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MARCIO ESDRAS DE GODOY FUNDAMENTOS DE MOTION GRAPHICS Sumário INTRODUÇÃO ������������������������������������������������� 3 O QUE SÃO MOTION GRAPHICS �������������������� 4 kkA fotografia ������������������������������������������������������������������������ 5 Irmãos Lumière e o cinema �������������������������������������������������� 6 Georges Méliès �������������������������������������������������������������������� 7 O início do Motion Graphics ������������������������������������������������� 9 HISTÓRIA DA ANIMAÇÃO ����������������������������12 O início de tudo ������������������������������������������������������������������� 12 Animação digital ����������������������������������������������������������������� 20 ATIVIDADES E PROJETOS DO MOTION DESIGNER ����������������������������������������������������23 Tipos de projetos que um motion designer atua �������������� 24 A ABRANGÊNCIA E O MERCADO DE MOTION GRAPHICS �������������������������������������29 Habilidades �������������������������������������������������������������������������� 30 CONSIDERAÇÕES FINAIS ����������������������������35 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS & CONSULTADAS ��������������������������������������������37 2 INTRODUÇÃO O presente e-book visa apresentar as bases da área bem como uma breve introdução sua história� Iremos apresentar, também, um breve relato sobre a história da animação e qual sua importância para o Motion Graphic� No terceiro assunto deste tópico iremos abordar quais são as atividades e projetos do campo de Motion, e para finalizar o tópico destacaremos o mercado e as abrangências da área de Motion Graphics. Então, sem mais delongas, vamos começar! 3 O QUE SÃO MOTION GRAPHICS Bom, para podermos iniciar contextualizando a nomenclatura de Motion Graphics, o nome na língua inglesa significa “movimentos gráficos” ou “gráficos em movimento”, mas quando falamos em gráficos nos vem logo à mente a imagem de gráficos usados para ilustrar conjunto de dados e ou informações� Mas para pensar melhor nesta terminologia, precisamos entrar no campo do de- sign para ampliarmos a perspectiva, pois o design gráfico nos leva a trabalhar os elementos gráficos básicos que compõem as formas, exemplo: linha, ponto, plano, quadrados, círculos, retângulos, tri- ângulos etc� Há também a questão do termo “gráfico” em rela- ção a processos de impressão de materiais� No entanto para não nos perdermos muito nas ideias, vamos focar no que diz respeito ao “motion”, que pega esses conceitos do design gráfico, dos elementos gráficos, e os coloca em movimento. Hoje, quando falamos em “motion graphics” rapi- damente associamos à animação digital e também à computação gráfica, o que está correto, porém Williams (2016) nos aponta que existem vestígios históricos que desde a época das representações 4 nas cavernas o homem já pensava ou sugeria o movimento nas imagens� KKA FOTOGRAFIA Da mesma forma que contextualizamos breve- mente o termo motion graphics, não podemos nos aprofundar sem entender um pouco de sua história. Essa história, podemos dizer, que se revela a partir da fotografia. Assim, em 1839, com a vista do Boulevard du Temple, Louis Daguerre lança o que é considerado historicamente como o primeiro registro fotográfico com pessoas na cena. Seu aparelho fotográfico, inventivo e uma verdadeira traquitana chamada Daguerreótipo� Figura 1: primeira imagem registrada por Louis Daguerre com pessoas na cena Fonte: Disponível em: https://certaspalavras�pt� Adaptado� 5 https://certaspalavras.pt/wp-content/uploads/2021/04/FOTO-COMPLETA.jpeg Se interessou pelo assunto e quer saber mais sobre a história da fotografia? Essa dica de leitura é muito legal para aprofundar um pouco mais sobre a história da fotografia, desde a analógica até a digital, bem como seus personagens� SMITH, I. H. Breve história da fotografia: um guia de bolso para os principais gêneros, obras, temas e técni- cas. 2018. Editora Gustavo Gili. IRMÃOS LUMIÈRE E O CINEMA Continuando nossa linha do tempo após essa invenção, quando dois irmãos viram o potencial daquela nova maquina, e a partir disso podemos dizer que se inicia uma evolução tecnológica. Os irmãos Lumière foram pioneiros ao apresentarem as primeiras imagens sequenciadas em movimento – o cinema nascia� O cinematógrafo foi apresen- tado para uma plateia de 35 pessoas, em Paris, no ano de 1895, sendo a primeira apresentação pública de fotografias animadas. Além disso, o cinematógrafo não só projetava as imagens, como também as capturava, ou seja, o processamento de imagens, pela primeira vez, era produzido com um só equipamento, que capturava e projetava as imagens em movimento� SAIBA MAIS 6 O cinema pode ser considerado a primeira mídia a abordar abertamente a imagem em movimento, até porque o movimento está em sua essência, é o que a diferenciou das demais, e a possibilidade de isso acontecer foi através dos avanços tecnológicos� Acesse os links e confira a conquista dos irmãos Lumière. O primeiro vídeo mostra a chegada do trem a estação, considerado o primeiro filme da humanidade, a primeira imagem em movimento� Disponível em: https://www� youtube.com/watch?v=RP7OMTA4gOE. O segundo vídeo é um compilado de vários vídeos criados pelos irmãos: https://www.youtube.com/watch?v=lW63SX9-MhQ&t. Lembrando que os áudios adicionados nos vídeos foram inseridos para apresentação na plataforma de vídeos, pois naquela época era possível apenas captar as imagens, mas não o som� GEORGES MÉLIÈS Ainda, continuando nossa cronologia, é nítido o avanço da humanidade e da tecnologia� Em 1902, o francês Georges Méliès utilizou-se, também, da técnica de stop-motion para a criação do clássico A viagem à Lua. Méliès foi um dos pioneiros a SAIBA MAIS 7 https://www.youtube.com/watch?v=RP7OMTA4gOE https://www.youtube.com/watch?v=RP7OMTA4gOE https://www.youtube.com/watch?v=lW63SX9-MhQ&t criar os efeitos visuais e especiais� Obviamente era tudo feito manualmente, com recorte do filme e uso de borracha para apagar algumas partes do registro fílmico. A técnica, que é caracterizada pela sequência de imagens fotografadas a cada movimento realizado, conduz o espectador a uma ilusão de ótica� Purves (2010) aponta que essa ilusão é criada por truques visuais: Estamos constantemente substituindo um movimento por outro, ou um objeto menor por um maior para parecer que as coisas cresceram, ou ainda, alternan- do diferentes movimentos labiais� Contudo, Méliès não parou por aí com a inovação� Ele começou a fazer experiências cinemáticas variadas e construiu um enorme estúdio de produção para criar efeitos com cabeças separadas do corpo flutuando contra fundos de veludo preto� Com esses novos avanços na tecnologia cinemática, ele criou extraordinários mundos imaginários (PURVES, 2010, p. 14). Além de conseguirmos achar muitos vídeos de Geor- ges Méliès nas plataformas convencionais, que vale a pena a busca, quero provocar você a assistir ao filme A invenção de Hugo Cabret, um filme de Martin Scorsese de 2011 que na história Méliès é um dos personagens� Vale a pena conferir. SAIBA MAIS 8 O INÍCIO DO MOTION GRAPHICS A história, os novos desdobramentos e a evolução tecnológica da imagem em movimento foram de fundamental importância para os tempos atuais e futuros no que tange áreas de conhecimentos como cinema, animação e motion graphic� Impor- tante frisar que é impossível desconectar motion graphics da arte, tendo em vista que tudo que temos visto até agora está atrelado a um tipo de arte visual, pois vários artistas contribuíram para a reflexão sobre a manifestação do tempo e do movimento na criação visual poética� Wassily Kan- dinsky (1990) é um desses artistas, e se sobressai neste sentido. Suas hipóteses foram categóricas para se pensar a relação entre diferentes meios, formas e linguagens: A cor é a tecla� O olho é o martelo� A alma é o piano de inúmeras cordas. Quanto ao artista é amão que, com a ajuda desta ou daquela tecla, obtém da alma a vibração certa� (Kandinsky, 1990, p� 66)� Bom, depois de passarmos por esse breve relato histórico, chegamos de fato na era do motion e seus precursores e, um deles, John Whitney (1980), apresentado como um dos artistas que expandi- ram a animação digital� Whitney disse que, desde Kandinsky, a problemática em se trabalhar com tempo e movimento marcam a produção de muitos 9 artistas visuais� Filmes experimentais costumam ser rotineiramente combinados com algumas suposições da arte moderna, especialmente em relação ao expressionismo abstrato� Neste contex- to, destaca-se a obra de Oskar Fischinger sobre as possíveis relações entre imagens em movimento e música, o que viria a se manifestar de maneira bem forte na obra de John Whitney� John Whitney Sr. e Saul Bass anteciparam o advento do Motion Graphics projetado na tela, que combi- na preocupações do design tradicional: o uso de tipos, distinção estética, signos de comunicação eficientes e a capacidade de formas se moverem e se transformarem� (Chong, 2011, p� 35)� Assista ao vídeo a seguir para conhecer um dos primeiros trabalhos de John Whitney� As formas com as quais ele trabalhava e a importância do sincronismo entre imagem e som são os primeiros projetos de Motion Graphics� https://www.youtube.com/watch?v=ZrKgyY5aDvA&lis- t=PLA61D26B1099384D3&index=3 Motion Graphics tem uma característica muito marcante: sua interdisciplinaridade� Matt Woolman explica que essa natureza interdisciplinar é uma SAIBA MAIS 10 https://www.youtube.com/watch?v=ZrKgyY5aDvA&list=PLA61D26B1099384D3&index=3 https://www.youtube.com/watch?v=ZrKgyY5aDvA&list=PLA61D26B1099384D3&index=3 tendência de várias disciplinas, tais, como, “anima- ção, ilustração, design gráfico, cinema narrativo, escultura, arquitetura etc.” (2004, p. 5, tradução de Márcio Godoy)� O autor explica o emprego do movimento neste tipo de trabalho para a estrutura da história/narrativa: [���] um elemento em movimento no espaço da tela é como um ator sozinho no palco. Dois elementos no palco permitem que a interação aconteça, e a possibilidade de uma história emergir� (WOOLMAN, 2004, p� 5, tradução de Márcio Godoy)� Em nosso contexto atual, iremos perceber que para atuar na área de motion é necessário ter um repertório bem amplo� Conhecer as vertentes da fotografia, do cinema, da animação, além de cam- pos do design como tipografia, serão um grande diferencial� No decorrer deste conteúdo, nossa missão será esta: de ajudar na amplificação do seu repertório e provocá-lo a sempre pesquisar as tendências e novidades da área� 11 HISTÓRIA DA ANIMAÇÃO O INÍCIO DE TUDO Falar da história da animação por completo nos tomaria boa parte da disciplina, haja vista que se trata de um campo amplo, e com um longo caminho histórico� Iremos apresentar pontos relevantes para que, com isso, facilite o entendimento nas diferen- ciações entre animação e motion graphics, bem como as suas semelhanças e trocas de linguagem� Williams (2016) nos mostra que em 1600 a�C� um faraó egípcio de nome Ramsés Segundo construiu para uma deusa de nome Isis um templo que tinha 110 colunas� Cada coluna tinha uma imagem da deusa em poses progressivamente diferentes� Para todos que passavam por ali, a deusa parecia se mover� Já os gregos antigos tinham costume de decorar seus vasos com imagens em estágios contínuos de ação, assim, quando o vaso era girado tinha-se a sensação de movimento� 12 Figura 2: colunas do templo egípcio Fonte: Manual de Animação, 2016, p� 12� Figura 3: vaso grego Fonte: Manual de Animação, 2016, p� 12� Para evidenciar o constante desenvolvimento da animação, estudiosos e pesquisadores, em 1645, começaram a aprofundar-se no tema� Naquele mesmo ano, Athanasius Kircher exibiu ao público a lanterna mágica que, apesar do nome dar um ar místico ao invento, nada mais era do que uma 13 caixa com uma fonte de luz e um espelho em forma de arco em que se projetavam imagens vindas de slides pintados em chapas de vidro� Na sequência, no século 18, Pieter Van Musschenbro- ek continuou e evoluiu com os estudos de Kircher, conseguindo produzir uma ilusão de movimento, em 1736, ano da primeira exibição animada, que, posteriormente, se difundiu como um veículo de divertimento para apresentações itinerantes� Em 1794, Étienne-Gaspard Robert, em Paris, explorou de forma comercial o potencial da lanterna mágica ao criar o espetáculo Fantasmagorie� Já em 1824, Peter Mark Roget descobriu um dos princípios vitais da “persistência retiniana”. Como aponta Williams (2016), esse princípio consiste no fato de que nossos olhos retêm temporaria- mente a imagem de qualquer coisa que tenhamos acabado de ver� Esse princípio rapidamente deu origem a vários dispositivos óticos, um deles é o taumatrópico, que é uma traquitana conhecida: um pedaço de papelão com uma imagem de um lado e outra do outro lado com pedaços de fios nas duas extremidades. Ao fazer o movimento de enrolar os fios e depois esticados as imagens se sobrepõem� 14 Figura 4: Taumatrópico� Fonte: Manual de Animação, 2016, p� 13� Em 1867, nos Estados Unidos, é inventado a “roda viva”, ou “zootrópio”, que era comercializado como brinquedo� Criado com longas tiras de papel com uma sequência de desenhos colocados em um ci- lindro com brechas nas paredes� Ao girar o cilindro e olhar para as frestas a criatura parece que está em movimento� 15 Figura 5: Roda Viva ou Zootrópio Fonte: Manual de Animação, 2016, p� 14� As evoluções dos desenhos animados continuaram, como continuam até hoje, porém o interessante nisso tudo são as infinitas possibilidades que eram testadas, não somente com traquitanas, mas tam- bém os desenhos manualmente desenvolvidos� Uma das técnicas que deram início ao advento dos desenhos animados foi o filioscópio. Mais conhecido como flipper book, foi criado em 1868, que nada mais é do que um bloco de folhear. Segu- ra-se o bloco com uma das mãos pela borda presa enquanto com a outra mão é folheado com rapidez as páginas, assim permitindo ver os desenhos se movendo, o que resulta em uma animação – ilusão 16 de ação contínua, ou “desenhos no tempo”, como aponta Williams (2016)� Boa parte desses dispositivos criados pelos antepassa- dos animadores podem ser acessados nas plataformas de vídeos� Importante analisar como eram feitos, pois tudo que se tem até hoje é fruto desses pioneiros, por isso é importante conhecer os trabalhos deles. Segue um vídeo com a animação em flipper book� https://www.youtube.com/watch?v=ntD2qiGx-DY. Williams (2016) ainda nos conta que até hoje os animadores clássicos desenham em seus blocos de folhear antes de testar no vídeo ou na câmera filmadora. Os desenhos são dispostos de forma que a página 1 ou desenho 1 fique com a última folha e assim folheia a ação de baixo para cima� Esse método é um dos mais populares entre os animadores, até a chegada do advento da com- putação gráfica. Antes de falarmos de animação digital, não podemos deixar de apresentar um dos maiores animadores que o mundo já teve: Walt Disney� Ao mesmo tempo em que os dispositivos são inventados e desenhos manuais em blocos de papel surgem, Walt Disney começava a se evidenciar, tornando-se um prodí- SAIBA MAIS 17 https://www.youtube.com/watch?v=ntD2qiGx-DY gio mundial e com isso define o caminho que a animação trilharia, criando importantes conceitos para a área� Independentemente de qual técnica de animação usada, se tradicional ou digital, os protótipos de Disney se conservam como impor- tante referência das produções atuais� Figura 6: Mickey Mouse Fonte: Manual de Animação, 2016, p. 18. Então, em 1932, Disney apresenta o primeiro de- senho animado inteiramente em cores: Flores e Árvores� No ano seguinte Disney cria um de seus maiores sucessos: Os três porquinhos� O impacto deste projeto foi enorme devido ao pleno amadu- recimento da personalidade naanimação� Para Williams (2016), os personagens eram distintos e 18 claramente definidos e criveis atuando de forma tão convincente que a plateia podia identificar-se e torcer por eles� Mais um pioneiro� Figura 7: Os três porquinhos Fonte: Manual de Animação, 2016, p� 19� E por fim, incrivelmente quatro anos depois, Disney lançou Branca de neve e os sete anões, o primeiro longa-metragem totalmente animado, elevando assim o conceito de desenho animado para nível de arte, mantendo a plateia totalmente ligada por 83 minutos. Branca de neve tornou-se a fundação da produção de Disney e deu inicio a “Era de Ouro” da animação: Pinóquio, Dumbo, Bambi e Fantasia, assim como as Silly Symphonies e os curtas do Pato Donald e do Mickey Mouse� (Williams, 2016)� 19 ANIMAÇÃO DIGITAL Com o advento da computação gráfica, as anima- ções ganham uma ferramenta que mudaria o rumo das animações. Para Chong (2011), as raízes da animação digital se encontram no trabalho expe- rimental dos pioneiros do cinema� Com isso vale ressaltar a importância do cinema para as criações das animações digitais, inclusive no processo de criação� O crescimento da computação gráfica iniciou a despontar na década de 1960, porém, é somente nos anos 1970 que são desenvolvidos os softwares capazes de municiar o trabalho dos animadores, permitindo que a curiosidade se aflore e as téc- nicas inovadoras sejam aplicadas nos filmes de animação� Com a entrada e o aprimoramento das técnicas digitais, as animações começaram a sig- nificar um amplo leque de procedimentos digitais e o limite entre o cinema de animação e o cinema de imagem real se tornou cada vez mais tênue. Um dos primeiros a se apropriar das ferramentas computacionais para animação foi John Whitney, trabalhando muito com formas geométricas e abstratas, além de uso de luz e sombra. Ele cola- borou com Saul Bass, que era um designer gráfico de renome que começou a construir sua célebre carreira no projeto de créditos de abertura de fil- mes (Chong, 2011)� Um dos trabalhos iniciais foi 20 a inclusão de uma animação para a chamada do filme Vertigo, de Alfred Hitchcock� Assista ao vídeo do projeto Vertigo, de John Whitney� Vertigo é um filme de Alfred Hitchcock e os créditos de abertura foi desenvolvido por Whitney� Um dos primeiros trabalhos de motion graphics aplicados ao cinema� https://www.youtube.com/watch?v=Z6tG8DWmuWM� Percebemos que motion graphic e a animação digital se entrelaçam nesse começo da era computacional, pois as primeiras animações criadas em computa- dor na verdade são os primeiros vídeos de motion graphics, pois, como conversamos anteriormente, são formas geométricas com características de design gráfico colocadas em movimento. As imagens geradas por computador (CGI – com- puter-generated images) deixou o trabalho de animação nas mãos de engenheiros, cientistas e pesquisadores (Chong, 2011)� A relação dos artistas que desenhavam com os engenheiros que desenvolviam as bases computacionais se estreitavam para que o andamento de um projeto de animação não fosse prejudicado� No ano de 1982, o longa-metragem Tron foi exibido como a primeira animação dos Estúdios Disney SAIBA MAIS 21 https://www.youtube.com/watch?v=Z6tG8DWmuWM que se apropriou da computação gráfica em se- quências completas� Para isso, juntou animação com personagens reais� Logo, algumas novas possibilidades técnicas foram expostas pela era digital, dando assim visibilidade a emergentes sistemas de pintura, de animação 2D, Photoshop e Caps� Esses apoios foram concedidos por estú- dios como Lucasfilm, Disney e Pixar. Em 1980, um dos setores da Lucasfilm, envolvido com o grupo de efeitos especiais, o ILM – Industrial Light and Magic, gerou a Pixar Image Computer� A Pixar, desde o princípio, se juntou com o projeto de uma especificação artística, porém havia uma preocupação com a manipulação, com o processa- mento gráfico, e também com o aperfeiçoamento de novas técnicas de digitalização para efeitos os especiais de seus filmes e de outras cinematogra- fias. O ano de 1985 marcou um significativo avanço junto à animação digital com o controle de figuras articuladas (LUCENA JUNIOR, 2001). Nos dias atuais a indústria da animação pode ser considerada um mundo à parte. Sua constante evolução e as novas tecnologias aplicadas mostram o quanto toda essa trajetória foi importante para o desenvolvimento das linguagens, dos efeitos visuais e o quanto cada período que passa novas possibilidades surgem� Hoje temos o grande ad- vento do live action, que são misturas de técnicas de animação e efeitos especiais e visuais com uma alta apropriação tecnológica� 22 ATIVIDADES E PROJETOS DO MOTION DESIGNER O campo de atuação de um Motion Designer vem a cada dia crescendo e necessitando de mão de obra qualificada. E quando falamos dessa mão de obra, não falamos só de bons técnicos que saibam usar as ferramentas e softwares, mas sim um profissional com ampla visão criativa e com repertório vasto em áreas como artes visuais, artes plásticas, teatro, cinema etc� O dia a dia de um profissional da área de motion é cercado de uma interdisciplinaridade muito grande, isso porque é necessário dominar muitas questões não só técnicas, mas também práticas, além de ser necessário ter um “feeling” artístico. É neces- sário compreender e se apropriar do projeto, bem como do processo de criação� Esse processo vai desde o briefing, que geralmente é criado por outro setor ou um roteirista, que vai apontar a história ou enredo que deverá criar o motion, até o uso de ferramentas específicas de animação e criação. Após estar com esse briefing bem alinhado, o motion designer deverá partir para o desenvolvimento de um storyboard, que será o guia visual de cada qua- dro ou cena que será desenvolvida posteriormente� Esse storyboard não necessariamente precisará 23 ser desenvolvido pelo motion designer, pois os desenhos precisam ser claros para a montagem posterior no computador e isso pode ser feito por um profissional específico. Uma outra atividade importante que o motion designer deve entender é a criação de um style frame, que é uma imagem representativa de um frame da animação, mostrando e direcionando o caminho a ser seguido pela equipe de produção� É preciso estar sempre atualizado com as novas tendências, tecnologias e principalmente, este um grande diferencial, é estar aberto e não ter ne- nhum tipo de preconceito em relação a qualquer tipo de linguagem artística, muito pelo contrário, quanto mais misturado estiver, mais repertorio estará adquirindo� Ir ao cinema, teatro museus e centros culturais fará com que a mente esteja sempre trabalhando e recebendo informações que, futuramente, podem se transformar em referências e até em ideias� TIPOS DE PROJETOS QUE UM MOTION DESIGNER ATUA Bom, um motion designer pode trabalhar em pro- jetos desenvolvidos desde estúdios de animação até em agências de marketing e design gráfico, pois há uma abrangência muito grande em suas características técnicas e que podem ser cada vez 24 mais amplificadas se houver interesse em estudar cada vez mais. Hoje com o grande boom das mídias sociais, a mão de obra, qualificada, para trabalhos com motion graphics tem sido bem requisitada� Motion para sites e aplicativos Aqui o motion designer deverá atuar em conjunto com profissionais da área de UX e UI, que com certeza tem função primordial para pensar na experiência dos usuários� A atuação direta será na criação de animações em 2D ou 3D, além de mostrar qual pode ser a melhor maneira de se exibir uma ima- gem� No dia a dia, nos deparamos com aplicativos que se utilizam de mídia interativa, breves vídeos usados para passar de uma função para outra� Justamente por nos depararmos cotidianamente com esse tipo de ações em nossos smartphones, pode até parecer um processo simples, mas existe a mão de um motion designer que, junto a outros profissionais, produzessa animação. Motion em vídeos publicitários É uma das formas mais comuns das aplicações, além disso, grande parte dos comerciais apresentam algum aspecto feito em motion graphic� Os motivos são diversos, tais quais a interatividade que essa técnica apresenta e o fato de poder combinar boas ideias visuais com movimentos cinematográficos. 25 Por muitas vezes testemunhamos uma propaganda em que interagem o humano e uma animação� Aliás, é preciso saber que esse tipo de vídeo não é apenas usado na TV. Nos dias atuais, a internet possibilita que se possa consumir desse mecanis- mo para divulgar e vender um produto� Por isso, essa é uma das oportunidades mais comuns para atuar com motion design� Para entender melhor visualmente como se aplica e o que é um vídeo publicitário construído em motion graphics, assista ao vídeo indicado� Atente-se aos movimentos e a construção dos elementos gráficos, tipografia e sincronismo entre as partes� https://www.youtube.com/watch?v=95widqIB9YM&lis- t=PLWocFLNL_RU-KTbJ3ZHDmosRALuP20pyD&index=1. Motion para vinhetas A criação de vinheta é um mercado que está em alta e o motion designer tem papel fundamental nesse processo� As vinhetas são bem variadas e se encaixam em muitas frentes de comunicação, além do mais, hoje são multiplataformas, haja vista que saíram do espaço televisivo e alcança- ram as mídias sociais, e fazem parte também da SAIBA MAIS 26 https://www.youtube.com/watch?v=95widqIB9YM&list=PLWocFLNL_RU-KTbJ3ZHDmosRALuP20pyD&index=1 https://www.youtube.com/watch?v=95widqIB9YM&list=PLWocFLNL_RU-KTbJ3ZHDmosRALuP20pyD&index=1 identidade visual e apresentações de marcas� As vinhetas também têm grande importância nas aberturas de novelas e de programas como por exemplo o Fantástico, da Tv Globo, que mistura motion e personagens humanos na mesma cena� Assistam algumas referências de vinhetas que irão aju- dar a entender melhor cada particularidade e os tipos de vinhetas para cada tipo de seguimento� Vinheta de comunicação visual de marca: https://www.youtube.com/watch?v=OhswbLpufyE Vinheta de abertura Fantástico: https://www.youtube.com/watch?v=65jX1iWYBUU Motion para redes sociais Como compartilhamos anteriormente, as mídias sociais vêm crescendo e com isso a necessidade e a procura por vídeos, animações e vinhetas para esse tipo de plataforma é grande� Considerando esse contexto, existem particularidades técnicas como formatos, resoluções e, por isso, o motion designer tem função fundamental para uma boa criação e aplicação, portanto, devido à grande demanda de conteúdos e as diversas plataformas, há uma procura bem grande de mão de obra� SAIBA MAIS 27 https://www.youtube.com/watch?v=OhswbLpufyE https://www.youtube.com/watch?v=65jX1iWYBUU Não podemos apenas pensar que o motion servirá para criar conteúdos de entretenimento� Ele vai au- xiliar muito como suporte para vídeos informativos e institucionais, para ensinar� É um dos recursos utilizados por influencers para engajamento e alcance do seu público� Motion no cinema Um estilo de trabalho que abrange diversas experi- mentações em relação às possibilidades do motion graphic e ilustra bem a mistura entre o cinema e o design são os Main Titles, que são aqueles créditos de abertura dos filmes e que, também, são apresentados nos finais dos filmes. Uma sequência que comunica uma mensagem sobre o filme, ao apresentar os profissionais envolvidos em sua produção� Indicamos este site como referência para você encon- trar uma vasta variedade de aberturas de títulos� É um site rico e com muitas opções de linguagens, estilos e técnicas� Em alguns projetos é possível, inclusive, ter aceso a detalhes do projeto como: storyboard e técnicas de aplicação em softwares� https://www�artofthetitle�com/� SAIBA MAIS 28 https://www.artofthetitle.com/ A ABRANGÊNCIA E O MERCADO DE MOTION GRAPHICS A transformação digital em que o mundo se en- contra e a velocidade em que isso acontece fazem com que o mercado de motion graphics cresça cada dia e, com isso, o mercado se aquece para os profissionais dessa área. Motion designers são profissionais que vêm conseguindo muito destaque nos últimos anos ao acompanharem as tendências visuais e a evolução da tecnologia� Hoje existe uma popularização de tecnologias e principalmente de ferramentas do campo do de- sign gráfico, o que traz novas oportunidades para o profissional que inicia a carreira ou se interessa em entrar na área� Esse campo foi um formato, ou linguagem de comunicação visual, que sempre foi limitada a grandes agências, mas que hoje é uma profissão viável e até lucrativa para freelancers. Freelancer é o termo em inglês para denominar o profis- sional que é autônomo� É usado popularmente também o termo “freela”, quando é efetuado um serviço avulso. FIQUE ATENTO 29 Com a crescente importância das plataformas de vídeo, mais demandas irão surgindo para um motion designer� Então, quando apresentamos em quais peças visuais existe performance do motion graphics, é apresentado um número muito amplo de opções, como: infográficos animados; propagandas; vídeos tutoriais; vídeos institucionais; suporte a conteúdos informativos; aplicativos; guias interativos; stories� Como a expansão do mercado é grande nessa área atualmente, é possível encontrar espaço em agências de publicidade e design, mas também é viável, e importante considerar, uma carreira inde- pendente. O que nos faz apontar essa possibilidade como freelancers de motion graphics design é a liberdade de trabalhar que o profissional terá, além de poder agregar e gerir outros projetos simulta- neamente� Além disso, existe uma oportunidade de estudar e avançar da teoria à prática em uma velocidade jamais possível antes, já que se pode atuar diretamente no mercado, sem intermediários criativos, isto é, é o profissional e o cliente. HABILIDADES Na atuação como motion designer, algumas habi- lidades, que podemos considerar “básicas”, preci- sam ser parte do repertório como: conhecimento teórico e prático em design gráfico; domínio sobre teoria das cores; domínio tipográfico; noções de construção de identidade visual; noções básicas 30 de publicidade e propaganda; além de entender de teoria e prática da comunicação visual no geral� Colocamos a palavra básica entre aspas porque não podemos simplesmente querer tentar des- bravar uma profissão no “achismo”, ou só porque dominamos algum software. Vai muito além disso, e não à toa existem cursos técnicos, graduação e até pós-graduação na área de design – então é preciso, de fato, estudo� Existem alguns pontos importantes a considerarmos quando um designer migra das peças estáticas para o motion graphics, sendo um desses pontos desconsiderar a importância do movimento nesse contexto, visto que essa ideia está tão inerente que até no nome ele está. Isso quer dizer que um bom motion designer vai se destacar principalmente ao incluir, estudando e se apropriando, noções de TV e cinema como: direção cinematográfica, direção e composição fotográfica, conhecimento de script/roteiro etc� Organização e relacionamento Quando entramos em questões como as de orga- nização e de relacionamento, nos parecem bem delicadas� E são mesmo! A organização vai além de manter em ordem os processos de trabalho ou burocracias, pois interfere diretamente no bom gerenciamento dos projetos de motion, o que inclui a entrega de um projeto no 31 prazo, com otimização de tempo e custos. Saber receber os feedbacks e entendê-los, além de assi- milar quando são feitos os pedidos de alterações no projeto, é realmente um grande diferencial, visto que o profissional amadurece e cresce com isso. É necessário também diálogo, negociação e pro- fissionalismo para ceder quando o cliente estiver com a razão e orientá-lo quando ele não estiver, e sempre demonstrando tecnicamente os motivos de tais apontamentos, e não através de achismos e gostos pessoais� Este relacionamentocom o cliente algumas vezes não será, propriamente, direto� Isso porque você poderá atuar em uma agência de publicidade ou estúdio de design, dessa forma você se reportará possivelmente a um diretor de arte ou diretor de criação, que irá passar o briefing e acompanhará o processo, além de fazer a apresentação para o cliente final. Ou seja, o seu cliente direto é o diretor de arte ou o diretor de criação� Esse gestor, ainda, irá verificar como é sua organização, comportamen- to entre outros defeitos ou qualidades, devemos também saber lidar com isso. Sempre visando o crescimento� Se for um caso de relacionamento direto com cliente, quando se é freelancer, a organização se torna mais importante, pois é você que estará à frente de toda a criação, exigindo muita concen- tração do motion designer, tanto em termos de relacionamento quanto de organização. 32 Salário e precificação O mercado de motion graphics design ainda é rela- tivamente novo e, por isso, está ainda em expansão, o que torna difícil apontar assertivamente qual o salário inicial de um profissional. Podemos apontar uma média para quem inicia em uma agência de publicidade, pequena ou médio porte, que é entre dois e três salários mínimos� Este valor pode evo- luir com a sua experiência e a concorrência pela sua mão de obra� Quando a atuação é como freelancer, os valores podem ser moldados por você, desde que tenha noção, obviamente, de como o mercado está acon- tecendo na área de motion – não existe achismos nem também valores cravados, tornando necessário um pouco de pesquisa de mercado� Em geral, o de- signer autônomo começa em um piso mais baixo, porém com um grande potencial de crescimento� Para ajudá-lo segue um link em que conseguirá acessar uma tabela de precificação criada pela Associação dos Designer Gráficos do Distrito Federal. Essa tabela não é uma lei, e sim um direcionamento para quem não tem uma noção de quanto cobrar por um serviço� http://www.adegraf.org.br/wp-content/uploads/2018/12/ Tabela-ADEGRAF-2021-2022-WEB-MAR2021-1.pdf� SAIBA MAIS 33 http://www.adegraf.org.br/wp-content/uploads/2018/12/Tabela-ADEGRAF-2021-2022-WEB-MAR2021-1.pdf http://www.adegraf.org.br/wp-content/uploads/2018/12/Tabela-ADEGRAF-2021-2022-WEB-MAR2021-1.pdf Uma outra forma de precificação utilizada por freelancers mais experientes é criar combos ou pacote de serviços, o que pode interessar muito o cliente e pode fortalecer o trabalho do designer� Um exemplo na área de motion pode ser desenvolver uma vinheta de apresentação da marca mais a animação de produtos para vídeo� Isso, obviamen- te, dependerá de qual é produto da marca, mas é só para entender como pode proceder para criar um pacote de serviços. Quando o cliente solicita uma animação de produtos, ao você precificá-lo, já poderá incluir mais um serviço com um pequeno upgrade no valor, ao invés de somar fielmente os dois serviços. Sendo mais objetivo, seriam dois serviços com preço mais baixo, como um desconto� Lembre-se, é importante estar atento, principalmente quando se atua por conta (freelancer), pois existem muitas armadilhas� O ideal é sempre trabalhar com contratos, por mais simples que seja criado, pois profissionaliza seu status, e ainda pode proteger de eventuais quebras de acordos e pagamentos� Se estiver com dúvida, procure sempre alguém da área com mais experiência, e não sofra sozinho. 34 CONSIDERAÇÕES FINAIS Verificamos que o motion graphic são elementos visuais gráficos, de todos os tipos como: elementos geométricos, pontos, linhas, planos, composições gráficas, tipografia, e que se encontram ou que são colocados em movimento� Estudamos também que motion graphic é uma técnica ou linguagem que mescla cinema, fotografia e animação, ou seja, é interdisciplinar no seu cerne� Fizemos uma breve linha do tempo da animação, passando por sua história da era analógica até o advento da computação gráfica e digital. Pontos importantes neste subtópico é que podemos e devemos entender, mesmo que basicamente, destas técnicas, pois elas poderão auxiliar em algum momento, bem como ser um diferencial em processos criativos e até em processos de seleção para alguma vaga� Já nos projetos de motion graphics, estudamos que há uma abrangência considerável, o que abre muitas possibilidades de atuação� Desde vinhetas que podemos considerar simples, até megaprodu- ções de opening titles – os títulos de abertura de filmes. Com a crescente expansão das plataformas de vídeos e, consequentemente, a procura por in- teratividade e de vídeos que possam atrair público 35 e seguidores fazem com que os vídeos de motion graphics venham sendo aplicados massivamente� E por fim, exploramos um pouco sobre mercado de trabalho para o motion designer, que também é tão amplo e crescente quanto a procura por vídeos nessa linguagem. Para isso, o profissional precisa estar preparado, em constante evolução, estudando, sempre aberto a novas possibilidades e explorar novas tendências tecnologias� Além disso, deve estar sempre atualizado, não só em questões técnicas de software, mas também com que acontece no mundo, na política, na sociedade, na arte etc� Esteja sempre disposto a trocas e a ampliar o conhecimento, e aqui é esse lugar� Bons estudos! 36 Referências Bibliográficas & Consultadas 1958, Whitney entrance to Hitchcock movie: Vertigo. 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