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História do Controle das Infecções Hospitalares Há tempos o homem se depara com problemas de infecção Hospitalar. James Simpson em 1830 sem saber a real origem das enfermidades que acometiam seus pacientes, ao resolver realizar as cirurgias no domicílio reduziu a mortalidade por amputação de 41% para 11%. Em 1844 Ignas Philipp Semmelweis médico húngaro iniciou seu trabalho nas enfermarias destinadas à assistência de parturientes. O setor de maternidade possuía duas Divisões, na primeira, a assistência era prestada por médicos e estudantes de medicina, na segunda por parteiras. Semmelweis observou que a mortalidade era cinco vezes maior na enfermaria da primeira divisão. Por acreditar que o parto deveria ser uma decorrência natural e fisiológica ele não admitia índices de mortalidade tão altos e passou a observar e comparar as duas divisões. Considerado hoje o patrono da ginecoobstetrícia e o pai do controle das infecções hospitalares Semmelweis, foi um homem à frente de seu tempo, após seus estudos constatou que havia algo na mão dos estudantes de medicina, o qual sem possuir o conhecimento de microbiologia atual chamou de “vírus cadavérico”, que era transmitido as pacientes na hora do parto. file:///D:/Meus%20Negocios/Pensar%20Cursos/www.pensarcursos.com.br Estes estudantes participavam de aulas práticas de anatomia antes da realização dos partos. Neste contexto Semmelweis obrigou todos os estudantes a lavarem as mãos antes da realização do procedimento e com esta simples medida reduziu a mortalidade puerperal de 18,27% para 1,2%. Em 1820 Florence Nightengale, uma jovem dama Inglesa, selecionou um grupo de 38 voluntárias (enfermeiras) para ir à Guerra da Criméia. Seu trabalho baseou-se na humanização e organização do atendimento aos enfermos (providenciou: limpeza do ambiente cozinha, lavanderia, adequação do sistema de esgoto), e com isso obteve uma redução da mortalidade dos soldados de 42% para 2,2%. Em 1876 Joseph Lister, médico, instituiu medidas de anti-sepsia e assepsia em procedimentos cirúrgicos e reduziu a mortalidade de 35% para 15% no pós-operatório. No Brasil, a preocupação com o tema só começou no governo de Juscelino Kubischek com a ocorrência de surtos por estafilococos resistentes à penicilina. A partir de 1970 com um modelo altamente tecnológico de assistência à saúde surge as primeiras Comissões de Controle de Infecção Hospitalar – CCIHs. O Decreto do Ministério da Saúde N° 77.052 de 19 de janeiro de 1976, em seu Artigo 2°, Item IV, determinou que nenhuma instituição hospitalar pode funcionar no plano administrativo se não dispuser de meios de proteção capazes de evitar efeitos nocivos à saúde dos agentes, pacientes e circunstantes. Em 24 de junho de 1983, o Ministério da Saúde instituiu a Portaria 196, que determina que "todos os hospitais do país deverão manter Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) independente da entidade mantenedora”. A Lei Federal 9431 de 1997 instituiu a obrigatoriedade da existência da CCIH e de um Programa de Controle de infecções Hospitalares – PCIH, definido por um conjunto de ações desenvolvidas deliberada e sistematicamente, tendo como objetivo file:///D:/Meus%20Negocios/Pensar%20Cursos/www.pensarcursos.com.br a redução máxima possível da incidência e gravidade das infecções nosocomiais. E finalmente, em 1998 o Ministério da Saúde editou a portaria n° 2616 com diretrizes e normas para estas ações (Portaria esta que já se encontra em processo de atualização pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA). Legislação Vigente A Portaria n° 2616 de 12 de maio de 1998 (encontra-se disponível no site www.anvisa.gov.br) através dos anexos I, II,III,IV e V define diretrizes e normas para prevenção e o controle das infecções hospitalares e dispõe em seus anexos: Anexo I – Diz respeito a Organização da CCIH Anexo II - Conceitos e Critérios Diagnósticos das Infecções Hospitalares, onde: Infecção Comunitária – É a infecção constatada ou em incubação no ato de admissão do paciente, desde que não seja relacionada com internação anterior no mesmo hospital. São também comunitárias: 1- As associadas a complicações ou extensão da infecção já presente na admissão do paciente, a menos que haja troca de microorganismos ou sinais e sintomas fortemente sugestivos de aquisição de nova infecção. 2- Infecção de Recém-nascido, cuja aquisição por via transplacentária é conhecida ou foi comprovada e que se tornou evidente logo após o nascimento (Ex: Herpes simples, Toxoplasmose, Rubéola...). Adicionalmente também são consideradas comunitárias as infecções de file:///D:/Meus%20Negocios/Pensar%20Cursos/www.pensarcursos.com.br recém-nascidos relacionadas à bolsa rota superior a 24 h. Infecção Hospitalar – é qualquer infecção adquirida após a internação do paciente e que se manifesta durante a internação ou mesmo após a alta, quando puder ser relacionada com a internação ou procedimentos hospitalares. Anexo III – Vigilância Epidemiológica e Indicadores das Infecções Hospitalares Anexo IV – Lavagem das Mãos Anexo V – Recomendações Gerais Quanto à composição a CCIH é formada por membros consultores (representantes dos seguintes serviços: médico, de enfermagem, de farmácia, de laboratório, de nutrição, da administração e outros) e por membros executores os quais preferencialmente deve ser um profissional enfermeiro, estes serão responsáveis pela execução do PCIH estabelecido pelos membros consultores. Compete a CCIH: Elaborar o Regimento Interno da CCIH. Manter e avaliar o PCIH. Estabelecer o Sistema de Vigilância Epidemiológica. Adequação, implementação e supervisão de normas e rotinas. Educação em serviço / capacitação. Uso racional de antimicrobianos, germicidas e materiais médicos hospitalares. Cooperação com a ação do órgão de gestão do SUS. Realizar a notificação compulsória / Serviço Saúde Coletiva. Aplicar medidas que visem controlar as IHs Cabe a autoridade máxima da instituição: file:///D:/Meus%20Negocios/Pensar%20Cursos/www.pensarcursos.com.br Constituir e nomear formalmente a CCIH. Propiciar infra-estrutura necessária para seu funcionamento. Aprovar e fazer respeitar o seu Regimento Interno. Garantir a participação do Presidente da CCIH nos órgãos colegiados deliberativos e formuladores de política da instituição. Garantir o cumprimento das recomendações formuladas pela Coordenação Municipal, Estadual / Distrital de Controle de Infecção. Apoiar as ações da CCIH e do Serviço de Controle de Infecção – SCIH (membros executores) Programa de Controle de Infecção Hospitalar O PCIH é definido como um conjunto de ações desenvolvidas, deliberada e sistematicamente, com vistas à redução máxima possível da incidência e da gravidade das infecções hospitalares. Cabe a CCIH elaborar o PCIH e este deve contemplar no mínimo as seguintes atividades: Vigilância Epidemiológica da IHs Normas para uso racional de antimicrobianos, germicidas e materiais médico hospitalares. Processo para prevenção e transmissão de microorganismos Normas e rotinas técnico-operacionais Padronização de medidas de controle de infecção hospitalar Treinamento dos profissionais file:///D:/Meus%20Negocios/Pensar%20Cursos/www.pensarcursos.com.br Principais agentes das infecções hospitalares Os microorganismos comumente encontrados nas infecções hospitalares são microorganismos da microbiota normal dos indivíduos, que por estarem com a imunidade deprimida são mais susceptíveis a infecção. Cerca de 75 % das infecções hospitalares são de origem autóloga. Os principais agentes responsáveis pelas infecções hospitalares são as bactérias, alguns vírus e pelouso indiscriminado de antibióticos observa-se um aumento de infecções por fungos. As bactérias são classificadas em: Bactérias gram positivas (Staphylococcus aureus, Staphylococcus coagulase negativa e Enterococcus ssp). Obs: Estas são agentes colonizantes de trato respiratório superior, pele e trato gastro-intestinal. Bactérias gram negativas: Fermentadoras de glicose – (Enterobacter spp, E. coli, Serratia spp, Kleibsiela spp, proteus spp e Citrobacter spp...) Não fermentadoras de glicose – (pseudomonas aeruginosa e Acinetobacter Baumanni...). E sobre os Fungos temos a Candida responsável pela maioria das infecções fúngicas nosocomiais (Candida albicans, Candida glabrata e Candida krusei). Vamos definir alguns conceitos: Contaminação – Presença transitória de microorganismos em superfície sem invasão tecidual ou relação de parasitismo. file:///D:/Meus%20Negocios/Pensar%20Cursos/www.pensarcursos.com.br Ex: Microbiota transitória da mão. Colonização – presença de qualquer microorganismo dissociado de manifestações clínicas da doença. Ex: Microbiota humana normal. Patogenicidade – capacidade de o microorganismo produzir doenças. Virulência – capacidade de o microorganismo invadir tecidos e produzir doenças. Cadeia Epidemiológica de transmissão das Infecções hospitalares Para que ocorra a transmissão dos agentes infecciosos é necessário à presença de três elementos: ↑ Fonte – é o local onde o agente infeccioso está presente ao ser transferido para o hospedeiro. Hospedeiro susceptível – é o indivíduo com potencial de ser colonizado e infectado ao entrar em contato com o agente infeccioso. Vias de transmissão – é o modo como o agente infeccioso é transferido da Fonte Hospedeiro Via De Transmissão file:///D:/Meus%20Negocios/Pensar%20Cursos/www.pensarcursos.com.br fonte para o hospedeiro susceptível. As vias de transmissão são divididas em: Por contato – é a via de transmissão mais implicada nas infecciosas nasocomiais. Contato direto – contato físico entre a fonte e hospedeiro Contato indireto – contato com objeto contaminado Por gotículas – tosse, espirro, fala... Por via aérea – disseminação de núcleos de gotículas, esses núcleos de gotículas ficam suspensos no ar. Por veículo comum – alimentos, água, medicamentos... Por vetor – insetos, ratos e outros animais. Tipos de Isolamentos/Precauções As Precauções ou isolamentos estão baseados na forma de transmissão do agente infeccioso a fim de interromper a cadeia epidemiológica das infecções. file:///D:/Meus%20Negocios/Pensar%20Cursos/www.pensarcursos.com.br Precauções Básicas São um conjunto de medidas antiinfecciosas de isolamento que devem ser observadas por todos os profissionais de saúde durante realização de procedimento ou no atendimento de qualquer paciente ou usuário do serviço de saúde. Fundamenta-se em: Lavar as mãos Usar EPIs Evitar acidentes com perfurocortantes Higienização das mãos É a medida mais importante para reduzir o risco de infecção. Principais Indicações: Hospedeiro Fonte Existem duas categorias de precauções de isolamento: Precauções Interrupção da via de transmissão Precauções Básicas Precauções adicionais file:///D:/Meus%20Negocios/Pensar%20Cursos/www.pensarcursos.com.br Antes e depois de cuidados com pacientes Entre os diversos procedimentos Antes e depois de retirada de luvas Equipamentos de proteção individual São barreiras físicas que quando utilizadas adequadamente podem também proteger o paciente. Os EPIs devem ser selecionados de acordo com o procedimento a ser realizado e os seus potenciais riscos de provocar exposição à sangue e outras substâncias corporais. Luvas Indicação: Luvas de procedimentos não estéreis – protegem as mãos de profissional Luvas estéreis – protegem as mãos do profissional e fazem parte da técnica asséptica Luvas de borracha ou material resistente à perfuração – protegem as mãos do profissional durante o processamento de artigos e superfícies. Máscara, óculos, protetor facial e bocais para reanimação. Indicação: Proteger as mucosas (nasal, oral e ocular). Avental, para pés e acessórios de proteção. file:///D:/Meus%20Negocios/Pensar%20Cursos/www.pensarcursos.com.br Finalidade: Protegem a pele e o uniforme/roupa do profissional durante procedimentos. Utilização de materiais perfurocortantes Recomendações: Realizar procedimentos que envolvam a manipulação de materiais perfurocortantes com a máxima atenção. Não utilizar os dedos como anteparo. Agulhas não devem ser reencapadas, desentortadas, removidas... As agulhas, tesouras, vidros... Devem ser acondicionadas e transportadas para a Central de Esterilização com segurança. Os artigos e instrumentos perfurocortantes devem ser desprezados em coletores especiais de paredes rígidas e impermeáveis. Os coletores para descarte de pérfuro-cortante devem ser preenchidos até 2/3 de sua capacidade total, devendo estar instalados em altura adequada próximo ao local do procedimento. NUNCA DESPREZAR MATERIAIS PERFUROCORTANTES EM LIXEIRAS COMUNS, POIS OUTRAS PESSOAS PODEM FERIR-SE. Precauções adicionais As precauções adicionais, ou isolamento são orientados de acordo com a via de transmissão do agente infeccioso específico. Fundamentos para precauções adicionais file:///D:/Meus%20Negocios/Pensar%20Cursos/www.pensarcursos.com.br Sempre manter as precauções básicas Usar quartos individuais ou coletivos para pacientes acometidos pelo mesmo microorganismo Aplicar precauções adicionais baseadas na via de transmissão do agente Usar EPIs Manter precauções antiinfecciosas durante o transporte do paciente a outros setores Visitas e acompanhantes somente com orientação Suspender as precauções adicionais assim que terminar o período de transmissão do agente infeccioso Tipos de precauções adicionais: Precauções com gotículas São indicadas na assistência de pacientes com infecção, suspeita ou confirmada, causadas por microorganismos transmitidos por via inalatória através de gotículas que se disseminam a curta distância. Exemplo de doenças: Doenças meningocócicas, Caxumba e Rubéola... Quarto individual, ou comum a pacientes acometidos pelo mesmo agente. Lavar as mãos antes e após entrar no quarto Uso de máscara A máscara deve ser retirada pelas alças Limitar o transporte do paciente a outros setores A limpeza dos mobiliários do paciente deve ser realizada diariamente file:///D:/Meus%20Negocios/Pensar%20Cursos/www.pensarcursos.com.br Manter aviso na porta do quarto Precauções aéreas São indicadas na assistência de pacientes com infecção, suspeita ou confirmada, causadas por microorganismos transmitidos por via aérea através de partículas que se disseminam a longa distância. Exemplo de doenças: Tuberculose Pulmonar, Sarampo, Varicela. Quarto privativo de preferência com antecâmara, manter o quarto com pressão negativa. Lavar as mãos antes e após entrar no quarto Uso de máscara com filtro especial N 95 A máscara deve ser retirada pelas alças Limitar o transporte do paciente a outros setores A limpeza dos mobiliários do paciente deve ser realizada diariamente Manter aviso na porta do quarto Precauções de contato São indicadas na assistência de paciente com infecção, suspeita ou confirmada, ou colonização causadas por microorganismos transmitido por contato diretoe indireto. Exemplo de doenças: Infecção ou colonização por bactérias multiresistente, Hepatite A, Conjuntivite... Quarto individual, ou comum os pacientes acometidos pelo mesmo agente. file:///D:/Meus%20Negocios/Pensar%20Cursos/www.pensarcursos.com.br Lavar as mãos antes e após entrar no quarto, realizar limpeza com solução antisséptica. Calçar luvas Usar avental e retirar após sais do quarto Limitar o transporte do paciente a outros setores A limpeza dos mobiliários do paciente deve ser realizada diariamente Manter aviso na porta do quarto Usar artigos exclusivos para este paciente CUIDADO COM O ASPECTO PSICOLÓGICO DO PACIENTE. ARQUITETURA NA PREVENÇÃO DE INFECÇÃO HOSPITALAR As Arquiteturas Hospitalares compõem-se de várias arquiteturas: Arquitetura-Infectopreditiva; Arquitetura-Administração; Arquitetura-Manutenção-Preditiva. Todas testemunhando o papel dinâmico da arquitetura; arquitetura hospitalar essa com várias “dimensões”, todas voltadas à otimização da operacionalização futura, da instituição de saúde que lhe cabe planejar. Todos os aspectos abordados carecem de suporte da arquitetura, da engenharia, da administração hospitalar, da engenharia clínica, da bioengenharia e outros. file:///D:/Meus%20Negocios/Pensar%20Cursos/www.pensarcursos.com.br INFECÇÃO HOSPITALAR As infecções hospitalares a considerar seriam consequentemente as “adquiridas intramuros”, após a internação do paciente; neste sentido, podem ser responsabilizados: água, esgoto, roupa, resíduos, alimentos, ar condicionado; equipamento de esterilização, destilador de água e muitos outros, quando mal planejados, mal construídos, mal conservados ou operados sem a devida técnica. CLASSIFICAÇÃO DAS ÁREAS FÍSICAS Os diferentes ambientes, que compõem a planta física de um hospital, podem ser classificados segundo o Ministério da Saúde - Portaria n° 930, de 27 de Agosto de 1992, em: Áreas Críticas - são aquelas onde existe o risco aumentado de transmissão de infecção, onde se realizam procedimentos de risco ou onde se encontram pacientes com seu sistema imunológico deprimido (ex.: salas de operação e de parto, unidade de tratamento intensivo, sala de hemodiálise, berçário de alto risco, laboratório de análises clínicas, banco de sangue, cozinha, lactário e lavanderia). Áreas Semicríticas - são todas as áreas ocupadas por pacientes com doenças infecciosas de baixa transmissibilidade e doenças não infecciosas (ex.: enfermarias e ambulatórios). Áreas Não-Críticas - são todas as áreas hospitalares não ocupadas por pacientes (ex.: escritório, depósitos, sanitários). LOCALIZAÇÃO DO HOSPITAL A melhor localização para a implantação do hospital e que melhor atende às file:///D:/Meus%20Negocios/Pensar%20Cursos/www.pensarcursos.com.br condições dos pacientes, principalmente dos internados, é a zona residencial; seleção essa em vista de tratar-se de região mais silenciosa, mais panorâmica, humanizada, menos poluída, menos movimentada e com reduzido tráfego; ser zona saneada, livre de odores e de vetores, dispondo dos melhoramentos essenciais ao bom desempenho da instituição. Mas por múltiplas razões, o hospital muitas vezes acaba sendo implantado em região inadequada e terreno contraindicado e mesmo condenado pela proximidade de cemitério, lixão, indústria ruidosa, curso de água e atmosfera poluídas (insetos, odores e poeiras), terreno baixo, úmido e insalubre, com pouca insolação, desprovido de panorama, área para expansão e para estacionamento adequado, dando para via movimentada e outros. file:///D:/Meus%20Negocios/Pensar%20Cursos/www.pensarcursos.com.br