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Autores: Prof. Mestre Alexandre Saramelli
 Profa. Mestra Divane Alves da Silva
 Prof. Mestre João Augusto Fleury Silveira
Economia
Professores conteudistas: Alexandre Saramelli / Divane Alves da Silva / 
João Augusto Fleury Silveira
Professor Mestre Alexandre Saramelli
Nascido na cidade de São Paulo, é contador formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie de São Paulo e mestre profissional 
em Controladoria pela mesma universidade.
Atuou em empresas nacionais e internacionais de médio a grande porte como contador em áreas de custos e orçamentos e foi 
consultor em sistemas de controladoria da desenvolvedora alemã SAP.
Atualmente, é professor adjunto na Universidade Paulista e consultor empresarial.
Como entusiasta de tecnologia da informação e ambientes altamente informatizados, é um incentivador da pesquisa, difusão e uso 
eficiente e intensivo das modernas ferramentas de gestão, “transferência de conhecimento”, ensino a distância e audiovisual.
Professora Mestra Divane Alves da Silva
Nascida na cidade de São Paulo, é mestre em Contabilidade pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (1998), especialista em Controladoria 
e Contabilidade Gerencial pela Faculdade Santana São Paulo (1992), especialista em Didática do Ensino Superior pela Universidade Presbiteriana 
Mackenzie (1996), especialista em Ensino a Distância – EaD (2011), graduada em Ciências Contábeis pela Faculdade de Administração e Ciências 
Contábeis Tibiriçá (1990) e em Filosofia – bacharel e licenciatura – pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (2009).
Possui dois livros editados sobre a área contábil, além de participações em congressos, nas áreas contábil e educacional, inclusive em EaD.
Funções empresariais na área técnica: controller, contadora, auditora e consultora; na área acadêmica: atualmente, é coordenadora 
do curso de Ciências Contábeis, nas modalidades presencial e a distância, na Universidade Paulista (UNIP), professora de pós-graduação 
– lato sensu em Instituições de Ensino Superior (IES): Universidade Presbiteriana Mackenzie, Universidade Paulista (UNIP), Faculdades 
Metropolitanas Unidas (FMU) e em diversos cursos e disciplinas correlatas à formação. Também atua ministrando cursos in company.
Conteudista de materiais para ensino a distância, incluindo gravações de aulas.
Professor Mestre João Augusto Fleury Silveira
Nascido em São Paulo, possui graduação em Administração de Empresas pela Escola de Administração de São Paulo, da Fundação 
Getulio Vargas, e é mestre em Engenharia de Produção.
Trabalhou em empresas nacionais e multinacionais, sempre na área de Marketing, e foi consultor em TI, principalmente na área de 
Informatização de escritórios de advocacia. Foi também consultor do Sebrae e atualmente é professor adjunto na Universidade Paulista (UNIP).
© Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma e/ou 
quaisquer meios (eletrônico, incluindo fotocópia e gravação) ou arquivada em qualquer sistema ou banco de dados sem 
permissão escrita da Universidade Paulista.
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
S243e Saramelli, Alexandre.
Economia / Alexandre Saramelli, Divane Alves da Silva, João 
Augusto Fleury Silveira. - São Paulo: Editora Sol, 2013.
 
92 p. il.
1. Demonstrações Financeiras. 2. Matemática financeira. 
3. Custos. I. Título
CDU 330
Prof. Dr. João Carlos Di Genio
Reitor
Prof. Fábio Romeu de Carvalho
Vice-Reitor de Planejamento, Administração e Finanças
Profa. Melânia Dalla Torre
Vice-Reitora de Unidades Universitárias
Prof. Dr. Yugo Okida
Vice-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa
Profa. Dra. Marília Ancona-Lopez
Vice-Reitora de Graduação
Unip Interativa – EaD
Profa. Elisabete Brihy 
Prof. Marcelo Souza
Profa. Melissa Larrabure
 Material Didático – EaD
 Comissão editorial: 
 Dra. Angélica L. Carlini (UNIP)
 Dr. Cid Santos Gesteira (UFBA)
 Dra. Divane Alves da Silva (UNIP)
 Dr. Ivan Dias da Motta (CESUMAR)
 Dra. Kátia Mosorov Alonso (UFMT)
 Dra. Valéria de Carvalho (UNIP)
 Apoio:
 Profa. Cláudia Regina Baptista – EaD
 Profa. Betisa Malaman – Comissão de Qualificação e Avaliação de Cursos
 Projeto gráfico:
 Prof. Alexandre Ponzetto
 Revisão:
 Amanda Casale
 Virgínia Bilatto
Sumário
Economia
APRESENTAçãO ......................................................................................................................................................7
Unidade I
1 UMA REVISãO SOBRE AS DEMONSTRAçÕES FINANCEIRAS – CONCEITO E 
LEGISLAçãO .............................................................................................................................................................9
2 COMO SURGIRAM AS EMPRESAS? .......................................................................................................... 19
2.1 Tipos de sociedades e enquadramento fiscal das empresas ............................................... 21
2.2 Tributos relacionados à atividade de compra e venda de materiais para o 
estoque para empresas industriais ....................................................................................................... 23
2.3 Tributos relacionados ao resultado apurado pelas empresas, inclusive com 
a atividade industrial .................................................................................................................................. 26
2.4 Tributos sobre a contratação de empregados .......................................................................... 29
3 UMA EMPRESA EM OPERAçãO ................................................................................................................. 30
4 UM ESTUDO SOBRE A ELABORAçãO E UTILIzAçãO DAS DEMONSTRAçÕES 
FINANCEIRAS ........................................................................................................................................................ 32
Unidade II
5 CONCEITUAçÕES BáSICAS SOBRE FINANçAS E INVESTIMENTOS ............................................... 50
5.1 Planejamento financeiro e de investimentos ........................................................................... 51
5.2 Análise das demonstrações financeiras ....................................................................................... 52
5.3 Índices financeiros ............................................................................................................................... 52
5.3.1 Capital circulante líquido .................................................................................................................... 54
5.3.2 Análise horizontal ................................................................................................................................... 57
5.4 Lucratividade .......................................................................................................................................... 59
5.5 Retorno sobre o investimento (ROI) ............................................................................................. 59
5.6 Dividendos por ação............................................................................................................................ 60
6 AVALIAçãO E PROJETO DE INVESTIMENTOS ........................................................................................ 60
6.1 Valor do dinheiro no tempo – noções básicas de Matemática Financeira ................... 61
6.2 Capitalização .......................................................................................................................................... 61
6.3 Juro composto ....................................................................................................................................... 63
7 USO DA MATEMáTICA FINANCEIRA ........................................................................................................ 64
7.1 Análise e viabilidade de projetos .................................................................................................... 66
7.2financeiras para um melhor entendimento da saúde financeira de 
uma empresa, tomando-se como base que nem todos os empresários dominam a técnica contábil.
 Saiba mais
A preocupação da Sra. Marina em divulgar e explicar o desempenho das 
empresas é uma atitude muito importante. Há profissionais especializados 
nessa tarefa, os “RP`s” – Relações Públicas (que atendem à imprensa em 
geral) e os “RI`s” – Relações com Investidores. Procure o site do Instituto 
Brasileiro de Relações com Investidores para mais informações:
.
4 um EStuDo SobrE A ElAborAção E utilizAção DAS DEmonStrAçÕES 
FinAnCEirAS
Para melhor entendimento e aplicação da disciplina Ciências Contábeis Interdisciplinar, 
apresentam-se as demonstrações financeiras comparativas (dois exercícios sociais 
consecutivos), juntamente com as Notas Explicativas da empresa fictícia que ora criamos para 
o nosso estudo “Confecções de Uniformes Empresariais das Gêmeas Ltda”, incluindo o relatório 
da administração.
Balanço Patrimonial
Tabela 1
Ativo Nota 31.12.2011 31.12.2010
Circulante
 Caixa e equivalente de caixa 2.2 E 3 32.641,20 32.390,66
 Clientes 2.3 E 4 25.699,40 26.900,26
 Estoques 2.4 E 5 25.676,07 39.569,88
 Impostos a recuperar 2.5 E 6 1.083,59 2.678,54
 Despesas antecipadas 2.6 E 7 1.293,85 554,31
Total do Circulante 86.394,11 102.093,65
Não Circulante
 Realizável a longo prazo
 Depósitos judiciais 2.7 E 8 3.738,54 4.020,79
Imobilizado 2.8 E 9 70.342,16 63.757,56
Intangível 2.9 E 10 10.702,68 10.590,94
Total do Não Circulante 84.783,38 78.369,29
Total do Ativo 171.177,49 180.462,94
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Economia
Passivo Nota 31.12.2011 31.12.2010
Circulante
 Fornecedores 2.10 E 11 23.264,14 24.381,16
 Obrigações com pessoal a pagar 2.11 E 12 10.065,11 10.353,43
 Tributos a pagar 2.12 E 13 4.863,78 2.396,18
 Empréstimos e financiamentos 2.13 E 14 7.798,42 14.083,21
 Outras contas a pagar 2.14 E 15 3.175,57 4.019,04
Total do Circulante 49.167,02 55.233,02
Não Circulante
 Fornecedores 2.10 E 11 1.981,79 5.658,21
 Empréstimos e financiamentos 2.13 E 14 21.128,93 18.328,71
 Provisão para contingências 2.15 E 16 11.226,14 12.115,43
Total do Não Circulante 34.336,86 36.102,35
Patrimônio Líquido
 Capital social 104.691,98 99.348,84
 Prejuízos acumulados -17.018,37 -10.221,27
Total do Patrimônio Líquido 87.673,61 89.127,57
Total do Passivo 171.177,49 180.462,94
Demonstração do Resultado do Exercício
Tabela 2
Nota 31.12.2011 31.12.2010
Receita líquida de vendas 17 228.535,44 249.145,91
Custo dos produtos vendidos 18 -202.133,44 -214.987,01
Lucro bruto 26.402,00 34.158,90
Despesas e receitas operacioanais
 Despesas comerciais 19 -21.857,41 -25.201,18
 Despesas administrativas 20 -9.530,96 -8.464,12
 Horários dos administradores 21 -3.136,00 -2.792,00
 Outras receitas 22 2.075,86 201,87
 Receitas (despesas)financeiras líquidas 23 233,96 -6.806,27
Resultado antes dos tributos -5.812,55 -8.902,80
 Imposto de renda e contribuição social 24 -984,55 -1.318,47
Resultado líquido do período -6.797,10 -10.221,27
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Unidade I
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Demonstração da Mutação do Patrimônio Líquido
Tabela 3
Movimentações Nota Capital 
social
Prejuízos 
acumulados Total
Saldos em 31.12.2010 99.348,84 -10.221,57 89.127,27
Aumento de capital 25 5.343,14 5.343,14
Prejuízo do exercício -6.797,10 -6.797,10
Saldos em 31.12.2011 104.691,98 -17.018,67 87.673,31
Demonstração do Fluxo de Caixa – método indireto
Apuração das variações patrimoniais no grupo Ativo e as respectivas classificações:
Tabela 4
Ativo 31.12.2010 31.12.2011 Variação Classificação
Circulante 
 Caixa e equivalente de caixa 32.390,66 32.641,20 250,54 
 Clientes 26.900,26 25.699,40 -1.200,86 Atividade operacional
 Estoques 39.569,88 25.676,07 -13.893,81 Atividade operacional
 Impostos a recuperar 2.678,54 1.083,59 -1.594,95 Atividade operacional
 Despesas antecipadas 554,31 1.293,85 739,54 Atividade operacional
Total do Circulante 102.093,65 86.394,11 -15.699,54 
Não Circulante 
 Realizável a longo prazo 
 Depósitos judiciais 4.020,79 3.738,54 -282,25 Atividade investimento
Imobilizado 63.757,56 70.342,16 6.584,60 Atividade investimento
Intangível 10.590,94 10.702,68 111,74 Atividade investimento
Total do Não Circulante 78.369,29 84.783,38 6.414,09 
Total do Ativo 180.462,94 171.177,49 -9.285,45 
Apuração das variações patrimoniais no Passivo e as respectivas classificações:
Tabela 5
Passivo 31.12.2010 31.12.2011 Variação Classificação
Circulante 
 Fornecedores 24.381,16 23.264,14 -1.117,02 Atividade operacional
 Obrigações com pessoal a pagar 10.353,43 10.065,11 -288,32 Atividade operacional
 Tributos a pagar 2.396,18 4.863,78 2.467,60 Atividade operacional
 Empréstimos e financiamentos 14.083,21 7.798,42 -6.284,79 Atividade financiamento
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Economia
 Outras contas a pagar 4.019,04 3.175,57 -843,47 Atividade operacional
Total do Circulante 55.233,02 49.167,02 -6.066,00 
Não Circulante 
 Fornecedores 5.658,21 1.981,79 -3.676,42 Atividade operacional
 Empréstimos e financiamentos 18.328,71 21.128,93 2.800,22 Atividade financiamento
 Provisão para contingências 12.115,43 11.226,14 -889,29 Atividade operacional
Total do Não Circulante 36.102,35 34.336,86 -1.765,49 
Patrimônio Líquido 
 Capital social 99.348,84 104.691,98 5.343,14 Atividade financiamento
 Prejuízos acumulados -17.018,37 -10.221,27 -6.797,10 
Total do Patrimônio Líquido 89.127,57 87.673,61 -1.453,96 
Total do Passivo 180.462,94 171.177,49 -9.285,45 
Tabela 6
Atividades operacionais
Prejuízo líquido do período -6.797,10
 Ajustes
 Depreciação 8.900,28
 Provisão para contigências -889,29
(=) Lucro ou prejuízo ajustado 1.213,89
Variação das contas a receber 1.200,86
Variação dos estoques 13.893,81
Variação dos impostos a recuperar 1.594,95
Variação das despesas antecipadas -739,54
Variação de fornecedores -1.117,02
Variação de salários a pagar -288,32
Variação dos tributos a pagar 2.467,60
Variação de outras contas a pagar -843,47 16.168,87
(=) Caixa líquido (consumido) pelas atividades operacionais (1) 17.382,76
Atividades de investimentos
 Investimentos no realizável a longo prazo 282,25
 Investimentos em imobilizado
 Máquinas e equipamentos -20.000,00
 Equipamentosde informática -2.500,00
 Instalações -5.500,00
 Investimentos em intangível -111,74
(=) Caixa líquido (consumido) pelas atividades de investimentos (2) -27829,49
Atividades de financiamentos
Aumento do capital social 5.343,14
Captação de recursos 11.638,92
Pagamento de empréstimos -6.284,79
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(=) Caixa líquido (consumido) pelas atividades de financiamentos (3) 10697,27
Variação líquida de caixa (1 + 2+ 3) 250,54
(+) Saldo inicial de caixa e equivalente de caixa 32.390,66
(=) Saldo final de caixa e equivalente de caixa 32.641,20
Tabela 7 – Demonstração do Valor Adicionado
R$ %
1. Receitas brutas
 1.1 Venda de produtos 300.100,34
2. Insumos adquiridos de terceiros
 2.1 Materiais consumidos 129.971,94
 2.2 Energia elétrica, serviços de terceiros e outras despesas 36.829,78
3. Retenções
 3.1 Depreciação 8.900,28
4. Valor adicionado líquido produzido pela
 Empresa 1 – (2+ 3) 124.398,34
5. Valor adicionado recebido em tranferência
 5.1 Receitas financeiras 7.445,38
 5.2 Outras receitas (sucatas) 2.075,86
6. Valor adicionado a distribuir ( 4 + 5) 133.919,58 100,00%
7. Distribuição do valor adicionado
 7.1 Empregados
 Salários e encargos sociais (fgts) 38.543,17 28,78%
 Comissões sobre vendas 14.810,99 11,05%
 Honorários da diretoria 3.136,00 2,34%
 7.2 Tributos
 Federais 42.115,10 31,45%
 Estaduais 28.732,44 21,45%
 Municipais1.667,56 1,24%
 7.3 Financiadores
 Juros 7.211,42 5,38%
 Aluguéis 4.500,00 3,36%
 7.4 Juros sobre capital próprio e dividendos 0,00
 7.5 Lucros retidos ou prejuízo do exercício -6.797,10 -5,05%
Notas Explicativas referentes às demonstrações financeiras encerradas em 31 de dezembro de 2011
1 Informações gerais
A “Confecções de Uniformes Empresariais das Gêmeas Ltda.” com sede na cidade São Paulo – 
Estado de São Paulo, há dois anos, tem sua natureza jurídica classificada como sociedade por cotas de 
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responsabilidade limitada, ou seja, a responsabilidade da sociedade está vinculada ao seu capital, salvo 
situações determinadas pela legislação societária atual.
2 Resumo das principais práticas contábeis
As práticas adotadas para registro das operações e elaboração das demonstrações financeiras vêm 
sendo aplicadas de modo consistente, permitindo assim uma comparação adequada dos exercícios sociais 
apresentados: 2011 e 2010. A “Confecções de Uniformes Empresariais das Gêmeas Ltda.” é atualmente 
uma empresa de pequeno porte, mesmo assim, seguindo-se as orientações do Conselho Federal de 
Contabilidade e do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, optou-se pela adoção do conjunto completo 
de pronunciamentos contábeis e não pelo CPC PME. O motivo dessa escolha é devido ao fato de haver 
indicações de que a empresa terá a necessidade de prestação de contas públicas em um futuro próximo.
2.1 Base de preparação
Para o registro das operações, foi utilizado o custo histórico como base de valor, porém, para elaborar 
as demonstrações financeiras, não houve necessidade de mensurar os Ativos e Passivos financeiros ao 
valor justo, conforme determina o Pronunciamento Contábil – CPC 26 – Apresentação das Demonstrações 
Financeiras (item 118.) por não representar relevância, mesmo se considerando as estimativas contábeis 
que devem ser realizadas, tomando-se como base análises setoriais e acompanhamento da política 
econômica local, nacional e mundial.
2.2 Caixa e equivalentes de caixa
De acordo o Pronunciamento Contábil – CPC 03 – Demonstração do Fluxo de Caixa, a conta 
“Caixa e equivalente de caixa” comportam os seguintes numerários: o caixa existente na empresa, 
a conta corrente bancária e as aplicações financeiras de curto prazo, conforme demonstrativo 
na nota 3.
2.3 Clientes
A conta de clientes representa os valores a receber na presente data provenientes de vendas de 
produtos fabricados pela nossa empresa a prazo. O registro dessa operação atende ao regime de 
competência e tais valores não necessitaram ser trazidos a valor presente, uma vez que juros relativos à 
modalidade a prazo não são relevantes, a composição dos principais clientes estão na nota 4.
De acordo com os nossos registros, nos últimos dois anos, não foram apresentadas situações 
de inadimplência relevante, motivo pelo qual se decidiu não registrar a Estimativas para Crédito de 
Liquidação Duvidosa – ECLC.
2.4 Estoques
Os estoques estão compostos por matéria-prima, produtos em elaboração e produtos acabados 
(conforme nota 5) e o critério de avaliação utilizada para as matérias-primas é a Média Ponderada 
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Móvel, já para os produtos acabados utiliza-se o PEPS – Primeiro item a Entrar no estoque será o 
Primeiro a Sair, em relação aos produtos em elaboração, seu custo é formado a partir do equivalente de 
produção, informado pelo departamento de produção.
A empresa adota o custeio por absorção, conforme determina a legislação atual, e nos custos dos 
estoques de matérias-primas são considerados todos os gastos incorridos para colocá-lo em produção, 
ou seja, transportes, armazenamentos, entre outros.
A análise sobre ativos recuperáveis – Pronunciamento Contábil – CPC 01 – Redução ao Valor 
Recuperável de Ativos, também é realizada em relação aos estoques e, quando necessário, são constituídas 
provisões sobre itens de baixa rotatividade, obsoletos e afins.
2.5 Impostos a recuperar
A formação dos saldos dos impostos a recuperar atende à legislação fiscal vigente, e sua composição 
está nota 6.
2.6 Despesas antecipadas
Tanto o registro como a realização das despesas antecipadas atendem ao regime de competência, 
conforme nota 7.
2.7 Depósitos judiciais
Os depósitos judiciais referem-se a processos trabalhistas e estão registrados pelo valor de custo 
seguido das variações monetárias determinadas pela legislação atual, conforme nota 8.
2.8 Imobilizado
O imobilizado é considerado como o mais importante investimento da empresa, uma vez que toda 
produção dele advém. Sendo assim, sua mensuração é feita pelo custo histórico, com apuração e registro 
da respectiva depreciação (desgaste do bem com o uso no tempo), pelo método linear, atendendo 
para fins fiscais às taxas determinadas pela Secretaria da Receita Federal, porém, também tem sua 
análise feita pelo valor recuperável de ativos – CPC 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos, o que 
até o momento não apresentou perdas consideráveis, dispensando, portanto, a provisão de perdas. A 
composição do Ativo imobilizado está na nota 9.
2.9 Intangíveis
Os bens e direitos classificados como ativos intangíveis, por não apresentarem consistência física, 
atendem ao Pronunciamento Contábil – CPC 04 – Ativo Intangível, ou seja, são registrados pelo custo 
histórico, e, quando pertinente, têm sua amortização calculada pelo método linear, conforme composição 
ilustrada na nota 10.
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2.10 Fornecedores
Os fornecedores foram registrados de acordo com a legislação vigente e, respeitando os vencimentos 
de curto e longo prazo, sua contrapartida refere-se à compras a prazo de matérias-primas e materiais 
secundários indispensáveis à fabricação de nossos produtos, ver nota 11.
2.11 Obrigações com pessoal a pagar
As obrigações com pessoal são registradas com base no regime de competência e são compostas por: 
salários, provisões de férias e encargos sociais, de acordo com os controles elaborados pelo Departamento 
de Recursos Humanos, conforme nota 12.
2.12 Tributos a pagar
De acordo com o Código Tributário Nacional, os tributos são compostos por impostos, taxas e 
contribuições relacionados a operações ocorridas em nossa empresa e seus registros atendem ao regime 
de competência, ver nota 13.
2.13 Empréstimos e financiamentos
Para expansão de nossas atividades (aquisição de imobilizado), a empresa optou pelo capital de 
terceiros, seu registro foi efetuado pelo valor histórico e ajustado pelos juros contratados de acordo 
com o regime de competência, atendendo, inclusive, ao vencimento dos saldos em curto e longo prazo. 
Foi realizada a análise para trazer os valores históricos ajustados a valor presente, porém, por não haver 
relevância, se optou por manter os respectivos valores, uma vez que a taxa de juros está abaixo das taxas 
de mercado, por haver reciprocidade de operações entre os entes envolvidos, ver nota 14.
2.14 Outras contas a pagar
O registro em “outras contas a pagar” está vinculado às despesas necessárias para o desenvolvimento 
das atividades de operações, como energia elétrica, aluguel, telecomunicações, material de limpeza, entre 
outras, respeitando-se sempre o regime de competência para os respectivos registros, conforme nota 15.
2.15 Provisões para contingências
Contingências são situações que poderão ou não ocorrer. Tomando-se como base esse conceito, a 
empresa entende que, por possuir processos trabalhistas, mesmo sendo de menor proporção, acredita-se 
que deve haver prudência, sendo assim, foi constituída a provisão para contingência a partir informações 
recebidas de nossos assessores jurídicos, entendendo-se, inclusive, que o julgamento processual atende 
a um prazo superior a 360 dias, o registro ocorreu a longo prazo.
3 Caixa e equivalente de caixaApresenta-se a composição da conta “caixa e equivalente de caixa”.
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Tabela 8 – R$
Numerários 2011 2010
Caixa 1.000,00 1.000,00
Bancos conta movimento 11.641,20 14.390,66
Aplicação financeira 20.000,00 17.000,00
Total 32.641,20 32.390,66
4 Clientes
A conta “clientes” representa os saldos das vendas de produtos realizadas a prazo durante 
o ano de 2011 e 2010, com vencimentos para 2012 e 2011, respectivamente, conforme 
demonstrativo:
Tabela 9 – R$
Vencimentos 2011 2010
Para 30 dias 15.300,40 18.710,34
Para 60 dias 6.415,75 5.328,77
Para 90 dias 3.983,25 2.861,15
Total 25.699,40 26.900,26
5 Estoques
Os estoques são compostos por produtos acabados, produtos em elaboração e matérias-primas, e 
seu giro está compatível com a atividade empresarial:
Tabela 10 – R$
Descrição 2011 2010
Produtos acabados 8.112,30 11.123,44
Produtos em elaboração 2.448,71 4.122,85
Matérias-primas 15.115,06 24.323,59
Total 25.676,07 39.569,88
6 Impostos a recuperar
A empresa, por ter optado pela tributação de seu resultado pelo Lucro Presumido, deixa de fazer jus 
dos créditos relacionados ao PIS e Cofins e, de acordo com a atividade exercida – confecção de uniformes 
–, os créditos tributários estão relacionados somente ao IPI – Impostos sobre Produtos Industrializados 
–, em ambos exercícios sociais, e sua realização ocorre por abatimento com as dívidas com fornecedores, 
de acordo com os procedimento legais exigidos.
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Economia
Tabela 11 – R$
Descrição 2011 2010
Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI 1.083,59 2.678,54
Total 1.083,59 2.678,54
7 Despesas antecipadas
As despesas antecipadas estão relacionadas aos prêmios de seguros contratados pelas modalidades: 
incêndio e roubo, de acordo com apólices de seguros, conforme demonstrativo:
Tabela 12 – R$
Descrição 2011 2010
Prêmios de seguros contra incêndio 815,34 554,31
Prêmios de seguros contra roubo 478,51 0,00
Total 1.293,85 554,31
8 Depósitos judiciais
Os depósitos judiciais foram constituídos devido aos processos trabalhistas ocorridos. Seus saldos 
foram atualizados de acordo com as taxas vigentes fornecidas por nossa assessoria jurídica e estão 
compatíveis com a legislação vigente:
Tabela 13 – R$
Descrição 2011 2010
Processos trabalhistas 3.738,54 4.020,79
Total 3.738,54 4.020,79
9 Imobilizado
O imobilizado foi registrado pelo custo histórico e as taxas de depreciação seguem a 
legislação vigente (máquinas e equipamentos e móveis e utensílios e instalações, taxa de 10% 
a.a, equipamentos de informática, taxa de 20% a.a), não havendo, até o momento, outras taxas 
que venham a representar o desgaste de um investimento dessa natureza. Sendo assim, também 
não foi necessária a aplicação do Pronunciamento Contábil – CPC 01 – Redução do Valor 
Recuperável dos Ativos, nem a aplicação da provisão para perdas. A formação do imobilizado 
está da seguinte maneira:
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Tabela 14 – R$
Descrição 2011 2010
Máquinas e equipamentos 55.000,00 35.000,00
Móveis e utensílios 15.000,00 15.000,00
Equipamentos de informática 10.000,00 7.500,00
Instalações (balcões e vitrines) 5.500,00 0,00
(-) Depreciação acumulada (15.157,84) (6.257,56)
Total 70.342,16 63.757,56
10 Intangível
Os intangíveis são bens e direitos imateriais necessários para a atividade operacional da empresa, 
conforme determina a Lei nº 11.638 de 2007 e o Pronunciamento Contábil – CPC 04 – Ativo Intangível. 
No caso da respectiva empresa, tratam-se de licenças (direitos) de softwares adquiridas e registradas 
pelo custo histórico, como segue:
Tabela 15 – R$
Descrição 2011 2010
Softwares 10.702,68 10.590,94
Total 10.702,68 10.590,94
11 Fornecedores
Segue a composição dos saldos dos fornecedores relacionados às compras a prazo dos estoques 
de matérias-primas efetuadas no mercado nacional, com vencimento a curto e longo prazo, como no 
quadro a seguir:
Tabela 16 – R$
Vencimentos 2011 2010
Para 30 dias 8.115,45 6.322,75
Para 60 dias 10.456,87 12.567,94
Para 90 dias 4.691,82 5.490,47
Total à curto prazo – Passivo Circulante 23.264,14 24.381,16
R$
Vencimentos 2011 2010
Para 380 dias 1.981,79 5.658,21
Total à longo prazo – Passivo Não Circulante 1.981,79 5.658,21
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Economia
12 Obrigações com pessoal a pagar
Apresenta-se a composição das obrigações com pessoal e pagar dos respectivos exercícios sociais:
Tabela 17 – R$
Descrição 2011 2010
Salários a pagar 5.315,00 5.450,00
Provisão de férias 3.122,00 3.650,00
Encargos sociais 1.628,11 1.253,43
Total 10.065,11 10.353,43
13 Tributos a pagar
Considerando-se que a respectiva empresa é tributada pelo Lucro Presumido, ou seja, que tem 
o Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), 
tomando-se como base a presunção de um lucro para um período trimestral, os tributos sobre o 
faturamento (ICMS, PIS e COFINS) têm os pagamentos mensalmente, conforme demonstrativo:
Tabela 18 – R$
Descrição 2011 2010
Imposto de Renda e Contribuição Social a pagar 984,55 1.318,47
ICMS a pagar 2.848,35 698,12
PIS a pagar 663,10 231,44
COFINS a pagar 367,78 148,15
Total 4.863,78 2.396,18
14 Empréstimos e financiamentos
Os empréstimos e financiamentos ocorreram junto às instituições financeiras (Banco Geral S.A), 
com o objetivo de suprir, principalmente, o Ativo Imobilizado da empresa. Os juros contratados foram 
o de mercado e, após análise contábil sobre os saldos para elaboração das demonstrações financeiras, 
verificou-se a irrelevância de ajustar os valores a valor presente. Sendo assim, os saldos apresentados 
representam as dívidas na modalidade pós-fixada efetiva, tanto a curto quanto a longo prazo, e o valor 
médio da parcela mensal está por volta de R$ 500,00 (principal mais juros). Durante o exercício de 2011, 
alguns empréstimos ocorreram para cobrir emergências do “caixa”, porém os valores foram quitados 
dentro do próprio exercício:
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Tabela 19 – R$
Descrição 2011 2010
Valor da parcela média mensal R$ 500,00 
(principal mais juros) 7.798,42 14.083,21
Total a curto prazo – Passivo Circulante 7.798,42 14.083,21
Tabela 20 – R$
Descrição 2011 2010
Para 400 dias e o valor da parcela média mensal 
R$ 500,00 (principal mais juros) 21.128,93 18.328,71
Total a longo prazo – Passivo não Circulante 21.128,93 18.328,71
15 Outras contas a pagar
Segue a composição de “outras contas a pagar”, sendo todas as dívidas com vencimento para janeiro 
de 2012.
Tabela 21 – R$
Descrição 2011 2010
Aluguel 500,00 200,00
Energia elétrica 1.922,30 1.735,40
Telecomunicações 753,27 968,19
Material de limpeza 0,00 1.115,45
Total 3.175,57 4.019,04
16 Provisão para contingências
Apresentam-se os demonstrativos sobre processos trabalhistas:
Tabela 22 – R$
Descrição 2011 2010
Provisão para processos trabalhistas e até o 
momento não há data para julgamento 11.226,14 12.115,43
Total a longo prazo – Passivo não Circulante 11.226,14 12.115,43
17 Receita líquida de vendas
Apresenta-se o demonstrativo sobre a composição da receita líquida de vendas, vale informar que a 
maioria das vendas ocorre a partir de pedidos previamente firmados, devido ao produto fabricado pela 
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Economia
empresa – uniformes. Sendo assim, o volume de devolução de vendas foi irrelevante perante o montante 
vendido em ambos os períodos. Toda venda realizada nos respectivos exercícios foi para o mercado interno, 
e a empresa pretende expandir suas vendas também para o mercado externo. Após análise sobre os valores 
de vendas e os respectivos vencimentos,entendeu-se ser irrelevante trazê-los a valor presente.
Tabela 23 – R$
Descrição 2011 2010
Receita bruta de vendas 300.100,34 323.564,12
(-) Devolução de vendas ( 34,45) ( 85,30)
(-) Impostos sobre vendas (71.530,45) (74.332,91)
(=) Receita líquida de vendas 228.535,44 249.145,91
18 Custos dos produtos vendidos
A formação dos custos dos produtos vendidos atende ao custeio por absorção, ou seja, à soma dos 
custos diretos e indiretos proporcionais às unidades vendidas. Vale informar que os custos indiretos de 
fabricação são compostos por aluguel, energia elétrica, material de limpeza, prêmios, seguros, salários 
do pessoal, da chefia, entre outros relativos à fábrica. A composição dos custos dos produtos vendidos 
está demonstrada na tabela a seguir.
Tabela 24 – R$
Descrição 2011 2010
Custos diretos
 Matérias primas consumidas ( 129.971,94) ( 140.915,69)
 (+) Mão obra direta ( 35.331,72) ( 29.418,95) 
 (=) Total dos custos diretos (175.303,66) (170.334,64)
Custos indiretos de fabricação (36.829,78) (44.652,37
Total dos custos dos produtos vendidos ( 202.133,44) ( 214.987,01)
19 Despesas comerciais
As despesas comerciais estão relacionadas à área de vendas e marketing e sua composição está na 
tabela a seguir:
Tabela 25 – R$
Descrição 2011 2010
Comissões sobre vendas ( 14.810,99) ( 8.089,10)
Despesas com viagens ( 3.022,92) (7.306,95)
Propaganda e publicidade ( 4.023,50) ( 9.805,13) 
Total das despesas comerciais ( 21.857,41) ( 25.201,18)
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20 Despesas administrativas
As despesas administrativas estão relacionadas diretamente com a estrutura da empresa e as 
principais despesas dos respectivos exercícios estão relacionadas no quadro a seguir:
Tabela 26 – R$
Descrição 2011 2010
Salários e encargos sociais ( 3.211,45 ) ( 2.884,04)
Aluguel ( 4.500,00) (2.400,00)
Outras despesas ( 1.819,51) (3.180,08)
Total das despesas administrativas ( 9.530,96 ) ( 8.464,12)
21 Honorários dos administradores
O valor dos honorários dos administradores não tem valor fixo mensal, ambas as sócias 
entendem que o momento ainda é de investimento na empresa. Sendo assim, as retiradas mensais 
são para cobrir pequenas despesas pessoais, uma vez que ambas continuam com o auxílio de 
seus familiares.
Tabela 27 – R$
Descrição 2011 2010
Valor dos honorários ( 3.136,00) ( 2.792,00)
Total dos honorários dos administradores ( 3.136,00) ( 2.792,00)
22 Outras receitas
As receitas geradas nos respectivos períodos são de sobras de tecidos (sucatas) vendidas a artesãos, 
que as procuram para desenvolver seus trabalhos manuais, conforme demonstrativo:
Tabela 28 – R$
Descrição 2011 2010
Vendas de sobras de tecidos (sucatas) 2.075,86 201,87
Total das outras receitas 2.075,86 201,87
23 Receitas (despesas) financeiras líquidas
Em termos gerais, as receitas financeiras são constituídas de juros ativos e descontos obtidos, 
enquanto as despesas financeiras são compostas por juros passivos e descontos concedidos, conforme 
demonstrativos a seguir:
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Economia
Tabela 29 – R$
Descrição 2011 2010
Receitas financeiras 7.445,38 5.987,71
(-) Despesas financeiras (7.211,42) (12.793,98)
Total das Receitas (Despesas) Financeiras Líquidas 233,96 -6.806,27
24 Imposto de Renda e Contribuição Social
O Imposto de Renda e a Contribuição Social são tributados a partir do resultado obtido pela empresa, quando 
se tratar da modalidade Lucro Real, porém, a empresa optou pela modalidade do Lucro Presumido, ou seja, os 
valores a pagar sobre tais tributos são apurados a partir de uma presunção de lucro, conforme determina a 
legislação vigente, e os valores referentes ao último trimestre dos respectivos exercícios sociais são:
Tabela 30 – R$
Descrição 2011 2010
Imposto de Renda e Contribuição Social ( 984,55) ( 1.318,47)
Total do Imposto de Renda e Contribuição Social ( 984,55) ( 1.318,47)
25 Aumento do capital social
Acreditando e vendo o crescimento da empresa, o Sr. Roberto de Alcântara (o tio Beto) já havia, em 2010, 
ingressado como sócio da entidade, com o capital de R$ 49.348,84, e agora, em 2011, fez mais um aporte no 
valor R$ 5.343,14, ficando até o momento com a maior participação societária, conforme demonstrativo:
Tabela 31 – R$
Nome do sócio (a)
31.12.2011 31.12.2010
Capital social 
R$
Partipação no 
capital social%
Capital social 
R$
Partipação no 
capital social %
Jussara da Silva 25.000,00 23,88% 25.000,00 25,16%
Josefa da Silva 25.000,00 23,88% 25.000,00 25,16%
Roberto de Alcântara 54.691,98 52,24% 49.348,84 49,68%
104.691,98 100,00% 99.348,84 100,00%
Exemplo de aplicação
Holywoood accounting – contabilidade aplicada ao cinema
Segundo Taylor (2011), em junho de 2002, a AICPA (The American Institute of Certified Public 
Accountants – Instituto Americano de Contadores Públicos Certificados) lançou uma nova norma 
contábil para a indústria cinematográfica, a FASB 139, em substituição à FASB 53, que tinha o nome de 
“Relatório Financeiro para Produtores e Distribuidores de Filmes”.
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Taylor (2011) comenta que, desde que a FASB 53 foi lançada, se promoveu uma grande mudança 
na indústria cinematográfica, com o surgimento de novas mídias, como vídeos, TV a cabo, laser discs, a 
televisão em pay-per-view (pague para ver); com isso, foram necessárias mudanças nas normas contábeis.
Embora fosse do conhecimento que a FASB 53 estava desatualizada e novos procedimentos eram 
necessários, a FASB não poderia lançar uma nova norma porque estava com a agenda lotada. Sendo 
assim, repassou-se excepcionalmente a tarefa de atualizar a FASB 53 para a AICPA´s AcSEC, que já tinha 
um histórico de serviços para normatização em ramos específicos de negócios.
As principais mudanças instituídas pela FASB 139 foram as seguintes:
• as despesas com propaganda e promoção de filmes não podem ser capitalizadas (antes, permitia-se 
a capitalização desses gastos);
• os estúdios têm, no máximo, dez anos para amortizar filmes;
• projetos abandonados ou custos excessivos para a produção de filmes precisam ser demonstrados 
como despesas.
Definiu-se “filme” como “recurso cinematográfico que inclui cenas de ação e argumentos animados, 
especiais de televisão, séries de televisão e outros produtos que são vendidos, licenciados ou exibidos 
caso sejam produzidos no formato de fitas (películas), videotapes, tecnologias digitais ou qualquer outra 
forma de formato de gravação”.
Taylor (2011) comentou ainda que especialistas previam que, com a entrada da FASB 139, os grandes 
estúdios iriam ser severamente impactados, porque os gastos com promoção seriam considerados como 
despesas, antes mesmo de um filme ser lançado.
 Saiba mais
A matéria de Jeffrey Taylor pode ser consultada no seguinte site: , no 
qual consta também o texto completo do pronunciamento da FASB.
Veja, também, uma interessante matéria sobre o assunto, da 
Controladoria Geral do Município do Rio de Janeiro. Disponível em: .
Pergunta-se:
Por que a norma FASB 53 teve de ser revogada e substituída pela norma FASB 139?
É correto um filme ser amortizado em dez anos, como determina a norma FASB 139?
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Economia
Filmes clássicos como E o vento levou, Tempos modernos, ET, Guerra nas estrelas ou Titanic também 
devem receber esse mesmo tratamento, ainda que se tratando de filmes que continuam a gerar 
faturamento para os estúdios vários anos após seu lançamento?
Está correto que os gastos excessivos com produção de filmes sejam considerados despesas e não 
amortizados junto com os filmes?
Tente estabelecer diferenças entre a forma como o profissionalda contabilidade é orientado a agir 
de acordo com a norma norte-americana FASB 153 com o Pronunciamento Conceitual Básico do CPC.
O contador, pode, por exemplo, aplicar julgamento profissional?
 lembrete
Lembrando que a FASB 153 é de uso específico nos Estados Unidos e 
não tem validade no Brasil. Ainda não há uma norma específica para o 
audiovisual no Brasil. O Pronunciamento Conceitual Básico (CPC), conforme 
já estudamos, é válido para o País.
 Saiba mais
Os pesquisadores Cardoso e Szuter (2003) estudaram a contabilidade 
do audiovisual. Leia o artigo Comunicações – uma contribuição ao 
aprimoramento da informação contábil, no tocante à mensuração 
do resultado contábil da produtora cinematográfica. Disponível em: 
.Análise e viabilidade de projetos em TI ....................................................................................... 70
7.3 Risco e retorno ...................................................................................................................................... 70
7.3.1 Tipos de risco ............................................................................................................................................ 71
7.4 Probabilidades ........................................................................................................................................ 72
7.5 Custo de capital .................................................................................................................................... 73
8 CUSTOS ................................................................................................................................................................ 74
8.1 Custos para determinação da rentabilidade ............................................................................. 75
8.2 Custos para controle de operações ............................................................................................... 76
8.3 Custos para tomada de decisões e planejamento .................................................................. 76
8.4 Controladoria ......................................................................................................................................... 78
7
APrESEntAção
Diante dos desafios do mundo moderno, todo e qualquer profissional que pretende se estabelecer 
num ambiente competitivo e altamente mutável, resultado justamente desse mundo, deverá se manter 
atualizado sobre os mais diversos aspectos da área em que atua.
A elaboração das demonstrações financeiras, no entanto, é apenas o aspecto mais visível de todo 
um extenso trabalho desse profissional que já não pode mais trabalhar de forma isolada, pois precisa 
interagir com os demais profissionais da empresa e do mercado. Assim, deve lançar mão de diversos 
conhecimentos. Isso inclui não apenas conhecimentos da área contábil propriamente dita, mas de outros 
temas relacionados, como língua portuguesa, cultura, economia, marketing, estatística, atualidades etc.
Para tanto, o aluno deste curso deverá concluir o semestre tendo o conhecimento básico de todos 
os meandros do mundo contábil/financeiro e estar apto a identificar a complexidade e a dinâmica dos 
investimentos no universo empresarial atual. Este livro-texto propiciará ao aluno desenvolver uma visão 
crítica do papel dessas áreas nas organizações, bem como de seu próprio papel como profissional da área. 
Ele deverá, ainda, adquirir a habilidade de elaborar e implementar pequenos projetos de investimentos.
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Economia
Unidade I
1 umA rEviSão SobrE AS DEmonStrAçÕES FinAnCEirAS – ConCEito E 
lEgiSlAção
Conforme exposto, a intenção desta disciplina é evidenciar ao estudante de contabilidade a 
importância da ciência contábil na condução do mais diversos negócios empresariais, independente da 
atividade e área de atuação da empresa (pública ou privada, com ou sem fins lucrativos). Sendo assim, e 
a partir de dados fictícios, apresentaremos operações desde a constituição de uma empresa, reforçando 
os conhecimentos adquiridos em relação à elaboração e leitura das demonstrações financeiras, ou seja, 
não apresentaremos apenas as demonstrações financeiras que são exigidas pelas atuais legislações (Lei 
nº 11.638/2007, que trouxe diversas alterações na Lei nº 6.404/1976, e a Lei nº 11.941/2009, que alterou 
os grupos do Balanço Patrimonial e os respectivos Pronunciamentos Contábeis – CPC’s), mas também 
uma situação de análise para melhor contribuição na tomada das mais diversas decisões empresariais.
A finalidade das demonstrações financeiras é apresentar a todos a situação econômico-financeira 
da empresa em determinado período. Deve-se ressaltar que tais informações deverão ser prestadas 
pela área contábil, levando-se em conta a necessidade de cada usuário, ou seja, usuários internos como 
proprietários, gestores, empregados terão necessidades diferentes comparadas aos usuários externos 
(bancos, fornecedores, clientes, entre outros); logo, o profissional de contabilidade precisa estar atento 
a tais necessidades e elaborar as demonstrações financeiras que possam atendê-los.
Para nossa disciplina, Ciências Contábeis Interdisciplinar, tomaremos como base os usuários externos, 
e a elaboração das demonstrações financeiras deverá seguir a legislação atual supramencionada.
As demonstrações financeiras exigidas pela legislação atual são: Balanço Patrimonial (BP), 
Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), Demonstração dos Lucros e Prejuízos Acumulados 
(DLPA) ou Demonstração da Mutação do Patrimônio Líquido (DMPL), Demonstração do Fluxo de Caixa 
(DFC) – Método Indireto, Demonstração do Valor Adicionado (DVA) e Notas Explicativas (NE).
Vale ressaltar que a DMPL, a DFC e a DVA são demonstrações exigidas somente para as empresas 
que negociam ações em bolsas de valores, as chamadas “Empresas de Capital Aberto” que, além de 
publicarem suas demonstrações em jornais (ou seja, onde todos possam ter acesso, e hoje as publicações 
ocorrem também pela internet), necessitam que uma empresa de auditoria valide as informações ali 
prestadas, incluindo as demais demonstrações. E também a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), 
órgão fiscalizador das empresas de capital aberto, exige trimestralmente uma prestação de contas.
Temos ainda as chamadas “Empresas de capital fechado”, ou seja, empresas que possuem seu 
capital dividido em ações, porém não as negociam em bolsas de valores, devendo somente publicar suas 
demonstrações financeiras. A auditoria dessas torna-se legalmente facultativa.
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Aproveitando o assunto – publicação das demonstrações financeiras –, não se deve esquecer de 
que o relatório da administração (ou relatório da diretoria) deve acompanhar a respectiva publicação; 
porém, esse é de total responsabilidade dos proprietários da empresa, uma vez que a legislação o isenta 
de auditoria.
Considerando-se que a legislação em vigor exige que toda empresa elabore pelo menos uma vez 
por ano as demonstrações financeiras, é sempre prudente reforçar que as demonstrações deveriam 
ser elaboradas mensalmente, uma vez que contribuem para as mais diversas decisões empresariais ao 
apresentarem o resultado das operações ocorridas numa empresa em determinado momento, o que, sem 
dúvida, facilita não só evidenciar que as operações ocorridas trouxeram um crescimento para empresa, 
mas que novos rumos deveriam ser tomados a fim de buscar melhor resultado.
Para melhor acompanhamento da nossa disciplina, apresenta-se uma retrospectiva sobre as 
demonstrações financeiras.
Balanço Patrimonial (BP)
O BP apresenta, em determinado período, a situação financeira e patrimonial da organização. Ele 
está dividido em dois grandes grupos – Ativo e Passivo –, e esses por sua vez subdivididos em Ativo 
Circulante e Ativo Não Circulante (composto por realizável a longo prazo, investimentos, imobilizado 
e intangível) e, ainda, o Passivo Circulante e Passivo Não Circulante (composto pelo exigível a longo 
prazo) e Patrimônio Líquido (composto por capital social, reservas e ajuste de avaliação patrimonial, 
entre outras contas).
O Ativo é composto por bens e direitos necessários para o desenvolvimento da atividade operacional 
de quaisquer empresas e representa os recursos aplicados por ela para a sobrevivência. Em outras 
palavras, toda e qualquer empresa depende que recursos sejam aplicados em bens e direitos a fim de 
mantê-la competitiva num mercado altamente mutável.
O Ativo Circulante (AC) é composto por bens e direitos que serão recebidos em dinheiro num prazo 
de até 360 (trezentos e sessenta) dias.O Ativo Circulante, também conhecido por Ativo a Curto Prazo, 
compõe geralmente as seguintes contas: caixa e equivalente de caixa (contas correntes bancárias e 
aplicações financeiras), clientes, estoques, entre outras, porém, sempre apresentadas em ordem de 
liquidez.
O Ativo Não Circulante (ANC), além de compor os bens e direitos que serão recebidos em dinheiro 
num prazo superior de 360 (trezentos e sessenta) dias, os chamados “realizáveis a longo prazo”, também 
comporta os investimentos, e os mais comuns são as aquisições de participações em outras empresas, o 
imobilizado, representado pelos bens corpóreos, como máquinas, móveis, equipamentos de informática, 
entre outros. Ainda temos o intangível, bens e direitos não corpóreos, mas que também contribuem para 
o desenvolvimento da atividade empresarial, como, por exemplo, as marcas e o capital intelectual.
Vale ressaltar que os bens corpóreos, com o uso, sofrem desgastes, é o que chamamos de 
depreciação, mostrando que tais bens deverão ser substituídos, uma vez que não terão como 
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produzir bens e serviços suficientes para a sobrevivência da empresa, ou seja, novos recursos 
deverão ser aplicados em tais Ativos. Em relação aos bens incorpóreos, ou seja, os imateriais, eles 
sofrerão amortização de acordo com o tempo estipulado para seu uso, devendo, também, e quando 
for o caso, ser substituídos.
O subgrupo do Balanço Patrimonial chamado Passivo representa todas as dívidas contraídas pelas 
empresas. As dívidas com vencimento a curto prazo, ou seja, que vencerão em até um ano após o exercício 
social atual, serão classificadas como Passivo Circulante, ficando as demais, aquelas com vencimento 
superior a um ano, registradas como Passivo Não Circulante. No Passivo Circulante, são registradas dívidas 
como salários a pagar, impostos a pagar, fornecedores, entre outras. Enquanto no Passivo Não Circulante, 
as dívidas mais comuns são os financiamentos bancários e outras com vencimento a longo prazo.
Pode-se afirmar que as dívidas registradas tanto no Passivo Circulante quanto no Passivo Não 
Circulante são contraídas com terceiros, ou seja, com pessoas físicas e/ou jurídicas. Além de possuírem 
um vencimento predeterminado, essas dívidas levam a empresa a sanções (juros e multas) no caso de 
não saldá-las na data prevista, o que já não ocorre no Patrimônio Líquido.
No Patrimônio Líquido, são registradas as dívidas contraídas pela empresa; porém, junto aos seus 
proprietários, como, por exemplo o “capital social”. Caso a empresa venha a pagar o capital social para 
os proprietários, haverá o encerramento das atividades.
Representação gráfica do Balanço Patrimonial (BP):
Quadro 1
Ativo Passivo
Ativo Circulante
Ativo Não Circulante
Passivo Circulante
Passivo Não Circulante
Patrimônio Líquido
Total Total
Demonstração do Resultado do Exercício (DRE)
A DRE é uma das demonstrações financeiras mais importantes, por evidenciar de forma ordenada as 
receitas e despesas da empresa em determinado período.
As receitas representam os ganhos que a empresa venha a ter no momento (receitas à vista) ou em 
data predeterminada (receitas a prazo) ao revender suas mercadorias (atividade comercial) e/ou vender 
seus produtos (atividade industrial), ou ainda prestar serviços (atividade prestadora de serviços). Porém, 
para obter tais receitas, a empresa precisa dispor de alguns gastos, o que chamamos de despesas, em 
outras palavras, as despesas representam o sacrifício para buscar uma receita.
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 observação
A partir da Lei nº 11.941 de 2009, todas as receitas e despesas passaram 
a ser classificadas como operacionais.
Vale informar que a legislação brasileira exige que todas as receitas e despesas sejam registradas 
de acordo com o regime de competência, ou seja, no período de ocorrência, independentemente do 
recebimento do valor das receitas ou do pagamento das despesas contraídas.
A DRE é representada de forma dedutiva, em outras palavras, parte da receita bruta principal e, partir daí, 
são feitas as deduções das despesas, chegando-se ao resultado líquido do período “lucro ou prejuízo”, e será 
esse resultado que deverá ser incorporado ao Patrimônio Líquido (BP) da empresa no respectivo período.
Pode-se afirmar que a utilização dos bens, dos direitos e das dívidas de forma planejada levará a 
empresa a um resultado saudável.
Representação gráfica da Demonstração do Resultado do Exercício (DRE):
Quadro 2
Receita bruta de vendas
 Revenda de mercadorias
 Vendas de produtos
 Serviços prestados
(-) Deduções da receita bruta 
 Impostos incidentes sobre vendas
 Devoluções e abatimentos
(=) Receita operacional líquida
(-) Custo das mercadorias, produtos ou serviços prestados
(=) Lucro bruto
(-/+) Despesas / receitas operacionais
 Despesas com vendas
 Despesas gerais e administrativas
 Despesas financeiras - deduzidas das receitas financeiras
(-/+) Outras despesas e receitas operacionais
 Ganho ou perda de participação em outras sociedades
 Dividendos e rendimentos de outros investimentos
 Entre outras despesas e receitas
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(=) Lucro ou prejuízo operacional antes dos tributos
(-) Imposto de renda pessoa jurídica (IRPJ)
(-) Contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL)
(=) Lucro ou prejuízo operacional antes das participações
(-) Participações
 Debêntures
 Empregados
 Administradores
 Partes beneficiadas
 Outras
(=) Lucro ou prejuízo líquido do exercício
Demonstração dos Lucros e Prejuízos Acumulados (DLPA)
A DLPA, como o título já informa, evidencia a movimentação ocorrida de um exercício 
social para o outro na respectiva conta pertencente ao Patrimônio Líquido (BP). As principais 
movimentações são: ajustes em exercícios anteriores, constituição e/ou reversão de reservas, 
dividendos distribuídos.
A DLPA é elaborada geralmente pelas pequenas e médias empresas, por contemplar apenas a 
movimentação de uma das contas do Patrimônio Líquido.
Representação gráfica da Demonstração dos Lucros e Prejuízos Acumulados (DLPA):
Quadro 3
Lucro ou prejuízo do início do exercício
(+/-) Ajustes de exercícios anteriores
(+/-) Lucro ou prejuízo do exercício (DRE)
(+) Reversão de reservas
(-) Constituição de reservas
(-) Distribuição de lucros ou dividendos
(=) Lucro ou prejuízo ao final do exercício
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL)
A DMPL é também uma demonstração de extrema importância, principalmente aos proprietários 
da empresa, por evidenciar todas as alterações ocorridas no Patrimônio Líquido. As mais comuns são: 
aumento ou redução do capital social, constituição e/ou reversão de reservas, distribuição de lucros 
ou dividendos, resultado apurado na DRE (lucro ou prejuízo), ações em tesouraria (ações colocadas no 
mercado e depois recolhidas pela própria empresa que as emitiu), entre outras alterações.
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Por a DLPA estar contida na DMPL, muitas empresas preferem elaborar a DMPL e assim ter mais 
subsídios para as mais diversas decisões relacionadas ao assunto, embora a legislação societária exija 
que sua constituição seja feita por empresas de capital aberto (ações negociadas em bolsas de valores) 
e empresas de grande porte (conforme a Lei nº 11.638/2007, são aquelas empresas que possuem uma 
receita bruta anual de R$ 300 milhões ou que tenham um Ativo total de 240 milhões).
Para elaborar a DMPL, vamos utilizar o BP, especificamente o subgrupo do Patrimônio Líquido, e 
informações advindas da Razão da empresa em muito contribuirão para sua elaboração.
Representação gráfica da Demonstração da Mutação do Patrimônio Líquido (DMPL):
Quadro 4
Movimentações Capital 
social
Reservas de capital Reservas de lucros
Prejuízos
AcumuladosTotalAções de 
tesouraria
Ajuste de 
avaliação 
patrimonial
Legal Estatutária
Saldos iniciais
Ajuste de exercícios anteriores
Aumento de capital
Reversão de reservas
Lucro ou prejuízo do exercício
Constituição de reservas
• Legal
• Estaturária
Distribuição de dividendos
Saldos finais
Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC)
A DFC tornou-se uma demonstração financeira obrigatória a partir da Lei nº 11.638 de 2007; porém, 
somente para as empresas de capital aberto ou de grande porte, mas as importantes informações nela 
contidas e sua elaboração deveriam ser adotadas por quaisquer tipos de empresa.
A DFC evidencia a origem de todo dinheiro que entrou na empresa, bem como sua aplicação, ou seja, mostra 
como os recursos financeiros são utilizados pela organização, deixando claro uma boa ou má gestão financeira.
Há dois métodos para elaborar a DFC – o direto e o indireto –, porém, a própria legislação atual 
adverte que, caso a empresa tenha elaborado sua DFC pelo método direto, deverá transformá-lo em 
indireto para fins de auditoria e publicação.
A DFC pelo método direto mostra, de forma simples, o saldo inicial do caixa e equivalente de caixa 
(caixa + bancos + aplicações financeiras de curto prazo), as entradas e saídas de numerários no mesmo 
período e o saldo final, não havendo quaisquer classificações das respectivas entradas e saídas. Porém, 
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a DFC pelo método indireto, além de classificar os fluxos financeiros em três categorias (atividades 
operacionais, de investimentos e financiamentos), utiliza as demonstrações financeiras (BP, DRE e DMPL) 
para evidenciar as origens e aplicações de recursos no período, demonstrando, assim, como a empresa 
obteve e gastou tais recursos.
As atividades operacionais comportam todas as operações relacionadas à atividade principal 
da empresa, envolvendo, portanto, contas do Ativo, Passivo e resultados, enquanto as atividades 
de investimentos envolvem as operações classificadas como Ativo Não Circulante (investimentos, 
imobilizado, intangível), e as atividades de financiamentos, por sua vez, comportam as operações 
relacionadas às origens de terceiros e próprias, ou seja, recebimento e pagamento de empréstimos, 
aumento e/ou redução do capital social, incluindo o pagamento dos dividendos.
Representação gráfica da Demonstração do Fluxo de Caixa – método direto (DFC):
Quadro 5
Saldo inicial de caixa e equivalente de caixa
(+) Entradas
(-) Saídas
(=) Saldo final de caixa e equivalente de caixa
Representação gráfica da Demonstração do Fluxo de Caixa – método indireto (DFC):
Quadro 6
Atividades operacionais
Lucro ou prejuízo líquido
 Ajustes
 Depreciação
 Resultado de equivalência patrimonial
 Outros
(=) Lucro ou prejuízo ajustado
Variação das contas a receber
Variação dos estoques
Variação das despesas antecipadas
Variação de outros Ativos Circulantes
Variação de fornecedores
Variação de salários a pagar
Variação dos impostos a pagar
Variação de outros Passivos Circulantes
(=) Caixa líquido (consumido) pelas atividades operacionais (1)
Atividades de investimentos
 Investimentos no realizável a longo prazo
 Investimentos em participações societárias
 Investimentos em imobilizado
 Investimentos em intangível
 Outros investimentos no Ativo não Circulante
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(=) Caixa líquido (consumido) pelas atividades de investimentos (2)
Atividades de financiamentos
Aumento do capital social
Captação de recursos
Pagamento de empréstimos
Pagamento de dividendos 
Pagamento de juros sobre capital próprio
 Outros pagamentos relacionados à financiamentos
(=) Caixa líquido (consumido) pelas atividades de financiamentos (3)
Variação líquida de caixa (1 + 2+ 3)
(+) Saldo inicial de caixa e equivalente de caixa
(=) Saldo final de caixa e equivalente de caixa
Demonstração do Valor Adicionado (DVA)
A DVA, assim como a DFC, tornou-se obrigatória, a partir da Lei nº 11.638 de 2007.
Vale informar que toda empresa é geradora de riqueza, ou seja, a empresa, por meio da geração 
de tributos, empregos, entre outros itens, contribui com a economia local e mundial. Sendo assim, a 
finalidade da DVA é justamente essa, ou seja, evidenciar o quanto de riqueza foi gerada e distribuída por 
determinada empresa no respectivo exercício social.
Para um melhor entendimento sobre a DVA, é de extrema importância que seus valores sejam 
demonstrados em moeda local (real) e também em percentual.
Para elaborar a DVA, vamos utilizar principalmente a DRE em conjunto com a Razão da 
empresa, que tem a função de evidenciar o saldo inicial, as operações do período e o saldo final 
de cada conta.
Representação gráfica da Demonstração do Valor Adicionado (DVA):
Quadro 7
R$ %
1. Receitas
 1.1 Revenda de mercadorias, produtos ou serviços
 1.2 Estimativa para crédito de liuidação duvidosa
2. Insumos adquiridos de terceiros
 2.1 Materais consumidos
 2.2 Outros cutsos de produtos e serviços vendidos
 2.3 Energia elétrica, serviços de terceiros e outras despesas
3. Retenções
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4. Valor adicionado líquido produzido pela empresa 1 - (2+ 3)
5. Valor adicionado recebido em tranferência
 5.1 Resultado de equivalência patrimonial
 5.2 Dividendos de investimentos avaliados pelo custo
 5.3 Receitas financeiras
 5.4 Alugúeis e royalties
6. Valor adicionado a distribuir ( 4 + 5) 
7. Distribuição do valor adicionado
 7.1 Empregados
 Salários e encargos sociais (fgts)
 Comissões sobre vendas
 Honorários da diretoria
 Participação dos empregados no lucro
 Outros
 7.2 Tributos
 Federais
 Estaduais
 Municipais
 7.3 Financiadores
 Juros
 Aluguéis
 7.4 Juros sobre capital próprio e dividendos
 7.5 Lucros retidos ou prejuízo do exercício
Notas Explicativas (NE.s)
As NE.s complementam as demonstrações financeiras, em outras palavras, elas contribuem com a leitura 
e entendimento das demonstrações financeiras pelos mais diversos usuários das respectivas informações.
A legislação não determina quantas notas devem conter as demonstrações financeiras, mas deixa 
claro que tantas quanto forem necessárias para contribuir com as decisões daqueles que delas dependem 
devem ser elaboradas.
Trevisan (2012) traz a seguinte contribuição sobre a elaboração das NE.s: elas devem conter informações de 
natureza patrimonial, econômica, financeira, legal, física e social, bem como evidenciar os critérios utilizados 
na elaboração e mensuração dos saldos contidos nas respectivas demonstrações financeiras.
Para Trevisan (2012), na elaboração das NE.s devem ser observados os seguintes aspectos:
a) As informações devem contemplar os fatores de integridade, autenticidade, precisão, sinceridade 
e relevância.
b) Os textos devem ser simples, objetivos, claros e concisos.
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c) Os assuntos devem ser apresentados obedecendo à ordem observada nas demonstrações 
financeiras, tanto para os agrupamentos como para as contas que os compõem.
d) Os assuntos relacionados devem ser agrupados segundo seus atributos comuns.
e) Os dados devem permitir comparações com períodos anteriores.
f) As referências a leis, decretos, regulamentos, normas brasileiras de contabilidade e outros 
normativos devem ser fundamentos e restritas aos casos em que tais citações contribuam para o 
entendimento do assunto tratado na Nota Explicativa.
Relatório da administração
O relatório da administração ou diretoria deve ser elaborado pela direção da empresa e ser publicado 
junto com as demonstrações financeiras. Sendo de total responsabilidade da alta direção da empresa deve 
conter sua elaboração e divulgação de dados como, análise corporativa, setorial, financeira, atuação social, 
projeções entre outros itens que a respectiva cúpulada empresa entenda como relevante. O relatório da 
administração não tem a obrigatoriedade legal de ser auditado, mesmo contendo informações do passado, 
explicação do desempenho da empresa no período, bem como as ações que a empresa pretende tomar 
no futuro próximo, mas pode-se afirmar que se trata de um excelente “cartão de visitas”, em que seus 
responsáveis têm a oportunidade de levar a público a posição de sua empresa no mercado, considerando-se 
a trajetória percorrida e como pretendem manter e/ou dar crescimento aos negócios empresariais.
Parecer dos auditores independentes
O Parecer dos auditores independentes é um documento emitido e assinado somente por profissionais 
habilitados (contador com registro no Conselho Regional correspondente ao Estado Federal ao qual a 
empresa esteja sediada), deve ser elaborado de forma clara e objetiva, em que estará expressa a opinião 
do auditor sobre as demonstrações financeiras do respectivo período.
Segundo Trevisan (2012), deverá conter basicamente:
a) Práticas contábeis de aceitação geral e apropriada às circunstâncias.
b) Demonstrações e Notas Explicativas com informações suficientes sobre assuntos que possam 
afetar seu uso, entendimento e interpretação.
c) Conteúdo das demonstrações classificado, organizado e agrupado de maneira apropriada.
Pode-se afirmar que o Parecer é formado basicamente de três parágrafos:
1º) Identifica as demonstrações financeiras e define as responsabilidades da administração e dos 
auditores.
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2º) Registra a extensão dos trabalhos, ou seja, explica de forma sucinta as práticas de auditoria 
aplicadas.
3º) Apresenta a opinião do auditor sobre as demonstrações financeiras, podendo haver 
recomendações.
2 Como SurgirAm AS EmPrESAS?
Pode-se afirmar que o surgimento das empresas advém do período histórico, partindo-se 
principalmente da Idade Média, em que havia as Cruzadas, que saíam à procura de novas descobertas. 
Os donos dos feudos promoviam feiras para expor suas mercadorias. Apesar de o escambo predominar, 
na época, havia também moedas e assim surge o trocador de moedas.
A partir dos trocadores de moedas, da queda do poder da Igreja Católica, o homem torna-se centro 
do universo, e assim as descobertas passam a ser livres, estamos na época da Revolução Francesa, base 
para a Revolução Industrial (Inglaterra – séc. XVIII). Junto com a Revolução Industrial, vem o progresso, 
as empresas passam a ser estruturadas de maneira que possam atender às demandas de mercado. Os 
burgueses passam a ter um lugar no novo sistema de produção, chamado de capitalismo, ou seja, não é 
mais o Clero ou a Monarquia que comandam a sociedade, e sim aquele que detém o capital.
Novas ciências surgem com o progresso, a Administração das Empresas, a Sociologia, a Psicologia, 
entre outras, são necessárias para dar conta das novas aspirações do homem moderno.
 Saiba mais
Sugestões de leitura:
A ética protestante e o espírito do capitalismo – Max Weber.
Introdução à organização burocrática – Luiz Carlos Bresser Pereira.
Considerando-se que são os sonhos que movem os seres humanos, com as duas irmãs Josefa da 
Silva e Jussara da Silva não foi diferente. Desde muito jovens, ajudavam nas tarefas domésticas. Foram 
criadas pelos tios, Luiza e Humberto (tio Beto), desde os 4 anos de idade, pois seus pais faleceram em 
um acidente de automóvel.
O tempo passou. O sonho dessas meninas era proporcionar melhor condição de vida para seus tios. 
Tia Luiza sofria de algumas enfermidades, nada grave, tinha diabetes, mas não deixava de costurar. 
Fazia roupas lindas para festas, era uma verdadeira artista; tio Beto, atuava como motorista de ônibus e 
faltava pouco tempo para se aposentar. Os tios não foram agraciados com filhos, mas as gêmeas foram 
seu melhor presente.
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Josefa e Jussara passaram a infância brincando de costureira, faziam as roupas para as bonecas 
com os retalhos de tecidos que sobravam das belas roupas feitas pela tia. Josefa mostrava-se 
mais criativa, enquanto Jussara era mais preocupada em aproveitar melhor as sobras dos tecidos 
recebidos da tia.
Todos diziam que as gêmeas seguiriam a profissão da tia. E isso realmente aconteceu: 
Josefa optou por cursar Modelagem; Jussara, Administração. Para alegria dos tios, ambas foram 
aprovadas no vestibular de umas das melhores universidades privadas do país e começaram a 
frequentar as aulas.
No segundo ano de seus respectivos cursos, Josefa e Jussara decidiram abrir uma oficina de costura. 
A intenção era criar uniformes para as mais diversas atividades empresariais. Fizeram algumas pesquisas 
e notaram que havia um grande nicho de mercado, mas não tinham dinheiro. Precisavam de capital para 
comprar máquinas, tecidos, desenvolver clientes, enfim, investimentos necessários para iniciar qualquer 
atividade empresarial.
Tio Beto se aposentou e, com a indenização trabalhista, as irmãs conseguiram abrir a empresa. 
Porém, tiveram muitas dúvidas sobre a abertura. Nádia, professora de Jussara, lecionava contabilidade 
e destacou-lhe a importância do contador para a condução dos negócios empresariais, e as irmãs 
decidiram procurar tal profissional.
Tio Beto, sempre protetor, achou melhor ele mesmo encontrar um contador, e assim o fez. Após 
conversar com alguns profissionais do bairro, identificou-se com as explicações da Sra. Marina, contadora 
com larga experiência, sócia-proprietária do Escritório Contábil Olimpo Ltda. e muito recomendada pelos 
seus clientes. Então, ele marcou uma reunião para a semana seguinte, informando que a presença das 
futuras empresárias seria necessária. Durante a reunião, Josefa ficou um pouco retraída, uma vez que 
seu papel na empresa seria a criação. Jussara, além de tirar suas dúvidas sobre gastos com a abertura 
de uma empresa, local ideal, aquisição de maquinário, tributos e tantas outras dúvidas, fez questão de 
colocar Josefa a par de tudo, afinal, seriam sócias!
A Sra. Marina aceitou a futura empresa das gêmeas como cliente e começou a dar andamento 
à documentação para a abertura, informando que o primeiro passo seria fazer uma busca nos 
órgãos públicos sobre o nome da organização, pois não é permitido que duas empresas tenham a 
mesma razão social, com atividade operacional igual e estejam estabelecidas num mesmo Estado 
brasileiro.
Josefa e Jussara, após muitas conversas com os tios, chegaram ao nome da futura empresa: Confecções 
de Uniformes Empresariais das Gêmeas Ltda. O valor do capital seria de R$ 50.000,00 (cinquenta mil 
reais). Tio Beto achou o valor ideal para começar uma empresa, mas, embora sua confiança nas meninas 
fosse visível, preferiu poupar uma parte de sua indenização trabalhista.
Após os trâmites iniciais referentes à abertura da empresa, a Sra. Marina telefonou para as futuras 
empresárias, informando que a razão social escolhida por elas tinha sido aprovada, ou seja, poderiam dar 
continuidade na formalização da instituição (contrato social, registro nos órgãos públicos competentes, 
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entre outras exigências legais). Ainda era preciso informar a tributação que a empresa teria, e a Sra. 
Marina agendou uma reunião com as sócias para o dia seguinte.
Durante a reunião, a Sra. Marina informou os tipos de tributação de uma organização: Lucro Real 
(trimestral e anual); Lucro Presumido e Simples Nacional. Após muitas dúvidas serem esclarecidas, 
Jussara perguntou: “Então, teremos somente esses impostos para pagar?” Assim, a contadora percebeu 
a falta de conhecimento das meninas sobre a tributação de uma empresa. Ela entendeu que, antes de 
abrir qualquer empresa, todo empresário deve conhecer a carga tributária com a qual se comprometerá, 
considerando-se todas as esferas: municipal, estadual e federal.
A Sra. Marina tambématua como professora no Ensino Superior, ministrando diversas matérias 
relacionadas à área contábil, na mesma Universidade em que Jussara estuda Administração. Realmente, 
o mundo é pequeno! Assim, de forma didática, fez questão de, antes de explicar os tributos que envolvem 
uma atividade empresarial, informar às futuras empresárias os tipos de empresa existentes em nosso 
país (item 6.1). Acredita que haverá melhor entendimento sobre os tipos de tributação em relação 
às operações de compra e venda de uma atividade industrial (item 6.2), ou os tributos devidos sobre 
o resultado apurado por uma organização empresarial (item 6.3), e também aqueles relacionados à 
contratação de empregados (item 6.4). Vamos às informações.
 Saiba mais
As irmãs gêmeas Josefa e Jussara da Silva resolveram abrir um negócio 
no instigante ramo têxtil. Para saber mais sobre esse ramo da indústria, 
visite o site da Associação Brasileira da Indústria Têxtil: .
2.1 tipos de sociedades e enquadramento fiscal das empresas
De acordo com o novo Código Civil, as empresas podem ser constituídas como sociedades 
simples e sociedades empresárias. Quanto à natureza jurídica, elas podem constituir-se em 
sociedades simples limitada, sociedade empresária limitada e sociedade anônima. Existem, ainda, 
as sociedades em nome coletivo, sociedade em comandita simples e sociedade em comandita por 
ações. Estas, em razão da complexidade e atribuição de maior responsabilidade aos seus sócios, 
estão em extinção.
Há também a Sociedade em Conta de Participação (SCP) e sua constituição não está sujeita às 
formalidades legais prescritas para as demais sociedades, não sendo necessário o registro de seu contrato 
social na Junta Comercial.
Conforme preceitua o Código Civil, geralmente as sociedades, em nome coletivo, são constituídas 
por um prazo determinado, com o objetivo de explorar um projeto específico. Após o cumprimento do 
objetivo, a sociedade se desfaz e a sua formação pode ocorrer quando duas ou mais pessoas, pelo menos 
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uma delas sendo comerciante, se reúnem sem firma social, para obter lucro comum, em uma ou mais 
operações de comércio determinadas, trabalhando um, alguns ou todos em seu nome individual para o 
fim social, em que a associação assume o nome de sociedade em conta de participação, sendo regulada, 
a partir do Novo Código Civil, pelos artigos 991 a 996 do referido código (Lei nº 10.406/2002).
As sociedades simples
As sociedades simples são um tipo societário introduzido pelo Código Civil de 2002, vindo, 
de certa forma, a substituir a antiga sociedade civil. Com a vigência do atual diploma civil, que 
diminuiu a flexibilidade da sociedade limitada, observou-se uma crescente adoção da forma típica 
de sociedade simples nos pequenos negócios. A sociedade simples, caracterizada como personificada 
e não empresária, quer dizer que é constituída como uma pessoa jurídica, com fins econômicos, 
e o termo “não empresária” identifica que as sociedades simples são de caráter pessoal, ou seja, 
existe uma estreita relação entre as atividades desenvolvidas e a especialidade de seus sócios. Nessa 
condição, estão as sociedades de dentistas, médicos, advogados, engenheiros etc. Os objetivos sociais 
são realizados pelo atrelamento e pela supervisão de seus sócios. É importante ainda mencionar que o 
surgimento da sociedade simples reduziu a flexibilidade quando ela se organizava no antigo conceito 
de sociedade civil limitada, pois agora a responsabilidade de seus sócios pode se caracterizar como 
“responsabilidade ilimitada”, ou seja, os sócios podem responder ilimitadamente pelo saldo devedor 
na proporção de suas participações.
O registro da sociedade simples é feito no Registro Civil das Pessoas Jurídicas.
 observação
Escolher corretamente o tipo de sociedade e o enquadramento fiscal de 
uma empresa é uma das mais importantes decisões no lançamento de um 
novo empreendimento, ou, como dizem os americanos, um startup.
As sociedades organizadas como empresárias
Esse tipo de sociedade determina que o caráter econômico ou o objetivo social é impessoal, ou 
seja, as atividades que são desenvolvidas estão apartadas da figura dos seus sócios. A sociedade 
empresária adquire vida própria independentemente de seus sócios. Nessa condição, estão as 
empresas comerciais, cujos registros constitutivos são feitos nas Juntas Comerciais dos seus 
respectivos estados.
O enquadramento fiscal das empresas
De acordo com os objetivos sociais, as empresas podem enquadrar-se, para fins tributários, em 
microempresas, empresas de pequeno porte e demais empresas que podem ser tributadas pelo Lucro 
Presumido, quando não obrigadas à tributação pelo Lucro Real, e em Lucro Real por opção ou quando 
obrigadas.
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Economia
A partir do que estabelece a Lei Complementar nº 123, de 14/12/2006, às microempresas e empresas 
de pequeno porte será oferecida a possibilidade de adesão ao regime de tributação do Simples Nacional, 
um regime de tributação diferenciado e simplificado, cujo início de funcionamento se deu a partir de 1º 
de julho de 2007 (BRASIL, 2006).
Por ser uma Lei Complementar, abrange não só o regime tributário diferenciado, estabelecido em 
Lei e denominado Simples Nacional, bem como todos os aspectos relacionados às licitações públicas, 
relações trabalhistas, estímulo ao crédito, à capitalização de recursos, à inovação, entre outros mais.
Existe ainda o Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN), criado pelo Decreto nº 6.038, de 7 de 
fevereiro de 2007, e ligado ao Ministério da Fazenda, sendo formado por representantes da União, dos 
estados, do Distrito Federal e dos municípios.
Microempresas (ME)
É classificada como microempresa, no tocante ao Simples Nacional, a pessoa jurídica, ou a 
ela equiparada, que obtenha, em cada ano-calendário, uma receita bruta igual ou menor que 
R$ 360.000,00 (a partir de 1º de janeiro de 2012, conforme Lei Complementar nº 139, de 10 de 
novembro de 2011).
Empresas de Pequeno Porte (EPP)
Considera-se EPP, no tocante ao Simples Nacional, o empresário ou a pessoa jurídica que 
obtenha, em cada ano-calendário, receita bruta superior a R$ 360.000,00 e igual ou inferior a 
R$ 3.600.000,00 (a partir de 1º de janeiro de 2012, conforme Lei Complementar nº 139, de 10 de 
novembro de 2011).
Microempreendedor Individual (MEI)
É classificado como MEI o empresário individual que tenha obtido receita bruta, no ano-calendário 
anterior, no valor de até R$ 60.000,00, optante pelo Simples Nacional (a partir de 1º de janeiro de 2012, 
conforme Lei Complementar nº 139, de 10 de novembro de 2011).
2.2 tributos relacionados à atividade de compra e venda de materiais para 
o estoque para empresas industriais
São diversos os tributos incidentes sobre compra e venda, conforme determina o Código Tributário 
Nacional (CTN), considerando-se as operações realizadas no mercado interno e externo. Contudo, a Sra. 
Marina entende que no momento deve ser clara e sucinta, ou seja, informar os tributos relacionados às 
compras e vendas no mercado interno e suas principais diferenças e aplicações.
Os tributos sobre compra e venda são: Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS); 
Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI); Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição sobre 
a Finalidade da Seguridade Social (Cofins).
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A princípio, as futuras empresárias ficaram assustadas, mas a Sra. Marina apresentou um resumo 
sobre a incidência de cada tributo mencionado, bem como sua aplicação, destacando, inclusive, a 
obrigação legal da respectiva cobrança.
ICMS
O ICMS é um imposto não cumulativo de competência estadual e funciona no sistema de débito e 
crédito. É um imposto calculado “por dentro”,sendo que cada Estado tem sua própria legislação relativa 
ao tributo – incidência sobre a circulação de mercadorias, transporte interestadual e intermunicipal 
por qualquer via, serviços de comunicação, telecomunicações, energia elétrica, importações etc. Não 
há incidência de ICMS sobre livros, jornais, periódicos e material de impressão desses produtos, bem 
como sobre exportações. O fato gerador ocorre na saída de mercadorias de estabelecimento de um 
contribuinte. Contribuintes são pessoas físicas ou jurídicas que praticam operações relativas à circulação 
de mercadorias, em volume ou com habitualidade, que caracterizem o intuito comercial, mesmo que a 
operação tenha se iniciado no exterior. A substituição Tributária – ST, foi criada e implementada pelas 
unidades da Federação bem antes da atual Constituição Federal, por meio de convênios e protocolos 
celebrados entre as fazendas estaduais.
O ICMS tem como principal característica o princípio da não cumulatividade e da seletividade, 
não dando direito ao crédito do imposto as entradas de mercadorias ou utilização de serviços 
resultantes de operações ou prestações isentas, ou não tributadas, ou alheias à atividade do 
estabelecimento. A base de cálculo do imposto é: nas saídas da mercadoria ou bem, o valor 
da operação; no fornecimento de serviço, o valor do serviço; na importação, o valor do bem 
ou mercadoria acrescido dos impostos incidentes, mais fretes, mais despesas cambiais, entre 
outros.
Nas saídas para não contribuintes ou com fins de utilização para consumo final, comporá a base de 
cálculo o IPI devido, nos casos em que os bens forem tributados por IPI.
As alíquotas do ICMS são variáveis em função do bem ou serviço e são diferenciadas entre os estados, 
sendo que: 7% para os estados do Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Espírito Santo; 12% para as regiões 
Sul e Sudeste; 18% para as operações internas e importações em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais 
e 17% para os demais estados; 7% nas operações com produtos da cesta básica e 25% em operações 
internas e interestaduais e importações de perfumes, cosméticos, cigarros, armas e munições, bebidas 
alcoólicas etc.
 observação
Na União Europeia, há um imposto parecido com o ICMS do Brasil, 
que é o IVA – Imposto sobre o Valor Agregado. Tanto o ICMS como o IVA 
são impostos em que a empresa recolhe para o estado apenas a parte que 
contribuiu para o produto e/ou serviço (o valor “agregado”).
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Economia
IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados
O IPI é de competência da União. Não está sujeito ao princípio da anterioridade e, portanto, suas 
alíquotas podem ser alteradas durante o ano, respeitando-se a noventena.
A industrialização é caracterizada por qualquer operação que modifique a natureza, o funcionamento, 
o acabamento, a apresentação ou finalidade do produto ou aperfeiçoamento para consumo. O IPI é 
regido pelos princípios constitucionais da não cumulatividade e da seletividade, abrangendo todos os 
produtos relacionados na TIPI, porém alguns produtos são imunes ao IPI: livros, jornais, periódicos e o 
próprio papel destinado a sua impressão.
Nas exportações, o IPI também não é cobrado. O fato gerador ocorre na importação no momento do 
desembarco aduaneiro e nas operações internas, quando ocorre a saída de produtos do estabelecimento 
industrial.
A base de cálculo do IPI na importação é o valor que serviu ou servirá de base para o cálculo dos 
tributos, ou seja, o valor do produto adicionados tributos, fretes, seguros, despesas, assessorias, encargos 
cambiais etc. Para as saídas internas, a base de cálculo é o valor total da operação, isto é, o preço do 
produto acrescido do frete e demais despesas e assessorias cobradas ou debitadas pelo contribuinte. 
A alíquota do IPI é determinada pela classificação fiscal na TIPI. As empresas industriais, no momento 
da aquisição de matérias-primas (material auxiliar, material de embalagens etc., materiais que serão 
utilizados na industrialização ou fabricação de seus produtos) poderão se creditar do imposto pago no 
momento da aquisição para compensá-los no momento das saídas. Ressalta-se que o crédito somente 
poderá ser fito para os casos de saídas tributadas. O débito do imposto ocorre na saída dos produtos por 
venda, demonstração, empréstimo de material de estoque, entre outras operações.
O IPI é calculado “por fora” e é agregado ao valor do produto, diferentemente do ICMS. A 
base de cálculo do IPI será sempre a mesma para qualquer tipo de destinatário, contribuintes ou 
não contribuintes. Entretanto, existe imunização para alguns órgãos do governo e para a Itaipu 
Binacional.
Por ser um imposto calculado “por fora”, ele não integra a base do PIS e da Cofins, porém poderá 
ou não integrar a base do ICMS, estando condicionado a destinação que era dada ao produto pelo 
adquirente.
PIS e Cofins
O Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para Finalidade Social (Cofins) são contribuições 
sociais com funções fiscais. Incidem sobre o faturamento das empresas. Os fatos geradores do PIS são: 
o auferimento de receita pelas pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são equiparadas pela 
legislação do Imposto de Renda; a folha de salários das entidades relacionadas no art. 13 da MP nº 2.158–
35; as receitas correntes arrecadadas e as transferências correntes e de capital recebidas pela pessoa jurídica 
de direito público interno. A Cofins tem como fato gerador o auferimento de receita pela pessoa jurídica de 
direito privado, inclusive aquelas a ela equiparadas pela legislação do Imposto de Renda.
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Para as empresas que utilizam o regime cumulativo, tributadas pelo Lucro Presumido ou Arbitrado, 
a alíquota de PIS é 0,65% e Cofins 3%. Nesse regime, as empresas não poderão recuperar o imposto no 
momento da aquisição de materiais. A base de cálculo é a totalidade das receitas, mas sem considerar: 
IPI, ICMS Substituição Tributária, exportações, reversões de provisões, receitas financeiras, receitas de 
ganhos de capital etc.
Para as empresas que utilizam o regime não cumulativo, aquelas tributadas pelo Lucro Real, 
a alíquota é de 1,65% para o PIS e 7,6% para a Cofins, podendo deduzir os créditos permitidos 
expressamente em lei. Vale lembrar que existem empresas que, mesmo sendo tributadas pelo 
Lucro Real, não podem optar pelo regime não cumulativo. É o caso de instituições com tributação 
monofásica: as refinarias e as indústrias de bebidas; as que tenham somente parte de suas receitas 
tributadas pela não cumulatividade, como o setor de telecomunicações, as instituições financeiras e 
empresas equiparadas, entre outras.
Há também a modalidade de PIS/Pasep – Folha de Pagamento. As organizações que 
contribuem para o PIS/Pasep sobre a folha de pagamento são os templos de qualquer culto, 
partidos políticos, instituições de educação e de assistência social, instituições filantrópicas, 
entre outras. Para o PIS sobre a folha de pagamento, a alíquota é de 1% sobre o valor total da 
folha de pagamento mensal de salários a seus empregados. Não integram a base: salário-família, 
benefícios, indenizações, FGTS, entre outros autorizados por leis. Estas entidades são isentas do 
recolhimento da Cofins.
2.3 tributos relacionados ao resultado apurado pelas empresas, inclusive 
com a atividade industrial
As futuras empresárias ouviram atentamente as explicações da Sra. Marina sobre os tributos 
incidentes sobre operações de compras e vendas, mas, como a própria contadora informou, existem 
ainda os tributos sobre o resultado apurado pelas empresas, ou seja, o IRPJ – Imposto de Renda Pessoa 
Jurídica, e a CSLL – Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, porém há diferença na forma de apuração 
de tais tributos, ou seja, dependendo da atividade operacional da empresa é possível optar pelo Lucro 
Real ou Lucro Presumido.Para Josefa e Jussara, tudo é novidade, embora já entendam a responsabilidade para constituir uma 
empresa. A Sra. Marina, antes de iniciar a explicação sobre IRPJ e CSLL, informa as gêmeas que há outra 
forma de tributá-la, em que haverá a junção de todos os tributos, trata-se do Simples Nacional, e assim 
inicia sua explicação.
Simples Nacional
O planejamento tributário é a escolha de alternativas de ações ou omissões lícitas. Os objetivos 
principais de um planejamento tributário são: evitar a incidência, reduzir o montante e retardar o 
pagamento dos tributos – isso tudo sem violar a lei.
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A elisão fiscal significa a economia tributária lícita. É a forma legalmente aceita para a economia 
de impostos. Contudo, temos dois tipos de elisão: a decorrente da própria lei e a resultante de lacunas 
e brechas existentes. Nesta, bem diferente de evasão fiscal, é toda ação consciente, espontânea, dolosa 
ou intencional do contribuinte por intermédio de meios ilícitos, com intuito de evitar, eliminar, reduzir 
ou retardar o pagamento do tributo devido, ou seja, o indivíduo opta conscientemente por “driblar” a 
legislação para obter vantagens ilícitas.
 lembrete
Elisão fiscal e evasão fiscal são termos aplicáveis ao Direito Tributário 
que são imprescindíveis para a atuação do contador, sobretudo o contador 
tributário. Elisão não é um ato ilícito, a evasão sim.
É classificada como microempresa, em relação ao Simples Nacional, a pessoa jurídica ou 
a ela equiparada que obtenha, em cada ano-calendário, uma receita bruta igual ou menor a 
R$ 360.000,00. Considera-se EPP, em relação ao Simples Nacional, o empresário ou a pessoa 
jurídica que obtenha, em cada ano-calendário, uma receita bruta superior a R$ 360.000,00 e 
igual ou inferior a R$ 3.600.000,00. É classificado como MEI o empresário individual que tenha 
obtido uma receita bruta, no ano-calendário anterior, no valor de até R$ 60.000,00, optante 
pelo Simples Nacional. O Simples Nacional implica o recolhimento mensal em um único documento 
de arrecadação de impostos mencionados no art. 13 da LC 123.
As empresas participantes do Simples Nacional, referentes ao PIS/COFINS e CSLL, não 
retêm e não são retidas dessas contribuições federais, bem como o IRRF, do qual a Instrução 
Normativa da Receita Federal do Brasil nº 765/2007 dispensou a retenção na fonte sobre as 
importâncias pagas ou creditadas à pessoa jurídica inscrita no Simples Nacional. A opção 
pelo Simples Nacional poderá ser realizada exclusivamente por meio da internet, no portal 
do Simples Nacional, sendo irretratável para todo o ano-calendário. Ocorre somente no mês 
de janeiro (até o seu último dia útil), sendo que produzirá efeitos a partir do primeiro dia do 
ano-calendário da opção.
Lucro Presumido
O Lucro Presumido é uma modalidade optativa. Poderão optar pelo Lucro Presumido as pessoas 
jurídicas cuja receita bruta total no ano-calendário anterior tenha sido igual ou inferior a R$ 
48.000.000,00 ou a R$ 4.000.000,00, multiplicado pelo número de meses de atividades do ano 
anterior, quando inferior a 12 meses. Além da receita, também existem impedimentos que estão 
enumerados no art. 14 da Lei nº 9.718/98.
A base de cálculo do Imposto de Renda das empresas tributadas pelo Lucro Presumido 
será determinada por meio da aplicação de percentuais, fixados por lei e de acordo com 
as atividades da pessoa jurídica, sobre a receita bruta obtida no trimestre, somando-se, ao 
resultado, outras receitas, rendimentos e ganhos de capital. Para a determinação do Lucro 
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Presumido, as alíquotas aplicáveis são as constantes do art. 223 do RIR/1999, geralmente, de 
8%; revenda de combustíveis, 1,6%; serviços de transportes, excetuando os de carga, 16%; 
serviços de transporte de cargas, 8%; serviços em geral, exceto hospitalares, 32%; serviços 
hospitalares, 8%, entre outros. A alíquota a ser aplicada sobre a base de cálculo para apuração 
do Imposto de Renda é de 15%, e a do adicional é de 10% sobre a parcela do Lucro Presumido 
que ultrapassar o valor de R$ 60.000,00 em cada trimestre. A alíquota da CSLL sobre o Lucro 
Presumido é de 9%. Com relação ao PIS e à Cofins, as pessoas jurídicas optantes pela tributação 
sobre o Lucro Presumido ficam sujeitas ao regime cumulativo, cujas alíquotas são de 0,65% 
para o PIS e de 3% para a Cofins.
Lucro real
A tributação com base no Lucro Real para muitas empresas pode ser opção. Conforme o artigo 
246 do RIR/1999, são obrigadas a apuração do Lucro Real as pessoas jurídicas determinadas no 
art. 14 da Lei nº 9.718 de 1998, entre elas aquelas cuja receita total do ano-calendário anterior 
seja superior ao limite de R$ 48.000.000,00. O Lucro Real é o lucro ou prejuízo contábil do 
período de apuração, após os ajustes feitos pelas adições, exclusões e compensações autorizadas 
pela legislação tributária ou pela legislação do Imposto de Renda. A legislação fiscal informa que 
aquelas despesas não reconhecidas como dedutíveis devem ser adicionadas ao lucro líquido do 
período, assim como as receitas que não sejam tributáveis devem ser excluídas, para que o Lucro 
Real seja apurado.
A empresa poderá optar pela tributação do Lucro Real anual. A empresa deverá pagar 
mensalmente o Imposto de Renda calculado pela forma estimada, por meio das aplicações de 
percentuais de presunção da mesma forma que no Lucro Presumido, ou mesmo com base em 
balancete, e em determinados momentos poderá efetuar a suspensão ou redução do imposto. Se a 
pessoa jurídica optar pela apuração trimestral, o pagamento do Imposto de Renda deverá se basear 
nos balancetes trimestrais. Na apuração do Lucro Real trimestral, a compensação do prejuízo está 
limitado a 30% do lucro do trimestre, mesmo que esse lucro tenha sido menor que o prejuízo dos 
trimestres anteriores, sendo que, no caso do Lucro Real anual, poderá ter sua compensação integral 
no mesmo ano-calendário.
Assim, caso a empresa obtenha lucro num determinado mês, ela poderá compensar o prejuízo do 
outro mês. Por exemplo, no caso de se obter lucro no mês de março, esse lucro poderá ser compensado 
com o prejuízo de quaisquer outros meses.
Para a apuração do Lucro Real, as empresas deverão escriturar o Livro de Apuração do Lucro Real 
(Lalur), no qual deverão ser registradas as adições e as exclusões.
A alíquota estabelecida para o Imposto de Renda é de 15%, e o adicional é de 10% sobre 
o lucro apurado que exceder o valor de R$ 60.000,00 para a tributação baseada no Lucro Real 
trimestral ou R$ 20.000,00 por mês para a tributação no Lucro Real anual, que deverá recolher 
mensalmente por estimativa. O imposto e a contribuição social devidos em cada trimestre 
poderão ser pagos em quota única no mês seguinte ao trimestre da apuração, sem qualquer 
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acréscimo, ou, se a empresa preferir, em três quotas mensais, sendo que, neste caso, com os 
juros calculados pela Selic até o mês anterior ao do efetivo pagamento, equivale a 1% no mês 
do efetivo pagamento.
Alem do IRPJ, as empresas também estão sujeitas ao recolhimento da CSLL. As mesmas regras para 
o IRPJ serão aplicadas para a CSLL. Se a empresa optou pelo IRPJ por Lucro Presumido, a CSLL será 
calculada trimestralmente, com base nos percentuais de presunção. Se for por Lucro Real, o cálculo será 
trimestral ou mensal, feito por estimativa conforme for o caso, e a base de calculo será o lucro apurado 
com os ajustes legais. A empresa optante pelo Lucro Presumido, deverá recolher a CSL, também pela 
forma presumida. Escolhida a opção, o IRPJ e a CSLL deverão ser tributados pela forma escolhida. A 
CSLL será determinada mediante a aplicação da alíquota de 9% sobre o resultado ajustado, presumido 
ou arbitrado.
A base de cálculo da contribuição social das empresas tributadas peloLucro Real, com base no 
balancete de suspensão ou redução, e o resultado do período ou do mês anterior à compensação 
da própria provisão para a contribuição social sobre o lucro é a provisão para o Imposto de Renda, 
ajustado pelas adições e exclusões prescritas na legislação do IR. Para as empresas tributadas pelo 
Lucro Real, a base de cálculo da contribuição é o valor do resultado do exercício antes da provisão 
para o Imposto de Renda.
A base de cálculo da contribuição estimada será o somatório do resultado da aplicação de 
12% sobre a receita bruta de vendas de bens e serviços – excluídos as vendas, as devoluções, os 
descontos incondicionais e somados aos ganhos tributáveis e capital dos rendimentos e ganhos 
de aplicações financeiras e das demais receitas e resultados positivos, ou a 32% para atividade de 
prestação de serviços.
 observação
É muito curioso este termo: “Lucro Real”! Não é que o “Lucro Real” seja 
o mais correto ou acurado do ponto de vista da teoria contábil, como o 
termo dá a entender. O lucro “real” é um valor considerado adequado pelo 
Estado para servir como base para a tributação!
2.4 tributos sobre a contratação de empregados
É importante enfatizar o papel do Direito do Trabalho, que, no decorrer dos anos, busca lapidar a 
legislação trabalhista brasileira como a principal forma de diminuir as desigualdades entre empregado 
e empregador, este considerado a parte mais forte da relação de trabalho.
Assim, a legislação do trabalho visa melhorar as condições de trabalho, bem como as condições 
sociais do trabalhador, assegurando que este possa prestar seus serviços num ambiente saudável e, por 
meio do seu salário, ter uma vida digna em sociedade.
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Atualmente, empregador é aquele que assume os riscos da atividade econômica, possuindo o 
poder de direção em três estruturas: poder de organização, poder de controle e poder disciplinar. 
Por outro lado, o empregado é caracterizado pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho 
(CLT) como o indivíduo que possui cumulativamente cinco características, como: pessoa física, 
continuidade, subordinação, salário e pessoalidade. Faltando uma delas, está descaracterizado o 
vínculo empregatício.
Nesse segmento de propiciar melhores condições e direitos na relação de emprego eliminando as 
desigualdades, destaca-se como uma das principais formalidades legais em relação à rotina de admissão 
que, sendo realizada de forma errada ou não sendo realizada, coloca o empregador e o empregado em 
situação de risco perante os órgãos e os direitos trabalhistas, podendo gerar multas ou ainda a anulação 
de atos praticados.
A apresentação dos documentos estabelecidos, bem como o seu correto preenchimento, obedecendo 
aos prazos legais, faz parte da organização da relação de emprego, sendo considerada formalidades 
obrigatórias.
Nesse contexto, urge exaltar o correto registro da relação de emprego e suas características na 
Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), documento este que formaliza o contrato de trabalho 
e os direitos e deveres a ele inerentes.
A Sra. Marina fez questão também de informar que, além de o salário a ser pago aos empregados, 
toda empresa, conforme a CLT – Consolidação das Leis de Trabalho – terá de pagar aos empregados 
as seguintes remunerações: hora extra (quando ocorrer), férias com 1/3 de adicional, 13º salário; 
também terá de recolher aos cofres públicos o valor do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) 
e a contribuição à Previdência Social (parte da empresa). Há mais gastos que poderão ocorrer com 
empregados, ou seja, vale-transporte, vale-refeição, assistência médica, entre outros.
Após as explicações da exímia contadora, Sra. Marina, as futuras empresárias Josefa e Jussara 
resolveram que no momento iriam optar pela tributação Simples Nacional, devido à atividade que irão 
exercer – confecção de uniformes empresariais – estar contemplada pela respectiva legislação. Quanto 
à contratação de empregados, no momento, entendem que não será necessária.
3 umA EmPrESA Em oPErAção
A empresa Confecções de Uniformes Empresariais das Gêmeas Ltda. foi constituída em 5 de janeiro 
de 2009, com um capital social de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), sendo 50% (cinquenta por cento) 
para cada sócia.
O registro da empresa foi realizado nas repartições públicas exigidas pela legislação atual, ou seja, 
Receita Federal, Secretaria da Fazenda e Prefeitura da cidade sede.
O tempo passou, Josefa e Jussara concluíram o curso na universidade. Josefa tornou-se uma 
excelente modelista (tia Luiza está orgulhosa). E Jussara tornou-se uma administradora de primeira 
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Economia
linha; conseguiu gerir a empresa de tal forma que hoje possuem uma carteira de cliente de fazer inveja. 
Além das duas filiais, elas estabeleceram outra confecção e uma loja sempre com peças a pronta entrega. 
A matriz e as duas filiais somam 235 (duzentos e trinta e cinco) empregados. A empresa faz questão 
de investir nos funcionários, com cursos de atualização, tanto aqueles que atuam na manufatura dos 
uniformes quantos os empregados voltados para a área administrativa e comercial.
No início das atividades operacionais, por instrução da Sra. Marina (contadora da empresa) e 
também por atender à legislação vigente, a empresa era optante do Simples Nacional, classificada 
como Microempresa (ME), mas após alguns anos a instituição foi classificada como Empresa de 
Pequeno Porte (EPP), pelo fato de ter ultrapassado o limite de faturamento determinado pela primeira 
categoria (ME), e hoje é tributada pelo Lucro Real por Estimativa, ou seja, recolhe o Imposto de Renda 
Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) mensalmente, de acordo 
com a legislação vigente.
Devido ao sucesso da “Confecções de Uniformes Empresariais das Gêmeas Ltda.”, Jussara (com a 
aprovação de sua irmã e sócia) propôs exclusividade à Sra. Marina, ou seja, que ela prestasse seus 
excelentes trabalhos somente à empresa das gêmeas, mas a contadora preferiu ampliar seu horário de 
prestação de serviços e continuar com seu escritório. Afinal de contas, não poderia deixar os outros 
clientes. A decisão foi aceita por Jussara.
Mensalmente, o Escritório Contábil Olimpo Ltda. envia as demonstrações financeiras a seus clientes 
e, em seguida, faz questão esclarecer quaisquer dúvidas sobre o resultado apurado, bem como traçar 
planos para melhor alcançar o planejamento efetuado por eles.
Ao final do exercício social, todas as demonstrações financeiras comparativas (dois exercícios 
sociais: atual e anterior) são elaboradas. A Sra. Marina faz questão de se reunir com seus clientes para 
esclarecer quaisquer dúvidas, informar os detalhes sobre o desempenho da empresa no período, bem 
como contribuir com seus conhecimentos para que os empresários façam um novo planejamento. As 
demonstrações financeiras elaboradas foram as seguintes: Balanço Patrimonial (BP), Demonstração do 
Resultado do Exercício (DRE), Demonstração da Mutação do Patrimônio Líquido (DMPL), Demonstração 
do Fluxo de Caixa – método indireto (DFC) e Demonstração do Valor Adicionado (DVA), todas evidenciadas 
por Notas Explicativas (NE).
 lembrete
As Notas Explicativas também são consideradas demonstrações 
financeiras. Elaborar Notas Explicativas bem redigidas, com a preocupação 
de levar dados e informações relevantes aos usuários da contabilidade, é a 
principal forma para atender aos requisitos qualitativos do CPC Conceitual 
Básico – que estudamos na Unidade I.
Além das demonstrações financeiras supracitadas, a Sra. Marina entende que um relatório sobre a 
situação geral da empresa, tomando-se como base os principais indicadores econômico-financeiros, 
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Unidade I
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deverá compor as demonstrações