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ANSIEDADE E FOBIA 2

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🔹 Benzodiazepínicos atuam aumentando a afinidade do receptor GABA-A pelo 
neurotransmissor GABA, o que potencializa a inibição neuronal e gera efeito ansiolítico, 
hipnótico e anticonvulsivante. Seus principais efeitos adversos incluem sedação, tontura, 
fraqueza, ataxia, prejuízo do desempenho motor, risco de dependência e síndrome de 
abstinência. 
🔹 Inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRSs) bloqueiam a recaptação de 
serotonina na terminação neural pré-sináptica, aumentando sua concentração sináptica. 
São muito utilizados no tratamento de transtornos ansiosos crônicos. Seus efeitos 
adversos mais comuns são náuseas, diarreia, cefaleia, insônia, sonolência e disfunção 
sexual. 
🔹 Inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (ISRSNs) inibem a 
recaptação desses dois neurotransmissores e, em menor grau, também de dopamina. 
Podem ser mais eficazes em casos resistentes. Os efeitos colaterais incluem cefaleia, 
boca seca, náuseas, sonolência, tontura, insônia, astenia, constipação intestinal e 
diarreia. 
🔹 Fármacos noradrenérgicos, como o propranolol e a clonidina, atuam em receptores 
adrenérgicos. O propranolol bloqueia receptores beta-adrenérgicos, sendo útil em sintomas 
físicos da ansiedade, como taquicardia e tremores. Seus efeitos adversos são 
bradicardia, hipotensão, fraqueza, fadiga, impotência, distúrbios gastrointestinais e 
broncoespasmo. Já a clonidina estimula receptores alfa-adrenérgicos, reduzindo a 
atividade simpática, mas pode causar boca seca, sedação, fadiga e hipotensão. 
🔹 Barbitúricos promovem depressão difusa do sistema nervoso central, além de 
causarem efeitos relacionados aos sistemas hepático e cardiovascular. Entre os efeitos 
adversos estão sonolência, agitação, confusão, ataxia, tontura, bradicardia, hipotensão 
e constipação intestinal. Pelo alto risco de dependência e toxicidade, hoje seu uso em 
ansiedade é raro. 
🔹 Buspirona é um ansiolítico que age como agonista parcial dos receptores 5-HT1A, 
modulando a neurotransmissão serotoninérgica. Diferente dos benzodiazepínicos, não 
causa dependência significativa nem sedação intensa. Seus efeitos colaterais mais comuns 
são tontura, sonolência, boca seca, cefaleia, irritabilidade, náuseas e insônia. 
As reações físicas podem ser tão intensas que o indivíduo acrеdita que esteja sofrendo um 
ataque cardíaco ou outra doença muito grave, Os sintomas aparecem de maneira repentina 
e inexplicável; isto é, eles não ocorrem pouco que em antes ou durante a exposição a 
alguma situação cientes com geral causa ansiedade (como acontece nos pa- fobia 
específica). 
As manifestações clínicas não são desencadeadas por situações nas quais o indivíduo é o 
foco da atenção das outras pessoas (como se evidencia nos casos de transtorno de 
ansiedade social). A contribuição dos fatores físicos para a etiologia desse transtorno foi 
descartada. A Quinta Edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos 
Mentais (DSM-5) (APA, 2013) define que ao menos quatro sintomas descritos a seguir 
devem estar presentes para que se possa estabelecer o diagnóstico de um ataque de 
pânico: . 
Palpitações, batimentos cardíacos exagerados ou frequência cardíaca acelerada; 
Sudorese Tremores ou abalos Sensações de dificuldade de respirar ou opressão 
 Sensações de engasgo 
Dor ou desconforto torácico 
 Náuseas ou desconforto abdominal 
Sensação de tontura, instabilidade, vertigem ou desmaio 
 Calafrios ou sensação de calor 
Parestesias (sensações de dormência ou formigamento) 
 Perda de contato com a realidade (sentimento de irrealidade) ou despersonalização 
(sentimento de estar desligado de si próprio) 
Medo de perder o controle ou enlouquecer 
 Medo de morrer. 
Em geral, os ataques de pânico duram alguns minutos ou, mais raramente, algumas horas. 
O paciente, com frequência, apresenta graus variados de irritação e apreensão entre as 
crises. Sintomas depressivos também são comuns. A média de idade do início do 
transtorno de pânico é na segunda década de vida. A frequência e gravidade dos 
ataques de pânico são muito variados. Alguns pacientes podem ter ataques de gravidade 
moderada a cada semana; outros podem ter ataques menos graves com menos sintomas 
várias vezes por semana. Por fim, certos pacientes podem ter ataques de pânicos 
intercalados por semanas ou meses. O transtorno pode persistir por algumas semanas ou 
meses, ou se estender por alguns anos. Em alguns casos, o indivíduo apresenta 
períodos de remissão e exacerbação. 
Ataques de pânico com poucos sintomas Ccrises de medo", que não atendem aos 
critérios de um ataque de pânico) podem ser um fator de risco para episódios 
subsequentes e transtorno de pânico propriamente dito. Outros fatores de risco 
reconhecidos são suscetibilidade genética, tendência a ter стосося пegativas, na 
infância história de abuso fisico ou sexual e tabagismo (AРА, 2013). T 
TAG: 
(TAG) caracteriza-se por e ansiedade e preocupação exageradas, sem uma razão real, 
que ocorrem na maior parte do tempo por no mínimo 6 meses, mas não podem ser 
atribuídas a fatores orgânicos específicos. como intoxicação por cafeína ou 
hipertireoidismo. 
А ansiedade e a preocupação estão associadas à tensão muscular, inquietude ou sensação 
de estar tenso ou no limite (APA, 2013). Esses sintomas são semelhantes aos da ansiedade 
encontrada na população em geral, mas, ao contrário da típica, os sintomas de TAG são 
intensos o suficiente para causar limitações clinicamente significativas no 
desempenho social ou ocupacional, ou em outras áreas funcionais importantes. O 
indivíduo com frequência evita atividades ou situações que possam ter desfechos negativos, 
ou despende tempo e esforço consideráveis preparando-se para essas atividades. É comum 
a ansiedade e a preocupação acarretarem procrastinação de comportamentos ou decisões, 
e o indivíduo busca repetidamente ser tranquilizado por outras pessoas. O transtorno pode 
começar na infância ou adolescência, mas, em geral, não começa depois da segunda 
década de vida. Sintomas depressivos são comuns e diversas queixas somáticas também 
podem fazer parte do quadro clínico. 
O TAG tende a ser crônico com exacerbações associadas ao estresse e oscilações na 
evolução da doença.

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