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A Hanseníase é uma doença 
infectocontagiosa altamente 
transmissível, porém com baixa 
patogenicidade. Embora muitas 
pessoas tenham contato com a 
bactéria, poucas adoecem. 
Estatísticas mostram que 
apenas 10% da população 
desenvolvem a doença. A 
transmissão da Hanseníase é 
através do contato prolongado 
e diário com pessoas em 
estágio avançado da doença, 
cuja forma clínica, nesse 
estágio, é conhecida como 
Wirshowiana. O objetivo 
primordial desse trabalho é 
mostrar as formas de 
prevenção, sinais e sintomas 
dessa doença, bem como a 
importância do tratamento e as 
principais reações adversas ao
medicamento. 
APRESENTAÇÃO 
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Para ilustrar as nossas orientações criamos dois personagens: A 
Pink Manchinha e o Blue Manchinha. Eles eram casados há 
muito tempo e ambos sentiam dores pelo corpo. Preocupados, 
buscaram ajuda médica. Dona Manchinha foi a primeira 
diagnosticada com Hanseníase. 
 Antes de iniciar o tratamento, a Pink Manchinha passou por 
vários especialistas, fez diversos tratamentos, mas nada resolvia 
sua queixa de dor intensa nas pernas e braços. Mesmo com as 
medicações prescritas pelos médicos, o desconforto continuava.
 Um dia, a Pink Manchinha procurou a Enfermeira Margarida 
da Luz, na Unidade de Saúde Bem Feliz, e esta profissional fez um 
avaliação da sua pele, apertou os nervos dos braços e pernas, 
detectando várias manchas em seu corpo e diminuição da 
sensibilidade térmica. 
 No mesmo dia, a Pink Manchinha foi encaminhada para o 
médico e fechou o diagnóstico de Hanseníase. O seu marido, o Blue 
Manchinha, também foi diagnosticado com a mesma doença. 
Depois de 12 meses de tratamento, receberam alta e estão curados 
da Hanseníase.
 Nas próximas páginas, Pink e Blue vão realizar orientações 
básicas sobre Hanseníase
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Doença causada por um micróbio (“Bacilo de Hansen”), 
que se instala na pele e nervos. Causa geralmente 
manchas ou áreas de pele “dormentes”.
 A Hanseníase é uma doença que atinge a pele, em qualquer 
área do corpo, e os nervos, principalmente os da face, mãos e 
antebraços, pernas e pés. 
O período de incubação é longo e dura em média 2 a 5 anos, 
podendo ser até maior (muitos anos).
Pode atingir homens e mulheres, de qualquer idade, mas é 
menos comum em crianças. 
A Hanseníase tem cura e o tratamento é gratuito. Os remédios 
são fornecidos gratuitamente. 
O tratamento é feito nas Unidades de Saúde de cada município.
COMO É A HANSENÍASE?
Manchas mais claras ou mais avermelhadas que a pele. 
Caroços podem surgir. As manchas são “dormentes”, isto é, 
nelas não se sente normalmente a diferença entre quente 
e frio e, às vezes, nem a sensação de dor. Podem existir 
áreas de pele sem manchas, com “dormência”.
O QUE É HANSENÍASE
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Alguns pacientes, quando não tratados, podem transmitir o 
bacilo quando falam, espirram ou tossem. Outras pessoas que 
convivem com estes pacientes respiram o bacilo.
A Hanseníase é transmitida pelos pacientes no estágio avançado
da doença, na forma clínica virchowiana. As formas clínicas iniciais 
indeterminada, tuberculóide, dimorfa em ramo tuberculóide não 
transmitem a doença.
A transmissão se dá através das vias aéreas 
superiores: o paciente na forma clínica 
virchowiana e dimorfa não tratado elimina 
o bacilo no ar ao falar, tossir e espirrar. 
As pessoas que convivem com o paciente 
respiram os bacilos no ar. O bacilo “respirado” 
pode se instalar no organismo e vir a provocar
doença posteriormente. 
Apenas o ser humano é considerado fonte de 
infecção da Hanseníase. 
A Hanseníase não é hereditária, nem congênita.
Olá! Você sabe 
como se pega
Hanseníase?
Quero explicar 
um pouco sobre 
essa doença 
para você!
COMO SE “PEGA” HANSENÍASE?
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COMO NÃO SE PEGA
HANSENÍASE? 
Aperto de mãos Vaso sanitário Toalhas Talheres
COMO NÃO SE TRANSMITE
HANSENÍASE? 
Nas relações sexuais;
Usando o mesmo banheiro; 
Beijando e abraçando; 
No aperto de mão; 
Nos utensílios domésticos;
Através dos alimentos; 
Nas roupas; 
Na piscina;
No banco de ônibus; 
Em contato com animais; 
Em águas de esgoto, de chuva ou barrentas; 
Pelo sangue; pela placenta; 
No momento do parto; 
No leite materno; 
Não é hereditária. 
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O profissional de saúde (enfermeira e médico) tem que 
examinar toda a pele, sendo necessário tirar a roupa. O 
diagnóstico é clínico. As manchas ou áreas suspeitas serão 
testadas quanto à sensibilidade térmica (geralmente feita com 
tudo de ensaio quente e frio) e dolorosa (geralmente feita com 
uma agulha descartável sem ferir o paciente ou com um alfinete 
de costura). O teste de sensibilidade pode ser feito ainda com o 
monofilamento, quando disponível na unidade de saúde.
COMO SE FAZ O DIAGNÓSTICO
DE HANSENÍASE?
Oi Galera! Agora 
que a Pink Manchinha
já deu o seu recado,
eu também quero
falar sobre essa doença
que carrega consigo
muitos preconceitos.
Você sabe como se faz
o diagnóstico da 
Hanseníase? Vamos
explicar para você!
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Agora que vocês já sabem como é 
feito o diagnóstico, vamos explicar 
sobre o tratamento.
Alguns pacientes vão fazer o tratamento Paucibacilar (PB), por cerca de 6 meses. 
Alguns pacientes vão fazer o tratamento Multibacilar (MB), por cerca de 12 meses. 
Tratamento de seis meses. 
Medicação utilizada: Rifampicina e dapsona. 
Tratamento de 12 meses, nos pacientes regulares. 
Três medicações (rifampicina, clofazimina,dapsona). Conservar as 
cartelas em local fresco, sem umidade, sem exposição à luz, não 
colocar na geladeira. Fora do alcance de crianças e animais domésticos. 
Depois da dose supervisionada a urina pode sair avermelhada. 
Nos pacientes multibacilares a pele pode ficar ressecada e um pouco
mais escurecida. 
TRATAMENTO PB: Paucibacilar
TRATAMENTO MB: Multibacilar
TRATAMENTO GRATUITO NA UNIDADE DE SAÚDE 
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Dose supervisionada: Rifampicina, clofazimina e dapsona. 
Medicação autoadministrada: Clofazimina (cápsula de cor marrom).
Dapsona (comprimido de cor branca) 
Orientar a tomar todos os dias uma cápsula de cor marrom e um 
comprimido de cor branca, de preferência após uma das refeições. 
Depois da dose supervisionada, a urina pode sair avermelhada.
CARTELA	MULTIBACILAR
	CARTELA	PAUCIBACILAR
OLHOS: piscar frequentemente, conscientemente; usar pano 
limpo para enxugar lágrimas, e não a manga da camisa, sem 
esfregar; inspeção e limpeza dos olhos toda noite, com água 
limpa e pano limpo. Usar chapéu com aba larga, óculos 
escuros com proteção para radiação ultra-violeta. 
NARIZ: não tirar “casquinha”, limpar com soro fisiológico. 
Colocar um pouco de água na palma da mão e inspirar e 
expirar o líquido.
MÃOS/PÉS: alongamento para prevenir contraturas, 
inspeção diária, banho de imersão em água à temperatura 
ambiente, hidratação com óleos ou hidratantes. Luvas, alças 
e cabos longos/instrumentos lisos e protegidos (com pano, 
cabos de madeira ou material isolante térmico) para evitar 
bolhas, úlceras, etc, nas mãos. Meias sem remendos, 
sandália que prenda o pé ou sapato macio ou tênis.
Está conseguindo fechar os olhos normalmente? Tem dor, 
coceira, vermelhidão nos olhos? O nariz está sempre 
“entupido”, ressecado, sangra se você mexer por dentro? 
Tem alguma dor nos braços ou mãos? Tem dificuldade para 
abotoar a camisa, pegar coisas? Alguma área dormente nova 
que tenha surgido? Tem alguma dor nas pernas ou pés? Tem 
tido dificuldades para andar? Os chinelos ou sandálias saem 
do pé sem você perceber?
PREVENINDO INCAPACIDADES 
ATRAVÉS DO AUTOCUIDADO
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OBSERVE O SEU CORPO
Comparecer imediatamente à unidade de saúde:
Em caso de qualquer alteração em olhos, nariz, face; braços, 
antebraços e mãos; pernas e pés; ou outras áreas do corpo.
Olhos: eritema, dor, prurido, ressecamento, 
sensação de corpo estranho, di�culdade para 
enxergar, di�culdade para fechar 
totalmente a pálpebra.
Nariz: di�culdade para respirar, ressecamento, 
crostas aderidas e sangramento ao manipular.
Dor nas articulações, mal-estar, 
febre e nódulos.
Membros superiores: parestesias, fraqueza nosbraços, di�culdade em segurar e sustentar objetos, 
ressecamento, dor nos cotovelos ou punhos, 
di�culdade em abotoar camisas e abrir garrafas pet.
Membros inferiores: parestesias, fraqueza, dor, 
ressecamento, tropeçar com frequência e 
chinelo/sandália sair do pé sem perceber.
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 Todas as pessoas que moram ou moraram com o 
paciente nos últimos cinco anos devem vir à unidade de 
saúde para serem examinados. Se a pessoa examinada 
não for diagnosticada com hanseníase, poderá ser 
encaminhada para receber uma dose da vacina BCG. Os 
exames dos contatos devem ser feito, de acordo com a 
disponibilidade de atendimento em cada unidade de 
saúde.
Quem são os contatos?
 Contatos são todos os que moram ou moraram 
com o paciente nos últimos cinco anos. Atenção especial 
deve ser dada ao exame dos contatos menores de 15 anos, 
porque significa que foram expostos ao contágio 
precocemente na vida, por convívio com a pessoa na 
forma clínica transmissível e não tratado.
 A vacina BCG destina-se a proteger os pacientes 
das formas mais graves da doença.
TODOS QUE MORAM COM O PACIENTE 
DEVEM SER EXAMINADOS: 
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VOCÊ PODE LEVAR 
UMA VIDA NORMAL!
Você pode conviver com a família e amigos normalmente.
Não precisa fazer dieta: pode se alimentar como sempre, 
a não ser que tenha outros problemas de saúde (pressão 
alta, diabetes).
Você pode continuar trabalhando normalmente.
Os pacientes virchowiana quando iniciam o tratamento 
deixam de ser transmissores da doença, por isso não há 
necessidade de qualquer alteração na rotina de vida dos 
pacientes.
Pode-se continuar trabalhando normalmente.
Os pacientes em tratamento de 12 meses podem ter 
escurecimento da pele durante o tratamento, e é 
necessário evitar exposições ao sol, se possível.
Os multibacilares também podem ficar com a pele muito 
ressecada, sendo necessário utilizar um hidratante ou 
óleo após o banho.
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Para ficar curado, o paciente deve fazer o tratamento até o 
fim. O ideal é comparecer a todas as consultas nas datas 
certas, e tomar os remédios conforme a orientação do 
médico. Compareça à unidade de saúde se apresentar 
qualquer alteração durante ou depois do tratamento.
É IMPORTANTE COMPLETAR 
O TRATAMENTO!
Chegamos ao final da nossa car�lha. Espero que tenham gostado e que essas 
informações sejam úteis para vocês. Quaisquer outras dúvidas sobre Hanseníase 
perguntem aos profissionais da Unidade de Saúde. Fiquem em ALERTA! Lembrem-se: 
Hanseníase tem tratamento e cura. O diagnós�co precoce é muito importante! 
HANSENÍASE TEM CURA E O 
TRATAMENTO É GRATUITO!
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COLABORADORES
Alan Nogueira da Cunha I Patricia Marisco I Anderson Manoel 
APOIO CULTURAL
AUTORA RESPONSÁVEL PELA ELABORAÇÃO DA CARTILHA 
 Rosângela Guerino Masochini
PRODUÇÃO EDITORIAL
Maria da Paz Sabino 
DIAGRAMAÇÃO E ARTE
Leandro de Oliveira Pinto

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