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Sessão 1 - Financiamento do SUS Financiamento do SUS Prof. Ms. Camila Pawelski Mecanismos Constitucionais de Financiamento Emenda Constitucional nº 29/2000 • Define percentuais mínimos de aplicação em saúde: • União: valor do ano anterior + variação nominal do PIB. • Estados e DF: mínimo de 12% da receita própria. • Municípios: mínimo de 15% da receita própria. • Estabelece competências e recursos mínimos. Emenda Constitucional nº 86/2015 (Orçamento Impositivo) •Torna obrigatória a execução de emendas parlamentares individuais. •Amplia o controle do orçamento da saúde. Emenda Constitucional nº 95/2016 (Teto de Gastos) •Congela os gastos públicos federais (inclusive saúde) por 20 anos. •Substitui a regra da EC 29 para a União. Gestão e Transferência de Recursos Blocos de Financiamento (Modelo anterior – até 2017) • Existiam seis blocos: • Atenção Básica • Média e Alta Complexidade Ambulatorial e Hospitalar • Vigilância em Saúde • Assistência Farmacêutica • Gestão do SUS • Investimentos na Rede de Serviços de Saúde Portaria GM/MS nº 3.992/2017 – Modelo atual • Extingue os blocos anteriores. • Estabelece dois grandes blocos de financiamento: • Custeio das Ações e Serviços Públicos de Saúde • Investimentos na Rede de Serviços Públicos de Saúde • Determina transferências fundo a fundo (Fundo Nacional de Saúde → fundos estaduais/municipais). Tipos e Fontes de Financiamento do SUS Tripartite: União, Estados e Municípios • Cada esfera de governo tem responsabilidade de financiamento. • Proporcionalidade de gastos definida nas ECs e leis orgânicas. Fontes de Recursos: • Impostos e contribuições sociais (IR, IPI, ICMS, ISS etc.). • Contribuição Social para a Seguridade Social. • Recursos próprios de estados e municípios. • Emendas parlamentares (individuais e de bancada). • Parcerias público-privadas (com limites legais). Instrumentos de Planejamento e Execução •Plano de Saúde: estratégico, de médio prazo (4 anos). •Programação Anual de Saúde (PAS): execução anual do plano. •Relatório de Gestão: prestação de contas. •Relatórios quadrimestrais: conforme a LC nº 141/2012. Leis Complementares e Portarias Relevantes Lei Complementar nº 141/2012 • Regulamenta a EC nº 29. • Define o que é e o que não é gasto em saúde. • Estabelece critérios de fiscalização, avaliação e controle. Portaria de Consolidação nº 6/2017 (MS) • Consolida normas sobre o financiamento e a transferência de recursos. Indicadores e Avaliação do Financiamento •Percentual de gasto em saúde sobre a receita corrente líquida. •Per capita de investimento em saúde. •Cobertura de programas por financiamento (ex: Saúde da Família, SAMU, Farmácia Popular). •Monitoramento por meio do SIOPS (Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde). Análise de Conjuntura Crise Econômica - há nítida oscilação em torno da média dos níveis de negócios com forte impacto no PIB e no nível de emprego. Crise Política - instabilidade na governança manifestada pelo desequilíbrio entre estado, sociedade e mercado. Crise Fiscal - o que se recebe de imposto não dá mais para atender as demandas e gastos a serem quitados. Responsabilidade pela Gestão do SUS L e i n º 8 .0 8 0 d e 1 9 d e S e te m b ro d e 1 9 9 0 Art. 9. Fluxo do Processo de Gestão em Saúde Seguindo diretrizes Conferênciasdas de Saúde sob orientação do Conselho de Saúde e de normas regulamentares normatizadoras, os gestores de saúde deverão organizar o planejamento das ações de saúde a serem executadas de forma ascendente e integrada, sob os respectivos níveis de responsabilidades. Conhecimento do território e suas necessidades assistenciais de saúde Definição e priorização de objetivos e metas em um período anual Definição das ações de saúde a serem executadas por meio de metas físicas e necessidades de recursos financeiros Planejamento Plano de Saúde Programação Anual de Saúde Projeto de Lei Orçamentária Anual Fluxo do Processo de Gestão em Saúde União: EC 95/2021 15% RCL 2017 + IPCA ano a ano Estados: LC 141/2012 mínimo 12% Recursos Próprios, observado se o % estabelecido na Constituição Estadual não for superior Municípios: LC 141/2012 mínimo 15% Recursos Próprios, observado se o % estabelecido na Constituição Municipal não for superior Financiamento Transferências de recursos fundo a fundo aos entes subnacionais em contas correntes específicas em instituições financeiras oficiais federais. Transferências dos recursos para contas correntes específicas dos Fundos Estaduais/Distrital de Saúde, e transferências de recursos fundo a fundo para os Fundos de Saúde dos Municípios em contas correntes específicas. Transferências em contas correntes específicas dos Fundos de Saúde Municipais. Operacionalização Plano Nacional de Saúde - Diretrizes Conselhos de Saúde Pactuações Comissões Inter gestoras Plano de Saúde – P A S Fundo de Saúde Resultado Avaliado – Relatórios Intermediários Relatório Anual de Gestão Planejamento Financiamento Execução Acompanhamento Monitoramento Avaliação Ciclo de Gestão Plano Nacional de Diretrizes Conselhos de Saúde Pactuações Comissões Inter gestoras Plano de Saúde – P A S Fundo de Saúde Resultado Avaliado – Relatórios Intermediários Relatório Anual de Gestão Planejamento Financiamento Acompanhamento Monitoramento Avaliação Decreto nº 7.508/2011 Saúde - Lei ComplemenEtxaecrução nº 141/2012 Ciclo de Gestão Lei nº 4.320 de 17 de Março de 1964 Estima Receita Orçamento Público ✓ Arrecadação ✓ Superávit ✓ Frustação ✓ Fonte ✓ Vinculação Fixa Despesa ✓ Execução ✓ Empenho ✓ Restos a Pagar ✓ Vinculação ✓ Fonte ✓ Categoria Econômica ✓ Contingenciamento Estatui Normas Gerais de Direito Financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal. Aplicar os recursos recebidos seguindo as normas aplicáveis à administração pública quanto a despesa e a receita, de acordo com a política de saúde estabelecida no planejamento. Formas de Financiamento no SUS * Parágrafo Único, Art. 18 da LC nº 141/2012 FORMASDEFINANCIAMENTO FAVORECIDOS NormaAplicável Transferências Fundo a Fundo Fundosde Saúde LC nº 141 de 13/01/2012 Convênios Fundos Estaduais e Municipais*, Decreto nº 8.180 de 30/12/2013 EPSFL(CNES- CEBAS) Contrato de Repasse(Construção Civil) Fundos de Saúde(construção,ampliação e reforma,EPSFL (reforma) TermodeExecução Descentralizada - TED InstituiçõesFederaisdeServiçosde Saúde (CNES) Transferência Regular e Automática Fundo a Fundo Para não mais confundir!! IMPORTANTE Natureza Jurídica – IN RFB nº 2.119 de 06/12/2022 Fundo Público da Administração Direta Federal – 131-7 Estadual ou do DF – 132-5 Municipal – 133-3 Algumas dificuldades observadas ao longo do tempo na gestão dos recursos, a serem comprovadas: • as portarias do Ministério da Saúde deixam dúvidas quanto às orientações de mérito e utilização dos recursos, além de que as ações orçamentárias estabelecidas nas diversas leis orçamentárias nem sempre apresentam correlação; • os recursos transferidos aos entes subnacionais, na modalidade fundo a fundo, muitas vezes são interpretados e normatizados como instrumento de convênios, em que pese as atividades continuadas não poderem ser financiadas por meio desse instrumento; • pouca atenção para a compatibilidade entre os resultados da execução orçamentária e as metas físicas estabelecidas em instrumentos de planejamento; • complexidade normativa das questões fiscais, orçamentárias e contábeis, além do que tais normas podem não ser compatíveis entre si, causando seu eventual descumprimento; Algumas dificuldades observadas ao longo do tempo na gestão dos recursos, a serem comprovadas: • interferências de secretários de finanças/fazenda/economia na gestão financeirada saúde; • falta de prioridade nas compras específicas de insumos para a saúde em função de processos centralizados de compras sob responsabilidade de outras áreas de atuação que não a saúde; • processos licitatórios morosos e complexos; • dificuldade de compreensão do tema saúde no meio dos consultivos jurídicos dos entes; • tempo dispendido para inclusão de recursos financeiros recebidos na lei orçamentária; e, • a rotatividade excessiva da força de trabalho na atividade meio para tratamento de matérias essenciais para o planejamento, logística e execução orçamentária, financeira e contábil. Pontos fundamentais! ❖ O secretário de saúde é, necessariamente, o patrocinador; ❖ Planejamento tem que seguir diretrizes; ❖ Orçamento tem que estar em consonância com o planejamento efetuado; ❖ Monitoramento e acompanhamento de metas físicas e orçamentárias tem que ser permanente; ❖ Ter conhecimento das ações da área de saúde; ❖ Ter conhecimento normativo compatível com o desempenho das atividades; ❖ Políticas Públicas na área da saúde têm que ser bem definidas. ❖ Estrutura física e operacional compatíveis com as atividades desenvolvidas. Sobre os percentuais mínimos de aplicação em saúde, de acordo com a EC nº 29/2000, assinale a alternativa correta: A) Municípios devem aplicar no mínimo 10% de sua receita em saúde. B) Estados devem aplicar no mínimo 15% de sua receita em ações e serviços públicos de saúde. C) A União deve aplicar no mínimo 15% da Receita Corrente Líquida. D) Estados devem aplicar no mínimo 12% e municípios 15% da receita própria em saúde. A Portaria GM/MS nº 3.992/2017 trouxe qual principal mudança no modelo de financiamento do SUS? A) Criação do financiamento por emendas parlamentares obrigatórias. B) Aumento dos percentuais de aplicação mínima em saúde. C) Extinção dos blocos de financiamento e instituição dos blocos de custeio e investimento. D) Centralização da aplicação dos recursos na esfera federal. Segundo a Lei Complementar nº 141/2012, NÃO é considerado gasto em ações e serviços públicos de saúde: A) Aquisição de medicamentos. B) Pagamento de aposentadorias e pensões. C) Manutenção de equipes da saúde da família. D) Investimento em infraestrutura de unidades básicas de saúde. O Sistema de Informação sobre Orçamentos Públicos em Saúde (SIOPS) tem como principal objetivo: A) Controlar a gestão hospitalar. B) Monitorar a aplicação de recursos públicos em saúde. C) Arrecadar tributos destinados à saúde. D) Garantir a judicialização do acesso a medicamentos. Com base na Emenda Constitucional nº 95/2016 (teto de gastos), os gastos federais com saúde pública: A) Devem crescer 6% ao ano conforme variação do PIB. B) Foram congelados com base no valor executado do ano anterior, corrigido pela inflação. C) Não sofreram nenhuma alteração. D) Devem obedecer à Receita Corrente Líquida total dos entes federativos.