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Histologia Bucal Profa. Dra. Nelise Lascane Especialista em Patologia Bucal – CFO Mestre em Patologia Bucal – FOUSP Doutora em Patologia e Estomatologia Básica e Aplicada - FOUSP nelise.lascane@online.uscs.edu.br Profa. Dra. Nelise Lascane Embriologia da Face Embrioblasto: constituído por camadas de células • Ectoderma • Endoderma Mesoderma Vida intrauterina Segunda semana Terceira semana Ectoderma: SNC e hipófise; epitélio sensitivo dos órgãos do sentido e anexos dérmicos. Além dos anexos da cavidade oral (dentes e glândulas salivares) Mesoderma: Derme, músculos lisos e esqueléticos (exceto crânio), sistemas circulatório, esquelético, excretor e reprodutor Endoderma: Sistema respiratório, sistema digestório, tireoide, fígado, pâncreas, bexiga, parte das glândulas submandibulares, entre outros Folhetos embrionários Ten Cate, 2019; Hick et al., 2009) Embriologia da face • O desenvolvimento das estruturas faciais ocorre nas 4 primeiras semanas de vida intrauterina • Completa-se em aproximadamente 8 semanas • Depende da migração celular diferenciada e fusão de processos embriológicos faciais O tubo digestivo divide-se em 3 porções: • Cefálica • Média • Caudal Quarta semana Na extremidade cefálica, a cavidade oral primitiva ou estomodeu é formada no 22° dia • Responsável pela maior parte dos componentes da face e pescoço • Composto de arcos, bolsas e sulcos faríngeos (ou branquiais) Aparelho branquial ou faríngeo Um embrião de 4 a 5 semanas apresenta 5 saliências mesenquimais • Mandibulares • Maxilares • Frontonasal Aparelho branquial ou faríngeo • No final desse período, são observados 4 pares de arcos faríngeos (5° e 6° não podem ser vistos) • Separados por fendas/sulcos faríngeos Arcos branquiais ou faríngeos Cada arco faríngeo possui uma artéria, uma barra cartilaginosa, um componente muscular e um nervo Processo mandibular: único a desenvolver um verdadeiro eixo cartilaginoso Cartilagem de Meckel Derivados dos arcos faríngeos Primeiro arco Processos maxilar e mandibular Maxila, mandíbula, músculos mastigatórios, ligamento esfenomandibular, músculo milo-hioide, parte anterior do digástrico, músculo tensor do véu do palatino, martelo, bigorna, espinha do esfenoide, ligamento anterior do martelo, tensor do tímpano. Nervo: trigêmeo. Segundo arco Músculos da face, estribo, processo estiloide do osso temporal, ligamento estilo-hioide, pequenos cornos do hioide, parte posterior do digástrico. Nervo: facial Derivados dos arcos faríngeos Terceiro arco Grande corno e parte caudal do corpo do hioide, músculo estilofaríngeo. Nervo: glossofaríngeo Derivados dos arcos faríngeos Quarto arco Cartilagens da tireoide, músculos elevadores do palato, úvula, músculo palatoglosso, músculo cricotireoideo, músculos constritores da faringe. Nervo: laríngeo superior (ramo do vago). Derivados dos arcos faríngeos Temporário e desaparece Músculos intrínsecos da laringe Nervo: laríngeo recorrente (ramo do nervo vago) Quinto arco Sexto arco Derivados dos arcos faríngeos Bolsas faríngeas O endoderma da região faríngea reveste as porções internas dos arcos faríngeos e forma pequenas depressões chamadas bolsas faríngeas • O crânio é dividido em: abóbada craniana, base do crânio e face • Os seus centros iniciais aparecem na sétima ou oitava semana, mas a ossificação ocorre apenas após o nascimento Desenvolvimento do crânio Dividida nos terços superior, médio e inferior • Terço superior: seu maior componente é o osso frontal • Terço médio: mais complexo (parte base do crânio e nasal, maxila) • Terço inferior: mandíbula Desenvolvimento da face ou viscerocrânio • Terço superior: região frontonasal do embrião • Terço médio: região maxilar • Terço inferior: região mandibular Desenvolvimento da face ou viscerocrânio • O terço superior cresce rapidamente • A porção média da face cresce lentamente completando-se quando termina a formação do terceiro molar (18 a 25 anos). Desenvolvimento da face ou viscerocrânio • Ocorre no interior de membranas de tecido mesenquimal durante a vida intrauterina e de membranas de tecido conjuntivo na vida pós-natal • Forma os ossos frontal e parietal e partes do occipital, do temporal e dos maxilares superior e inferior. INTRAMEMBRANOSA Ossificação • Tem início sobre uma peça de cartilagem hialina com formato semelhante ao do osso que se vai formar • Principal responsável pela formação dos ossos curtos e longos ENDOCONDRAL Ossificação Desenvolvimento da face • 28º dia: aparecem espessamentos no ectoderma da eminência frontal. Esses espessamentos são os placódios olfatórios que formam uma ferradura que delimita o orifício nasal, e estabelecem os processos nasais lateral e medial Desenvolvimento da face • Os processos nasais mediais dos dois lados e o frontonasal formam a porção medial do nariz, a porção anterior da maxila e do palato (palato primário) • Quando o palato secundário (sétima e oitava semana) se desenvolve, as cavidades oral e nasal se separam. Desenvolvimento do palato A formação do palato secundário ocorre decorrente da fusão medial das cristas palatinas, formadas a partir dos processos maxilares Desenvolvimento do palato • A movimentação e o fechamento das cristas palatinas envolvem uma força intrínseca • Formação de uma linha mediana epitelial Desenvolvimento do palato Falhas na sincronização dos movimentos e do crescimento das cristas palatinas, da língua, da mandíbula e da cabeça em geral podem afetar o fechamento do palato Desenvolvimento da maxila • Ocorre a partir de um centro de ossificação no processo maxilar do primeiro arco faríngeo • Inicia-se na 16ª semana de gestação • Ocorre principalmente após o nascimento paralelamente ao desenvolvimento dos seios maxilares Desenvolvimento da mandíbula • A formação do osso da mandíbula ocorre ao redor da lateral da cartilagem de Meckel • Surge o canal mandibular que abriga o nervo alveolar inferior e os compartimentos dos germes dentários • Entre a 10ª e a 14ª semana aparecem as três cartilagens: condilar, coronoide e da sínfise • A sínfise e o côndilo mandibular formam-se por ossificação endocondral e o restante por ossificação intramembranosa Desenvolvimento da mandíbula • O crescimento do côndilo e as modificações na maxila e na base do crânio são responsáveis pelas relações maxilo-mandibulares • A mandíbula mantém o crescimento por mais tempo que a maxila Desenvolvimento da mandíbula • Origem dos 4 arcos faríngeos • Complexa inervação: • 1° arco: nervo trigêmeo dá origem ao ramo lingual (sensação tátil) • 2° arco: nervo facial pelo ramo corda do tímpano (sensação gustativa) • 3° e 4° arco: nervos glossofaríngeo e vago (sensações tátil e gustativa) Desenvolvimento da língua Slide 1: Histologia Bucal Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32