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29
gibi
Pele
DoNa CiÊNcIa
Idealizadora: Monica L. Andersen
Autoras do texto: Monica L. Andersen, Ellen Xerfan e Jane Tomimori
Ilustração: Mônica Oka Revisão: Kimi Tumkus
DoNa CiÊNcIa
Pele
apresenta:
Olá! Eu sou a Dona Ciência
 e tenho várias histórias 
interessantes para contar a vocês! 
Em cada gibi vou mostrar como 
a sociedade é beneficiada com 
as descobertas feitas 
pelos cientistas! 
Neste gibi vou contar 
um pouco sobre 
a pElE, 
este órgão tão 
importante que 
reveste e protege
nosso corpo contra 
agentes externos. 
1
A pele atua como uma barreira eficiente contra 
agressores externos, protege contra atrito e traumas, 
regula a perda de água do organismo e controla a 
temperatura do corpo. Além disso, por apresentar 
terminações nervosas numerosas, responsáveis pelas 
sensações de frio, calor, dor e tato, permite uma co-
municação constante com o ambiente.
A pElE é o mAiOr 
órGão dO cOrPo 
hUmAnO, podendo atingir 
até 16% do peso corporal. 
Corresponde a um órgão 
complexo e apresenta 
diversas funções que 
contribuem para o 
funcionamento 
adequado do 
corpo humano. 
2
A pele regula a temperatura 
do corpo por meio dos vasos 
sanguíneos, glândulas 
sudoríparas (responsáveis 
pelo suor) e tecido adiposo. 
Este tecido corresponde à 
camada de gordura abaixo da 
pele, que ajuda a manter 
a temperatura normal do 
corpo mesmo em ambientes 
com temperaturas baixas. 
Uma das propriedades mais importantes da pele é sua 
variedade no mesmo indivíduo. Cada parte da pele é 
unicamente construída e todas as suas propriedades 
são específicas conforme o local do corpo.
Nos mamíferos, a temperatura do corpo se mantém 
estável mesmo em temperaturas extremas, devido a 
uma adaptação entre estes componentes da pele e a 
parte interna do corpo, para promover equilíbrio ao 
organismo. Por exemplo, em temperaturas altas, a quan-
tidade de suor aumenta, como tentativa de resfriar o 
corpo e manter a sua temperatura interna estável. A 
pele também é responsável pela eliminação de diversas 
substâncias que podem ser nocivas ao organismo, 
através do suor. 
3
A pele é composta por 3 camadas principais. A camada 
mais externa da pele é chamada de epiderme. Logo, 
está sob contato frequente com o meio ambiente e 
compõe a primeira barreira de defesa deste órgão. 
Abaixo da epiderme, encontra-se a derme. Ela é rica-
mente vascularizada e composta por inúmeros com-
ponentes, como terminações nervosas e glândulas. A 
hipoderme é a camada mais profunda, abaixo da derme. 
Representa o tecido gorduroso, e atua como suporte 
da pele acima dos músculos.
Representação das camadas principais da pele (epiderme, derme e hipoderme)
e seus anexos.
Epiderme
Glândula
sebácea
Nervo
Vasos
sanguíneos
Folículo
piloso
Hipoderme
Glândula
sudorípara
Derme
Poros
Pelo
4
CoRtE hIsToLógIcO tRaNsVeRsAl 
dA pElE hUmAnA 
Representação das camadas da pele
 vistas ao microscópio.
Derme
Hipoderme
Epiderme
5
EpIdErMe
A epiderme é a camada mais externa e com maior 
contato com o meio exterior. Sua espessura e quanti-
dade de estruturas variam de acordo com a parte do 
corpo. Apesar de muito fina, ela é organizada em 
subcamadas; à medida que as mais superficiais são 
eliminadas por desgaste, as mais profundas sofrem 
divisão celular para regenerar a camada mais superfi-
cial e renovar a pele. Em regiões onde a pele é mais 
grossa, como a palma das mãos e sola dos pés, a 
epiderme pode chegar a ter até 5 camadas: basal, 
espinhosa, granulosa, lúcida e córnea, que podem ser 
vistas ao microscópio.
Epiderme
Basal
Espinhosa 
Granulosa
Lúcida 
Córnea 
6
A camada córNeA 
é a mais superficial, proporcionando assim, proteção 
contra agressões (físicas e químicas) na pele. Ela é consti-
tuída por células cheias de queratina, que são representa-
das pela descamação da pele. Estas células são originadas 
dos queratinócitos, após perderem seu núcleo. Essas várias 
camadas de queratinócitos, unidos uns aos outros, forne-
cem barreira de defesa forte contra a invasão de microor-
ganismos. Além disso, é na epiderme que estão os 
melanócitos, células que produzem a melanina, pigmento 
responsável pela cor da pele, e que protege os tecidos 
subjacentes da radiação solar. 
Fototipo 
pigmentar
(escala 
Fitzpatrick)
Melanina
epidérmica
Fenótipo UV 
Risco de 
Câncer
de pele 
sensível ao UV
queima em vez de bronzear
resistente ao UV
bronzeia; nunca queima
i iI iIi iV v vI
Relação inversa entre concentração de melanina e sensibilidade 
à queimadura solar/risco de câncer de pele.
7
A cor da pele é chamada de
 fOtOtIpO. 
Quanto mais alto o fototipo da pele, maior a proteção 
conferida pela produção de melanina durante a 
exposição ao sol. A melanina também é responsável 
pela mudança temporária da cor da pele (bronzeamen-
to), após exposição solar excessiva. Em peles com foto-
tipo mais baixo, essa produção de melanina é reduzida e, 
consequentemente, a proteção da pele ao sol diminui. 
Dessa forma, aumenta a chance de queimaduras solares, 
conferindo o aspecto “avermelhado” da pele. No entan-
to, a necessidade de uso reforçado do protetor solar é 
indicada para todos os tons de pele, para reduzir os 
efeitos prolongados e nocivos do sol, que provocam o 
envelhecimento e o câncer da pele.
8
DeRmE
A derme é uma camada espessa abaixo da epiderme. Nela, 
estão presentes muitos vasos sanguíneos e linfáticos, 
glândulas, nervos e receptores sensoriais. A porção supe-
rior da derme é chamada derme papilar, e a derme reticu-
lar constitui a parte inferior desta camada. Além disso, a 
derme origina os anexos da pele, como pelos e unhas. 
Esta camada é composta principalmente por fibras 
elásticas e colágenas, componentes que tornam a pele 
mais elástica e flexível. 
Derme
reticular
Derme
papilar
Epiderme
9
HiPoDeRmE 
(tecido subcutâneo)
É a camada composta por células de gordura (adipócitos), 
abaixo da derme, que une a pele aos músculos e tendões. 
Dependendo da região do corpo, peso e grau de nutrição 
do organismo, o tamanho dessa camada pode variar. Como 
a gordura é um bom isolante térmico, a hipoderme pro-
porciona proteção contra o frio, além de também ofere-
cer proteção mecânica. A camada de gordura também 
está presente entre órgãos internos, a chamada gordura 
visceral. Porém, em excesso, ela é prejudicial à saúde.
Hipoderme
10
CoLágEnO
 As fibras colágenas, presentes na derme, são 
responsáveis por dar força, suporte e integridade a 
vários tecidos e órgãos. O colágeno é composto por 
proteínas e é considerado como principal estrutura da 
derme, além de fornecer elasticidade à pele. Devido ao 
seu papel estrutural, contribui para a barreira cutânea 
e tem ação importante na proteção contra agressões 
mecânicas, como traumas na pele.
 
Diversos fatores, como doenças autoimunes*, envelheci-
mento e estresse podem diminuir a qualidade e integri-
dade do colágeno e, consequentemente, prejudicar as 
principais funções da pele e sua elasticidade. 
Fibra de 
colágeno
Fibrila
Molécula 
de colágeno
Cadeias 
Polipeptídicas
*Quando o organismo produz anticorpos que atacam estruturas do 
próprio corpo, e em alguns casos, ocasionam doenças que afetam 
a pele e o colágeno.
11
São conhecidos mais de 28 tIpOs dE cOlágEnO, que 
exercem as mais diversas funções no organismo. Dentre 
estes, os mais abundantes na pele são:
TiPo I: constitui 90% do total existente no organismo. É 
muito resistente e constituído por fibras e feixes que 
compõem uma rede entrelaçada. Encontra-se principal-
mente nos tendões, ligamentos, cápsulas dos órgãos, 
tecido conjuntivo frouxo, osso, dentina e na derme;
TiPo IiI: normalmente é associado ao tipo I. Formam as 
chamadas fibras reticulares. É encontrado frequente-
mente na pele e nos pulmões.
 Já o colágeno dos tipos II, IV, V, VI e VII são mais en-
contrados nas cartilagens, lâmina basal, fibrilas e na 
junção da epiderme com a derme, respectivamente.
Colágeno e sua ação na pele, anexos e outros órgãos.Unhas
Pelo
Cartilagem
Ossos
Derme
Tecido 
conjuntivo
12
FaToReS qUe iNfLuEnCiAm o cOlágEnO 
e a iNtEgRiDaDe dA pElE
A estrutura do colágeno é estável e resistente, sendo, 
portanto, difícil de desfazê-la. As substâncias que con-
seguem degradar proteínas são chamadas enzimas. As 
enzimas capazes de degradar o colágeno são as metalo-
proteinases (dentre elas, as colagenases).
A quantidade e a qualidade do colágeno na pele podem 
ser afetadas tanto por fatores externos (do meio ambi-
ente, como poluição, raios solares), quanto do próprio 
organismo. Estes incluem doenças, hormônios, estresse, 
envelhecimento e tratamento com algumas medicações, 
como os corticoides (ingeridos ou tópicos). Esses fatores 
podem interferir nas fibras de colágeno, prejudicar sua 
produção e também afetar o processo de cicatrização 
da pele.
13
Algumas vitaminas, em quantidades adequadas, podem 
ser benéficas à pele. Elas estão presentes em diversos 
alimentos (frutas, verduras, legumes, leite e seus 
derivados) e uma alimentação balanceada e saudável 
contribui para melhor funcionamento do organismo e 
qualidade da pele. Porém, quando insuficientes, elas 
podem prejudicar a função do colágeno e, consequente-
mente, interferir na qualidade e regeneração da pele.
Um exemplo é a vitamina A. Essa substância pode 
contribuir para a síntese e ação do colágeno e 
redução da atividade das enzimas que promovem sua 
degradação, melhorando o processo de cicatrização 
da pele. Porém, quando reduzida, essa regeneração da 
pele pode ser comprometida.
A
ViTaMiNaS
14
A vitamina C contribui para a formação do colágeno. A 
deficiência dessa vitamina pode enfraquecer o sistema 
imunológico, causar sangramentos frequentes, além de 
deixar a cicatrização da pele mais lenta. Sua redução 
também pode prejudicar o processo de regeneração dos 
ossos em casos de fraturas, chamado calcificação, que 
também envolve a ação do colágeno. 
C
oSsO pOrOsO x oSsO dEnSo 
+ raios solares na pele
15
A vitamina D também pode ser regulada através da pele. 
Por meio da exposição solar, a pele é capaz de contribuir 
para o aumento dos níveis dessa vitamina no organismo. 
A vitamina D tem ação importante na fortificação dos 
ossos, junto com o cálcio, prevenindo doenças ósseas, 
como a osteoporose e consequentes fraturas.
Outro fator que interfere na formação do colágeno 
é a idade. A pele jovem é composta por aproxima-
damente 80% de colágeno tipo I e 15% de colágeno 
tipo III. Na pele envelhecida, essa composição muda. 
As fibras de colágeno se tornam mais finas e há 
uma grande perda de colágeno tipo I, alterando 
essa proporção. 
D
Colágeno
Fibroblastos
Elastina
Pele jovem Pele envelhecida
16
O sistema imunológico, que corresponde à defesa 
do organismo, pode ser modulado pelo estresse. Isto 
favorece alterações hormonais, podendo ocorrer aumento 
da secreção dos hormônios do estresse, os corticosteroi-
des (com destaque ao cortisol), que leva a um estado de 
redução da imunidade. 
O estresse agudo pode ativar o funcionamento do sistema 
imunológico, aumentando o tráfego de células de defesa 
(como os leucócitos). Elas migram do sangue para outros 
órgãos, como os linfonodos e a pele, reforçando a respos-
ta imunológica. Porém, quando o estresse se torna pro-
longado, esta resposta de defesa do organismo torna-se 
prejudicada. A barreira de defesa da pele também pode 
ser afetada, promovendo agravo ou surgimento de 
doenças cutâneas. 
SiStEmA iMuNoLógIcO
17
Diversos estudos têm relacionado a liberação 
de hormônios do estresse (corticosteroides) às mu-
danças no colágeno da pele, dentre elas, redução da sua 
síntese e aumento da sua degradação. Em resposta ao 
estresse crônico há um desequilíbrio dos níveis desses 
corticosteroides, dentre eles, o cortisol. O aumento 
deste hormônio gerado pelo estresse pode levar à 
diminuição na espessura e integridade da pele, o que 
facilita o envelhecimento precoce deste órgão. Como 
maior componente da pele, o colágeno também é afe-
tado por esses hormônios, por alterarem a função dos 
fibroblastos, e também pelo estado de imunossupressão 
que o estresse pode causar.
18
A falta de sono é uma das várias consequências 
da vida moderna, gerando um estresse significante 
para o organismo. O sono alterado e não restaurador 
é capaz de afetar a barreira da pele, principalmente 
pelo aumento dos corticosteroides. Esse estado de 
estresse provocado pela privação de sono prejudica o 
sistema imunológico e a defesa da pele, o que favorece 
o desenvolvimento de diversas doenças neste órgão. 
O estresse também pode retardar a cicatrização, 
facilitar infecções cutâneas por bactérias e fungos, 
comprometer a produção e função do colágeno na 
pele, além de desencadear ou agravar doenças 
cutâneas, como psoríase, dermatites e outras 
inflamações. Assim, garanta uma boa noite de sono 
para ter uma pele mais bonita e saudável!
InTeRação eNtRe pRiVação dE sOnO, 
eStReSsE e iNtEgRiDaDe dA pElE
Psoríase
Dermatites
19
A pele também pode mudar de acordo com a idade.
Com o aumento mundial da expectativa de vida, a 
quantidade de pessoas idosas também tende a crescer. 
Sendo assim, o cuidado específico com a pele idosa é 
essencial. Alterações na função e estrutura da pele 
podem ocorrer com o passar da idade. O colágeno e 
hidratação podem reduzir durante o envelhecimento, 
favorecendo o surgimento das rugas, manchas e flaci-
dez da pele. Estes sinais podem ser de intensidade 
variável em cada indivíduo, dependendo das carac-
terísticas do seu processo de envelhecimento.
Diferenças entre a pele jovem e ao envelhecimento.
pE
lE
 j
Ov
Em
pElE eNvElHeCiDa
PeLe eM iDoSoS
Fibras de colágeno 
organizadas
Tecido 
vascular
Afinamento da junção 
Epiderme e Derme Desorganização e perda 
de fibras de colágeno
20
Os 2 pRiNcIpAiS pRoCeSsOs eNvOlViDoS 
nO eNvElHeCiMeNtO dA pElE 
São os fatores relacionados ao tempo (que não podem 
ser evitados, e ocorrem naturalmente em todos os 
órgãos e tecidos do corpo) e os que podem ser evita-
dos e/ou controlados. Estes incluem fatores externos, 
como tabagismo, consumo de álcool, exposição solar 
crônica, estresse e sono inadequado. O processo de 
envelhecimento afeta as diversas camadas da pele.
A derme sofre redução da sua concentração de 
colágeno (o qual confere estrutura e firmeza 
cutânea), tornando a pele mais flácida. A camada mais 
externa (epiderme) também é afetada, a qual se torna 
mais opaca e seca por redução da hidratação do 
organismo, que se reflete também na pele.
21
O início do processo de envelhecimento 
é induzido pela geração de
 eSpécIeS rEaTiVaS dE oXiGênIo e rAdIcAiS lIvReS. 
Estes, quando em excesso, podem causar danos direta-
mente ao DNA das células. Com isso, destacamos que o 
sono prejudicado e estresse interferem nesta regulação 
e levam ao aumento desses radicais. Eles podem também 
afetar a barreira cutânea e o processo de envelheci-
mento da pele, assim como facilitar surgimento de 
doenças cutâneas.
RaDiCaAaL!
22
ObRiGaDa!
Todos esses fatores reunidos mostram a importância 
de se evitar o estresse e privação de sono, bem como 
outros fatores ambientais, para a manutenção da 
integridade deste órgão tão complexo. A pele não só 
pode ser afetada por fatores externos, como também 
reflete muito da saúde do organismo como um todo.
HábItOs: 
Boa alimentação e consumo de 
água, sono adequado, evitar 
exposição excessiva ao sol e 
poluição, uso do protetor solar, 
além dos cuidados específicos 
com a pele (higienização 
e hidratação), podem ajudar 
no retardo do processo 
de envelhecimento cutâneo 
e promover manutenção 
de diversas funções da pele, 
incluindo sua estrutura 
e defesa ao organismo.
23
MATERIAL DE ESCLARECIMENTO
SOBRE A PELE, SUA IMPORTÂNCIA
E CUIDADOS PARA QUE SE 
MANTENHA SAUDÁVEL.
PARA O PAÍS SE DESENVOLVER, 
É NECESSÁRIA A FORMAÇÃO SÓLIDA 
DAS CRIANÇAS E JOVENS, FUTUROS 
PROFISSIONAIS DESTA NAÇÃO.

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