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PROCESSAMENTO DO RNA E TRADUÇÃO BIOB 163 – Genética Molecular Prof. Dra Carolinne Marques PROCESSAMENTO DO RNA Processamento do RNA Compreende as modificações que ocorrem no RNA durante a transcrição (cotranscricionais ou após (pós- transcricionais). Podem ser: 1. Capeamento na extremidade 5’ 2. Poliadenilação na extremidade 3’ 3. Splicing (recomposição) Processamento do RNA 1. Capeamento 5’ (ou 5’ Cap) É a adição de uma estrutura (cap) na 5’ do RNA que acabou de ser produzido. Funçoes do cap: protege o RNA da degradação; é necessário para a tradução do mRNA. Fonte: PIERCE, 2016 Fonte: PIERCE, 2016 Mecanismo: capeamento 5’ Processamento do RNA 2. Poliadenilação na extremidade 3’ Adição de uma cauda poli (A) na extremidade 3’do RNA Cauda Poli(A): 50 a 250 Adeninas Funções: Estabilidade ao RNA; ajuda na fixação do ribossomo ao mRNA; contribui na exportação para o citoplasma. Fonte: PIERCE, 2016 Mecanismo: adição da Poli (A) Processamento do RNA - Splicing Genes de eucariotos: Éxons – sequências do mRNA que são irão formar uma proteína/peptídeo Íntrons – sequências do mRNA que estão entre os éxons. Splicing: Remoção dos introns e união dos éxons Splicing Nucleotídeos conservados indicam as junções éxon-íntron. GU na ponta 5’ e AG na ponta 3’. Resíduo A entre 15 e 45 nucleotídios upstream do sítio de corte 3′. Splicing: mecanismo de remoção dos introns Fonte: GRIFFTHS, 2016 Splicing Spliceosomo Complexo responsável pela remoção dos íntrons Formado por pequenos RNA nucleares (snRNA) e proteínas. Os snRNA são complementares às sequências consenso nas junções de recomposição. Processamento do RNA - splicing Spliceossomo Os nucleotídios conservados no transcrito são reconhecidos por cinco pequenas ribonucleoproteínas nucleares (snRNP) e snRNAs Processamento do RNA - splicing Fonte: PIERCE, 2016 Splicing alternativo É a remoção de diferentes introns dentro do RNA Possibilita a um gene pode codificar mais de um polipeptídio. Explica a relação genoma/proteoma em humanos: cada gene pode levar a produção de mais de uma proteína Fonte: PIERCE, 2016 Fonte: PIERCE, 2016 SÍNTESE DE PROTEÍNAS DNA RNA PROTEÍNA TRANSCRIÇÃO TRADUÇÃO Estrutura das proteínas - As proteínas são as principais biomoléculas que determinam a forma, cor, tamanho, comportamento e a fisiologia dos organismos. - Uma proteína é um polímero composto por monômeros denominados aminoácidos. Estrutura básica de um aminoácido Estrutura das proteínas - Nas proteínas, os aminoácidos são unidos por ligações denominadas ligações peptídicas. Fonte: GRIFFITHS, 2016 Estrutura das proteínas estrutura primária: a sequência linear dos aminoácidos em uma cadeia de polipeptídios estrutura secundária: regiões da cadeia de polipeptídios que se dobram em formas específicas As estruturas secundárias mais comuns são a α-hélice e a folha β- pregueada. estrutura terciária: é produzida pelo dobramento da estrutura secundária. estrutura quaternária: estrutura composta por dois ou mais polipeptídios. Fonte: GRIFFITHS, 2016 Código genético +É a relação entre a sequência de nucleotídios do DNA e a sequência de aminoácidos da proteína. +A combinação de nucleotídios do mRNA que codifica um aminoácido específico é chamada códon. Fonte: GRIFFITHS, 2016 tRNA – adaptador da Tradução - tRNA: molécula adaptadora que leva os aminoácidos para a síntese de proteínas - Apresenta uma forma de folha de trevo - A alça do anticódon possui uma trinca de nucleotídios denominada anticódon. - O anticódon no tRNA e o códon no mRNA se ligam por pareamento de bases entre os RNA. Fonte: GRIFFITHS, 2016 tRNA - adaptador Tradução pelo tRNA: - Os aminoácidos são unidos aos tRNA por meio de enzimas denominadas aminoacil-tRNA sintetases. - Existem 20 dessas enzimas na célula, uma para cada um dos 20 aminoácidos. Ribossomos - A síntese proteica ocorre quando moléculas de tRNA e mRNA se associam aos ribossomos. - A função do ribossomo é traduzir a sequência de códons de nucleotídios no mRNA para a sequência de aminoácidos. Fonte: GRIFFITHS, 2016 Sítios dos Ribossomos - sítio A: liga um aminoacil-tRNA que chega, e que é equivalente ao anticódon, +sítio P: liga-se à cadeia de peptídios em crescimento, parte da qual se encaixa em uma estrutura semelhante a um túnel na subunidade 50S. +sítio E: contém um tRNA que deixa de carrear um aminoácido, e que está pronto para ser liberado do ribossomo. Fonte: GRIFFITHS, 2016 Tradução 1. Iniciação 2. Alongamento 3. Término. Requisitos: Ribossomo, mRNA, “tRNA carregados” Proteínas adicionais Tradução Iniciação: - O primeiro aminoácido em qualquer polipeptídio recém-sintetizado é a metionina, especificada pelo códon AUG. i - Ela é inserida por um tRNA iniciador - tRNA Met. - Em bactérias, um grupo formil é adicionado à metionina enquanto o aminoácido se liga ao iniciador, formando a N-formilmetionina. Tradução Iniciação em procariotos: - Os códons de iniciação são precedidos por sequências especiais denominadas sequências de Shine-Dalgarno - O pareamento da SD com a 30S do ribossomo posiciona corretamente o códon iniciador no sítio P ao qual o tRNA iniciador se ligará. Fonte: GRIFFITHS, 2016 Tradução Iniciação em procariotos: Três fatores de iniciação (IF1,IF2 e IF3) são necessários para a iniciação correta: IF1 e IF2: atuam para assegurar que apenas o tRNA iniciador entre no sítio P. IF3: necessária para manter a subunidade 30S dissociada da subunidade 50S Fonte: GRIFFITHS, 2016 Fonte: Pierce, 2016 Fonte: Pierce, 2016 Fonte: Pierce, 2016 Tradução +Alongamento: O alongamento da tradução requer: 1. O complexo 70S; 2. tRNAs carregados com seus aminoácidos; 3. Fatores de alongamento; 4. GTP. Fonte: SNUSTAD; SIMMONS, 2017 Tradução Alongamento – ocorre em três etapas: 1. um tRNA carregado se liga ao sítio A. 2. a formação de uma ligação peptídica entre os aminoácidos que são presos aos tRNAs nos sítios P e A. 3. translocação, o movimento do ribossomo no mRNA no sentido 5′ → 3′. Fonte: SNUSTAD; SIMMONS, 2017 Fonte: SNUSTAD; SIMMONS, 2017 Fonte: SNUSTAD; SIMMONS, 2017 Fonte: SNUSTAD; SIMMONS, 2017 Tradução Término: - A síntese de proteínas termina quando o ribossomo transloca para um códon de terminação. - Como não existem tRNAs com complementaridade com anticódon no códon de terminação, nenhum tRNA entra no sítio A do ribossomo quando um códon de terminação é encontrado. - Proteínas chamadas de fatores de liberação se ligam ao ribossomo. Tradução Término: - Em E. coli existem três fatores de liberação – RF-1, RF-2 e RF-3. RF-1 ou RF-2: a ligação ao sítio A do ribossomo leva a ruptura do tRNA no sítio P e a liberação do polipeptídio. RF-3: juntamente com fatores adicionais, participa na liberação do tRNA do sítio P, na liberação do mRNA do ribossomo e a dissociação do ribossomo. Fonte: PIERCE, 2016 Fonte: PIERCE, 2016 Fonte: PIERCE, 2016 Dúvidas? image1.jpeg image2.png image3.jpg image4.jpg image5.jpg image6.jpg image7.png image8.jpeg image9.jpg image10.jpg image11.jpg image12.jpg image13.jpg image14.jpg image15.jpg image16.jpg image17.jpg image18.jpg image19.jpg image20.jpg image21.jpg image22.jpg image23.jpg image24.jpg image25.jpg image26.jpg image27.jpg image28.jpg image29.jpg image30.jpg image31.jpg image32.jpg image33.jpg image34.jpg image35.jpg