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Metabolismo das Proteínas PROF. ITAIRAN DA SILVA TERRES UC – PROCESSOS METABÓLICOS FACULDADE DE MEDICINA UNIDAVI 1a FASE 2025/1 – T16 Introdução Proteínas ◦Compostos nitrogenados orgânicos complexos, formados fundamentalmente por C, H, O e N. Contêm ainda S, P, Cu, etc.. ◦Os monômeros das proteínas são compostos nitrogenados conhecidos como aminoácidos (aas), compostos orgânicos que contêm grupo ácido (carboxílico) e amínico. ◦A união de 2 aminoácidos forma um dipeptídeo, de 3 aminoácidos os tripeptídeos, e assim sucessivamente. A união de 10 ou mais aas forma um polipeptídeo. ◦Um polipeptídeo de dimensão macromolecular ou um conjunto de polipeptídeos associados entre si constituem proteínas. ◦Os comprimentos das cadeias polipeptídicas nas proteínas variam consideravelmente ◦ Uma única cadeia polipeptídica de cerca de 50 aas ◦ Dois ou mais polipeptídeos de milhares de aas associados. Aminoácidos Cadeia lateral Amina Carboxila Estrutura geral dos aminoácidos Carbono α quiral Define as propriedades do aminoácido conforme a estrutura, tamanho, carga elétrica e solubilidade Aminoácidos Cadeia lateral Amina Carboxila Glicina Cisteína Tirosina Lisina Estrutura geral dos aminoácidos Carbono α quiral Aminoácidos Cadeia lateral Amina Carboxila Glicina Cisteína Tirosina Lisina Estrutura geral dos aminoácidos Exceção 🡪 Prolina Carbono α quiral Aminoácidos Cadeia lateral Amina Carboxila Cisteína Tirosina Lisina Estrutura geral dos aminoácidos Carbono α quiral Exceção 🡪 Glicina X Aminoácidos Cadeia lateral Grupo Amina Grupo Carboxila Forma não ionizada Forma duplamente ionizada PH Neutro “zwitterions” Aminoácidos – característica anfótera Cátion ÂnionForma dipolar Aminoácidos – classificação pelo grupo R 1. Grupos R apolares, alifáticos; 2. Grupos R aromáticos; 3. Grupos R polares, não carregados; 4. Grupos R carregados positivamente (básicos); 5. Grupos R carregados negativamente (ácidos). Aminoácidos – composição e polaridade Aminoácidos com cadeia lateral apolar ou hidrofóbico São os menos solúveis, devido à ausência de grupamentos hidrofílicos no grupamento R. • Cadeia alifática hidrocarbonada: alanina, leucina, isoleucina, valina e prolina; • Anel aromático: fenilalanina e triptofano; • Tioéter: metionina. • Hidrogênio: glicina. Aminoácidos – composição e polaridade Aminoácidos com cadeia lateral polar não-carregado Possuem grupamentos hidrofílicos na cadeia carbonada que não se ionizam, porém conferem maior solubilidade ao aminoácido. • Hidroxila: serina, treonina e tirosina; • Grupo Amida: asparagina e glutamina; • Sulfidrila ou Tiol: cisteína. Aminoácidos – composição e polaridade Aminoácidos com cadeia lateral polar carregado positivamente (básicos) • Lisina, arginina e histidina. Todos possuem grupamento R de 6 carbonos e a carga positiva localiza-se em um átomo de nitrogênio da cadeia lateral. Aminoácidos quanto a origem Obtenção de aminoácidos essenciais e síntese dos não essenciais: • 11 aminoácidos são sintetizados no organismo, mas a arginina é sintetizada e inteiramente consumida no ciclo da ureia, tornando-se indispensável na dieta. • A cisteína e a tirosina são sintetizadas a partir da metionina e da fenilalanina. • Apenas 9 aminoácidos são sintetizados independentemente da alimentação. Síntese dos aminoácidos não essenciais Obtenção de aminoácidos essenciais e síntese dos não essenciais: • 11 aminoácidos são sintetizados no organismo, mas a arginina é sintetizada e inteiramente consumida no ciclo da ureia, tornando-se indispensável na dieta. • A cisteína e a tirosina são sintetizadas a partir da metionina e da fenilalanina. • Apenas 9 aminoácidos são sintetizados independentemente da alimentação. Formação dos peptídeos No exemplo glicina se junta a alanina, formando um dipeptídeo. A ligação covalente sempre ocorre entre o carbono do grupo carboxila de um aa e o nitrogênio do grupo amina do outro. Na ligação uma molécula de água é retirada (síntese por desidratação). Quebra do peptídeo ocorre via hidrólise. Funções dos aminoácidos Blocos constitutivos dos peptídeos e proteínas Precursores de: ◦Hormônios (Tirosina🡪 T4, T3, dopamina, noradrenalina, adrenalina; Triptofano🡪 melatonina) ◦Coenzimas (Cisteína🡪 Coenzima A) ◦Nucleotídeos (Glicina🡪 purinas; aspartato🡪pirimidinas) ◦Porfirinas (Glicina) ◦Neurotransmissores (Glutamina 🡪 GABA; Triptofano🡪serotonina) e outras aminas biogênicas (Histidina🡪 histamina) Síntese proteica Síntese proteica • Grande parte do aparato celular é dedicado à síntese de grande número de proteínas. • As proteínas produzidas pela célula determinam a sua função especializada. Genoma 🡪 Todos os genes do organismo (cerca de 20.000) Proteoma 🡪 Todas as proteínas do organismo (500.000 a 1.000.000) Funções biológicas das proteínas Tipo de proteína Funções Exemplos Estrutural Forma a estrutura de várias partes do corpo Colágeno nos ossos e outros tecidos conectivos Queratina na pele, cabelos, pelos e unhas Regulatória Funcionam como hormônios que regulam vários processos fisiológicos; controlam o crescimento e desenvolvimento; como neurotransmissores, mediam respostas do sistema nervoso Insulina (regula a glicemia) Substância P (neurotransmissor que media a sensação de dor no sistema nervoso) Contrátil Permitem o encurtamento da célula muscular, produzindo o movimento Miosina Actina Imunológica Respostas de ajuda que protegem o corpo contra substâncias estranhas e patógenos invasores Anticorpos, interleucinas Transportadora Carregam substâncias vitais pelo corpo Hemoglobina (transporte de oxigênio) Catalítica Agem como enzimas que regulam reações químicas Amilase, lipase, ATPase (UFPB) Os antibióticos são de extrema importância para o combate a muitas doenças causadas por bactérias. No entanto, o seu uso indiscriminado pode trazer graves problemas de saúde pública, a exemplo do surgimento das bactérias multirresistentes, como a KPC (Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase). Uma classe muito importante de antibióticos tem sua eficácia por agir no ribossomo da célula bacteriana, impedindo o funcionamento correto desse componente celular. (UFPB) Os antibióticos são de extrema importância para o combate a muitas doenças causadas por bactérias. No entanto, o seu uso indiscriminado pode trazer graves problemas de saúde pública, a exemplo do surgimento das bactérias multirresistentes, como a KPC (Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase). Uma classe muito importante de antibióticos tem sua eficácia por agir no ribossomo da célula bacteriana, impedindo o funcionamento correto desse componente celular. (UFPB) Os antibióticos são de extrema importância para o combate a muitas doenças causadas por bactérias. No entanto, o seu uso indiscriminado pode trazer graves problemas de saúde pública, a exemplo do surgimento das bactérias multirresistentes, como a KPC (Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase). Uma classe muito importante de antibióticos tem sua eficácia por agir no ribossomo da célula bacteriana, impedindo o funcionamento correto desse componente celular. Expressão gênica • Processo em que o gene do DNA (ácido desoxirribonucleico) é usado como modelo para a síntese de uma proteína específica •1º 🡪 Transcrição – a informação codificada em uma região específica do DNA é transcrita para produzir uma molécula específica de RNA (ácido ribonucleico) • 2º 🡪 Translação – o RNA se liga a um ribossomo, onde a informação nele contida é traduzida em uma sequência correspondente de aminoácidos para formar uma nova molécula de proteína. Transcrição ocorre no núcleo e translação no citoplasma (MACK) Os códons UGC, UAU, GCC e AGC codificam, respectivamente, os aminoácidos cisteína, tirosina, alanina e serina; o códon UAG é terminal, ou seja, indica a interrupção da tradução. Um fragmento de DNA, que codifica a sequência serina – cisteína – tirosina – alanina,sofreu a perda da 9a base nitrogenada. (MACK) Os códons UGC, UAU, GCC e AGC codificam, respectivamente, os aminoácidos cisteína, tirosina, alanina e serina; o códon UAG é terminal, ou seja, indica a interrupção da tradução. Um fragmento de DNA, que codifica a sequência serina – cisteína – tirosina – alanina, sofreu a perda da 9a base nitrogenada. (MACK) Os códons UGC, UAU, GCC e AGC codificam, respectivamente, os aminoácidos cisteína, tirosina, alanina e serina; o códon UAG é terminal, ou seja, indica a interrupção da tradução. Um fragmento de DNA, que codifica a sequência serina – cisteína – tirosina – alanina, sofreu a perda da 9a base nitrogenada. Transcrição A informação genética representada pela sequência de tripletos de base no DNA serve como um modelo para copiar a informação em uma sequência complementar de códons. Três tipos de RNA são feitos a partir do modelo de DNA: 1. RNA mensageiro (RNAm) direciona a síntese de uma proteína. 2. O RNA ribossômico (RNAr) se une às proteínas ribossômicas para formar ribossomos. 3. O RNA transportador (RNAt) liga-se a um aminoácido e o mantém no lugar de um ribossomo até que seja incorporado a uma proteína durante a tradução. Uma extremidade do RNAt carrega um aminoácido específico, e a extremidade oposta consiste de um trio de nucleotídeos chamado anticódon. Por emparelhamento entre bases complementares, o anticodon de RNAt liga-se ao codon de RNAm. Cada um dos mais de 20 tipos diferentes de RNAt liga-se a apenas um dos 20 aminoácidos diferentes. Translação (tradução) •A sequência nucleotídica numa molécula de RNAm especifica a sequência de aminoácidos de uma proteína. •Os ribossomos no citoplasma realizam a tradução. • A subunidade pequena de um ribossomo possui um sítio de ligação para RNAm; • A subunidade maior tem três locais de ligação para as moléculas de RNAt: • O local P (peptidilo) liga-se ao RNAt que transporta a cadeia polipeptídica em crescimento. • O local A (aminoacilo) liga o RNAt portador do aminoácido seguinte a ser adicionado ao poliptideo em crescimento. • O local E (saída) liga o RNAt imediatamente antes de ser liberado do ribossomo. 1 2 3 4 5 6 7 8 Códons de inicialização e finalização CÓDON DE INICIALIZAÇÃO - AUG Codifica o aminoácido metionina ◦ Peptídeos iniciam com metionina ou ela é removida no processamento da proteína. O códon AUG de inicialização se diferencia dos códons AUG que sintetizarão metioninas intermediárias no peptídeo pela proximidade com a sequência Shine-Dalgarno (sequência que sinaliza a iniciação contendo de quatro a nove resíduos de purina) Um RNAt específico entrega a metionina inicial, diferente no RNAt que entrega as metioninas em posições intermediárias Códons de inicialização e terminação CÓDONS DE TERMINAÇÃO - UAA, UGA E UAG ▪O alongamento do peptídeo acontece até que um dos códons de terminação sinalize que o último aminoácido foi codificado. ▪Na apresentação de um códon de terminação, fatores de liberação (RF-1, RF-2 e RF-3) induzirão a liberação do polipeptídeo e a dissociação do ribossomo para que este possa iniciar novo processo de síntese. Os polissomos (ou polirribossomos) são formados basicamente por uma molécula de RNAm (RNA mensageiro), associada a um determinado número de ribossomos. Nas células eucarióticas, os polissomos podem ser encontrados livres no citoplasma ou ligados à membrana do retículo endoplasmático. Os polissomos (ou polirribossomos) são formados basicamente por uma molécula de RNAm (RNA mensageiro), associada a um determinado número de ribossomos. Nas células eucarióticas, os polissomos podem ser encontrados livres no citoplasma ou ligados à membrana do retículo endoplasmático. Os polissomos (ou polirribossomos) são formados basicamente por uma molécula de RNAm (RNA mensageiro), associada a um determinado número de ribossomos. Nas células eucarióticas, os polissomos podem ser encontrados livres no citoplasma ou ligados à membrana do retículo endoplasmático. (UNIMEP-SP) Foram analisadas duas proteínas, X e Y, extraídas de órgãos diferentes de um macaco. Verificou-se que X apresenta 12 alaninas, 5 ácidos glutâmicos, 8 fenilalaninas, 2 lisinas e 10 glicinas, enquanto Y apresenta 12 alaninas, 5 ácidos glutâmicos, 8 fenilalaninas, 2 lisinas e 10 glicinas. (UNIMEP-SP) Foram analisadas duas proteínas, X e Y, extraídas de órgãos diferentes de um macaco. Verificou-se que X apresenta 12 alaninas, 5 ácidos glutâmicos, 8 fenilalaninas, 2 lisinas e 10 glicinas, enquanto Y apresenta 12 alaninas, 5 ácidos glutâmicos, 8 fenilalaninas, 2 lisinas e 10 glicinas. (UNIMEP-SP) Foram analisadas duas proteínas, X e Y, extraídas de órgãos diferentes de um macaco. Verificou-se que X apresenta 12 alaninas, 5 ácidos glutâmicos, 8 fenilalaninas, 2 lisinas e 10 glicinas, enquanto Y apresenta 12 alaninas, 5 ácidos glutâmicos, 8 fenilalaninas, 2 lisinas e 10 glicinas. PROPRIEDADES ESTRUTURAIS DAS PROTEÍNAS Estrutura primária: A estrutura primária é a sequência de aminoácidos que compõem a cadeia polipeptídica. A ordem exata dos aminoácidos em uma proteína específica é a estrutura primária dessa proteína. Estrutura primária da preproinsulina, proinsulina, peptídeo sinal, insulina e peptídeo C Estrutura primária da preproinsulina, proinsulina, peptídeo sinal, insulina e peptídeo C Estrutura primária da preproinsulina, proinsulina, peptídeo sinal, insulina e peptídeo C Estrutura quaternária da insulina Monômero Dímero Hexâmero Classificação quanto a forma Formas Fibrosas ◦As proteínas fibrosas apresentam forma alongada, são geralmente insolúveis e desempenham um papel basicamente estrutural nos sistemas biológicos. Ex: colágeno (a principal proteína do tecido conjuntivo), queratina (cabelo, lã, escamas, unhas e penas) elastina (encontrada nos vasos sanguíneos). Formas Globulares ◦Polipeptídeos firmemente dobrados em forma de “bola” e solúveis em água, tem papel metabólico. Ex: enzimas, albumina (transporte), hemoglobina (transportador de oxigênio das hemácias), hormônios. Desnaturação das proteínas As proteínas expostas a condições como variações de temperatura, mudanças de pH, força iônica, entre outras perdem a estrutura secundária e/ou terciária O arranjo tridimensional da cadeia polipeptídica é rompido, podendo levar a perda da atividade biológica característica. Quando as proteínas sofrem desnaturação não ocorre rompimento de ligações covalentes do esqueleto da cadeia polipeptídica, preservando a seqüência de aminoácidos característica da proteína (estrutura primária). Desnaturação das proteínas Desnaturação das proteínas Desnaturação das proteínas Desnaturação das proteínas Inicia no estômago 🡪 HCl 🡪Pepsinogênio 🡪Pepsina Pepsina 🡪 Proteína 🡪 Polipeptídeos Ação mais importante na digestão proteica 🡪 tripsina, quimotripsina e carboxipeptidases pancreáticas (formas ativadas) Absorção 🡪 dipeptidases, tripeptidases e aminopeptidases Jejuno e íleo 🡪 transporte passivo Não existe depósito de aminoácidos 🡪 peptídeos e proteínas Digestão e absorção das proteínas Ativação dos zimogênios pancreáticos pela clivagem proteolítica limitada produzida pela tripsina. Metabolização das proteínas •Na síntese proteica alguns aminoácidos liberados à partir da proteína não serão usados e sofrerão degradação oxidativa •Se a ingestão proteica for maior que a necessidade para a síntese proteica, o excedente é catabolizado, não existe armazenamento de proteínas/aminoácidos •No jejum prolongado ou descompensação diabética, com carboidratos indisponíveis, as proteínas celulares são usadas como combustível. 🡪 perdem o grupo amina e formam α-cetoácidos (esqueletos de carbono) Metabolização das proteínas •Os α-cetoácidos sofremoxidação a CO2 e H2O ou fornecem 3 a 4 unidades de carbono que podem ser convertidas por gliconeogênese em glicose. •Assim como nos carboidratos e lipídios, o catabolismo dos aminoácidos converge para o ciclo do ác. cítrico. •No catabolismo dos aminoácidos o grupo amino separa-se do esqueleto de carbono, formando amônia que é tóxica. •A síntese de ureia é feita no fígado com o objetivo de impedir a formação de amônia tóxica e excretar o nitrogênio proteico. Metabolização das proteínas •A retirada do grupo amina ocorre no fígado por transaminação e desaminação. • A transaminação ou aminotransferência ocorre no citosol, é catalisada pelas transaminases (ou aminotransferases), tendo como co-fator o piridoxal-fosfato, forma ativa da vitamina B6. Faz a transferência do grupo amino para o cetoglutarato, formando outro cetoácido e o glutamato. O glutamato será o doador de grupos amino para vias biossintéticas ou para vias de excreção • As principais transaminases dos hepatócitos são a transaminase glutâmico-oxaloacética (TGO) e glutâmico-pirúvica (TGP), que transaminam a alanina em piruvato e o aspartato em oxaloacetato, tendo ação também sobre os outros aas, mesmo havendo uma transaminase para cada tipo de aa. Metabolização das proteínas •Nos hepatócitos o glutamato é transportado do citosol para as mitocôndrias, onde sofre desaminação oxidativa catalisada pela glutamato desidrogenase, presente na matriz mitocondrial. •O α-cetoglutarato resultante da desaminação do glutamato pode ser usado no ciclo do ácido cítrico ou na síntese de glicose. •A reação é mitocondrial, não citoplasmática, para evitar a perda da amônia tóxica para o sangue. Metabolização das proteínas Glutamina •A amônia é tóxica para os tecidos e seu nível sanguíneo é regulado. •A amônia produzida em tecidos extra-hepáticos é conjugada ao glutamato, formando a glutamina para ser transportada de forma atóxica. •A glutamina é o aa em maior concentração circulante. •A glutamina serve como fonte do grupo amino para várias reações biossintéticas. •A glutamina excedente é transportada para o fígado, rins e intestino para ser processada em glutamato + amônia. •A amônia produzida no intestino e rins é transportada para o fígado pelo sangue. Metabolização das proteínas Ciclo da glicose-alanina •Nos músculos e outros tecidos que degradam proteínas como combustível as aminas são coletadas como glutamato. •O glutamato pode: • ser convertido em glutamina para ser transportado ao fígado ou • Transferir a amina para o piruvato produzido pela glicólise muscular produzindo alanina que será transportada ao fígado. •No citosol do hepatócito a alanina transfere o grupo amino para o α-cetoglutarato formando piruvato e glutamato. •O glutamato entra na mitocôndria onde libera a amina. Ciclo da ureia •O ciclo da ureia (ou da ornitina) produz ureia a partir da amônia •Parte do ciclo é mitocondrial e parte ocorre no citosol, principalmente nos hepatócitos •O fumarato resultante da clivagem do arginino-succinato é um intermediário do ciclo do ácido cítrico, interconectando os ciclos (“bicicleta de Krebs”). •O fumarato resultante da clivagem do arginino-succinato é um intermediário do ciclo do ácido cítrico, interconectando os ciclos (“bicicleta de Krebs”). Catabolismo da cadeia carbonada dos aminoácidos •Diariamente renovação de cerca de 400 g de proteínas • 400 g de proteínas degradadas substituídas por 400 g de proteínas produzidas. •Alimentação habitualmente oferece excesso de aminoácidos. •Os cetoácidos resultantes da desaminação e transaminação são: Cetogênicos 🡪 degradados em acetil CoA 🡪 energia imediata via ciclo de Krebs Catabolismo excessivo leva a produção de ác. graxos, colesterol e corpos cetônicos. Glicogênicos 🡪 podem ser convertidos em glicose Glicocetogênicos 🡪 podem ser substrato para gliconeogênese e produzir acetil CoA Catabolismo da cadeia carbonada dos aminoácidos •Uma pequena fração da energia oxidativa, nos seres humanos, provém do catabolismo dos aminoácidos •Essas vias metabólicas integram a degradação dos aminoácidos no metabolismo intermediário e podem ser críticas para a sobrevivência sob condições nas quais os aminoácidos são uma fonte significativa de energia metabólica. Bibliografia