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INSTITUTO FEDERAL DO MARANHÃO – IFMA CAMPOS SÃO LUIS – MARACANÃ TÉCNICO EM AGROPECUÁRIA SUBSEQUENTE MODALIDADE A DISTÂNCIA – EAD RAYLA RIBEIRO MENEZES DESENVOLVIMENTO DA AGROPECUÁRIA NO MUNICÍPIO DE BURITI BRAVO – MA BURITI BRAVO – MA 2025 INSTITUTO FEDERAL DO MARANHÃO – IFMA CAMPOS SÃO LUIS – MARACANÃ TÉCNICO EM AGROPECUÁRIA SUBSEQUENTE MODALIDADE A DISTÂNCIA – EAD RAYLA RIBEIRO MENEZES DESENVOLVIMENTO DA AGROPECUÁRIA NO MUNICÍPIO DE BURITI BRAVO – MA Trabalho apresentado à disciplina de Projeto Integrador II do Instituto Federal do Maranhão – IFMA, como requisito para obtenção de nota. BURITI BRAVO – MA 2025 DESENVOLVIMENTO DA AGROPECUÁRIA NO MUNICÍPIO DE BURITI BRAVO – MA O município de Buriti Bravo teve sua autonomia política em 22/04/1931 e está inserido na Mesorregião Leste maranhense, dentro da Microrregião de Caxias, compreendendo uma área de 1.583 km². O município possui uma população de aproximadamente 22.886 habitantes e uma densidade demográfica de 14,45 habitantes/km², (IBGE, 2010). Limita-se ao Norte com o município de Parnarama; ao Sul, com os municípios de Passagem Franca e Colinas; a Leste, com o município Lagoa do Mato e; a Oeste, com o Município de Fortuna e Jatobá (Google Maps, 2010). A pecuária, a extração vegetal, a lavoura permanente, a lavoura temporária, as transferências governamentais, o setor empresarial com 160 unidades atuantes e o trabalho informal são as principais fontes de recursos para o município. É importante observar que a agricultura maranhense apresenta grandes contrastes, visto que um pequeno número de produtores se enquadra num sistema de produção bastante modernizado. Por outro lado, contudo, constata-se que a grande maioria está alocada num extremo inferior da modernização, explorando a agricultura como era feito há mais de meio século, no Brasil. O desenvolvimento da agropecuária no município de Buriti Bravo, no Maranhão, é marcado por iniciativas que combinam proteção ambiental e desenvolvimento econômico. O solo do município, embora tenha baixa fertilidade natural, é ideal para a agricultura e pecuária. O relevo plano e suavemente ondulado favorece a mecanização agrícola. No Maranhão, o cultivo de cana em roças, se estendeu do último quartel do século XVIII até o terceiro quartel do século passado, quando cedeu espaço para a grande plantação monocultora, visando exclusivamente à comercialização. No século XIX quase todo núcleo populacional do Maranhão cultivava mandioca, também conhecida como mandioca brava para diferença da mandioca mansa, macaxeira, consumida “in natura”. Há registro da circulação de frutos nativos como pequi, caju e buriti. Presume-se que, já no século XIX, havia o comércio de frutas, mas registros sobre essa atividade comercial só a partir da primeira metade do século XX. Ao longo da primeira metade do século XX, nota-se efetiva movimentação comercial entre os municípios e, também, com outros estados, Piauí, Ceará, Pernambuco estão entre os mais citados, mas também São Paulo aparece com frequência nos registros. Buriti Bravo, por exemplo, vende parte da sua produção agrícola para São João dos Patos e Floriano, município do Piauí, e para Recife e Fortaleza. A agricultura continua importante setor da economia, mas no cultivo de alimento permanecem as mesmas condições de produção dos séculos XIX e XX, lavoura de subsistência, utilização de padrão tecnológico inferior e baixa produtividade. O diagnóstico não se aplica ao tipo de cultivo com fins exclusivamente comerciais, a exemplo do algodão no passado e a soja no presente. Nas primeiras décadas desse novo século XXI, a novidade na agricultura é o agronegócio de soja que se instalou em municípios do sul do estado, a exemplo de Balsas. Diferente do cultivo de alimentos, o agronegócio apresenta moderna tecnologia de cultivo, alto rendimento de mercado e recebe incentivos de toda sorte, com poucos resultados sociais. O cultivo não é para alimentação da população. Outra novidade da agricultura em concorrência com o cultivo de alimentos é a cultura de forragem animal representada pelo sorgo, milho e cana de açúcar. Essa tendência de cultivar ração animal para fins comerciais é decorrente do crescimento da pecuária de corte, que tem incentivado o renascimento da criação de gado bovino em várias regiões do Maranhão. No município de Buriti Bravo, no leste do estado, uma parceria inédita promete aliar proteção ambiental e desenvolvimento econômico, com foco na convivência harmoniosa entre as práticas agrícolas e a apicultura. A iniciativa, iniciada nesta safra, busca minimizar os impactos dos defensivos agrícolas sobre as abelhas, promovendo a polinização e fortalecendo a produtividade das culturas de soja e milho na região. O projeto "É bom! É mel!", liderado pela empresa Aero Agro São João em conjunto com a Associação dos Apicultores e Meliponicultores de Buriti Bravo (Apimelb), conta ainda com o apoio do Sindicato Rural do Município e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). O objetivo é proteger os polinizadores e, ao mesmo tempo, desmistificar a aviação agrícola, muitas vezes vista como prejudicial ao meio ambiente. A empresa agora utiliza os dados no planejamento das aplicações, de modo a redobrar os cuidados nas áreas com insetos polinizadores. Por meio de parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), a Prefeitura de Buriti Bravo está qualificando agricultores familiares para melhorar a produção e renda familiar. Por meio do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), foram oferecidos 11 cursos de capacitação para 105 agricultores familiares, nas áreas de bovinocultura, inseminação artificial, fruticultura, piscicultura e olericultura. Já em parceria com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA), a prefeitura ofereceu cursos técnicos em Agroecologia para 120 jovens e em Agropecuária para outros 80 jovens, todos assentados da reforma agrária em comunidades de Buriti Bravo. Em 2023, a produção agrícola de lavoura permanente em Buriti Bravo apresentou resultados variados, refletindo a diversidade das culturas cultivadas na região. A banana, com uma produção total de 18 toneladas, gerou um valor de R$ 29.000. A área destinada à colheita foi de 3 hectares, com um rendimento médio de 6.000 kg/ha, indicando uma produtividade significativa para essa cultura. A castanha de caju também se destacou, com 27 toneladas produzidas e um valor de produção de R$ 76.000. A área destinada à colheita foi de 54hectares, com o mesmo número de hectares colhidos. O rendimento médio foi de 500 kg/ha, o que, embora mais baixo que o da banana, ainda representa uma contribuição importante para a economia local, especialmente considerando a relevância da castanha de caju como produto regional. Por fim, a laranja apresentou uma produção de apenas 3 toneladas, comum valor de R$ 1.000. A área destinada e colhida foi de 1 hectare, com um rendimento médio de 3.000 kg/ha. Embora a produção de laranja seja menor em comparação com as outras culturas, ela ainda desempenha um papel no diversificado sistema agrícola da região. Em 2023, a produção agrícola de lavoura temporária em Buriti Bravo destacou-se pela diversidade de cultivos e pela variação em produtividade. O arroz, com uma produção de 6.000 toneladas, teve um valor de produção de R$ 10,8 milhões. A área plantada e colhida foi de 4.500hectares, resultando em um rendimento médio de 1.333 kg/ha, o que reflete uma produtividade razoável, embora abaixo de seu potencial. A cana-de-açúcar teve uma produção total de 1.930 toneladas, com um valor de R$ 193mil. Plantada em 42 hectares, sua produtividade foi excepcional, atingindo 45.952 kg/ha, evidenciando a viabilidade econômica dessa cultura na região. No caso do feijão, foram produzidas 255 toneladas, totalizando um valor de R$ 1,037 milhão. Com 765 hectares plantados e colhidos, o rendimento médio foi de 333 kg/ha, um nível que pode ser melhorado com práticas agrícolas adequadas. A mandioca apresentou uma produção de 800 toneladas, gerando R$ 520mil. Plantada em 70 hectares, o rendimento médio alcançou 11.429 kg/ha, demonstrando um bom desempenho para essa cultura. O milho, com 6.500 toneladas produzidas, gerou R$ 6,5 milhões. Comum a área plantada de 3.500 hectares, seu rendimento médio foi de 1.857kg/ha, refletindo um desempenho saudável. Por último, a soja destacou-se como a cultura mais produtiva, com 35.000toneladas e um valor de R$ 66,5 milhões. A área plantada e colhida foi de11.000 hectares, resultando em um rendimento médio de 3.182 kg/ha, consolidando sua relevância econômica para Buriti Bravo. A roça ainda é a unidade de produção e o calendário agrícola delimitado pelo inverno e verão. Em geral, aproximadamente dez meses do preparo da terra até a colheita. Cultivam os mesmos produtos do passado, milho, mandioca, arroz, cana de açúcar e feijão A novidade é que também experimentam o cultivo desses produtos tradicionais em escala comercial, retirando o cultivo das famílias. O cultivo de alimentos já não tem como objetivo primeiro alimentar o produtor. A Prefeitura de Buriti Bravo está investindo no setor de agricultura para garantir o desenvolvimento socioeconômico e ambiental, das comunidades rurais, com foco na segurança alimentar e nutricional das famílias buriti-bravenses, tornando suas unidades de produção estruturadas, capazes de promover de forma ordenada e racional o desenvolvimento rural sustentável. É de fundamental importância o apoio governamental no que se refere à implantação de infraestruturas de estradas e rede elétrica no meio rural, assim como medidas urgentes são necessárias para reaparelhar a Empresa Maranhense de Assistência Técnica e qualificar o seu corpo técnico-profissional. Além disso, deve-se apoiar o ensino técnico agrícola no interior do Estado, incentivar a formação de associações e cooperativas de produtores rurais e interagir junto às instituições de fomento ao desenvolvimento rural com vistas a minimizar a burocracia na obtenção de financiamentos agrícolas. Seria necessário, ainda, ter em mente a utilização máxima das potencialidades de cada região, utilizando-se de técnicas adequadas de exploração e compatíveis com a preservação ambiental, uma vez que o avanço da agricultura, no que tange à elevação da sua rentabilidade, não significa necessariamente a utilização de elevadas quantidades de insumos agrícolas modernos mas sim a utilização racional dos recursos naturais por meio de técnicas adequadas e eficazes na exploração. Em análise final, a produção agrícola de lavoura permanente em Buriti Bravo demonstra potencial, principalmente nas culturas de banana e castanha de caju. Para melhorar a rentabilidade e a sustentabilidade da agricultura local, é essencial promover o acesso a tecnologias agrícolas, assistência técnica e incentivos para diversificação de cultivos. Isso pode aumentar a eficiência da produção e agregar valor aos produtos, contribuindo para o fortalecimento da economia agrícola do município. Em conclusão, a produção agrícola de lavoura temporária em Buriti Bravo mostra um potencial significativo, especialmente na soja e na cana-de-açúcar, que apresentam rendimentos elevados e valores de produção substanciais. Para maximizar essa capacidade, é crucial investir em tecnologia agrícola, capacitação dos agricultores e acesso a insumos, promovendo assim uma agricultura mais sustentável e rentável no município. REFERÊNCIAS GOVERNO DO ESTADO DO MARANHÃO. Perfil da agricultura maranhense. São Luís, 2016. INSTITUTO MARANHENSE DE ESTUDOS SOCIOECONÔMICOS E CARTOGRAFICOS- IMESC. Produção Agrícola Municipal – o que mudou no Maranhão nos últimos 20 anos? São Luís: Governo do Estado, 2019. IBGE. Censo agropecuário de 1995-1996. Rio de Janeiro, n.7, 1998. (Estado do Maranhão). INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Enciclopédia dos municípios brasileiros. Rio de Janeiro: IBGE, 1959. ______. Anuário Estatístico do Maranhão. São Luís: IMESC, 2010. 791 p. v. 4. _____ Divisão do Brasil em mesorregiões e microrregiões. Rio de Janeiro: IBGE, 1990. _____ Produção agrícola municipal: culturas temporárias e permanentes. Rio de Janeiro: IBGE, 1977. RIBEIRO, S. W. Desempenho do setor agrícola: década de 1960/70. Brasília: IPEA, 1973. 176 p. (série estudos para o planejamento).