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Prova de historia 1 ) A coexistência entre democracia e escravidão é inaceitável no mundo contemporâneo. No entanto, na democracia grega era uma ideia social e uma prática aceita, bem como em outras civilizações da Idade Antiga. Sobre a relação entre democracia e escravidão, assinale V para verdadeiro e F para falso. Em seguida, assinale a alternativa que corresponda à sequência correta. ( ) A escravidão era praticamente irrelevante na estrutura social e nas ideias políticas gregas. Ela existia, mas não interferia na vida pública. ( ) Os escravizados eram, em geral, prisioneiros de guerra e não havia relação entre a questão racial e a condição da escravidão. ( ) A escravidão estava associada à participação política dos cidadãos, afinal, os escravizados produziam os bens materiais, o que permitia tempo livre para a participação de seus donos nas assembleias. A ) V - F - F B ) F - V - V C ) F - F - V D ) F - V - F E ) V - F - V A alternativa correta é a B) F - V - V. Vamos analisar cada uma das afirmações: · (F) A escravidão era praticamente irrelevante na estrutura social e nas ideias políticas gregas. Ela existia, mas não interferia na vida pública. · Falso. A escravidão era fundamental para a economia e a sociedade grega. O trabalho dos escravos era o que permitia aos cidadãos (homens livres) se dedicarem à política, à filosofia e às artes. Portanto, a escravidão era extremamente relevante e a base da vida pública. · (V) Os escravizados eram, em geral, prisioneiros de guerra e não havia relação entre a questão racial e a condição da escravidão. · Verdadeiro. A principal fonte de escravos na Grécia Antiga era a guerra e a pirataria. A escravidão não era baseada em raça ou etnia, mas sim na condição de perdedor de uma guerra ou na situação de ser capturado. · (V) A escravidão estava associada à participação política dos cidadãos, afinal, os escravizados produziam os bens materiais, o que permitia tempo livre para a participação de seus donos nas assembleias. · Verdadeiro. Como mencionado acima, o trabalho dos escravos (produzindo alimentos, construindo edifícios, etc.) liberava os cidadãos das tarefas manuais, permitindo que eles tivessem tempo para se dedicar à política e à vida em sociedade. A escravidão era, portanto, uma condição essencial para o funcionamento da democracia grega. obrigada De nada! Fico feliz em ajudar. Se tiver mais alguma dúvida, pode perguntar. 2 ) Na teoria econômica de Karl Marx, um conceito importante para compreender a crítica do socialismo científico ao modo de produção capitalista é a mais-valia. Assinale a alternativa que melhor caracteriza esse conceito. A ) Explica o valor da ideologia burguesa na organização do mundo do trabalho, de forma a explicar o valor das artes e da produção intelectual. B ) Aplica-se exclusivamente ao processo de acumulação primitiva do capital durante o mercantilismo. Para analisar o capitalismo industrial e a produção de riquezas, Marx não utilizava o conceito de mais-valia. C ) É descrito no Manifesto Comunista, o qual busca explicar a dialética do seu pensamento. D ) É descrito no livro O Capital, o qual busca compreender como o acúmulo de riquezas da burguesia é proveniente da exploração do trabalho da classe operária. E ) Busca compreender a teoria do valor, permitindo a elaboração de contratos sociais entre burgueses e trabalhadores. A alternativa que melhor caracteriza o conceito de mais-valia na teoria de Karl Marx é a D) É descrito no livro O Capital, o qual busca compreender como o acúmulo de riquezas da burguesia é proveniente da exploração do trabalho da classe operária. Vamos analisar o porquê: · A mais-valia é um conceito central em "O Capital", a obra mais importante de Marx sobre economia política. · Ela se refere à diferença entre o valor que o trabalho do operário cria (o valor da mercadoria que ele produz) e o valor que ele recebe como salário. · Para Marx, o salário é o pagamento pela força de trabalho, mas o operário trabalha um período a mais (a mais-valia) que não é remunerado. Esse tempo de trabalho "extra" gera um valor que é apropriado pelo capitalista, tornando-se o lucro dele. · Assim, a mais-valia é a base da acumulação de capital e, para Marx, a prova da exploração do trabalho operário pelo sistema capitalista. Análise das outras alternativas: · A) Explica o valor da ideologia burguesa...: A mais-valia é um conceito econômico, não ideológico. A ideologia burguesa (superestrutura) é analisada por Marx, mas a mais-valia (estrutura econômica) é a base material da exploração. · B) Aplica-se exclusivamente ao processo de acumulação primitiva...: Falso. A mais-valia é o conceito central para Marx analisar o capitalismo industrial em seu estágio maduro, e não apenas sua fase inicial (acumulação primitiva). · C) É descrito no Manifesto Comunista...: O "Manifesto Comunista" é um panfleto político que resume as ideias de Marx e Engels. O conceito de mais-valia é desenvolvido e aprofundado em "O Capital". · E) Busca compreender a teoria do valor, permitindo a elaboração de contratos sociais...: Falso. Marx não propõe contratos sociais entre classes. Pelo contrário, a mais-valia demonstra a contradição e o antagonismo entre burgueses e operários. 3 ) A gradual autonomia política assumida pelo Estado em relação à Igreja católica nos séculos finais da Idade Média caracteriza o conceito de: A ) secularização B ) privatização C ) estatização D ) teocentrismo E ) feudalismo A resposta correta é a A) secularização. Análise do Conceito Secularização é o processo de separação entre as instituições religiosas (Igreja) e as instituições civis e políticas (Estado). Na Idade Média, a Igreja Católica tinha um poder imenso, influenciando diretamente a política, a economia e a vida social. A partir dos séculos finais da Idade Média e durante a Idade Moderna, os Estados nacionais emergentes (como as monarquias) gradualmente começaram a se fortalecer e a assumir funções que antes eram exercidas ou controladas pela Igreja. Esse processo de perda de influência e poder político da Igreja e o fortalecimento do Estado laico é o que chamamos de secularização. Ele permitiu que o Estado criasse leis, administrasse a justiça e controlasse o território de forma mais autônoma, sem a tutela da Igreja. Por que as outras alternativas estão incorretas: · B) Privatização: A privatização é a transferência de empresas ou serviços públicos para a iniciativa privada. Não se aplica à relação entre Estado e Igreja. · C) Estatização: A estatização é o oposto da privatização, ou seja, a transferência de empresas privadas para o controle do Estado. Não tem relação com o tema. · D) Teocentrismo: O teocentrismo é a visão de mundo em que Deus é o centro de tudo. Embora tenha sido a ideia dominante na Idade Média, a secularização representa justamente o enfraquecimento dessa visão no âmbito político. · E) Feudalismo: O feudalismo é o sistema social, econômico e político que predominou na Europa medieval, baseado nas relações de suserania e vassalagem. Embora esteja ligado ao contexto histórico, não é o conceito que descreve a separação entre poder político e religioso. 4 ) Assinale a alternativa que corresponde à concepção de política para Aristóteles. A ) A política degenera os seres humanos, pois contrapõe interesses distintos levando a conflitos sociais. B ) O ser humano é naturalmente social e, portanto, a política é, também, a característica natural que organiza estas relações sociais. C ) A política é ideal apenas quando constitui o regime político monárquico para regular a sociedade. D ) A política é a forma pela qual alguns grupos humanos dominam outros grupos em diferentes períodos da história. E ) A política é uma forma de dividir a sociedade entre os que desejam o bem comum e os que desejam a riqueza individual. A alternativa que melhor corresponde à concepção de política para Aristóteles é a B) O ser humano é naturalmente social e, portanto, a política é, também, a característica natural que organiza estas relaçõessociais. Análise do Conceito Aristotélico Aristóteles, em sua obra "Política", define o ser humano como um "animal político" (zōon politikon). Para ele, a natureza humana é a de viver em sociedade, em comunidade (a pólis). A política, nesse sentido, não é algo artificial ou um mal necessário. Pelo contrário, ela é a atividade mais nobre e natural para os seres humanos, pois é através dela que eles podem alcançar a felicidade e o bem comum. · A política é o campo onde as virtudes são exercidas e onde se busca a organização da vida em sociedade de forma justa. · Aristóteles via a pólis como a comunidade mais elevada, pois é nela que o ser humano, por meio da razão e da linguagem, pode discutir o que é justo e injusto, o que é bom e mau, e assim se distinguir dos outros animais. · A política, portanto, é a forma de organizar e aperfeiçoar essa vida em comunidade. Por que as outras alternativas estão incorretas: · A) A política degenera os seres humanos...: Essa visão é oposta à de Aristóteles. Ele defendia que a política aperfeiçoa o ser humano, permitindo que ele viva plenamente. · C) A política é ideal apenas quando constitui o regime político monárquico...: Aristóteles não via a monarquia como o único regime ideal. Ele analisou diversas formas de governo (monarquia, aristocracia, politeia) e considerava que a melhor forma dependia das circunstâncias, mas valorizava a politeia (governo de muitos, uma espécie de democracia moderada) como uma das mais virtuosas. · D) A política é a forma pela qual alguns grupos humanos dominam outros...: Essa é uma visão mais moderna e crítica da política (como a de Maquiavel ou Marx), que contrasta com a visão aristotélica, que a via como uma busca pelo bem comum. · E) A política é uma forma de dividir a sociedade...: Aristóteles via a política como uma forma de unificar a sociedade em torno de um objetivo comum (o bem-viver), e não de dividi-la. 5 ) Sobre o socialismo, seus ideais e práticas no século XX, marque V para verdadeiro e F para falso. Em seguida, assinale a alternativa que corresponde à sequência correta. ( ) Rosa Luxemburgo foi uma filósofa socialista que defendia o socialismo como resultado da organização dos trabalhadores em sindicatos e outros conselhos operários. ( ) Os sovietes, organização importante para a Revolução Russa de 1917, consistia em um conjunto heterogêneo formado por partidos políticos diversos. ( ) O ideal de Karl Marx assumiu diferentes interpretações e práticas durante o século XX. O grupo de pensadores socialistas ficaram conhecidos como marxistas. A ) V - V - F B ) V - F - V C ) F - V - F D ) V - F - F E ) F - F - V A alternativa que corresponde à sequência correta é a B) V - F - V. Vamos analisar cada afirmação para entender o porquê: · (V) Rosa Luxemburgo foi uma filósofa socialista que defendia o socialismo como resultado da organização dos trabalhadores em sindicatos e outros conselhos operários. · Verdadeiro. Rosa Luxemburgo, pensadora marxista alemã, criticava a visão de que a revolução viria de uma vanguarda de intelectuais ou de um partido autoritário. Ela acreditava firmemente na ação espontânea das massas trabalhadoras, que se organizariam através de sindicatos e conselhos (os sovietes) para construir o socialismo de baixo para cima. · (F) Os sovietes, organização importante para a Revolução Russa de 1917, consistia em um conjunto heterogêneo formado por partidos políticos diversos. · Falso. Os sovietes eram conselhos de trabalhadores, camponeses e soldados. Eles eram formados por delegados eleitos diretamente nas fábricas e nos quartéis, e não por uma coalizão de partidos políticos. Embora os partidos (como os bolcheviques) tentassem influenciar os sovietes, sua estrutura era de base e representativa dos trabalhadores, e não uma aliança partidária. · (V) O ideal de Karl Marx assumiu diferentes interpretações e práticas durante o século XX. O grupo de pensadores socialistas ficaram conhecidos como marxistas. · Verdadeiro. O pensamento de Marx foi a base para uma vasta gama de correntes socialistas no século XX. Pensadores como Lênin, Mao Tsé-Tung, Antonio Gramsci e o próprio grupo de Rosa Luxemburgo interpretaram e adaptaram as ideias de Marx para suas realidades, gerando diferentes práticas políticas (como o marxismo-leninismo, o maoísmo, etc.). Esses pensadores e suas correntes são, de fato, conhecidos como marxistas. 6 ) Leia as seguintes assertivas sobre a obra de Santo Agostinho e, em seguida, assinale a alternativa correta: I. A obra agostiniana é marcada pela crença na capacidade humana de construir a justiça social. II. A cidade de Deus é a perfeição divina, que representa o bem, em oposição à vida terrena, que representa o mal. III. Santo Agostinho concebia três formas de lei. A mais importante delas era a lei humana, que dependia das relações sociais de poder. A ) As assertivas II e III estão corretas. B ) Apenas a assertiva III está correta. C ) As assertivas I, II e III estão corretas. D ) Apenas a assertiva I está correta. E ) Apenas a assertiva II está correta. A alternativa correta é a E) Apenas a assertiva II está correta. Vamos analisar cada uma das afirmações: Análise das Afirmativas · I. A obra agostiniana é marcada pela crença na capacidade humana de construir a justiça social. · Incorreta. Santo Agostinho acreditava na limitação da razão humana para alcançar a perfeição ou a justiça plena por si só. Para ele, a justiça perfeita só é possível na Cidade de Deus, não na cidade terrena. A humanidade, corrompida pelo pecado original, precisa da graça divina para se aproximar da justiça, mas nunca a alcançará plenamente neste mundo. · II. A cidade de Deus é a perfeição divina, que representa o bem, em oposição à vida terrena, que representa o mal. · Correta. Em sua obra "A Cidade de Deus", Agostinho estabelece a distinção entre duas cidades: · A Cidade de Deus (Civitas Dei): Formada por aqueles que amam a Deus e vivem segundo os preceitos divinos. Representa a perfeição, a justiça e a salvação. · A Cidade Terrena (Civitas Terrana): Formada por aqueles que amam a si mesmos e buscam prazeres mundanos. Representa o pecado, a imperfeição e o mal. A luta entre essas duas "cidades" é um tema central na obra de Agostinho. · III. Santo Agostinho concebia três formas de lei. A mais importante delas era a lei humana, que dependia das relações sociais de poder. · Incorreta. Santo Agostinho, de fato, concebia três formas de lei, mas a mais importante não era a humana. A hierarquia das leis para ele era: 1. Lei Eterna (Lex Aeterna): a razão divina, a vontade de Deus. É a lei suprema e imutável. 2. Lei Natural (Lex Naturalis): a manifestação da lei eterna na consciência humana. 3. Lei Temporal ou Humana (Lex Temporalis): as leis criadas pelos homens. Elas devem, idealmente, ser justas e conformes à lei eterna. A mais importante era, sem dúvida, a Lei Eterna, da qual todas as outras derivavam. A lei humana era secundária e dependente das leis superiores. 7 ) Relacione corretamente as assertivas da Coluna 1 com os autores da Coluna 2 e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta. 1. Defendia a democratização da Igreja e a possibilidade de resistência em relação às decisões do Papa. 2. Precursor da ideia de distinção entre o poder executivo e o poder legislativo. 3. A justiça verdadeira só ocorre por intermédio da Igreja, vivenciada no amor e na caridade. 4. A filosofia e a razão devem colaborar para a compreensão da fé. ( ) Santo Agostinho ( ) Marsílio de Pádua ( ) São Tomás de Aquino ( ) Guilherme de Ockham A ) 3, 4, 2, 1. B ) 1, 2, 3, 4. C ) 3, 2, 4, 1. D ) 4, 2, 3, 1. E ) 1, 3, 4, 2. A alternativa que apresenta a sequência correta é a C) 3, 2, 4, 1. Vamos correlacionar as assertivas com os autores: · (3) A justiça verdadeira só ocorre por intermédio da Igreja, vivenciada no amor e na caridade. · Esta afirmação corresponde a Santo Agostinho. Ele defendia que a justiça perfeita não pode ser alcançada na cidade terrena (Estado), mas apenas na Cidade de Deus, ondeo amor e a caridade são a base da vida em comunidade. · (2) Precursor da ideia de distinção entre o poder executivo e o poder legislativo. · Esta afirmação corresponde a Marsílio de Pádua. Em sua obra "Defensor Pacis", ele foi um dos primeiros a argumentar a favor da separação de poderes, propondo que o povo ou seus representantes deveriam ter o poder legislativo e que o governo (o poder executivo) deveria ser subordinado a eles. · (4) A filosofia e a razão devem colaborar para a compreensão da fé. · Esta afirmação corresponde a São Tomás de Aquino. Ele foi o principal expoente da escolástica, buscando conciliar a filosofia de Aristóteles com o cristianismo. Sua obra se baseia na ideia de que a razão (filosofia) e a fé (teologia) não são opostas, mas que a razão pode e deve ser usada para fortalecer e compreender a fé. · (1) Defendia a democratização da Igreja e a possibilidade de resistência em relação às decisões do Papa. · Esta afirmação corresponde a Guilherme de Ockham. Ele criticou o poder temporal do Papa e defendeu que a autoridade máxima na Igreja deveria ser o Concílio Geral, composto por representantes do clero e dos leigos. Ele também defendeu o direito de resistência contra um papa que se desviasse da doutrina, o que o torna um precursor do conciliarismo e da crítica ao poder papal absoluto. 8 ) Relacione os polos de pensamento político, dispostos na primeira coluna, e suas características, Requisição: 8856875 Matricula: 554702 Data: 09/09/2025 14:11 Página: 4/5 apresentadas na segunda e, em seguida, assinale a alternativa que apresente a ordem correta da relação entre eles. 1. Esquerda 2. Direita ( ) Compreende a desigualdade social como algo natural da vida em sociedade e relaciona a posição social do indivíduo de acordo com seu esforço, mérito e dedicação. ( ) Compreende a desigualdade social como um fenômeno histórico, que deve ser combatido ou minimizado com base na ideia de justiça social, em que os indivíduos devem ter igualdade de oportunidades. ( ) Em sua versão extremista, a ênfase na diferença entre os indivíduos levou países à perseguição e extermínio de grupos sociais, nações e etnias. ( ) Em sua versão extremista a ênfase na igualdade levou países a sistemas autoritários que uniformizaram toda a vida social. ( ) É herdeira dos ideais de liberdade econômica difundidos na Revolução Francesa. ( ) É herdeira dos ideais de igualdade contidos na carta de direitos do homem e do cidadão da Revolução Francesa. A ) 2 - 1 - 1 - 2 - 2 - 1 B ) 2 - 1 - 1 - 2 - 1 - 1 C ) 2 - 1 - 2 - 1 - 1 - 2 D ) 1 - 2 - 1 - 2 - 2 - 2 E ) 1 - 2 - 1 - 2 - 1 - 2 A alternativa que apresenta a ordem correta é a C) 2 - 1 - 2 - 1 - 1 - 2. Vamos analisar a correlação de cada afirmação: · Compreende a desigualdade social como algo natural da vida em sociedade e relaciona a posição social do indivíduo de acordo com seu esforço, mérito e dedicação. · 2. Direita. Essa é uma visão clássica da direita, que tende a valorizar a meritocracia e a responsabilidade individual. A desigualdade é vista como um resultado natural das diferentes capacidades e esforços de cada um. · Compreende a desigualdade social como um fenômeno histórico, que deve ser combatido ou minimizado com base na ideia de justiça social, em que os indivíduos devem ter igualdade de oportunidades. · 1. Esquerda. A esquerda historicamente defende que a desigualdade é resultado de estruturas sociais e históricas (como classes sociais), não de diferenças individuais. A busca pela justiça social e pela igualdade de oportunidades é um de seus pilares. · Em sua versão extremista, a ênfase na diferença entre os indivíduos levou países à perseguição e extermínio de grupos sociais, nações e etnias. · 2. Direita. Esta afirmação se refere a ideologias de extrema-direita, como o nazismo e o fascismo, que se basearam na superioridade de raças e nações para justificar perseguições e genocídios. · Em sua versão extremista a ênfase na igualdade levou países a sistemas autoritários que uniformizaram toda a vida social. · 1. Esquerda. Essa característica se aplica a regimes de extrema-esquerda, como o stalinismo na União Soviética e o maoísmo na China, que, em nome da igualdade, impuseram controle estatal total e suprimiram as liberdades individuais e as diferenças sociais. · É herdeira dos ideais de liberdade econômica difundidos na Revolução Francesa. · 2. Direita. A direita liberal tem suas raízes nos ideais da Revolução Francesa que defendiam a liberdade individual e, por extensão, a liberdade de propriedade e de comércio (liberdade econômica). · É herdeira dos ideais de igualdade contidos na carta de direitos do homem e do cidadão da Revolução Francesa. · 1. Esquerda. A esquerda é herdeira dos ideais de igualdade e fraternidade da Revolução Francesa. O foco na igualdade social e política, na busca por direitos para todos, é um legado desse período. 9 ) Stalinismo é uma expressão que foi cunhada para representar o modelo de socialismo implantado por Josef Stálin na União Soviética, após a morte de Lênin. Sobre as mudanças representadas por Stalin na tradição socialista, as principais foram: A ) a alteração na dinâmica do socialismo e a implantação de medidas cada vez mais próximas dos ideais de social-democracia que estavam ganhando força no mundo ocidental. B ) a promoção, por meio da coletivização das terras e da ampliação do poder dos sovietes, de uma aproximação entre diferentes linhas de pensamento da Revolução Russa: o leninismo e o trotskismo. C ) a ampliação da participação política dos conselhos operários nas decisões da revolução, aproximação com os ideais anarquistas de autogestão das fábricas e internacionalismo. D ) a refundação dos paradigmas de socialismo associado às liberdades individuais, em detrimento do endurecimento dos regimes de caráter autoritário ao redor do mundo no contexto da Segunda Guerra Mundial. E ) a diminuição da atuação dos sovietes e conselhos operários, centralizando as decisões no Partido Comunista, bem como a nacionalização dos objetivos revolucionários que, até então, eram internacionalistas. A alternativa que descreve as principais mudanças representadas por Stálin é a E) a diminuição da atuação dos sovietes e conselhos operários, centralizando as decisões no Partido Comunista, bem como a nacionalização dos objetivos revolucionários que, até então, eram internacionalistas. Análise da Alternativa Correta O governo de Josef Stálin marcou uma ruptura significativa com os ideais originais da Revolução Russa e com o pensamento de Lênin e, principalmente, de Trotski. As duas principais mudanças foram: 1. Centralização do poder: Stálin progressivamente esvaziou o poder dos sovietes (conselhos de trabalhadores e soldados) e das assembleias de base, concentrando todas as decisões no Partido Comunista, que se tornou o único centro de poder. Essa centralização resultou em um regime totalitário, com controle absoluto sobre a economia, a política e a vida social. 2. Nacionalização da revolução: Enquanto a visão de Lênin e de Trotski era a de uma revolução mundial (o "socialismo internacionalista"), Stálin adotou a doutrina do "socialismo em um só país". Ele defendeu que a União Soviética deveria primeiro se fortalecer internamente, construindo o socialismo em suas próprias fronteiras, antes de buscar a expansão da revolução globalmente. Isso representou um afastamento radical do internacionalismo revolucionário. Por que as outras alternativas estão incorretas: · A) a alteração na dinâmica do socialismo e a implantação de medidas cada vez mais próximas dos ideais de social-democracia...: Falso. O stalinismo representou um endurecimento do regime, com perseguições políticas, expurgos e repressão, em total oposição aos ideais de social-democracia, que buscam reformas dentro do sistema capitalista. · B) a promoção, por meio da coletivização das terras e da ampliação do poder dos sovietes, de uma aproximação entre diferentes linhas...: Falso. A coletivização foi imposta de forma violenta, e o poder dossovietes foi diminuído, não ampliado. Além disso, o stalinismo promoveu uma perseguição brutal contra o trotskismo, a outra grande linha de pensamento. · C) a ampliação da participação política dos conselhos operários...: Falso. O stalinismo fez o oposto, suprimindo a autonomia dos conselhos operários. Ele também estava em desacordo com os ideais anarquistas de autogestão. · D) a refundação dos paradigmas de socialismo associado às liberdades individuais...: Falso. O regime stalinista foi um dos mais autoritários do século XX, com total supressão das liberdades individuais, censura e terror político. 10 ) Leia as assertivas a seguir a respeito das obras de São Tomás de Aquino e de Santo Agostinho e, em seguida, assinale a alternativa que corresponda somente às afirmações verdadeiras. I. A concepção de Estado em Santo Agostinho adquire uma característica teocrática. II. A concepção de Estado em São Tomás de Aquino é de que a autoridade é um fenômeno natural e deve servir ao bem comum. III. Para Agostinho, a autoridade se estabelece como vontade divina e, portanto, não pode ser utilizada para a promoção de guerras. IV. Santo Agostinho e São Tomás de Aquino são representantes da Patrística e da Escolástica respectivamente. A ) Somente as assertivas I, II e IV são verdadeiras. B ) Somente as assertivas II e IV são verdadeiras. C ) Somente as assertivas I e III são verdadeiras. Requisição: 8856875 Matricula: 554702 Data: 09/09/2025 14:11 Página: 5/5 D ) Somente as assertivas I, III e IV são verdadeiras. E ) Somente as assertivas III e IV são verdadeiras. A alternativa que contém somente as afirmações verdadeiras é a A) Somente as assertivas I, II e IV são verdadeiras. Vamos analisar cada uma das afirmações: Análise das Assertivas · I. A concepção de Estado em Santo Agostinho adquire uma característica teocrática. · Verdadeira. Agostinho, em "A Cidade de Deus", defende a supremacia da autoridade espiritual (a Igreja) sobre a temporal (o Estado). Ele argumenta que o Estado terreno, por si só, é imperfeito e, para se aproximar da justiça, precisa seguir os princípios da Igreja. O ideal agostiniano aponta para um governo guiado pelos valores divinos, o que é a essência de uma teocracia. · II. A concepção de Estado em São Tomás de Aquino é de que a autoridade é um fenômeno natural e deve servir ao bem comum. · Verdadeira. Influenciado por Aristóteles, Tomás de Aquino via o ser humano como um "animal social e político" por natureza. Portanto, a sociedade e o Estado não são resultado do pecado, mas uma forma natural de organização humana. A autoridade política, nesse sentido, tem a função de guiar a sociedade em direção ao bem comum, garantindo a ordem e a justiça. · III. Para Agostinho, a autoridade se estabelece como vontade divina e, portanto, não pode ser utilizada para a promoção de guerras. · Falsa. Embora a autoridade seja vista como derivada da vontade divina, Agostinho foi o principal teórico da doutrina da "guerra justa". Ele argumentava que a guerra poderia ser moralmente aceitável se fosse travada sob certas condições: para defender a fé, restaurar a paz, ou para corrigir uma injustiça. Assim, a autoridade divina podia, sim, justificar uma guerra em certas circunstâncias. · IV. Santo Agostinho e São Tomás de Aquino são representantes da Patrística e da Escolástica respectivamente. · Verdadeira. Santo Agostinho é o principal nome da Patrística, o período da filosofia cristã dos primeiros séculos, focado na defesa da fé e na conciliação do cristianismo com o neoplatonismo. São Tomás de Aquino é o nome mais importante da Escolástica, o período medieval que buscou conciliar a fé cristã com a filosofia de Aristóteles, usando a razão para sistematizar a teologia. 11 ) O mercantilismo foi o principal modelo econômico europeu durante a Idade Moderna. De acordo com a experiência teórica e histórica do mercantilismo, assinale a alternativa correta. A ) Foi um modelo econômico baseado no metalismo e na não intervenção do Estado na economia. A autorregulação do mercado garantia a balança comercial favorável. B ) Foi um modelo econômico em que o Estado participava da economia exclusivamente na administração das colônias ultramarinas. C ) Foi um modelo econômico centrado em economias globalizadas em um jogo de soma zero: relações comerciais em que todos os envolvidos saíam ganhando. D ) Foi um modelo econômico anterior à centralização do Estado. Um grupo de letrados desenvolvia a economia com base na balança comercial favorável, no metalismo, no protecionismo e no exclusivo colonial. E ) Foi um modelo econômico com ampla intervenção estatal na economia. Tinha como princípios de bom funcionamento da economia de uma nação: a balança comercial favorável, o acúmulo de metais preciosos, o protecionismo e o exclusivismo comercial. A alternativa correta é a E) Foi um modelo econômico com ampla intervenção estatal na economia. Tinha como princípios de bom funcionamento da economia de uma nação: a balança comercial favorável, o acúmulo de metais preciosos, o protecionismo e o exclusivismo comercial. Análise da Alternativa Correta O mercantilismo não foi um sistema econômico unificado, mas sim um conjunto de práticas e políticas adotadas pelas monarquias absolutistas europeias durante a Idade Moderna (séculos XVI ao XVIII). Essas práticas tinham como principal objetivo fortalecer o poder do Estado e da nação. Os pilares do mercantilismo eram: · Intervenção estatal: O Estado tinha um papel central e ativo na economia. Ele regulava a produção, o comércio e as atividades financeiras para atingir seus objetivos nacionais. · Metalismo: A riqueza de uma nação era medida pela quantidade de ouro e prata que ela possuía. Por isso, a política econômica se concentrava em acumular o máximo de metais preciosos. · Balança comercial favorável: O objetivo era exportar mais (vender mais produtos para o exterior) do que importar (comprar produtos de outros países), garantindo que a diferença (o superávit) fosse paga em ouro e prata. · Protecionismo: O Estado impunha altas tarifas e barreiras para proteger a produção nacional e desencorajar as importações de produtos estrangeiros. · Exclusivismo comercial (ou exclusivo colonial): As colônias eram forçadas a comerciar exclusivamente com suas metrópoles, fornecendo matérias-primas a baixo custo e comprando produtos manufaturados a preços mais altos, o que beneficiava unicamente a nação colonizadora. Por que as outras alternativas estão incorretas: · A) ...não intervenção do Estado na economia. A autorregulação do mercado...: Falso. Essa descrição se encaixa mais no liberalismo clássico, que surgiu posteriormente, no final do século XVIII. · B) ...exclusivamente na administração das colônias...: Falso. A intervenção do Estado era ampla e ocorria também nas economias internas das metrópoles, com leis e regulamentos para o comércio e a produção. · C) ...jogo de soma zero: relações comerciais em que todos os envolvidos saíam ganhando. Falso. O mercantilismo era, de fato, um jogo de soma zero, mas isso significa que o ganho de uma nação representava a perda de outra. A ideia era que as nações competiam por uma quantidade limitada de riqueza no mundo. · D) ...anterior à centralização do Estado. Falso. O mercantilismo se desenvolveu justamente em paralelo e foi o modelo econômico dos Estados absolutistas, que eram Estados centralizados. 12 ) A república romana consolidou-se por meio do direito e de instituições sólidas, mas não esteve isenta de conflitos sociais importantes, devido à desigualdade social característica de um regime oligárquico. As disputas de ideias, concepções de mundo e necessidades políticas, fez com que dois grupos sociais estivessem em disputa. São eles: A ) Patrícios, que constituíam a oligarquia; e Plebeus, que constituíam os trabalhadores urbanos e rurais. B ) Senadores, que compunham o legislativo; e Patrícios, que representavam a monarquia. C ) Plebeus, que dirigiam o Senado; e os Patrícios, que eram os proprietários de terra. D ) Plebeus,que detinham os latifúndios romanos; e Patrícios, que detinham o poder político. E ) Monarcas, que detinham o poder absoluto; e Plebeus, que buscavam participação política A alternativa correta é a A) Patrícios, que constituíam a oligarquia; e Plebeus, que constituíam os trabalhadores urbanos e rurais. Análise dos Grupos Sociais Romanos A República Romana foi marcada por um longo período de conflitos entre dois grupos sociais principais: · Patrícios: Eram a elite social e política de Roma. Eles se consideravam descendentes dos fundadores da cidade e detinham o controle das terras e das instituições políticas, como o Senado e o sacerdócio. Formavam, de fato, a oligarquia romana. · Plebeus: Eram a maioria da população, composta por agricultores, artesãos, comerciantes e pequenos proprietários de terra. Embora fossem cidadãos livres, eles não tinham os mesmos direitos políticos dos patrícios e eram frequentemente marginalizados. Ao longo de séculos de lutas (conhecidas como "Luta de Classes" em Roma), os plebeus conquistaram uma série de direitos, como o direito de eleger o Tribuno da Plebe e a criação da Lei das Doze Tábuas. Por que as outras alternativas estão incorretas: · B) Senadores... e Patrícios...: O Senado era, em grande parte, composto por patrícios. A oposição não era entre senadores e patrícios, mas sim entre a elite (patrícios) e o povo comum (plebeus). · C) Plebeus, que dirigiam o Senado...: Falso. O Senado era dominado pelos patrícios. Os plebeus lutavam justamente para ter representação e poder, algo que conquistaram com a criação do cargo de Tribuno da Plebe, mas nunca dirigiram o Senado. · D) Plebeus, que detinham os latifúndios romanos...: Falso. Os plebeus eram, em sua maioria, pequenos proprietários ou trabalhadores. Os latifúndios (grandes propriedades rurais) eram controlados pelos patrícios. · E) Monarcas... e Plebeus...: A República Romana surgiu após a derrubada da monarquia. O conflito principal não foi entre monarcas e plebeus, mas entre a nova elite republicana (os patrícios) e a maioria da população (os plebeus).