foi proibido. IV. A decisão não interfere nas contribuições feitas por pessoas físicas. Considerando o contexto apresentado, é correto o que se afirma em: Escolha uma: a. V – F – V – V. b. V – F – V – F. c. V – V – F – F. d. F – F – V – V. e. V – V – V – F. Questão 5 Correto Atingiu 1,00 de 1,00 Texto I ESTADO UNITÁRIO é aquele que apresenta uma organização política singular, com um governo único de plena jurisdição nacional, sem divisões internas que não sejam simplesmente de ordem administrativa. O Estado unitário é o tipo normal, o Estado padrão. A França é um Estado unitário. Portugal, Bélgica, Holanda, Uruguai, Panamá e Peru são Estados unitários. Fonte: MALUF, Sahid. Teoria geral do estado. 35. ed. São Paulo: Saraiva, 2019. E-book. Texto II ESTADO FEDERAL é aquele que se divide em províncias politicamente autônomas, possuindo duas fontes paralelas de direito público, uma na cional e outra provincial. Brasil, Estados Unidos da América do Norte, México, Argentina e República Bolivariana da Venezuela são Estados Federais. Fonte: MALUF, Sahid. Teoria geral do estado. 35. ed. São Paulo: Saraiva, 2019. E-book. A partir das informações apresentadas e de seu conhecimento, julgue as afirmativas a seguir em (V) Verdadeiras ou (F) Falsas. ( ) A divisão interna de um Estado em municípios e distritos, por exemplo, pode existir nos chamados estados unitários se sua natureza for de direito administrativo, ou seja, se estas unidades não possuírem autonomia política. ( ) Em um estado federal, mais de um ente exerce as funções de governo, um em âmbito federal e outro em âmbito estadual. Isto significa que há mais de uma fonte de regramentos de direito público, mas, como não se trata de Estados independentes, sua ação é harmônica e simultânea. ( ) O Estado unitário moderno é resultado do arranjo entre as 13 colônias originais que formaram os Estados Unidos da América. Esta foi a primeira experiência de um Estado que se constitui a partir da divisão administrativa sem que os membros fossem dotados de autonomia política. ( ) O Estado federal tem como característica a bicameralidade do poder legislativo. Uma casa que represente as províncias é uma forma de compensar estes territórios por sua ausência de autonomia política. Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA. Escolha uma: a. Os chamados três poderes são divididos hierarquicamente para evitar a concorrência entre eles, assim, o poder mais importante é o executivo, visto que tem a responsabilidade de administrar a coisa pública e é representado pelo presidente, que concentra os votos da maioria da população. Em segundo lugar vem o legislativo, mas, como o chefe do executivo concentra mais votos que cada um dos deputados e senadores, este poder não possui tanta legitimidade democrática. Por fim, o judiciário é o que concentra menos poder entre os três, visto que sua função é somente resolver disputas sobre a interpretação da lei. O judiciário não administra bens públicos e nem produz novas regras, como executivo e legislativo fazem. b. Embora seja uno, o poder é dividido modernamente em três funções: a legislativa, a executiva e a judiciária. A primeira consiste no exercício de criação das leis, somente o poder legislativo, portanto, pode inovar no ordenamento jurídico. A segunda consiste na administração da coisa pública a partir do fiel cumprimento das leis e, por fim, a terceira consiste em dizer o direito nos casos de disputa, ou desrespeito às normas, garantido, assim, a efetivação da justiça. c. A divisão em três poderes só existe nos Estados com poder legislativo bicameral. Nestes sistemas, o poder político é exercido pelo executivo, o senado exerce poder em nome dos Estados, para garantir a isonomia entre os entes da federação e a câmara dos deputados exerce o chamado poder de representação popular, defendendo os interesses dos cidadãos que representam d. No Brasil, como os membros do judiciário não são eleitos, não é correto dizer que esta função configura uma das três funções do poder soberano. Isto porque só podem ser funções do poder soberano aquelas em que os membros são eleitos pelo povo, posto que todo poder emana do povo. O judiciário, no Brasil, é somente um ramo do poder executivo. É por esta razão que o presidente escolhe os membros dos tribunais superiores e os governadores apontam os membros dos tribunais de justiça e. Muito embora o poder seja uno, ele deve ser exercido por todas as classes que compõem o Estado, por isso, há o poder soberano, exercido pela classe política que foi eleita, o poder popular, que é exercido direto pelo povo nos moldes previstos pela lei e o poder econômico, que é exercido pelo chamado terceiro setor ou sociedade civil. Questão 6 Correto Atingiu 1,00 de 1,00 Texto I Em verdade, o poder de soberania, intrinsecamente, substancialmente é uno e indivisível. Ele se manifesta através de três órgãos estatais formalmente separados. Dos três órgãos defluem três categorias diversas de manifestação típica do poder soberano. Como observa Kelsen, há unidade do poder estatal e pluralidade das suas formas de manifestação. Fonte: MALUF, Sahid. Teoria geral do estado. 35. ed. São Paulo: Saraiva, 2019. E-book. Texto II A soberania é realmente, necessariamente, una e indivisível. Ora, o Estado é a organização da soberania, e o governo é a própria soberania em ação. O poder, portanto, é um só, uno e indivisível na sua substância. Não pode haver duas ou mais soberanias dentro de um mesmo Estado, mas pode perfeitamente haver órgãos diversos de manifestação do poder de soberania. Cada órgão, dentro da sua esfera de ação, exerce a totalidade do poder soberano. Em outras palavras: cada ato de governo, manifestado por um dos três órgãos, representa uma manifestação completa do poder. Fonte: MALUF, Sahid. Teoria geral do estado. 35. ed. São Paulo: Saraiva, 2019. E-book. Nos trechos transcritos acima observamos que a doutrina sobre o poder é bastante pacífica no sentido de reconhecer que se trata de um fenômeno uno e indivisível, mas, ao mesmo tempo, sua manifestação se dá por diferentes órgãos que, comumente, também são chamados de “poderes”. A repartição funcional do exercício do poder soberano é uma ferramenta de controle e equilíbrio que visa coibir abusos do Estado e está presente na maioria das constituições, sendo reconhecida, inclusive, como de caráter fundamental para as democracias liberais. Sobre a tripartição dos poderes, marque a alternativa correta: Escolha uma: a. I, II, III e IV. b. I, II e IV, apenas. c. I e III, apenas. d. I, II e III, apenas. e. II e IV, apenas. Questão 7 Correto Atingiu 1,00 de 1,00 Texto I O Brasil-Império era um Estado juridicamente unitário, mas, na realidade, era dividido em províncias. O ideal da descentralização política, no Brasil, vem desde os primórdios da nossa existência, desde os tempos coloniais. Os primeiros sistemas administrativos adotados por Portugal, as governadorias gerais, as feitorias, as capitanias, traçaram os rumos pelos quais a nação brasileira caminharia fatalmente para a forma federativa. Fonte: MALUF, Sahid. Teoria geral do estado. 35. ed. São Paulo: Saraiva, 2019. E-book. A partir das informações apresentadas, analise as afirmativas a seguir: I. Entre as razões que contribuíram para a descentralização política do Brasil, que passou de Estado unitário para Estado federal, podemos citar a dimensão do território, as diferenças de cultura, clima, grupos étnicos e formação histórica das populações que ocupavam este território. II. O federalismo no Brasil só foi possível com o fim da monarquia e a Proclamação da República. Isso porque D. Pedro II se negava a aceitar o federalismo como forma de organização do Estado brasileiro. Um tributo às suas origens, já que Portugal é um Estado unitário. III. Comoo Estado brasileiro nasce unitário e é convertido em federação a partir de uma autoridade constituída, ou seja, de “dentro para fora”, ao contrário do que ocorreu com os Estados Unidos que nasce da constituição de um ente federal a partir de múltiplos entes autônomos, ou seja, “de fora pra dentro”, a literatura costume classificar o federalismo brasileiro como de força centrífuga. IV. Após a introdução do federalismo no Brasil, os estados membros passaram a gozar de significativa autonomia, podendo elaborar constituições que não guardavam qualquer relação com a Constituição Federal. Uma característica que perdurou até a entrada em vigor da Constituição da República Federativa de 1988. Considerando o contexto apresentado, é correto o que se afirma em: Escolha uma: a. Estado perfeito é o que reúne os três elementos que compõem o conceito: população, território e governo, sendo que todos têm sua expressão integral, sem qualquer restrição ou limitação. Ou seja, a população goza de isonomia quanto ao exercício de seus direitos, não há constrição territorial por força estrangeira e o governo não sofre restrições por outra organização soberana. b. Estado imperfeito é aquele que é formado por uma população sem homogeneidade política, ou seja, por populações que ocupam o mesmo território, mas não se submetem ao mesmo governo ou ao mesmo ordenamento jurídico, nem se identificam culturalmente. Nesse caso, característica essenciais do elemento população foram suprimidas. c. Estados compostos são aqueles em que a população é plural, apresentando multiplicidade de elementos culturais, como o idioma falado e a religião praticada, por exemplo. Neste caso, a complexidade e a diversidade da população explicam a nomenclatura da classificação. d. Estados simples são aqueles que se subdividem em diversos Estados com autonomia do ponto de vista interno, mas que se apresentam perante a comunidade internacional como um corpo único. Neste caso, chamamos “Estado simples” porque somente a aparência perante a comunidade internacional é relevante para a classificação. e. Estados simples são aqueles que reúnem os três elementos que compõem o conceito: população, território e governo, sendo que todos tem sua expressão integral, sem qualquer restrição ou limitação. Caso um estado sofra restrições em algum dos elementos citados, então o Estudo exigido para sua compreensão se torna mais complexo, por isso lhe chamamos “Estado composto”. Questão 8 Correto Atingiu 1,00 de 1,00 Texto I O conceito de soberania, já exposto, não admite meio-termo: a soberania é ou não é soberania. O Estado semi soberano, admitido por muitos autores, provavelmente pela maioria, equivale a Estado não soberano. E chegamos à conclusão de que essa figura esdrúxula de Semi Estado entra como cavalo de Troia no recinto do direito público para provocar sérias confusões. Para que se enquadre como objeto de estudo esse Estado não soberano, criado para servir como moeda de troca nos negócios das grandes potências, abrimos aqui uma classificação de Estados em perfeitos e imperfeitos. Fonte: MALUF, Sahid. Teoria geral do estado. 35. ed. São Paulo: Saraiva, 2019. E-book. Texto II No plano do direito público internacional os Estados se dividem em simples e compostos. Note-se que o direito público interno dá outra divisão (unitários e federais) porque vê o Estado por dentro, na sua estrutura interna, enquanto o direito público internacional vê o sujeito como unidade ou pluralidade, isto é, como Estado único ou como união de Estados. Fonte: MALUF, Sahid. Teoria geral do estado. 35. ed. São Paulo: Saraiva, 2019. E-book. Nos trechos transcritos acima vemos que o autor propõe a divisão dos Estados, para fins de classificação, em perfeitos ou imperfeitos quanto à presença dos elementos constitutivos e em simples ou compostos no que diz respeito à sua organização interna. Sobre os conceitos de Estados perfeitos, imperfeitos, simples e compostos, assinale a alternativa correta: Escolha uma: a. I - 4; II - 3; III - 2; IV - 1. b. I - 3; II - 4; III - 1; IV - 2. c. I - 1; II - 3; III - 2; IV - 4. d. I - 4; II - 1; III - 2; IV - 3. e. I - 2; II - 1; III - 4; IV - 3. Questão 9 Correto Atingiu 1,00 de 1,00 Texto I O professor Jorge Miranda apresenta, de maneira brilhante, toda uma gama de definições que retratam o Estado, seja através do tempo, seja através do espaço. Porém, deixa evidente um “fio condutor”: “Apesar de evidentes dificuldades, pode tentar -se reconduzir a um quadro comum as notas características dos diferentes Estados ou tipos de Estado oferecidos pela História. Trata- se da complexidade de organização e atuação, da institucionalização, da coercibilidade e da autonomização do poder político, bem como, em plano algo diferente, de sedentariedade. Estas características têm de ser vistas em conjunto e não isoladamente, até porque algumas delas se encontram noutras sociedades, políticas e até não políticas. Fonte: BIANCHINI, Alice. SABERES DO DIREITO 62 - TEORIA GERAL DO ESTADO. São Paulo: Saraiva, 2013. E-book.. Texto II Trata-se assim de funções sociais básicas do Estado, das mais essenciais, sem as quais não há comércio, indústria, agricultura, serviços e muito menos finança... Devastadas pela ignorância (sem Educação), assoladas pelo crime e pela discórdia (sem Justiça), amedrontadas pela incursão ou mesmo escravizadas pela invasão (sem Forças Armadas), as sociedades pereceriam na anomia. E contra a anomia necessitam de Educar, Defender, Pacificar e fazer imperar a Justiça. Para o que precisam de saber com que maior financeiros contam, evidentemente, e de minimamente controlar esses meios. São funções essencialíssimas, que as Constituições, em geral, não deixam de contemplar (seria fastidioso e quiçá pouco útil polvinhar aqui os artigos que facilmente se encontram folheando os textos), embora sem a força que a presente estilização e síntese lhes pretende conferir. Fonte: CUNHA, Paulo Ferreira da. Teoria Geral do Estado e Ciência Política. São Paulo: Saraiva, 2018. E-book. A partir dos textos base, fica claro que a palavra “Estado” é polissêmica, ou seja, dotada de vários sentidos. Mas, algumas funções atribuídas a esse ente parecem ser constantes na literatura sobre o tema e podem ser identificadas em ambos os textos colacionados acima. De acordo com as informações apresentadas na tabela a seguir, faça a associação da Coluna A com a Coluna B. Coluna A Coluna B I. Atividade que consiste majoritariamente na criação de leis visando atender às demandas do corpo social. 1. Função Judicial. II. Atividade que consiste em dar fiel cumprimento às leis de um determinado ordenamento, administrando os interesses públicos de acordo com as normas postas. 2. Função Política. III. Atividade que consiste em definir os objetivos e interesses de uma determinada comunidade, seja por meio da participação direta, nos moldes previstos em lei, ou por meio do instituto da representação. 3. Função Executiva. IV. Atividade que consiste em coibir infrações à lei, tanto por parte dos demais poderes do Estado, quanto dos particulares que agem em desacordo com as normas vigentes. 4. Função Legislativa. Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA. Escolha uma: a. V – F – V – V. b. V – V – F – F. c. V – V – V – F. d. V – F – V – F. e. F – F – V – V. Questão 10 Correto Atingiu 1,00 de 1,00 Texto I A teoria da “tripartição de Poderes”, exposta por Montesquieu, foi adotada por grande parte dos Estados modernos, só que de maneira abrandada. Isso porque, diante das realidades sociais e históricas, passou-se a permitir uma maior interpenetração entre os Poderes, atenuando a teoria que pregava a separação pura e absoluta deles. Dessa forma, além do exercício de funções típicas (predominantes), inerentes e ínsitas à sua natureza, cada órgão exerce, também, outras duas funções atípicas (de natureza típica dos outros dois órgãos). (...) Importante esclarecer que, mesmo no exercício da função atípica, oórgão exercerá uma função sua, não havendo aí ferimento ao princípio da separação de Poderes, porque tal competência foi constitucionalmente assegurada pelo poder constituinte originário. Fonte: LENZA, Pedro. Direito Constitucional Esquematizado. 25. ed. São Paulo: Saraiva, 2021. E-book. Texto II Como podemos perceber no trecho acima, a própria Constituição Federal, ao atribuir a cada um dos três poderes suas competências, lhes dotou da capacidade limitada de exercer funções que tipicamente caberiam a outros poderes, mas, que devem ser exercidas atipicamente para assegurar o funcionamento ordinário das instituições, ou mesmo para manter o equilíbrio entre os diferentes órgãos de Estado. Fonte: Saraiva Educação. A partir das informações apresentadas e de seu conhecimento, julgue as afirmativas a seguir em (V) Verdadeiras ou (F) Falsas. ( ) O legislativo exerce atipicamente a função jurisdicional quando o Senado julga os crimes de responsabilidade do presidente da república. Isto porque, tipicamente, a função jurisdicional é exercida pelo Poder Judiciário. ( ) O executivo exerce atipicamente função legislativa quando, nos limites impostos pela constituição, o Presidente da República edita medida provisória. Isto porque, tipicamente, a edição de normas que inovam o ordenamento jurídico é função típica do Poder Legislativo. ( ) O poder legislativo exerce função atípica quando adota atos de fiscalização contábil, financeira, orçamentária e patrimonial do Poder Executivo. Isto porque a fiscalização dessa natureza é tipicamente exercida pelo poder judiciário, por meio dos Tribunais de Contas. ( ) O Poder Judiciário exerce função atípica sempre que o STF declara leis inconstitucionais. Isto porque, o controle de constitucionalidade é função típica do Poder Legislativo, que o faz por meio das Comissões de Constituição e Justiça, conhecidas como CCJs. Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA. Escolha uma: