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Nicolau Maquiavel Trabalho de Sociologia Quem foi Maquiavel? ● Nascido em Florença, era filho de um advogado e acredita-se que tenha estudado na Universidade de Florença, mas pouco se sabe da sua vida até ter se tornado funcionário público em 1498 no governo da República de Florença. ● Em 1512, Florença foi atacada, voltando ao governo da família Médici. Maquiavel foi preso e torturado injustamente. ● Quando solto, mudou-se para uma fazenda fora de Florença. ● Em 1527, foi-lhe negado um cargo no novo governo republicano por causa dos vínculos com a família Médice. Morreu mais tarde, naquele mesmo ano. ● Maquiavel viveu em tempos políticos turbulentos no começo do Renascimento. ● Conceito medieval de um mundo cristão governado com orientação divina foi substituído pela ideia de que os humanos poderiam controlar o seu próprio destino. ● Cidades-estados italianas, como Florença, já eram repúblicas estabelecidas, mas eram, com frequência, ameaçadas e dominadas por famílias ricas e poderosas — como os Médici — buscando ampliar sua influência. O príncipe c. 1513 Principais obras Discursos sobre Lívio c. 1517 Uma abordagem realista ● Em vez de conceber a sociedade como ela deveria ser, Maquiavel tentou “ir diretamente à efetiva verdade do que comprazer-me em imaginá-la”. ● Ao contrário dos pensadores políticos anteriores, ele preferiu ver o Estado como a instituição que garantisse o seu bem-estar e segurança. ● Ao colocar a utilidade acima da moralidade, suas ideias para as qualidades desejáveis de um líder bem-sucedido se baseavam na eficiência e na prudência em vez de qualquer ideologia ou integridade moral. ● No centro de sua filosofia política, está a concepção renascentista. ● Seu ponto de partida é a análise da natureza humana baseada em suas observações do comportamento humano ao longo da história, o que o levou à conclusão de que a maioria das pessoas é, por natureza, egoísta, de visão curta, volúvel e facilmente enganável. ● Maquiavel argumentou que algumas dessas falhas humanas poderiam, de fato, ser úteis ao estabelecimento de uma sociedade bem-sucedida, apesar de se exigir uma liderança correta. Usando a natureza humana ● Maquiavel fez uma distinção entre a natureza humana original, ou fundamental, e uma adquirida socialmente. ● Outros traços humanos negativos também poderiam ser transformados no bem comum, tais como: 01. Tendência individual de imitar em vez de pensar 02. Volatilidade e a credulidade 03. Egoísmo ● Os dois principais elementos para a transformação da natureza humana original numa natureza social benevolente seriam a organização social e aquilo que Maquiavel chamou de liderança “prudente” que, pare ele, era a liderança útil para o sucesso do Estado. Qualidades de liderança ● Maquiavel usou a palavra virtú para descrever as qualidades necessárias para um governante agir de forma prudente. ● Apesar de ser um cristão, quando se referia às ações de um governante, acreditava que a moralidade deveria ficar em segundo plano para a utilidade e a segurança do Estado. ● Quanto a isso, suas ideias valorizavam a qualidade romana da “virtude” corporificada num líder militar motivado pela ambição e pela busca da glória. ● Notou que essas motivações poderiam ser usadas para o bem comum. ● Apontou aspectos da virtú como ousadia, disciplina e organização. ● Enfatizou a importância de analisar uma situação racionalmente antes de agir e basear essa ação não em como as pessoas deveriam de fato ser, mas em como elas vão se comportar. ● Na opinião de Maquiavel, o conflito social é um desdobramento inevitável do egoísmo da natureza humana. ● Apesar de Maquiavel acreditar que em larga escala o homem é senhor do seu próprio destino, ele reconheceu que também existe um componente de sorte em jogo, ao qual chamou fortuna. A conspiração é útil ● Ao analisar a política usando a teoria militar, Maquiavel concluiu que a essência da maior parte da vida política seria a conspiração. ● De acordo com Maquiavel, se por um lado a intriga e a dissimulação não seriam justificáveis moralmente na vida privada, elas seriam prudentes para o sucesso da liderança e desculpáveis quando usadas para o bem comum. ● Afirmou que, para moldar os aspectos indesejáveis da natureza humana, seria essencial que um governante fosse enganoso e — longe da prudência — não honrasse a sua palavra. ● Para o líder, então, obrigado a lidar com os inevitáveis conflitos em seu caminho, os fins de fato justificariam os meios. “Nunca faltará ao príncipe razões legítimas para quebrar sua promessa” —Nicolau Maquiavel O fim é o que importa ● O sucesso de um príncipe como governante é julgado pelas consequências de suas ações e seu benefício para o Estado, não por sua moralidade ou ideologia. O objetivo do governante deve ser garantir o bem-estar e a segurança de seus cidadãos... ... mas, para fazer isso de modo eficiente, ele deve, às vezes, usar o engano, a traição e a confidencialidade. ● Também seria importante que os métodos de intriga e engano fossem os meios para um fim e não se tornassem um fim em si mesmos. ● Outra tática que Maquiavel tomou emprestada dos militares é o uso da força e da violência. Tal política cria o temor, que é um meio de garantir a segurança do governante. ● Governantes que conquistaram o poder por meio do exercício de sua virtú estão na posição mais segura, tendo derrotado qualquer oposição e ganhado o respeito do povo. “Já que o amor e o medo dificilmente podem coexistir, se temos de escolher entre eles, é mais seguro ser temido que amado” —Nicolau Maquiavel Uma república ideal ● Em Discursos sobre Lívio, defendeu fortemente a república em vez de qualquer outra forma de monarquia ou oligarquia. ● Sua forma de governo favorita tinha como modelo a República romana, com um misto de constituição e participação de todos os cidadãos, protegidos por um exército constituído pelos cidadãos. ● Mas fundar tal república ou reformar um Estado já existente exigiria a liderança de um indivíduo que possuísse a virtú e a prudência adequadas. Legado duradouro ● A filosofia de Maquiavel desafiou o domínio da Igreja e as ideias convencionais de moralidade política. ● Substituiu a moralidade pela utilidade como o propósito do Estado e mudou a ênfase da intenção moral da ação política para focar suas consequências. ● O príncipe foi muito influente nos séculos que seguiram a morte de Maquiavel, em especial entre líderes como Henrique VIII, da Inglaterra, Carlos V, do Sacro Império Romano, Oliver Cromwell e Napoleão, e o livro foi reconhecido como inspiração por figuras tão díspares como o teórico marxista Antonio Gramsci e o ditador fascista Benito Mussolini. ● Maquiavel era um importante expoente do Renascimento, com sua ênfase no humanismo em vez da religião, e no empirismo em vez da fé e do dogma, sendo o primeiro a usar uma abordagem objetiva e científica para a história política. ● Tal objetividade precursora da brutal descrição de Thomas Hobbes da vida num estado de natureza. ● Seu conceito de utilidade tornou-se um apoio ao liberalismo do século XIX. ● Num sentido mais amplo, sua obra foi a base para o movimento mais tarde conhecido como realismo político, com especial importância para as relações internacionais. Obrigado pela atenção!