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FORMAÇÃO CONTINUADA – ASSISTENTES DE EDUCAÇÃO INFANTIL 
FORMAÇÃO Nº 07 
 
PERÍODO: SEMANA 12 a 16 DE ABRIL DE 2021. 
TEMA: MARCOS DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL DE 0 A 5 ANOS E CONCEPÇÃO DE INFÂNCIA 
 
DESENVOLVIMENTO INFANTIL / CONCEPÇÃO DE INFÂNCIA 
 
 
As crianças nascem com uma curiosidade aguçada e 
um desejo latente de aprender depressa, mas elas 
têm fases e é preciso respeitar esse tempo para que o 
desenvolvimento infantil aconteça da forma correta. 
 
 
CONCEPÇÃO DE INFÂNCIA 
 
As concepções abordadas neste 
 
muitas infâncias, cada uma, construída por nossos entendimentos da infância e do que as crianças 
são e d v 
De acordo com Andrade (2010, p.66), a compreensão desse conceito de infância nos 
possibilita um novo olhar sobre a criança, concebendo-a como um sujeito ativo, capaz de aprender 
por meio de interações sociais desde o seu nascimento: 
O entendimento das infâncias rompe com o paradigma da criança Frágil 
 
conhecimento, identidade e cultura. A criança é reconhecida como um sujeito ativo, competente, 
com potencialidades a serem desenvolvidas desde o nascimento; sujeito que aprende e constrói 
conhecimentos no processo de interação social. 
2 
 
A infância, então, passou a ser considerada como tempo de aquisições fundamentais para 
as crianças, superando a sua condição de invisibilidade social e passando a ser reconhecida como 
cidadã com direitos garantidos por leis, que foram aos poucos sendo incorporados pelas políticas 
públicas. 
No entanto, Benjamin (1987) desmistifica a ideia de que a criança possui um caráter 
estritamente puro e ingênuo, há de se considerar também os seus desejos, os sentimentos hostis, 
vontade de mando ou de submissão, entre outros, desconstruindo a imagem idealizada que o 
adulto tem da criança. Ela constrói um universo próprio no qual revela através do jogo que 
estabelece com os outros e com as coisas, a forma como conhece o mundo e dá múltiplos 
 í v v ó 
enxergar a criança como espelho, através do qual é possível revisitar nossa própria infância, e, 
 q [ ] 
Ao evidenciar a desconstrução das representações sociais sobre a concepção de infância e 
fortalecer a condição da criança como sujeito de direito, percebe-se a urgência de um novo fazer 
pedagógico, tanto do docente quanto das instituições de educação infantil a fim de articular a 
educação dos bebês e demais crianças pequenas com as demandas contemporâneas. 
 
CONCEPÇÃO DE CRIANÇA 
 
A concepção de criança, norteadora deste documento, alinha-se com a concepção atual de 
infância, uma vez que ela passa a ser vista como um sujeito de direitos, plenamente capaz de 
aprender. Nessa perspectiva, as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Infantil definem a 
criança como: 
[...] sujeito histórico e de direitos, que, nas interações, relações e 
práticas cotidianas que vivencia, constrói sua identidade pessoal e 
coletiva, brinca, imagina, fantasia, deseja, aprende, observa, 
experimenta, narra, questiona e constrói sentido sobre a natureza e a 
sociedade, produzindo cultura (BRASIL, 2010, p.12). 
 
A criança dá sentido ao mundo construindo sua própria cultura a partir de interações que 
estabelece com o seu meio físico e social, buscando compreendê-lo e dar significado através de 
produções que são características da infância como o brincar, o cantar, o desenhar, o jogar e 
tantas outras manifestações que correspondem às suas inquietações e questionamentos sobre a 
realidade, muitas vezes ligada ao mundo adulto, mas criadas a partir da sua própria lógica. 
3 
 
Partindo dessa concepção, compreende-se que, desde bebês, as crianças manifestam o seu 
desejo em aprender, produzindo cultura que pode ter caráter singular ou coletivo, em espaços 
formais de educação ou informais, onde vivenciam situações de afeto, conflito, alegria e tristeza 
experimentando sentimentos de pertencimento, inclusão e exclusão. 
Portanto, é essencial que esta concepção de criança capaz, protagonista e ativa no seu 
processo de aprendizagem e produtora de cultura, que se expressa através de múltiplas 
linguagens, seja considerada no planejamento da Educação Infantil, uma vez que a sua 
aprendizagem se efetiva tanto nas diversas atividades cotidianas, quanto naquelas imbuídas de 
intencionalidade pedagógica. 
A linguagem, juntamente com a brincadeira e a interação, permeia o trabalho na educação 
infantil e constitui os eixos do trabalho pedagógico. Quando se fala em linguagem, remete-se 
habitualmente à linguagem oral e escrita, linguagens fundamentais para o desenvolvimento 
infantil, porém, corre-se o risco de priorizar essas duas formas de linguagem em detrimento de 
outras na educação infantil. É exatamente a superação desse entendimento de linguagem que se 
busca, considerando que bebês e demais crianças se 
comunicam e se expressam através de múltiplas C 
como diz Malaguzzi (1999). 
A criança é feita de cem. A criança tem cem linguagens, cem mãos, cem pensamentos, cem 
modos de pensar, de brincar e de falar, cem sempre cem, maneiras de ouvir e se surpreender ao 
amar, cem alegrias, cantar e compreender. (...) Eles dizem a ela: que brincar e trabalhar, realidade 
e fantasia, ciência e imaginação, céu e terra, razão e sonho são coisas que não andam juntas e 
dizem que as Cem não existem. A criança diz: "a cem x MALAGUZZI 1999 
 As cem linguagens são uma metáfora. São provocadoras, porque exigem para todas as 
linguagens a mesma atenção e o direito de integração entre elas. Toda criança, em sua 
potencialidade tem muitas formas de expressão própria e consequentemente, múltiplas 
linguagens comunicativas. 
 
CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO INFANTIL 
 
No cenário educacional atual, o campo da Educação Infantil tem sido tema de constantes 
debates e discussões sobre as concepções que subsidiam as práticas pedagógicas mediadoras de 
aprendizagem e do desenvolvimento dos bebês e das crianças pequenas nas creches e pré-
escolas. 
4 
 
De acordo com as DCNEI (2010, p.12) define-se a Educação Infantil como: 
Primeira etapa da educação básica, oferecida em creches e pré-escolas, às quais se 
caracterizam como espaços institucionais não domésticos que constituem estabelecimentos 
educacionais públicos ou privados que educam e cuidam de crianças de 0 a 5 anos de idade no 
período diurno, em jornada integral ou parcial, regulados e supervisionados por órgão competente 
do sistema de ensino e submetidos a controle social. 
Nesta perspectiva, as instituições de Educação Infantil possuem um compromisso político e 
social ao garantir as especificidades da infância na sociedade atual; ocupando um lugar importante 
pensado para a criança, garantindo-lhe o seu papel central no planejamento em relação ao 
currículo e às práticas pedagógicas, pois quando não é assegurado o caráter ativo da criança no 
processo, a aprendizagem será sempre incompleta. 
Fonte: Currículo Referência de Minas Gerais. 
 
Existem marcos que podem ser claramente percebidos quando os pais/educadores se 
preocupam com uma evolução gradativa, considerando os desafios, as dificuldades e a forma com 
que cada criança, instintivamente, determina o seu desenvolvimento na chamada primeira 
infância. 
O objetivo aqui é apresentar as fases do desenvolvimento infantil, do nascimento aos 5 
anos de idade, e explicar como cada criança se comunica e se desenvolve durante seu 
crescimento. 
"A trajetória que uma criança percorre desde que começa a deixarde ser bebê 
(dependência total), até começar a se transformar em um ser mais independente e autônomo está 
relacionado tanto às condições biológicas, como aquelas proporcionadas pelo espaço familiar e 
social (escola), com o qual interage." 
É preciso saber que: 
- O desenvolvimento de uma criança não acontece de forma linear. 
- As mudanças que vão se produzindo ocorrem de forma gradual, são períodos contínuos que vão 
se sucedendo e se superpondo. 
- Durante a evolução a criança experimenta avanços e retrocessos, vivendo seu desenvolvimento 
de modo particular. 
- Acompanhamos a construção de sua personalidade respeitando que em cada idade há um jeito 
próprio de se manifestar. 
- Tanto antecipar etapas, como não estimular a criança, podem ser geradores de futuros conflitos. 
5 
 
- Cabe à FAMÍLIA e a ESCOLA conhecer e respeitar os passos do desenvolvimento infantil. 
 
AS FASES DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL DE 0 A 5 ANOS 
 
 
 
Para ajudar as crianças em seu desenvolvimento, os pais/educadores devem compreender 
a fundo cada fase e saber como se comportar para estimular, incentivar e direcionar o filho, sem 
forçá-lo antes do tempo adequado de formação. 
Muitos pais/educadores acreditam que estão fazendo o bem em avançar essas etapas. 
Mas, na verdade, estão acelerando um processo que deve obedecer a uma ordem natural e estar 
em um ritmo que a criança possa absorver e interpretar à sua maneira. Isso vale para a parte física 
e cognitiva. 
Portanto, veja agora as fases consideradas como marcos do desenvolvimento infantil e que 
requerem dos pais/educadores um acompanhamento contínuo, com interferências pontuais. 
 
Características da faixa etária de 0 – 1 ano 
 
Assim que nasce, o bebê se identifica com alguns sons, principalmente a voz das pessoas 
próximas — aquelas que conversavam com ele enquanto ainda estava no útero materno. A mãe 
que desenvolve esse diálogo, por exemplo, é reconhecida imediatamente pelo recém-nascido. 
Nessa fase, a visão do bebê é turva e desfocada, o que vai melhorando mês a mês, até se 
tornar clara por volta dos 8 meses de idade. Enquanto isso, o corpo vai ganhando firmeza. Aos 3 
meses, se percebe a sustentação da cabeça, seguida do assento com apoio aos 6 e sem apoio aos 
9. 
 
Desenvolvimento Intelectual 
• A -se sobre tudo através dos sentidos; 
6 
 
• V ; 
• A 4 q v v ; 
• P v º ê compreende algumas palavras familiares (o nome dele, "mamã", "papá"...), 
virando a cabeça quando o chamam; 
• A -se sobre tudo através dos sentidos, principalmente através da boca; 
• v v ê j j , a noção de que uma coisa 
continua a existir mesmo que não a consiga ver; 
• V õ ; 
• O " v " x q q q 
ou sente (por ex., abre e fecha as mãos quando quer uma coisa); 
• A dos seus sons parecem-se progressivamente com palavras, tais como "mamã" ou "papá" 
e ao longo dos próximos meses o bebê vai tentar imitar os sons familiares, embora inicialmente 
sem significado; 
• A 8 : vai acrescentando novos sons ao seu vocabulário. Os sons das suas 
vocalizações começam a acompanhar as modulações da conversa dos adultos - utiliza "mamã" e 
"papá" com significado; 
• N ê q j j v 
familiares como "papa", "mamã", "adeus", sendo progressivamente capaz de associar ações a 
determinadas palavras (por exemplo: tchau-tchau" - acenar); 
• A 1 -efeito encontra-se já bem desenvolvida: o bebê sabe 
exatamente o que vai acontecer quando bate num determinado objeto (produz som) ou quando 
deixa cair um brinquedo (o pai ou a mãe apanha-o). Começa também a relacionar os objetos com 
o seu fim (por ex., coloca o telefone junto ao ouvido); 
• P v centração: consegue manter-se 
concentrado durante períodos de tempo cada vez mais longos; 
• A v v 1 ; 
7 
 
 
 
0 – 1 ANO 
 
Nessa fase, ocorrem: 
 Fortalecimento gradual dos músculos e do sistema nervoso; 
 Controle completo da cabeça e das mãos; 
 Utilização dos membros para se movimentar; 
 Desenvolvimento de um ritmo próprio para se alimentar; 
 Desenvolvimento progressivo da visão e da audição; 
 Aprendizagem através dos sentidos; 
 Distinção de pessoas; 
 Sorriso social; 
 Comunicação pelo choro; 
 Controle motor; 
 Primeiros passos com apoio; 
 Vocalizações; 
 Gestos mais precisos; 
 Sons aproximados das palavras; 
 Primeira palavra; 
 Interação com outros bebês; 
 Interação mais forte com a mãe. 
 
Desenvolvimento Social 
• a cuidadora das restantes pessoas com quem se relaciona, estabelecendo com 
ela uma relação privilegiada; 
8 
 
• F x o rosto e sorri (aparecimento do 1º sorriso social por volta das 6 semanas); 
• A õ ; 
• P v 4 : óx q 
influencia a forma como se relaciona com elas, tendo reações diferenciadas consoante a pessoa 
com quem interage. É também capaz de distinguir pessoas conhecidas de estranhos, revelando 
preferência por rostos familiares; 
• O ê v v q vé 
vocalizações, dos gestos e das expressões faciais); 
• M v quenas ações que vê os adultos 
fazer (por ex., lavar a cara, escovar o cabelo, etc.); 
• A 1 ê ; 
 
Desenvolvimento Emocional 
 
• M x vé v 
alimentação ou o colo; 
• O é 
fome, desconforto...); 
• A te barulhos altos ou inesperados, objetos, situações ou pessoas 
estranhas, movimentos súbitos e sensação de dor; 
• F v - Vinculação; 
• P q q do é separado da mãe, mesmo que 
por breves instantes - trata-se de uma ansiedade normal no desenvolvimento emocional do bebê; 
• P : 
desenvolvimento emocional do bebê, manifesta-se quando pessoas desconhecidas o abordam 
diretamente; 
• A 8 ê ó ; 
• N é ê ê j 
ou uma pelúcia, por ex.), o qual terá um papel muito importante na vida do bebê - ajuda a 
adormecer, é objeto de reconforto quando está triste, etc.; 
 
O desenvolvimento cognitivo já está bem evoluído entre os 10 e 12 meses, que é quando o 
bebê pronuncia sons, tem intenções e usa corretamente brinquedos de encaixe, por exemplo. 
9 
 
Além de se manter sentado sem ajuda e com o corpo equilibrado, começa a andar 
amparado por uma mão adulta. Tem também a capacidade de repetir gestos e balbuciar cerca de 
três palavras diferentes. 
 
Características da faixa etária de 1 – 2 anos 
 
É a fase de uma média autonomia, na qual a criança anda sozinha, sobe escadas com apoio 
e se alimenta sozinha com as mãos. É um período que exige cuidados dos pais/educadores e 
responsáveis, pois já tem condições de subir em móveis, descer e subir escadas se apoiando no 
corrimão, sem medo. 
O lado cognitivo também se torna bem desenvolvido. Nesta fase, a criança já consegue 
rabiscar e expressar algo utilizando lápis e cores. Começa a se preparar para o desmame e a 
realizar algumasatividades com ajuda, como escovar os dentes, desenhar, se vestir, colocar os 
calçados etc. 
Entre os 12 e 24 meses, a criança pronuncia palavras e forma pequenas frases — ainda sem 
uma conexão ou extensão precisas. O fato é que ela deseja se comunicar e consegue, mesmo com 
gestos e palavras desconexas. 
 
Desenvolvimento Físico 
 
• C óv - o equilíbrio é inicialmente 
bastante instável, uma vez que os músculos das pernas não estão ainda bem fortalecidos. 
Contudo, a partir dos 16 meses, o bebê já é capaz de caminhar e de se manter de pé em 
segurança, com movimentos muito mais controlados; 
• M v - capacidade de segurar um objeto, o manipula, 
passa de uma mão para a outra e o larga deliberadamente. Por volta dos 20 meses, será capaz de 
transportar objetos na mão enquanto caminha; 
 
Desenvolvimento Intelectual 
 
• M v v ó vé v - permite-lhe antecipar 
os acontecimentos e retomar uma atividade momentaneamente interrompida, à qual dedica um 
10 
 
maior tempo de concentração. Da mesma forma, através da sua rotina diária, o bebê desenvolve 
um entendimento das sequências de acontecimentos que constituem os seus dias e dos seus pais; 
• Ex : x q ; 
• C s 15 meses, 
sem necessidade de recorrer aos gestos; 
• E v v ê 
adquirir tons de voz diferentes para transmitir significados diferentes. Progressivamente, irá sendo 
capaz de combinar palavras soltas em frases de 2 palavras; 
• É x " -me a caneca"; 
• A x ê í q v j v v v P 
exemplo, por volta dos 20 meses; 
• S q e um martelo de brincar serve para bater e já o deve utilizar; 
• C í ; 
• E 4 é é -de-conta (por ex., finge que coloca 
chá de um bule para uma xícara, põe açúcar e bebe - recorda uma sequência de acontecimentos e 
faz de conta que os realiza como parte de um jogo). A capacidade de fazer este tipo de jogos 
indica que está a começar a compreender a diferença entre o que é real e o que não é; 
 
Desenvolvimento Social 
• A q j 
comportamentos que observa; 
• M : q 
de crianças, necessitando apenas de confirmar ocasionalmente a sua presença e disponibilidade - 
esta necessidade aumenta em situações novas, surgindo uma maior dependência quando é 
necessária uma nova adaptação; 
• A õ : uas brincadeiras decorrem sobre 
tudo em paralelo e não em interação com elas; 
• A -24 meses, e à medida que começa a ter maior consciência de si própria, física e 
psicologicamente, começa a alargar os seus sentimentos sobre si próprio e sobre os outros - 
desenvolvimentos da empatia (começa a ser capaz de pensar sobre o que os outros sentem); 
 
 
 
11 
 
Desenvolvimento Emocional 
 
•G v q v v : q 
apercebe-se dos estados emocionais de quem está próximo dele, sobre tudo os pais; 
• E q q é v ontro 
às suas necessidades; 
• v v v í -las; 
• E j x v õ " " ; 
• É ív v / v o dos adultos; 
 
Características da faixa etária dos 2 – 3 anos 
 
 Dos 2 aos 3 anos, a criança já está bem desenvolvida. Ela se reconhece e chama a si mesma 
pelo próprio nome. Além disso, se mostra mais cheia de atitudes, utilizando palavra 
principal do vocabulário. 
 Como descer e subir escadas já não são novidades, ela passa a correr e a saltar com 
propriedade. Passa também, incentivada pelos pais/educadores, a se vestir e comer sozinha, uma 
vez que a coordenação motora já está bem fortalecida. 
 Há um domínio maior tanto corporal quanto intelectual, o que potencializa certa 
independência. Ela descobre no diálogo uma força maior de comunicação e consegue, além de 
formular frases mais longas, contar histórias e até cantar. 
 Com o aumento da capacidade de concentração, retém mais informações. Assim, é capaz de 
aprender sequências numéricas, brincadeiras e atividades lúdicas, sendo possível que passe longos 
períodos entretida com apenas uma atividade. 
 Nas características motoras, é possível perceber mudanças e evoluções significativas, como 
alimentar-se sozinha e um desfralde gradativo, em que já consegue pedir para ir ao banheiro e 
controlar um pouco suas necessidades. 
 
2 – 3 ANOS 
 
Entre os 2 e 3 anos, percebem-se: 
• Aumento do equilíbrio e da coordenação; 
• Manipulação dos objetos com as mãos; 
12 
 
• Alimentação sob supervisão; 
• Desfralde; 
• F q ê? ; 
• ; 
• Produção de frases curtas de até 4 palavras; 
• Aumento da capacidade de concentração; 
• A mãe ainda representa segurança; 
• Imitação do comportamento adulto; 
• Aprendizado socioemocional. 
 
Desenvolvimento Físico 
 
• À q q í é saltar de 
um pé para o outro quando está a correr ou a andar; 
• É j 
uma colher para comer sozinha; 
• C í inos e depois a bexiga); 
 
Desenvolvimento Intelectual 
 
• F q "P q ê?"; 
• À q v v ê í x -se 
de outras formas, que não apenas a exploração física - trata-se de juntar as competências físicas e 
de linguagem (por ex., quando faço isto, acontece aquilo), o que ajuda ao seu desenvolvimento 
cognitivo; 
• É 4 v A s, já capaz de 
conversar com um adulto usando frases curtas e de continuar a falar sobre um assunto por um 
breve período; 
• v v ê : -se a si própria como "eu" e pode 
conseguir descrever-se por frases simples, como "tenho fome"; 
• A ó é v 
atividade que tinha interrompido, mantendo-se concentrada nela por períodos de tempo mais 
longos); 
13 
 
• A a formar imagens mentais das coisas, o que a leva à compreensão dos 
conceitos - progressivamente, e com a ajuda dos pais, vai sendo capaz de compreender conceitos 
como dentro e fora, cima e baixo; 
• P v sequências numéricas simples e de 
diferentes categorias (por ex., é capaz de contar até 10 e de formar grupos de objetos - 10 animais 
de plástico podem ser 3 vacas, 5 porcos e 3 cavalos); 
 
Desenvolvimento Social 
 
• A é nça, não gostando de 
estranhos. A partir dos 32 meses, a criança já deve reagir melhor quando é separada da mãe, para 
ficar à guarda de outra pessoa, embora algumas crianças consigam este progresso com menos 
ansiedade do que outras; 
• I par nos comportamentos dos adultos: por ex., lavar a louça, maquiar-se,etc.; 
• É v x v ó ; 
 
Desenvolvimento Emocional 
 
• I q õ é v prazer até a raiva frustrada. Embora a 
capacidade de exprimir livremente as emoções seja considerada saudável, a criança necessitará de 
aprender a lidar com as suas emoções e de saber que sentimentos são adequados, o que requer 
prática e ajuda dos pais; 
• Nesta fase, as birras são uma das formas mais comuns da criança chamar a atenção – 
geralmente deve-se a mudanças ou a acontecimentos, ou ainda a uma resposta aprendida (as 
birras costumam estar relacionadas com a frustração da criança e com a sua incapacidade de 
comunicar de forma eficaz); 
 
Características da faixa etária dos 03 aos 04 anos 
3 ANOS 
 
Com três anos, a criança já possui um bom equilíbrio e controle do corpo, portanto, 
consegue andar, dançar, pular, chutar bola. Esse reconhecimento e controle inicial do corpo 
possibilitam o desfralde entre 2 e 3 anos. 
14 
 
Quanto ao desenvolvimento da fala, o vocabulário e entendimento da língua materna é 
grande. Crianças dessa idade conseguem contar histórias, cantar e falar sentenças compreensíveis, 
mas muitas vezes com erros de pronúncia e concordância. 
Os pequenos dessa faixa, ainda não reconhecem a ordenação do tempo, então o ontem, o 
amanhã e as férias ainda são conceitos utópicos para eles, uma dica é apresentar 
sequenciamento, como primeiro faremos isso e depois aquilo, para instigar a percepção de tempo. 
Para estimular o desenvolvimento dos pequenos: 
– Ofereça segurança e oportunidades para explorar. 
– Ofereça um ambiente seguro, para que seu filho investigue o mundo. 
– Redirecione quando necessário. Seja gentil e firme. 
– Permita que seu filho corra, escale e desenvolva músculos saudáveis. 
– Reconheça a diferença entre o que seu filho quer e o que ele precisa. 
– Foque em conexão e relacionamento. 
 
Desenvolvimento Físico 
 
• G v : ; 
grande desejo de experimentar tudo; 
• E j v -se sozinha razoavelmente bem; 
• É ; 
• C é ; 
• É v ív ; é j r os esfíncteres 
(sobretudo durante o dia); 
 
Desenvolvimento Intelectual 
 
• C q v é ív ; 
• U : í j -de-conta e dos jogos de papéis; 
• Compreende o conceito de "dois"; 
• S x ; 
• R q ê ; 
• C õ ; 
• É v ; 
15 
 
Desenvolvimento Social 
 
• É ív dos que a rodeiam relativamente a si própria; 
• T ; 
• P -se em agradar os adultos que lhe são significativos, sendo dependente da sua 
aprovação e afeto; 
• C -se das diferenças no comportamento dos homens e das mulheres; 
• C -se mais pelos outros e a integrar-se em atividades de grupo com outras 
crianças; 
 
Desenvolvimento Emocional 
 
• É í ; 
• C v v independência e autoconfiança; 
• P ; 
• C ó j ; 
• I ; 
 
Desenvolvimento Moral 
 
• C ; 
• A õ os outros, acerca de si própria assumem grande importância para a criança; 
• C -se de forma mais eficaz e é menos agressiva; 
• U v x . 
 
Característica da faixa etária dos 04 aos 05 anos 
4 ANOS 
 
Aos 4 anos a criança já tem uma ampla variedade de palavras, em torno de 1.500, sua 
imaginação está com um poder altíssimo e ela já tem uma facilidade em se comunicar com os seus 
responsáveis. Ela te conta histórias do que aconteceu no seu dia a dia e no colégio. 
16 
 
A fala do pequeno já se torna totalmente compreensível, possibilitando que os pais e 
professores percebam os errinhos e trocas comuns de fonética e pronúncia, e por isso, muitos dos 
pequenos de quatro anos são encaminhados para fonoaudiólogas. 
Com essa idade, os pequenos já conseguem conversar, interagir e contar histórias longas, o 
que possibilita interações e construção de vínculos afetivos mais fortes com os coleguinhas e 
amiguinhos. As crianças também conseguem entender jogos que tenham regras simples, e 
reconhecer letras e números, o que desperta uma vontade enorme de aprender coisas novas. A 
habilidade motora também permite que as crianças tenham mais equilíbrio e possam se aventurar 
com bicicletas, escaladas e outros esportes. 
 
Desenvolvimento Físico 
 
• R v v ; 
• G v v ; 
• C v -se e vestir-se com pouca ajuda; 
 
Desenvolvimento Intelectual 
 
• A q j v í 1500 a 2000 palavras; manifesta um grande 
interesse pela linguagem, falando incessantemente; 
• C v ; 
• A v ó ; 
• Ex v eras perguntas; 
• C ; 
• C : " " " " " " " " " x " 
"atrás"; 
• C q í j is; 
• C õ j : j j 
 
Desenvolvimento Social 
 
• G ; q v 
seus companheiros; 
17 
 
• G atividades dos adultos; 
• E v ; 
 
Desenvolvimento Emocional 
 
• O ; 
• T ; 
• P q te testar o poder e os limites dos outros; 
• Ex ; 
• O x : x é 
envergonhada; 
• T ó do; 
 
Desenvolvimento Moral 
 
• T ê -se geralmente em fazer o que está 
certo; pode culpar os outros pelos seus erros (dificuldade em assumir a culpa pelos seus 
comportamentos); 
 
Características da faixa etária dos 5 aos 6 anos 
5 ANOS 
 
 Crianças com cinco anos estão na transição da idade pré-escolar para escolar. E isso 
revela crianças com um nível bacana de autonomia, que conseguem fazer atividades como escovar 
os dentes, tomar banho, escolher sua roupa, preparar seu lanchinho e fazer tarefa de casa sem 
auxílio de um adulto. Com essa idade, se dá o início da alfabetização, o reconhecimento de letras e 
possível início de leitura. Também, com essa idade, começam as primeiras noções financeiras, o 
que possibilita uma janela enorme para o aprendizado de novas responsabilidades. 
 
Desenvolvimento Físico 
 
• A ê ; 
• É v ; 
18 
 
• A ; 
• P ô vômitos quando obrigada a comer comidas de que não 
gosta; tem preferência por comida pouco elaborada, embora aceite uma maior variedade de 
alimentos; 
 
Desenvolvimento Intelectual 
 
• F temposverbais; 
• G v ; 
• P j v v ; 
• S õ v ; 
• C 
• C ó -las; 
• É de agrupar e ordenar objetos tendo em conta o tamanho (do menor ao maior); 
• C " " " " " " " x " 
conceitos de tempo: "ontem", "hoje", "amanhã"; 
 
Desenvolvimento Social 
 
• A é da o centro do mundo da criança, pelo que poderá recear a não voltar a vê-la após 
uma separação; 
• C ; 
• B ; 
• E x õ ; é 
apenas com outra criança ou com um grupo de crianças, manifestando preferência pelas crianças 
do mesmo sexo; 
• B v ; 
• C v ; 
• C de sexo; 
• A v õ ; 
• C -se por saber de onde vêm os bebês; 
• E í v q q 
o mesmo comportamento; 
19 
 
Desenvolvimento Emocional 
 
• Pode apresentar alguns medos: do escuro, de cair, de cães ou de dano corporal, embora esta 
não seja uma fase de grandes medos; 
• S v v 
comportamentos: roer as unhas, piscar repetidamente os olhos, fungar, etc.; 
• P -se em agradar aos adultos; 
• M v ; 
• E v -se facilmente; 
 
Desenvolvimento Moral 
 
• v m agradar, poderá por vezes mentir 
ou culpar os outros de comportamentos reprováveis. 
"Aprendemos sobre o jeito de ser de cada criança através da forma como se relaciona com 
seus amigos, seus brinquedos, como manifesta suas vontades e afetos; tolera suas frustrações, 
através das primeiras expressões gráficas e da linguagem". 
Alguns acontecimentos marcam as fases e a transição no desenvolvimento infantil, o que 
requer dos pais/educadores conhecimento e sabedoria para esperar o início desses momentos e 
estimular da maneira correta. Veja os mais evidentes! 
Todas as fases devem ser de incentivo, mas também de limites, para que as crianças se 
desenvolvam conforme o previsto em cada idade. Cada etapa engloba uma série de 
acontecimentos até que a criança esteja preparada para avançar à próxima etapa. 
Vale lembrar que o desenvolvimento infantil não tem uma fórmula pronta, pois cada 
bebê/criança terá um ritmo. Logo, os pais/educadores são os grandes responsáveis por identificar 
quando o filho está em condições de avançar mais uma etapa e assim sucessivamente. 
Mas, se perceberem que há algum atraso no desenvolvimento e no aprendizado da criança, 
devem relatar ao pediatra para avaliar se é necessário intervir. 
Esses momentos tão importantes e especiais devem ser acompanhados com toda a cautela 
e muito amor pelos pais/educadores do pequeno para que ele se sinta seguro, interagindo com a 
coragem e força de vontades tão características no desenvolvimento infantil. Boa leitura! 
 
Disponível: https://clubeauge.com.br/blog/desenvolvimento-infantil-2/ 
https://clubeauge.com.br/blog/desenvolvimento-infantil-2/
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INTERAGINDO... 
 
01 – Para ajudar as crianças em seu desenvolvimento, os pais/educadores devem compreender a 
fundo cada fase de desenvolvimento infantil e saber como se comportar para estimular, incentivar 
e direcionar o filho, sem forçá-lo antes do tempo adequado de formação. 
 
→ O que quer dizer “forçar” o desenvolvimento da criança? 
 
 
02 – A linguagem, juntamente com a brincadeira e a interação, permeia o trabalho na educação 
infantil e constitui os eixos do trabalho pedagógico. 
 
 → Como você trabalharia a linguagem, através de brincadeiras, com crianças da faixa 
etária dos 2 aos 3 anos, enfatizando o tema animais aquáticos? 
 
 
03 – São algumas características de fases do desenvolvimento infantil: 
• É capaz de se vestir e despir sozinha. 
• Assegura sua higiene com autonomia. 
• Fala fluentemente, utilizando corretamente o plural, os pronomes e os tempos verbais. 
• Segue instruções e aceita supervisão. 
• Começa a ser capaz de esperar pela sua vez e de partilhar. 
 
→ A qual faixa etária essas características pertencem? 
 
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FORMAÇÃO: Nº 07 
TEMA: Marcos do desenvolvimento infantil de 0 a 5 anos e concepção de infância. 
 
NOME: _________________________________________________________________________ 
 
ESCOLA/C.E.I.: ___________________________________________________________________ 
 
TURMA: ________________________________________________________________________

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