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1 2 3 4 https://revisaodeconcursos.com.br/artesmapasmentais 5 6 Sumário CONTEÚDO 1º BIMESTRE DE ARTE DO 6º ANO ............................................................. 8 ❖ A PRODUÇÃO ARTÍSTICA COMO FATO HISTÓRICO CONTEXTUALIZADO NO TEMPO E NAS DIVERSAS CULTURAS. ................................................................... 8 AULA 1: Introdução à Arte Como Espelho da Sociedade ............................................ 8 AULA 2: A Arte ao Longo da História ............................................................................. 10 AULA 3: Diversidade Cultural na Arte ........................................................................... 12 AULA 4: A Arte Como Documento Histórico ................................................................. 13 AULA 5: Criando Nossa Própria Arte Histórica ............................................................ 15 ❖ PESQUISAR E EXPERIMENTAR A ARTE NUMA PERSPECTIVA DE CONSTRUÇÃO/DESCONSTRUÇÃO, PARA A PROBLEMATIZAÇÃO DA CONSTRUÇÃO DE UMA POÉTICA PESSOAL................................................................. 17 AULA 6: Introdução à Poética Pessoal na Arte ........................................................... 17 AULA 7: Pesquisa e Exploração de Diferentes Estilos Artísticos ............................. 18 AULA 8: Experimentação Prática de Técnicas e Materiais ........................................ 20 AULA 9: Construção e Desconstrução na Arte ............................................................ 22 AULA 10: Desenvolvendo uma Poética Pessoal ......................................................... 23 ❖ OS GESTOS COTIDIANOS E NÃO COTIDIANOS COM INTENÇÕES DRAMÁTICAS. ......................................................................................................................... 24 AULA 11: Introdução aos Gestos Cotidianos e Dramáticos ...................................... 25 AULA 12: Observação e Imitação de Gestos............................................................... 26 AULA 13: Transformação de Gestos Cotidianos em Performance .......................... 27 AULA 14: Explorando Gestos Não Cotidianos ............................................................. 29 AULA 15: Criação de uma Pequena Peça ou Performance ...................................... 30 ❖ A RELAÇÃO DO TEMPO REAL E O TEMPO DRAMÁTICO. ................................. 32 AULA 16: Introdução ao Tempo Real e Tempo Dramático......................................... 32 AULA 17: Explorando o Tempo Real ............................................................................. 34 AULA 18: Descobrindo o Tempo Dramático ................................................................. 35 AULA 19: A Relação entre Tempo Real e Tempo Dramático ..................................... 36 AULA 20: Criando com o Tempo .................................................................................... 38 ❖ IDENTIFICAR E CLASSIFICAR INSTRUMENTOS MUSICAIS. ............................. 40 AULA 21: Introdução aos Instrumentos Musicais ........................................................ 40 AULA 22: Categorias de Instrumentos Musicais ......................................................... 41 AULA 23: Instrumentos de Cordas ................................................................................ 43 AULA 25: Criando uma Orquestra Imaginária ............................................................. 46 CONTEÚDO 2º BIMESTRE DE ARTE DO 6º ANO ........................................................... 48 7 ❖ RECONHECER A COR COMO ELEMENTO EXPRESSIVO NA PRODUÇÃO ARTÍSTICA. .............................................................................................................................. 48 AULA 26: Introdução às Cores ....................................................................................... 48 AULA 27: Cores Quentes e Frias ................................................................................... 50 AULA 28: A Cor na Expressão Artística ........................................................................ 51 AULA 29: Experimentando com Cores ......................................................................... 53 AULA 30: Apresentação e Discussão ............................................................................ 54 ❖ REALIZAR PRODUÇÕES ARTÍSTICAS UTILIZANDO A COR COMO ELEMENTO EXPRESSIVO E SIMBÓLICO ........................................................................ 56 AULA 31: Introdução à Cor como Linguagem ............................................................. 57 AULA 32: Explorando o Significado das Cores ........................................................... 58 AULA 33: Cores na Arte – Estudo de Caso .................................................................. 59 AULA 34: Prática Artística com Cores ........................................................................... 61 AULA 35: Apresentação e Reflexão Coletiva ............................................................... 63 ❖ A EXERCITAÇÃO CÊNICA PARTINDO DA MÍMICA, DA PANTOMIMA, DOS BONECOS EM SUAS VARIAÇÕES, DAS MÁSCARAS, DA SOMBRA E DAS FORMAS ANIMADAS. ............................................................................................................ 64 AULA 36: Introdução à Mímica e Pantomima .............................................................. 65 AULA 37: Explorando Bonecos e Variações ................................................................ 66 AULA 38: O Uso de Máscaras no Teatro ...................................................................... 68 AULA 39: A Arte da Sombra e Formas Animadas ....................................................... 70 AULA 40: Apresentação Final e Reflexão..................................................................... 72 ❖ OBSERVAR E VIVENCIAR TÉCNICAS CORPORAIS COTIDIANAS E EXTRA COTIDIANAS DOS POVOS. .................................................................................................. 74 AULA 41: Introdução às Técnicas Corporais ............................................................... 74 AULA 42: Técnicas Corporais Cotidianas ..................................................................... 75 AULA 43: Técnicas Corporais Extra Cotidianas .......................................................... 77 AULA 44: Vivenciando Técnicas Corporais .................................................................. 79 AULA 45: Reflexão e Compartilhamento ...................................................................... 80 ❖ INTERPRETAR MÚSICA VOCAL E/OU INSTRUMENTAL DE DIFERENTES ÉPOCAS E ESTILOS .............................................................................................................. 82 AULA 46: Introdução à Música Vocal e Instrumental .................................................. 82 AULA 47: Viagem Musical pelas Épocas ...................................................................... 84 AULA 48: Explorando Estilos Musicais Diversos ......................................................... 88 AULA 49: Interpretação Musical ..................................................................................... 90 AULA 50: Apresentação e Reflexão Coletiva ............................................................... 92 8 CONTEÚDO 1º BIMESTRE DE ARTE DO 6º ANO ❖ A PRODUÇÃO ARTÍSTICA COMO FATO HISTÓRICO CONTEXTUALIZADO NO TEMPO E NAS DIVERSAS CULTURAS. A produção artística como fato histórico contextualizado no tempo e nas diversas Culturas. Para criar uma aula sobre "A produção artística como fato histórico contextualizado no tempo e nas diversas culturas" direcionada a alunos do 6º ano do ensino fundamental, vamos estruturar o conteúdo em cinco tópicos principais. Essa estrutura visa facilitar a compreensão dos estudantes sobre como a arte reflete a históriae a diversidade cultural ao longo do tempo. AULA 1: Introdução à Arte Como Espelho da Sociedade Objetivo: Introduzir o conceito de arte como uma representação das condições sociais, políticas e culturais de seu tempo. Atividade: Discussão em sala sobre diferentes formas de arte que os alunos conhecem e como essas formas podem refletir diferentes aspectos da vida e da cultura. Hoje vamos embarcar numa viagem incrível pelo mundo da arte. Mas, antes, vamos entender uma coisa muito importante: a arte não é só um monte de pinturas e esculturas antigas. Na verdade, a arte é como um espelho que reflete a sociedade, mostrando 9 como as pessoas viviam, o que pensavam e até o que sentiam em diferentes épocas da história. O que é arte? Primeiro, vamos pensar juntos: o que vem à mente quando vocês ouvem a palavra "arte"? Talvez, pinturas famosas como a "Mona Lisa" ou esculturas como o "David" de Michelangelo? Sim, essas são formas de arte, mas ela é muito mais ampla! A arte inclui desenhos, pinturas, esculturas, dança, música, filmes e até mesmo jogos de vídeo game. Tudo que é criado para expressar ideias, emoções e contar histórias pode ser considerado arte. Arte reflete a sociedade Agora, vamos ao ponto principal: como a arte reflete a sociedade? Imagine que você é um detetive da história, e sua missão é descobrir como as pessoas viviam centenas de anos atrás. Uma das maneiras de fazer isso é olhando para a arte que elas deixaram para trás. Por exemplo, as pinturas nas paredes das cavernas nos contam sobre os animais que as pessoas pré-históricas caçavam e os rituais que realizavam. As enormes pirâmides e estátuas do Egito antigo mostram o poder dos faraós e sua crença na vida após a morte. Arte e mudanças sociais A arte também pode nos contar sobre as mudanças nas sociedades. Por exemplo, durante a Revolução Francesa, artistas criaram pinturas e esculturas que refletiam o desejo do povo por liberdade e igualdade. Em tempos mais recentes, artistas usam suas obras para comentar sobre questões sociais, como direitos humanos, meio ambiente e tecnologia, mostrando como o mundo está mudando. Atividade Prática: Para finalizar nosso primeiro encontro, quero que vocês pensem sobre algo que vocês gostam muito hoje (pode ser um jogo, um filme, uma música) e descrevam como isso pode refletir o mundo em que vivemos. Vocês acham que, no futuro, as pessoas olharão para as coisas de hoje e aprenderão sobre nós? Conclusão Lembrando, pessoal, a arte é uma janela para vermos o mundo de diferentes maneiras. Ela nos ajuda a entender quem somos, de onde viemos e para onde estamos indo. Então, estão prontos para essa viagem? No nosso próximo encontro, vamos explorar como a arte mudou ao longo da história e o que isso nos diz sobre as pessoas de diferentes épocas. Até lá! 10 AULA 2: A Arte ao Longo da História Objetivo: Apresentar uma linha do tempo visual que mostre a evolução da arte desde a pré-história até os dias atuais, destacando como diferentes períodos históricos influenciaram os estilos artísticos. Atividade: Criação de uma linha do tempo em grupo ou no quadro com imagens e informações sobre períodos artísticos chave, como a Arte Egípcia, Grega, Medieval, Renascimento, entre outros. Hoje, vamos fazer uma viagem no tempo para ver como a arte mudou desde a pré- história até os dias de hoje. É como um grande filme, onde cada cena mostra um novo estilo de arte que as pessoas criaram em diferentes épocas. Pré-história: As Origens da Arte Nossa viagem começa na pré-história, quando as primeiras pessoas desenhavam nas paredes das cavernas. Esses desenhos eram principalmente de animais e cenas de caça. Imagine só, eles usavam carvão e tintas naturais para criar essas primeiras obras de arte! Egito Antigo: Arte com Mensagem Avançando no tempo, chegamos ao Egito Antigo. Aqui, a arte era cheia de significados, com estátuas gigantes e pirâmides que mostravam a importância dos faraós e dos deuses. Eles também criaram hieróglifos, um tipo de escrita com desenhos que contavam histórias sobre a vida e a morte. 11 Grécia e Roma: Beleza e Realismo Na Grécia e em Roma, a arte alcançou novos níveis de beleza e realismo. Esculturas detalhadas mostravam o corpo humano de maneira muito realista e expressiva. Essas civilizações também construíram templos e monumentos incríveis que ainda nos impressionam hoje. Idade Média: Arte Religiosa Durante a Idade Média, a arte estava muito ligada à religião. Grandes catedrais foram construídas com vitrais coloridos que contavam histórias da Bíblia. Os livros eram cuidadosamente decorados à mão por monges, numa arte chamada iluminura. Renascimento: O Renascer da Arte No Renascimento, houve um verdadeiro "renascer" das artes e da cultura. Artistas como Leonardo da Vinci e Michelangelo criaram obras-primas que ainda são admiradas por sua beleza e técnica. Eles estudaram o corpo humano e a natureza para criar arte que parecia real e viva. Arte Moderna e Contemporânea Chegando aos tempos modernos, a arte se tornou ainda mais variada. Artistas começaram a experimentar novas ideias, formas e cores. Temos desde as pinturas impressionistas, que capturam a luz e o movimento, até a arte abstrata, que usa formas e cores de maneiras inovadoras para expressar emoções e ideias. E hoje? Hoje, a arte continua a evoluir, com artistas usando todo tipo de material e tecnologia para expressar suas ideias. Desde pinturas e esculturas até arte digital e instalações que desafiam nossa maneira de pensar sobre arte. Atividade Prática: Para nossa atividade de hoje, gostaria que vocês escolhessem um período que acharam mais interessante e desenhassem algo inspirado por ele. Pode ser um animal como nas cavernas, um faraó do Egito, um guerreiro grego, ou até algo abstrato inspirado na arte moderna! Conclusão Lembrando, a arte é uma viagem incrível através do tempo, mostrando como as pessoas viam o mundo e se expressavam. Cada período tem suas próprias histórias para contar. Qual história vocês gostariam de contar através da sua arte? 1 7 CONTEÚDO 3º BIMESTRE DE ARTE DO 6º ANO ❖ IDENTIFICAR FORMAS VOLUMÉTRICAS NO MUNDO REAL (CONCRETO) E NA IMAGEM GRÁFICA (REPRESENTADA) Para criar uma aula sobre "Identificar formas volumétricas no mundo real (concreto) e na imagem gráfica (representada)" direcionada a alunos do 6º ano do ensino fundamental, organizaremos o conteúdo em cinco tópicos principais. Esta estrutura visa introduzir os estudantes aos conceitos básicos das formas volumétricas, ajudando-os a observar e entender como essas formas são aplicadas tanto no mundo real quanto na arte gráfica. AULA 1: Introdução às Formas Volumétricas Objetivo: Apresentar aos alunos o conceito de formas volumétricas e a diferença entre formas bidimensionais e tridimensionais. Atividade: Discussão guiada sobre formas bidimensionais (2D) e tridimensionais (3D), utilizando objetos reais e imagens para ilustrar a diferença entre elas. Introdução às formas volumétricas básicas: cubo, esfera, cilindro, cone e pirâmide. Hoje, vamos embarcar em uma aventura pelo mundo das formas e aprender sobre as maravilhas das formas volumétricas. Vocês estão prontos para descobrir como elas fazem parte do nosso dia a dia e da arte que nos rodeia? Vamos lá! O que são Formas Volumétricas? Formas volumétricas são objetos que têm três dimensões: comprimento, largura e altura. Isso significa que, ao contrário de um desenho no papel, que é plano e tem apenas duas dimensões, as formas volumétricas ocupam espaço e podem ser vistas e tocadas de diferentes ângulos. Bidimensional vs. Tridimensional Para entender melhor, vamos comparar: uma foto de uma bola é bidimensional (2D), porque só tem comprimento e largura. Mas a bola real que você pode seguraré tridimensional (3D), porque também tem altura. As formas 2D são como sombras ou imagens planas, enquanto as formas 3D são como os objetos reais que podemos pegar e mover. 8 Formas Básicas Existem algumas formas volumétricas básicas que são os blocos de construção de quase tudo ao nosso redor. Incluem: Cubo: pense em um dado ou uma caixa de sapato. Ele tem seis lados iguais, todos quadrados. Esfera: como uma bola de basquete, perfeitamente redonda em todas as direções. Cilindro: tem duas faces circulares e uma curva, como uma lata de refrigerante. Cone: tem uma base circular e afunila até um ponto, como um chapéu de festa. Pirâmide: tem uma base que pode ser um quadrado ou um triângulo e faces que se encontram em um ponto no topo. Por Que São Importantes? As formas volumétricas são importantes porque nos ajudam a entender e a descrever o mundo ao nosso redor. Na arte, elas são usadas para criar ilusões de profundidade e espaço em pinturas e esculturas, tornando as obras mais realistas ou interessantes. Conclusão As formas volumétricas são uma parte fascinante do estudo da arte e do design. Ao aprender sobre elas, vocês começarão a ver o mundo de uma maneira nova, notando as formas básicas que compõem tudo, desde prédios até esculturas e brinquedos. Estão prontos para explorar mais e ver onde encontramos essas formas no nosso dia a dia e na arte? Vamos nessa aventura! AULA 2: Formas Volumétricas no Mundo Real Objetivo: Explorar como as formas volumétricas são encontradas no mundo real. 9 Atividade: Passeio de observação ao redor da escola ou sala de aula para identificar objetos que correspondam às formas volumétricas básicas. Fotografar ou desenhar os objetos encontrados. Após nossa introdução às formas volumétricas, vamos agora abrir nossos olhos para o mundo ao nosso redor e descobrir como essas formas estão presentes em tudo o que vemos e tocamos no dia a dia. Vocês estão prontos para se tornarem detetives das formas? Vamos lá! Encontrando Formas Volumétricas As formas volumétricas não estão apenas nos livros de arte ou nas salas de aula; elas estão em toda parte! Por exemplo: Cubos e Paralelepípedos: Olhem ao redor da sala de aula. Livros, caixas e até mesmo o próprio prédio da escola têm formas de cubos ou paralelepípedos. Esferas: Bolas de futebol, globos terrestres e até laranjas são exemplos de esferas que podemos encontrar facilmente. Cilindros: Garrafas de água, latas de refrigerante e tubos de pasta de dente são todos cilindros. Cones: Cone de trânsito, sorvetes e até o lápis que usamos para desenhar têm forma de cone. Pirâmides: Embora não vejamos pirâmides egípcias por aí, podemos encontrar formas piramidais em tendas, certos tipos de telhados e até em montanhas de areia. 10 Por Que Isso Importa? Observar como as formas volumétricas estão presentes no mundo real ajuda a entender melhor o espaço e a estrutura das coisas. Isso não apenas nos torna melhores artistas e designers, mas também nos ajuda a resolver problemas práticos do dia a dia, como empacotar objetos ou organizar espaços. Atividade Prática Vamos fazer uma atividade divertida: cada um de vocês receberá uma folha de papel e um lápis. Sua missão é escolher um objeto na sala de aula que tenha uma forma volumétrica clara. Desenhem esse objeto no papel, tentando capturar sua forma tridimensional. Não se preocupem em fazer um desenho perfeito; o objetivo é observar e registrar a forma. Compartilhando Descobertas Depois de desenharem, vamos compartilhar nossas descobertas. Cada aluno mostrará seu desenho e falará sobre o objeto escolhido, explicando qual forma volumétrica ele representa. Será interessante ver quantas formas diferentes podemos encontrar em um único espaço! Conclusão As formas volumétricas estão por toda parte, desde os objetos que usamos todos os dias até as construções em que vivemos e brincamos. Ao aprender a identificá-las no mundo real, desenvolvemos um olhar mais apurado para o design, a arte e a matemática do espaço ao nosso redor. Continuem explorando e observando, turma, porque o mundo está cheio de formas esperando para serem descobertas! AULA 3: Formas Volumétricas na Imagem Gráfica Objetivo: Demonstrar como as formas volumétricas são representadas em imagens gráficas e artes visuais. 1 8 CONTEÚDO 1º BIMESTRE DE ARTE DO 7º ANO ❖ A PRODUÇÃO ARTÍSTICA COMO FATO HISTÓRICO CONTEXTUALIZADO NO TEMPO E NAS DIVERSAS CULTURAS. Para elaborar uma aula direcionada a alunos do 7º ano do ensino fundamental sobre "A Produção Artística como Fato Histórico Contextualizado no Tempo e nas Diversas Culturas", a estrutura será simplificada em três tópicos principais. Esta abordagem visa introduzir os estudantes à ideia de que a arte não apenas reflete, mas também influencia a história e a cultura de uma época. A aula explorará como diferentes contextos históricos e culturais moldam a produção artística, destacando a importância da arte como documento histórico e como expressão da diversidade cultural. AULA 1: A Arte como Reflexo da História Objetivo: Demonstrar como eventos históricos influenciam e são refletidos na arte. Conteúdo: Introdução sobre como a arte serve como um espelho para a sociedade, capturando e refletindo eventos históricos, mudanças sociais, e o espírito de uma época. Exploração de exemplos de obras de arte de diferentes períodos, como a Renascença, o Barroco, e o Modernismo, e discussão sobre como essas obras refletem os contextos históricos e culturais de suas épocas. Hoje vamos embarcar em uma viagem fascinante para descobrir como a arte e a história estão interligadas, como dois fios de uma mesma teia. Vocês sabiam que cada pintura, escultura ou edifício conta uma parte da história do mundo? Sim, a arte é como um livro aberto que nos mostra o que aconteceu em diferentes épocas e lugares. Vamos explorar como os eventos históricos deixam sua marca na arte. A Arte Mostra o Passado Pensem na arte como uma máquina do tempo. Quando olhamos para as obras dos antigos egípcios, por exemplo, vemos deuses e faraós que nos contam sobre suas crenças e seu modo de vida. Da mesma forma, as grandes pinturas da Renascença nos levam de volta à Europa do século XV, mostrando o renascimento do interesse pelas artes e ciências da Antiguidade. 9 Eventos Históricos na Tela Muitos artistas usam sua arte para comentar sobre os eventos de seu tempo. Durante tempos de guerra ou revolução, a arte pode capturar a esperança, o medo e o desejo de mudança das pessoas. Por exemplo, a famosa pintura "Guernica", de Pablo Picasso, retrata o horror do bombardeio da cidade de Guernica durante a Guerra Civil Espanhola, servindo como um poderoso lembrete dos horrores da guerra. A Arte Muda com o Mundo Conforme o mundo muda, a arte também muda. Novas tecnologias, descobertas científicas e mudanças sociais influenciam os artistas e o tipo de arte que eles criam. Assim, ao estudar diferentes estilos artísticos, podemos ver como as pessoas viam o mundo em diferentes épocas e o que era importante para elas. Nossa Atividade de Hoje Para entender melhor como a arte reflete a história, vamos fazer uma pequena atividade. Escolham uma obra de arte que lhes interesse e pesquisem o período histórico em que foi criada. Pensem sobre como essa obra pode ter sido influenciada pelos eventos ou pela cultura da época. Depois, vamos compartilhar nossas descobertas e discutir como a arte nos ajuda a entender a história de uma forma única e emocionante. Conclusão A arte é uma janela para o passado, um espelho que reflete a história e as experiências humanas através dos tempos. Ao explorar a arte, não estamos apenas admirando a 10 beleza ou a técnica dos artistas, mas também aprendendo sobre quem somos,de onde viemos e talvez para onde estamos indo. Então, mantenham os olhos e a mente abertos para as lições que a arte tem para nos ensinar sobre o nosso mundo maravilhoso e complexo. AULA 2: A Arte como Influência Cultural Objetivo: Explorar como a arte pode influenciar a cultura e vice-versa. Conteúdo: Análise de como a arte não só reflete, mas também molda a cultura e os valores de uma sociedade. Discussão sobre o conceito de arte como uma ferramenta de poder e propaganda (ex.: arte na Revolução Francesa, arte soviética), e como movimentos artísticos influenciaram e foram influenciados por mudanças culturais. Hoje, vamos mergulhar na incrível relação entre arte e cultura. Vocês já pararam para pensar em como a arte não apenas reflete, mas também molda nossa sociedade? Sim, a arte tem o poder de influenciar a cultura, assim como a cultura influencia a arte. É uma dança entre criar e ser criado, onde cada passo muda o curso da história. Arte Influenciando a Cultura A arte tem o poder de comunicar ideias, provocar emoções e inspirar mudanças. Pense nos murais de rua que trazem mensagens políticas ou sociais, nas músicas que se tornam hinos de movimentos de direitos civis, ou nos filmes que desafiam nossa percepção do mundo. Essas formas de arte podem iniciar conversas, mudar opiniões e até mesmo influenciar leis e políticas. 11 Cultura Influenciando a Arte Da mesma forma, a cultura de uma sociedade - suas crenças, valores, histórias e tradições - serve como uma fonte rica de inspiração para os artistas. As festas populares, os rituais, a moda, a linguagem e até a culinária de um lugar podem ser refletidos e celebrados através da arte. Isso não apenas preserva a cultura, mas também a compartilha com novos públicos, às vezes até globalmente. Exemplos pelo Mundo Música: O jazz, nascido nos Estados Unidos, reflete a história e a luta dos afro- americanos, influenciando e sendo influenciado pela cultura americana. Pintura: Os impressionistas franceses, como Claude Monet, pintaram cenas cotidianas da França do século XIX, capturando a luz e a atmosfera de uma forma que nunca tinha sido feita antes, influenciando a percepção da beleza na arte. Arquitetura: A arquitetura gótica, com suas grandes catedrais, reflete o papel central da religião na Europa medieval, ao mesmo tempo em que influenciava a sociedade, reunindo as pessoas em espaços de culto e comunidade. Atividade de Hoje Escolham uma forma de arte que vocês gostem - pode ser música, dança, pintura, escultura, literatura, cinema ou outra - e pesquisem como essa forma de arte foi 1 8 CONTEÚDO 3º BIMESTRE DE ARTE DO 7º ANO ❖ IDENTIFICAR CARACTERÍSTICAS NA ESTRUTURAÇÃO DAS FORMAS NO ESPAÇO TRIDIMENSIONAL. Esta aula tem como objetivo introduzir os alunos do 7º ano ao fascinante mundo das formas tridimensionais na arte. Os estudantes irão aprender a identificar e entender as características que definem a estruturação das formas no espaço tridimensional. AULA 32: Introdução às Formas Tridimensionais Objetivo: Apresentar o conceito de formas tridimensionais, diferenciando-as das formas bidimensionais. Conteúdo: Definição e Exemplos: Explicação do que são formas tridimensionais, utilizando exemplos do dia a dia e da arte (esculturas, instalações artísticas, etc.). Características: Discussão sobre as principais características das formas tridimensionais: altura, largura e profundidade. Quando falamos de arte, muitas vezes pensamos em pinturas e desenhos, não é mesmo? Essas são formas bidimensionais, pois possuem apenas altura e largura. Mas a arte vai muito além disso! Existe um universo fascinante de formas que também têm profundidade: as formas tridimensionais. Definição e Exemplos: Formas tridimensionais são objetos que ocupam espaço. Diferente de um desenho em um papel, que só tem duas dimensões, as formas tridimensionais têm altura, largura e profundidade. Imagine uma bola de futebol, uma escultura no parque ou até mesmo uma cadeira. Todos esses são exemplos de formas tridimensionais. Na arte, esculturas 9 e instalações são exemplos perfeitos que utilizam essas três dimensões para criar expressão e beleza. Características: As principais características das formas tridimensionais são, justamente, suas três dimensões: altura (quão alto é), largura (quão largo é) e profundidade (quão profundo ou espesso é). Essas dimensões permitem que as formas tridimensionais existam no espaço, podendo ser vistas e até tocadas de diferentes ângulos. Atividade Prática: Para entender melhor, vamos fazer um pequeno exercício. Pegue um objeto qualquer que esteja perto de você, como um livro ou uma caixa. Observe como ele tem altura, largura e profundidade. Você pode ver diferentes partes do objeto movendo-se ao redor dele, não é? Isso não aconteceria com uma imagem bidimensional, que parece a mesma, não importa de onde você olhe. As formas tridimensionais são fundamentais na arte, pois permitem aos artistas explorar o espaço de maneiras que as formas bidimensionais não podem. Esculturas podem invocar a sensação de movimento, presença e até emoção, simplesmente pela maneira como ocupam o espaço. Ao longo desta aula, vamos explorar mais sobre como essas formas são criadas e como podemos apreciá-las, não só na arte, mas em tudo ao nosso redor. Vamos descobrir como os artistas usam a tridimensionalidade para trazer suas visões à vida e como você também pode começar a pensar e criar em três dimensões. AULA 33: Elementos das Formas Tridimensionais Objetivo: Explorar os elementos básicos que compõem as formas tridimensionais no espaço, como ponto, linha, plano e volume. Conteúdo: Elementos Básicos: Breve descrição de cada elemento e sua importância na criação de formas tridimensionais. Exercício Prático: Utilização de materiais simples (papel, argila, ou massinha de modelar) para criar estruturas básicas que demonstrem esses elementos. Vamos aprofundar nosso entendimento sobre as formas tridimensionais ao explorar os elementos básicos que as compõem. Entender esses elementos é como aprender o alfabeto antes de escrever palavras e frases. Com essa base, podemos começar a criar nossas próprias formas tridimensionais. Para criar qualquer coisa no espaço tridimensional, artistas e designers começam com elementos básicos: ponto, linha, plano e volume. Cada um desses elementos tem um papel fundamental na estruturação das formas no espaço. 10 Elementos Básicos: Ponto: O ponto é o elemento mais simples, mas é o começo de tudo. No espaço tridimensional, podemos pensar em um ponto como uma localização ou uma posição. Embora não possamos vê-lo fisicamente, o ponto é crucial para determinar onde algo começa ou termina. Linha: Quando movemos um ponto de um lugar para outro, criamos uma linha. As linhas podem ser retas, curvas, grossas, finas e são usadas para definir bordas, contornos e até direções no espaço. Plano: Ao conectar linhas, formamos planos. Um plano pode ser uma superfície plana como a folha de papel sobre a qual você desenha ou a tela de um pintor. No espaço tridimensional, planos criam paredes, pisos, e até mesmo os lados de uma caixa. Volume: Quando planos são unidos de uma maneira que fecha um espaço, criamos um volume. O volume é o que dá a um objeto sua forma tridimensional, seja ele uma bola (volume redondo) ou uma caixa (volume quadrado ou retangular). Atividade Prático: Agora, vamos colocar a mão na massa! Usando papel, argila ou massinha de modelar, vamos criar estruturas básicas que demonstrem esses elementos. Comece fazendo pontos no papel, depois linhas conectando esses pontos. Tente dobrar o papel para criar planos e, se possível, forme um volume simples, como uma caixinha ou uma esfera de massinha. Este exercício nos ajuda a entender como os elementosbásicos podem ser combinados de maneiras infinitas para criar formas tridimensionais. Ao praticar, começamos a ver como tudo ao nosso redor é composto desses elementos básicos, desde a cadeira em que você está sentado até a arquitetura complexa de um prédio. Ao explorar esses elementos, estamos não só aprendendo a base da criação tridimensional na arte, mas também como ler e interpretar as formas que compõem o mundo ao nosso redor. Isso nos prepara para os próximos tópicos, onde vamos descobrir como artistas utilizam esses elementos para criar obras que ocupam o espaço de maneira significativa e expressiva. AULA 34: Estruturação e Composição no Espaço Tridimensional Objetivo: Ensinar como as formas tridimensionais são estruturadas e compostas no espaço. Conteúdo: Princípios da Composição: Explicação sobre equilíbrio, proporção, ritmo e harmonia na composição tridimensional. Análise de Obras: Observação e discussão sobre obras de arte tridimensionais que exemplifiquem esses princípios. Nosso objetivo aqui é mergulhar um pouco mais fundo no mundo das formas tridimensionais, aprendendo a estruturá-las e compô-las de maneira que façam sentido 11 visual e artístico. Vamos entender como princípios como equilíbrio, proporção, ritmo e harmonia são essenciais na composição tridimensional. Conteúdo: Quando falamos sobre criar ou apreciar arte tridimensional, não estamos apenas olhando para a forma ou o material de uma obra. Estamos também vendo como essas formas se relacionam entre si e com o espaço ao seu redor. Para que uma peça seja agradável aos olhos ou transmita uma mensagem, precisa ser bem composta. Isso significa aplicar princípios de composição que artistas usam para guiar o olhar do espectador e criar uma sensação de harmonia. Princípios da Composição: Equilíbrio: Refere-se à distribuição visual de peso em uma obra. Uma composição pode ser simétrica (com elementos iguais dos dois lados) ou assimétrica (com elementos diferentes que ainda equilibram a imagem). Proporção: Trata da relação de tamanho entre diferentes partes da obra. Uma proporção equilibrada ajuda a obra a parecer mais natural ou intencional, dependendo do efeito desejado. Ritmo: Como na música, o ritmo na arte visual refere-se à repetição de elementos que cria uma sensação de movimento ou fluxo. Isso pode ajudar a guiar o olhar do espectador através da obra. Harmonia: Este princípio busca criar uma unidade visual, onde todas as partes da composição trabalham juntas de maneira coesa. Harmonia pode ser alcançada através do uso de cores, formas, ou texturas similares. Análise de Obras: Vamos observar algumas obras de arte tridimensionais para ver esses princípios em ação. Por exemplo, uma escultura pode parecer equilibrada mesmo se as formas de um lado não espelharem exatamente as do outro lado. Isso é equilíbrio assimétrico. Podemos também notar como o artista usou proporções para dar mais importância a uma parte da obra, como uma cabeça maior em uma estátua para enfatizar a expressão facial. Discussões em sala de aula sobre essas obras podem nos ajudar a entender como os artistas tomam decisões sobre composição. Isso não só nos faz apreciar mais as obras de arte, mas também nos dá ferramentas para começar a criar nossas próprias composições tridimensionais, seja em projetos de arte, modelagem, ou até design de objetos do dia a dia. Ao fim deste tópico, esperamos que você esteja mais confortável para não apenas observar, mas também para começar a criar obras tridimensionais, pensando cuidadosamente sobre como cada elemento se encaixa no todo, criando composições que são equilibradas, proporcionais, rítmicas e harmoniosas. 1 8 CONTEÚDO 1º BIMESTRE DE ARTE DO 8º ANO ❖ DIFERENCIAR OS GÊNEROS VISUAIS. Para criar uma aula direcionada a alunos do 7° ano do ensino fundamental com o objetivo de diferenciar os gêneros visuais na disciplina de Arte, você pode estruturar a aula em três tópicos principais. Cada tópico é projetado para oferecer aos alunos uma compreensão clara e interativa dos diferentes gêneros visuais, suas características e exemplos representativos. AULA 1: Introdução aos Gêneros Visuais Objetivo: Apresentar aos alunos o conceito de gêneros visuais, explicando como as obras de arte são classificadas em diferentes categorias com base no tema, técnica e propósito. Conteúdo: Definição de gêneros visuais e a importância de diferenciá-los. Breve história sobre como os gêneros visuais se desenvolveram ao longo do tempo e como eles refletem a cultura e a sociedade. Atividades: Apresentação de imagens representativas de diversos gêneros visuais (como retrato, paisagem, natureza-morta, abstrato). Discussão guiada para explorar as primeiras impressões dos alunos sobre cada imagem e que tipo de história ou sentimento elas transmitem. Nesta parte da nossa aula, vamos descobrir o que são gêneros visuais e entender por que é importante conhecer as diferentes categorias que as obras de arte podem ser divididas. Vamos embarcar numa viagem pelo tempo para ver como esses gêneros surgiram e como eles refletem as mudanças na nossa sociedade e cultura. Explicação Quando falamos em arte, muitas vezes pensamos em pinturas, esculturas, desenhos, e outras formas de expressão visual. Mas você sabia que dentro da arte visual existem categorias específicas, chamadas de gêneros visuais? Esses gêneros ajudam a classificar as obras de arte de acordo com o tema que elas exploram, as técnicas usadas para criá-las, e o propósito por trás delas. Gêneros Visuais Existem vários gêneros visuais, e cada um tem suas características únicas. Alguns dos mais conhecidos incluem retratos, que focam em representar uma pessoa ou grupo de pessoas; paisagens, que capturam cenas da natureza ou ambientes urbanos; e natureza-morta, que apresenta objetos inanimados em um espaço. 9 Mas por que é importante diferenciar esses gêneros? Ao entender o gênero de uma obra de arte, podemos ter uma ideia melhor sobre o que o artista queria comunicar, as técnicas que ele usou, e até mesmo o período histórico em que a obra foi criada. Por exemplo, muitas vezes os retratos eram usados para mostrar o poder e o status de uma pessoa, enquanto as paisagens podiam refletir o amor do artista pela natureza ou sua visão sobre a urbanização. História Ao longo da história, os gêneros visuais também mudaram e evoluíram. Na Renascença, por exemplo, o foco em retratos e cenas religiosas era muito comum, refletindo a importância da Igreja e da individualidade naquela época. Já no século XIX, com o movimento impressionista, vimos uma explosão de paisagens e cenas do cotidiano, mostrando uma nova apreciação pela beleza natural e pelos momentos simples da vida. Atividades Sugeridas Vamos começar nossa aula com uma atividade divertida: vou mostrar algumas imagens de obras de arte famosas, e vocês vão tentar adivinhar de qual gênero visual cada uma faz parte. Depois, vamos conversar sobre por que vocês escolheram aquele gênero e o que faz aquela obra ser um exemplo dele. Também vamos criar um mural na sala de aula com imagens de diferentes gêneros visuais. Cada aluno vai escolher uma imagem de um gênero específico e escrever uma breve explicação sobre por que aquela obra representa aquele gênero. AULA 2: Explorando Gêneros Visuais Específicos Objetivo: Aprofundar o conhecimento dos alunos sobre quatro gêneros visuais principais - retrato, paisagem, natureza-morta e arte abstrata - destacando suas características distintas. Conteúdo: Retrato, Paisagem, Natureza-morta, Arte Abstrata. Atividades: Criação de pequenos esboços pelos alunos, tentando imitar cada gênero visual. Análise de obras de arte famosas, identificando o gênero ao qual pertencem e discutindo os elementos que as definem. Agora que já sabemoso que são gêneros visuais, vamos mergulhar mais fundo em quatro tipos específicos que são muito importantes na arte: retrato, paisagem, natureza- morta, e arte abstrata. Vamos descobrir o que torna cada um desses gêneros único e como artistas usam essas formas de arte para expressar suas ideias e sentimentos. Retrato 10 Quando pensamos em retrato, imaginamos uma pintura, desenho ou escultura que mostra uma pessoa. Mas um retrato vai muito além de simplesmente mostrar como alguém é fisicamente. Ele pode capturar a personalidade da pessoa, suas emoções, e até mesmo contar uma história sobre quem ela é ou foi. Artistas usam cores, expressões faciais, e até mesmo a postura do retratado para trazer esses elementos à vida. Paisagem A paisagem é um gênero que nos leva a viajar sem sair do lugar. Pode ser uma cena da natureza, como montanhas, rios, florestas, ou até mesmo um ambiente urbano, como cidades e vilarejos. O que é fascinante nas paisagens é como os artistas conseguem capturar não só a beleza do lugar, mas também a atmosfera e o sentimento que ele transmite. É como se pudéssemos sentir o vento, o calor do sol, ou a tranquilidade de um lago apenas olhando para a obra. 11 Natureza-Morta Talvez você pense que objetos inanimados como frutas, flores ou utensílios domésticos não sejam tão interessantes, mas a natureza-morta prova o contrário. Este gênero é tudo sobre a composição, a maneira como os objetos são arranjados, além de luz e cor. Ele nos mostra como objetos comuns do dia a dia podem ser transformados em arte, capturando a beleza nas coisas simples. 1 8 CONTEÚDO 3º BIMESTRE DE ARTE DO 8º ANO ❖ RECONHECER A RELAÇÃO FIGURA/FORMA NAS OBRAS DOS ARTISTAS. AULA 31: Compreendendo Figura/Forma na Arte Objetivo: Introduzir aos alunos o conceito de figura/forma nas artes visuais, ensinando- os a identificar e diferenciar esses elementos em obras de arte. Este tópico visa desenvolver a capacidade analítica dos alunos para que possam reconhecer como artistas utilizam figura e forma para comunicar ideias e emoções. Conteúdo: Neste segmento, exploramos a definição básica de figura e forma na arte. Figura refere-se ao objeto principal dentro de uma obra de arte, o foco da composição. Forma, por outro lado, diz respeito ao aspecto tridimensional (3D) de objetos, que pode ser representado em duas dimensões (2D) através de técnicas de sombreamento, perspectiva e contorno. Quando olhamos para uma obra de arte, seja uma pintura ou uma escultura, o que realmente vemos? Além das cores e das linhas, há dois elementos essenciais que nos ajudam a interpretar o que está diante de nós: a figura e a forma. Mas o que esses termos significam? Figura A figura, em arte, é o principal ponto de interesse. É o objeto, pessoa ou detalhe que chama nossa atenção primeiro. Pode ser algo realista, como um retrato de uma pessoa, ou algo abstrato, uma mancha de cor que se destaca contra o fundo. A figura é o "herói" da história que a obra de arte conta, capturando nosso olhar e guiando nossa interpretação. 9 Forma Já a forma refere-se à tridimensionalidade dos objetos. Mesmo em uma pintura, que é plana, artistas usam truques para dar a impressão de que podemos alcançar dentro dela e tocar o que está lá. Eles usam sombreamento, perspectiva e linhas para criar essa ilusão de profundidade e volume. A forma pode ser tão simples quanto um círculo que parece uma bola ou tão complexa quanto um corpo humano em movimento. Identificação Mas como esses elementos trabalham juntos? Imagine uma pintura de uma maçã sobre uma mesa. A maçã é a figura, o foco principal que nossos olhos veem primeiro. A forma da maçã é mostrada através de sombras e luzes, dando a impressão de que é redonda e sólida, que poderíamos pegá-la. A mesa, embora também importante, atua como o fundo, ajudando a destacar a figura da maçã. Conclusão Entender a diferença e a relação entre figura e forma nos ajuda a apreciar mais profundamente a arte. Percebemos como os artistas usam esses elementos não apenas para mostrar o mundo como ele é, mas para expressar suas ideias, sentimentos e visões únicas. Ao analisar uma obra de arte, tente identificar a figura e observar como a forma é usada para trazê-la à vida. Essa é uma habilidade que vai enriquecer não só a sua apreciação da arte, mas também a sua capacidade de ver o mundo de maneira mais criativa e detalhada. AULA 32: Análise de Obras de Arte através da Relação Figura/Forma Objetivo: Profundar a compreensão dos alunos sobre a importância da relação figura/forma na interpretação de obras de arte. Este tópico enfatiza a análise crítica, encorajando os alunos a explorar como diferentes artistas utilizam figura e forma para criar significado e expressão em suas obras. Conteúdo: Aqui, os alunos serão incentivados a aplicar seus conhecimentos sobre figura/forma na análise de várias obras de arte, variando desde pinturas clássicas até esculturas e instalações modernas. Discutiremos como a manipulação de figura e forma pode afetar a interpretação de uma obra, alterando emoções, mensagens e temas percebidos pelo observador. Após entendermos o básico sobre figura e forma na arte, vamos mergulhar mais fundo e ver como esses conceitos se aplicam na análise de obras de arte reais. Este processo não é apenas sobre ver; é sobre observar, pensar e interpretar. Cada artista tem uma maneira única de usar figura e forma para contar histórias, expressar emoções ou provocar pensamentos. 10 Explicação Vamos começar escolhendo algumas obras de arte famosas, de diferentes períodos e estilos. Por exemplo, podemos olhar para "A Noite Estrelada" de Vincent van Gogh, onde as formas ondulantes do céu contrastam com as figuras pontiagudas da vila abaixo. Ou a "Guernica" de Pablo Picasso, onde as figuras distorcidas e as formas fragmentadas transmitem o horror e o caos da guerra. Nossa missão é descobrir como a relação entre figura e forma ajuda a construir o significado dessas obras. Em "A Noite Estrelada", como as formas ondulantes do céu complementam ou contrastam com as figuras da vila? O que isso nos diz sobre o estado emocional de Van Gogh ou sua visão do mundo? Em "Guernica", como as formas angulares e as figuras distorcidas expressam a tensão e o terror? O que podemos aprender sobre a técnica de Picasso e sua mensagem política através dessa análise? Para cada obra de arte, vamos fazer algumas perguntas-chave: Qual é a figura principal? Que formas o artista usa para destacar essa figura? Como a relação entre figura e forma afeta o significado da obra? Essas perguntas vão nos guiar em nossa jornada de descoberta, ajudando-nos a ver não apenas com os olhos, mas com a mente e o coração. Esse processo de análise não é apenas um exercício acadêmico; é uma forma de nos conectarmos mais profundamente com a arte e, por extensão, com a experiência humana. Ao explorar como os artistas usam figura e forma para comunicar, começamos a entender melhor o poder da arte como linguagem universal, capaz de transcender barreiras culturais e temporais. ❖ ESTRUTURAR FORMAS VOLUMÉTRICAS A PARTIR DA PESQUISA E EXPERIMENTAÇÃO DE MATERIAIS 11 AULA 33: Pesquisa e Seleção de Materiais Objetivo: Introduzir os alunos à diversidade de materiais que podem ser utilizados para criar formas volumétricas na arte, incentivando a experimentação e a criatividade. Conteúdo: Neste primeiro segmento, exploraremos a importância da escolha de materiais na construção de formas volumétricas. Cada material tem propriedades únicas que influenciam a textura, o peso, a durabilidade e a estética da obra final. Discutiremos diferentes tipos de materiais, como papel, argila, materiais recicláveis, tecidos, e como eles podem ser manipulados para criar volume eforma. No estudo das formas volumétricas na arte, uma etapa fundamental é a seleção consciente de materiais. Cada material escolhido para uma obra de arte carrega consigo um universo de possibilidades expressivas e técnicas, influenciando diretamente o resultado final da criação. Este tópico aborda a diversidade de materiais disponíveis para artistas, enfatizando a experimentação e a inovação na prática artística. Introdução Materiais tradicionais como argila, papel machê, e tecido oferecem uma vasta gama de texturas e flexibilidades, permitindo a construção de estruturas complexas com detalhes refinados ou formas abstratas. A argila, por exemplo, é um material versátil que pode ser moldado em formas orgânicas ou geométricas precisas, enquanto o papel machê permite a criação de formas leves e resistentes. Utilização Além dos materiais tradicionais, a reutilização de objetos e materiais recicláveis abre novas perspectivas criativas. Garrafas plásticas, embalagens, peças de computador descartadas, e tecidos antigos podem ser transformados em componentes de esculturas ou instalações artísticas, promovendo uma reflexão sobre consumo, descarte e sustentabilidade. Contexto A escolha de materiais não se limita apenas às suas propriedades físicas; ela também envolve considerações sobre o contexto da obra, o ambiente em que será exibida, e o diálogo que o artista deseja estabelecer com o público. Um material pode ser escolhido por sua capacidade de evocar memórias, provocar reações sensoriais ou por sua carga simbólica. 1 8 CONTEÚDO 1º BIMESTRE DE ARTE DO 9º ANO ❖ A PRODUÇÃO ARTÍSTICA COMO FATO HISTÓRICO CONTEXTUALIZADO NO TEMPO E NAS DIVERSAS CULTURAS. AULA 1: A Arte na Pré-História e nas Antigas Civilizações Nas cavernas escuras da Pré-História, as primeiras manifestações artísticas ganharam vida. Desenhos de animais nas paredes das cavernas não eram apenas decorações, mas registros de uma época em que o homem vivia da caça e se maravilhava com o mundo natural. Avançando no tempo, as grandes civilizações como o Egito, a Mesopotâmia, a Grécia e Roma usavam a arte para contar suas conquistas, homenagear seus deuses e celebrar a beleza do humano e do divino. Cada escultura, cada templo, cada afresco nos conta histórias de fé, poder e inovação. Introdução Imagine entrar em uma caverna escura com apenas uma tocha na mão e, nas paredes, descobrir desenhos incríveis de animais selvagens que parecem saltar em sua direção. Essas são as primeiras manifestações de arte que conhecemos, criadas por nossos ancestrais na Pré-História. Eles não tinham pincéis ou tintas como conhecemos hoje, mas usavam carvão, terra e até mesmo seu próprio sangue para criar essas imagens. Mas por que eles fizeram isso? Para contar histórias, para expressar seu respeito pela natureza ou talvez para invocar sorte na caça. Usando a Imaginação Agora, vamos viajar no tempo e espaço até as grandes civilizações antigas. No Egito, cada pirâmide, cada estátua do faraó, cada hieróglifo nas paredes dos templos era uma maneira de registrar sua história, homenagear seus deuses e garantir a imortalidade de sua alma. Eles acreditavam que a arte tinha o poder de tornar eternas as coisas deste mundo. Antigamente Na Mesopotâmia, berço de algumas das primeiras cidades da humanidade, os zigurates (grandes templos em forma de pirâmide) dominavam o céu, mostrando a todos o poder 9 dos deuses e dos reis. A arte nessa região era uma mistura de realismo com mitologia, mostrando tanto a vida cotidiana quanto criaturas fantásticas. E que tal a Grécia, com suas esculturas que buscavam a perfeição do corpo humano? Os gregos amavam a beleza, a simetria e a proporção. Eles queriam que sua arte mostrasse o ideal humano, tanto em força quanto em sabedoria. Roma Antiga Por último, mas não menos importante, temos a Roma Antiga, com seus vastos impérios e conquistas. Os romanos eram mestres da engenharia e da construção, criando anfiteatros, aquedutos e templos que ainda hoje nos deixam maravilhados. Eles pegaram a arte grega e a transformaram, adicionando seu próprio estilo, mostrando seu poder e sua glória através de enormes estátuas e grandiosas construções. Conclusão Cada pedaço de arte que essas antigas civilizações nos deixaram é como uma janela para o passado, mostrando como as pessoas viviam, o que valorizavam e como viam o mundo ao seu redor. E o mais incrível é que, mesmo depois de milhares de anos, essas obras ainda falam conosco, contando histórias de fé, poder, beleza e inovação. AULA 2: A Arte na Idade Média e no Renascimento A Idade Média trouxe a arte sacra ao centro do palco. Catedrais góticas apontando para o céu eram a expressão da devoção religiosa, mas também do engenho humano. Neste período, a arte estava a serviço da fé, ensinando as histórias sagradas para uma população majoritariamente analfabeta. Com o Renascimento, o foco se expandiu para a beleza do mundo e do homem, inspirado pela redescoberta dos ideais da antiguidade clássica. Artistas como Leonardo da Vinci e Michelangelo não só dominavam a técnica, mas também buscavam compreender as leis da natureza e da ciência, integrando-as em sua arte. 10 Introdução Durante a Idade Média, a arte tomou um caminho profundamente espiritual. Imagine entrar em uma imensa catedral gótica, onde as altas torres parecem tocar o céu e os vitrais coloridos contam histórias da Bíblia com a luz do sol. Essas catedrais eram como livros de pedra e vidro, ensinando as verdades sagradas a todos que entravam. Em cada escultura, em cada afresco, a vida dos santos e as histórias das escrituras ganhavam vida, guiando os fiéis em sua jornada espiritual. Renascimento Mas então chegamos ao Renascimento, um despertar que mudou tudo. Inspirados pelo conhecimento e pela arte da Grécia e Roma antigas, artistas como Leonardo da Vinci e Michelangelo começaram a explorar não apenas temas religiosos, mas também a beleza do mundo natural e do ser humano. O Renascimento foi como uma grande luz que brilhou sobre a Europa, trazendo uma nova era de descobertas e inovações. Exemplo Leonardo da Vinci, com seu olhar curioso sobre o mundo, não era apenas um pintor, mas também um inventor, um cientista, um verdadeiro homem do Renascimento. Suas obras, como a Mona Lisa, nos mostram uma nova forma de ver o ser humano, com expressões que parecem nos contar segredos milenares. 11 Exemplo Michelangelo, por outro lado, nos deu o majestoso teto da Capela Sistina e a imponente estátua de Davi, demonstrando não só sua maestria com o pincel e o cinzel, mas sua profunda compreensão da forma humana e sua paixão pelo divino. Período Histórico Neste período, a arte se tornou uma janela para a alma humana e para o universo. Artistas renascentistas não se limitavam a criar obras de beleza; eles buscavam entender o mundo ao seu redor, misturando arte, ciência e filosofia. Eles nos mostraram que o homem não estava separado da natureza ou de Deus, mas era uma parte fundamental de um todo magnífico. Conclusão Portanto, ao estudar a arte da Idade Média e do Renascimento, não estamos apenas aprendendo sobre história ou técnicas artísticas; estamos descobrindo como nossos ancestrais viam o mundo e a si mesmos, e como essa visão moldou o mundo em que vivemos hoje. AULA 3: A Arte Moderna e a Exploração da Individualidade A arte moderna rompe com as tradições, explorando novas ideias e técnicas. Este período é marcado pela individualidade do artista e pela experimentação. Movimentos como o Impressionismo, Expressionismo, Cubismo e Surrealismo surgem como formas de ver o mundo sob perspectivas únicas, desafiando a percepção e a realidade. Artistas como Van Gogh, Picasso e Dalí convidam o observador a entrar em seusmundos internos, cheios de cor, forma e significado. Introdução Imagine um mundo onde os artistas começam a quebrar todas as regras, onde cada pincelada e cada cor não precisam mais imitar a realidade. Bem-vindos ao mundo da Arte Moderna! Neste período incrível, os artistas pararam de perguntar "Como o mundo me vê?" e começaram a se perguntar "Como eu vejo o mundo?". Eles exploraram novas técnicas, novas perspectivas e novas ideias, tudo para expressar seus sentimentos, pensamentos e visões únicas. Impressionismo Começamos com o Impressionismo, onde pintores como Claude Monet nos mostraram que a luz e a cor podem contar histórias diferentes dependendo do momento do dia. Eles pintavam ao ar livre, capturando as mudanças rápidas na luz e na atmosfera. Suas pinturas não eram detalhadas, mas sim impressões de um momento, cheias de cor e movimento. 1 7 CONTEÚDO 3° BIMESTRE DE ARTE DO 9° ANO ❖ IDENTIFICAR FORMAS VOLUMÉTRICAS NO MUNDO REAL (CONCRETO) E NA IMAGEM GRÁFICA (REPRESENTADA.). AULA 33: Explorando Formas Volumétricas no Mundo Real Objetivo: Introduzir aos alunos o conceito de formas volumétricas, ajudando-os a reconhecer e compreender essas formas no ambiente que os rodeia. A aula enfocará na observação e identificação de objetos tridimensionais no mundo real, destacando como o volume é percebido através da luz, sombra e perspectiva. Conteúdo: Definição de Formas Volumétricas: Breve explicação sobre o que são formas volumétricas e como elas diferem de formas planas. Percepção de Volume: Discussão sobre como a luz e a sombra afetam a percepção do volume, utilizando exemplos concretos, como frutas, mobiliário e arquitetura. Atividade Prática de Observação: Os alunos realizarão uma atividade ao ar livre (ou dentro da escola, dependendo das condições) para identificar objetos com diferentes formas volumétricas, como esferas, cilindros, cones e cubos, e descrever como a luz interage com esses objetos para criar sombras e profundidade. Introdução Quando olhamos ao nosso redor, percebemos que o mundo não é feito apenas de linhas e cores; ele é repleto de volumes, formas que ocupam espaço e têm profundidade. Essas formas volumétricas, como esferas, cilindros, cones e cubos, estão em toda parte, desde a bola de futebol no recreio até os prédios em nossa cidade. Vamos começar com algo simples: Pegue uma fruta, como um limão ou uma laranja. Ao observá-la, notamos sua forma arredondada, quase uma esfera. Mas o que realmente nos faz perceber que ela é volumosa? A luz e a sombra. Quando a luz atinge a fruta, cria áreas iluminadas e sombras que nos dão pistas sobre sua forma tridimensional. Usando a Imaginação Agora, pense nos móveis em sua casa ou na escola. Uma cadeira, por exemplo, pode ser vista como uma combinação de cilindros (as pernas) e um cubo ou paralelepípedo 8 (o assento e o encosto). A maneira como a luz cria sombras nos contornos da cadeira nos ajuda a entender seu volume. E sobre a arquitetura? Os prédios que vemos no caminho para a escola ou em nossa cidade têm volumes complexos. Tomemos como exemplo o Museu de Arte Contemporânea de Niterói, desenhado por Oscar Niemeyer. Sua forma circular e elevada sobre uma base cônica é um belo estudo de como as formas volumétricas podem ser usadas na arquitetura para criar impacto visual e funcionalidade. Mas como podemos realmente entender essas formas? Através da percepção de como a luz interage com os objetos. Em um dia ensolarado, observe como as sombras são projetadas no chão ou nas paredes. Essas sombras nos dão uma pista sobre a forma do objeto que bloqueia a luz. Conclusão Por meio desses exemplos simples do nosso cotidiano, começamos a entender como as formas volumétricas estão presentes em tudo ao nosso redor. Reconhecer e compreender essas formas nos ajuda não apenas a apreciar mais profundamente o mundo visual, mas também a fundamentar nossos próprios trabalhos artísticos e projetos criativos. Observar, questionar e experimentar são as chaves para desbloquear a beleza e a complexidade das formas volumétricas no mundo real. AULA 34: Formas Volumétricas na Imagem Gráfica Objetivo: Ensinar os alunos a identificar e interpretar formas volumétricas em imagens gráficas, como desenhos, pinturas e ilustrações. A aula focará em como artistas representam o volume em duas dimensões, utilizando técnicas de sombreamento, perspectiva e linha para criar a ilusão de tridimensionalidade. 9 Conteúdo: Técnicas de Representação de Volume: Explicação das técnicas utilizadas por artistas para representar formas volumétricas em superfícies planas, incluindo sombreamento, uso de linhas de contorno e perspectiva. Análise de Obras de Arte: Os alunos analisarão obras de arte selecionadas que exemplificam o uso eficaz de formas volumétricas, discutindo como as técnicas artísticas contribuem para a percepção de profundidade e volume. Atividade de Criação Artística: Os estudantes serão incentivados a criar suas próprias imagens gráficas, aplicando o que aprenderam para representar objetos tridimensionais em duas dimensões. Esta atividade pode incluir desenho, pintura ou uso de software de design gráfico, dependendo dos recursos disponíveis. Introdução Transformar o plano bidimensional de uma folha de papel em uma janela para um mundo tridimensional é um dos maiores truques da arte visual. Neste tópico, vamos desvendar como artistas brasileiros, como Tarsila do Amaral e Candido Portinari, mestres em capturar a essência do Brasil, utilizam técnicas para dar vida e volume às suas obras. Exemplo Começamos com a observação de "Abaporu", de Tarsila do Amaral. Esta obra não apenas marcou o início do movimento antropofágico na arte brasileira, mas também é um estudo fascinante sobre a representação de formas volumétricas. Note como Tarsila usa cores e sombras para dar volume ao corpo e à planta, transformando formas simples em representações ricas e profundas. Exemplo Em seguida, mergulhamos no universo de Candido Portinari, explorando sua série "Os Retirantes". Portinari captura a dura realidade dos trabalhadores rurais brasileiros com uma profundidade emocional que transcende a tela. Preste atenção em como ele emprega a perspectiva e o sombreamento para dar forma e substância às figuras humanas, tornando-as quase palpáveis. Entendendo os Efeitos Para entender como esses efeitos são alcançados, vamos praticar com lápis e papel. Usando objetos simples como uma caneca ou uma caixa, tentamos replicar o jogo de luz e sombra que vemos. Observamos como a luz natural ou de uma lanterna cria sombras, e tentamos traduzir isso em nossos desenhos, prestando atenção especial à forma como as sombras dão a ilusão de profundidade e volume. 10 Perspectiva A técnica da perspectiva também é crucial. Desenhando uma rua ou ferrovia que se afunila ao longe, aprendemos como linhas podem sugerir profundidade, fazendo com que objetos pareçam mais próximos ou mais distantes. Conclusão Através dessas atividades, não apenas apreciamos a habilidade dos artistas em transformar o plano em tridimensional, mas também começamos a desenvolver nossas próprias habilidades para criar ilusões de volume em nossas obras. Essa compreensão nos permite não só interpretar melhor as obras de arte que vemos, mas também explorar nossas próprias expressões artísticas com mais profundidade e significado. ❖ ESTRUTURAR FORMAS BI E TRIDIMENSIONAIS A PARTIR DA PESQUISA E EXPERIMENTAÇÃO DE MATERIAIS. Introduzir os conceitos de formas bidimensionais (2D) e tridimensionais (3D) aos alunos. Explorar a diversidade de materiais no processo criativo para a construção dessas formas. Estimular a experimentação prática e a pesquisa como meios de aprendizagem e expressão artística. AULA 35: DescobrindoFormas Bidimensionais com Materiais Variados Conteúdo: Neste segmento, vamos mergulhar no mundo das formas bidimensionais, aquelas que possuem apenas altura e largura. Utilizando materiais simples como papel, lápis de cor, tintas e tecidos, os alunos serão incentivados a criar suas próprias obras de arte 2D. A ideia é experimentar com texturas e cores, observando como diferentes materiais reagem e se complementam. Exemplo Prático: Criação de uma colagem que represente uma paisagem brasileira, utilizando recortes de revistas, tecidos e papel colorido. Os alunos serão desafiados a pensar na composição de sua obra, considerando elementos como equilíbrio, harmonia e contraste, para transmitir a beleza e diversidade do Brasil através de uma forma bidimensional. 11 Introdução Formas bidimensionais são a base da expressão artística, capturando ideias, emoções e narrativas em superfícies planas. Ao explorar materiais diversos, podemos descobrir novas maneiras de comunicar visualmente, enriquecendo nossa compreensão da arte e da criatividade. Tipos de Papéis Vamos começar com o papel, um suporte clássico na arte. Mas não qualquer papel: experimentaremos com tipos variados, desde o sulfite comum até o canson, passando por papéis reciclados e coloridos. Cada tipo oferece uma textura e uma reação diferente à luz, ao toque e aos materiais aplicados sobre ele. Cores Introduziremos os lápis de cor, ferramentas simples, mas poderosas, capazes de criar efeitos vibrantes ou sutis, dependendo da pressão e da técnica utilizada. A riqueza dos biomas brasileiros, como a Amazônia, o Cerrado e a Mata Atlântica, servirá de inspiração para nossas composições. Imagine retratar a diversidade da flora e fauna desses ecossistemas com seus lápis de cor, destacando desde o verde intenso das folhagens até o colorido exuberante das aves e flores. Tintas As tintas, sejam aquarelas, acrílicas ou guache, nos permitem explorar a fluidez e a transparência. Inspirando-nos na arte indígena brasileira, com seus padrões geométricos e simbolismos ricos, criaremos peças que reflitam essas tradições, aplicando técnicas de pintura que nos permitam misturar cores e criar texturas. Tecidos Por último, o uso de tecidos nos introduzirá ao mundo da colagem e da textura. Recortando e combinando pedaços de tecido, poderemos criar obras que homenageiem as festas populares brasileiras, como o Carnaval, o Maracatu e o Bumba Meu Boi. Essas festividades são explosões de cores, ritmos e movimentos, e nossas colagens buscarão capturar essa energia e alegria. Conclusão Ao final desta exploração, cada aluno terá criado uma série de obras bidimensionais que não apenas demonstram habilidade técnica, mas também uma apreciação profunda pelas riquezas culturais e naturais do Brasil. Através deste processo, aprendemos que a arte é uma forma de conexão com nosso entorno, um diálogo contínuo entre o criador, o material e o mundo.