Prévia do material em texto
Feridas eFeridas e CurativosCurativos Licenciado para - A N T O N IO V IO T O N E T O - 01465238301 - P rotegido por E duzz.com F E R I D A S E C U R A T I V O S Feridas Feridas são lesões na pele ou em outros tecidos do corpo que ocorrem devido a diversos fatores, como acidentes, cortes, queimaduras, abrasões, ulcerações, entre outros. Elas podem variar em gravidade, tamanho e profundidade. Curativos Os curativos são produtos ou materiais utilizados para cobrir e proteger as feridas, auxiliando no processo de cicatrização e prevenindo infecções Finalidade dos curativos Os curativos têm diversas finalidades, tais como: Proteção: Os curativos protegem a ferida contra contaminação externa, impedindo a entrada de sujeira, bactérias e outros microrganismos, que poderiam causar infecção. Absorção de exsudato: Algumas feridas produzem exsudato, que é uma secreção líquida ou purulenta proveniente da ferida. Os curativos podem ser projetados para absorver o excesso de exsudato, ajudando a manter um ambiente úmido favorável à cicatrização. Promoção da cicatrização: Alguns curativos possuem ingredientes ativos que estimulam a cicatrização da ferida, como substâncias antimicrobianas, fatores de crescimento ou hidrogéis. Controle do odor: Em algumas feridas, especialmente úlceras de pressão ou feridas com tecido necrótico, pode haver odores desagradáveis. Alguns curativos têm a capacidade de minimizar o odor. É importante ressaltar que a escolha do curativo adequado depende do tipo e da condição da ferida, e pode variar de acordo com a orientação de um profissional de saúde. Licenciado para - A N T O N IO V IO T O N E T O - 01465238301 - P rotegido por E duzz.com Existem diferentes tipos de feridas Feridas perfurantes: são lesões que atravessam completamente a pele e os tecidos subjacentes. Feridas abrasivas: são causadas por fricção na pele, como arranhões ou escoriações. Feridas incisas: ocorrem quando a pele é cortada por um objeto afiado, como uma faca ou vidro. Feridas abrasivas: são causadas por fricção na pele, como arranhões ou escoriações. Feridas incisas: ocorrem quando a pele é cortada por um objeto afiado, como uma faca ou vidro. Feridas punctórias: são lesões provocadas por objetos pontiagudos, como pregos ou agulhas Feridas contusas: ocorrem quando a pele é esmagada ou golpeada por um objeto rombo, como um martelo ou uma pancada. Classificação das feridas As feridas podem ser classificadas de diferentes maneiras com base em vários critérios, como a causa da lesão, a profundidade da ferida ou a presença de infecção. Classificação por mecanismo de lesão: As feridas podem ser classificadas de diferentes maneiras com base em vários critérios, como a causa da lesão, a profundidade da ferida ou a presença de infecção. Feridas incisas: Causadas por objetos afiados, resultando em cortes limpos. Feridas contusas: Causadas por impacto ou trauma contundente, resultando em danos teciduais extensos. Feridas perfurantes: Causadas por objetos pontiagudos, resultando em perfurações. Feridas por queimadura: Resultantes de exposição a calor extremo, substâncias químicas corrosivas, eletricidade ou radiação. Classificação por profundidade: Feridas superficiais: Atingem apenas as camadas externas da pele, como abrasões ou arranhões. Feridas parciais: Afetam camadas mais profundas da pele, como lacerações ou queimaduras de espessura parcial. Feridas completas: Envolvem todas as camadas da pele e podem afetar tecidos subjacentes, como queimaduras de espessura total ou feridas por laceração. Classificação por estágio de cicatrização: Fase inflamatória: É a primeira fase, caracterizada por vermelhidão, inchaço e dor. Fase de proliferação: O tecido de granulação começa a se formar e preencher a ferida. Fase de maturação ou remodelação: O tecido cicatricial se reorganiza e fortalece a área afetada. Licenciado para - A N T O N IO V IO T O N E T O - 01465238301 - P rotegido por E duzz.com Fase de remodelação: Esta é a fase final da cicatrização e pode levar semanas ou até meses. Durante essa fase, o colágeno produzido na fase anterior é remodelado e realinhado, tornando o tecido mais forte e flexível. A ferida torna-se mais plana e clara à medida que os vasos sanguíneos diminuem e a quantidade de colágeno aumenta. No entanto, a força total do tecido cicatricial pode levar até um ano para se desenvolver completamente. Classificação por presença de infecção: Feridas limpas: Feridas não infectadas, geralmente resultantes de cirurgias e com baixo risco de infecção. Feridas limpas-contaminadas: Feridas que foram expostas a uma fonte controlada de bactérias, como cirurgias em trato gastrointestinal. Feridas contaminadas: Feridas abertas em ambientes com alto risco de infecção, como feridas traumáticas acidentais. Feridas infectadas: Feridas com sinais clínicos de infecção, como vermelhidão, inchaço, calor, dor e presença de pus. Essas são apenas algumas das classificações comuns de feridas. Cicatrização A cicatrização é um processo natural do corpo que ocorre após uma lesão ou ferida. Envolve uma série de eventos complexos que visam reparar o tecido danificado e restaurar a integridade da pele ou do tecido afetado. Existem três fases principais no processo de cicatrização: Fase inflamatória: Esta é a primeira fase e ocorre logo após a lesão. Envolve uma resposta inflamatória, na qual as células do sistema imunológico são recrutadas para limpar a área danificada e combater infecções. Durante essa fase, ocorre a vasoconstrição inicial (redução do fluxo sanguíneo) e, em seguida, a vasodilatação (aumento do fluxo sanguíneo), o que resulta em inchaço, vermelhidão e calor na área afetada. Fase de proliferação: Nesta fase, as células começam a reconstruir o tecido danificado. Fibroblastos são ativados para produzir novo colágeno, a proteína responsável pela estrutura e força do tecido conjuntivo. Pequenos vasos sanguíneos chamados de capilares são formados para fornecer nutrientes e oxigênio para as células que estão se multiplicando. Nesta fase, a ferida começa a se contrair, diminuindo seu tamanho. É importante lembrar que a cicatrização pode ser influenciada por vários fatores, como a gravidade da lesão, a saúde geral do indivíduo, a presença de doenças subjacentes, o cuidado adequado da ferida, entre outros. Se você tiver uma ferida que está demorando para cicatrizar ou tiver preocupações sobre o processo de cicatrização, é recomendável consultar um profissional de saúde para avaliação e orientação adequadas. Licenciado para - A N T O N IO V IO T O N E T O - 01465238301 - P rotegido por E duzz.com Tipos de Cicatrização Existem três formas pelas quais uma ferida pode cicatrizar, que dependem da quantidade de tecido lesado ou danificado e da presença ou não de infecção. Tipos de Desbriamento Desbridamento autolítico: Nesse método, são utilizados curativos que promovem um ambiente úmido na ferida, permitindo que as enzimas naturais do corpo quebram e removam o tecido necrótico. Pode ser uma opção adequada para feridas de espessura parcial ou feridas com pouco ou nenhum sinal de infecção. Desbridamento cirúrgico: É um procedimento realizado em ambiente cirúrgico, no qual o tecido necrótico ou infectado é removido manualmente por um profissional de saúde. Primeira intenção: é o tipo de cicatrização que ocorre quando as bordas são apostas ou aproximadas, havendo perda mínima de tecido, ausência de infecção e mínimo edema. Aformação de tecido de granulação não é visível. Segunda intenção: nesse tipo a cicatrização ocorre perda excessiva de tecido com a presença ou não de infecção. A aproximação primária das bordas não é possível. As feridas são deixadas abertas e se fecharão por meio de contração e epitelização. Desbridamento mecânico: Envolve o uso de técnicas mecânicas para remover o tecido necrótico ou não saudável. Pode incluir o uso de irrigação com solução salina para lavagem da ferida, aplicação de pressãonegativa (terapia por pressão negativa) ou o uso de instrumentos especiais, como curetas, escovas ou jatos de água. Desbridamento autógeno: Nesse método, são utilizados curativos que se aderem ao tecido necrótico e o removem gradualmente à medida que são trocados. Exemplos incluem curativos de alginato de cálcio e prata, que ajudam a absorver o exsudato e facilitar a remoção do tecido necrótico. Licenciado para - A N T O N IO V IO T O N E T O - 01465238301 - P rotegido por E duzz.com Principais fases da cicatrização: Hemostasia: A primeira etapa da cicatrização é a hemostasia, que ocorre imediatamente após a lesão. Nessa fase, ocorre a formação de um coágulo sanguíneo para interromper o sangramento. Plaquetas sanguíneas são ativadas para formar um tampão temporário na ferida. Inflamação: A fase inflamatória começa logo após a lesão e geralmente dura de 1 a 3 dias. Nessa fase, células inflamatórias, como neutrófilos e macrófagos, migram para a área da ferida para limpar quaisquer detritos, bactérias ou células danificadas. Proliferação: Durante a fase de proliferação, que ocorre de 3 a 5 dias após a lesão, as células começam a se multiplicar para reparar o tecido danificado. Maturação e remodelação: A fase final da cicatrização é a maturação e remodelação, que pode durar vários meses ou até anos. Durante essa fase, o colágeno é reorganizado e realinhado para aumentar a força do tecido cicatricial. É importante notar que a cicatrização pode ser afetada por vários fatores, como idade, nutrição, condições médicas subjacentes, localização da ferida e presença de infecção ou outros problemas. Classificação quanto ao conteudo bacteriano As feridas abertas podem fornecer um ambiente propício para a colonização e crescimento de bactérias. Quando a pele é quebrada, as bactérias presentes na superfície da pele ou do ambiente circundante podem entrar na ferida, aumentando o risco de infecção. Nem todas as feridas se tornam infectadas, e a presença de bactérias na ferida nem sempre resulta em uma infecção clínica. No entanto, se as bactérias se multiplicarem de forma excessiva ou se forem introduzidas bactérias patogênicas (que causam doenças), pode ocorrer uma infecção da ferida. Os sinais de uma infecção podem incluir vermelhidão, inchaço, calor, dor, drenagem purulenta (pus) e odor desagradável. As bactérias mais comuns associadas a infecções de feridas incluem Staphylococcus aureus, Streptococcus pyogenes, Pseudomonas aeruginosa, Enterococcus faecalis, entre outras. Licenciado para - A N T O N IO V IO T O N E T O - 01465238301 - P rotegido por E duzz.com Prepare uma solução de limpeza: Use água limpa corrente ou solução salina estéril para limpar a ferida. Evite o uso de produtos antissépticos fortes, como água oxigenada, iodo ou álcool, a menos que seja especificamente indicado pelo profissional de saúde. Limpeza das feridas A limpeza adequada das feridas é crucial para remover sujeira, detritos e bactérias, ajudando a prevenir infecções e promover uma cicatrização adequada. Aqui estão algumas diretrizes gerais para a limpeza de feridas: Lave as mãos: Antes de iniciar a limpeza da ferida, certifique-se de lavar bem as mãos com água e sabão ou usar um desinfetante para as mãos à base de álcool. Use luvas: É recomendável usar luvas estéreis ou luvas limpas ao manipular a ferida para evitar a contaminação. Controle o sangramento: Se a ferida estiver sangrando ativamente, aplique pressão suave com uma gaze estéril ou um pano limpo para controlar o sangramento antes de iniciar a limpeza. Evite o uso de produtos irritantes: Evite o uso de álcool, iodo, peróxido de hidrogênio ou outros produtos irritantes na limpeza da ferida, pois eles podem prejudicar o tecido saudável e retardar a cicatrização. Enxágue bem: Certifique-se de enxaguar completamente a ferida após a limpeza para remover qualquer resíduo de solução salina. Seque delicadamente: Após a limpeza e o enxágue, seque a área ao redor da ferida com uma toalha limpa e macia ou uma gaze estéril, dando batidinhas suaves. Cubra a ferida: Dependendo da gravidade da ferida, você pode cobri-la com um curativo estéril ou deixá-la exposta ao ar, conforme indicado pelo profissional de saúde. Licenciado para - A N T O N IO V IO T O N E T O - 01465238301 - P rotegido por E duzz.com As bordas das feridas referem-se às margens ou extremidades da lesão ou abertura na pele. Elas podem ser uma parte importante da avaliação e do tratamento de uma ferida. Bordas das feridas Aproximação das bordas: É desejável que as bordas de uma ferida estejam próximas uma da outra para facilitar a cicatrização adequada. Quando as bordas da ferida estão bem alinhadas e próximas, isso pode ajudar a acelerar o processo de cicatrização e diminuir a formação de cicatrizes indesejadas . A aproximação das bordas pode ser alcançada por meio de técnicas de sutura, grampeamento, adesivos ou outros métodos de fechamento de feridas. . A aproximação das bordas pode ser alcançada por meio de técnicas de sutura, grampeamento, adesivos ou outros métodos de fechamento de feridas. Bordas irregulares: Algumas feridas podem ter bordas irregulares, o que significa que não estão em uma linha reta ou uniforme. Isso pode ocorrer devido a trauma extenso, lacerações ou excisões cirúrgicas irregulares. Tipos de borda de feridas Bordas maceradas: uma lesão acompanhada por umidade, pele e deterioração branca em torno do local da lesão original. A maceração ocorre quando há muita umidade entre a ferida e seu curativo. Bordas com hiperqueratose: hiperqueratose é um espessamento da camada córnea da pele, resultado de excessiva proliferação de células produtoras de queratina sobre a superfície da pele que contribui para o aumento da espessura da epiderme e da derme. Equimoses e hematomas Características: As equimoses são manchas planas de coloração roxa, azulada ou arroxeada na pele. Causa: Elas ocorrem quando pequenos vasos sanguíneos, chamados capilares, se rompem devido a um impacto direto ou trauma na pele, mas sem danos significativos aos tecidos subjacentes. Mecanismo: O sangue extravasado dos capilares se espalha pelos tecidos adjacentes, resultando em uma descoloração visível. Evolução: As equimoses geralmente desaparecem ao longo do tempo, mudando de cor à medida que ocorre a reabsorção do sangue. Inicialmente, são roxas ou azuladas, depois ficam verdes ou amareladas antes de desaparecerem completamente. Equimose: Licenciado para - A N T O N IO V IO T O N E T O - 01465238301 - P rotegido por E duzz.com É uma coleção localizada de sangue que se acumula em um espaço delimitado dentro dos tecidos. Geralmente ocorre após traumas mais intensos, como pancadas fortes ou lesões mais graves. Os hematomas podem ser dolorosos, inchados e apresentar descoloração da pele. São mais palpáveis e podem ter uma protuberância visível na pele. A absorção e cicatrização de um hematoma podem levar mais tempo do que as equimoses. Hematoma: Exsudato seroso: É um exsudato claro e límpido, semelhante ao plasma sanguíneo. Geralmente é presente nas fases iniciais da cicatrização e indica uma ferida em processo de cura. Exsudato serossanguinolento: É uma mistura de exsudato seroso e sangue, apresentando uma coloração rosa ou rósea. É comum em feridas recentes ou após procedimentos cirúrgicos. Exsudato sanguinolento: Contém uma quantidade significativa de sangue, conferindo ao exsudato uma coloração vermelha ou vermelho-escura. Pode ser observado em feridas com vasos sanguíneos danificados ou após traumas mais intensos Exsudato purulento: Também conhecido como exsudato supurativo ou supuração, é caracterizado pela presença de pus na ferida. O pus é uma mistura de células mortas, bactérias, tecidos necróticos e fluidos inflamatórios. Geralmente apresenta uma coloração amarela, verde ou marrom e pode ser indicativo de uma infecção presente na ferida. Exsudato fibrinoso: Contém fibrina, uma proteína envolvida na formação de coágulossanguíneos e na cicatrização de feridas. O exsudato fibrinoso forma uma película aderente de cor amarela ou acinzentada sobre a superfície da ferida. Exsudato O exsudato é o líquido que é liberado a partir de uma ferida durante o processo de cicatrização. A classificação do exsudato é baseada em suas características físicas, como quantidade, consistência e cor. A classificação do exsudato é importante para ajudar no monitoramento da ferida e na escolha do curativo adequado. Classificações comuns do exsudato É importante avaliar regularmente o exsudato da ferida para monitorar a sua evolução e garantir a escolha correta do curativo. Além disso, é fundamental que um profissional de saúde seja consultado para fazer a classificação adequada do exsudato e fornecer o tratamento apropriado para a ferida. Exsudato em pequena quantidade: gaze ou curativo pouco úmido (25% 25%pelo dorso do pé e continuar pelo maléolo interno, repetir as voltas em forma de S até cobrir o calcanhar e conseqüentemente o tornozelo. 2.Terminar com uma circular em cima do tornozelo. Bandagem da perna direito/esquerdo: 1.Iniciar com uma circular no tornozelo, continuar a bandagem com espiral ascendente cobrindo toda a perna. 2.Terminar com uma circular abaixo do joelho. 19 Licenciado para - A N T O N IO V IO T O N E T O - 01465238301 - P rotegido por E duzz.com O S C U R A T I V O S D E S E M P E N H A M U M P A P E L C R U C I A L N A A S S I S T Ê N C I A M É D I C A , D E S D E O T R A T A M E N T O D E P E Q U E N O S C O R T E S A T É A C I C A T R I Z A Ç Ã O D E F E R I D A S C I R Ú R G I C A S C O M P L E X A S . E L E S T Ê M U M A H I S T Ó R I A R I C A E C O N T I N U A M E V O L U I N D O C O M O A V A N Ç O D A T E C N O L O G I A E D A P E S Q U I S A M É D I C A . Luvas Descartáveis: As luvas são essenciais para manter a higiene e prevenir a contaminação cruzada. Elas protegem o profissional de saúde e o paciente. Gaze Estéril: A gaze é frequentemente usada para limpar feridas, aplicar antissépticos e cobrir a área após a aplicação do curativo. Ataduras: Ataduras elásticas ou não elásticas são usadas para fixar o curativo no lugar, proporcionar compressão quando necessário e manter a ferida protegida. Esparadrapo: O esparadrapo é usado para fixar a gaze e o curativo na pele. Existem diferentes tipos de esparadrapo, incluindo os hipoalergênicos. Pinças: As pinças são usadas para manusear materiais estéreis, como gazes, de forma a evitar a contaminação. Tesouras: Tesouras de ponta romba são usadas para cortar bandagens, fitas adesivas e outros materiais, com segurança para o paciente. Bisturi: Em procedimentos mais invasivos, um bisturi pode ser usado por um profissional de saúde para realizar incisões cirúrgicas e preparar a área da ferida. Serigrafia: Utilizada para aplicação de antissépticos, como iodopovidona, de forma controlada na área da ferida. Esses acessórios são fundamentais para garantir que o curativo seja realizado de maneira eficiente, minimizando riscos de infecção e promovendo a cicatrização adequada da ferida. É importante que profissionais de saúde sigam protocolos de assepsia e biossegurança para proteger tanto o paciente quanto a si mesmos durante o processo de curativos. Licenciado para - A N T O N IO V IO T O N E T O - 01465238301 - P rotegido por E duzz.comfator de hidratação natural da pele. Atua como potente emoliente. Na concentração a 20% tem ação ceratolítica e queratolítica; influencia na expressão gênica reduzindo e regularizando a proliferação dos queratinócitos, promovendo o afinamento da pele. Contraindicações: hiperqueratoses de etiologia desconhecida, descontinuar o uso se tiver vermelhidão, ardência e sensação de queimação. Limpar a lesão com soro fisiológico 0,9% Recortar a espuma do tamanho da ferida; Ações: mantém o meio úmido; favorece o desbridamento autolítico; absorve grande quantidade de exsudato; reduz a dor e o trauma no momento da troca. Contraindicações: feridas secas; queimaduras de terceiro grau; feridas com necrose de coagulação (escara). Frequência de troca: pode permanecer por até 7 dias. As trocas variam dependendo da saturação do curativo. Trocar o curativo secundário sempre que saturado. Modo de usar: preferencialmente morno; Ocluir com curativo secundário. Gaze estéril umedecida com SF 0,9%. Frequência de troca: aplicar na pele 2x/dia; associação com outras coberturas: as trocas devem ser realizadas conforme a cobertura de maior durabilidade. Modo de usar: aplicar o produto de duas vezes ao dia no local afetado, após higienizar a pele com solução fisiológica e realizar leve fricção com a gaze úmida, sem traumas ou sangramento. Ocluir com gaze e atadura, conforme a necessidade. Quando na presença de pouco exsudato, a Indicações/uso: indicado para todos os tipos de lesões. Ações: contribui para a umidade da lesão, favorece a formação de tecido de granulação, estimula o desbridamento autolítico/mecânico e absorve exsudato. Contraindicações: feridas que cicatrizam por primeira intenção; lesões com excesso de exsudato e secreção purulenta; locais de inserção de cateter; drenos; fixador externo. Frequência de troca: o curativo deve ser trocado toda vez que estiver saturado com a secreção ou, no máximo, a cada 24 horas. gaze deverá ser umedecida duas a três vezes ao dia, com SF0,9%. GAZE COM SORO FISIOLÓGICO CREME DE UREIA 20% 15 Licenciado para - A N T O N IO V IO T O N E T O - 01465238301 - P rotegido por E duzz.com Atadura de gaze: é um tipo de atadura de pouco peso e com boa adaptação. Atadura de crepom: de boa adaptação na superfície do corpo pela sua elasticidade, mantém o local aquecido e de baixo custo. Atadura de flanela: é feita de flanela que mantém a temperatura local e também para peles sensíveis. Usadas em aparelhos gessados de crianças. Limpar a lesão com soro fisiológico 0,9%, Recobrir toda a superfície com a gaze umedecida ao leito da lesão não fazendo Ocluir com cobertura secundária de gaze, chumaço ou compressa, fixar com atadura, fita hipoalergênica ou Modo de usar: preferencialmente morno; compressão e atrito; esparadrapo; Bandagem é a técnica de colocar uma atadura, dando diversas voltas convenientemente, cobrindo uma parte do corpo, com fins terapêuticos. Atadura elástica: atadura de fibras de algodão entrelaçadas de fios de borracha. Atadura de cretone: usada em ataduras improvisadas. Atadura de gesso: é constituído de sulfato de cálcio desidratado. Atadura de algodão hidrófobo: material de algodão que não adere à água e usada para bandar os membros sob a atadura de gesso, pois mantém o membro aquecido. TIPOS DE ATADURAS bandagem 16 Licenciado para - A N T O N IO V IO T O N E T O - 01465238301 - P rotegido por E duzz.com Fixa-se com uma circular e conduz o rolo Espiral: aplicada nas partes em forma cilíndricas. em forma de espiral, da esquerda para direita, com movimentos lentos, até cobrir toda parte desejada. Espiral apressada: cobre o membro deixando um espaço entre cada volta. Espiral reversa: é feita uma volta em espiral ascendente. No entanto, é feito o inverso na metade de cada volta. Espiral ascendente: costuma começar sempre na parte inferior do segmento corporal, sempre seguindo o sentido de baixo para cima. Espiral lenta: cobre o membro lentamente não deixando nenhum espaço entre as voltas. Espiral descendente: costuma começar à partir da parte superior do segmento corporal, sempre de cima para baixo. Bandagem completa ou tipóia: tipo de cobertura é utilizada para dar suporte ao braço em caso de luxação do ombro ou fratura do antebraço. Cruzada, em oito ou espica: deve flexionar levemente a articulação e fazer duas ataduras circulares no centro. Assim, eles se parecem uma figura em oito. TIPOS DE BANDAGENS 17 Licenciado para - A N T O N IO V IO T O N E T O - 01465238301 - P rotegido por E duzz.com Essa bandagem pode ser feita a partir de um único pedaço de tecido dobrado em forma de triângulo e amarrada por cima do ombro. A mão deve ser posicionado ligeiramente mais elevada do que a do cotovelo. É contra-indicada se o membro não estiver naturalmente na posição desejada. Espica do polegar direito/esquerdo: 1.A bandagem inicia circular sobre o punho. 2.O rolo de crepom é levado até a ponta do dedo polegar e passa oblíquo sobre o dorso da mão. 3.Faz-se uma circular em volta da ponta do polegar. Volta com o rolo sobre o polegar em direção. 4.Volta com o rolo sobre o polegar em direção ao punho de maneira que esta volta cruze a primeira. 5.Levar novamente o rolo por traz do punho sobre o dorso da mão até a ponta do polegar. 6.Continuar com a espica até cobrir todo o polegar até alcançar a base do dedo. 7.Terminar com uma circular. Bandagem do antebraço direito/esquerdo: 1.Iniciar a bandagem com uma circular no punho. 2.Continuar com uma espiral lenta ou espica até o início do cotovelo onde termina a bandagem com uma circular. 3.Segurar o rolo de crepom com a mão esquerda e a ponta do rolo de crepom com a mão direita. Espica do indicador direito/esquerdo: 1.A bandagem inicia circular sobre o punho. 2.O rolo de crepom é levado até a ponta do dedo e passa oblíquo sobre o dorso da mão. 3.Volta com o rolo sobre o dedo em direção ao punho de maneira que esta volta cruze a primeira. 4.Levar novamente o rolo por traz do punho sobre o dorso da mão até a ponta do indicador. 5.Continuar com a espica até cobrir todo o polegar até alcançar a base do dedo. 6.Terminar com uma circular. BANDAGEM EM ALGUMAS ÁREAS 18 Licenciado para - A N T O N IO V IO T O N E T O - 01465238301 - P rotegido por E duzz.com Bandagem do membro superior direito/esquerdo: 1.Iniciar a bandagem com uma circular no punho, levar o rolo transversalmente sobre o dorso da mão até a extremidade dos dedos e fazer uma circular, cruzando com a primeira volta. 2.Repetir as voltas até cobrir completamente o dorso da mão, voltar ao punho fazendo uma circular e bandar o antebraço iniciando por uma espiral lenta e continuar com a espiral ou se preferir com a espica até o início do cotovelo quando é feita uma espiral lenta e flexionando ligeiramente o braço do paciente passar o crepom EM CIMA do cotovelo, ACIMA e EMBAIXO do cotovelo. 3.Voltar com o rolo acima do cotovelo e continuar a bandar o braço. 4.Terminar com uma circular. Bandagem do pé direito/esquerdo: 1.Iniciar a bandagem com uma circular no tornozelo, acima do maléolo. 2.Levar o rolo transversalmente sobre o dorso do pé até as extremidades dos dedos. 3.Fazer uma circular, deixando as extremidades descobertas. 4.Subir com o rolo sobre o dorso do pé cruzando com a primeira volta em direção ao calcanhar. 5.Passar a atadura na ponta do calcanhar, EM CIMA e ABAIXO do calcanhar, repetir as voltas até cobrir todo o pé. 6.Terminar com uma circular no tornozelo. Bandagem do joelho direito/esquerdo: 1.Iniciar a bandagem com uma circular acima do joelho. 2.Levar o rolo obliquamente abaixo do joelho. 3.Fazer uma circular e levar o rolo em cima do joelho, abaixo e em cima do joelho. 4.Continuar a bandagem até cobrir todo o joelho. 5.Terminar com uma circular acima do joelho. Bandagem do tornozelo direito/esquerdo: 1.Iniciar a bandagem com uma circular em cima dos maléolos, levar o rolopelo dorso do pé e continuar pelo maléolo interno, repetir as voltas em forma de S até cobrir o calcanhar e conseqüentemente o tornozelo. 2.Terminar com uma circular em cima do tornozelo. Bandagem da perna direito/esquerdo: 1.Iniciar com uma circular no tornozelo, continuar a bandagem com espiral ascendente cobrindo toda a perna. 2.Terminar com uma circular abaixo do joelho. 19 Licenciado para - A N T O N IO V IO T O N E T O - 01465238301 - P rotegido por E duzz.com O S C U R A T I V O S D E S E M P E N H A M U M P A P E L C R U C I A L N A A S S I S T Ê N C I A M É D I C A , D E S D E O T R A T A M E N T O D E P E Q U E N O S C O R T E S A T É A C I C A T R I Z A Ç Ã O D E F E R I D A S C I R Ú R G I C A S C O M P L E X A S . E L E S T Ê M U M A H I S T Ó R I A R I C A E C O N T I N U A M E V O L U I N D O C O M O A V A N Ç O D A T E C N O L O G I A E D A P E S Q U I S A M É D I C A . Luvas Descartáveis: As luvas são essenciais para manter a higiene e prevenir a contaminação cruzada. Elas protegem o profissional de saúde e o paciente. Gaze Estéril: A gaze é frequentemente usada para limpar feridas, aplicar antissépticos e cobrir a área após a aplicação do curativo. Ataduras: Ataduras elásticas ou não elásticas são usadas para fixar o curativo no lugar, proporcionar compressão quando necessário e manter a ferida protegida. Esparadrapo: O esparadrapo é usado para fixar a gaze e o curativo na pele. Existem diferentes tipos de esparadrapo, incluindo os hipoalergênicos. Pinças: As pinças são usadas para manusear materiais estéreis, como gazes, de forma a evitar a contaminação. Tesouras: Tesouras de ponta romba são usadas para cortar bandagens, fitas adesivas e outros materiais, com segurança para o paciente. Bisturi: Em procedimentos mais invasivos, um bisturi pode ser usado por um profissional de saúde para realizar incisões cirúrgicas e preparar a área da ferida. Serigrafia: Utilizada para aplicação de antissépticos, como iodopovidona, de forma controlada na área da ferida. Esses acessórios são fundamentais para garantir que o curativo seja realizado de maneira eficiente, minimizando riscos de infecção e promovendo a cicatrização adequada da ferida. É importante que profissionais de saúde sigam protocolos de assepsia e biossegurança para proteger tanto o paciente quanto a si mesmos durante o processo de curativos. Licenciado para - A N T O N IO V IO T O N E T O - 01465238301 - P rotegido por E duzz.com