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DENTAL TRAUMA Agosto, 2028 Prof. Esp. Juliana Patricia É uma lesão de extensão, intensidade e gravidade variáveis. Origem: acidental ou intencional. Pode ser causado por forças que atuam no orgão dental e / ou tecidos adjacentes. Traumatismo Dentário Impacto na qualidade de vida Trauma dentário é um problema de saúde pública odontológica devido a sua frequência, custos e tratamento, que pode continuar para o resto da vida do paciente. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/24387748/ A presença do TD pode causar problemas de função, problemas estéticos e os efeitos sobre o bem-estar emocional e social. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/24387748/ Epidemiologia Faixa etária: 18 e 30 meses Gênero: masculino Etiologia: queda de própria altura Local: casa Etiologia: colisões Epidemiologia Fator predisponente: obesidade Fator predisponente: hiperatividade ou deficit de atenção Fator predisponente: incapacidade motora ou intelectual Epidemiologia Dentes lesados: ICS e ILS Fator predisponente: overjet e selamento labial inadequado Tipo: luxação em decíduos Fratura coronária em permanentes Selamento labial inadequado Selamento labial inadeuqado, overjet acentuado e mordida aberta anterior estão associados à ocorrência de traumatismos dentários em crianças e adolescentes brasileiros. https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1111/edt.12707 Traumatismo das estruturas de suporte Traumatismo nas estruturas mineralizadas PODE OCORER MAIS DE UM TIPO DE TRAUMATISMO NO MESMO DENTE. LUXAÇÃO FRATURAS CLASSIFICAÇÃO EM TECIDO DURO Não importa o tipo de traumatismo, a polpa dentária e as estruturas de suporte sofrem, em maior ou menor grau, uma injúria que gera um processo inflamatório... Intensidade: pequena Deslocamento: não Tecido: polpa, ligamento periodontal e osso alveolar. Clinicamente: posição normal Mobilidade: leve na subluxação Sangramento: em sulco gengival na subluxação Radiograficamente: sem alteração CONCUSSÃO E SUBLUXAÇÃO DESLOCAMENTO LATERAL EXTRUSÃO LUXAÇÃOINJÚRIAS: Intensidade: moderada Deslocamento: para um lado Tecido: polpa, ligamento periodontal e osso alveolar. Clinicamente: posição modificada Mobilidade: não Sangramento: sim Radiograficamente: área radiolúcida no final do alvéolo Intensidade: severa Deslocamento: para incisal Tecido: polpa, ligamento periodontal e osso alveolar. Clinicamente: posição modificada Mobilidade: sim excessiva Sangramento: sim Radiograficamente: área radiolúcida no final do alvéolo LUXAÇÃOINJÚRIAS: Intensidade: severa Deslocamento: para apical Tecido: polpa, ligamento periodontal e osso alveolar. Clinicamente: desaparecel Sangramento: sim Radiograficamente: aparece por completo dentro do osso alveolar INTRUSÃO AVULSÃOINJÚRIAS: É o deslocamento completo do dente para fora do alvéolo. Intensidade: pequena Deslocamento: não Tecido: esmalte Clinicamente: trincas observadas através da incidência de luz ou perda de estrutura Mobilidade:não Sangramento: não Radiograficamente: sem alteração ESMALTE ESMALTE E DENTINA COM EXPOSIÇÃO PULPAR FRATURA CORONÁRIAINJÚRIAS: Intensidade: moderada Deslocamento: não Tecido: esmalte e dentina Clinicamente: perda de estrutura Mobilidade: não Sangramento: não Radiograficamente: observa- se a fratura em terço médio ou incisal Intensidade: severa Deslocamento: não Tecido: esmalte, dentina e polpa Clinicamente: perda de estrutura Mobilidade: não Sangramento: sim Radiograficamente: exposição pulpar FRATURA CORONORRADICULARINJÚRIAS: Consiste na perda da estrutura mineral que atinge esmalte, dentina e cemento, podendo ou não ter comprometimento pulpar. FRATURA RADICULARINJÚRIAS: Atinge a raiz dentária, podendo ou não causar deslocamento. Ocorre a remoção da camada epitelial superficial. ärranhões¨ ABRASÃO LACERAÇÃO CONTUSÃO TECIDO MOLEINJÚRIAS: São danos cortantes ou perfurante da estrutura epitelial, possue extensão e profundidade. ¨cortes¨ São traumas que geram edemas e / ou hemorragias subcutâneas. IMPACTO EMOCIONAL EXAMES: ANAMNESE: HISTÓRIA MÉDICA Prioridade de atendimento médico cardiopatias (antibióticoterapia) DISTÚRBIO SANGUÍNEOS (HEMORRAGIAS) USO ATUAL DE MEDICAMENTOS ALERGIAS DISTÚRBIOS CONVULSIVOS VACINAÇÃO DE TÉTANO ANAMNESE: HISTÓRIA ODONTOLÓGICA EXPERIÊNCIA ODONTOLÓGICA ANTERIOR SINAIS E SINTOMAS IDADE (QUANTO MAIS JOVEM, MAIOR A PREOCUPAÇÃO) QUANDO? ONDE? COMO? ANAMNESE: HISTÓRIA ODONTOLÓGICA DESCREVER A HISTÓRIA DO TRAUMA SINAIS E SINTOMAS HISTÓRICO ANTERIOR DE TRAUMA? FATOR PREDISPONENTE? HÁBITOS DELETÉRIOS? EXAME DE OCLUSÃO LESÃO DE CÁRIE NO DENTE TRAUMATIZADO? EXAME CLÍNICO Caso a criança apresente sintomatologia dolorosa recomenda-se o uso de anestésico local infiltrativo. 01. 02. 03. Limpe a área acometida pelo trauma. Extraoral: Gase e soro fisiológico Intraoral: Clorexidina 0,12% exame clínico: extra oral tecidos moles Observação e palpação da face laceração, hematoma ou abrasão sangramento / hemorragia lesão no mento (fratura condilar) lábios edemaciados (corpo estranho) perda de líquido (nariz / ouvido)? origem do trauma (acidental / intencional) exame clínico: extra oral tecidos ósseos e atm palpação suave observar degraus e anomalias restrição ou desvio da abertura (fratura condilar) lábios edemaciados (corpo estranho) avaliar os movimentos da mandíbula exame clínico: INtra oral tecidos moles PRESENÇA DE CORPO ESTRANHO LACERAÇÃO GENGIVAL LESÃO PERIODONTIAL (HEMORRAGIA EM GENGIVA NÃO LACERADA) LESÃO, EDEMA, HEMORRAGIA? exame clínico: INtra oral tecidos DUROS COLORAÇÃO TRINCAS OU FRATURAS MOBILIDADE PATOLÓGICA PALPAÇÃO NÃO FAZER TESTE DE VITALIDADE OU PERCUSSÃO EXAME COMPLEMENTAR 04. 08. 07. 06. 05. 03. 02. 01. Diagnóstico Condição radicular Relação decíduo / permanente Deslocamento do dente Relação fratura e polpa Localizaçãodo dente CONTROLE DE CASO Corpo estranho Posiciona o filme radiográfico entre a asa do nariz e a comissura labial do lado oposto ao dente fraturado. TÉCNICA DE FAZZI Tem como objetivo observar em que direção a raiz sofreu deslocamento após a intrusão. TÉCNICA DE FAZZI TRATAMENTO DIAGNÓSTICO E LESÃO DE TECIDOS MOLES 01. Abrasão 02. Laceração 03. Contusão TRATAMENTO 1.Lavar com sabonete líquido anti-séptico (extra oral); 2. Irrigar com soro fisiológico, clorexidina 0,12%, H2O2 (intra oral); 3.Laserterapia; 4.Remoção de corpos estranhos ABRASÃO TRATAMENTO Não é necessário, pois o sangue extravasado é reabsorvido pelo organismo. CONTUSÃO TRATAMENTO 1.Anestesia; 2.Limpeza com soro fisiológico ou clorexidina 0,12%; 3.Remoção do tecido lesado; 4.Hemostasia e sutura. Quando não necessitar de sutura (superficial) Limpeza com clorexidina; Omcilon orabase ou AdMuc; Laserterapia. LACERAÇÃO LACERAÇÃO LESÃO DE TECIDO DE SUPORTE 01 02 SUBLUXAÇÃOCONCUSSÃO 03 DESLOCAMENTO LATERAL 0504 INTRUSÃOEXTRUSÃO LUXAÇÃO 06 AVULSÃO 01. CONCUSSÃO TRATAMENTO 01. Aplicaçao de gelo no local; 02. Alimentação pastosa; 03. Remoção de hábitos deletérios PODE OCORRER ESCURECIMENTO DENTÁRIO APÓS ALGUNS DIAS, MESMO TENDO OCORRIDO APENAS UM TRAUMA LEVE NO TECIDO PERIODONTAL. CONTROLE: 7 dias 40 a 50 dias 02. SUBLUXAÇÃO CONTROLE: 7 dias 40 a 50 dias TRATAMENTO 01. Aplicaçao de gelo no local; 02. Alimentação pastosa; 03. Remoção de hábitos deletérios APESAR DE SER UM TRAUMA LEVE, NÃO PODEMOS ESQUECER QUE HOUVE O ROMPIMENTO DAS FIBRAS DO LIGAMENTO PERIODONTAL. 03 E 04. LUXAÇÃO LATERAL E LUXAÇÃO EXTRUSIVA DIFERENÇAS: Clínica: Direção na qual ocorre o deslocamento Lateral: vestibular, palatina, mesial, distal. Extrusiva: incisal Radiogáfica: Extrusiva: haverá um espaço radiolúcido região apical Lateral: observará a alteração de posição da coroa 03 E 04. LUXAÇÃO LATERAL E LUXAÇÃO EXTRUSIVA Radiogáfica: Extrusiva: haverá um espaço radiolúcido região apical Lateral:observará a alteração de posição da coroa 03 E 04. LUXAÇÃO LATERAL E LUXAÇÃO EXTRUSIVA 03 E 04. LUXAÇÃO LATERAL E LUXAÇÃO EXTRUSIVA TRATAMENTO: Imediato ou tardio? Reposiciona, exodontia ou proserva? Ajuste oclusal? Contenção semi-rígida FIO ORTODÔNTICO 0,2 A 0,4mm 07 a 28 dias 03 E 04. LUXAÇÃO LATERAL E LUXAÇÃO EXTRUSIVA ATENDIMENTO TARDIO NÃO REALIZA REPOSICIONAMENTO CONTROLE: Clínico: 7, 14 e 21 dias Radiográfico: 40, 50 e 365 dias 05. INTRUSÃO TRATAMENTO DESLOCAMENTO VESTIBULAR PALATINA AGUARDA REERUPÇÃO EXODONTIA 05. INTRUSÃO CONTROLE: Clínico: 7, 14 e 21 dias Radiográfico: 40, 50 e 365 dias 0.6 AVULSÃO USO DE MANTENEDOR DE ESPAÇO ESTÉTICO-FUNCIONAL TRATAMENTO Não devemos re-implantar dentes decíduos 0.6 AVULSÃO 41 dentes decíduos reimplantados 15 sem consequências 16 com consequência negativa para o reimplantado 03 com consequência negativa para o permanente 07 com consequência negativa para o decíduo e o permanente LESÃO NOS TECIDOS DUROS 01 02 03 ESMALTE E DENTINAESMALTE CORONORRADICULAR 04 RADICULAR FRATURAS 01. FRATURA EM ESMALTE TRATAMENTO Polimento + verniz fluoretado Restauração Acompanhamento clínico e radiográfico 02. FRATURA EM ESMALTE E DENTINA TRATAMENTO Sem exposição pulpar? Dentística Com exposição pulpar? Endodontia + Dentística 03. FRATURA CORONORRADICULAR TRATAMENTO SE A LINHA DE FRATURA OCORRER DE 4 A 5 MM ABAIXO DA MARGEM GENGIVAL REALIZA-SE EXODONTIA 04. FRATURA RADICULAR TRATAMENTO Vertical: Exodontia Oblíqua: Exodontia Horizontal: tratamento é possível (contenção semi- rígida ou endodontia) Caso ocorra a fratura em terço cervical, deve-se realizar a exodontia mesmo sendo fratura horizontal. THANK YOU!