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Ajuste de Avaliação Patrimonial:
O ocorre em virtude da sua mensuração a valor justo. No entanto, esse processo se aplica quando as
contrapartidas ainda não foram computadas no resultado do exercício, em cumprimento ao regime de
competência.
Serão classificados como ajustes de avaliação patrimonial, enquanto não computadas no resultado do
exercício em obediência ao regime de competência, as contrapartidas de aumentos ou diminuições de
valor atribuído a elementos do ativo e do passivo em decorrência da sua avaliação a valor justo, nos
casos previstos nesta lei ou, em normas expedidas pela CVM.
O ajuste da avaliação patrimonial é uma correção do valor apresentado no balanço patrimonial, por um
ativo ou passivo, em relação ao seu valor justo. Esta correção busca expressar a realidade patrimonial de
uma empresa; e como é um ajuste o valor da conta pode ser pode ser para mais ou para menos.
Não é reserva, pois não passou pelo resultado e não é sinônimo de reavaliação de ativos, pois não está
relacionado com o mercado, mas sim com um valor justo
Reservas de Lucros:
São classificadas as contas constituídas pela apropriação de lucros da empresa, sendo que o saldo das
reservas de lucros, exceto daquelas para contingências e de lucros a realizar, não poderá ultrapassar o
capital social; atingido esse limite, a assembleia deliberará sobre a aplicação do excesso na integralização
ou no aumento do capital social, ou na distribuição de dividendos.
Estas reservas são típicas nas sociedades por ações (nada impede de constituí-las nas demais
sociedades), em razão do que dispõe a Lei nº 6.404/76, que trata das seguintes reservas de lucros:
a) reserva legal;
b) reservas estatutárias;
c) reservas para contingências;
d) retenção de lucros;
e) reservas de lucros a realizar;
f) reserva especial para dividendo obrigatório;
g) reserva de incentivos fiscais.
Reservas de Lucros:
A) Reserva Legal:
O art. 193 da Lei nº 6.404/76 exige que 5% do lucro líquido do exercício (antes de qualquer outra
destinação) seja designado à constituição desta reserva, que não pode exceder a 20% do capital social.
A companhia poderá deixar de constituir a Reserva Legal no exercício em que o saldo da reserva legal
acrescido do saldo das reservas de capital supere 30% do capital social.
Percebam que, para a constituição da Reserva Legal, devem ser verificados dois limites:
a) limite obrigatório: a reserva legal deve ser constituída até o limite de 20% do capital (integralizado).
Atingido o limite de 20%, não cabe mais incrementar a reserva legal.
b) limite facultativo: a reserva legal, por opção da empresa, poderá deixar de ser incrementada quando
o saldo da reserva legal somado ao saldo das reservas de capital previstas no art. 182, § 1º, da Lei nº
6.404/76 (com exceção da reserva de correção monetária do capital) ultrapassar 30% do capital,
(integralizado e acrescido da reserva de correção monetária do capital)
Reservas de Lucros:
B) Reservas Estatutárias:
O art. 194 da Lei nº 6.404/76 permite que o estatuto crie reservas, desde que, para cada uma:
a) indique, de modo preciso e completo, a sua finalidade;
b) fixe os critérios para determinar a parcela anual dos lucros líquidos que serão destinados à sua
constituição;
c) estabeleça o limite máximo da reserva. Conforme os arts. 198 e 203 da Lei nº 6.404/76, esta reserva
não poderá ser aprovada, em prejuízo:
a) do dividendo obrigatório; e
b) do direito dos acionistas preferenciais de receber os dividendos fixos ou mínimos a que
tenham prioridade, inclusive os atrasados, se cumulativos;
Reservas de Lucros:
C) Reservas para Contingências:
A assembleia geral dos acionistas, conforme o art. 195 da Lei nº 6.404/76, poderá, por proposta dos
órgãos da administração, destinar parte do lucro líquido à formação de reserva com finalidade de
compensar, em exercício futuro, a diminuição do lucro decorrente de perda provável, cujo valor possa
ser estimado; no entanto, a proposta dos órgãos da administração deverá indicar a causa da perda
prevista e justificar, com as razões de prudência que recomendam a constituição da reserva.
Conforme o art. 203 da Lei nº 6.404/76, esta reserva não poderá ser aprovada em prejuízo do direito dos
acionistas preferenciais de receberem os dividendos fixos ou mínimos a que tenham prioridades,
inclusive os atrasados, se cumulativos.
Lembre-se que, ao constituir essa reserva, ela deverá ser revertida no exercício em que deixarem de
existir as razões que justificaram a sua constituição ou em que ocorrer a perda.
Reservas de Lucros:
D) Retenção de Lucros:
A assembleia geral poderá, por proposta dos órgãos da administração, deliberar pela Retenção da
Parcela do Lucro Líquido do exercício prevista em orçamento de capital por ela previamente aprovado,
conforme o art. 196 da Lei nº 6.404/76.
O orçamento submetido pelos órgãos da administração com a justificativa da proposta para retenção de
lucros deverá compreender todas as fontes de recursos e aplicações de capital, fixo ou circulante, e
poderá ter duração de até cinco exercícios, salvo no caso de execução, por prazo maior, de projeto de
investimento, sendo que o orçamento poderá ser aprovado na assembleia geral ordinária que deliberará
sobre o balanço do exercício.
Não se esqueça de que os arts. 198 e 203 da Lei nº 6.404/76 impedem a aprovação desta retenção caso
venha a prejudicar o dividendo mínimo obrigatório ou o direito dos acionistas preferenciais de receber
os dividendos fixos ou mínimos que tiverem prioridade, inclusive os atrasados, se cumulativos.
Reservas de Lucros:
E) Reservas de Lucros a Realizar:
No exercício em que os lucros a realizar ultrapassarem a soma das parcelas retiradas do lucro líquido do
exercício para constituir as reservas (legal + estatutárias + contingências + retenção de lucros), a
assembleia geral poderá, por proposta dos órgãos da administração, destinar o excesso à constituição de
Reserva de Lucros a Realizar, de acordo com o art. 197 da Lei nº 6.404/76.
Nota: O que não pode ocorrer é saldo positivo nessa conta no balanço, conforme determina a Lei nº
11.638/07.
Lucros a realizar são:
a) o saldo credor de correção monetária do balanço;
b) o aumento do valor do investimento em coligadas ou controladas proveniente do resultado positivo
da equivalência patrimonial;
c) o lucro em vendas a prazo realizável após o término do exercício seguinte. O art. 203 da Lei nº
6.404/76 determina que esta reserva não poderá ser aprovada, caso prejudique o direito dos
acionistas preferenciais de receber os dividendos fixos ou mínimos que tenham prioridade, inclusive
os atrasados, se cumulativos.
Reservas de Lucros:
F) Reserva Especial para Dividendo Obrigatório:
O art. 202 da Lei nº 6.404/76 fixa como direito dos acionistas o recebimento de dividendo obrigatório,
em cada exercício.
O § 4º do referido artigo estabelece que o dividendo deixa de ser obrigatório no exercício social em que
os órgãos da administração da sociedade anônima informarem à assembleia geral ordinária ser ele
incompatível com a situação financeira da companhia. O Conselho Fiscal, se em funcionamento, deverá
dar parecer sobre essa informação e, na companhia aberta, seus administradores encaminharão à
Comissão de Valores Mobiliários (CVM), dentro de cinco dias da realização da assembleia geral,
exposição, justificativa da informação transmitida à assembleia.
Os lucros que deixarem de ser distribuídos serão registrados como reserva especial e se não absorvidos
por prejuízos em exercícios subsequentes deverão ser pagos como dividendo assim que o permitir a
situação financeira da companhia.
O disposto anteriormente não poderá ser aprovado caso prejudique o direito dos acionistas
preferenciais de receber os dividendos fixos ou mínimos que tenham prioridade, inclusive os atrasados,
se cumulativos, conforme dispõe o art. 203 da Lei nº 6.404/76.
Reservas de Lucros:
G) Reserva de Incentivos Fiscais
A Lei nº 11.638/07 inseriu o art. 195-A na Lei nº 6.404/76, dispondo que a assembleia geral poderá, por
proposta dos órgãosde administração, destinar para a reserva de incentivos fiscais a parcela do lucro
líquido decorrente de doações ou subvenções governamentais para investimentos, que poderá ser
excluída da base de cálculo do dividendo obrigatório.
Subvenção governamental é uma assistência governamental geralmente na forma de contribuição de
natureza pecuniária, mas não só restrita a ela, concedida a uma entidade normalmente em troca do
cumprimento passado ou futuro de certas condições relacionadas às atividades operacionais da
entidade. Não são subvenções governamentais aquelas que não podem ser razoavelmente quantificadas
em dinheiro e as transações com o governo que não podem ser distinguidas das transações comerciais
normais da entidade.
Ações em Tesouraria:
As Ações em Tesouraria são aquelas adquiridas pela própria entidade e correspondem a uma das
exceções em que a companhia pode negociar com as próprias ações.
As ações em tesouraria serão demonstradas no Balanço Patrimonial como dedução da conta de PL que
registrar a origem dos recursos aplicados na sua aquisição.
Tais ações não dão direito a voto ou a recebimento de dividendos e são limitadas ao montante dos
lucros ou reservas, exceto a legal.
De acordo com a CVM, na aquisição das ações em tesouraria poderão ser utilizadas as reservas, exceto
as seguintes: Legal, de Lucros a Realizar e a Especial de Dividendos Obrigatórios não Distribuídos.

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