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Cleane Fernandes dos Santos
FUNDAMENTOS DE UX
Sumário
INTRODUÇÃO ������������������������������������������������� 3
INTERAÇÃO HOMEM VERSUS 
COMPUTADOR ����������������������������������������������� 4
NOÇÕES BÁSICAS DE COGNIÇÃO, 
PROCESSOS PERCEPTIVOS E 
COGNITIVOS DO USUÁRIO �������������������������� 13
Processos perceptivos e cognitivos do usuário ��������������� 15
CONCEITUAÇÃO DE UX E SUA 
IMPORTÂNCIA ��������������������������������������������� 20
ESTRATÉGIA DE PRODUTO ������������������������� 24
Mas o que é estratégia de produto ou product strategy? 25
DESK RESEARCH ����������������������������������������� 32
Como fazer desk research?������������������������������������������������ 33
ANÁLISE COMPETITIVA ������������������������������ 38
Como fazer uma análise competitiva? ������������������������������ 42
CONSIDERAÇÕES FINAIS ���������������������������� 47
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS & 
CONSULTADAS �������������������������������������������� 48
2
INTRODUÇÃO
Neste e-book você conhecerá os temas-base para 
qualquer profissional de UX/UI Design, entenden-
do o que é a interação humano-computador e/ou 
interação humana com computadores (IHC). Você 
conhecerá como ocorre essa interação entre má-
quinas, sistemas e humanos. Traremos as noções 
básicas de cognição, processos perceptivos e cog-
nitivos do usuário, entendendo como as atividades 
cognitivas do cérebro humano funcionam e como 
isso influencia na nossa percepção.
Você estudará os conceitos de UX de modo que 
possa aplicá-los de maneira prática e abordaremos 
a estratégia de produto, tema bastante importante 
para que você entenda as etapas e o que devemos 
considerar para desenvolver uma estratégia de 
produto�
Discorreremos sobre a desk research com um passo 
a passo que irá contribuir para que você aprenda 
a fazê-la para seus projetos e, por fim, falaremos 
sobre análise competitiva, que é fundamental para 
que você passe a pensar estrategicamente e a 
analisar os cenários de concorrência entre produ-
tos e/ou serviços. Esse conhecimento será muito 
significativo para seus projetos empreendedores 
e/ou da empresa na qual você trabalha. Vamos 
começar?
3
INTERAÇÃO HOMEM 
VERSUS COMPUTADOR
Começaremos nosso estudo compreendendo o 
que é interação homem versus computador, como 
ela acontece e, além disso, conheceremos seu 
histórico�
A interação humano-computador (IHC) é uma área 
de estudo da Ciência da Computação e das Ciên-
cias Sociais e Comportamentais, que se unem para 
compreender e analisar a interação homem versus 
computador e os comportamentos que moldam e 
fazem acontecer essa interação. O acrônimo IHC 
tem também o termo em inglês human-computer 
interaction (HCI), que pode ser comumente encon-
trado em materiais de língua estrangeira�
A IHC pode ser compreendida como uma interação 
entre os seres humanos e os computadores, ou má-
quinas, a qual é possível por meio de uma interface 
utilizada como meio para que essa relação ocorra� 
É por meio de ações realizadas pelas pessoas, os 
usuários, que as máquinas e/ou computadores 
enviam respostas, programadas por um sistema. 
Essa interface mediadora é, portanto, composta 
por software e hardware�
Foi na década de 1970 que o tema IHC surgiu 
no campo da pesquisa, sendo essencial para se 
4
solucionar os problemas considerados comple-
xos na sociedade, pois, por meio da pesquisa e 
estudo do comportamento humano, a ciência da 
computação obtém os dados necessários para 
se abstrair as informações que desencadeiam as 
soluções esperadas.
Profissionais de softwares, engenheiros, progra-
madores, designers e pesquisadores de diversas 
áreas – tanto tecnológicas, quanto das ciências 
sociais – costumam estar envolvidos nos proces-
sos de pesquisa, desenvolvimento e aplicação 
de interatividade em sistemas, de modo que seja 
possível ocorrer um diálogo entre o computador 
e/ou máquina e usuários.
Assim como o ser humano, que possui seu próprio 
estilo de roupa, os computadores também têm 
os seus� Não conseguimos ver outro ser humano 
internamente enquanto conversamos com ele, 
certo? Com os computadores não é diferente, 
não é possível que o usuário veja o interior de um 
computador que é composto, por exemplo, por “dí-
gitos binários, codificados em dois níveis de carga 
elétrica”. Toda a funcionalidade de um computador 
e/ou máquina é previamente programada e todo 
o diálogo entre computador e usuário ocorre por 
uma interface que é desenvolvida por designers 
especialistas em design da user interface (UI).
5
Observe na figura a seguir a origem e a linha do 
tempo resumida da IHC.
Figura 1: Linha do tempo resumida da interação 
humano-computador�
O Xerox Alto foi desen-
volvida pela Xerox, que 
desenvolveu o primeiro 
esboço de uma interface 
gráfica, embora não ter 
ocupado lugar no merca-
do, por ter peças caras, 
ficou de portfólio e inspir-
ou as marcas Machin-
tosh e Windows.
Xerox Alto Apple II IBM PC Lisa Machintosh Fundação
do Google
Impacto
Social
e IOT
Ascensão 
do e-mail e 
Internet
1973 1977 1981 1983 1984 1998 Séc XX1990
Até os anos 1970 os 
computadores eram bem 
grandes e também oper-
ados por poucas pes-
soas, por isso eles fica-
vam fechados em salas 
refrigeradas. Isso mudou 
com as alterações feitas 
por Steve Jobs e Steve 
Wozniak em Apple I e, 
principalmente, Apple II - 
computador pessoal.
Em 1980 e IBM lançou o 
primeiro computador 
pessoal da marca, o Per-
sonal Computer - Micro-
soft Basic, que vinha 
apenas com teclado o 
usuário poderia utilizar a 
televisão como tela.
Fonte: Adaptado de https://aelaschool.com/
designdeinteracao/interacao-humano-computador-
tudo-que-voce-precisa-saber/#:~:text=A%20
Intera%C3%A7%C3%A3o%20Humano%2DComputador%20
%C3%A9,problemas%20mais%20complexos%20da%20
sociedade�
A interação homem versus computador só é possí-
vel se esse computador contar com algum tipo de 
processamento� A ciência da computação ocupa um 
papel fundamental nesse quesito porque é ela que 
avalia a experiência do usuário e sua relação com 
computadores que são compreendidos em seus 
diversos formatos como computadores desktop, 
notebooks, smartphones, tablets e eletrodomésti-
cos, dentre outros.
6
https://aelaschool.com/designdeinteracao/interacao-humano-computador-tudo-que-voce-precisa-saber/#:~:text=A%20Intera%C3%A7%C3%A3o%20Humano%2DComputador%20%C3%A9,problemas%20mais%20complexos%20da%20sociedade
https://aelaschool.com/designdeinteracao/interacao-humano-computador-tudo-que-voce-precisa-saber/#:~:text=A%20Intera%C3%A7%C3%A3o%20Humano%2DComputador%20%C3%A9,problemas%20mais%20complexos%20da%20sociedade
https://aelaschool.com/designdeinteracao/interacao-humano-computador-tudo-que-voce-precisa-saber/#:~:text=A%20Intera%C3%A7%C3%A3o%20Humano%2DComputador%20%C3%A9,problemas%20mais%20complexos%20da%20sociedade
https://aelaschool.com/designdeinteracao/interacao-humano-computador-tudo-que-voce-precisa-saber/#:~:text=A%20Intera%C3%A7%C3%A3o%20Humano%2DComputador%20%C3%A9,problemas%20mais%20complexos%20da%20sociedade
https://aelaschool.com/designdeinteracao/interacao-humano-computador-tudo-que-voce-precisa-saber/#:~:text=A%20Intera%C3%A7%C3%A3o%20Humano%2DComputador%20%C3%A9,problemas%20mais%20complexos%20da%20sociedade
https://aelaschool.com/designdeinteracao/interacao-humano-computador-tudo-que-voce-precisa-saber/#:~:text=A%20Intera%C3%A7%C3%A3o%20Humano%2DComputador%20%C3%A9,problemas%20mais%20complexos%20da%20sociedade
Analise por um exemplo prático: pense no micro-
-ondas, o qual nos permite programar o tempo de 
preparo ou de aquecimento de alimentos. Essa 
possibilidade de tarefa é uma programação feita 
no sistema que faz o micro-ondas funcionar e há a 
interface criada para esse aparelho, ou computador, 
que possibilita a interação entre humano (pessoas) 
e computador (máquinas/sistemas). Ficou mais 
claro esse conceito? Se você ficar com muitas 
dúvidas, não hesite em pesquisar mais sobre, há 
uma literatura vasta sobre esse tema�
Já podemos compreender, portanto, que a Ciência 
da Computaçãoestá voltada para a jornada do 
usuário durante sua interação com computadores 
e/ou máquinas. Nessa jornada do usuário, indepen-
dentemente do computador e/ou máquina, além 
dos quesitos de sistemas, a interface é considerada 
em sua totalidade essencial para a experiência 
humana, pois além das funcionalidades o design 
faz toda a diferença para a interação que deverá 
ocorrer entre homem e computador e também 
as técnicas – que são as tecnologias utilizadas 
para o desenvolvimento de hardware, software, 
sistemas, aplicações e meios de comunicação – 
são necessárias para que o processo de interação 
aconteça de maneira efetiva, ou seja, deve ser real, 
prática e útil�
7
Para conceber um sistema interativo mais adequado 
ao mundo onde será inserido, a área de IHC (e, sob 
alguns aspectos, também, a área de Engenharia de 
Requisitos) busca seguir uma abordagem de “fora 
para dentro”[...]. Nessa abordagem, o projeto de um 
sistema interativo começa investigando os atores 
envolvidos, seus interesses, objetivos, atividades, 
responsabilidades, motivações, os artefatos utili-
zados, o domínio, o contexto de uso, dentre outros, 
para depois identificar oportunidades de interven-
ção na situação atual, a forma que a intervenção 
tomará na interface com o usuário e, finalmente, 
como o sistema viabiliza essa forma de intervenção 
(BARBOSA, 2011, p. 09).
Você percebeu que é importante conhecer o com-
portamento humano e as necessidades sociais para 
que os sistemas de interação sejam desenvolvidos? 
Antes de criar uma interface, todo design precisa 
acompanhar as pesquisas relacionadas a um 
projeto, pois a interface de um computador e/ou 
máquina só atenderá às necessidades levantadas 
se elas estiverem claras� As perguntas a serem 
feitas são: quais são essas necessidades? Quem 
são os usuários? Qual é o melhor caminho para 
que ocorra a Interação Humano-Computador?
Cabe observarmos que cada contexto tem suas 
particularidades, utilizar uma interface de um smar-
8
tphone é bastante diferente de utilizar a interface 
de um notebook, por exemplo. Quando você usa 
um micro-ondas, a experiência está relacionada ao 
contexto de alimentação, que é uma necessidade 
básica de todo ser humano�
A interface de cada computador possui sistemas 
e funcionalidades específicas, baseadas em con-
textos de necessidades: o micro-ondas possui 
um sistema interativo que permite às pessoas 
realizarem tarefas práticas e úteis, além disso, 
resolve um problema real�
Precisamos destacar que a busca pela melhor 
experiência para os usuários deu origem ao UX/
UI Design, que tem como propósito desenvolver 
interfaces intuitivas que não exigem muito dos 
usuários. Essas interfaces precisam ser simples, 
intuitivas, funcionais e devem resolver problemas, 
além disso, necessitam ser acessíveis às pessoas 
com necessidades especiais, dentro do possível, 
para que todas as pessoas possam interagir com 
computadores�
Podemos afirmar que já não é possível vivermos 
e realizarmos nossas atividades sem os computa-
dores� Para muitas tarefas o uso de computadores 
é praticamente a única opção, como o acesso às 
empresas que fornecem serviços necessários e 
que só funcionam on-line, o que exige do usuário 
9
que ele tenha um computador para resolver seus 
problemas relacionados aos serviços dessa em-
presa 100% digital.
A IHC é, portanto, um espaço de execução conjunta 
de tarefas que acontece pela ação e capacidade 
do ser humano em utilizar as máquinas, compreen-
dendo seu funcionamento. Em uma escala menos 
complexa: é entender sua interface, já em uma 
escala mais complexa: é entender seu sistema 
e interface. Contudo, a IHC está concentrada no 
desenvolvimento da interação de pessoas com 
computadores, priorizando sempre a melhor expe-
riência no fluxo dessa interação, em que pessoas, 
por um lado, conseguem executar ações e com-
preender as funcionalidades das máquinas, e as 
máquinas, por outro lado, entendem os comandos 
e respondem com a entrega do que foi solicitado 
e previamente programado�
Por falar em programação, a ação de programar 
uma função no micro-ondas devolve a resposta 
(interação) do resultado obtido, desde que o sis-
tema e as funcionalidades da interface estejam 
intactos, então se o sistema do micro-ondas estiver 
com falhas a IHC não existirá.
10
Algo a ser pensado em nossa sociedade, que está em 
constantes mudanças tecnológicas, é sobre acessibili-
dade. Para que você saiba mais sobre o tema, fica como 
dica de leitura o artigo O papel da Interação Humano-
-Computador na inclusão digital. Disponível em: https://
www.scielo.br/j/tinf/a/Swf9dHT3KPYS6WgnSgz9btG/
abstract/?lang=pt� Acesso em: 16 set� 2022�
Agora, estude o infográfico a seguir, que exemplifica 
o processo da IHC.
Figura 2: O processo da IHC.
Interface
Meio para interação
Aplicação
Meio para resultados
Usuário
O usuário realiza 
uma ação
Ação
Resultado
Experiência
IHC
Intermediação
Sistema
Interpretação
2
3
1
Fonte: Elaboração própria.
SAIBA MAIS
11
https://www.scielo.br/j/tinf/a/Swf9dHT3KPYS6WgnSgz9btG/abstract/?lang=pt
https://www.scielo.br/j/tinf/a/Swf9dHT3KPYS6WgnSgz9btG/abstract/?lang=pt
https://www.scielo.br/j/tinf/a/Swf9dHT3KPYS6WgnSgz9btG/abstract/?lang=pt
Note que tudo começa com a ação do usuário 
(humano), por meio da interface (proporciona a 
interação – software e hardware), que resulta na 
resposta pela aplicação (o que é funcional e está 
disponível no sistema). O sistema realiza a inter-
pretação da necessidade do usuário e envia uma 
resposta, assim, o usuário passa pela experiência 
que é intermediada pela IHC.
Por fim, o que precisa ficar claro é que a IHC está 
alicerçada no conhecimento sobre humanos e no 
conhecimento sobre as máquinas, as quais são 
desenvolvidas com critérios bem estabelecidos por 
profissionais dedicados à busca por resoluções de 
problemas existentes na sociedade, promovendo 
o melhor em experiência para os usuários�
Por isso, a IHC é definida como estudo, projeto, de-
senvolvimento e implementação de softwares para 
usuários, com a finalidade de que esses softwares 
sejam utilizados de maneira autônoma por meio 
da interface do usuário (IU), que é o exato espaço 
onde se dá a interação homem versus computador�
12
NOÇÕES BÁSICAS DE 
COGNIÇÃO, PROCESSOS 
PERCEPTIVOS E 
COGNITIVOS DO USUÁRIO
Neste tema discutiremos brevemente sobre cognição 
e processos perceptivos e cognitivos do usuário, de 
modo que você possa compreender como essas 
atividades mentais do cérebro humano acontecem�
Todo ser humano observa e armazena informações 
em seu cérebro, as quais lhe permitem realizar in-
terpretações e ter certas noções sobre as coisas. 
Além de fazermos associações baseadas em fatos, 
esse conjunto de processos é denominado cognição�
Existe uma série de teorias sobre o funcionamen-
to do sistema humano. Na década de 1980, os 
principais estudos eram realizados pela ciência 
da cognição, que visava a entender como ocorria 
o processamento de informação no sistema hu-
mano e, para isso, eram considerados os aspectos 
físicos e psicológicos�
As ciências cognitivas são formadas por algumas 
áreas como Neurociência, Psicologia, Linguística, 
Filosofia e inteligência artificial. Podemos conside-
rar cada uma dessas áreas igualmente importante 
para os estudos e pesquisas em UX e, logo, para o 
13
desenvolvimento da Interação humano-computador, 
já que o comportamento humano é um mapa para 
construir o processo de experiências por meio de 
produtos e/ou serviços.
A psicologia cognitiva, de modo geral, estuda os 
processos de reconhecimento de informações que 
ocorrem por meio da memória, da atenção e da 
percepção, ou seja, as atividades realizadas pelo 
cérebro humano. Podemos dizer, sem receio, que é 
exatamente por isso que a experiência do usuário 
é importante e está nos holofotes pelo mundo, 
pois experiências boas e ruins são rememoradas 
pelo nosso cérebro�
Por definição, cognição se refere aos conheci-
mentos que uma pessoa adquire ao longo de sua 
vida,os quais são construídos pelas experiências 
e aprendizagens que são mediadas pelos senti-
dos como o tato, o olfato, o paladar, a audição e 
a visão, e é por isso que os estudos da cognição 
estão presentes durante o desenvolvimento e 
implementação de projetos e/ou softwares que 
são feitos para pessoas. A seguir, entenderemos 
os processos perceptivos e cognitivos do usuário�
14
PROCESSOS PERCEPTIVOS E 
COGNITIVOS DO USUÁRIO
A percepção do usuário é determinada por alguns 
processos que geralmente são ignorados por conta 
das diversas sensações sentidas e interpretadas 
ao longo de um dia ou ao longo de uma vida�
As informações na mente das pessoas são orga-
nizadas de acordo com os objetos, figuras, sons e 
cenas que criam um significado completo de um 
contexto, a experiência é única e não ocorre por 
partes separadas� Analise o seguinte: ao olharmos 
um cachorro, nós o percebemos por completo, não 
apenas sua pata, seu focinho, sua orelha ou seus 
olhos, percebemos e reconhecemos o conjunto 
como um cachorro que pode ser nosso, do vizinho 
ou de algum desconhecido, o que importa, nesse 
exemplo, é o reconhecimento da figura cachorro, 
como ela é percebida pela nossa mente�
Partindo desse exemplo, o mesmo ocorre em re-
lação às interfaces utilizadas pelos usuários, as 
quais permitem a IHC. O usuário olha a interface 
completa e, ao identificar suas partes, por meio de 
sua percepção e cognição, ele consegue executar 
uma ação�
A percepção, portanto, é a capacidade de perceber 
o que é visível ou não, é perceber por meio dos 
sentidos, do conhecimento e da experiência, pois 
15
trata-se de uma representação da realidade� O pro-
cesso perceptivo é influenciado pelas experiências 
vivenciadas, pelos valores e atitudes, pela motivação, 
pela cultura, pelas expectativas e pelo grupo social 
do qual fazemos parte, sendo assim, a percepção 
ocorre, em nível específico, individualmente, e em 
nível macro, por grupos, que é definida conforme 
o conjunto de características físicas, cognitivas e 
psicológicas, que permitem interpretar e compre-
ender as informações ao seu entorno.
É importante ressaltarmos que o processo per-
ceptivo do usuário é influenciado pelo estímulo 
do ambiente (físico ou virtual), pois a percepção 
está baseada em características químicas (olfato, 
paladar), ou características físicas (visão, audição 
e tato), portanto, a percepção é a função cerebral 
que trabalha com o envio de estímulos que recebem 
significados pelos cinco sentidos.
Em sentido mais técnico, as informações do córtex 
– que organiza as emoções, ações e julgamentos – 
são unificadas pela percepção que lhes dá sentido, 
associando-as com as memórias de experiências 
passadas, assim ocorre o reconhecimento que 
está ligado ao sistema perceptual�
Retomando, agora, os processos cognitivos, vamos 
recordar dois pontos importantes, psicologia e 
comportamento� Já estudamos que a cognição é 
16
uma ciência estudada por algumas áreas, como a 
Psicologia Cognitiva, que muito interessa aos pro-
fissionais de UX, devido ao foco em pesquisas para 
compreender o comportamento do usuário, suas 
motivações, frustrações e como o usuário aprende 
em cada contexto, ou seja, são consideradas nos 
processos cognitivos as questões emocionais, de 
aprendizagem e as questões físicas. Analise a ta-
bela a seguir, que apresenta exemplos de cognição 
e processos cognitivos. Esse estudo lhe ajudará a 
ter uma visão macro e explicativa em relação aos 
processos cognitivos�
Tabela 1: Cognição e processos cognitivos�
COGNIÇÃO E PROCESSOS COGNITIVOS
Percepção: ligada aos 5 sen-
tidos, ocorre por ambientes 
de influências químicas ou 
físicas�
Atenção: organiza, prioriza 
ou ignora os estímulos, é 
um processo de seleção e 
categorização�
Associação: é o reconhe-
cimento de experiências 
passadas por estímulos 
relacionados ao momento 
da experiência, podem ser 
emocionais ou físicos, a as-
sociação traz a interpretação 
para compreender uma nova 
experiência, por exemplo.
Imaginação: é processo de 
cognição do mundo exterior, 
pode-se recordar eventos 
recentes ou antigos, imagi-
nar e planejar o futuro, as 
experiências são apoio para a 
imaginação).
Juízo: é o julgamento decor-
rente de experiências vividas 
(pode-se definir como boa ou 
ruim).
Raciocínio: por meio de julga-
mentos, tira-se novas apren-
dizagens e/ou decodifica-se 
uma informação de modo 
consciente que pode ajudar a 
resolver problemas�
17
COGNIÇÃO E PROCESSOS COGNITIVOS
Memória: registra e armaze-
na informações que podem 
ser recuperadas por algum 
estímulo�
Foco: o foco ajuda a identifi-
car rapidamente um estímulo 
e a concentrar-se nele para 
algum resultado�
Linguagem: é o processo 
mental crítico e de interpreta-
ções verbais e/ou ilustrativas, 
habilidade de comunicação�
Controle: é controlar os 
impulsos e as emoções para 
tomar decisões conscientes, 
não induzidas pelo oposto, o 
descontrole�
Fonte: Elaboração própria.
Faça uma pesquisa se desejar aprender mais 
sobre essa área que possui uma vasta literatura 
e conteúdos disponíveis na web como vídeos, 
podcasts, artigos, além de outros recursos como 
livros e revistas�
Em UX/UI Design é preciso ensinar ao usuário 
como o sistema de um computador e/ou máquina 
funciona, isso ocorre por meio da interface que 
deve ser intuitiva, deve ser o mais simples possível 
e agradável, sem exigir muito esforço cognitivo do 
usuário durante sua experiência, o contrário pode-
rá causar grande desconforto, cansaço e fazê-lo 
desistir da tarefa que procurava realizar, isso gera 
um problema ainda maior�
18
Por fim, uma experiência ruim será sempre lem-
brada como ruim, e mais difícil de convertê-la, pois 
os usuários se tornam mais exigentes, por isso, 
conhecer os processos perceptivos e cognitivos 
do usuário é obter uma rica fonte de saberes que 
influenciam positivamente no desenvolvimento 
de produtos e/ou serviços com qualidade, úteis e 
desejáveis pelos usuários�
19
CONCEITUAÇÃO DE UX E 
SUA IMPORTÂNCIA
Chegamos ao momento de entender a tão falada 
UX, acrônimo do termo em inglês user experience, 
traduzida para o português como experiência do 
usuário�
É necessário que você conheça a pessoa por trás 
desse grande avanço em colocar o usuário no 
centro das experiências. Foi Don Norman quem 
propagou o termo user experience, nos anos 1990, 
no entanto tem-se registros de que em 1986 foi 
quando o termo começou a aparecer, no livro 
User centered system design: new perspectives on 
human-computer interaction, organizado por Don 
Norman e Stephen W. Draper.
Don Norman é cientista cognitivo, design thinker, 
professor de ciência cognitiva e de ciência da 
computação, também é cofundador do Nielsen 
Norman Group (grande referência para UX/UI De-
sign) e defensor da experiência do usuário.
User experience diz respeito às experiências como 
um todo, naturais ou desenvolvidas, para seres 
humanos, sejam elas por meio de produtos ou por 
meio de serviços. O objetivo da UX é olhar para o 
que não está bom para o usuário em característi-
20
cas físicas e/ou aplicações, e como solucionar os 
problemas identificados em usabilidade.
Mas é importante diferenciar UX de interfaces, 
telas, botões, criação de sites e aplicativos. Todos 
esses elementos fazem parte da UX, mas não 
resumem sua finalidade, ou seja, um profissional 
de UI que só se preocupa com “fazer botões” e 
que só “faz botões” não pode ser definido como 
um profissional especialista em UX, pois para tal 
especialidade é preciso conhecer e considerar toda 
a bagagem exigida pela UX, como pesquisa com 
usuários, testes de usabilidade, entendimento de 
personas, conhecimento sobre metodologias e 
processos ágeis, saberes cognitivos e processos de 
funcionamento do cérebro humano, dentre outros.
No vídeo a seguir, Don Norman explica o conceito de 
UX. Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=9BdtGjoIN4E� Acesso 
em: 16 set� 2022�
Você sabia que existem algumas subáreas dentro 
de UX? Isso mesmo, a UX está divididaem UX 
Research, UX/UI Design, UX Writing e UX Strategy� 
Normalmente, equipes de UX são formadas por 
SAIBA MAIS
21
https://www.youtube.com/watch?v=9BdtGjoIN4E
profissionais qualificados para cada subárea da 
UX, justamente para garantir que as melhores ex-
periências sejam oferecidas aos usuários�
Com base no que estudamos até agora, fica mais 
claro qual é a importância da UX, certo? Afinal, 
as pessoas estão cada vez mais conscientes e 
exigentes em relação aos produtos e/ou serviços, 
elas querem não somente obter um objeto, mas 
experimentar algo diferente, além de resolver pro-
blemas de maneira simples�
Embora pareça óbvio, quando falamos de experiên-
cia do usuário, ou experiência humana, precisamos 
ter consciência de que nem sempre o usuário (ou 
consumidor) foi considerado de maneira tão humana 
quanto nos últimos tempos. Sua impressão, seus 
sentimentos, motivações, desejos e necessidades 
são importantes e é por isso que a UX existe e é 
tão difundida�
Então, vamos finalizar esse tema com as palavras 
de Don Norman: “a ‘experiência do usuário’ abrange 
todos os aspectos da interação do usuário final 
com a empresa, seus serviços e seus produtos”.
Você já parou para pensar em como as coisas mudaram 
de algumas décadas passadas para a nossa contempo-
REFLITA
22
raneidade? Como as tecnologias e as possibilidades de 
serviços e produtos são diversas, simples e complexas 
ao mesmo tempo? Se voltarmos aos anos de 1914 – em 
que Henry Ford criou o sistema de produção conhecido 
como Fordismo –, todas as pessoas que tinham poder 
aquisitivo compravam um carro preto, era a única cor 
disponível para todas as pessoas� Na época era uma 
novidade e, embora muitas pessoas quisessem um 
carro preto da Ford, poucos tiveram essa experiência. 
Falando em experiência, como será que as pessoas 
se sentiam ao olhar para as ruas e ver que todos os 
carros eram exatamente iguais? A ênfase na UX, nessa 
época, ainda estava brotando... não à toa houve a crise 
do fordismo (além de questão sociais e econômicas, 
claro), afinal, as pessoas são diferentes, certo? Ainda 
bem que as coisas mudaram. Com isso, conseguimos 
expandir nossa percepção sobre a importância da user 
experience, você não acha?
23
ESTRATÉGIA DE PRODUTO
Vamos conhecer as estratégias de produto? Hoje 
o que mais percebemos são produtos e serviços 
para todos os lados, físicos e digitais, mas é im-
portante saber o que está por trás dessas entregas 
para os usuários que recebem tudo pronto para o 
consumo e/ou experiência.
Antigamente, quem estava à frente de uma fábrica 
não sabia o que o cliente queria, como estava sua 
demanda, quanto havia de estoque em cada local, 
como poderia distribuir. Imaginemos uma fábrica 
de calçados na década de 1940 no Brasil. Na época, 
o que se podia fazer era imaginar que tipo de pro-
duto teria uma venda melhor, produzi-lo, estocá-lo 
e tentar vendê-lo� Sendo quase impossível obter 
informações (era preciso ligar para alguém, que 
fazia perguntas e explicava por telefone situação de 
cada item), o estoque era a solução. É bom lembrar 
que até mesmo o aparelho de fac-símile, o fax, não 
existia (ZORZO, 2015, p. 52).
Gerenciar um produto é uma grande responsa-
bilidade, uma tarefa que exige do profissional a 
organização dos processos, além disso, é preciso 
ter estratégias para motivar e influenciar a equipe 
envolvida no desenvolvimento do produto, somente 
assim é possível obter-se um resultado satisfatório�
24
Atualmente, em muitas empresas, quem gerencia 
produtos é o product manager (gerente de produto), 
cabe a ele, ou ela, gerenciar a equipe e as atividades 
necessárias para que o produto e/ou serviço seja 
desenvolvido de acordo com os objetivos estabe-
lecidos, de modo que possa atender às metas da 
empresa e, ao mesmo tempo, às necessidades 
dos usuários, em uma jornada de experiência po-
sitiva� O primeiro passo a ser dado pelo product 
manager, ao lado da equipe de desenvolvimento, 
é compreender quais são os problemas a serem 
solucionados em determinada fatia, público-alvo, 
da sociedade, ou de um produto que já se encontra 
no mercado�
MAS O QUE É ESTRATÉGIA DE 
PRODUTO OU PRODUCT STRATEGY?
A estratégia de produto diz respeito aos objetivos 
que a empresa quer alcançar, por meio de produtos 
e/ou serviços, e os caminhos a serem percorri-
dos para que esses objetivos sejam atingidos, ou 
seja, as ações a serem realizadas para alcançar 
os objetivos traçados pela empresa� É essencial 
conhecer bem quais são os objetivos e o posicio-
namento que o produto deve apresentar, algumas 
perguntas devem ser feitas para que as respostas 
norteadoras apareçam� Observe a seguir quais são 
as principais perguntas que você deverá responder 
25
antes de iniciar o planejamento do desenvolvimento 
de um produto�
Figura 3: Perguntas que norteiam o desenvolvimento de 
uma estratégia de produto�
O produto será útil pra quem? Qual é a 
Persona?
Como o público consumidor do produto 
será beneficiado?
Quais são os objetivos do produto em 
seu ciclo de vida?
Qual será o diferencial do produto 
perante a concorrência?
Tem espaço no mercado para o 
produto?
Fonte: Elaboração própria.
A estratégia de produto é como um roteiro – ou 
roadmap, em inglês –, que fornece a visão detalhada 
do produto. Isso é importante porque, ao pensar 
em produto, não podemos deixar de lado as me-
tas a serem atingidas, com o roadmap podemos 
mensurar as metas de um produto e/ou serviço.
Dentro da estratégia de produto há um quesito 
que faz com que um produto e/ou um serviço 
sejam planejados e desenvolvidos, é a lei da 
oferta e da demanda da economia apresentada 
por Adam Smith�
26
Para compreender melhor como a lei de oferta e deman-
da funciona, na prática, leia o artigo que apresenta um 
estudo de caso� Oferta e demanda de tecnologia: um 
estudo de caso no entorno do Porto do Açu. Disponível 
em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/cdf/
article/view/58746/38355� Acesso em: 18 jul� 2022�
Ao iniciarmos uma estratégia de produto, devemos 
sempre buscar referências, estudar a concorrência 
direta e indireta e nos inspirar nos resultados obtidos 
por grandes marcas que são bem-posicionadas e 
desejadas por inúmeras pessoas� As marcas com 
posicionamentos fortes têm uma ótima estratégia 
de produto por trás. Além disso, uma equipe em-
penhada no desenvolvimento dos produtos dessa 
marca, sempre leva ao usuário a melhor experiência 
possível, fazendo com que ele passe do status de 
apenas consumidor para fã da marca, seguindo-
-a pelas mídias digitais, procurando informações 
relacionadas a ela e procurando por mais produtos 
dessa marca�
Tomando como exemplo a área de tecnologia, que 
nome vem à sua mente quando alguém lhe pergunta 
qual marca de computadores e/ou smartphones você 
SAIBA MAIS
REFLITA
27
https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/cdf/article/view/58746/38355
https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/cdf/article/view/58746/38355
gosta? Provavelmente, muitas pessoas indicariam Apple, 
Samsung, Motorola, Xiaomi, Huawei, dentre outras. Por 
que será que os produtos dessas marcas são sempre os 
mais lembrados? A dica que vou deixar é: elas priorizam 
o UX/UI Design.
A estratégia de produto está relacionada à visão 
de longo prazo para e ao que se deseja alcançar 
nesse período com o produto. Você já deve ter tido 
a experiência, ou ainda terá, de trabalhar no desen-
volvimento de produtos e/ou serviços, e perceberá 
a estratégia de produto, ainda que parcialmente, 
na rotina do projeto que estará desenvolvendo�
Durante o processo, antes de se produzir tudo e 
entregar ao usuário final pelas prateleiras físicas ou 
digitais do mercado, algumas entregas são feitas. 
O que isso quer dizer? Que partes do produto, ou de 
serviços, dependendo do contexto e da estratégia, 
vão sendo desenvolvidas e entregues aos pou-
cos, o que permite realizar ajustes e implementar 
aprimoramentos ao longo do desenvolvimento do 
todo, até que os objetivos e as metas finais sejam 
alcançados�Ter uma visão do produto é saber a razão de sua 
existência, o motivo pelo qual ele está sendo desen-
volvido. Imagine que você deseja criar um produto, 
uma bolsa ecológica para celulares, sua visão é 
criar um produto que seja sustentável e ao mesmo 
28
tempo útil para o usuário� A sua estratégia é se 
posicionar como um produto sustentável e prático 
que oferece ao usuário um leque de modelos de 
bolsas colecionáveis e modernas, que combinem 
com diversos estilos, sem se preocupar com o 
consumo em excesso que agride o meio ambiente�
Considerando sua visão e estratégia, você irá uti-
lizar o roadmap para definir como essa estratégia 
será realizada, ou seja, como seu produto será 
desenvolvido� O roadmap é uma ferramenta que irá 
ajudar você nessa tarefa. Após definir como será 
desenvolvida sua estratégia, você terá o backlog 
com tudo que será preciso fazer para materializar a 
visão estratégica em produto� Backlog é uma lista 
de tarefas que prioriza as tarefas pela ordem de 
urgência em seu desenvolvimento�
Resumindo as principais questões (perguntas a 
serem feitas) para se desenvolver uma estratégia 
de produto, observe a seguir as respostas contex-
tualizadas no exemplo da bolsa ecológica�
1) O mercado e as necessidades desse mercado 
– quem são os clientes e os usuários e o porquê 
deles precisam do produto: os clientes de bolsas 
ecológicas para celulares são pessoas que se 
preocupam com questões ambientais e querem 
guardar e proteger seus celulares em uma bolsa 
moderna, leve e segura, sem perder o estilo;
29
2) As funcionalidades-chave (características) – 
como o produto se diferencia e o que oferece como 
benefício?: a bolsa ecológica para celulares é uma 
proteção extra para os celulares dos usuários, é 
confortável, produzida com papel biodegradável, 
possui diversos modelos com diferentes cores, 
estampas e personagens que podem ser colecio-
náveis, além disso, pode ser utilizada com, ou sem, 
alça. Além disso, o diferencial é ser um produto 
ecológico, moderno e útil para o dia a dia, e oferece 
promoções mensais no site para usuários que já 
compraram;
3) As metas (objetivos) de negócios – expectativa 
da empresa em relação ao produto: gerar lucro para 
os desenvolvedores, expandir a oferta da bolsa 
ecológica para celulares para diversos estados no 
Brasil e vender a bolsa em uma loja física�
Então, gostou do tema estratégia de produto? Espero 
que os exemplos tenham ajudado você� Lembre-
-se de que você pode realizar outras pesquisas, 
ler artigos ou assistir a vídeo na internet sobre o 
assunto para complementar seus estudos�
Observe as dicas a seguir para que você possa explorar 
alguns modelos de roadmap e criar o seu para a sua 
estratégia de produto. Vamos lá?
SAIBA MAIS
30
1. Pesquise no banco de imagens Freepik o termo “ro-
admap”, você verá uma série de modelos que podem 
ser reutilizados, ou seja, você pode fazer o download e 
utilizar um software editor para alterar as informações 
do template. Disponível em: https://br.freepik.com� 
Acesso em: 16 set� 2022�
2. Você pode pesquisar alguns modelos na internet para 
criar o seu roadmap do zero, lembre-se de que um roa-
dmap é um roteiro das ações que você irá realizar para 
desenvolver sua estratégia de produto. Uma ferramenta 
bastante utilizada por profissionais, que possui versão 
gratuita, é o Miro, acesse a ferramenta e conheça suas 
funcionalidades para que você possa utilizá-la em seus 
projetos. Disponível em: https://miro.com/pt/� Acesso 
em: 16 set� 2022�
Você já parou para pensar sobre o que é um produto? 
Vamos considerar a definição do dicionário Aulete 
para produto: “1. Aquilo que é resultado de uma 
atividade humana ou de processo natural (produto 
industrial; produto intelectual); PRODUÇÃO; 2. Coisa 
ou objeto produzidos como bem de consumo ou 
de comércio; ARTIGO; MERCADORIA”.
Considerando outra visão, para compararmos as 
informações, vamos ficar com a definição de Ko-
tler (2000, p. 416): “um produto é algo que pode 
ser oferecido a um mercado para satisfazer uma 
necessidade ou um desejo”�
31
https://br.freepik.com
https://miro.com/pt/
DESK RESEARCH
Você já deve ter visto esse termo pela internet ou 
alguém comentando, mas se ainda não compreen-
de bem o que é desk research, esse é o momento 
para eliminar qualquer dúvida�
Desk research é um método utilizado em pesquisa 
para a coleta de dados e informações que já foram 
analisadas por terceiros, ou seja, por outras pesso-
as, empresas e/ou pesquisadores. Esses dados e 
informações estão disponíveis na internet ou em 
outros meios de comunicação mais tradicionais 
como revistas, jornais, livros, rádio etc.
Todo meio de informação é válido para o assunto 
ou tema que desejamos ter maior entendimento� 
Por dispensar a necessidade de se investigar – ir 
atrás das informações, por exemplo, realizar uma 
pesquisa de campo – é que a desk research é defi-
nida como pesquisa inicial, ou pesquisa secundária. 
Literalmente, desk research é uma “pesquisa de 
mesa”, pois os dados e as informações já foram 
gerados e o objetivo da desk research é analisá-los 
para que se tenha clareza sobre o tema pesquisado, 
principalmente quando sabemos pouco ou nada 
sobre o assunto que nos leva a fazer a pesquisa�
Vamos a um exemplo: imagine que você deseja 
criar um aplicativo do zero, e sozinho, mas há um 
32
problema: você não sabe nada sobre o desenvolvi-
mento de aplicativos. Assim, você faz uma pesquisa 
na internet para obter informações e dicas sobre 
como criar um aplicativo. Você procura por cursos, 
tutoriais e faz uma seleção dessas informações 
que estão disponíveis, separando os links de pági-
nas da web, de vídeos tutoriais ou de cursos que 
atendam ao seu propósito. Todo esse processo é 
uma pesquisa inicial e/ou secundária, ou seja, é 
uma desk research�
A desk research faz parte da rotina de quem trabalha 
com desenvolvimento de softwares, de produtos e/
ou serviços, e é direcionada ao usuário, para des-
cobrir necessidades, desejos e comportamentos 
do consumidor – para obter informações sobre 
produtos similares no mercado e para entender 
o cenário econômico, por exemplo. O ponto forte 
da desk research é a economia de tempo, pois 
os dados e as informações já estão disponíveis. 
Além disso, ajuda-nos a entender profundamente 
determinado tema quando necessitamos�
COMO FAZER DESK RESEARCH?
O primeiro passo para iniciarmos uma desk research 
é definir o objetivo – qual conhecimento pretendo 
obter, o que quero saber? Isso nos ajuda a manter 
o foco no tema a ser pesquisado�
33
O segundo passo é selecionar as fontes de pes-
quisas� Precisamos fazer um mapeamento dessas 
fontes de pesquisa, organizar uma lista com as 
fontes ideais, ou melhor, as fontes especialistas no 
tema. Atente-se à qualidade da fonte de informação, 
na internet há uma série de conteúdos duvidosos, 
por isso, faça filtros.
O terceiro passo é definir quanto tempo será inves-
tido na desk research. Definir o tempo é importante 
para que possamos ficar atentos e não nos perca-
mos olhando outros assuntos durante o processo� 
Concentre-se sempre nas fontes definidas.
O quarto passo é colocar a mão na massa e ini-
ciar a pesquisa seguindo o que foi planejado nos 
passos anteriores, ou seja: objetivo, seleção de 
fontes/referências, tempo de pesquisa.
O quinto passo é analisar todos os dados coleta-
dos e extrair as informações que façam sentido e 
ajudem a alcançar o objetivo� Observe a reputação 
das empresas, escolas físicas e/ou virtuais que 
oferecem cursos para o seu objetivo, leia o método 
de ensino, descubra vídeos didáticos e vídeos de 
profissionais, por exemplo, no YouTube, busque 
informações na web. Confira a seguir o passo a 
passo estruturado mais objetivamente:
34
1) Objetivo: aprender a desenvolver aplicativos;
2) Seleção de fontes: três vídeos tutoriais do 
YouTube, um curso gratuito on-line, um artigo e um 
guia passo a passo de uma empresa e/ou marca 
referência no mercado;
3) Tempo de pesquisa: 10 horas;
4) Inícioda pesquisa: acessar as fontes selecio-
nadas, coletar os dados e informação, separar em 
um arquivo digital ou anotá-los;
5) Análise dos dados: os dados e informações 
mais viáveis para aprender, começar seu projeto 
e desenvolver o aplicativo�
Leia o artigo a seguir para compreender ainda mais 
e complementar seus estudos sobre a desk research 
(lembre-se de que se não compreender o texto na língua 
inglesa, você poderá utilizar o recurso de tradução da 
página web). Disponível em: https://invotech.co/blog/
what-is-desk-research-and-how-to-do-it/� Acesso em: 
16 set� 2022�
Agora, você precisa conhecer a metodologia do 
double diamond (em português: duplo diamante), 
que é bastante utilizada no processo de design, 
criada em 2015 pelo British Design Council.
SAIBA MAIS
35
https://invotech.co/blog/what-is-desk-research-and-how-to-do-it/
https://invotech.co/blog/what-is-desk-research-and-how-to-do-it/
Por que esse double diamond é importante? Porque 
a desk research faz parte desse processo de design, 
está na etapa de discover (em português: descoberta). 
Discover é justamente o momento de entendimento 
do contexto e/ou cenário, e para isso várias técnicas 
são utilizadas, uma delas é a desk research�
O Double Diamond é uma representação visual do 
processo de design e inovação� É uma maneira sim-
ples de descrever os passos tomados em qualquer 
projeto de design e inovação, independentemente 
dos métodos e ferramentas utilizados [���]� É claro 
que os modelos de processo em forma de pipa 
foram referenciados desde os anos 60, mas os 
modelos de design não foram amplamente com-
partilhados neste momento� Parte da razão do 
Conselho de Design para criar o Double Diamond 
foi para resolver essa falta de visibilidade. (BRITISH 
DESIGN COUNCIL, 2019).
Fazer uma desk research é praticamente descobrir 
informações sobre determinado assunto, por isso 
que essa etapa faz parte do discovery no double 
diamond, afinal, quando pesquisamos sobre algo, 
logo descobrimos informações que desconhecía-
mos, certo? Observe a figura a seguir, um modelo 
do double diamond. Você pode encontrar outras 
versões (em português, por exemplo) na web. Faça 
uma pesquisa e estude mais essa metodologia�
36
Figura 4: Double diamond – processo de design do British 
Council Design.
Fonte: https://www.atulprd.com/blog/
find-products-for-your-customers/
Lembre-se: há outros métodos de pesquisa, a desk 
research é um dos métodos mais utilizados, mas 
ela não é um método de pesquisa primária e não 
é o único método. Ela serve para que possamos 
entender um tema ou assunto e, por meio dos da-
dos e informações coletadas, confrontar todas as 
informações obtidas e os conhecimentos adquiridos 
para alcançarmos o conhecimento desejado, pois, 
por meio de informações existentes, podemos 
desenvolver novos conhecimentos e identificar 
necessidades novas� Que tal você praticar a desk 
research? Utilize essa ferramenta para descobrir 
algo que deseja e implementar em algum projeto�
37
https://www.atulprd.com/blog/find-products-for-your-customers/
https://www.atulprd.com/blog/find-products-for-your-customers/
ANÁLISE COMPETITIVA
A análise competitiva é uma prática de marketing 
que faz análises de mercado com o objetivo de 
analisar seus concorrentes para obter informações 
que permitam enxergar o cenário do mercado no 
qual a empresa participa. Na análise competitiva, 
ao colher as devidas informações, enquanto donos 
de um negócio, ou mesmo gerente de produto, 
poderemos traçar nossa estratégia de negócio, 
por isso, a análise competitiva é, antes de qualquer 
coisa, pesquisa de mercado.
Por meio da análise competitiva avaliamos os 
nossos concorrentes diretos e indiretos, realiza-
mos um mapeamento de tudo que precisamos 
saber para comparar as forças e as fraquezas da 
concorrência, entre elas e com o nosso negócio.
Esse mapeamento nos auxilia na tomada de deci-
sões estratégicas e, para isso, é preciso constante-
mente acompanhar o que a concorrência faz que 
dá certo, ou que dá errado, porque aprendemos 
com isso, também. Devemos observar continua-
mente as práticas de mercado, prever quais são 
as tendências, atentar-nos aos novos concorrentes 
entrantes no mercado, adaptar-se às mudanças que 
são inevitáveis, sempre verificar as oportunidades 
para a empresa investir, ter mais participação no 
38
mercado e identificar no cenário externo os fatores 
que afetam a empresa�
Com os avanços tecnológicos e os diversos novos 
e contínuos negócios, a competitividade está sem-
pre em corda bamba, porque as disputas são mais 
aquecidas, já que não é mais necessário estar em 
um só território para oferecer produtos e serviços 
desejados pelos usuários�
Por isso, toda empresa precisa conhecer o espa-
ço onde está assentada, conhecendo seus con-
correntes o máximo possível� Os resultados da 
concorrência podem ajudar o seu negócio a evitar 
riscos, encontrar oportunidades, afinar seu negócio 
e seus produtos e identificar novas necessidades 
dos usuários�
Resumidamente, você, como dono de negócio, ou 
gerente de produto/serviço, precisa fazer um ben-
chmarking para compreender como as empresas 
concorrentes são vistas pelos usuários e como 
elas se posicionam no mercado. Essa impressão 
em relação à concorrência pode ser levantada pela 
perspectiva dos usuários, por prospects e clientes, 
obtendo feedbacks direto de usuários sobre outros 
negócios e/ou produtos. Essa prática pode ser um 
diferencial estratégico para sua pesquisa�
39
Outras ferramentas digitais, como as disponibili-
zadas no Google, podem ser utilizadas para o seu 
benchmarking, como o buscador do Google, que 
mostra a empresa pesquisada e sugere outras 
empresas do mesmo ramo de negócio; o Google 
Forms pode ser utilizado para colher informações 
ou obter feedbacks de clientes; o Google Ads para 
pesquisas por palavras-chave que tenham a ver 
com o produto ou o negócio�
Assim, empresas da mesma fatia de mercado 
podem ser localizadas. Além disso, não podemos 
deixar de lado as redes sociais nas quais a maioria 
das empresas participam�
Percebeu quantos caminhos existem para realizar 
sua pesquisa de mercado? Comece a colocar em 
prática seu benchmarking.
A concorrência direta nada mais é do que as em-
presas que oferecem o mesmo tipo de produto e/
ou serviço – ou produtos similares – que o nosso, 
que participam da mesma fatia de mercado na qual 
nosso negócio participa� Além da concorrência 
direta, existe a concorrência indireta, que são as 
empresas que oferecem o mesmo produto e/ou 
serviço que oferecemos, porém, a maneira com 
que elas obtêm lucros é diferente, porque o objetivo 
dessas empresas também é diferente do nosso�
40
Uma maneira de entender essa concorrência é to-
mando como exemplo o Google versus o Facebook, 
que estão no mesmo tipo de negócio mas possuem 
estratégias e objetivos diferentes para lucrar e 
continuar competindo no mercado, por meio de 
serviços e/ou produtos. Também há as empresas 
que são de outro nicho de mercado, mas que de 
algum modo podem influenciar na participação e 
competitividade com o nosso negócio ou produto, 
por exemplo, Facebook e Netflix, duas gigantes 
que não são concorrentes diretas, mas estão no 
nicho de mercado digital� Ambas oferecem conte-
údos e, no caso do Facebook, espaço para que os 
usuários compartilhem conteúdos de serviços de 
streamings diversos, inclusive de outras empresas 
diferentes da Netflix. Você conseguiu entender? De 
um modo, ou de outro, sempre há uma influência 
na competitividade e participação no mercado, 
seja direta ou indiretamente�
Se você tem dúvidas sobre benchmarking, leia o artigo 
Benchmarking: o que é, como fazer e 4 exemplos práti-
cos� Por meio dessa leitura você poderá reforçar seus 
estudos para aperfeiçoar sua prática. Disponível em: 
https://neilpatel.com/br/blog/benchmarking/� Acesso 
em: 16 set� 2022�
SAIBA MAIS
41
https://neilpatel.com/br/blog/benchmarking/
COMO FAZER UMA ANÁLISE 
COMPETITIVA?
Para realizar uma análise competitiva na prática,é preciso começar pelas informações gerais da 
empresa concorrente, considerando as métricas 
que indicam o crescimento da empresa e o finan-
ciamento, depois você deve analisar a receita e os 
clientes. Em geral, você deve ter em mãos todas 
as informações e dados desde a data em que a 
empresa foi fundada, a relação de funcionários, 
hierarquia e todas as movimentações financeiras 
internas e/ou externas. Veja a seguir duas das 
principais ferramentas que auxiliam na Análise 
Competitiva:
 y Awario: é uma ferramenta digital que permite 
monitorar o próprio negócio ou a concorrência, 
você consegue saber o quanto a empresa/marca/
produto é mencionada e pode receber um alerta, 
quando programado, toda vez que a empresa for 
mencionada� É a análise do share of voice�
 y Marketing: saber trabalhar com marketing é 
parte de qualquer negócio, porque há uma lista de 
ferramentas importantes para a análise competitiva 
como SEO, mídias sociais (já mencionadas), publi-
cidade, conteúdo, vendas, atendimento, influencers, 
estratégia de expansão e diferenciais que não são 
encontrados em outras empresas e/ou produtos.
42
Você poderá realizar uma pesquisa de market share 
para informações e análise mais global, isso se o 
objetivo for ter uma visão mais ampla e do todo 
sobre a concorrência direta e indireta, consideran-
do outros territórios� Já a análise restrita permite 
a comparação da concorrência mais próxima ao 
negócio, produto e/ou serviço porque é uma análise 
mais específica, digamos assim.
Você já ouviu falar em Matriz SWOT e as 5 Forças 
de Porter? Se você não conhece, saiba que são 
instrumentos/modelos mais utilizados em análise 
competitiva. Vamos entender a seguir cada uma 
delas? Vamos lá!
A Matriz SWOT – também conhecida como FOFA, 
em português – possui quatro elementos-chave para 
que possamos entender um período de um contexto 
do mercado analisado. Se você observar, perceberá 
que é um diagrama que estrutura algumas das prin-
cipais informações para que possamos compará-las 
e enxergarmos o cenário do nosso negócio ou da 
concorrência, isso torna a matriz SWOT um instru-
mento estratégico por conta da possibilidade de 
avaliar o mercado antes de tomar decisões.
Registros históricos apontam que a Matriz SWOT 
surgiu na década de 1960 e que foi criada por Albert 
S. Humphrey. Desde então, após algumas mudanças 
no método SWOT, ela vem sendo utilizada.
43
Figura 5: Matriz SWOT (FOFA).
Produto exclusivo
Preço de mercado
Variedades
Pouca concorrência
Pública interessado
Crescimento de compras 
on-line
Baixo investimento em 
publicidade
Loja apenas virtual
Barreira de entrada
Crise financeira
Produtos genéricos
orçasF raquezasF
portunidadesO meaçasA
Fonte: Elaboração própria.
As 5 Forças de Porter, elaborado por Michael 
Porter, é um modelo utilizado por empresas para 
fazer análise competitiva e para identificar o po-
sicionamento em que se encontra no mercado de 
determinado setor�
44
Figura 6: 5 Forças de Porter�
5 FORÇAS DEPORTER
RIVALIDADE 
ENTRE OS 
CONCORRENTES
AMEAÇA DE 
PRODUTOS 
SUBSTITUTOS
Produtos que atendem às 
mesmas necessidades dos 
usuários, como ubstitutos 
que podem ser produtos 
melhores.
PODER DE 
NEGOCIAÇÃO 
DOS CLIENTES
Quando há várias opções 
disponíveis no mercado que 
são similares ao produto e o 
usuário pode escolher, o que 
pode pressionar as 
estratégias de preço dos 
produtos.
PODER DE 
NEGOCIAÇÃO 
DOS 
FORNECEDORES
Dependendo da força das 
marcas, da economia dos 
custos de instalação, pode 
se identificar o nível de 
ameaça.
AMEAÇA DE 
ENTRADA DE 
NOVOS 
CONCORRENTES
Para entrar no mercado 
dependerá da rivalidade, 
quanto maior, mais difícil 
será, quem já participa 
continua investindo em 
estratégias como Marketing.
O poder de negociação pode 
ser influenciado por alguns 
fatores, aumentando ou 
diminuíndo. Um exemplo é o 
custo da produção.
Fonte: Elaboração própria.
A característica diferencial das 5 Forças de Porter 
é que elas não se alteram, enquanto houver mer-
cado e competitividade, ela será estável porque 
tem como enfoque analisar:
 y A rivalidade entre os concorrentes;
 y O poder de barganha dos fornecedores;
 y O poder de barganha dos clientes;
 y As ameaças de novos concorrentes entrantes 
no mercado;
 y As ameaças de novos produtos e/ou serviços.
45
O que achou desses instrumentos, A Matriz SWOT 
(ou FOFA) e as 5 Forças de Porter? Muito interes-
sante, não é mesmo? Faça algumas pesquisas para 
compreender melhor e identificar o uso desses 
modelos estratégicos em produtos e empresas que 
competem no mercado. Aliás, esse estudo poderia 
até ser o tema de uma desk research, pense nisso!
46
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Neste e-book você estudou temas importantes para 
o seu desenvolvimento profissional, como intera-
ção homem versus computador, que é necessário 
para todo UX/UI Design. Além disso, e não menos 
importante, abordamos o comportamento dos 
usuários pelos temas sobre processos cognitivos e 
perceptivos, além do conceito básico de cognição.
Você aprendeu o que é UX e pôde compreender 
sua importância, estudou estratégia de produto 
e como desenvolvê-la por questionamentos que 
norteiam o processo. Também conhecemos o que 
é a desk research e como fazê-la com a utilização 
de metodologias�
Por fim, você aprendeu sobre análise competitiva, 
seus caminhos e estratégias para acompanhar o 
mercado, analisar a concorrência e o posiciona-
mento de uma empresa, realizando suas análises 
com instrumentos e modelos como a Matriz SWOT 
e as 5 Forças de Porter�
Bastante conteúdo, não é mesmo? Sugiro que 
estude mais esses temas. Se achar necessário, 
releia o material e faça pesquisas extras. Até mais!
47
Referências Bibliográficas 
& Consultadas
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	_Hlk111812732
	_Hlk111812746
	_Hlk111812783
	Introdução
	Interação homem versus computador
	Noções básicas de cognição, processos perceptivos e cognitivos do usuário
	Processos perceptivos e cognitivos do usuário
	Conceituação de UX e sua importância
	Estratégia de produto
	Mas o que é estratégia de produto ou product strategy?
	Desk research
	Como fazer desk research?
	Análise competitiva
	Como fazer uma análise competitiva?
	Considerações finais
	Referências Bibliográficas & Consultadas

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