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ENTES FEDERATIVOS E SEUS PODERES - RESUMÃO Professor: Alexandre Magno Q. Navegante ❑ ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA DO ESTADO ❑ Definição de Estado - instituição organizada política, social e juridicamente, que ocupa um território definido. ❑ Elementos Constitutivos • População (povo) – é a dimensão pessoal. É o conjunto de todos os habitantes do Estado. • Território – dimensão física sobre a qual o Estado exerce seus poderes. De outra modo, é espaço sobre o qual o Estado é organizado. • Governo soberano – consiste no exercício do Poder Político exercido pelo Estado de forma soberana. ❑ Existem algumas classificações quanto às formas de Estado, denominadas também de tipologias. Dentre as quais destacam-se: ❑ Estado Unitário ❑ Estado Federado (Federação) ❑ Estado Confederado (Confederação) ❑ FORMA DE ESTADO Está relacionada com a distribuição do exercício do poder político em razão de um território. ❑ Estado Unitário – forma de Estado marcada pela centralização do poder. Ou seja, as decisões emanam de um único poder central, não havendo compartilhamento de responsabilidade ou divisão do poder político. ❑ Puro - marcado por absoluta centralização política, ou seja, o governo central exerce sozinho o poder (não existe nenhum exemplo na história, pois é inviável de se implantar). ❑ Descentralizado administrativamente – o Estado é dividido em regiões territoriais administrativas subordinadas ao poder central que apenas executam as decisões tomadas por este. Exemplo: forma de Estado adotada pelo Paraguai. ❑ Federação – é a forma de Estado marcada pela descentralização do poder. Neste caso, há mais de uma entidade política que emana comandos normativos e decisórios. Trata-se da reunião de entes federados autônomos, ligados por um elo indissolúvel (pacto federativo), ou seja, os entes federativos jamais poderão se tornar independentes da unidade soberana (não há direito de secessão), sujeitando-se ao risco de intervenção federal ENTES FEDERATIVOS E SEUS PODERES - RESUMÃO Professor: Alexandre Magno Q. Navegante ❑ Confederação - consiste na reunião de Estados Soberanos por meio de um tratado ou acordo internacional, cujo vínculo admite a dissolubilidade. Obs. Para muitos doutrinadores, a confederação não é forma de Estado propriamente, visto que não importa na divisão geográfica do poder em virtude de um único território, mas sim a junção de dois ou mais Estados soberanos para a realização de tarefas e fins comuns. ❑ CLASSIFICAÇÃO DAS FEDERAÇÕES ❑ Quanto à origem (formação) ❑ Agregação (perfeita) • Reunião de Estados soberanos que preexistiam, mas que abriram mão de suas soberanias para formas um único Estado Soberano. Ex. Estados Unidos que se originou da agregação 13 colônias da Inglaterra. ❑ Segregação (Desagregação ou imperfeita) • Se origina de um Estado que antes era unitário e se descentraliza politicamente. Ou seja, se divide em outros entes que recebem autonomia política. Ex. Brasil que inicialmente era Império e passou a ser Estado Federado com a proclamação da República em 1889. ❑ Quanto a atual concentração de poder ❑ Centrípeta • A Federação Concentra o maior número de competências no centro – no plano federal. Ex. O Brasil que concentra a maior parcela de competências na União. ❑ Centrífuga • As competências são distribuídas em maior número entre as entidades regionais. Ex. Estados Unidos. Importante destacar! As federações que se formaram por meio do movimento centrípeto (das extremidades em direção ao centro) são hoje as que concentram o poder na periferia, ou seja, são centrífugas. Por outro lado, as federações que se formaram por meio do movimento centrífugo (espalhamento do poder do centro em direção a periferia (poder local)) na atualidade concentram o poder no centro, ou seja, são centrípetas. ❑ Quanto à repartição de competências • Dual (clássica) ENTES FEDERATIVOS E SEUS PODERES - RESUMÃO Professor: Alexandre Magno Q. Navegante • Corresponde ao tipo original de federalismo, caracterizado existência de duas esferas de poder nitidamente distintas: poder central e poderes subnacionais, com rígida separação de competências e de atribuições, que são exercidas de forma independente, ou seja, não nenhuma preocupação constitucional com a coordenação ou harmonização das atividades (não há preocupação com a cooperação). • Neoclássica (cooperação) • Possibilita aos entes da federação exercerem suas competências de forma conjunta, em regime de parceria, em harmonia com o governo central para resolver os problemas do país. No Brasil, desde a CF de 1934 ficou consagrado o federalismo cooperativo. • Ao contrário do modelo dual, o modelo cooperativo procura unir as distintas esferas de governo, para promover o bem comum coletivo e manter coesa a federação, mitigando as desigualdades entre suas unidades. ❑ Quanto às esferas integrantes da federação • Federalismo de segundo grau (ou bidimensional) • Há ordem jurídica central (primeiro grau) e ordens jurídicas regionais (segundo grau). • Federalismo de terceiro grau (atípico ou tridimensional) • Além da ordem jurídica central e regional, tem-se uma ordem local. ❑ Quanto ao equacionamento de desigualdades. ❑ Federações simétricas • No federalismo simétrico, os entes da federação recebem o mesmo tratamento formal por parte da Constituição. Há uma distribuição igualitária de competências entre eles. ❑ Federações assimétricas • O modelo assimétrico retrata uma forma típica de federalismo que se preocupa com as disparidades socioeconômicas entre as regiões dentro do mesmo território. Nesse sentido, busca-se, por meio de políticas públicas reduzir essas desigualdades. Obs. No Brasil, por possuirmos alguns momentos constitucionais de assimetria, alguns autores identificam nossa federação como assimétrica. Para outros, como o tratamento constitucional entre os entes federados é idêntico, o Brasil é uma federação simétrica. ENTES FEDERATIVOS E SEUS PODERES - RESUMÃO Professor: Alexandre Magno Q. Navegante ❑ A FEDERAÇÃO NA CONSTITUIÇÃO DE 1988 ❑ Conceito • É a reunião feita por uma Constituição, de entidades políticas autônomas unidas por um vínculo indissolúvel. • O Brasil adotou a forma federativa de Estado desde 1889 por meio do Decreto nº 1, de 15 de novembro. Previsão ratificada na Constituição Federal de 1988, conforme o artigo seguinte: “Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito (...)”. ❑ Composição da República Federativa do Brasil - RFB • União ✓ A União é ente federativo, dotada de autonomia e congrega as comunidades regionais (Estados, Distrito Federal e Municípios). Pode-se dizer que é uma ficção política e jurídica que representa a reunião de partes por meio de um pacto federativo. ✓ Pode ser vista sob duas perspectivas: interna e externa (internacional). Internamente, é pessoa jurídica de direito público com capacidade de auto- organização financeira, política e administrativa. No plano internacional, representa a República Federativa do Brasil, exercendo a soberania desta. ✓ Por fim, vale ressaltar que a União não se confunde com a República Federativa do Brasil. A União é apenas pessoa jurídica de direito público interno (ente autônomo). A República Federativa do Brasil é pessoa jurídica de direito público internacional (ente soberano). • Estados membros ✓ Os Estados são pessoas jurídicas de direito público, dotadas de autonomia política, administrativa e financeira, que compõem a federação. Organizam-se por meio de suas constituições e produzem suas próprias leis, observando-se à Constituição Federal. • Distrito Federal • Municípios ✓ Os municípios são pessoas jurídicas dedireito público, dotadas de autonomia política, administrativa e financeira, que compõem a federação. Organizam-se ENTES FEDERATIVOS E SEUS PODERES - RESUMÃO Professor: Alexandre Magno Q. Navegante por meio de Lei Orgânica e produzem suas próprias leis, observando-se à Constituição Estadual e Federal. ✓ • Territórios * ❑ Características da Federação Brasileira ❑ Existência de uma Constituição Federal que limita o Poder e confere garantias aos direitos fundamentais. ❑ Autonomia dos entes federativos ▪ A autonomia consiste na capacidade ou poder de: • Auto-organização - o ente federado se auto-organiza por meio de sua própria Constituição (estados membros) ou Lei Orgânica (municípios e DF). • Autolegislação - os entes editam leis próprias. • Autoadministração - administrativa, tributária e orçamentária. • Autogoverno - eleger seus próprios representantes por meio de eleições periódicas. ❑ Indissolubilidade do vínculo Federativo ▪ Na federação não há direito de secessão. Ou seja, nenhum ente federativo pode se desvincular (sair/deixar) do Brasil. ❑ Rigidez Constitucional ▪ A Constituição Federal somente pode ser modificada mediante processo legislativo rigoroso, conforme o rito estabelecido no art. 5º ❑ Existência de um Tribunal Constitucional ▪ No Brasil a função de guardar a Constituição Federal e, consequentemente, o pacto Federativo cabe ao Supremo Tribunal Federal. ❑ Possibilidade de intervenção federal ▪ Instrumento para restabelecer o equilíbrio federativo, em casos constitucionalmente definidos; * Integram a União, sendo considerados meras descentralizações administrativas. Portanto, eles não são entes federativos e não possuem autonomia política. https://www.jusbrasil.com.br/legislacao/1503907193/constituicao-federal-constituicao-da-republica-federativa-do-brasil-1988 ENTES FEDERATIVOS E SEUS PODERES - RESUMÃO Professor: Alexandre Magno Q. Navegante ❑ FORMAÇÃO DE NOVOS ESTADOS É possível formar novos estados ou reestruturar um já existente a partir do desmembramento, da subdivisão ou da incorporação, conforme o artigo 18, §3° da Constituição Federal. ❑ REQUISITOS ▪ Consulta prévia à população diretamente interessada, por meio de plebiscito. ▪ Oitiva das Assembleias Legislativas dos estados envolvidos. ▪ Aprovação do Congresso Nacional, por Lei Complementar. ❑ FORMAÇÃO DE NOVOS MUNICÍPIOS ❑ REQUISITOS ▪ Lei Complementar Federal ▪ Consulta prévia às populações dos municípios diretamente envolvidos, por meio de plebiscito ▪ Estudo de viabilidade municipal apresentados e publicados na forma da lei ▪ Lei Ordinária Estadual ❑ REPARTIÇÃO CONSTITUCIONAL DE COMPETÊNCIAS ❑ A repartição de competências de funda em basicamente dois princípios, são eles: • Princípio da predominância do interesse (nacional, regional e local). Assim, compete à União cuidar das matérias em que predomina o interesse nacional. Aos estados os assuntos de interesse regional e aos municípios os interesses locais. • Princípio da subsidiariedade (proximidade para tomada de decisões) ❑ Espécies de Competências ❑ Administrativa (material) • Exclusiva - exercida pela União, não podendo ser delegada a outros entes (art. 21, CF). • Comum - exercida por todos os entes da federação (art. 23, CF). ❑ Legislativa ENTES FEDERATIVOS E SEUS PODERES - RESUMÃO Professor: Alexandre Magno Q. Navegante • Privativa – exercida pela União, com possibilidade de delegação aos Estados e DF, por meio de Lei Complementar sobre matérias específicas (art. 22, CF). • Concorrente – exercida pela União, Estados e DF (não inclui os municípios). Neste caso, a União vai legislar sobre normas gerais, ficando a cargo dos Estados e DF suplementar as gerais por meio de normas específicas. Sendo omissa a União, os Estados podem legislar de forma plena ou supletiva (art. 24, CF). ❑ Estados – regra: competência residual – não escrita ou não expressa na CF (art. 25, §1°, CF). ❑ Distrito Federal (art. 32, §1° da CF) ❑ Municípios – competências expressas (art. 30 da CF) ❑ Previsão Constitucional de Repartição de Competências ❑ Competências Exclusivas da União (art. 21 da CF) • I - manter relações com Estados estrangeiros e participar de organizações internacionais; • III - assegurar a defesa nacional; • V - decretar o estado de sítio, o estado de defesa e a intervenção federal; • VII - emitir moeda; • XI - explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão, os serviços de telecomunicações, nos termos da lei, que disporá sobre a organização dos serviços, a criação de um órgão regulador e outros aspectos institucionais; • XIII - organizar e manter o Poder Judiciário, o Ministério Público do Distrito Federal e dos • Territórios e a Defensoria Pública dos Territórios; • XV - organizar e manter os serviços oficiais de estatística, geografia, geologia e cartografia • de âmbito nacional; • XXII - executar os serviços de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras; ❑ Competências Privativas da União (art. 22 da CF) ENTES FEDERATIVOS E SEUS PODERES - RESUMÃO Professor: Alexandre Magno Q. Navegante • I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho; • II - desapropriação; • IV - águas, energia, informática, telecomunicações e radiodifusão; • IX - diretrizes da política nacional de transportes; • XI - trânsito e transporte; • XIII - nacionalidade, cidadania e naturalização; • XXIII - seguridade social; • XXVII - normas gerais de licitação e contratação, em todas as modalidades, para as administrações públicas diretas, autárquicas e fundacionais da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, obedecido o disposto no art. 37, XXI, e para as empresas públicas e sociedades de economia mista, nos termos do art. 173, § 1°, III; • XXX - proteção e tratamento de dados pessoais. ❑ Competências Comuns (art. 23 da CF) • I - zelar pela guarda da Constituição, das leis e das instituições democráticas e conservar o patrimônio público; • II - cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiência; • VI - proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas; • IX - promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico; • XII - estabelecer e implantar política de educação para a segurança do trânsito. ❑ Competência legislativa concorrente (art. 24 da CF) • I - direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico; • II - orçamento; • III - juntas comerciais; • IV - custas dos serviços forenses; • VII - proteção ao patrimônio histórico, cultural, artístico, turístico e paisagístico; • X - criação, funcionamento e processo do juizado de pequenas causas; ENTES FEDERATIVOS E SEUS PODERES - RESUMÃO Professor: Alexandre Magno Q. Navegante • XIII - assistência jurídica e Defensoria pública; 1º - No âmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á a estabelecer normas gerais. § 2º - A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência suplementar dos Estados. § 3º - Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a competência legislativa plena, para atender a suas peculiaridades. § 4º - A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei estadual, no que lhe for contrário. ❑ Competências dos Estados (art. 25 da CF) • § 1º - São reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam vedadas por esta Constituição. • Art. 25, § 2º - Cabe aos Estados explorar diretamente, ou mediante concessão, os serviços locais de gás canalizado, na forma da lei, vedada a edição de medida provisória para asua regulamentação; • Art. 25, § 3º - Os Estados poderão, mediante lei complementar, instituir regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões, constituídas por agrupamentos de municípios limítrofes, para integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum. • Art. 125. Os Estados organizarão sua Justiça, observados os princípios estabelecidos nesta Constituição. ❑ Competência dos Municípios (Art. 30 da CF) • I - legislar sobre assuntos de interesse local; • III - instituir e arrecadar os tributos de sua competência, bem como aplicar suas rendas, sem prejuízo da obrigatoriedade de prestar contas e publicar balancetes nos prazos fixados em lei; • V - organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços públicos de interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial; • VIII - promover, no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano; • IX - promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local, observada a legislação e a ação fiscalizadora federal e estadual. • Súmula Vinculante nº 38, STF - horário de funcionamento de estabelecimento comercial. ENTES FEDERATIVOS E SEUS PODERES - RESUMÃO Professor: Alexandre Magno Q. Navegante • Limite de tempo de espera em fila dos usuários dos serviços prestados pelos cartórios. • Tempo de atendimento em filas nos estabelecimentos bancários. • É inconstitucional lei municipal que obriga ao uso de cinto de segurança e proíbe transporte de menores de 10 anos no banco dianteiro dos veículos, por ofender à competência privativa da União Federal para legislar sobre trânsito (CF, art. 22, XI). ❑ INTERVENÇÃO ❑ Medida temporária e excepcional, prevista na Constituição em hipótese restritas, que autoriza que um ente federado passe a ter ingerência nos negócios políticos de outra entidade federada, suprimindo-lhe, por tempo indeterminado, sua autonomia. ❑ Na Constituição Federal existe previsão de três espécies de intervenção: a) Da União nos Estados (Intervenção Federal) ✓ É de competência privativa do Presidente da República decretar e executar a intervenção federal. Essa previsão constitucional vem expressa no artigo 84, inciso X. ✓ O presidente, antes de decretar a intervenção, ouvirá o Conselho da República (art. 90, I) e o Conselho de Defesa Nacional (art. 91, § 1º, II), que emitirão um parecer opinativo, sem haver qualquer vinculação do Chefe do Executivo aos aludidos pareceres”. ✓ O instrumento a ser utilizado para decretação da intervenção é o Decreto Interventivo Federal. b) Dos Estados nos Municípios (Intervenção Estadual) ✓ A intervenção estadual é aquela realizada em municípios. Cada Estado pode intervir apenas nos seus Municípios. ✓ A norma prevê uma exceção para os Municípios em território nacional (não contidos em um Estado), sendo a União responsável pela intervenção. ✓ O instrumento a ser utilizado para decretação da intervenção é o Decreto Interventivo Estadual. c) Da União em Município situado em Território (atualmente, não existe território federal no Brasil). ❑ Em razão do caráter de excepcionalidade, a decretação de uma possível intervenção deve observar alguns princípios, são eles: ENTES FEDERATIVOS E SEUS PODERES - RESUMÃO Professor: Alexandre Magno Q. Navegante ✓ Princípio da excepcionalidade (ou não-intervenção): a regra é a não intervenção. ✓ Princípio da necessidade: deve ser comprovado, existir motivos que realmente justifiquem a intervenção. ✓ Princípio da temporariedade: a intervenção nunca poderá ser definitiva. ✓ Princípio da taxatividade: as possibilidade estão previstas na Constituição Federal de forma taxativa. ❑ Tanto a intervenção Federal quanto à Estadual pode ser espontânea ou provocada, conforme a seguir: ❑ As hipóteses de intervenção federal espontânea estão previstas no art. 34, inciso I, II, III e V, da CF/88. Enquanto as hipóteses de intervenção provocada estão previstas no art. 34, inciso IV, VI, e VII, da CF/88. ❑ As hipóteses de intervenção estadual espontânea estão previstas nos incisos I, II e III do art. 35. Já as hipóteses de intervenção provocada estão previstas no inciso IV do art. 35. Hipóteses de cabimento de Intervenção Federal: Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para: I - manter a integridade nacional; II - repelir invasão estrangeira ou de uma unidade da Federação em outra; III - pôr termo a grave comprometimento da ordem pública; IV - garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes nas unidades da Federação; V - reorganizar as finanças da unidade da Federação que: a) suspender o pagamento da dívida fundada por mais de dois anos consecutivos, salvo motivo de força maior; b) deixar de entregar aos Municípios receitas tributárias fixadas nesta Constituição, dentro dos prazos estabelecidos em lei; VI - prover a execução de lei federal, ordem ou decisão judicial; VII - assegurar a observância dos seguintes princípios constitucionais: a) forma republicana, sistema representativo e regime democrático; b) direitos da pessoa humana; c) autonomia municipal; d) prestação de contas da administração pública, direta e indireta. ENTES FEDERATIVOS E SEUS PODERES - RESUMÃO Professor: Alexandre Magno Q. Navegante e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais, compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde. Hipóteses de cabimento de Intervenção Estadual: Art. 35. O Estado não intervirá em seus Municípios, nem a União nos Municípios localizados em Território Federal, exceto quando: I - deixar de ser paga, sem motivo de força maior, por dois anos consecutivos, a dívida fundada; II - não forem prestadas contas devidas, na forma da lei; III - não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde; IV - o Tribunal de Justiça der provimento a representação para assegurar a observância de princípios indicados na Constituição Estadual, ou para prover a execução de lei, de ordem ou de decisão judicial.