Logo Passei Direto
Buscar

Sistemas de instalação elétrica de baixa tensão em edifícios

Ferramentas de estudo

Questões resolvidas

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Questões resolvidas

Prévia do material em texto

Sistemas de instalação elétrica de baixa
tensão em edifícios
Conceitos, métodos e técnicas para a execução de sistemas de instalação elétrica de baixa tensão em
edifícios.
Profa. Ana Catarina Almeida Filizola de Abreu
1. Itens iniciais
Propósito
Apresentar os cálculos, métodos e formas para realização e execução de um projeto de instalações elétricas
de Baixa Tensão, de acordo com as normas da ABNT.
Preparação
Antes de iniciar o conteúdo deste tema, tenha em mãos papel, caneta e uma calculadora, ou use a calculadora
de seu smartphone/computador.
Objetivos
Descrever os quadros de distribuição, os circuitos de distribuição e os circuitos terminais
 
Identificar os dispositivos de manobra, as tomadas e a luminotécnica — localização, esquemas de
ligação e fiação
 
Reconhecer a divisão da instalação em circuitos terminais e o balanceamento das fases
 
Descrever o dimensionamento de condutores e eletrodutos
Sistemas de instalação elétrica de baixa tensão em edifícios
Assista ao vídeo e saiba mais sobre a instalação elétrica de baixa tensão em edifícios.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Introdução
Neste tema, vamos aprender sobre a representação dos quadros de distribuição, dos circuitos de distribuição
e dos circuitos terminais, além das simbologias mais utilizadas em um projeto elétrico. Explicaremos os
critérios estabelecidos em norma para instalação de tomadas e iluminação, apresentando o método
luminotécnico. Também serão expostos os métodos para dimensionamento dos condutores e eletrodutos.
• 
• 
• 
• 
1. Quadros de distribuição, circuitos de distribuição e circuitos terminais
Quadros de distribuição
O quadro de distribuição é o equipamento destinado a abrigar os dispositivos de proteção e manobra, bem
como conectar os condutores elétricos, a fim de receber e distribuir energia.
Atenção
Os quadros de distribuição ou terminais devem ser instalados em local de fácil acesso e,
preferencialmente, no centro de cargas da instalação, para reduzir as quedas de tensão, o tamanho da
seção e o comprimento dos condutores, gerando mais segurança e economia. 
Cálculo do centro de carga
O centro de cargas de uma instalação depende da quantidade de pontos elétricos, de suas respectivas
potências e localização. Ele pode ser calculado pelo método geométrico denominado baricentro, que
considera as coordenadas X e Y das cargas, e as Potências P:
Baricentro
O baricentro das cargas é o ponto onde podemos considerar que toda a carga de uma determinada área
está concentrada. A determinação desse ponto se assemelha ao cálculo do centro de massa de um
corpo rígido. Teoricamente, o ponto de baricentro é o ponto de localização cujo quadro de distribuição
deveria se localizar, a fim de obter a maior redução possível de custos de instalação e funcionamento.
Baricentro das cargas.
Caixas para quadro de medição e de distribuição
As caixas para quadro de medição são
padronizadas pela concessionária de energia
local, mas dependem também do tipo de
entrada de energia elétrica e do número de
medidores que serão implantados.
Normalmente, são de estruturas metálicas.
 
As caixas para quadro de distribuição ou
terminais podem ser metálicas ou de PVC. As
caixas mais simples, destinadas para
instalações monofásicas, não têm local para
barramento de cobre, suas conexões internas
são feitas por condutores. Para instalações
bifásicas, trifásicas ou quadro de distribuição geral, as caixas possuem barramento de cobre e local para
fixação dos dispositivos de proteção.
Edificação coletiva
Os quadros, em uma edificação coletiva, devem ser suficientes para atender suas necessidades, como quadro
de máquinas, quadro de iluminação e tomadas do pavimento térreo, quadro de iluminação e tomadas do
subsolo, entre outros. Os quadros terminais também devem situar-se próximo das suas cargas.
Em uma edificação coletiva, toda a interligação elétrica da instalação se encontra em uma prumada,
é por ela que sobem os cabos de construções com mais de um pavimento, como os sobrados,
triplex e edifícios.
 
A seguir, é apresentado um exemplo de prumada em uma edificação e suas interligações:
Esquema dos quadros de distribuição e medição em uma edificação.
Onde:
CS:
Caixa seccionadora.
QG:
Quadro geral do edifício.
CM:
Centro de medidores (um medidor por apartamento e um para o condomínio).
CP:
Caixa de passagem (uma por andar).
QG-C:
Quadro geral do condomínio.
QD:
Quadro de distribuição (um por apartamento e para cada área do condomínio).
Quadros de distribuição
Assista ao vídeo a seguir para compreender um pouco mais sobre os quadros de distribuição.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Circuitos
Diagrama unifilar e multifilar
Em um projeto de instalações elétricas, deve constar, em planta, o esquema unifilar de cada pavimento,
indicando sempre os pontos de subida e/ou descida de eletrodutos com seus condutores representados.
O esquema unifilar é uma forma mais simples de apresentar o circuito de uma instalação elétrica,
pois uma única linha representa o eletroduto e os diferentes condutores ali instalados.
Na figura a seguir, apresentamos um exemplo de diagrama unifilar de um quadro de distribuição:
Diagrama unifilar de quadro de distribuição.
Os seguintes elementos são representados no diagrama unifilar (SANTOS, 2020):
A) Quadros de distribuição
Representados por um barramento contendo todos os circuitos associados a ele, incluindo:
Nome do quadro;
Potência total dos circuitos associados ao quadro;
Desenho do barramento;
Um disjuntor para cada circuito associado, representando os disjuntores presentes no quadro;
Um disjuntor global;
Dispositivos diferencial-residual (DR);
Dispositivo de proteção contra surtos (DPS).
B) Quadros de medição
Similares aos de distribuição, mas incluindo a representação dos medidores.
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
C) Circuito terminal associado
Representado por: 
Disjuntor adotado como proteção para o circuito, com sua respectiva corrente nominal;
Diferencial-residual (DR);
Fiação principal do circuito, incluindo a seção adotada;
Potência total dos pontos do circuito, em Watts;
Indicação das fases utilizadas;
Nome e descrição.
Resumindo
Podemos, então, dizer que o diagrama unifilar é a representação, em planta baixa, dos pontos de
tomada, dos pontos de iluminação e dos quadros de distribuição, com indicação dos trajetos dos
eletrodutos, da numeração dos circuitos e da caracterização dos condutores. 
A seguir, veja um exemplo de diagrama unifilar de uma instalação elétrica, onde os números menores são os
circuitos de cada ponto de tomada ou iluminação, já os maiores são as potências previstas para cada ponto:
Diagrama unifilar de uma cozinha.
• 
• 
• 
• 
• 
• 
FPR:
Ferro de passar roupa
SER:
Secadora de roupa
LRM:
Lavadora de roupa média
GLD:
Geladeira
FVM:
Freezer vertical médio
MOO:
Micro-ondas
EXA:
Exaustor
LLG:
Lava louça grande
O esquema multifilar é a representação de um circuito elétrico com todos os seus condutores e
dispositivos com o objetivo de facilitar a sua análise e compreensão, ou seja, é uma representação
integral das conexões elétricas existentes em uma instalação ou quadro.
Na figura a seguir, será apresentado um esquema multifilar de um quadro de distribuição:
Esquema multifilar de quadro de distribuição.
Os seguintes elementos são representados no diagrama multifilar de um quadro (SANTOS, 2020):
Simbologia
A norma NBR 5444 foi criada a fim de padronizar a simbologia elétrica residencial utilizada pelos profissionais
da elétrica. No entanto, ela foi cancelada pela ABNT, em 2014, e não houve substituição. No seu lugar, a ABNT
sugere o uso da norma internacional: IEC 60417 – Graphical symbols for use on equipment. Ainda assim, por
sua simplicidade, a NBR 5444 continua sendo referência no Brasil na simbologia elétrica residencial. 
 
A NBR 5444 se baseia em figuras geométricas simples para representar os dispositivos elétricos: otraço, o
círculo, o triângulo equilátero e o quadrado. Vejamos:
Traço 
Representa os eletrodutos.
Círculo
Representa os pontos de luz, interruptor e
indicação de dispositivos embutidos no teto,
sendo que os pontos de luz devem ter diâmetro
maior do que os dos interruptores para
podermos diferenciá-los.
Triângulo equilátero
Representa tomadas, podendo apresentar
variações conforme função (luz e telefone) ou
níveis de instalação (baixa, média e alta).
Quadrado
Representa qualquer tipo de elemento no piso
ou conversor de energia.
A seguir, apresentamos alguns símbolos gráficos que utilizaremos, baseados em norma:
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para ver mais detalhes da imagem
abaixo.
Atenção
No esquema unifilar, não é necessário especificar algumas características do circuito elétrico: bitola
mínima de eletroduto (20 mm ou 1/2”) para circuitos de iluminação e de tomada, e a potência mínima das
tomadas (100 VA). No entanto, é obrigatória a especificação das bitolas e das potências maiores. 
Verificando o aprendizado
Questão 1
Um engenheiro eletricista está projetando um quarto conforme a figura a seguir. Pode-se
verificar, na figura, que foi prevista a instalação de:
A
Duas tomadas baixas e um quadro de distribuição de embutir.
B
Duas tomadas de piso e duas tomadas altas.
C
Um quadro de distribuição de sobrepor, uma luminária e um interruptor paralelo.
D
Uma luminária, um interruptor simples e duas tomadas altas.
E
Duas tomadas médias e duas tomadas de piso.
A alternativa A está correta.
O projeto prevê a instalação de duas tomadas baixas, duas tomadas médias, uma luminária, um quadro de
distribuição de embutir e um interruptor simples.
Questão 2
O diagrama elétrico que representa a forma mais simples dos circuitos de uma instalação
elétrica, em que uma única linha representa o eletroduto e os diferentes condutores ali
instalados, é denominado:
A
Diagrama multifilar.
B
Diagrama trifilar.
C
Diagrama unifilar.
D
Diagrama elétrico.
E
Diagrama bifilar.
A alternativa C está correta.
O diagrama unifilar é uma forma mais simples de apresentar o circuito de uma instalação elétrica, pois uma
única linha representa o eletroduto e os diferentes condutores ali instalados.
2. Dispositivos de manobra: localização, esquemas de ligação e fiação
Dispositivo de manobra
Dispositivos de manobra são responsáveis por impedir ou permitir a passagem de corrente elétrica,
ou seja, acionar ou interromper o funcionamento de um circuito elétrico.
Interruptores
Os interruptores são os dispositivos de
manobra (ou comando) mais comuns e devem
ter a capacidade para suportar determinadas
correntes por tempo indeterminado. Devem ser
instalados em locais de fácil acesso, perto das
entradas e saídas dos ambientes. Também
podem ser instalados em locais que facilitem a
vida do usuário, como perto de camas.
 
Os interruptores podem ser de três tipos:
simples, paralelo e intermediário. Vejamos:
Interruptor simples
são os mais usados em instalações elétricas e permitem o comando de
um ponto.
Interruptor paralelo (three way)
permite o comando em dois locais distintos. São muito utilizados em
escadas e salas grandes, onde há necessidade de apagar e acender
lâmpadas em diferentes pontos.
Interruptor intermediário (four way)
Permite o comando em vários locais distintos. São muito utilizados em
escadas e salas grandes, onde há a necessidade de apagar e acender
lâmpadas em diferentes pontos.
Além dos interruptores já mencionados, existem outros que atendem situações específicas. Veja a seguir:
Interruptor Dimmer
É utilizado em ambientes nos quais se deseja controlar a luminosidade. Utiliza-se, principalmente, em
lâmpadas incandescentes.
Minuterias
É aplicado em locais nos quais se deseja que a iluminação fique acesa somente por um intervalo de
tempo, como escadas, garagens e halls de entrada de edifícios.
Interruptores remotos
Interruptores capazes de acender lâmpadas à distância. Também podem variar a intensidade das
lâmpadas incandescentes.
Contatores e chaves magnéticas
Possuem a capacidade de interromper circuito, bem como a proteção contra sobrecargas e curto-
circuitos.
Sensor de presença
Capta a movimentação de pessoas, animais, automóveis, entre outros, que estejam dentro de sua
área de operação, ligando a iluminação. É utilizado em ambientes onde as lâmpadas só necessitam
ficar acesas por determinado período, normalmente, entre 10 e 30 min. O sensor de presença pode
ser usado como parte do sistema de segurança, como acionamento de lâmpadas ou sinais sonoros.
Tomadas
As tomadas devem atender à norma NBR 14136 – Plugues e tomadas para uso doméstico e análogo até 20 A/
250 V em corrente alternada – Padronização. Ela considera as tomadas de uso geral (TUG), com capacidade
de 10 A, e as tomadas de uso específico, com capacidade acima de 10 A.
Desde 2011, o padrão das tomadas brasileiras
foi unificado para um único de três pinos: 2P+T
(duas fases, ou uma fase e um neutro e o terra).
A mudança foi ocasionada para tornar as
tomadas mais seguras, pois diminui o contato
indireto nos pinos na hora da remoção e obriga
o uso do pino de proteção (“terra”). Com isso,
diminui a ocorrência de choques elétricos e
protege os equipamentos eletroeletrônicos.
 
Os modelos de 10 A e 20 A diferem no diâmetro
dos orifícios, respectivamente, ø4 mm e ø4,8
mm. A NBR 14136 determina que as tomadas de 20 A permitam a inserção de plugues de 10 A e 20 A, porém,
as de 10 A não devem permitir as de 20 A.
Atenção
A NBR 5410:2004 diz que, quando houver circuitos de tomadas com diferentes tensões, as tomadas
fixas dos circuitos de tensão mais elevada devem ser marcadas com a tensão a ela provida, seja por
adesivo ou placa, e não deve ser possível a remoção fácil. 
A norma utiliza volt-ampère (VA) para a potência das tomadas e recomenda, como potência mínima, 100 VA
nos pontos de tomada de uso geral. Como muito dos aparelhos de uso doméstico são resistivos e operam
com fator de potência próximo a um, podemos considerar a potência das tomadas para edifícios residências
ou comerciais em watts (W).
 
Em banheiros, cozinhas, copa-cozinha, áreas de serviço, lavanderias e locais análogos, a norma recomenda
que se considere, no mínimo, 600 VA para cada uma das três primeiras tomadas, considerando cada cômodo
separadamente.
Saiba mais
Quando o total de tomadas de uso geral, no conjunto desses cômodos, ultrapassar seis, a norma admite
que apenas duas possam ser consideradas de 600 VA e as excedentes de 100 VA, considerando os
ambientes separadamente. 
Em halls de serviço, salas de manutenção e
salas de equipamentos (máquinas, bombas
etc.), deve ser previsto, no mínimo, um ponto
de tomada de uso geral, e a potência do
circuito, no mínimo, de 1.000 VA.
 
Para situações em que não há uma
especificação maior da aplicação do local, é
comum atribuir 200 W ou 200 VA por tomada. O
projetista deverá lembrar que, atualmente, são
utilizados muitos equipamentos eletrônicos,
principalmente na sala de estar de uma
residência. Desse modo, deve-se sempre prever uma quantidade adequada e evitar o uso de “benjamins” (T) e
extensões por parte dos usuários.
 
Para pontos previstos para tomadas de uso específico, deve ser atribuída potência igual à potência nominal do
equipamento a ser alimentado, ou a soma das potencias nominais dos equipamentos a serem alimentados.
Quando valores precisos não forem conhecidos, prever uma potência igual à potência nominal do
equipamento mais potente que possa ser utilizado.
Atenção
Os pontos de tomada de uso específico devem ser localizados, no máximo, a 1,5 m do ponto previsto
para a localização do equipamento a ser alimentado. 
Quando o projetista for locar os pontos de tomada, ele deverá verificar a funcionalidade do local e a
destinação dos equipamentos, observando alguns critérios mínimos previstos na NBR 5410:2004, como:
1
Banheiros
Em banheiros, deve ser previsto, pelo menos, um ponto de tomada, próximo ao lavatório.
2Cozinhas
Em cozinhas, copas, copas-cozinhas,áreas de serviço, cozinha-área de serviço, lavanderias e locais
análogos, deve ser previsto, no mínimo, um ponto de tomada para cada 3,5 m ou fração de
perímetro, sendo que, acima da bancada da pia, devem ser previstas, no mínimo, duas tomadas de
corrente, no mesmo ponto ou em pontos distintos.
3
Varandas
Em varandas, deve ser previsto, pelo menos, um ponto de tomada.
4
Salas e dormitórios
Em salas e dormitórios deve ser previsto, pelo menos, um ponto de tomada para cada 5 m ou fração
de perímetro, devendo tais pontos ser espaçados tão uniformemente quanto possível.
5
Demais cômodos
Em cada um dos demais cômodos e dependências de habitação, devem ser previstos, pelo menos:
 
Um ponto de tomada, se a área do cômodo ou da dependência for igual ou inferior a 2,25 m².
Admite-se que esse ponto seja posicionado externamente ao cômodo ou dependência, a até
0,80 m, no máximo, de sua porta de acesso;
 
Um ponto de tomada, se a área do cômodo ou da dependência for superior a 2,25 m² e igual
ou inferior a 6 m²;
 
Um ponto de tomada para cada 5 m ou fração de perímetro, se a área do cômodo ou da
dependência for superior a 6 m², devendo tais pontos ser espaçados tão uniformemente
quanto possível.
Para instalações comerciais, é recomendado:
 
Escritórios com áreas iguais ou inferiores a 40 m²: 1 tomada para cada 3 m ou fração de perímetro, ou 1
tomada para cada 4 m² ou fração de área (adotar o que conduzir ao maior número);
 
Escritórios com área superior a 40 m²: 10 tomadas para os primeiros 40 m² e 1 tomada para cada 10 m²
ou fração de área restante;
 
Lojas: 1 tomada para cada 30 m² ou fração, não computadas as tomadas destinadas a vitrines e à
demonstração de aparelhos;
• 
• 
• 
• 
• 
• 
 
A potência das tomadas de uso geral, em escritórios e lojas, deverá ser de 200 VA.
Altura das tomadas
As tomadas seguem um padrão de instalação referente à altura. Para alturas diferentes, o projetista deverá
indicar no projeto. Essas alturas são:
 
Baixas: 30 cm a partir do chão;
 
Médias: 1,20 m até 1,30 m a partir do chão;
 
Altas: 2 m até 2,25 m a partir do chão.
Conforme norma, os circuitos de tomada e iluminação deverão ser distintos, somente em casos de habitações
com corrente de circuito inferior a 16 A poderão ser o mesmo. Portanto, quando houver, em uma instalação,
um interruptor conjugado com uma tomada, deverá ser tomado o cuidado de ser instalado da forma correta.
 
Não poderá utilizar a mesma fase-neutro dos circuitos, conforme podemos verificar na figura a seguir:
• 
• 
• 
• 
Iluminação
A NBR 5410:2004 recomenda que as cargas de iluminação sejam determinadas pela aplicação das NBR
5413:1992 e NBR 5382:1985. No entanto, tais normas foram canceladas e substituídas pela NBR ISO/CIE
8995-1:2013 – iluminação de ambientes de trabalho. A nova norma especifica critérios de iluminação para que
as pessoas possam desempenhar tarefas visuais de maneira eficiente, com conforto e segurança.
Saiba mais
Alguns parâmetros que contribuem para um ambiente luminoso adequado: distribuição da luminância,
iluminância, ofuscamento, direcionalidade da luz, aspectos da cor da luz e superfícies, cintilação, luz
natural e manutenção. 
A NBR ISO/CIE 8995-1:2013 recomenda alguns valores dos critérios para a iluminação de ambientes e
atividades, e é listado por meio de uma tabela. A seguir, iremos apresentar os mais usuais:
Tipo de ambiente, tarefa ou
atividade
Em¯ Lux
(é a
iluminância
mantida)
UGRL
(é o índice de
ofuscamento
unificado)
Ra
(é o índice de
reprodução de
cor mínimo)
Vestiários, banheiros e toaletes. 100 22 80
Salas auxiliares, por exemplo:
sala das bombas, sala dos
capacitores, quadro de chave de
distribuição etc.
200 25 60
Escritórios: escrever, teclar, ler e
processar dados.
500 19 80
Áreas de circulação e corredores
em uma edificação.
100 28 40
Salas de descanso 100 22 80
Refeitórios/cantinas 200 22 80
 
A iluminância deve ser calculada por meio dos valores medidos na mesma malha de pontos utilizada no
cálculo do projeto, e o valor não pode ser inferior ao especificado para aquela tarefa.
Atenção
O índice de ofuscamento unificado e o índice de reprodução de cor devem ser fornecidos pelo fabricante
da luminária e das lâmpadas, respectivamente. 
Na determinação das cargas de iluminação, como alternativa a aplicação da ABNT NBR 5413, pode ser
adotado o seguinte critério:
Os equipamentos de iluminação destinados a locais molhados ou úmidos devem ser específicos para tal uso,
não permitindo acúmulo de água nos condutores ou quaisquer partes elétricas.
 
Área igual ou inferior a 6 m² 
Em cômodos ou dependências com área
igual ou inferior a 6 m², deve ser prevista
uma carga mínima de 100 VA.
Área superior a 6 m² 
Em cômodos ou dependências com
área superior a 6 m², deve ser prevista
uma carga mínima de 100 VA para os
primeiros 6 m², acrescida de 60 VA para
cada aumento de 4 m² inteiros.
Para cada cômodo ou dependência, deve ser previsto, pelo menos, um ponto de iluminação no teto,
comandado por interruptor. No caso de hotéis ou similares, são aceitos pontos de tomada no lugar de ponto
de luz fixo no teto, com potência mínima de 100 VA, comandada por interruptor de parede.
 
Em escadas, depósitos, despensas, lavabos e varandas, é admitido que o ponto de luz fixo no teto seja
substituído por ponto na parede, desde que sejam locais de pequenas dimensões e seja de difícil execução no
teto.
Tipos de luminária
1
Luminária comum
É a forma mais comum de aplicação da luz, dispersa por todo ambiente.
2
Luminária direcionadora de luz
É utilizada para direcionar o foco da luz, e algumas possuem refletores.
3
Luminária de luz indireta
É utilizada para valorizar área ou objetos decorativos.
4
Luminária decorativa
Tem função estética, como o próprio nome já diz.
5
Luminária com refletores e parabólicos
É utilizada para ambientes de trabalho e estudo, produz conforto visual e evita reflexões nos olhos
ou nos aparelhos, como computadores e televisão.
Luminotécnica
Um projeto de iluminação deverá ser realizado a partir do dimensionamento do ambiente, da função e da
atividade que será realizada no mesmo. Para tal, deverá ser utilizado o critério de intensidade de iluminação,
dada em lux, e a luminância, medida em candela por m² (cd/m²).
Uma intensidade luminosa de 200 lux é utilizada para as tarefas comuns, como leitura de livros,
montagens de peças e operação de máquinas. Uma intensidade maior é necessária para quando
exige uma percepção maior de detalhes, ou seja, quando há uma maior exigência visual.
Intensidade luminosa
A intensidade luminosa é apresentada na forma de um diagrama polar, é simbolizada pela letra I e sua unidade
é candela (cd). Ela nada mais é do que a potência luminosa em uma dada direção.
luminância ou Iluminamento
É a quantidade de luz que incide sobre determinada área. É simbolizada pela letra E, sua unidade é lux ou
lúmen/metro quadrado (lm/m²) e sua fórmula é dada por:
Iluminância perpendicular de uma superfície.
Luminância
É a quantidade de emissão de luz que passa através ou é refletida a partir de uma superfície, em um certo
ângulo. Seu símbolo é o L, sua unidade cd/m² ou nit, e sua fórmula é dada por:
Representação da intensidade luminosa, fluxo luminoso, iluminância e luminância.
Cálculo luminotécnico
Existem diversas maneiras de calcular a iluminação em um ambiente. A seguir, iremos apresentar dois
métodos.
 
Método dos lúmens ou fluxo luminoso – nesse método, deve-se seguir algumas etapas, como
determinar o nível da iluminância, escolher as luminárias e lâmpadas, determinar índice do local, o
coeficiente de utilização da luminária e o coeficiente de manutenção, calcular o fluxo luminoso e o
número de luminárias.
1. 
 
Índice local – calculado a partir das dimensões do ambiente e dado pela fórmula:
Coeficiente de utilização (u) – relação do fluxo luminoso útil recebido pelo plano de trabalho e o fluxo
emitido pela luminária. É dado pela fórmula:
Os fabricantes, normalmente, disponibilizamesses índices por meio de tabelas.
 
Coeficiente de manutenção (d) – a diminuição do fluxo emitido pelas luminárias por falta de
manutenção (poeira, entre outros) deve ser incluído no cálculo para determinar a quantidade de
luminárias necessárias no ambiente. A seguir, vejamos uma tabela para lâmpadas fluorescentes,
apresentada pela NBR ISO/CIE 8995-1:2013.
• 
• 
• 
Fator de
manutenção Exemplo
0,80
Ambiente muito limpo, ciclo de manutenção de um ano, 2.000 h/ano de
vida até a queima com substituição da lâmpada a cada 8.000 h, com
pequena tendência de coleta de poeira.
0,67
Carga de poluição normal no ambiente, ciclo de manutenção de três anos,
2.000 h/ano de vida até a queima com substituição da lâmpada a cada
12.000 h, com uma pequena tendência de coleta de poeira.
0,57
Carga de poluição normal no ambiente, ciclo de manutenção de três anos,
2.000 h/ano de vida até a queima com substituição da lâmpada a cada
12.000 h, com uma tendência normal de coleta de poeira.
0,50
Ambiente sujo, ciclo de manutenção de três anos, 8.000 h/ano de vida até
a queima com substituição da lâmpada a cada 8.000 h, com uma
tendência normal de coleta de poeira.
 
Cálculo do fluxo luminoso total – a partir da determinação de todos os itens mencionados
anteriormente, obtemos o fluxo total luminoso a ser produzido pelas lâmpadas:
Cálculo do número de luminárias – a partir do fluxo luminoso total, calcula-se o número de luminárias
necessárias, representado pela fórmula a seguir:
• 
• 
O fluxo luminoso de uma luminária depende de sua fabricação, do tipo e do número de lâmpadas
instaladas. Deve-se utilizar sempre o número inteiro mais próximo, de luminárias, e que fique melhor
distribuído no espaço.
Um escritório possui as seguintes características: 
 
Comprimento: 10,0 m;
 
Largura: 8,0 m;
 
Pé-direito: 2,50 m;
 
Altura do plano de trabalho: 0,5 m;
 
Teto com cor branca, paredes branca e piso cinza escuro;
• 
• 
• 
• 
• 
 
Ambiente limpo, com manutenção periódica, e utilização do ambiente por 10 h/dia, em dias úteis;
 
Luminária a ser utilizada:
2 -  Método ponto por ponto – Também chamado de método das intensidades luminosas, é o método mais
simples para o dimensionamento da iluminação de um ambiente. O método é utilizado quando as dimensões
da fonte luminosa são pequenas se comparadas ao plano que deve ser iluminado. Alguns autores consideram
o valor de, no mínimo, cinco vezes.
Iluminação no objeto:
• 
• 
Aplicando as relações trigonométricas, obtemos as iluminâncias horizontal (Eh) e vertical (Ev): 
Uma sala de estudo tem as seguintes características:
 
Iluminância 3.930 lm;
 
Ângulo de 30° do eixo longitudinal da luminária;
 
Altura de 2 m da luminária ao ponto a ser iluminado;
 
Distribuição luminosa da luminária:
• 
• 
• 
• 
Cálculo luminotécnico
No vídeo a seguir, o professor apresentará a solução desta questão. Assista:
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Verificando o aprendizado
Questão 1
O interruptor que permite o comando em dois locais distintos, utilizado principalmente em
escadas e salas grandes, é denominado:
A
Interruptor paralelo ou three way.
B
Interruptor intermediário (four way).
C
Interruptor simples.
D
Interruptor remoto.
E
Interruptor dimmer.
A alternativa A está correta.
O Interruptor paralelo (three way) permite o comando em dois locais distintos e é muito utilizado em
escadas e salas grandes, onde há a necessidade de apagar e/ou acender lâmpadas em diferentes pontos.
Questão 2
Um projeto de iluminação deverá ser realizado a partir de alguns critérios. A luminância é um
desses critérios e ela pode ser definida como:
A
A quantidade de luz que incide sobre determinada área.
B
A potência luminosa em uma dada direção.
C
A relação do fluxo luminoso útil recebido pelo plano de trabalho e o fluxo emitido pela luminária.
D
A quantidade de emissão de luz que passa através ou é refletida a partir de uma superfície, em certo ângulo.
E
A quantidade de luminária utilizada em um projeto.
A alternativa D está correta.
Luminância é a quantidade de emissão de luz que passa através ou é refletida a partir de uma superfície,
em um certo ângulo. Seu símbolo é o L, sua unidade cd/m² ou nit.
3. Divisão da instalação em circuitos terminais e balanceamento das fases
Divisão da instalação em circuitos terminais
Circuitos são o conjunto de pontos (tomada ou iluminação) que são alimentados pelos mesmos
condutores e ligados ao mesmo dispositivo de proteção.
Portanto, após o estudo e cálculo das necessidades de cada ambiente da instalação, deve-se levantar as
potências que serão instaladas e suas respectivas demandas, alocar os pontos de tomadas e de iluminação, e
realizar distribuição dessas cargas em circuitos.
 
Conforme norma, a instalação deve ser dividida em tantos circuitos quantos necessários, e os circuitos
terminais devem ser individualizados pela função dos equipamentos de utilização que alimentam.
Atenção
Além disso, equipamentos de uso específico que excedam a corrente de 10 A devem ser distribuídos em
circuito separado e exclusivo. Exemplos disso são o chuveiro elétrico e o ar-condicionado. 
Para os pontos de tomada e os pontos de Iluminação, devem-se ser previstos circuitos com até 10 A de
corrente, ou seja, para tensão de fornecimento de 127 V, a potência máxima prevista seria por volta de 1270
VA e, para tensão 220 V, seria de 2200 VA.
 
Alguns ambientes, como cozinhas e lavanderias, onde encontramos equipamentos de consumo mais alto, o
limite de 10 A algumas vezes é excedido, sendo aceitável uma tolerância. No entanto, não se deve esquecer
de prever dispositivo de proteção e seção de condutor adequado.
Comentário
Vale lembrar que os ambientes de cozinha, copas, áreas de serviço, lavanderias também devem,
conforme norma, possuir circuitos exclusivos destinados à alimentação de suas tomadas. 
Sugestões de ambientes para agrupar em um mesmo circuito:
 
Quartos ou dormitórios e corredores;
 
Salas de estar, de TV e jantar;
• 
• 
 
Iluminação e tomadas de uso geral (TUG) de banheiros podem ser agrupadas com circuitos próximos
(exemplo: tomadas do banheiro de suíte no mesmo circuito das tomadas da suíte);
 
Cozinha colocar em um circuito as TUG (lembrando do limite de 10 A) e as tomadas de uso específico
(TUE) em circuito exclusivo;
 
Lavanderia e áreas de serviços;
 
Iluminação e tomadas em áreas externas da residência, separando-os para facilitar a manutenção;
 
Chuveiros, aquecedores, secadora de roupas, ar-condicionado e outros equipamentos que tenham
corrente nominal acima de 10 A (as TUE) devem ter um circuito exclusivo para cada.
A divisão da instalação deve ser bem realizada, conforme os critérios estabelecidos por norma. Além de
facilitar a operação e a manutenção da instalação, isso evita problemas como: mau dimensionamento, queda
de tensão, queima de equipamentos e até incêndios em instalações irregulares.
 
Além disso, circuitos com muita carga exigem:
Seção transversal grande nos condutores;
 
Dificuldade na instalação nos eletrodutos, nos interruptores e tomadas;
 
Custo mais elevado dos condutores.
 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
Atenção
Lembre-se de que cada circuito é ligado a um dispositivo de proteção, como disjuntores
termomagnéticos ou dispositivo diferencial residual (DR). 
Representação de um circuito de tomada.
Representação de um circuito de iluminação.
É importante não colocar um único circuito para iluminação ou um único para tomadas, visto que, se houver
qualquer problema em um dos circuitos, a instalação ficará sem um dos circuitos em funcionamento, deixando
o consumidor no escuro ou sem suas tomadas, até descobrir e resolver o problema.
Representação dos eletrodutos e condutores
Finalizado a divisão em circuitos, deve-se traçar os eletrodutos e condutores, ligando os quadros de
distribuição aos pontos de tomada, iluminação e interruptores.
 
Algumas considerações a serem seguidas para a representaçãodos eletrodutos:
 
1. Locar o quadro de distribuição no centro de cargas e em fácil acesso, conforme exposto no módulo 1;
 
2. Iniciar o traçado do quadro de distribuição, procurando os caminhos mais curtos e evitando cruzamento dos
eletrodutos;
 
3. Interligar, inicialmente, os pontos de iluminação;
 
4. Interligar os interruptores e pontos de tomada aos de iluminação;
 
5. Evitar conexão de muitos eletrodutos nas caixas de passagem;
 
6. Evitar passar uma quantidade elevada de circuitos em um mesmo eletroduto, pois fará com que o diâmetro
seja elevado, podendo influenciar no tamanho dos condutores, aumentando os custos;
7. Indicar os diâmetros nominais dos eletrodutos.
 
Após traçar os eletrodutos, representar os condutores, com algumas considerações:
 
1. Representar os condutores que passam em cada trecho do eletroduto.
 
2. Identificar os circuitos que os condutores pertencem.
 
3. Identificar as seções nominais.
 
Para uma instalação de uso coletivo, deve-se seguir os mesmos procedimentos apresentados anteriormente
para divisão de circuitos e representação dos eletrodutos e condutores, sendo adotado para todas as áreas e
pavimentos do edifício.
Coordenação entre condutores e dispositivos de proteção
A coordenação dos dispositivos de proteção com os condutores, contra sobrecarga e curtos-circuitos, deve
seguir critérios previstos pela NBR 5410:2004.
Sobrecargas
Para que a proteção dos condutores contra sobrecargas ocorra, as características de atuação dos
dispositivos de proteção devem ser tais que:
• 
• 
• 
É necessário aplicar o fator de correção de temperatura (FCT) ao valor da corrente de projeto quando as
condições de temperaturas ambiente previstas para os condutores forem diferentes de 30 °C.
Alguns fabricantes de disjuntores fornecem os valores do fator de correção de temperatura e, até mesmo, as
correntes nominais já corrigidas em função da temperatura. Caso esse valor não seja fornecido pode-se usar
o FCT utilizado para o dimensionamento do próprio condutor.
Curto-circuito
Para proteção contra corrente de curto-circuito, os dispositivos devem atender às seguintes condições:
2. A integral de Joule que o dispositivo deixa passar deve ser inferior ou igual à integral de Joule necessária
para aquecer o condutor, desde a temperatura máxima para o serviço contínuo até a temperatura limite de
curto-circuito, expresso por:
Exemplo:
Material do condutor
Isolação do condutor
PVC
EPR/XLPE
≤300 mm² >300 mm²
Temperatura
Inicial Final Inicial Final Inicial Final
70 °C 160 °C 70 °C 140 °C 90 °C 250 °C
Cobre 115 103 143
Alumínio 76 68 94
Emendas soldadas em condutores
de cobre
115 – –
NOTAS
1. Outros valores de K, para os casos mencionados a seguir, ainda não estão normalizados:
· Condutores de pequena seção (principalmente, para seções inferiores a 10 mm²);
· Curtos-circuitos de pequena seção (principalmente, para seções inferiores a 10 mm²);
· Outros tipos de emendas nos condutores;
· Condutores nus.
2. Os valores de K indicados na tabela são baseados na IEC 60724.
 
Para curtos-circuitos de qualquer duração, em que a assimetria da corrente não seja significativa, e para
curtos-circuitos assimétricos de duração de 
 0
 ,
 1
 s
 
 t
 
 5
 s
 pode-se escrever:
Conforme NBR 5410:2004, a capacidade de interrupção do dispositivo deve ser, no mínimo, igual à corrente
de curto-circuito presumida no ponto em que for instalado. Só se admite um dispositivo com capacidade de
interrupção inferior se houver, a montante, outro dispositivo com a capacidade de interrupção necessária.
 
Nesse caso, as características dos dois dispositivos devem ser coordenadas de tal forma que a energia que
eles deixam passar não seja superior à que podem suportar, sem danos, o dispositivo situado a jusante e as
linhas por eles protegidas.
Se um dos dispositivos de proteção escolhido contra sobrecarga possuir capacidade de interrupção
pelo menos igual à corrente de curto-circuito presumida no ponto de instalação, o mesmo também
pode ser considerado como proteção contra curtos-circuitos para a linha a jusante desse ponto.
No caso de a proteção contra sobrecargas ser provida por um dispositivo e a proteção contra curtos-circuitos
por outro dispositivo, distinto, aplicam-se, ao primeiro, as disposições contra sobrecargas e, ao segundo, as
disposições contra correntes de curto-circuito.
 
No entanto, as características dos dois dispositivos devem ser coordenadas de tal maneira que a energia que
o dispositivo de proteção contra curtos-circuitos deixa passar, durante um curto-circuito, não seja superior à
que pode suportar, sem danos, o dispositivo de proteção contra sobrecargas.
Divisão da instalação em circuitos terminais
No vídeo a seguir, a professora falará sobre divisão da instalação em circuitos terminais. Assista:
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Balanceamento das fases
O balanceamento das fases é feito para que uma das fases não fique sobrecarregada em relação às outras.
Para isso, é realizada a distribuição considerando as demandas máximas, e não as potências instaladas.
Atenção
O mesmo critério também é aplicado para dimensionamento dos condutores. Antes de realizar o
balanceamento, deve-se garantir que os circuitos estejam dimensionados. 
A ausência do balanceamento pode ocasionar o desligamento contínuo do disjuntor principal, causado pela
sobrecarga de uma das fases, além de aquecimento, redução de vida útil e perda de eficiência em
equipamentos elétricos.
Atenção
Equipamentos eletrônicos, transformadores e motores elétricos são muito sensíveis aos efeitos dos
desbalanceamentos. 
Após o balanceamento, é importante verificar a capacidade de ampliação futura da instalação por meio da
diferença entre a corrente nominal do disjuntor de proteção de entrada e a demanda máxima de cada fase.
Lembre-se de que, para sistemas monofásicos, não há o balanceamento de fases, visto que há apenas uma
fase.
Quadro de cargas
Após a distribuição em circuitos, é importante que o projetista elabore uma tabela, que contém o
levantamento detalhado de todas as cargas da instalação.
 
Essa tabela é conhecida também como Quadro de Cargas e apresenta os seguintes itens:
 
Numeração e descrição dos circuitos;
 
Tensão;
 
Potência total instalada de cada circuito;
 
Fase que será utilizada por circuito;
 
Fatores de correção
 
Seção do condutor calculada;
 
Disjuntor termomagnético;
 
Dispositivo residual;
 
Outros que o projetista considerar importante.
Exemplo de Quadro de Carga de uma residência.
Erros mais comuns de um projeto elétrico
É importante ter atenção para não cometer nenhum dos 10 erros listados a seguir:
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
 
1. Sobrecarregar disjuntores: colocar muitas cargas em um mesmo disjuntor, possibilitando a ocorrência de
sobrecargas, curto-circuito, incêndios e queima de aparelhos.
 
2. Prever um disjuntor com capacidade muito acima dos condutores: não protege corretamente os cabos em
condições de sobrecarga ou curto-circuito.
 
3. Não balancear as cargas: pode ocasionar superaquecimento nos equipamentos e condutores, risco de
incêndio e aumento do consumo de energia.
 
4. Não prever/instalar o dispositivo diferencial residual: o DR protege contra o choque elétrico e deve ser
instalado em circuitos que podem ter contato com água, como banheiros, cozinhas, áreas de serviço.
 
5. Não dimensionar/utilizar as seções correta dos condutores, ocasionando aquecimento dos mesmos, perda
de energia, queima dos aparelhos e aumento da conta de energia.
 
6. Instalar fios e cabos de péssima qualidade: ocasiona queda dos disjuntores, curtos-circuitos, incêndios etc.
 
7. Não realizar/prever aterramento adequado: pode provocar queima de máquinas e equipamentos, e a
ocorrência de choques elétrico.8. Não prever tomadas de uso específico: sobrecarrega os circuitos de tomada de uso geral, podendo gerar
queima, sobrecarga dos condutores e aumento de energia.
 
9. Prever pouco ponto de tomada: ocasiona o uso de “benjamins” e extensões por parte do usuário, podendo
gerar sobrecarga e queima de equipamentos.
 
10. Instalar incorretamente os fios, deixando-os expostos.
Selo Procel Edificações
Existe o Selo Procel também para edificações, não somente para equipamentos. O Selo Procel Edificações foi
estabelecido em 2014 e tem por objetivo principal identificar as edificações que apresentem as melhores
classificações de eficiência energética em uma dada categoria, motivando as pessoas a adquirirem e
utilizarem imóveis mais eficientes.
Alguns critérios a serem avaliados são a envoltória (composição de fachadas e coberturas, áreas
envidraçadas etc.), a iluminação, o condicionamento de ar e o sistema de aquecimento de água. O
selo pode ser concedido desde o projeto até a construção final, como na edificação já construída.
Para garantir níveis de eficiência mais elevados, é preciso atender a certos pré-requisitos para cada um dos
sistemas analisados. Para as áreas de uso comum, são avaliadas as áreas de uso frequente (iluminação
artificial, bombas centrífugas e elevadores) e as áreas de uso eventual (iluminação artificial, equipamentos,
sistema de aquecimento de água para banho, piscina e sauna) existentes na edificação.
Verificando o aprendizado
Questão 1
O circuito de um chuveiro tem tensão de 220 V, corrente de protejo de 27,5 A e capacidade de
condução de corrente de 39 A. Para proteger esse circuito contra sobrecargas, o valor do
disjuntor deverá ser:
A
20
B
25
C
32
D
40
E
63
A alternativa C está correta.
Para que a proteção dos condutores contra sobrecargas ocorra, o disjuntor deve atender à fórmula: 
Questão 2
Preencha a lacuna do texto, a seguir, com a alternativa correta.
Segundo a NBR 5410, todo ponto de utilização previsto para alimentar, de modo exclusivo ou
virtualmente dedicado, equipamento com corrente nominal superior a _____A deve constituir
um circuito independente.
A
5
B
15
C
10
D
16
E
30
A alternativa C está correta.
Conforme NBR 5410:2004, todo ponto de utilização previsto para alimentar, de modo exclusivo ou
virtualmente dedicado, equipamento com corrente nominal superior a 10 A deve constituir um circuito
independente.
I B ≤ I n ≤ I z , portanto, 27 , 5 ≤ I n ≤ 39 , logo I n = 32 A . 
4. Dimensionamento de condutores e eletrodutos
Condutor
Condutor, em uma instalação elétrica, é o elemento metálico que transporta a energia elétrica. Pode ser
encontrado no formato de fio, cabo e barra.
Fio, cabo e barra
Os fios podem ser utilizados diretamente como condutores, isolados ou não, ou podem ser utilizados
semiacabados para a fabricação de cabos. Cabo é o conjunto de fios enrolados, isolados ou não entre
si. A barra é um condutor de seção retangular, utilizada onde a seção necessária é alta, normalmente
empregada em quadros de distribuição.
Material condutor
Os condutores a serem empregados nas instalações elétricas devem ser de cobre ou alumínio. Os condutores
de alumínio são mais apropriados para a utilização em linhas de transmissão e distribuição. Para esse caso,
utiliza-se com alma de aço.
Material isolante
Existem diversos tipos de isolamento:
No interior das instalações residenciais, utiliza-se o condutor de PVC, devido a seu baixo custo. No entanto,
para os condutores entre os quadros de alimentação e de distribuição, são utilizados os condutores
termofixos normalmente, devido a sua capacidade de suportar grandes temperaturas sem alterar suas
características físicas.
Saiba mais
O condutor de proteção deve ser identificado pela dupla coloração verde-amarela ou pela cor verde.
Quando o circuito incluir neutro, o condutor respectivo deve ser identificado pela cor azul-claro. 
Dimensionamento dos condutores
A NBR 5410:2004 padroniza os valores mínimos dos condutores conforme o circuito que alimentarão:
Termoplásticos 
quando o material é aquecido, sofre um
amolecimento gradual, porém, quando a
fonte de calor é retirada, o material esfria e
volta às suas características originais,
exemplos: PVC e polietileno.
Termofixos 
Apresentam estabilidade a uma ampla
faixa de temperatura, mantendo suas
características mecânicas, exemplos:
XLPE e EPR.
Tipo de linha Utilização do circuito
Seção mínima do
condutor mm² –
material
Instalações
fixas em geral
Condutores e
cabos isolados
Circuitos de iluminação
1,5 Cu
16 Al
Circuitos de força
(tomada)
2,5 Cu
16 Al
Circuitos de sinalização e
circuitos de controle
0,5 Cu
Condutores nus
Circuitos de força
(tomada)
10 Cu
16 Al
Circuitos de sinalização e
circuitos de controle
4 Cu
Linhas flexíveis com cabos isolados
Para um equipamento
específico
Como especificado na
norma do equipamento
Para qualquer outra
aplicação
0,75 Cu
Circuitos a extrabaixa
tensão para aplicações
especiais
0,75 Cu
 
Além dessa tabela, a norma também prevê que sejam atendidos os seguintes critérios, para seção dos
condutores:
A capacidade de condução de corrente dos condutores deve ser igual ou superior à corrente de
projeto do circuito;
A proteção contra sobrecargas;
A proteção contra curtos-circuitos e solicitações térmicas;
A proteção contra choques elétricos por seccionamento automático da alimentação em
esquemas TN e IT, quando pertinente;
Os limites da queda de tensão.
• 
• 
• 
• 
• 
Condutor neutro
O condutor neutro não pode ser comum a mais de um circuito, com relação a sua seção:
Circuito monofásico
Deve possuir a mesma seção do condutor fase.
Circuito trifásico com neutro
A taxa de terceira harmônica e seus múltiplos for superior a 15% a seção do condutor neutro não deve
ser inferior à dos condutores de fase, podendo ser igual à dos condutores de fase se essa taxa não
for superior a 33%.
Circuito bifásico e neutro
Não deve ser inferior à seção dos condutores de fase, podendo ser igual à dos condutores de fase se
a taxa de terceira harmônica e seus múltiplos não for superior a 33%.
Circuito trifásico ou bifásico com neutro e taxa de terceira harmônica e seus múltiplos for superior a
33%
Pode ser necessário um condutor neutro com seção superior à dos condutores de fase.
Circuito trifásico com neutro e condutores de fase com seção superior a 25 mm²
A seção do condutor neutro pode ser inferior à dos condutores de fase, conforme tabela a seguir e
quando as seguintes condições forem atendidas simultaneamente:
O circuito for equilibrado, em serviço normal;
A corrente das fases não contiver uma taxa de terceira harmônica e múltiplos superior a 15%;
O condutor neutro for protegido contra sobrecorrentes.
Seção dos condutores de fase mm² Seção reduzida do condutor neutro mm²
S ≤ 25 S
35 25
50 25
70 35
95 50
120 70
150 70
185 95
240 120
300 150
400 185
Condutor de proteção (PE)
A NBR 5410:2004 adota a tabela a seguir para padronizar a seção mínima dos condutores de proteção
constituídos do mesmo metal que os condutores de fase.
 
Seção dos condutores de fase S
(mm²)
Seção mínima do condutor de proteção
correspondente (mm²)
S ≤ 16 S
16 35 S/2
 
• 
• 
• 
A seção de qualquer condutor de proteção que não faça parte do mesmo cabo, ou não esteja contida no
mesmo conduto fechado que os condutores de fase, não deve ser inferior a:
2,5 mm² em cobre ou 16 mm² em alumínio, se houver proteção contra danos mecânicos;
4 mm² em cobre ou 16 mm² em alumínio, se não houver proteção contra danos mecânicos.
Capacidade de condução de corrente
A capacidade de corrente determina a seção mínima dos condutores para que sejam evitados danos aos
circuitos em razão dos efeitos térmicos, provocados pela corrente elétrica que circula nos condutores.
 
A- Corrente do projeto (IB):
• 
• 
Atenção
Como a maioria das cargas das residências são resistivas, pode-se considerar o fp=1; para outras
instalações, é importante conhecer o fp. Os fabricantes dosequipamentos não resistivos são obrigados
a indicar o fp, como no caso de motores, reatores, entre outros. 
B- Material do condutor: cobre ou alumínio.
 
C- Método da instalação: Tabela 33 da NBR 5410:2004, a seguir, alguns exemplos:
D - Número de condutores carregados do circuito (fase ou neutro):
 
Dois para circuitos monofásicos ou bifásicos sem neutro;
 
Três para circuito bifásico com neutro e trifásico.
 
E- Tipo de isolação: PVC, EPR e XLPE.
 
F - Fatores de correção:
• 
• 
 
Fator de correção de temperatura (FCT) – utiliza-se quando a temperatura ambiente é diferente de 30°
C para cabos não subterrâneos e 20° C para cabos subterrâneos. Pode-se encontrar os valores do FCT
nas tabelas 40 e 41 da NBR 5410:2004;
 
Fator e correção de agrupamento (FCA) – é aplicado quando mais de um circuito é instalado em um
mesmo conduto (eletroduto, eletrocalha, bandeja etc.). Os valores do FCA podem ser encontrados nas
tabelas de 42 a 45 da NBR 5410:2004.
 
Os fatores de agrupamento das tabelas de 42 a 45 são válidos para condutores semelhantes, igualmente
carregados, ou seja, aqueles cujas capacidades de condução de corrente se baseiam na mesma temperatura
máxima para serviço contínuo e cujas seções nominais estão contidas no intervalo de três seções
normalizadas sucessivas. Quando os grupos de condutores não preenchem esses requisitos, devem ser
aplicados os seguintes métodos:
 
Cálculo caso a caso, utilizando, por exemplo, a NBR 11301;
 
Não sendo viável um cálculo mais específico, adotar a fórmula:
• 
• 
• 
• 
Atenção
A expressão anterior visa favorecer a segurança e reduzir os perigos de sobrecarga nos condutores de
menor seção nominal. No entanto, pode resultar no superdimensionamento dos condutores de seções
mais elevadas. 
G- Corrente de projeto corrigida (Ic):
H - Seção mínima dos condutores e capacidade de condução de corrente (Iz):
 
Depois de calcular Ic, utilizar as tabelas 36 a 39 da NBR 5410:2004 para obter a seção do condutor que
atende os requisitos, e deve atender a seguinte fórmula:
Queda de tensão
A resistência elétrica dos condutores, dos contatos entre condutores e interruptores, das emendas e de
outras conexões provoca uma queda de tensão. Uma queda de tensão alta comparada com a tensão nominal
de operação dos equipamentos pode prejudicar o seu desempenho ou reduzir sua vida útil.
 
A NBR 5410:2004 estabelece os limites percentuais de queda tensão em relação à tensão nominal da
instalação. Em qualquer ponto de utilização da instalação, a queda de tensão verificada não deve ser superior
aos seguintes valores, dados em relação ao valor da tensão nominal da instalação:
 
A. 7%, calculados a partir dos terminais secundários do transformador MT/BT, no caso de
transformador de propriedade da(s) unidade(s) consumidora(s);
 
B. 7%, calculados a partir dos terminais secundários do transformador MT/BT da empresa distribuidora
de eletricidade, quando o ponto de entrega for aí localizado;
 
C. 5%, calculados a partir do ponto de entrega, nos demais casos de ponto de entrega com
fornecimento em tensão secundária de distribuição;
• 
• 
• 
 
D. 7%, calculados a partir dos terminais de saída do gerador, no caso de grupo gerador próprio.
 
Esses limites de queda de tensão são válidos quando a tensão nominal dos equipamentos de utilização
previstos for coincidente com a tensão nominal da instalação.
Em nenhum caso, a queda de tensão nos circuitos terminais pode ser superior a 4%. Quedas de
tensão maiores do que as indicadas anteriormente são permitidas para equipamentos com corrente
de partida elevada, durante o período de partida, desde que dentro dos limites permitidos em suas
normas respectivas.
A - Método da queda de tensão unitária
• 
Atenção
Após encontrar o valor de ΔVu, utilizar as tabelas dos fornecedores e selecionar a queda de tensão cujo
valor seja imediatamente inferior ao calculado. 
B - Método da queda de tensão trecho a trecho
Depois de calcular o valor de ΔV%, comparar com o valor ΔV% (máx) estabelecido pela NBR
5410:2004. 
 Δ
 V
 %
 ≤
 Δ
 V
 %
 (
 m
 á
 
 
 x
 )
, a seção do condutor está adequada;
 Δ
• 
• 
 V
 %
 >
 Δ
 V
 %
 (
 m
 á
 
 
 x
 )
 a seção não está adequada e deve ser aumentada, repetindo os cálculos até obter o
valor menor.
Queda de tensão em V/A·Km – cabo sintenax, cabo sintenax flex e voltalena.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para ver mais detalhes da imagem
abaixo.
Dimensionamento dos condutores
No vídeo a seguir, a professora continuará falando sobre dimensionamento de condutores. Assista:
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Eletrodutos
A NBR 5410:2004 determina que os eletrodutos utilizados para instalações elétricas de baixa tensão sejam
não propagantes de chama e suportem esforços mecânicos, químicos e térmicos a que forem submetidos. Em
instalações embutidas, os mesmos devem suportar o esforço da deformação característico da técnica
construtiva utilizada. Só devem ser instalados, nos eletrodutos condutores isolados, cabos unipolares ou
cabos multipolares.
1
Material
Metal (aço ou alumínio) e plástico (PVC ou polietileno).
2
Elasticidade
Rígido, flexível corrugado e flexível plano.
3
Resistência mecânica
Leve, médio e pesado.
4
Propagação de chamas
Propagante de chama e não propagante.
5
Perfil
Plano ou corrugado.
6
Cor
Amarelo (leve), cinza (médio) e preto (pesado) – eletrodutos rígido ou flexíveis corrugados;
 
Preto com faixas coextrudadas amarelas (leve), preto com faixas coextrudadas cinzas
(médio);
 
Preto com faixas coextrudadas azuis (pesado) – eletrodutos flexíveis e planos.
Os eletrodutos devem ser dimensionados de forma que os condutores possam ser instalados e retirados com
facilidade. Para isso: 
• 
• 
• 
 
A taxa de ocupação do eletroduto, dada pelo quociente entre a soma das áreas das seções
transversais dos condutores previstos, calculados com base no diâmetro externo, e a área útil da seção
transversal do eletroduto, não deve ser superior a:
53%, no caso de um condutor;
31%, no caso de dois condutores;
40 %, no caso de três ou mais condutores.
 
Os trechos contínuos de tubulação, sem interposição de caixas ou equipamentos, não devem exceder
15 m de comprimento para linhas internas às edificações, se os trechos forem retilíneos. Se os trechos
incluírem curvas, o limite de 15 m e o de 30 m devem ser reduzidos em 3 m para cada curva de 90°.
Verificando o aprendizado
Questão 1
Em uma instalação elétrica trifásica, os condutores de fase de um circuito têm seção de 35
mm². De acordo com a NBR 5410:2004, as seções mínimas para os condutores de neutro e
proteção são:
A
50 mm² e 25 mm²
B
35 mm² e 25 mm²
C
25 mm² e 16 mm²
D
35 mm² e 16 mm²
E
16 mm² e 25 mm²
A alternativa C está correta.
Conforme NBR 5410:2004, para condutor de fase de 35 mm², a seção mínima do condutor neutro deverá
ser 25 mm² e do condutor de proteção 16 mm².
Questão 2
• 
◦ 
◦ 
◦ 
• 
A NBR 5410:2004 estabelece os limites percentuais de queda tensão em relação à tensão
nominal da instalação. Em relação a isso, a queda de tensão nos circuitos terminais não deve
ser superior a:
A
7%
B
6%
C
5%
D
4%
E
3%
A alternativa D está correta.
Conforme NBR 5410:2004, a queda de tensão nos circuitos terminais pode ser superior a 4%.
5. Conclusão
Considerações finais
Aprendemos,inicialmente, sobre a representação dos dispositivos, quadros e condutores em diagramas
unifilar e multifilar. Apresentando, também, a simbologia utilizada em um projeto elétrico, que facilita o
entendimento das plantas elétricas por todos os profissionais que trabalham com projeto ou construção de
edificações.
 
No segundo módulo, vimos os dispositivos de manobras mais utilizados e como alocar os pontos de tomada
em cada cômodo de uma instalação. Ainda demonstramos, pelo método luminotécnico, como prever o número
de pontos de luz em um cômodo, dependendo da sua utilização. Também compreendemos como devem ser
feitos a divisão dos circuitos e o balanceamento das fases, além da coordenação entre condutores e
dispositivos de proteção.
 
Por fim, foram apresentados os métodos de capacidade de condução de corrente e queda de tensão, para
dimensionar os condutores, e o método para calcular o tamanho da seção dos eletrodutos, a partir da taxa de
ocupação máxima.
Podcast
Para encerrar, ouça sobre os sistemas de instalação elétrica de baixa tensão em edifícios.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para ouvir o áudio.
Explore+
Para saber mais sobre os assuntos tratados neste tema, leia a Resolução Normativa nº 414 da ANEEL, a NBR
5410:2004 e as normas a ela vinculada, como IEC 60417 – Graphical symbols for use on equipment e a NBR
5361:1998 – Disjuntores de baixa tensão.
Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5410: instalações elétricas de baixa tensão. Rio de
Janeiro. 2004.
 
CARVALHO JÚNIOR, R. Instalações elétricas e o projeto de arquitetura (Biblioteca Virtual). 7. ed. São Paulo:
Blucher, 2016.
 
CREDER, H. Instalações elétricas. 16. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2018.
 
CRUZ, E. C. A.; ANICETO, L. A. Instalações elétricas: fundamentos, prática e projetos em instalações
residenciais e comerciais. 3. ed. São Paulo: Érica, 2019.
 
GEBRAN, A. P.; RIZZATO, F. A. P. Instalações elétricas prediais. Porto Alegre: Bookman, 2017.
 
LIGHT. RECON – BT, entradas individuais e coletivas. Regulamentação para fornecimento de energia elétrica a
consumidores de baixa tensão. Ed. 2019.
 
MUNDO DA ELÉTRICA. Vídeos e cursos de elétrica. Página inicial.
 
NERY, N. Instalações elétricas – princípios e aplicações. 2. ed. São Paulo: Érica, 2012.
 
RESOLUÇÃO NORMATIVA Nº 418, DE 23 DE NOVEMBRO DE 2010, AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA
ELÉTRICA – ANEEL.
 
SALA DA ELÉTRICA. Aulas sobre eletricidade na teoria e na prática. Página inicial.
	Sistemas de instalação elétrica de baixa tensão em edifícios
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Preparação
	Objetivos
	Sistemas de instalação elétrica de baixa tensão em edifícios
	Conteúdo interativo
	Introdução
	1. Quadros de distribuição, circuitos de distribuição e circuitos terminais
	Quadros de distribuição
	Atenção
	Cálculo do centro de carga
	Caixas para quadro de medição e de distribuição
	Edificação coletiva
	CS:
	QG:
	CM:
	CP:
	QG-C:
	QD:
	Quadros de distribuição
	Conteúdo interativo
	Circuitos
	Diagrama unifilar e multifilar
	A) Quadros de distribuição
	B) Quadros de medição
	C) Circuito terminal associado
	Resumindo
	FPR:
	SER:
	LRM:
	GLD:
	FVM:
	MOO:
	EXA:
	LLG:
	Simbologia
	Traço
	Círculo
	Triângulo equilátero
	Quadrado
	Conteúdo interativo
	Atenção
	Verificando o aprendizado
	Questão 1
	Um engenheiro eletricista está projetando um quarto conforme a figura a seguir. Pode-se verificar, na figura, que foi prevista a instalação de:
	O diagrama elétrico que representa a forma mais simples dos circuitos de uma instalação elétrica, em que uma única linha representa o eletroduto e os diferentes condutores ali instalados, é denominado:
	2. Dispositivos de manobra: localização, esquemas de ligação e fiação
	Dispositivo de manobra
	Interruptores
	Interruptor simples
	Interruptor paralelo (three way)
	Interruptor intermediário (four way)
	Interruptor Dimmer
	Minuterias
	Interruptores remotos
	Contatores e chaves magnéticas
	Sensor de presença
	Tomadas
	Atenção
	Saiba mais
	Atenção
	Banheiros
	Cozinhas
	Varandas
	Salas e dormitórios
	Demais cômodos
	Altura das tomadas
	Iluminação
	Saiba mais
	Atenção
	Tipos de luminária
	Luminária comum
	Luminária direcionadora de luz
	Luminária de luz indireta
	Luminária decorativa
	Luminária com refletores e parabólicos
	Luminotécnica
	Intensidade luminosa
	luminância ou Iluminamento
	Luminância
	Cálculo luminotécnico
	Cálculo luminotécnico
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	O interruptor que permite o comando em dois locais distintos, utilizado principalmente em escadas e salas grandes, é denominado:
	Um projeto de iluminação deverá ser realizado a partir de alguns critérios. A luminância é um desses critérios e ela pode ser definida como:
	3. Divisão da instalação em circuitos terminais e balanceamento das fases
	Divisão da instalação em circuitos terminais
	Atenção
	Comentário
	Atenção
	Representação dos eletrodutos e condutores
	Coordenação entre condutores e dispositivos de proteção
	Sobrecargas
	Curto-circuito
	Divisão da instalação em circuitos terminais
	Conteúdo interativo
	Balanceamento das fases
	Atenção
	Atenção
	Quadro de cargas
	Erros mais comuns de um projeto elétrico
	Selo Procel Edificações
	Verificando o aprendizado
	O circuito de um chuveiro tem tensão de 220 V, corrente de protejo de 27,5 A e capacidade de condução de corrente de 39 A. Para proteger esse circuito contra sobrecargas, o valor do disjuntor deverá ser:
	Preencha a lacuna do texto, a seguir, com a alternativa correta.Segundo a NBR 5410, todo ponto de utilização previsto para alimentar, de modo exclusivo ou virtualmente dedicado, equipamento com corrente nominal superior a _____A deve constituir um circuito independente.
	4. Dimensionamento de condutores e eletrodutos
	Condutor
	Material condutor
	Material isolante
	Saiba mais
	Dimensionamento dos condutores
	Condutor neutro
	Circuito monofásico
	Circuito trifásico com neutro
	Circuito bifásico e neutro
	Circuito trifásico ou bifásico com neutro e taxa de terceira harmônica e seus múltiplos for superior a 33%
	Circuito trifásico com neutro e condutores de fase com seção superior a 25 mm²
	Condutor de proteção (PE)
	Capacidade de condução de corrente
	Atenção
	Atenção
	Queda de tensão
	Atenção
	Conteúdo interativo
	Dimensionamento dos condutores
	Conteúdo interativo
	Eletrodutos
	Material
	Elasticidade
	Resistência mecânica
	Propagação de chamas
	Perfil
	Cor
	Verificando o aprendizado
	Em uma instalação elétrica trifásica, os condutores de fase de um circuito têm seção de 35 mm². De acordo com a NBR 5410:2004, as seções mínimas para os condutores de neutro e proteção são:
	A NBR 5410:2004 estabelece os limites percentuais de queda tensão em relação à tensão nominal da instalação. Em relação a isso, a queda de tensão nos circuitos terminais não deve ser superior a:
	5. Conclusão
	Considerações finais
	Podcast
	Conteúdo interativo
	Explore+
	Referências

Mais conteúdos dessa disciplina