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Comércio ExteriorComércio Exterior
Breve histórico do comércioBreve histórico do comércioBreve histórico do comércio
exteriorexteriorexterior
O comércio exterior começou a se consolidar entre os séculos
XI e XIV com as Cruzadas, que revitalizaram o comércio com o
Oriente, especialmente por meio dos mercados islâmicos.
As especiarias orientais tornaram-se produtos valiosos para a
Europa, aumentando as trocas comerciais.
Cidades italianas, como Veneza, aproveitaram sua posição
geográfica e dominaram o comércio com o Oriente Médio,
estabelecendo um monopólio sobre produtos orientais.
Rvalidades e Grandes Navegações
Com o tempo, outras regiões europeias (Portugal, Espanha,
Inglaterra, etc) se incomodaram com o monopólio italiano e
buscaram rotas alternativas para o Oriente.
Portugal, liderado por Vasco da Gama, inaugurou a Rota do
Cabo, contornado a África para chegar à Índia.
Isso levou ao deslocamento do eixo comercial do
Mediterrâneo para o Oceano Atlântico, beneficiando países
como Portugal e Espanha.
Transformações Econômicas e Políticas
A centralização do comércio em cidades como Lisboa
fortaleceu os Estados Nacionais.
Começa o absolutismo monárquico, com alianças entre reis e
burguesia, favorecendo o comércio e as grandes expedições.
Surgem burocratas (administração) e comerciantes
(financiadores das viagens), dando origem ao mercantilismo.
Mudança Significativas no comércio
Europeu
Com a nova configuração econômica, ocorreram:
Fim do monopólio das cidades italianas;
Inclusão do continente americano nas rotas comerciais;
Acúmulo de metais preciosos na Europa (ouro e prata);
Aumento dos preços, fenômeno chamado “Revolução
dos Preços”
Fortalecimento da burguesia e do capitalismo europeu.
Surgimento do Mercantilismo
O mercantilismo surge como a teoria econômica dominante da
época, com foco em:
Balança comercial favorável (exportar mais do que
importar);
Protecionismo (barreiras para proteger indústrias
locais);
Acúmulo de riquezas como símbolo de poder.
Razões e motivos de umaRazões e motivos de umaRazões e motivos de uma
internacionalizaçãointernacionalizaçãointernacionalização
Globalização e Influência Internacional
Globalização é um processo que aproxima mercados, reduz
distâncias econômicas e culturais, e aumenta a concorrência
internacional.
Nenhuma empresa nacional está isenta das influências
externas, pois pode sofrer com:
Produtos importados mais competitivos;
Multinacionais operando localmente;
Mudanças econômicas ou políticas globais.
Empresas precisam estar preparadas para concorrer
globalmente, mesmo atuando localmente.
Por que internacionalizar?
Evita custos de exportação e tarifas;
Reduz custos de produção em países com mão de obra ou
logística mais barata;
Aproveita incentivos fiscais oferecidos por governos
estrangeiros;
Busca novos mercados consumidores, ampliando vendas;
Aumenta a competitividade e inova com acesso a tecnologias
e modelos de gestão internacionais.
tipos de estratégias de
Internacionalização
Exportação: Primeira etapa. Baixo risco, mas limitada. Pode
servir como “teste” antes de investir mais pesado em outro
país.
Investimento direto: A empresa instala uma unidade no
exterior. Exige planejamento, mas oferece mais controle sobre
o mercado.
Fusão: Duas empresas se unem e formam uma nova
organização. Ex: Brahma + Antártica = Ambev.
Incorporação: Uma empresa compra outra. A adquirida deixa
de existir. Ex: Banco Real foi incorporado pelo Santander.
Joint Venture: Parceria entre empresas para atuar juntas em
um projeto específico. Ex: Bunge + Dupont = Solae Company.
Cuidados e Planejamento
A empresa deve:
Estudar legislação e política do país de destino;
Compreender cultura, costumes e hábitos locais.
Ter planejamento financeiro sólido.
Avaliar risco político (expropriação, mudanças
governamentais)
Ter pessoal qualificado para lidar com desafios do novo
mercado.
Fatores Críticos de Sucesso
Boa práticas:
Conhecimento do mercado alvo.
Inovação e tecnologia.
Boa gestão de marca.
Alianças estratégicas e flexibilidade financeira.
Erros comuns:
Falta de pesquisa sobre o novo mercado.
Tentativa de aplicar o modelo local diretamente.
Endividamento alto e má adaptação cultural;
Papel do Estado
Incentivar imagem do país no exterior;
Reduzir burocracias;
Apoiar exportação de produtos com alto valor agregado;
Negociar acordos com países industrializados;
Promover capacitação técnica e gerencial;
Liberalismo Econômico eLiberalismo Econômico eLiberalismo Econômico e
Liberalismo ModernoLiberalismo ModernoLiberalismo Moderno
Introdução às teorias econômicas
Adam Smith: Pai do liberalismo econômico. Criador da teoria
da “mão invisível”, segundo a qual a livre concorrência regula
naturalmente o mercado, sem intervenção do Estado. Também
defendia que cada país deveria produzir aquilo que faz com
maior eficiência e trocar com outros países - base do livre
comércio.
David Ricardo: Desenvolveu a teoria das vantagens
comparativas. Defendia que mesmo um país mais eficiente em
tudo ainda pode se beneficiar do comércio, especializando-se
naquilo em que é relativamente melhor.
Teoria da vantagem absoluta (Adam
Smith)
Cada país deve produzir aquilo que tem custo absoluto mais
baixo.
Exemplo: Se o Brasil produz café mais barato que a Colômbia,
deve exportar café e importar outro produto.
Teoria da vantagem comparativa (David
Ricardo)
Mesmo que um país seja melhor em tudo, ainda é vantajoso
focar onde é mais eficiente relativamente.
Permite equilíbrio comercial e troca benéfica mesmo entre
países com capacidades diferentes.
Liberalismo Econômico
Definição: É a ideia de que o mercado deve operar livremente,
sem intervenção estatal, com base na concorrência, propriedade
privada e iniciativa individual.
Características:
Livre mercado (sem barreiras ou controle de preços).
Livre concorrência (sobrevivem os mais eficientes)
Desregulamentação (menos leis econômicas)
Divisão internacional da produção (cada país produz o que
sabe melhor).
Pontos positivos:
Redução de custos (economia de escala)
Melhor uso dos recursos naturais.
Trocas comerciais eficientes.
Pontos negativos: 
Pode gerar monopólios e oligopólios.
Falta de regulação pode prejudicar os consumidores.
Possível exploração ou dumping.
Liberalismo Moderno
Aceita a intervenção do Estado em situações específicas
como: Proteção contra dumping (venda de produtos abaixo do
custo); Combate a monopólios e oligopólios; Preservação de
empregos e da produção nacional.
Estrutura de Mercado Relacionadas
Monopólio: Uma empresa domina o mercado (Ex: correios
antigamente)
Oligopólio: Poucas empresas dominam (ex: Companhias
aéreas ou operadoras de internet)
Trustes: Fusão de empresas que dominam o setor.
Cartéis: Empresas concorrentes combinam preços.
Dumping: Venda abaixo do custo para eliminar concorrência.
Reflexões e críticas
O liberalismo econômico pode favorecer grandes empresas e
gerar desigualdades sem regulação.
O liberalismo moderno tenta equilibrar liberdade econômica
com proteção social.
O Estado não deve ser ausente, mas também não deve
interferir em excesso, pois isso pode travar o desenvolvimento
e a inovação.
Protecionismo e BarreirasProtecionismo e BarreirasProtecionismo e Barreiras
NaturaisNaturaisNaturais
Conhecendo o Protecionismo e barreiras
naturais
O protecionismo é uma prática econômica usada pelos
governos para proteger indústrias nacionais contra a
concorrência externa. No entanto, nem toda barreira ao
comércio é injusta. Existem as chamadas barreiras naturais,
que são obstáculos inevitáveis ao comércio internacional,
como:
Diferenças de idioma e alfabeto
Moedas distintas (necessidade de conversão cambial)
Divergência em pesos e medidas.
Legislações e sistemas jurídicos variados.
Esses fatores dificultam as transações entre países, mas são
naturais e fazem parte do processo de internacionalização.
Barreiras Necessárias X Entraves ao
comércio
O Estado pode aplicar barreiras necessárias para proteger
setores estratégicos, desde que sejam planejadas,
temporárias e racionais. Porém, se mal aplicadas,essas
mesmas medidas se tornam entraves ao comércio exterior,
prejudicando consumidores e a economia.
Exemplos de barreiras necessárias: 
Tarifas alfandegárias: aumentam impostos sobre
produtos importados.
Quotas de importação: Limitam a quantidade importada
para proteger a produção interna.
Controle cambial: Manipula o câmbio para encarecer
produtos estrangeiros.
Subsídios: incentivos do governo a produtores
nacionais.
Licenças de importação/exportação: Regulam o que
entra e sai do país.
Novos Entraves e Barreiras Desleais
Nem todas as barreiras têm caráter justo. Algumas são
travestidas de preocupações técnicas, ecológicas ou
sanitárias, mas são, na prática, obstáculos artificiais criados
para dificultar a entrada de produtos estrangeiros.
Exemplos;
Técnicas: exigência de padrões muito específicos, sem
base científica clara (ex: banana com tamanho exato).
Ecológicas: alegações ambientais para dificultar a
importação (ex; padrão ambiental superior ao que a
própria indústria local cumpre).
Sanitárias: barreiras baseadas em riscos à saúde, mas
sem comprovação científica.
Burocráticas: excesso de exigências para registro ou
liberação de mercadorias.
Contra as drogas: tarifas diferenciadas com
justificativas políticas (Ex: café colombiano com isenção
por combater o narcotráfico, enquanto o brasileiro paga
taxa).
Dumping Social e Etiqueta Social
Dumping social: países com mão de obra barata e sem
legislação trabalhista rigorosa vendem produtos a preços
inferiores, prejudicando indústrias de países mais
regulamentados.
Etiqueta social: Selo em produtos que respeitam direitos
trabalhistas, mas pode ser usado como ferramenta
protecionista disfarçada.
Contrabando e Pirataria
Essas barreiras desleais à concorrência. O contrabando e a
pirataria:
Geram prejuízos bilionários à economia.
Causam perda de empregos e arrecadação tributária.
Colocam em risco a saúde pública (produtos sem
controle de qualidade).
Favorecem o crime organizado.
Blocos EconômicosBlocos EconômicosBlocos Econômicos
O que são blocos econômicos?
Blocos econômicos são agrupamentos de países com o
objetivo de facilitar o comércio e a integração econômica entre
si. Eles:
Reduzem ou eliminam tarifas alfandegárias;
Adotam políticas comerciais comuns;
Buscam resolver problemas comerciais de forma
conjunta.
Esses blocos geralmente são formados por países vizinhos ou
com afinidades culturais e econômicas.
A importância dos blocos econômicos
Aumentam o comércio entre os membros;
Estimulam o crescimento econômico regional.
Promovem cooperação política e tecnológica;
Reforçam o poder de barganha dos países frente à economia
global;
Permitem economia de escala e atraem mais investimentos.
A tendência da globalização tem levado ao fortalecimento
desses blocos, e muitos economistas afirmam que ficar de
fora de um bloco é como estar isolado comercialmente.
Principais blocos econômicos
Benelux
Primeiro exemplo de bloco (Bélgica, Holanda e
Luxemburgo). Criado em 1958.Foi o embrião da União
Europeia.
União Europeia (UE)
Criada formalmente em 1992 (Tratado de Maastricht).
Cerca de 28 países membros. Políticas comuns em
áreas como economia, segurança e meio ambiente.
Cidadãos da UE têm livre circulação entre os países.
Nem todos usam o Euro.
USMCA (antigo NAFTA): 
Substituiu o NAFTA em 2018. Os membros foram os
EUA, México e Canadá. O foco é a redução de
burocracia e proteção trabalhista, ambiental e de
propriedade intelectual.
Mercado Comum do Sul (MERCOSUL)
Criado em 1991 (Tratado de Assunção). Os membros
são: Brasil, Argentina, Uruguai. Seu objetivo é a tarifa
zero entre os países e futuramente, moeda única.
Comunidade Andina (CAN)
Criada em 1969. Os membros são: Bolívia, Colômbia,
Equador e Peru. O foco é na integração econômica da
região andina.
ALADI
Criada em 1980 (Tratado de Montevidéu). Substituiu a
ALALC. Seu objetivo é a integração gradual do mercado
latino-americano. Os membros são 13 países, incluindo
Brasil, México, Argentina e outros.
APEC
Criada em 1993. São 20 países da Ásia e do Pacífico,
incluindo, China, Japão e EUA. O foco é na liberalização
comercial, cooperação técnica e desenvolvimento
humano. Representa metade da produção mundial.
TPP (Acordo Transpacífico)
Envolve países que representam cerca de 40% da
economia mundial. Seu objetivo é a redução de tarifas,
normas trabalhistas e ambientais, incentivo à inovação.
EUA se retiraram 2017, o que comprometeu sua força
inicial.
Principais blocos econômicos
Tipos de blocos econômicos
Zona de livre comércio: elimina tarifas entre os membros (Ex:
USMCA)
União aduaneira: zona de livre comércio + tarifas externas
comuns.
Mercado comum: união aduaneira + livre circulação de
pessoas, serviços e capitais.
União econômica e monetária: mercado comum + moeda única
e políticas integradas (ex: União Europeia)
Acordo Geral sobre tarifas eAcordo Geral sobre tarifas eAcordo Geral sobre tarifas e
ComércioComércioComércio
Contexto histórico e necessidade de
cooperação internacional
Após a 2ª Guerra Mundial, o mundo enfrentava a necessidade
de reconstrução econômica e paz duradoura. Para isso, foi
realizada a Conferência de Bretton Woods (1944), que
originou instituições fundamentais:
FMI (Fundo Monetário Internacional): Garantir
estabilidade cambial e ajudar países com desiquilíbrios
no balanço de pagamentos.
BIRD (Banco Mundial): Financiar a reconstrução dos
países afetados pela guerra e promover desenvolvimento
econômico e social.
OIC (Organização Internacional do Comércio):
Idealizada para regular o comércio internacional, mas
não foi implementada por falta de aprovação dos EUA.
GATT - Acordo Geral sobre Tarifas e
Comércio (1947)
Com o fracasso da OIC, surgiu o GATT, um tratado
multilateral que estabeleceu regras para o comércio
internacional, especialmente para a redução de tarifas e
barreiras comerciais.
Objetivos: Reduzir tarifas alfandegárias; Promover o comércio
justo e estável; Impedir o protecionismo excessivo;
Estabelecer princípios de não discriminação (cláusula da
nação mais favorecida).
Características: Era um acordo, não uma organização; Evoluiu
por meio de rodadas de negociações.
Principais rodadas:
Genebra (1947) - Início, com 23 países.
Annecy, Torquay - Foco em tarifas.
Kennedy - Adição do tema antidumping.
Tóquio - Inclusão de cláusula de habilitação e medidas
não tarifárias.
Uruguai - Ampla modernização: Serviços, propriedade
intelectual, agricultura e criação da OMC.
Doha - Reforço ao desenvolvimento e inclusão dos
países menos desenvolvidos.
OMC - Organização Mundial do
Comércio (1995)
Criada oficialmente em 1995, durante a rodada Uruguai, com
sede em Genebra, a OMC substituiu o GATT como a principal
organização internacional do comércio.
Funções: Regulamentar e fiscalizar o comércio global;
Resolver conflitos comerciais entre países membros;
Supervisionar acordos multilaterais e regionais; Estimular
rodadas de negociação internacional; Promover a
transparência e previsibilidade das relações comerciais.
A OMC representa hoje mais de 160 países e é um dos pilares
da economia global moderna.
Outros organismos importantes do
comércio exterior
G20: Fórum das maiores economias do mundo (inclui Brasil,
China, EUA, Alemanha, etc.). Atua na governança econômica
global com foco em agricultura, crescimento sustentável e
combate à pobreza.
OIT (Organização Internacional do Trabalho: Atua na defesa
dos direitos trabalhistas internacionais.
FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e
Alimentação: Foco em segurança alimentar, estatísticas
agrícolas e combate à fome.
UNCTAD (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e
Desenvolvimento): Produz estudos e análises sobre os
impactos do comércio nas economias emergentes.
ICC (Câmara de Comércio Internacional): Representa o setor
privado global. Promove boas práticas comerciais,
investimentos e livre fluxo de capital.
Termos Internacionais deTermos Internacionais deTermos Internacionais de
ComércioComércioComércio 
O que são os INCOTERMS?
INCOTERMS significa Internacional Commercial Terms. São
regrascriadas pela Câmara Internacional do Comércio (CCI),
em 1936, com o objetivo de uniformizar cláusulas contratuais
no comércio internacional.
Antes disso, as diferenças entre legislações nacionais
causavam confusão, custos extras, atrasos e litígios.
Os Incoterms não são obrigatório por lei, mas têm força legal
se incluídos no contrato de compra e venda.
Objetivos dos INCOTERMS
Definir quem faz o quê: quem paga o frete, seguro, impostos,
etc.
Esclarecer o ponto de entrega da mercadoria e a transferência
de riscos.
Evitar mal-entendidos e disputas entre empresas de
diferentes países.
Promover agilidade e segurança nas transações
internacionais.
Estruutura dos INCOTERMS
São compostas por siglas de três letras.
A versão 2000 incluía 13 termos; a 2010 passou a ter 11
termos, com exclusões e inclusões de dois novos:
Excluídos: DAF, DES, DEQ, DDU
Adicionados: DAT (Delivered at Terminal) e DAP
(Delivered at Place
Categorias dos INCOTERMS
Eles se organizam em quatro grupos principais:
Grupo E - Entrega na origem
EXW (Ex Works): obrigação mínima para o
vendedor, que apenas disponibiliza a mercadoria.
Grupo F - Transporte principal não pago pelo vendedor
FCA (Free Carrier): entrega em terminal
designado.
FAS (Free Alongside Ship): entrega ao lado do
navio.
FOB (Free on Board): entrega a bordo do navio.
Grupo C - Transporte principal pago pelo vendedor
CFR (Cost and Freight): vendedor paga frete, mas
rico é do comprador.
CIF (Cost, Insurance and Freight): inclui seguro
até o destino.
CPT (Carriage Paid To) e CIP (Carriage and
Insurance Paid To): transporte e seguro pagos até
o local indicado.
Grupo D - Entrega no destino
DAF, DES, DEQ, DDU (2000): entrega na
fronteira, a bordo, no cais ou no local, com ou sem
impostos pagos.
DDP (Delivered Duty Paid): vendedor assume
todos os custos e riscos, inclusive desembaraço da
importação.
Termos mais conhecidos e usados
FOB: entrega no navio, ideal para embarques marítimos.
CIF: vendedor paga o transporte e o seguro até o destino.
DDP: vendedor se responsabiliza até a porta do cliente.
EXW: o comprador faz tudo, o vendedor apenas disponibiliza
a mercadoria.
O que os INCOTERMS não abrangem?
Transferência de propriedade da mercadoria.
Questões legais contratuais como cláusulas de inadimplência
ou força maior.
Responsabilidades de despachantes, transportadoras e
seguradoras externas ao contrato entre exportador e
importador.
Importância prática dos INCOTERMS
Evitam ambiguidade e litígios.
Facilitam o planejamento logístico e financeiro.
Esclarecem a divisão de custos.
Fundamentais para a gestão eficiente do comércio exterior.
Órgãos responsáveis peloÓrgãos responsáveis peloÓrgãos responsáveis pelo
comércio internacional nocomércio internacional nocomércio internacional no
Brasil e o SISCOMEXBrasil e o SISCOMEXBrasil e o SISCOMEX
Órgãos responsáveis pelo Comércio
Internacional no Brasil
O comércio exterior brasileiro é regulado e executado por um
conjunto de órgãos governamentais, que atuam de forma
integrada, cada um com funções específicas:
Conselho Monetário Nacional (CMN): Órgão normativo
máximo do Sistema Financeiro Nacional. Define
diretrizes das políticas monetária, cambial e creditícia.
Composição:
Ministro da fazenda (presidente)
Ministro do Planejamento
Presidente do Banco Central.
Atua por meio da Comissão Técnica da Moeda e do Crédito
(Comoc).
Câmara de Comércio Exterior (CAMEX): Responsável
pela formulação e coordenação da política de comércio
exterior. Ligada diretamente à Presidência da República.
Composta por diversos ministros (Fazenda, Indústria e
Comércio, Relações Exteriores, Agricultura,
Planejamento e Casa Civil).
Delibera sobre tarifas, subsídios e negociações internacionais.
Secretaria de Comércio Exterior (SECEX): Vinculada ao
Ministério da Indústria e Comércio. Tem autonomia para
normatizar, suspender ou modificar exigências ligadas à
exportação/importação. Elabora diretrizes da política
tarifária e de seguros no comércio internacional.
Secretaria da Receita Federal (RFB): Subordinadas ao
Ministério da Fazenda. Responsável pelo desembaraço
aduaneiro, controle e fiscalização das mercadorias. Atua
também na repressão ao contrabando, pirataria e
sonegação fiscal. Administra o SISCOMEX e sistemas
como SISBACEN e SEPRO. Junto com SECEX e
BACEN, forma o triunvirato do comércio exterior.
 
Órgãos responsáveis pelo Comércio
Internacional no Brasil
Banco Central do Brasil (BACEN): Cumpre e fiscaliza as
normas do Conselho Monetário Nacional. Supervisiona
operações cambiais e de capitais internacionais. Atua como
xerife do mercado financeiro. Representa o Brasil em
questões financeiras e monetárias internacionais.
CNI (Confederação Nacional da Indústria) - Entidade de
classe: Representa os interesses das indústria brasileira.
Participa de negociações internacionais, promove a
competitividade e mantém parcerias com instituições
estrangeiras (Ex: Alemanha, EUA, Japão, IBAS).
SISCOMEX - Sistema Integrado de
Comércio Exterior
Definição: É um sistema informatizado instituído pelo Decreto
nº 660/1992. Centralizada todo o processo de exportação e
importação no Brasil. Considerado um modelo internacional
de controle do comércio exterior.
Funções: Registra todas as operações legais de comércio
internacional (importação/exportação). Elimina papéis e
documentos físicos, consolidando tudo em um banco de dados
único. Integra os principais órgãos envolvidos: SECEX, RFB e
BACEN. Facilita decisões de políticas públicas e empresariais
com dados confiáveis.
Quem tem acesso: Importadores e exportadores; Transportes.
depositários, agentes de carga; Receita Federal, SECEX e
BACEN; Instituições financeiras autorizadas.
Benefícios: Padronização de códigos e nomenclaturas;
Eliminação de redundâncias e burocracias; Redução de erros
operacionais e maior segurança jurídica; Eficiência e
transparência nas transações internacionais.

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