Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Direito das famílias - casamento
“A sociedade humana não é uma sociedade de indivíduos, nem a sociedade política é uma sociedade de cidadãos, mas sim de famílias”. 
Sérgio Resende de Barros
Além de ser um contrato para regular as relações patrimoniais entre os cônjuges, e estabelecer regras pessoais de convivência como fidelidade e assistência mútua, em razão de seu conteúdo religioso, foi importante instrumento de controle da sexualidade. 
Por muitos séculos ele tentou aprisionar o desejo, e funcionou como o legitimador das relações sexuais. E assim, toda sexualidade exercida fora do casamento era considerada ilegítima, pecado, sanção moral que se misturava à jurídica. 
Foi somente com o Código Civil 2002 que se revogou a possibilidade de anular o casamento em razão da não virgindade da mulher. 
Essa moral religiosa, veiculada nos textos jurídicos, era determinante no Direito de Família e a sua infração significava a exclusão da cidadania, ou condenação à invisibilidade social, como foi por muitos anos com os filhos e famílias havidos fora do casamento, e ainda hoje com as famílias simultâneas. (Rodrigo da Cunha Pereira)
CONCEITO
União estável e formal com o objetivo de satisfazer-se e amparar-se mutuamente, constituindo família. Art. 1.511, CC
NATUREZA JURÍDICA
Três correntes são apresentadas sobre esse tema:
Corrente individualista: o casamento é um contrato de vontades convergentes para a obtenção de fins jurídicos; Influência do direito canônico. É apenas um acordo de vontades. 
b) Corrente institucional: destaca o conjunto de normas imperativas a que aderem os nubentes. Precisa da homolagação/declaração do estado.
c) Teoria mista ou eclética: o casamento é um ato complexo, um contrato quando de sua formação e uma instituição no que diz respeito ao seu conteúdo.
Ver artigo 1514 cc
O casamento tem aspectos mais sociológicos do que jurídicos. (Paulo Lins e Silva).
Ato jurídico negocial, solene, público e complexo. Sua eficácia se sujeita a atos estatais. (Paulo Lobo).
Trata-se de contrato sui generis, diferente, com características especiais. (Orlando Gomes).
O casamento-ato é um negócio jurídico e o casamento-estado é uma instituição. (Silvio Venosa).
Negócio jurídico BILATERAL, não afeito à teoria dos atos jurídicos. É ‘’negócio de direito de família”. (Maria Berenice Dias).
O casamento é civil, sendo gratuita a sua celebração. Caso os cônjuges declarem pobreza, também serão isentos de custas a habilitação para o casamento, o registro e a primeira certidão. (ver artigo 1512)
O CASAMENTO GERA DOIS VÍNCULOS 
A) Vínculo conjugal entre os cônjuges;
B)Vínculo de parentesco por afinidade*.
*Findo o casamento, o parentesco por afinidade em linha reta (sogro, sogra, genro e nora) não se dissolve.
Vinculo conjugal
Em termos simples: quando duas pessoas se casam, elas passam a ter não apenas uma relação afetiva, mas também uma relação jurídica reconhecida pelo Estado, que gera direitos e deveres recíprocos. Características do vínculo conjugal:
É jurídico e formal, porque nasce de um ato solene (o casamento, celebrado de acordo com a lei).
É pessoal, ligando diretamente os cônjuges entre si.
É exclusivo e monogâmico (no Brasil, o casamento só pode ser entre duas pessoas).
Só pode ser extinto por:
morte de um dos cônjuges;
divórcio (dissolução do casamento em vida);
nulidade ou anulação do casamento (quando há algum vício ou impedimento legal).
 Importante: o vínculo conjugal não se confunde com a sociedade conjugal.
O vínculo conjugal é o próprio laço jurídico entre os cônjuges (só termina com o divórcio, morte ou nulidade).
A sociedade conjugal diz respeito à comunhão de vida e de bens, que pode se dissolver antes (por exemplo, com a separação de corpos ou de fato, mesmo sem divórcio).
FICADA, NAMORO E NOIVADO
Apesar de a ‘’ficada’’, essa união passageira, de cunho afetivo ou apenas sexual não ter natureza familiar, o STJ já a reconheceu como indício na presunção de paternidade:
NAMORO
O namoro, apesar de ser mais sério, também não possui roupagem jurídica familiar. A jurisprudência tem entendido que, por mais que o fim do namoro acarrete muita dor, isso não reflete na seara jurídica.
A PROMESSA DE CASAMENTO: ESPONSAIS
Em relação ao NOIVADO, ou ‘’esponsais’’, trata-se de um meio pelo qual os noivos ou nubentes podem aquilatar suas afinidades e gostos, firmando, de maneira séria e inequívoca, um COMPROMISSO DE CASAMENTO.
A ruptura de um noivado PODE acarretar em dano moral ou material indenizável, excluídos, por óbvio, os lucros cessantes.
O noivado não tem natureza contratual, mas isso não impede a configuração do ilícito quando o noivo desistente, violando a legítima expectativa de casamento, impõe, ao outro, prejuízo material e/ou moral.
Exemplos de situações indenizáveis: noivo que deixa a noiva no altar no dia do casamento; noivo que desiste nas vésperas da cerimônia; anúncio da desistência em plena festa de noivado ou chá de cozinha (por vingança); noiva que deixa o emprego pra casar (não faça isso, amiga!) e o seu noivo desiste posteriormente; etc.
A PROMESSA DE CASAMENTO: ESPONSAIS
ESPÉCIES DE CASAMENTO:
CIVIL: (ato solene- Cartório do Registro Civil). Art. 226, §1º, CF; 1.512, caput e § único, CC;
RELIGIOSO COM EFEITOS CIVIS: Eficácia. Art. 5º, inc. VI e 226, §2º, CF; 1.515, 1.516, CC.
A definição de casamento sempre esteve muito misturada a conceitos religiosos, inclusive regulamentado pelo Direito Canônico. 
No Brasil foi somente com a separação Igreja/Estado, pela constituição de 1891, primeira da República, com o Decreto 181 de 24/01/1890, que passou a ter o casamento civil. 
Antes, eram uma coisa só, determinada e controlada pelos cânones da igreja católica. 
Hoje temos o casamento civil e o casamento religioso, que são duas coisas distintas, embora seja possível celebração religiosa para um casamento civil, conforme dispõe artigos 1.515 e 1.516 do CCB
CAPACIDADE PARA O CASAMENTO
HABILITAÇÃO 
CELEBRAÇÃO MATRIMONIAL
CARACTERES JURÍDICOS Ato formal (celebração solene), plurilateral (duas vontades), intuitu personae (baseado na confiança e afetividade), dissolúvel.
CAPACIDADE PARA O CASAMENTO Mínimo 16 anos (idade núbil).-Art. 1517, CC
Precisam da autorização dos pais enquanto não atingida a maioridade, pois são relativ. incapazes.
Divergência: 1631, § único.* - 
*Se houver suprimento judicial de consentimento, este seguirá as regras do regime de separação obrigatória de bens, conforme o art. 1.641, III, do CC. 
O regime poderá ser modificado pelo interessado quando alcançar a maioridade civil, como dispõe a norma do art. 1.639, § 2º, da lei civil.
ANTECIPAÇÃO DA IDADE NÚBIL – NÃO TEM!!!!!!
Como exceção, era permitido o casamento de quem ainda não alcançou a idade núbil, para que seja evitado a determinação ou cumprimento de pena criminal ou em caso de gravidez (art. 1.520 CC).
ATENÇÃO No CP, as duas hipóteses que consideravam o casamento como causa de extinção da punibilidade foram REVOGADAS (art. 107, VII e VIII).
Assim, houve DERROGAÇÃO TÁCITA de parte do art. 1520, CC em 2019.
ANTECIPAÇÃO DA IDADE NÚBIL
Exemplo uma garota de 13 anos manteve relação sexual voluntária com seu namorado de 18 crime de estupro com violência presumida. Se eles se casassem, com autorização judicial, extinguia-se a punibilidade.
-As LEI 11.106 DE 2005, 12.015 DE 2009, 13811/2019 REVOGARAM ESSA POSSIBILIDADE!!!
CASAMENTO ANULÁVEL!!!!
HABILITAÇÃO PARA O CASAMENTO
Procedimento adm. que ocorre perante o oficial de Registro Civil e que tem por fim evidenciar a aptidão dos nubentes para o casamento.
Art 1.525
RESOLUÇÃO 175/2013 DO CNJ:
O REQUERIMENTO DE HABILITAÇÃO deve ser firmado por ambos os nubentes (1.525, CC). Após o pedido, é feito o edital de proclamas, documento exigido quando os noivos residem em diferentes bairros oucidades.
Depois de 15 dias fixado no mural do cartório, se não houver impugnação (1.529, CC), o oficial do Registro Civil expede o certificado de habilitação de casamento, com validade de 90 dias para a realização da celebração (1.532, CC). (A contar da data em que foi feito o certificado).
Se houver alguma impugnação ou oposição, tanto de terceiros quanto do Ministério Público, o problema deve ser solucionado por um juiz competente, que deve homologar ou não a habilitação. CONTRADITÓRIO- AMPLA DEFESA.
CELEBRAÇÃO DO CASAMENTO
Art. 1.533 – 1.542, CC
Causas impeditivas
NÃO PODEM CASAR:
Os ascendentes com os descendentes, seja o parentesco natural ou civil;
Os afins em linha reta;
O adotante com quem foi cônjuge do adotado e o adotado com quem o foi do adotante;
Os irmãos, unilaterais ou bilaterais, e demais colaterais, até o terceiro grau inclusive;
O adotado com o filho do adotante;
As pessoas casadas;
O cônjuge sobrevivente com o condenado por homicídio ou tentativa de homicídio contra o seu consorte.
Consequencias
As normas mencionadas são cogentes, ou seja, de ordem pública. O ideal é que sejam verificadas no procedimento de habilitação, para que seja impossibilitado o matrimônio. 
01
Tendo em vista a natureza de tais normas, podem e devem ser pronunciadas, mesmo sem provocação, pelo juiz ou oficial, ou podem ser opostos por qualquer pessoa capaz.
02
Não sendo observadas no procedimento de habilitação, deve ser proposta ação própria de nulidade de matrimônio, funcionando o Ministério Público obrigatoriamente, e a competência será da Vara de Família. Trata-se de ação imprescritível.
03
As hipóteses impeditivas do casamento impossibilitam, também, em regra, a existência da união estável, ressalvando-se a situação da pessoa casada e que já esteja separada de fato. 
01
Assim, um sujeito e sua irmã adotiva que, diante da impossibilidade de se casarem, resolvam morar juntos, não são companheiros em união estável: a lei os trata como concubinos.
02
(Nos termos do art. 1.727 do Código Civil, as relações não eventuais entre homem e mulher impedidos de casar constitui concubinato.)
03
Concubinato
Art. 1.727. "As relações não eventuais entre o homem e a mulher, impedidos de casar, constituem concubinato."
O concubinato é a convivência duradoura entre duas pessoas que vivem como se fossem casadas, mas que não podem casar porque existe um impedimento legal.
Exemplos clássicos:
Pessoa casada que passa a viver em união com outra (bigamia de fato).
União entre parentes próximos (como sogra e genro).
Ou seja, é diferente da união estável, pois esta só é reconhecida quando não há impedimentos para o casamento (art. 1.723 do CC).
Efeitos do concubinato
A doutrina e a jurisprudência afirmam que o concubinato não produz os mesmos efeitos jurídicos da união estável ou do casamento, justamente porque a lei considera ilícita a relação.
No entanto, alguns efeitos patrimoniais e previdenciários podem ser reconhecidos, dependendo do caso:
Efeitos limitados (não equiparáveis ao casamento/união estável):
Não há direito à meação ou partilha de bens como nos regimes matrimoniais.
Não gera direito automático a pensão por morte ou alimentos.
Efeitos reconhecidos excepcionalmente pela justiça:
Possibilidade de indenização ou partilha de bens adquiridos pelo esforço comum, com fundamento no direito das obrigações e da sociedade de fato.
Algumas decisões reconhecem pensão por morte se a relação era exclusiva, pública e notória, desde que não concorresse com o cônjuge.
Em hipóteses excepcionais, pode-se garantir alimentos, mas não por via do direito de família, e sim com base na responsabilidade civil.
CAUSAS SUSPENSIVAS
São situações que, enquanto perdurarem, poderá ser realizado o casamento com imposição de regime de bens. 
Art. 1523, CC.
Caso sejam conhecidas as causas ou suscitadas depois de celebrado o casamento, a única consequência será a imposição do regime de separação de bens. Geralmente são causas para impedir confusão patrimonial, não sendo causas de nulidade absoluta.
A suspensão deve ocorrer até que se verifique a existência ou não da causa suspensiva. Só podem ser alegadas por parentes em linha reta, consanguíneos (pai, avós, sogros etc.) ou afins, e pelos colaterais em segundo grau, consanguíneos ou afins (irmãos ou cunhados). Art. 1.524 da Lei Civil. Não é possível o juiz pronunciá-las de ofício.
Casamento Anulável
Art. 1.550, CC. Será anulável o casamento:
Falta de idade mínima para casar, isto é, 16 anos;
Quando necessitava de representação legal e isso não ocorreu;
Do incapaz de consentir ou manifestar, de modo inequívoco, o consentimento;
Casamento realizado pelo mandatário, sem que ele ou o outro nubente soubesse da revogação do mandato, e não sobrevindo coabitação entre os cônjuges;
Quando celebrado por autoridade incompetente;
Quando houve por parte de um dos nubentes, ao consentir, erro essencial quanto à pessoa do outro.
CAUSAS DE ANULABILIDADE
Pelos arts. 1.556 e 1.557, o vício da vontade ocorre quando houve erro essencial quanto à pessoa do outro, tais como identidade, honra, boa fama, cometimento de crime.
O art. 1.558 também dispõe ser anulável o casamento em virtude de coação no consentimento.
NESSE CONTEXTO, DE ACORDO COM O ROL TAXATIVO EXPRESSO NO CÓDIGO CIVIL, PODE SER CONSIDERADO COMO ERRO (ART. 1556CC)
Erro no que diz respeito à sua identidade, sua honra e boa fama, sendo esse erro tal que o seu conhecimento ulterior torne intolerável a vida em comum ao cônjuge iludido;
A ausência de conhecimento de crime anterior ao casamento, que, por sua natureza, torne insuportável a convivência conjugal;
A ausência de conhecimento, anterior ao casamento, de deformidade físico irremediável que não caracterize deficiência ou de moléstia grave e transmissível, por contágio ou por herança, capaz de pôr em risco a saúde da outra parte ou de sua prole;
Coação tendo como objetivo de forçar contra a sua vontade a parte de praticar o ato(casamento).
DECLARAÇÃO DE NULIDADE DO CASAMENTO  sem validade o casamento a partir do momento de sua celebração, tendo assim efeitos retroativos, ou seja, não produzindo efeitos entre os nubentes, com exceção os casos de boa-fé.
Quanto aos efeitos da sentença anulatória nos casos de casamentos anuláveis, esta tem efeitos retro-operantes, fazendo com que os cônjuges retornem a condição anterior, como se jamais tivessem casados.
IMPEDIMENTOS  Art. 1.521  CASAMENTO NULO
Causas de anulação do casamento  Art. 1.550  CASAMENTO ANULÁVEL
Causas suspensivas do casamento  Art. 1.523  CASAMENTO IRREGULAR (imposição de sanção de natureza patrimonial, estritamente no plano da eficácia).
CASAMENTO PUTATIVO
É o casamento nulo ou anulável (1.548; 1.550, CC), mas contraído de boa-fé por um ou ambos os cônjuges (art. 1.561, CC).
Mesmo desconstituído, o casamento produz efeitos (da celebração até o trânsito da decisão que o desconstitui) àquele que agiu de boa-fé.
Quanto ao que agiu de má-fé, por ter ciência da causa nulificante, o efeito da anulação é ex tunc, retroage à data da celebração. É como se o casamento nunca tivesse existido.		
CASAMENTO 
PUTATIVO
 Imaginando não ocorrer causa obstativa, o cônjuge, justificado pela sua boa-fé, contraiu vínculo aparentemente válido, ignorando por completo a existência de causa de nulidade ou anulabilidade incidente no seu casamento.
Art. 1.561, CC.
Exemplo 1: João, já casado, mora na Bahia e ao visitar Belo Horizonte, conhece Luísa e se casa com ela, que não tinha conhecimento da situação. Crime de bigamia + casamento nulo (1.521, VI). 
Produzirá efeitos para ela, como se válida fosse a união.
Exemplo 2: dois irmãos se casam sem saber desse parentesco. Os efeitos do matrimônio são preservados em favor dos dois.
Nos casos de casamento anulável (vício leve) ou nulo (vício grave), se contraído de boa-fé por ambos os cônjuges, o casamentoproduzirá efeitos até o dia da sentença anulatória, inclusive em relação aos filhos.
No entanto, se apenas um dos cônjuges estava de boa-fé no momento do casamento, os efeitos civis aproveitarão só a este e aos seus filhos.
Assim, para o cônjuge de boa-fé, a anulação será tratada como se divórcio fosse, devendo ser mantido todos os efeitos que porventura tenham sido gerados.
Na hipótese de casamento anulável, sua invalidade é relativa, vez que o vício que o ataca não é tão grave, podendo ser inclusive validado a depender do caso concreto.
FORMAS (TIPOS) ESPECIAIS DE CASAMENTO
CASAMENTO POR PROCURAÇÃO
CASAMENTO NUNCUPATIVO
CASAMENTO EM CASO DE MOLÉSTIA GRAVE
CASAMENTO PERANTE AUTORIDADE DIPLOMÁTICA
CASAMENTO PUTATIVO
CASAMENTO POR PROCURAÇÃO
É possível. Art. 1.542, CC.
A procuração para casar deve ter poderes especiais, observando a forma pública (lavrada em Livro de Notas de Tabelião), com prazo máximo de 90 dias.
Revogação necessário instrumento público. Ver 1.542, §1, CC.
CASAMENTO NUNCUPATIVO
Não há tempo para a habilitação.
Também chamado in extremis vitae momentis ou in articulo mortis.
É aquele contraído, de viva voz, por nubente moribundo, na presença de, pelo menos, 06 testemunhas, independentemente da presença de autoridade competente ou do seu substituto.
É uma modalidade excepcional. Art. 1.540- 1.541, CC.
Em relação às testemunhas, essas não ter parentesco natural, civil ou por afinidade com os nubentes. 
 Ex: filho, neto, enteado, pai, mãe, padrasto, irmão, etc., não podem testemunhar.
COMPETÊNCIA PARA CONDUZIR O PROCEDIMENTO: Juízo da Vara de Família (e não o de Registro Público).
IMPORTANTE: A ausência de registro do ato implicará a nulidade absoluta do matrimônio (art. 166, V, CC).
 A sentença surtirá efeitos ex tunc.
CASAMENTO EM CASO DE MOLÉSTIA GRAVE
NÃO CONFUNDA!!! No casamento nuncupativo, o nubente está no leito de morte. 
O tipo em questão, a habilitação para o casamento foi feita, mas por conta da doença grave, o nubente não pode comparecer à solenidade matrimonial, solicitando que a autoridade celebrante vá ao seu encontro.
Art. 1539, CC.
CASAMENTO CELEBRADO FORA DO PAÍS, PERANTE AUTORIDADE DIPLOMÁTICA BRASILEIRA
Art. 18, LINDB.
(*Volta= intenção de residência, permanência)
Todos os requisitos legais de validade do CC devem ser observados para que se produza efeitos no Brasil.
Art. 1.544, CC- prazo DECADENCIAL para registro do casamento no cartório brasileiro. Início do prazo: efetivo retorno ao Br.
Caso não ocorra o registro, as pessoas não serão consideradas casadas pela lei brasileira.
Art. 7º, LINDB.
É o local do domicílio do casal que determinará as regras de existência e validade do casamento.
Tratando-se de brasileiro, porém, deve ser realizado o registro, nos termos do art. 32 da Lei de Registros Públicos (6.015/73):
		
Em 2023, o CNJ expediu o Provimento nº 149 que dispõe sobre a averbação direta por Oficial de Registro Civil das Pessoas Naturais da sentença estrangeira de divórcio consensual simples ou puro, no assento de casamento, independentemente de homologação judicial. 
Em 26 de setembro de 2024, o Conselho Nacional de Justiça editou a Resolução nº 583/2024, que alterou a Resolução CNJ nº 155/2012 e dispôs sobre traslado de certidões de registro civil de pessoas naturais emitidas no exterior.
 Resolução também trata da averbação do regime de bens em casamentos realizados no exterior, quando a legislação estrangeira remeter à legislação brasileira ou não estabelecer o regime. Nesses casos, aplica-se o Código Civil brasileiro e um procedimento específico, incluindo a apresentação de documentos como cópias autenticadas da identidade dos cônjuges e certidão de registro civil do cônjuge brasileiro anterior ao casamento. 
image1.jpeg
image2.jpeg
image3.png
image4.png
image5.png
image6.png
image7.png
image8.png
image9.png
image10.png
image11.png
image12.png
image13.png
image14.svg
 
.MsftOfcThm_Accent1_Fill_v2 {
 fill:#4472C4; 
}
.MsftOfcThm_Accent1_Stroke_v2 {
 stroke:#4472C4; 
}
 
image15.png
image16.svg
 
.MsftOfcThm_Accent1_Fill_v2 {
 fill:#4472C4; 
}
.MsftOfcThm_Accent1_Stroke_v2 {
 stroke:#4472C4; 
}
 
image17.png
image18.svg
 
.MsftOfcThm_Accent1_Fill_v2 {
 fill:#4472C4; 
}
.MsftOfcThm_Accent1_Stroke_v2 {
 stroke:#4472C4; 
}
 
image19.png
image20.svg
 
.MsftOfcThm_Accent1_Fill_v2 {
 fill:#4472C4; 
}
.MsftOfcThm_Accent1_Stroke_v2 {
 stroke:#4472C4; 
}
 
image21.png
image22.png
image23.png
image24.png
image25.png
image26.png
image27.svg
 
.MsftOfcThm_Accent1_Fill_v2 {
 fill:#E49EDD; 
}
.MsftOfcThm_Accent1_Stroke_v2 {
 stroke:#E49EDD; 
}

Mais conteúdos dessa disciplina