Prévia do material em texto
Licenciado para - S ILV IN H O M O R E T T E S ILV A - 37622650200 - P rotegido por E duzz.com INTRODUÇÃO A historiografia sobre a África, ainda que em bom número, tem pouca contribuição de historiadores africanos. Os poucos que trabalham nesse sentido foram formados em universidades europeias, tendo herdado uma tradição que os fazem ver a história de seus países de fora para dentro. A região da África Oriental, dos reinos da Núbia, Etiópia e posteriormente Burundi e Uganda, sofreram grande influência religiosa em seu processo de organização cultural e espacial. Conflitos religiosos entre mulçumanos e cristãos foram decisivos para a nova organização desses reinos, a exemplo do Antigo Egito, que teve que se consolidar como Estado mulçumano entre duas potências cristãs – Bizâncio e Dongola. O resultado desses conflitos foi à conquista de Dongola em 1323 pelos mulçumanos, e a tomada gradativa do controle da Núbia em 1504, o que daria um golpe de misericórdia nos reinos cristãos da região. O mais antigo desses reinos foi o da Etiópia. Entre os séculos III e VII, a Etiópia teve como vizinhos outros reinos cristãos: o Egito e a Núbia. Contudo, com a expansão do islamismo essas duas últimas regiões caíram sob o domínio árabe e a Etiópia persistiu como único grande reino cristão da África. Antes do efetivo início do processo de islamização do continente africano, a África Ocidental vai conhecer um padrão de desenvolvimento bastante alto. E, os antigos Estados de Gana, do Mali, do Songai, do Iorubá e Benin, são excelentes exemplos de pujança das civilizações pré-islâmicas. Nos casos da Núbia e da Etiópia, além dos conflitos religiosos existentes, o comércio principalmente com o Egito, foi outra atividade que influenciou diretamente, servindo como estímulo para a criação destes Estados. Esta atividade comercial se dava por rotas que cortavam o deserto do Saara, em caravanas puxadas por cavalos, dificultando o percurso e prejudicando consequentemente a atividade comercial, uma vez que o camelo domesticado só foi introduzido no Norte africano no século II da era cristã. Só a partir do domínio mulçumano na região é que as atividades comerciais expandiram-se mais para o sul do continente. Portanto, os conflitos religiosos entre mulçumanos e cristãos, além das atividades comerciais exercidas entre esses povos, foram decisivos para a organização espacial dos territórios da África Oriental, fatos que produzem reflexos atuais na cultura e na religiosidade dos Estados africanos atuais. Licenciado para - S ILV IN H O M O R E T T E S ILV A - 37622650200 - P rotegido por E duzz.com REINO DE CUSH/ KUSH/CUXE O Reino de Cuxe, também conhecido como Antiga Núbia, foi um reino africano da antiguidade. Existiu, aproximadamente, entre 2.000 a.C. e 350 d.C e teve início na região sudeste do continente africano, mais especificamente nos planaltos da Núbia (atual Sudão). A capital do reino ficava na cidade de Napata e palavra “Kush” era o nome que os egípcios davam para a região da Núbia. Muitos historiadores consideram o Reino de Cuxe um dos mais importantes Estados da Antiguidade africana. No reino de Cuxe o poder político ficava concentrado nas mãos de um rei e a dos egípcios, possuíam uma religião politeísta e seus deuses eram antropozoomórficos. IMPORTANTE Os cuchitas receberam forte influência política, principalmente através da dominação militar, dos egípcios, mesmo assim, desenvolveram uma rica cultura própria. REINOS AFRICANOS Também acreditavam na vida após a morte. Enterravam os mortos (reis e sacerdotes, principalmente) em tumbas em forma de pirâmides. Licenciado para - S ILV IN H O M O R E T T E S ILV A - 37622650200 - P rotegido por E duzz.com No final do século VI a.C. , a capital do Reino de Cuxe foi transferida para Meroe (situada na região sul da Núbia). A economia era muito dinâmica e diversificada. Viviam da agricultura (às margens do rio Nilo) e do comércio marítimo, praticado nas águas do Mar Vermelho, também teve grande destaque. O artesanato também era muito desenvolvido. Faziam objetos de ouro, marfim e ébano e também dominavam as técnicas de fundição de ferro. Construíram palácios, pirâmides e templos, com grande influência dos egípcios. Grande parte das cidades do reino ficavam localizadas às margens do rio Nilo. Possuíam uma escrita baseada num alfabeto. Porém, esta ainda não foi devidamente decifrada. IMPÉRIO AXUM O Império Axum data de 100 d.C., com a fundação da cidade de Axum. Por volta do fim do século VIII a.C., com o enfraquecimento do Império Egípcio, o Reino de Cuxe conseguiu sua autonomia política. Em 747 a.C., o rei cuchita Pianjy conseguiu dominar o Alto Egito, estabelecendo a XXV Dinastia Egípcia. Em 715 a.C., o faraó cuchita Shabako conseguiu unificar o Egito, colocando sua dinastia no comando do reino até o ano de 654 a.C., quando a região foi dominada pelos assírios. Por volta de meados do século III, o Reino de Cuxe passou por uma grave crise. A falta de recursos minerais e a concorrência comercial na região de Mar Vermelho enfraqueceram sua economia e em 350, o Reino de Cuxe foi dominado pelo Império de Axum, localizado na região norte da atual Etiópia. No século IV já eram o Estado de maior expressão do reino da Núbia e, por conta das relações no Mar Vermelho, adotaram o cristianismo, que se espalhou em boa parte do território sob o domínio romano, inclusive no Egito. Licenciado para - S ILV IN H O M O R E T T E S ILV A - 37622650200 - P rotegido por E duzz.com Este Império tinha como centro de poder a cidade de Axum, ao norte da atual Etiópia. Ficava localizada num planalto, acima do nível do mar e longe do litoral. Desta forma, tiveram um grande aproveitamento de recursos minerais e desenvolveram o cultivo de cereais, como a cevada e o sorgo, e o Tefé que até os dias atuais compõe a base da alimentação das populações etíopes. Com a concorrência de outras potências no comércio do ouro, o Antigo Império Gana começou a declinar. Até que, por volta de 1076 d.C., em nome de uma fé islâmica ortodoxa, os berberes da dinastia dos almorávidas, vindos do Magrebe, atacam e conquista Kumbi Saleh, capital do Império de Gana. O atual Gana, que antigamente se chamava Costa de Ouro, deve o seu nome moderno ao de um antigo império que dominava a África Ocidental durante a Idade Média. IMPÉRIO DO GANA O Antigo Império Gana teve seu apogeu entre os anos 700 e 1200 d.C. Acredita-se que o florescimento desse império remonte ao século IV. Fundado por povos berberes, segundo uns, e por outros, pelos mandeus, mandês ou mandingas, do grupo soninkê. O antigo nome desse império era Uagadu, que ocupava uma área tão vasta quanto à da moderna Nigéria e, incluía os territórios que hoje constituem o Mali ocidental e o sudeste da Mauritânia. Kumbi Saleh foi uma das suas últimas capitais. Próximo às comunidades agrícolas o poder era centralizado e a construção de palácios, alteres era comum. Além disso, várias foram as estátuas e obras de devoção encontradas. Vestígios deste Império mostram que era uma sociedade complexa, hierarquizada e diversa, que tinha como representante máximo o título de negus. Antigo Império de Gana era tão rico em ouro, que seu imperador, adepto da religião tradicional africana, tal como seus súditos, eram denominados “o senhor de ouro”. Licenciado para - S ILV IN H O M O R E T T E S ILV A - 37622650200 - P rotegido por E duzz.com O velho Gana ficava a muitos quilómetros mais para norte do atual, entre o deserto do Saara e os rios Níger e Senegal. Depois de muitosanos de luta, a dinastia dos Almorávidas berberes subiu ao poder, embora não o tenha conservado durante muito tempo. O império entrou em declínio e em 1240 foi destruído pelo povo de Mali. A região de Gana tornou-se com o tempo, uma área de intenso comércio. Os habitantes do império deviam pagar impostos para a nobreza, que era formada pelo caia-maga, seus parentes e amigos. Atingiu o máximo da sua glória durante os anos 900 e atraiu a atenção dos Árabes. Um exército poderoso fazia a proteção das terras e do comércio que era praticado na região. Além de pagar impostos, as aldeias deviam contribuir com soldados e lavradores, que trabalhavam nas terras da nobreza. Licenciado para - S ILV IN H O M O R E T T E S ILV A - 37622650200 - P rotegido por E duzz.com IMPÉRIO DO MALI Os fundados do Antigo Mali teriam sido caçadores reunidos em confrarias ligadas pelos mesmos ritos e celebrações da religião tradicional. Praticavam a religião de seus ancestrais até bem depois do advento do Islã. Conquistando o que restara do Antigo Gana, em 1240, Sundiata Keita, expandiu seu império, que já era oficialmente muçulmano desde o século anterior. \ Foi por meio das armas que estes se impuseram e alcançaram hegemonia no século XIII o Império Mali era formado por povos presentes na região situada entre o Rio Senegal e o Rio Níger. Dentre esses povos o mais importante eram os mandingas, conhecedores do Islã desde o século XI. Mas, além deles, outros povos formavam este império, como os soninkês, os fulas, os sossos e os bozos. A hegemonia do Mali na África Ocidental ocorreu por alguns importantes fatores, como a formação de um exército poderoso, o controle na extração do ouro e a existência de uma administração eficiente. Esses pontos fizeram do Mali um dos impérios mais bem-sucedidos do continente africano. Sundjata Keita foi o maior representante do Império Mali, e estendeu sua autoridade para unidades políticas próximas, formando um estado unificado e hegemônico até o século XV. Seu representante supremo era chamado de Mansa, e residia na cidade de Niani, ao norte da atual República da Guiné. O apogeu da dinastia Keita ocorreu no século XIV, durante o governo de Kankan Mussa, o Mansa Mussa. No final do século XIV o império enfrenta dificuldades em manter uma área tão grande e entra em processo de declínio. Licenciado para - S ILV IN H O M O R E T T E S ILV A - 37622650200 - P rotegido por E duzz.com IMPÉRIO SONGAI A organização do Songai era mais elaborada ainda que a do Mali tivesse suas origens num antepassado lendário, o gigante Faran Makan Botê, do clã dos pescadores sorkôs. Por volta de 500 d.C., diz ainda a tradição, que guerreiros berberes, chefiados por Diá Aliamen teriam chegado à curva norte do Níger, tomando o poder dos sorkôs. A partir daí, a dinastia dos Diá reina em Kukya, uma ilha perto do Níger, até 1009, quando o reino se converte oficialmente ao islamismo e transfere a capital para Gao, onde a dinastia reina até 1335. Nesse ano, o povo songai se liberta do Antigo Mali, de quem se tornara vassalo em 1275 e, começa a conquistar as regiões vizinhas. Do início do século XV até o final do século XVI, Songhai foi um dos maiores impérios africanos da história e tinha o mesmo nome de seu grupo étnico líder, os Songhai. Sua capital era a cidade de Gao, onde um pequeno estado Songhai já existia desde o século XI sua base de poder era sobre a volta do rio Níger nos dias atuais Níger e Burkina Faso. Aceitaram o Islã em torno do ano 1000. Por diversos séculos, dominaram os estados adjacentes pequenos, quando foram controlados ao mesmo tempo pelo império poderoso de Mali ao oeste. Licenciado para - S ILV IN H O M O R E T T E S ILV A - 37622650200 - P rotegido por E duzz.com IMPÉRIO KANEM-BORNU Outro Estado da África, florescido, no norte da atual Nigéria, foi Kanem-Bornu, em torno do ano 800 d.C. As cidades-estados haussás, situadas entre o Níger e o Chade que se encontram em uma grande encruzilhada constituíram-se por volta do século XII, em redor das vias comerciais que ligavam Trípolis e o Egito à floresta tropical, por um lado, e, por outro lado, o Níger ao alto vale do Nilo pelo Darfur. IMPÉRIO IORUBÁ Junto com o Mali e o Songai, um dos mais vastos impérios dos grandes séculos africanos foi o Kanem-Bornu. A sua influência, no seu período de maior esplendor, estendia-se da Tripolitânia e do Egito até ao Norte dos Camarões atuais e do Níger ao Nilo. Nas origens do Kanem encontra-se a conjunção dos nômades e dos sedentários. Os haussás ou a classe dirigente são negros que habitavam muito mais ao norte e a leste do que hoje. Os iorubás ou iorubas (em iorubá: Yorùbá), também conhecidos como ou yorubá (io-ru-bá) ou yoruba, são um dos maiores grupo étno- linguístico ou grupo étnico na África Ocidental, composto por 30 milhões de pessoas em toda a região. Constituem o segundo maior grupo étnico na Nigéria, com aproximadamente 21% da sua população total. As lendas contam que Ilé-Ifé teria sido o próprio berço da humanidade. Ali Todos os povos e reinos descenderiam do deus-rei Odudua, fundador da cidade sagrada. Outra lenda diz que Odudua seria o condutor de uma gente vinda do Leste. Licenciado para - S ILV IN H O M O R E T T E S ILV A - 37622650200 - P rotegido por E duzz.com Os iorubás são o principal grupo étnico nos estados de Ekiti, Kwara, Lagos, Ogun, Ongo, Osun, e Oyo. Um número considerável de iorubas vive na República do Benin, ainda podendo ser encontradas pequenas comunidades no campo, em Togo, Serra Leoa, Brasil e Cuba. Milhares de iorubas escravizados foram desembarcados no Brasil, fecundando a cultura e a história do nosso país. Uma explicação plausível sobre a gênese do povo ioruba seria as diversas migrações através das regiões entre o Lago Chade e o Níger. Após a fundação da cidade sagrada o povo teria se espalhado pela região e tomou forma final por volta do final do primeiro milênio. Possível época da fundação de Oyo, capital política dos iorubas. Cidades independentes com seus governantes, camponeses. O guarda muralhas, em geral era um mágico, o babalaô, que recolhia os impostos. Uma aristocracia improdutiva controlava as armas, o poder político, o comércio local, nacional e internacional. As comunidades iorubas que se desenvolveram principalmente no sudeste da atual Nigéria constituíram um dos grandes centros civilizatórios da Guiné e chegaram a influenciar outras civilizações da região, como o reino de Benin. Esta irradiação cultural não se restringiu apenas ao continente africano. A maioria dos iorubás vive em grande parte no sudoeste da Nigéria; também há comunidades de iorubás significativas no Benin, Togo, Serra Leoa, Cuba e Brasil. O Senhor do reino ratificava o poder dos mandantes de cada cidade que era chamado de Bale e tinha a assembleia dos notáveis, que era na realidade a detentora da autoridade. Licenciado para - S ILV IN H O M O R E T T E S ILV A - 37622650200 - P rotegido por E duzz.com IMPÉRIO ZIMBÁBUE O Império Zimbábue existiu entre os anos de 1200 e 1400, no litoral da África Austral, onde hoje estão localizados Moçambique e Zimbábue. O território era povoado por populações do tronco linguístico banto, conhecidos como shonas. Bem como tendo acesso ao mar, eles compartilham fronteiras com os Borgu (variadamente chamados Bariba e Borgawa) no noroeste, os Nupe (que eles chamam muitas vezes, "Tapa") e os Ebira no norte, os Edo que também são conhecidos como Bini ou povo benin (não-relacionado com o povo da República do Benin), e os Ẹsan e Afemai para o sudeste. Os Igala e outros grupos relacionadosencontram-se no nordeste, e os Egun, Fon, e outros povos de língua Gbe no sudoeste. Embora a maioria dos iorubás viva no oeste da Nigéria, há também importantes comunidades yorubás na República do Benin, Gana e Togo. As maiorias dos iorubás são cristãos, com os ramos locais das igrejas Anglicana, Católica, Pentecostal, Metodista, e nativas de que são adeptos. O islamismo inclui aproximadamente um quarto da população iorubá, com a tradicional religião iorubá respondendo pelo resto. O costume de arte e artesãos entre o Yoruba é profundamente assinalado no corpo literário Ifá que indica os orixás Ogun, Obatala, Oxum e Obalufon como central à mitologia de criação inclusive a obra artística (isto é a arte da humanidade) Os iorubas têm uma história urbana que data de 500 d.C. As principais cidades iorubás são Lagos, Ibadan, Abeokuta, Akure, Ilorin, Ogbomoso, Ondo, Ota, Shagamu, Iseyin, Osogbo, Ilesha, Oyo e Ilé-Ifè. Os Yorubas do Sul da África Ocidental (República do Benin, Nigéria e Togo, incluindo também peças de Gana, Camarões e Serra Leoa), tem uma muito rica e vibrante comunidade artesanal, criando arte contemporânea e tradicional. Licenciado para - S ILV IN H O M O R E T T E S ILV A - 37622650200 - P rotegido por E duzz.com GRANDE ZIMBÁBUE Os vestígios materiais desse império foram encontrados somente no século XIX e a principal marca encontrada foi o Grande Zimbábue – ou Grande Casa de Pedra. Uma construção enorme, complexa e que demonstra ostentação e poder. REINO DO BENIN A principal atividade econômica do reino de Benim era o comércio de sal, peixe seco, inhame, dendê, feijão, animais de criação, o cobre, produto raro, só possível para os mais poderosos, ou seja, os mais ricos. Produtos como pimenta, marfim, tecidos e escravos eram comercializados ativamente com os reinos de Ifê e o reino Iorubá. Este Império ficou conhecido por seu grande número de construções, que são testemunhos do poder alcançado por ele. Foi um poderoso Estado com hegemonia na região localizada entre os rios Zambeze e Limpopo. Este Estado, poderoso e influente, atuava no comércio de minérios e seus governantes recebiam o título de Mwene Mutapa, o senhor das minas. Havia divisão social do trabalho bem estabelecida, com artesãos especializados no trabalho com cobre e ferro, ourives, escultores e tecelões. Há indícios de que este reino tenha se desenvolvido entre os séculos XII e XIII, onde hoje estão Nigéria e Camarões. Desde cedo, essa região passou por um processo de urbanização, e as cidades se converteram em reinos. Sua localização favorecia o encontro de mercadores. Licenciado para - S ILV IN H O M O R E T T E S ILV A - 37622650200 - P rotegido por E duzz.com REINO DO CONGO MBANZA A principal cidade do reino era Mbanza, onde aconteciam as mais importantes decisões políticas de todo o reinado. Foi nesse mesmo local onde os portugueses entraram em contato com essa diversificada civilização africana. Para prevenir a redução da população nativa, o governo proibiu a exportação de escravos masculinos e os importou da África ocidental para comerciá-los com os europeus a partir do século XVI. Cronistas descreveram a cidade do Benin com grandes muralhas e um palácio decorados com placas de latão presas às paredes. Nessas placas, era contada a história do reino: feitos do obá (titulo do principal chefe do reino que se tornou o supremo poder na região), as caçadas, as guerras e os primeiros contatos com os portugueses, por volta de 1485. A chegada dos europeus foi registrada pelos artistas africanos com imagens esculpidas nessas placas e em pequenas estatuetas de marfim. “Fundado por volta do século XIV, esse Estado centralizado dominava a parcela centro-ocidental da África”. Nessa região se encontrava um amplo número de províncias onde vários grupos da etnia bantos, principalmente os bakongo, ocupavam os territórios. Apesar da feição centralizada, o reino do Congo contava com a presença de administradores locais provenientes de antigas famílias ou escolhidos pela própria autoridade monárquica. Apesar da existência destas subdivisões na configuração política do Congo, o rei, conhecido como manicongo, tinha o direito de receber o tributo proveniente de cada uma das províncias dominadas. A principal atividade econômica dos congoleses envolvia a prática de um desenvolvido comércio onde predominava a compra e venda de sal, metais, tecidos e produtos de origem animal. A prática comercial poderia ser feita através do escambo (trocas) ou com a adoção do nzimbu, uma espécie de concha somente encontrada na região de Luanda. O contato dos portugueses com as autoridades políticas deste reino teve grande importância na articulação do tráfico de escravos. Uma expressiva parte dos escravos que trabalharam na exploração aurífera do século XVII, principalmente em Minas Gerais, era proveniente da região do Congo e de Angola. O intercâmbio cultural com os europeus acabou trazendo novas práticas que fortaleceram a autoridade monárquica no Congo. Licenciado para - S ILV IN H O M O R E T T E S ILV A - 37622650200 - P rotegido por E duzz.com 1. http://reinosafricanos- historia.blogspot.com.br/2008/11/reinos- africanos.html 2. https://www.infoescola.com/historia/imperi os-africanos/ 3. http://mundodaafrica.blogspot.com.br/201 2/08/reinos-africanos.html 4. http://ttudoafrica.blogspot.com.br/2012/08 /reinos-africanos.html 5. MACEDO, José Rivair. História da África. São Paulo: Contexto, 2013. Referências Bibliográficas Licenciado para - S ILV IN H O M O R E T T E S ILV A - 37622650200 - P rotegido por E duzz.com