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LEGISLAÇÃO
Ética e Improbidade Administrativa
Livro Eletrônico
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Ética e Improbidade Administrativa
LegIsLAção
Diogo Surdi
 
Sumário
Apresentação .....................................................................................................................................................................3
Ética e Improbidade Administrativa......................................................................................................................4
1. Ética, Moral, Valores e Virtudes ..........................................................................................................................4
2. A Importância da Ética no serviço Público ..................................................................................................9
3. Conceito de Improbidade e Disposições Constitucionais ................................................................ 10
3.1. Disposições gerais ...............................................................................................................................................12
4. sujeitos da Ação de Improbidade ....................................................................................................................15
4.1. sujeitos Ativos ........................................................................................................................................................15
4.2. sujeitos Passivos .................................................................................................................................................18
5. Atos de Improbidade Administrativa............................................................................................................20
5.1. Atos que Importam enriquecimento Ilícito ............................................................................................ 22
5.2. Atos que Causam Prejuízo ao erário .........................................................................................................23
5.3. Atos que Atentam Contra os Princípios da Administração Pública ....................................... 25
6. Características dos Atos de Improbidade Administrativa ............................................................... 29
7. Indisponibilidade dos Bens .................................................................................................................................31
8. Penas Aplicáveis ......................................................................................................................................................34
9. Declaração de Bens ................................................................................................................................................38
10. Procedimento Administrativo e Judicial ..................................................................................................39
10.1. Propositura da Ação ..........................................................................................................................................41
11. Prescrição ...................................................................................................................................................................49
Resumo ................................................................................................................................................................................51
Questões de Concurso ...............................................................................................................................................60
gabarito ..............................................................................................................................................................................77
gabarito Comentado ................................................................................................................................................... 78
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Jaqueline Suzamar Alves dos Santos - 03356603124, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Ética e Improbidade Administrativa
LegIsLAção
Diogo Surdi
ApresentAção
Olá, pessoal, tudo bem? Espero que sim!
Na aula de hoje, estudaremos todos os detalhes acerca da Lei 8.429/1992, norma respon-
sável por estabelecer as regras concernentes à Improbidade Administrativa.
Grande Abraço a todos e boa aula!
Diogo
 
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Ética e Improbidade Administrativa
LegIsLAção
Diogo Surdi
ÉTICA e IMPRoBIDADe ADMINIsTRATIVA
1. ÉticA, MorAl, VAlores e Virtudes
Inicialmente, temos que compreender o significado da palavra ética, bem como as dife-
renças existentes entre ética e moral. Constantemente, tais conceitos são utilizados como 
sinônimos, o que não faz nenhum sentido.
A palavra Ética deriva do grego ethos, que tem o mesmo sentido de “modo de ser, cará-
ter, costume”.
A palavra Moral, por sua vez, deriva do latim mos, significando “comportamento”.
Podemos conceituar ética como a disciplina filosófica que se ocupa com a reflexão a respeito 
das noções e princípios que fundamentam a vida moral. Essa reflexão pode seguir as mais 
diversas direções, dependendo da concepção de homem que se toma como ponto de partida.
Da mesma forma, podemos conceituar moral como o conjunto dos costumes e juízos morais 
de um indivíduo ou de uma sociedade que possui caráter normativo.
EXEMPLO
Como exemplo, podemos analisar a situação hipotética do apedrejamento de mulheres por um 
grupo de muçulmanos.
Nesta situação, a ética se preocuparia em analisar o comportamento humano, que no exemplo 
seria o próprio apedrejamento, independente de que o provocou e do local onde o mesmo foi 
realizado.
Já a moral analisaria se o comportamento é cabível segundo as regras daquela sociedade. Neste 
sentido, temos que a virtude está inteiramente ligada ao conceito de moral, estando relacionada 
à capacidade das pessoas fazerem o bem e utilizarem-se da moral pessoal.
No exemplo do apedrejamento, percebemos que no Brasil ele não seria aceito, resultando, em 
caso de sua ocorrência, em diversas infrações.
No caso do Irã, por outro lado, ele seria perfeitamente cabível.
Conseguimos perceber, com isso, que a ética é universal, enquanto a moral é cultural. 
Para não restar dúvidas, vamos sintetizar os dois conceitos:
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Ética e Improbidade Administrativa
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Além dos conceitos de ética e de moral, devemos conhecer também as definições utiliza-
das para os valores e as virtudes.
Os valores, em linhas gerais, podem ser entendidos como os padrões de conduta mantidos 
por determinado indivíduo, que, para isso, levará em conta a sociedade na qual está inserido.
Os valores se diferenciam dos demais conceitos éticos na medida em que estão relaciona-
dos com a subjetividade de cada indivíduo. Neste sentido, aquilo que é considerado de valor 
ético para uma pessoa pode não ser para a outra, ou então o grau de importância conferido 
a determinados valores tende, quaseà responsabilização civil e criminal.
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Obs.: � Uma das principais finalidades do Estado é a garantia do bem estar da população 
existente em seu território.
 � Como é a população, basicamente, quem financia, por meio do pagamento de tributos, 
as atividades do Estado, quando ocorre uma prática de improbidade administrativa que 
causa prejuízo ao Erário, é o próprio patrimônio coletivo que está sendo dilapidado.
 � Assim, cabe ao Estado, por meio da exigência de ressarcimento aos cofres públicos, 
a manutenção do patrimônio daqueles que financiam as suas atividades, qual seja, 
o povo.
Assim, se algum agente público adquirir, ao longo de sua carreira no serviço público, bens 
que são comprovadamente desproporcionais ao valor da sua remuneração, estaremos diante 
da prática de improbidade administrativa causadora de enriquecimento ilícito.
Nesta situação, caso tal agente venha a falecer, ocorrerá a transferência do patrimônio, 
oportunidade em que os sucessores receberão a herança do agente ímprobo.
E como boa parte dos bens transferidos foram adquiridos com base no ato de improbida-
de, uma vez que o Poder Público tome conhecimento da prática, poderá exigir dos herdeiros 
a responsabilização, com base nas disposições da Lei 8.429/1992, até o limite dos valores 
que foram transferidos.
Uma das novidades legislativas foi a previsão da responsabilidade decorrente da suces-
são, também, para as pessoas jurídicas. Esta situação ocorrerá nas hipóteses de alteração 
contratual, de transformação, de incorporação, de fusão ou de cisão societária.
Especificamente nas hipóteses de fusão e de incorporação, a responsabilidade da sucessora, 
como regra geral, será restrita à obrigação de reparação integral do dano causado, até o limite 
do patrimônio transferido, não lhe sendo aplicáveis as demais sanções decorrentes de atos e 
de fatos ocorridos antes da data da fusão ou da incorporação.
Caso, contudo, seja devidamente comprovado que houve simulação ou evidente intuito 
de fraude, a sucessora será responsável pelos atos respectivos, ainda que praticados antes 
da sucessão. 
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7. indisponibilidAde dos bens
Conforme anteriormente mencionado, o artigo 37, § 4º, da Constituição Federal estabelece 
uma série de consequências para os atos de improbidade administrativa, dentre as quais se 
inclui a possibilidade da decretação da indisponibilidade dos bens.
Em sintonia com a disposição constitucional, a Lei 8.429/1992 estabelece, em seu artigo 
16, a possibilidade de ser formulado, em caráter antecedente ou incidente, a indisponibili-
dade de bens dos réus com a finalidade de garantir a integral recomposição do erário ou do 
acréscimo patrimonial resultante de enriquecimento ilícito.
Art. 16. Na ação por improbidade administrativa poderá ser formulado, em caráter antecedente ou 
incidente, pedido de indisponibilidade de bens dos réus, a fim de garantir a integral recomposição 
do erário ou do acréscimo patrimonial resultante de enriquecimento ilícito.
§ 1º-A O pedido de indisponibilidade de bens a que se refere o caput deste artigo poderá ser for-
mulado independentemente da representação de que trata o art. 7º desta Lei.
Importante mencionarmos que a indisponibilidade dos bens não trata-se de uma espécie 
de sanção, mas sim de medida cautelar que tem por finalidade assegurar que o indiciado 
não dilapide o seu patrimônio antes que o Poder Público conclua o respectivo processo 
administrativo.
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De acordo com a doutrina majoritária, dois são os requisitos que devem estar presentes 
para que seja possível a determinação da indisponibilidade dos bens no curso da ação de 
improbidade administrativa, sendo eles o fumus boni juris e o periculum in mora.
O fumus boni juris consiste na probabilidade de os fatos imputados ao agente público 
serem verossímeis. Isso não significa que o ato ímprobo deve estar cabalmente provado, 
uma vez que tal pressuposto é averiguado por ocasião da sentença. O que deve existir é uma 
grande possibilidade, no curso do processo administrativo, da ocorrência do ato de improbi-
dade administrativa.
O periculum in mora (também conhecido como perigo de dano iminente e irreparável) 
por sua vez, refere-se à possibilidade daquele que está indiciado dilapidar o seu patrimônio, 
impossibilitando a devolução dos valores devidos aos cofres públicos.
Quando for o caso, o pedido de indisponibilidade de bens incluirá a investigação, o exame 
e o bloqueio de bens, contas bancárias e aplicações financeiras mantidas pelo indiciado no 
exterior, nos termos da lei e dos tratados internacionais.
Como regra geral, o pedido de indisponibilidade apenas será deferido mediante a de-
monstração no caso concreto de perigo de dano irreparável ou de risco ao resultado útil do 
processo, desde que o juiz se convença da probabilidade da ocorrência dos atos descritos 
na petição inicial com fundamento nos respectivos elementos de instrução, após a oitiva do 
réu em 5 dias.
Entretanto, a indisponibilidade de bens poderá ser decretada sem a oitiva prévia do réu, 
medida que ocorrerá sempre que o contraditório prévio puder comprovadamente frustrar a 
efetividade da medida ou houver outras circunstâncias que recomendem a proteção liminar, 
não podendo a urgência ser presumida.
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Se houver mais de um réu na ação, a somatória dos valores declarados indisponíveis não 
poderá superar o montante indicado na petição inicial como dano ao erário ou como enri-
quecimento ilícito. Além disso, o valor da indisponibilidade considerará a estimativa de dano 
indicada na petição inicial, permitida a sua substituição por caução idônea, por fiança ban-
cária ou por seguro-garantia judicial, a requerimento do réu, bem como a sua readequação 
durante a instrução do processo.
Professor, e será possível a decretação da indisponibilidade de bens de terceiros, ou seja, 
de particulares que não sejam agentes públicos?
Certamente que sim! No entanto, a indisponibilidade de bens de terceiro dependerá da 
demonstração da sua efetiva concorrência para os atos ilícitos apurados ou, quando se tratar 
de pessoa jurídica, da instauração de incidente de desconsideração da personalidade jurídica, 
a ser processado na forma da lei processual.
Obs.: � A indisponibilidade recairá sobre bens que assegurem exclusivamente o integral res-
sarcimento do dano ao erário, sem incidir sobre os valores a serem eventualmente 
aplicados a título de multa civil ou sobre acréscimo patrimonial decorrente de ativi-
dade lícita. O objetivo, com a medida, é assegurar bens de maior liquidez.� Neste mesmo sentido, a ordem de indisponibilidade de bens deverá priorizar veí-
culos de via terrestre, bens imóveis, bens móveis em geral, semoventes, navios e 
aeronaves, ações e quotas de sociedades simples e empresárias, pedras e metais 
preciosos e, apenas na inexistência desses, o bloqueio de contas bancárias, de forma 
a garantir a subsistência do acusado e a manutenção da atividade empresária ao 
longo do processo.
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O juiz, ao apreciar o pedido de indisponibilidade de bens do réu, observará os efeitos prá-
ticos da decisão, sendo vedada a adoção de medida capaz de acarretar prejuízo à prestação 
de serviços públicos.
O PULO DO GATO
Para fins de prova, duas são as vedações relacionadas com a indisponibilidade dos bens que 
devem ser memorizadas, a saber:
a) É vedada a decretação de indisponibilidade da quantia de até 40 salários mínimos depo-
sitados em caderneta de poupança, em outras aplicações financeiras ou em conta-corrente.
b) É vedada a decretação de indisponibilidade do bem de família do réu, salvo se comprovado 
que o imóvel seja fruto de vantagem patrimonial indevida.
Aplica-se à indisponibilidade de bens, no que for cabível, o regime da tutela provisória de 
urgência estabelecido no Código de Processo Civil.
Por fim, cumpre destacar que, da decisão que deferir ou indeferir a medida relativa à indis-
ponibilidade de bens, caberá agravo de instrumento, nos termos do Código de Processo Civil.
Ainda que a indisponibilidade dos bens seja a principal medida cautelar que pode ser 
adotada pelo Poder Público, é preciso que tenhamos conhecimento de que esta não é a única 
medida que pode ser adotada. Em sentido oposto, o texto legal estabelece, também, a possi-
bilidade de afastamento do agente público do exercício do cargo, do emprego ou da função, 
medida que será adotada quando a providência se revelar necessária à instrução processual 
ou para evitar a iminente prática de novos ilícitos.
Art. 20, § 1º A autoridade judicial competente poderá determinar o afastamento do agente público 
do exercício do cargo, do emprego ou da função, sem prejuízo da remuneração, quando a medida 
for necessária à instrução processual ou para evitar a iminente prática de novos ilícitos.
§ 2º O afastamento previsto no § 1º deste artigo será de até 90 (noventa) dias, prorrogáveis uma 
única vez por igual prazo, mediante decisão motivada.
O afastamento provisório do servidor:
a) é medida cautelar, e não uma sanção;
b) não implica na perda da remuneração;
c) terá duração de até 90 dias, prazo que poderá ser prorrogado uma vez, por igual período.
8. penAs AplicáVeis
Para cada uma das condutas que dão ensejo às três diferentes espécies de improbidade 
administrativa, a Lei 8.429/1992 apresenta uma série de sanções de natureza administrativa, 
civil e política.
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Tais sanções estão hierarquizadas de acordo com a gravidade da conduta, de forma que 
as ações que ensejam enriquecimento ilícito possuem como consequência as sanções mais 
graves, as que ensejam lesão ao patrimônio público possuem sanções intermediárias e as 
que atentam contra os princípios da administração pública, por sua vez, possuem as sanções 
de menor gravidade.
As sanções, independente da natureza (administrativa, civil e política), são graduadas, 
conforme já mencionado, de acordo com a gravidade da conduta praticada pelo agente público 
ou por terceiro, conforme se extrai do artigo 12 da norma objeto de estudo:
Art. 12. Independentemente do ressarcimento integral do dano patrimonial, se efetivo, e das sanções 
penais comuns e de responsabilidade, civis e administrativas previstas na legislação específica, está 
o responsável pelo ato de improbidade sujeito às seguintes cominações, que podem ser aplicadas 
isolada ou cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato (...)
Antes de conhecermos as regras concernentes às diversas sanções que podem ser aplica-
das, façamos uso de um quadro comparativo entre as três espécies de atos de improbidade.
Enriquecimento Ilícito Prejuízo ao Erário
Violação aos Princípios 
da Administração 
Pública
Perda dos bens ou valores 
acrescidos ilicitamente ao 
patrimônio
Perda dos bens ou valores 
acrescidos ilicitamente ao 
patrimônio, se concorrer esta 
circunstância
Perda da função pública Perda da função pública
Suspensão dos direitos políticos 
até 14 anos
Suspensão dos direitos políticos 
até 12 anos
Pagamento de multa civil 
equivalente ao valor do 
acréscimo patrimonial
Pagamento de multa civil 
equivalente ao valor do dano
Pagamento de multa civil 
de até 24 vezes o valor da 
remuneração percebida pelo 
agente
Proibição de contratar com o 
poder público ou de receber 
benefícios ou incentivos 
fiscais ou creditícios, direta ou 
indiretamente, ainda que por 
intermédio de pessoa jurídica 
da qual seja sócio majoritário, 
pelo prazo não superior a 
14 anos
Proibição de contratar com o 
poder público ou de receber 
benefícios ou incentivos 
fiscais ou creditícios, direta ou 
indiretamente, ainda que por 
intermédio de pessoa jurídica 
da qual seja sócio majoritário, 
pelo prazo não superior a 
12 anos
Proibição de contratar com o 
poder público ou de receber 
benefícios ou incentivos 
fiscais ou creditícios, direta ou 
indiretamente, ainda que por 
intermédio de pessoa jurídica 
da qual seja sócio majoritário, 
pelo prazo não superior a 
4 anos
Uma série de informações devem ser destacadas em relação à aplicação das penalidades 
decorrentes da prática de improbidade administrativa, a saber:
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a) em um primeiro momento, devemos observar que a improbidade decorrente de violação 
aos princípios da Administração Pública não enseja a perda da função pública ou a suspen-
são dos direitos políticos. De igual forma, não há que se falar em perda dos bens ou valores 
acrescidos ilicitamente ao patrimônio, uma vez que não há, nesta modalidade de improbidade, 
bens ou valores acrescidos.
b) a competência para a aplicação de qualquer uma das penalidades decorrentes da prática 
de improbidade é do Poder Judiciário, sendo a medida inserida, por isso mesmo, na esfera 
de atribuições do magistrado.
c) a sanção de perda da função pública atinge apenas o vínculo de mesma qualidade e 
natureza que o agente público ou político detinha com o poder público na época do cometi-
mento da infração, podendo o magistrado, na hipótese de enriquecimento ilícito, e em caráter 
excepcional, estendê-la aos demais vínculos, consideradas as circunstâncias do caso e a 
gravidade da infração.
d) a penalidade de multa poderá ser aumentada até o dobro, se o juiz considerar que, em 
virtude da situação econômica do réu, o valor calculado é ineficaz para reprovação e preven-
ção do ato de improbidade.
e) na responsabilizaçãoda pessoa jurídica, deverão ser considerados os efeitos econô-
micos e sociais das sanções, de modo a viabilizar a manutenção de suas atividades. Con-
sequentemente, desde que em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente 
justificados, a sanção de proibição de contratação com o poder público pode extrapolar o 
ente público lesado pelo ato de improbidade, observados os impactos econômicos e sociais 
das sanções, de forma a preservar a função social da pessoa jurídica.
f) no caso de atos de menor ofensa aos bens jurídicos tutelados, a sanção será limitada 
à aplicação de multa, sem prejuízo do ressarcimento do dano e da perda dos valores obtidos, 
quando for o caso.
g) Caso ocorra lesão ao patrimônio público, a reparação do dano deverá deduzir o res-
sarcimento ocorrido nas instâncias criminal, civil e administrativa que tiver por objeto os 
mesmos fatos.
h) as sanções aplicadas a pessoas jurídicas deverão observar o princípio constitucional 
do non bis in idem.
i) a sanção de proibição de contratação com o Poder Público deverá constar do Cadastro 
Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas (CEIS), observadas as limitações territoriais 
contidas na decisão judicial.
j) para efeitos de contagem do prazo da sanção de suspensão dos direitos políticos, serão 
computados retroativamente o intervalo de tempo entre a decisão colegiada e o trânsito em 
julgado da sentença condenatória.
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k) as sanções somente poderão ser executadas após o trânsito em julgado da sentença 
condenatória. Logo, até que seja possível o ajuizamento e/ou julgamento de recursos, de 
acordo com o fluxo processual, as sanções não poderão ser executadas contra a parte ré.
Importante destacar que a aplicação das sanções decorrentes dos atos de improbidade 
administrativa independe, como regra geral, da efetiva ocorrência de dano ao patrimônio 
público. A exceção fica por conta da pena de ressarcimento e dos atos de improbidade clas-
sificados como “lesão ao erário”, que, em sentido oposto, dependem da efetiva ocorrência de 
dano ao patrimônio público.
A aplicação das penalidades também independe da aprovação ou rejeição das contas 
pelo órgão de controle interno ou pelo Tribunal ou Conselho de Contas.
EXEMPLO
A circunstância das contas de determinado agente público ou do órgão onde este desempenha 
suas atribuições terem sido aprovadas pelos tribunais ou conselhos de contas não impede que, 
diante de provas, seja o respectivo agente responsabilizado pela prática de improbidade.
Isso ocorre porque os tribunais e conselhos, em determinadas situações, não conseguem detec-
tar que houve a prática de improbidade.
Art. 21. A aplicação das sanções previstas nesta lei independe:
I – da efetiva ocorrência de dano ao patrimônio público, salvo quanto à pena de ressarcimento e 
às condutas previstas no art. 10 desta Lei;
II – da aprovação ou rejeição das contas pelo órgão de controle interno ou pelo Tribunal ou Con-
selho de Contas.
§ 1º Os atos do órgão de controle interno ou externo serão considerados pelo juiz quando tiverem 
servido de fundamento para a conduta do agente público.
§ 2º As provas produzidas perante os órgãos de controle e as correspondentes decisões deverão 
ser consideradas na formação da convicção do juiz, sem prejuízo da análise acerca do dolo na 
conduta do agente.
§ 3º As sentenças civis e penais produzirão efeitos em relação à ação de improbidade quando 
concluírem pela inexistência da conduta ou pela negativa da autoria.
§ 4º A absolvição criminal em ação que discuta os mesmos fatos, confirmada por decisão colegiada, 
impede o trâmite da ação da qual trata esta Lei, havendo comunicação com todos os fundamentos 
de absolvição previstos no art. 386 do Decreto-Lei n. 3.689, de 3 de outubro de 1941 (Código de 
Processo Penal).
§ 5º Sanções eventualmente aplicadas em outras esferas deverão ser compensadas com as san-
ções aplicadas nos termos desta Lei.
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DICA
Sobre a aplicação das penalidades, devemos memorizar que a 
perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos só se 
efetivam com o trânsito em julgado da sentença condenatória.
9. declArAção de bens
Dois são os momentos distintos, de acordo com a lei de improbidade, em que o agente 
público deve demonstrar a sua declaração de bens: na posse e no exercício da função pública.
Assim, ao ser empossado, o agora servidor deve apresentar a declaração de imposto de 
renda que tenha sido enviada à Receita Federal.
Posteriormente, a cada ano, bem como na data em que deixar o exercício do mandato, 
do cargo, do emprego ou da função, o agente público deve apresentar a mesma declaração.
Art. 13. A posse e o exercício de agente público ficam condicionados à apresentação de declaração 
de imposto de renda e proventos de qualquer natureza, que tenha sido apresentada à Secretaria 
Especial da Receita Federal do Brasil, a fim de ser arquivada no serviço de pessoal competente.
§ 2º A declaração de bens a que se refere o caput deste artigo será atualizada anualmente e na 
data em que o agente público deixar o exercício do mandato, do cargo, do emprego ou da função.
A ideia de tal medida é propiciar que a autoridade administrativa verifique a evolução 
patrimonial do agente público, uma vez que esta, quando incompatível com a soma das re-
munerações do servidor, é um dos principais indícios de improbidade administrativa.
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Caso o agente não cumpra com a obrigação de apresentar os bens que compõem o seu 
patrimônio, ou então apresente declaração falsa, teremos, nos termos do § 3º do artigo 13 da Lei 
8.429/1992, a aplicação da penalidade de demissão, sem prejuízo de outras sanções cabíveis.
Art. 13, § 3º Será apenado com a pena de demissão, sem prejuízo de outras sanções cabíveis, o 
agente público que se recusar a prestar a declaração dos bens a que se refere o caput deste artigo 
dentro do prazo determinado ou que prestar declaração falsa.
10. procediMento AdMinistrAtiVo e judiciAl
A Lei 8.429/1992 também estabelece regras processuais a serem observadas no âmbito 
do procedimento administrativo e do processo judicial destinado a verificar a ocorrência de 
improbidade administrativa.
Inicialmente, tem-se que qualquer pessoa é parte competente para representar à autoridade 
administrativa solicitando a instauração das investigações necessárias para a apuração da 
Improbidade Administrativa. A representação deverá ser formulada por escrito ou reduzida a 
termo, possuindo, ainda, a qualificação e demais dados do denunciante.
Art. 14. Qualquer pessoa poderá representar à autoridade administrativa competente para que seja 
instaurada investigação destinada a apurar a prática de ato de improbidade.
§ 1º A representação, que será escrita ou reduzidaa termo e assinada, conterá a qualificação do 
representante, as informações sobre o fato e sua autoria e a indicação das provas de que tenha 
conhecimento.
Caso, no entanto, alguém representar contra agente público ou terceiro, e já souber, de 
antemão, que tais pessoas são inocentes, incorrerá em crime, devendo responder com a pena 
de detenção, de 6 a 10 meses, e multa. Além disso, será obrigado a indenizar o denunciado 
pelos danos materiais, morais e à imagem.
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Art. 19. Constitui crime a representação por ato de improbidade contra agente público ou terceiro 
beneficiário, quando o autor da denúncia o sabe inocente.
Pena – detenção de seis a dez meses e multa.
Parágrafo único. Além da sanção penal, o denunciante está sujeito a indenizar o denunciado pelos 
danos materiais, morais ou à imagem que houver provocado.
Atendidos todos os pressupostos legais, a autoridade competente tem a obrigação de 
determinar a imediata apuração dos fatos, observada a legislação que regula o processo 
administrativo disciplinar aplicável ao agente público.
Em sentido oposto, a autoridade administrativa rejeitará a representação, em despacho 
fundamentado, se esta não contiver as formalidades necessárias. A rejeição, contudo, não 
impede a representação ao Ministério Público neste mesmo sentido.
Art. 14, § 2º A autoridade administrativa rejeitará a representação, em despacho fundamentado, 
se esta não contiver as formalidades estabelecidas no § 1º deste artigo. A rejeição não impede a 
representação ao Ministério Público, nos termos do art. 22 desta lei.
§ 3º Atendidos os requisitos da representação, a autoridade determinará a imediata apuração dos 
fatos, observada a legislação que regula o processo administrativo disciplinar aplicável ao agente.
Neste ponto, merece destaque o fato da Lei de Improbidade Administrativa, como regra 
geral, viabilizar a aplicação de sanções de natureza extrapenal, ou seja, daquelas que não 
estão tipificadas como crime. Tal característica não inviabiliza a aplicação de sanções de na-
tureza penal ante a prática de improbidade administrativa. Para que isso ocorra, as condutas 
previstas na norma em estudo devem estar tipificadas, também, como crime.
Da mesma forma, a aplicação de qualquer uma das sanções previstas na lei de impro-
bidade administrativa é competência privativa do Poder Judiciário, conforme se observa da 
decisão do STF no âmbito do RMS 24699/DF, de seguinte teor:
JURISPRUDÊNCIA
Ato de improbidade: a aplicação das penalidades previstas na Lei n. 8.429/92 não incumbe 
à Administração, eis que privativa do Poder Judiciário. Verificada a prática de atos de 
improbidade no âmbito administrativo, caberia representação ao Ministério Público para 
ajuizamento da competente ação, não a aplicação da pena de demissão.
Assim, ainda que a autoridade administrativa seja competente para a apuração das even-
tuais faltas funcionais cometidas pelos servidores públicos, quando a conduta em questão 
ficar caracterizada como improbidade, não poderá a autoridade administrativa aplicar a pe-
nalidade, devendo formular representação junto ao Ministério Público, que representará ao 
Poder Judiciário para o ajuizamento da ação e o ajuizamento da ação e consequente aplicação 
da penalidade.
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EXEMPLO
Elias, servidor público federal, praticou infração disciplinar que restou configurada como vio-
lação dos deveres previstos no estatuto dos servidores e como improbidade administrativa.
Nesta situação, a autoridade administrativa competente deve instaurar processo administrativo 
disciplinar para a investigação da situação. Tendo sido verificada a ocorrência das duas infra-
ções, a autoridade deve proceder da seguinte forma:
a) No que se refere à infração prevista no estatuto dos servidores, deve aplicar a penalidade 
de acordo com as disposições da mencionada norma, sem necessidade de acionar o Poder 
Judiciário.
b) Com relação à infração de improbidade administrativa, a autoridade não poderá aplicar a 
penalidade prevista no estatuto, devendo acionar, por meio do Ministério Público, o Poder Judi-
ciário, que será competente para aplicar a penalidade prevista na Lei 8.429/1992.
Em todas as ações destinadas à apuração da prática de improbidade administrativa, obri-
gatoriamente deverá haver a participação do Ministério Público, conforme estabelecido no 
artigo 17, § 4º, da Lei 8.429:
O Ministério Público, se não intervir no processo como parte, atuará obrigatoriamente, como fiscal 
da lei, sob pena de nulidade.
A comissão processante dará conhecimento ao Ministério Público e ao Tribunal ou Con-
selho de Contas da existência de procedimento administrativo para apurar a prática de ato de 
improbidade. O Ministério Público ou Tribunal ou Conselho de Contas poderá, a requerimento, 
designar representante para acompanhar o procedimento administrativo.
Outro ponto a ser destacado é que, nos termos do artigo 23-A, temos a previsão de que 
“É dever do poder público oferecer contínua capacitação aos agentes públicos e políticos que 
atuem com prevenção ou repressão de atos de improbidade administrativa”.
10.1. propositurA dA Ação
A ação para a aplicação das sanções decorrentes da prática de improbidade administrativa 
será proposta pelo Ministério Público e seguirá, como regra geral, o procedimento comum no 
Código de Processo Civil.
Com isso, após as alterações legislativas promovidas, o Ministério Público passou a de-
ter a exclusividade da legitimidade para propor a ação judicial destinada a apurar os atos de 
improbidade administrativa.
Art. 17. A ação para a aplicação das sanções de que trata esta Lei será proposta pelo Ministério 
Público e seguirá o procedimento comum previsto na Lei n. 13.105, de 16 de março de 2015 (Código 
de Processo Civil), salvo o disposto nesta Lei.
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Atualmente, o Ministério possui a legitimidade exclusiva para propor a ação judicial de impro-
bidade administrativa.
Obs.: � Para apurar qualquer ilícito previsto, o Ministério Público, de ofício, a requerimento 
de autoridade administrativa ou mediante representação formulada, poderá instaurar 
inquérito civil ou procedimento investigativo assemelhado e requisitar a instauração 
de inquérito policial. Na apuração dos ilícitos previstos, será garantido ao investigado 
a oportunidade de manifestação por escrito e de juntada de documentos que com-
provem suas alegações e auxiliem na elucidação dos fatos.
Destaca-se que a ação em questão deverá ser proposta perante o foro do local onde 
ocorrer o dano ou da pessoa jurídica prejudicada.
De igual forma, a propositura da ação prevenirá a competência do juízo para todas as 
ações posteriormente intentadas que possuam a mesma causa de pedir ou o mesmo objeto.Tendo sido iniciada a ação, o fluxo processual que deve ser observado é o constante nos § 
§ 6º a 21 do artigo 17. Relaciono os mencionados dispositivos, já com os devidos destaques.
Art. 17, § 6º A petição inicial observará o seguinte:
I – deverá individualizar a conduta do réu e apontar os elementos probatórios mínimos que de-
monstrem a ocorrência das hipóteses dos arts. 9º, 10 e 11 desta Lei e de sua autoria, salvo impos-
sibilidade devidamente fundamentada;
II – será instruída com documentos ou justificação que contenham indícios suficientes da veracidade 
dos fatos e do dolo imputado ou com razões fundamentadas da impossibilidade de apresentação 
de qualquer dessas provas, observada a legislação vigente, inclusive as disposições constantes 
dos arts. 77 e 80 da Lei n. 13.105, de 16 de março de 2015 (Código de Processo Civil).
§ 6º-A O Ministério Público poderá requerer as tutelas provisórias adequadas e necessárias, nos 
termos dos arts. 294 a 310 da Lei n. 13.105, de 16 de março de 2015 (Código de Processo Civil).
§ 6º-B A petição inicial será rejeitada nos casos do art. 330 da Lei n. 13.105, de 16 de março de 
2015 (Código de Processo Civil), bem como quando não preenchidos os requisitos a que se refe-
rem os incisos I e II do § 6º deste artigo, ou ainda quando manifestamente inexistente o ato de 
improbidade imputado.
§ 7º Se a petição inicial estiver em devida forma, o juiz mandará autuá-la e ordenará a citação dos 
requeridos para que a contestem no prazo comum de 30 (trinta) dias, iniciado o prazo na forma 
do art. 231 da Lei n. 13.105, de 16 de março de 2015 (Código de Processo Civil).
§ 9º-A Da decisão que rejeitar questões preliminares suscitadas pelo réu em sua contestação 
caberá agravo de instrumento.
§ 10. A. Havendo a possibilidade de solução consensual, poderão as partes requerer ao juiz a 
interrupção do prazo para a contestação, por prazo não superior a 90 (noventa) dias.
§ 10. B. Oferecida a contestação e, se for o caso, ouvido o autor, o juiz:
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I – procederá ao julgamento conforme o estado do processo, observada a eventual inexistência 
manifesta do ato de improbidade;
II – poderá desmembrar o litisconsórcio, com vistas a otimizar a instrução processual.
§ 10. C. Após a réplica do Ministério Público, o juiz proferirá decisão na qual indicará com precisão 
a tipificação do ato de improbidade administrativa imputável ao réu, sendo-lhe vedado modificar 
o fato principal e a capitulação legal apresentada pelo autor.
§ 10. D. Para cada ato de improbidade administrativa, deverá necessariamente ser indicado apenas 
um tipo dentre aqueles previstos nos arts. 9º, 10 e 11 desta Lei.
§ 10. E. Proferida a decisão referida no § 10-C deste artigo, as partes serão intimadas a especificar 
as provas que pretendem produzir.
§ 10. F. Será nula a decisão de mérito total ou parcial da ação de improbidade administrativa que:
I – condenar o requerido por tipo diverso daquele definido na petição inicial;
II – condenar o requerido sem a produção das provas por ele tempestivamente especificadas.
§ 11. Em qualquer momento do processo, verificada a inexistência do ato de improbidade, o juiz 
julgará a demanda improcedente.
§ 14. Sem prejuízo da citação dos réus, a pessoa jurídica interessada será intimada para, caso 
queira, intervir no processo.
§ 15. Se a imputação envolver a desconsideração de pessoa jurídica, serão observadas as regras 
previstas nos arts. 133, 134, 135, 136 e 137 da Lei n. 13.105, de 16 de março de 2015 (Código de 
Processo Civil).
§ 16. A qualquer momento, se o magistrado identificar a existência de ilegalidades ou de irregula-
ridades administrativas a serem sanadas sem que estejam presentes todos os requisitos para a 
imposição das sanções aos agentes incluídos no polo passivo da demanda, poderá, em decisão 
motivada, converter a ação de improbidade administrativa em ação civil pública, regulada pela 
Lei n. 7.347, de 24 de julho de 1985.
§ 17. Da decisão que converter a ação de improbidade em ação civil pública caberá agravo de 
instrumento.
§ 18. Ao réu será assegurado o direito de ser interrogado sobre os fatos de que trata a ação, e a 
sua recusa ou o seu silêncio não implicarão confissão.
§ 19. Não se aplicam na ação de improbidade administrativa:
I – a presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor em caso de revelia;
II – a imposição de ônus da prova ao réu, na forma dos § § 1º e 2º do art. 373 da Lei n. 13.105, de 
16 de março de 2015 (Código de Processo Civil);
III – o ajuizamento de mais de uma ação de improbidade administrativa pelo mesmo fato, compe-
tindo ao Conselho Nacional do Ministério Público dirimir conflitos de atribuições entre membros 
de Ministérios Públicos distintos;
IV – o reexame obrigatório da sentença de improcedência ou de extinção sem resolução de mérito.
§ 20. A assessoria jurídica que emitiu o parecer atestando a legalidade prévia dos atos administra-
tivos praticados pelo administrador público ficará obrigada a defendê-lo judicialmente, caso este 
venha a responder ação por improbidade administrativa, até que a decisão transite em julgado.
§ 21. Das decisões interlocutórias caberá agravo de instrumento, inclusive da decisão que rejeitar 
questões preliminares suscitadas pelo réu em sua contestação.
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Chamo a atenção para uma série de regras processuais que não são adotadas no fluxo 
na ação de improbidade administrativa, sendo elas:
a) a presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor em caso de revelia;
b) a imposição de ônus da prova ao réu;
c) o ajuizamento de mais de uma ação de improbidade administrativa pelo mesmo fato, 
competindo ao Conselho Nacional do Ministério Público dirimir conflitos de atribuições entre 
membros de Ministérios Públicos distintos;
d) o reexame obrigatório da sentença de improcedência ou de extinção sem resolução 
de mérito;
Dando continuidade ao fluxo processual, temos a previsão de que a sentença proferida 
nos processos de improbidade deverá observar, além dos requisitos do Código de Processo 
Civil, uma série de peculiaridades, conforme previsão do artigo 17-A:
Art. 17-C. A sentença proferida nos processos a que se refere esta Lei deverá, além de observar o 
disposto no art. 489 da Lei n. 13.105, de 16 de março de 2015 (Código de Processo Civil):
I – indicar de modo preciso os fundamentos que demonstram os elementos a que se referem os 
arts. 9º, 10 e 11 desta Lei, que não podem ser presumidos;
II – considerar as consequências práticas da decisão, sempre que decidir com base em valores 
jurídicos abstratos;
III – considerar os obstáculos e as dificuldades reais do gestor e as exigências das políticas pú-
blicas a seu cargo, sem prejuízo dos direitos dos administrados e das circunstâncias práticas que 
houverem imposto, limitado ou condicionado a ação do agente;
IV – considerar, para a aplicação das sanções, de forma isolada ou cumulativa:
a) os princípios da proporcionalidade e da razoabilidade;
b) a natureza, a gravidade e o impacto da infração cometida;
c) a extensão do dano causado;
d) o proveito patrimonial obtido pelo agente;
e) as circunstâncias agravantes ou atenuantes;
f) a atuação do agente em minorar os prejuízose as consequências advindas de sua conduta 
omissiva ou comissiva;
g) os antecedentes do agente;
V – considerar na aplicação das sanções a dosimetria das sanções relativas ao mesmo fato já 
aplicadas ao agente;
VI – considerar, na fixação das penas relativamente ao terceiro, quando for o caso, a sua atuação 
específica, não admitida a sua responsabilização por ações ou omissões para as quais não tiver 
concorrido ou das quais não tiver obtido vantagens patrimoniais indevidas;
VII – indicar, na apuração da ofensa a princípios, critérios objetivos que justifiquem a imposição 
da sanção.
§ 1º A ilegalidade sem a presença de dolo que a qualifique não configura ato de improbidade.
§ 2º Na hipótese de litisconsórcio passivo, a condenação ocorrerá no limite da participação e dos 
benefícios diretos, vedada qualquer solidariedade.
§ 3º Não haverá remessa necessária nas sentenças de que trata esta Lei.
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A ação por improbidade administrativa apresenta as seguintes características:
a) é repressiva;
b) possui caráter sancionatório;
c) é destinada à aplicação de sanções de caráter pessoal;
d) não constitui ação civil;
e) é vedado o seu ajuizamento para o controle de legalidade de políticas públicas e para a prote-
ção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos, coletivos 
e individuais homogêneos.
Como consequência da vedação mencionada nas características da ação de improbidade, 
a norma estabelece que o controle de legalidade de políticas públicas e a responsabilidade 
de agentes públicos, inclusive políticos, entes públicos e governamentais, por danos ao meio 
ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e 
paisagístico, a qualquer outro interesse difuso ou coletivo, à ordem econômica, à ordem urba-
nística, à honra e à dignidade de grupos raciais, étnicos ou religiosos e ao patrimônio público 
e social submetem-se às disposições da Lei da Ação Civil Pública.
Vejamos agora as disposições do artigo 18, que estabelece regras relacionadas com os 
efeitos da sentença proferida na ação de improbidade.
Art. 18. A sentença que julgar procedente a ação fundada nos arts. 9º e 10 desta Lei condenará 
ao ressarcimento dos danos e à perda ou à reversão dos bens e valores ilicitamente adquiridos, 
conforme o caso, em favor da pessoa jurídica prejudicada pelo ilícito.
§ 1º Se houver necessidade de liquidação do dano, a pessoa jurídica prejudicada procederá a essa 
determinação e ao ulterior procedimento para cumprimento da sentença referente ao ressarcimento 
do patrimônio público ou à perda ou à reversão dos bens.
§ 2º Caso a pessoa jurídica prejudicada não adote as providências a que se refere o § 1º deste 
artigo no prazo de 6 (seis) meses, contado do trânsito em julgado da sentença de procedência 
da ação, caberá ao Ministério Público proceder à respectiva liquidação do dano e ao cumprimento 
da sentença referente ao ressarcimento do patrimônio público ou à perda ou à reversão dos bens, 
sem prejuízo de eventual responsabilização pela omissão verificada.
§ 3º Para fins de apuração do valor do ressarcimento, deverão ser descontados os serviços efeti-
vamente prestados.
§ 4º O juiz poderá autorizar o parcelamento, em até 48 (quarenta e oito) parcelas mensais corrigidas 
monetariamente, do débito resultante de condenação pela prática de improbidade administrativa 
se o réu demonstrar incapacidade financeira de saldá-lo de imediato.
Podemos, com base no artigo em tela, chegar às seguintes conclusões:
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a) quando a sentença julgar procedente a ação em razão da prática de improbidade por 
enriquecimento ilícito ou prejuízo ao erário, condenará o responsável ao ressarcimento dos 
danos e à perda ou à reversão dos bens e valores ilicitamente adquiridos, conforme o caso, 
em favor da pessoa jurídica prejudicada pelo ilícito.
b) se houver necessidade de liquidação (determinação dos valores monetários devidos), 
a medida deverá ser adotada, como regra geral, pela pessoa jurídica prejudicada.
c) caso a pessoa jurídica prejudicada não adote a medida (liquidação) no prazo de 6 meses, 
contado do trânsito em julgado da sentença de procedência da ação, caberá ao Ministério 
Público proceder à respectiva liquidação do dano e ao cumprimento da sentença.
d) no curso da execução da sentença, o juiz poderá autorizar o parcelamento, em até 48 
parcelas mensais corrigidas monetariamente, do débito resultante de condenação pela prática 
de improbidade administrativa. A medida ocorrerá quando o réu demonstrar incapacidade 
financeira de saldar os valores devidos de imediato.
A requerimento do réu, na fase de cumprimento da sentença, o juiz unificará eventuais 
sanções aplicadas com outras já impostas em outros processos, tendo em vista a eventual 
continuidade de ilícito ou a prática de diversas ilicitudes, observado o seguinte:
a) no caso de continuidade de ilícito, o juiz promoverá a maior sanção aplicada, aumentada 
de 1/3, ou a soma das penas, o que for mais benéfico ao réu;
b) no caso de prática de novos atos ilícitos pelo mesmo sujeito, o juiz somará as sanções.
Agora, uma informação extremamente importante e que certamente será objeto de inúme-
ras questões de concursos: as sanções de suspensão de direitos políticos e de proibição de 
contratar ou de receber incentivos fiscais ou creditícios do poder público observarão o limite 
máximo de 20 anos.
Um ponto importante refere-se à questão das custas processuais e demais despesas de 
terceiros no âmbito da ação de improbidade.
Art. 23-B. Nas ações e nos acordos regidos por esta Lei, não haverá adiantamento de custas, de 
preparo, de emolumentos, de honorários periciais e de quaisquer outras despesas.
§ 1º No caso de procedência da ação, as custas e as demais despesas processuais serão pagas 
ao final.
§ 2º Haverá condenação em honorários sucumbenciais em caso de improcedência da ação de 
improbidade se comprovada má-fé.
Inicialmente, é possível afirmar que não haverá adiantamento de custas, de preparo, de 
emolumentos, de honorários periciais e de quaisquer outras despesas. Posteriormente, em 
caso de procedência da ação, as custas e as demais despesas processuais serão pagas ao final.
Especificamente em relação aos honorários sucumbenciais, haverá condenação em caso 
de improcedência da ação de improbidade se comprovada má-fé.
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10.1.1. Acordo de Não Persecução Civil
O Ministério Público poderá, conforme as circunstâncias do caso concreto, celebrar acor-
do de não persecução civil, desde que dele advenham, ao menos, os seguintes resultados:
a) o integral ressarcimento do dano;
b) a reversão à pessoa jurídica lesada da vantagem indevida obtida, ainda que oriunda de 
agentes privados;No entanto, para que a celebração do acordo de persecução civil seja possível, alguns 
requisitos devem, cumulativamente, ser atendidos, sendo eles:
a) a oitiva do ente federativo lesado, em momento anterior ou posterior à propositu-
ra da ação;
b) a aprovação, no prazo de até 60 dias, pelo órgão do Ministério Público competente para 
apreciar as promoções de arquivamento de inquéritos civis, se anterior ao ajuizamento da ação;
c) a homologação judicial, independentemente de o acordo ocorrer antes ou depois do 
ajuizamento da ação de improbidade administrativa.
Em qualquer caso, a celebração do acordo de persecução civil considerará a personali-
dade do agente, a natureza, as circunstâncias, a gravidade e a repercussão social do ato de 
improbidade, bem como as vantagens, para o interesse público, da rápida solução do caso.
Neste sentido, para os fins de apuração do valor do dano a ser ressarcido, deverá ser 
realizada a oitiva do Tribunal de Contas competente, que se manifestará, com indicação dos 
parâmetros utilizados, no prazo de 90 dias.
Um ponto importante é que o acordo de não persecução civil poderá ser celebrado no curso 
da investigação de apuração do ilícito, no curso da ação de improbidade ou no momento da 
execução da sentença condenatória.
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As negociações para a celebração do acordo ocorrerão entre o Ministério Público, de um 
lado, e, de outro, o investigado ou demandado e o seu defensor.
Por fim, ressalta-se que o acordo poderá contemplar a adoção de mecanismos e proce-
dimentos internos de integridade, de auditoria e de incentivo à denúncia de irregularidades 
e a aplicação efetiva de códigos de ética e de conduta no âmbito da pessoa jurídica, se 
for o caso, bem como de outras medidas em favor do interesse público e de boas práticas 
administrativas.
Professor, e o que acontece em caso de descumprimento do acordo de não persecução 
cível anteriormente celebrado?
Em caso de descumprimento do acordo, o investigado ou o demandado ficará impedido 
de celebrar novo acordo pelo prazo de 5 anos, contado do conhecimento pelo Ministério 
Público do efetivo descumprimento.
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Ética e Improbidade Administrativa
LegIsLAção
Diogo Surdi
11. prescrição
Tal como ocorre com as demais penalidades aplicáveis no âmbito do Direito Administra-
tivo, as sanções previstas como consequência pela prática de improbidade administrativa 
apenas podem ser propostas até um determinado período de tempo, após o qual ocorrerá a 
prescrição e a impossibilidade da penalização ao agente público ou ao terceiro beneficiado.
Tal lapso temporal, no âmbito da Lei 8.429/1992, está previsto no artigo 23, que assim dispõe:
Art. 23. A ação para a aplicação das sanções previstas nesta Lei prescreve em 8 (oito) anos, con-
tados a partir da ocorrência do fato ou, no caso de infrações permanentes, do dia em que cessou 
a permanência.
EXEMPLO
Afonso foi eleito vereador de um pequeno município. Caso ele venha a cometer, no curso do seu 
mandato, algum ato que configure improbidade administrativa, poderá o Poder Público propor 
as medidas necessárias à responsabilização de Afonso no prazo de 8 anos, que serão contados 
a partir da ocorrência do fato.
Contudo, é importante destacar que a contagem do prazo prescricional está sujeita a uma 
série de peculiaridades, conforme passa-se a expor:
a) A instauração de inquérito civil ou de processo administrativo para apuração dos ilícitos 
suspende o curso do prazo prescricional por, no máximo, 180 dias corridos, recomeçando a 
correr após a sua conclusão ou, caso não concluído o processo, esgotado o prazo de suspensão.
b) O inquérito civil para apuração do ato de improbidade será concluído no prazo de 365 
dias corridos, prorrogável uma única vez por igual período, mediante ato fundamentado 
submetido à revisão da instância competente do órgão ministerial, conforme dispuser a res-
pectiva lei orgânica. Encerrado o prazo mencionado, a ação deverá ser proposta no prazo de 
30 dias, se não for caso de arquivamento do inquérito civil.
c) O prazo prescricional será interrompido nas seguintes hipóteses:
• Pelo ajuizamento da ação de improbidade administrativa;
• Pela publicação da sentença condenatória;
• Pela publicação de decisão ou acórdão de Tribunal de Justiça ou Tribunal Regional Fe-
deral que confirma sentença condenatória ou que reforma sentença de improcedência;
• Pela publicação de decisão ou acórdão do Superior Tribunal de Justiça que confirma 
acórdão condenatório ou que reforma acórdão de improcedência;
• Pela publicação de decisão ou acórdão do Supremo Tribunal Federal que confirma acór-
dão condenatório ou que reforma acórdão de improcedência.
d) Interrompida a prescrição, o prazo recomeça a correr do dia da interrupção, pela me-
tade do prazo inicialmente previsto.
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Ética e Improbidade Administrativa
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e) A suspensão e a interrupção da prescrição produzem efeitos relativamente a todos os 
que concorreram para a prática do ato de improbidade.
f) Nos atos de improbidade conexos que sejam objeto do mesmo processo, a suspensão 
e a interrupção relativas a qualquer deles estendem-se aos demais.
g) O juiz ou o tribunal, depois de ouvido o Ministério Público, deverá, de ofício ou a requeri-
mento da parte interessada, reconhecer a prescrição intercorrente da pretensão sancionadora 
e decretá-la de imediato, caso, entre os marcos interruptivos, transcorra o respectivo prazo 
prescricional.
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Ética e Improbidade Administrativa
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ResUMo
O princípio constitucional da moralidade compreende os subprincípios da probidade, 
decoro e boa-fé. Violar a moralidade ou qualquer um dos seus subprincípios implica na anu-
lação do respectivo ato administrativo.
Estabelece a Constituição Federal, em seu artigo 37, § 4º, que os atos de improbidade 
administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a 
indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em 
lei, sem prejuízo da ação penal cabível.
Um ponto que merece atenção é que a suspensão ocorre apenas em relação aos direitos 
políticos. No caso da função pública, o que teremos é a respectiva perda. Dito de outra forma, 
a suspensão dos direitos políticos ocorrerá por um período determinado de tempo, ao passo 
que a perda da função pública é medida definitiva para o respectivo agente estatal.
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O dispositivo constitucional trata-se de uma norma de eficácia limitada, carecendo de 
regulamentação para a produção de efeitos jurídicos. Com a edição da Lei 8.429, ocorrida 
em 1992, passamos a contar com a possibilidade de responsabilização pela prática de atos 
de improbidade administrativa.
Atualmente, apenas serão considerados como atos de improbidade administrativa aqueles 
que contiverem o elemento doloso (vontade do agente) no momento da sua prática.
De acordo com a norma legal, considera-se dolo a vontade livre e consciente de alcançar o 
resultado ilícito tipificado em cada uma das espécies de atos de improbidade administrativa, 
não bastando, para a configuração, a voluntariedade do agente.
Consequentemente, o mero exercício da função ou desempenho de competências públi-
cas, sem comprovação de ato doloso com fim ilícito, afasta a responsabilidade por ato de 
improbidade administrativa.
Um ponto a ser destacado é o que estabelece que o mero exercício da função ou desem-
penho de competências públicas, sem comprovação de ato doloso com fim ilícito, afasta a 
responsabilidade por ato de improbidade administrativa.
Não configura improbidade a ação ou omissão decorrente de divergência interpretativa da 
lei, baseada em jurisprudência, ainda que não pacificada, mesmo que não venha a ser posterior-
mente prevalecente nas decisões dos órgãos de controle ou dos tribunais do Poder Judiciário.
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As regras relacionadas com os sujeitos ativos podem ser mais bem visualizadas por meio 
do seguinte quadro sinótico:
É considerado Agente Público
O agente político, o servidor público e todo aquele que exerce, ainda 
que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, 
designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura 
ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função
Em relação aos recursos de 
origem pública
Ficam sujeitos às disposições da Lei de Improbidade o particular, 
pessoa física ou jurídica, que celebrar com a administração pública 
convênio, contrato de repasse, contrato de gestão, termo de 
parceria, termo de cooperação ou ajuste administrativo equivalente
As regras da Le i da 
Improbidade também são 
aplicadas, no que couber
Àquele que, mesmo não sendo agente público, induza ou concorra 
dolosamente para a prática do ato de improbidade
Os sócios, os cotistas, os 
diretores e os colaboradores 
de pessoa jurídica de direito 
privado
Regra geral: não respondem pelos atos de improbidade administrativa 
que venha a ser imputado à pessoa jurídica.
Exceção: a responsabilização ocorrerá quando, comprovadamente, 
houver participação e benefícios diretos. Neste caso, a 
responsabilidade estará limitada aos limites da sua participação.
Caso o ato de improbidade 
administrativa seja também 
sancionado como ato 
lesivo à administração 
pública de acordo com a Lei 
Anticorrupção
As sanções estabelecidas na Lei de Improbidade Administrativa 
não se aplicarão à pessoa jurídica.
Os sujeitos passivos, de maneira contrária, são as pessoas jurídicas que são lesadas pela 
prática de improbidade administrativa, passando a figurar, quando da respectiva ação, no polo 
ativo da respectiva demanda.
É possível chegar à conclusão de que os sujeitos passivos da improbidade administrativa 
são os seguintes:
a) Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário de cada um dos entes federativos.
b) Administração Direta e Indireta da União, dos Estados, dos Municípios e do Distri-
to Federal.
c) Entidades privadas que recebam subvenção, benefício ou incentivo, fiscal ou creditício, 
de entes públicos ou governamentais.
d) Entidades privadas para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra 
no seu patrimônio ou receita atual. Neste caso, temos a peculiaridade de que o ressarcimento 
de prejuízos estará limitado à repercussão do ilícito sobre a contribuição dos cofres públicos.
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A Lei 8.429/1992 apresenta, a depender da conduta do agente público ou de terceiros 
relacionados, três espécies de atos de improbidade administrativa, sendo elas:
a) atos que importam em enriquecimento ilícito;
b) atos que causam prejuízo ao erário;
c) atos que atentam contra os princípios da administração pública;
A depender da configuração em cada uma das espécies, diversas sanções de natureza 
administrativa, cível e política são aplicadas aos responsáveis.
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Uma das novidades legislativas foi a previsão da responsabilidade decorrente da suces-
são, também, para as pessoas jurídicas. Esta situação ocorrerá nas hipóteses de alteração 
contratual, de transformação, de incorporação, de fusão ou de cisão societária.
Especificamente nas hipóteses de fusão e de incorporação, a responsabilidade da suces-
sora, como regra geral, será restrita à obrigação de reparação integral do dano causado, até 
o limite do patrimônio transferido, não lhe sendo aplicáveis as demais sanções decorrentes 
de atos e de fatos ocorridos antes da data da fusão ou da incorporação. Caso, contudo, seja 
devidamente comprovado que houve simulação ou evidente intuito de fraude, a sucessora 
será responsável pelos atos respectivos, ainda que praticados antes da sucessão.
Como regra geral, o pedido de indisponibilidade apenas será deferido mediante a de-
monstração no caso concreto de perigo de dano irreparável ou de risco ao resultado útil do 
processo, desde que o juiz se convença da probabilidade da ocorrência dos atos descritos 
na petição inicial com fundamento nos respectivos elementos de instrução, após a oitiva do 
réu em 5 dias.
Entretanto, a indisponibilidade de bens poderá ser decretada sem a oitiva prévia do réu, 
medida que ocorrerá sempre que o contraditório prévio puder comprovadamente frustrar a 
efetividade da medida ou houver outras circunstâncias que recomendem a proteção liminar, 
não podendo a urgência ser presumida.
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A indisponibilidade de bens de terceiro dependerá da demonstraçãoda sua efetiva concor-
rência para os atos ilícitos apurados ou, quando se tratar de pessoa jurídica, da instauração 
de incidente de desconsideração da personalidade jurídica, a ser processado na forma da 
lei processual.
Duas são as vedações relacionadas com a indisponibilidade dos bens que devem ser 
memorizadas, a saber:
a) É vedada a decretação de indisponibilidade da quantia de até 40 salários mínimos depo-
sitados em caderneta de poupança, em outras aplicações financeiras ou em conta corrente.
b) É vedada a decretação de indisponibilidade do bem de família do réu, salvo se com-
provado que o imóvel seja fruto de vantagem patrimonial indevida.
Para cada uma das condutas que dão ensejo às três diferentes espécies de improbidade 
administrativa, a Lei 8.429/1992 apresenta uma série de sanções de natureza administrativa, 
civil e política.
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Tais sanções estão hierarquizadas de acordo com a gravidade da conduta, de forma que 
as ações que ensejam enriquecimento ilícito possuem como consequência as sanções mais 
graves, as que ensejam lesão ao patrimônio público possuem sanções intermediárias e as 
que atentam contra os princípios da administração pública, por sua vez, possuem as sanções 
de menor gravidade.
Enriquecimento Ilícito Prejuízo ao Erário
Violação aos Princípios 
da Administração 
Pública
Perda dos bens ou valores 
acrescidos ilicitamente ao 
patrimônio
Perda dos bens ou valores 
acrescidos ilicitamente ao 
patrimônio, se concorrer esta 
circunstância
Perda da função pública Perda da função pública
Suspensão dos direitos políticos 
até 14 anos
Suspensão dos direitos políticos 
até 12 anos
Pagamento de multa civil 
equivalente ao valor do 
acréscimo patrimonial
Pagamento de multa civil 
equivalente ao valor do dano
Pagamento de multa civil 
de até 24 vezes o valor da 
remuneração percebida pelo 
agente
Proibição de contratar com o 
poder público ou de receber 
benefícios ou incentivos 
fiscais ou creditícios, direta ou 
indiretamente, ainda que por 
intermédio de pessoa jurídica 
da qual seja sócio majoritário, 
pelo prazo não superior a 
14 anos
Proibição de contratar com o 
poder público ou de receber 
benefícios ou incentivos 
fiscais ou creditícios, direta ou 
indiretamente, ainda que por 
intermédio de pessoa jurídica 
da qual seja sócio majoritário, 
pelo prazo não superior a 
12 anos
Proibição de contratar com o 
poder público ou de receber 
benefícios ou incentivos 
fiscais ou creditícios, direta ou 
indiretamente, ainda que por 
intermédio de pessoa jurídica 
da qual seja sócio majoritário, 
pelo prazo não superior a 
4 anos
A aplicação das sanções decorrentes dos atos de improbidade administrativa independe, 
como regra geral, da efetiva ocorrência de dano ao patrimônio público. A exceção fica por 
conta da pena de ressarcimento e dos atos de improbidade classificados como “lesão ao erá-
rio”, que, em sentido oposto, dependem da efetiva ocorrência de dano ao patrimônio público.
A aplicação das penalidades também independe da aprovação ou rejeição das contas 
pelo órgão de controle interno ou pelo Tribunal ou Conselho de Contas.
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Caso alguém representar contra agente público ou terceiro, e já souber, de antemão, que 
tais pessoas são inocentes, incorrerá em crime, devendo responder com a pena de detenção, 
de 6 a 10 meses, e multa. Além disso, será obrigado a indenizar o denunciado pelos danos 
materiais, morais e à imagem.
Atualmente, o Ministério possui a legitimidade exclusiva para propor a ação judicial de 
improbidade administrativa.
No entanto, para apurar qualquer ilícito previsto, o Ministério Público, de ofício, a requeri-
mento de autoridade administrativa ou mediante representação formulada, poderá instaurar 
inquérito civil ou procedimento investigativo assemelhado e requisitar a instauração de inqué-
rito policial. Na apuração dos ilícitos previstos, será garantido ao investigado a oportunidade 
de manifestação por escrito e de juntada de documentos que comprovem suas alegações e 
auxiliem na elucidação dos fatos.
Uma série de regras processuais não são adotadas no fluxo na ação de improbidade 
administrativa, sendo elas:
a) a presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor em caso de revelia;
b) a imposição de ônus da prova ao réu;
c) o ajuizamento de mais de uma ação de improbidade administrativa pelo mesmo fato, 
competindo ao Conselho Nacional do Ministério Público dirimir conflitos de atribuições entre 
membros de Ministérios Públicos distintos;
d) o reexame obrigatório da sentença de improcedência ou de extinção sem resolução 
de mérito;
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A ação por improbidade administrativa apresenta as seguintes características:
a) é repressiva;
b) possui caráter sancionatório;
c) é destinada à aplicação de sanções de caráter pessoal;
d) não constitui ação civil;
e) é vedado o seu ajuizamento para o controle de legalidade de políticas públicas e para 
a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos, 
coletivos e individuais homogêneos.
As sanções de suspensão de direitos políticos e de proibição de contratar ou de receber 
incentivos fiscais ou creditícios do poder público observarão o limite máximo de 20 anos.
A ação para a aplicação das sanções previstas na lei de improbidade administrativa 
prescreve em 8 anos, contados a partir da ocorrência do fato ou, no caso de infrações per-
manentes, do dia em que cessou a permanência.
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QUesTÕes De CoNCURso
001. (VUNESP/NER (TJ SP)/TJ SP/PROVIMENTO/2022) O advento da Lei Federal no 14.230, 
de 25 de outubro de 2021, alterou significativamente o sistema de responsabilização por 
atos de improbidade administrativa no ordenamento jurídico pátrio. Acerca do seu conteúdo, 
assinale a alternativa correta.
a) A comprovação do dolo, nos termos da lei, poderá ser presumida face ao resultado prático 
relativo à perda patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens ou 
haveres das entidades descritas no art. 1º da Lei.
b) A indisponibilidade de bens jamais poderá ser decretada sem a formação do contraditório, 
em virtude da incidência dos princípios do direito administrativo sancionador.
c) Os efeitos da Lei de Improbidade Administrativa não alcançam as entidades privadas, mesmo 
se estas, em suaconstituição, tenham sido custeadas pelo erário.
d) A nomeação ou indicação política por parte de agente competente não configura ato de 
improbidade administrativa a menos que se comprove o dolo com finalidade ilícita por parte 
do agente.
002. (VUNESP/TEC LEG (ALESP)/ALESP/AUDIO PAINEL/2022) Jerônimo, agente público 
estadual, recebeu dinheiro de Eufrânio para fazer declaração falsa sobre dados técnicos de 
obra pública, objeto do contrato administrativo firmado entre a Empresa ABC, da qual Eufrânio 
é cotista, e o Estado “X”. Jonas, superior hierárquico de Jerônimo, toma conhecimento do 
fato, mas este último falece antes da adoção de qualquer medida. Considerando a situação 
hipotética, assinale a alternativa correta, à luz da Lei de Improbidade Administrativa (Lei Fe-
deral n. 8.429/92).
a) Eufrânio não se submeterá às cominações da Lei de Improbidade Administrativa caso tenha 
sofrido sanções penais comuns e de responsabilidade, civis e administrativas, previstas na 
legislação específica.
b) Jonas, a autoridade que conheceu dos fatos, tem o dever de representar ao Ministério Público 
competente, para as providências necessárias.
c) Eufrânio não se submete às consequências jurídicas da Lei de Improbidade porque não inte-
gra o rol de agentes públicos, embora possa ser punido por outros meios legalmente previstos.
d) Jerônimo praticou ato de improbidade administrativa que causou prejuízo ao erário, razão 
pela qual seus herdeiros estão sujeitos à obrigação de reparar integralmente o dano.
e) Embora Jerônimo tenha praticado ato de improbidade administrativa, importando em enri-
quecimento ilícito, a obrigação de reparar os danos não se transmite aos herdeiros.
003. (VUNESP/ANA LEG (ALESP)/ALESP/”SEM ÁREA”/2022) Para os fins da Lei de Impro-
bidade Administrativa (Lei Federal n. 8.429/1992), é considerado agente público e, portanto, 
pode responder pessoalmente pela prática de atos de improbidade administrativa:
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a) advogado contratado por concessionária de serviço público para defesa em ações movidas 
por usuários do serviço.
b) Guarda Civil Municipal.
c) colaborador de associação sem fins econômicos que não celebra parceria com a Adminis-
tração Pública.
d) prestador de serviço de empresa contratada pela Administração Pública para entrega ime-
diata de material de escritório.
e) herdeiro de fundação instituída pelo poder público.
004. (VUNESP/ANA LEG (ALESP)/ALESP/ADMINISTRADOR DE BANCO DE DADOS/2022) 
A Lei de Improbidade Administrativa foi um importante marco para a transparência e melhoria 
da governança na Administração Pública Brasileira. Recentemente, porém, o texto original 
vinha sofrendo críticas em relação à sua forma de aplicação, sob a premissa de que haveria 
excesso de rigor em relação a condutas não dolosas de administradores públicos, resultando 
na baixa atratividade da função pública entre profissionais capacitados. Nesse contexto, é 
correto afirmar com base na Lei n. 8.429/1992 que
a) não se sujeita às sanções previstas nesta Lei o particular, pessoa física ou jurídica, que cele-
bra com a administração pública convênio, contrato de repasse, contrato de gestão, termo de 
parceria, termo de cooperação ou ajuste administrativo equivalente.
b) os atos de improbidade violam a probidade na organização do Estado e no exercício de suas 
funções e a integridade do patrimônio público e social dos Poderes Executivo, Legislativo e 
Judiciário, bem como da administração direta e indireta, no âmbito da União, dos Estados, dos 
Municípios e do Distrito Federal.
c) configura improbidade a ação ou omissão decorrente de divergência interpretativa da lei, ba-
seada em jurisprudência ainda não pacificada que não venha a ser posteriormente prevalecente 
nas decisões dos órgãos de controle ou dos tribunais do Poder Judiciário.
d) os sócios, os cotistas, os diretores e os colaboradores de pessoa jurídica de direito privado 
respondem pelo ato de improbidade que venha a ser imputado à pessoa jurídica.
e) o sucessor ou o herdeiro daquele que causar dano ao erário ou que se enriquecer ilicitamente 
estão sujeitos à obrigação de repará-lo integralmente independentemente do valor da herança 
ou do patrimônio transferido.
005. (VUNESP/ADM (DOCAS PB)/DOCAS PB/2022) Jobson é sócio da empresa Patison, 
pessoa jurídica de direito privado, sendo que esta teria cometido ato de improbidade adminis-
trativa previsto na Lei de Improbidade Administrativa (Lei no 8.429/1992 e suas alterações), 
mas que também seria sancionado como ato lesivo à administração pública de que trata a 
Lei no 12.846/2013. Nessa situação hipotética, é correto afirmar que Jobson
a) não responde pelo ato de improbidade que venha a ser imputado à Patison, salvo se, com-
provadamente, houver participação e benefícios diretos, caso em que responderá nos limites 
da sua participação.
b) responde pelo ato de improbidade que venha a ser imputado à Patison, como sócio da em-
presa, ainda que não tenha participado e nem obtido benefício direto.
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c) não responde pelo ato de improbidade cometido pela empresa de que é sócio, uma vez que 
a respectiva responsabilidade, no caso, se limita ao diretor da pessoa jurídica.
d) responde em conjunto com a Patison, bem como os diretores da empresa, independentemente 
de sua participação ou da obtenção de benefícios diretos, todos incidindo nas penas previstas 
na Lei de Improbidade administrativa.
e) responde pelos atos imputados à Patison, independentemente de sua participação ou da 
obtenção de benefícios diretos, mas a Lei de Improbidade Administrativa, no caso, não se aplica 
à empresa.
006. (VUNESP/ESC (TJ SP)/TJ SP/”CAPITAL E INTERIOR”/2021) Perseu cometeu ato de 
improbidade que causou lesão ao patrimônio público e lhe propiciou enriquecimento ilícito. 
Narciso, que é a autoridade responsável para a apuração da referida conduta, com funda-
mento na Lei no 8.429/92, procedeu à abertura do inquérito cabível no caso. Nessa situação 
hipotética, caberá a Narciso representar
a) ao Juiz Cível, para a aplicação de multa civil a Perseu.
b) ao Juiz Criminal, para as devidas sanções penais a Perseu.
c) à Autoridade Policial, para a investigação da conduta de Perseu.
d) à Justiça Eleitoral, para a suspensão dos direitos políticos de Perseu.
e) ao Ministério Público, para a indisponibilidade dos bens de Perseu.
007. (VUNESP/ESC (TJ SP)/TJ SP/”CAPITAL E INTERIOR”/2021) Segundo o que estabe-
lece a Lei n. 8.429/92, na hipótese de funcionário público que cometeu ato de improbidade 
administrativo, ensejando seu enriquecimento ilícito pessoal, devidamente comprovado pelo 
competente processo administrativo, mas que veio a falecer antes de ressarcir os cofres 
públicos, é correto afirmar que o seu sucessor
a) será obrigado a reparar os danos integralmente, independentemente do seu valor.
b) poderá vir a ser condenado a pagar pelos danos, se o falecido não possuía bens.
c) não poderá ser responsabilizado, pois a pena não pode passar da pessoa do condenado.
d) ficará sujeito às cominações da Lei até o limite do valor da herança.
e) ficará sujeito às cominações da Lei até o limite do valor do dano causado.
008. (VUNESP/TEC LEG (CMSJC)/CMsempre, a não ser o mesmo.
Importante mencionar que os valores são intimamente relacionados e influenciados pela 
cultura de cada pessoa. Assim, a depender de aspectos relacionados com a criação, com 
a base cultural, com a família e com os diversos grupos conhecidos ao longo da vida, cada 
pessoa forma uma espécie de “conjunto de valores” a ser seguido em sua vida.
Já as virtudes estão relacionadas com a capacidade do indivíduo, diante de duas alter-
nativas, optar por aquela que é considerada a mais correta e justa. Logo, a virtude pode ser 
definida como a propensão que as pessoas possuem para, com base nos valores, tomar 
decisões que sejam consideradas corretas e honestas.
De acordo com Aristóteles, as virtudes podem ser classificadas em intelectuais e morais.
As virtudes intelectuais estão relacionadas com o ensino e o aprendizado ao longo do 
tempo. Logo, uma pessoa que sempre frequentou a escola, de acordo com o autor, tende a 
tomar decisões que estejam mais de acordo com as virtudes intelectuais do que uma pessoa, 
por exemplo, analfabeta.
As virtudes morais, por sua vez, são adquirida ao longo dos anos com a força do hábito, 
não dependendo, ao contrário do que ocorre com as virtudes intelectuais, de estudo ou co-
nhecimento prévio.
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Ética e Improbidade Administrativa
LegIsLAção
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De acordo com a teoria do autor, até mesmo uma pessoa analfabeta pode vir a desem-
penhar de uma melhor forma a virtude moral, algo que não ocorre, praticamente, com as 
virtudes intelectuais.
Outro conceito que merece ser destacado é o de cidadania. Se ao estudarmos a ética 
vemos, basicamente, uma relação individual do ser com as suas percepções e com o seu 
comportamento moral perante a sociedade, a cidadania representa a relação do indivíduo 
com o Estado.
Inicialmente, é preciso saber que a cidadania constitui um dos fundamentos da República 
Federativa do Brasil, conforme observa-se da análise do artigo 1º, de seguinte teor:
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios 
e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:
II – a cidadania;
Ao incluir a cidadania como um dos fundamentos da República, a ideia do legislador 
constituinte foi a de incentivar uma maior participação popular nas decisões políticas do país.
Neste contexto, a definição de cidadão alcança todos aqueles que estejam em condições 
de exercer o direito de votar. É por meio do voto, realizado em eleições diretas e periódicas, 
que o corpo de eleitores escolhe os representantes populares, que serão, por um período de 
tempo, os responsáveis pela proposição das medidas necessárias ao bem estar da coletividade.
Assim, o fundamento da cidadania está intimamente ligado à democracia, na medida em 
que confere aos eleitores (cidadãos) a possibilidade de participação em diversas ações e 
procedimentos ligados às decisões fundamentais do Estado.
Logo, é correto afirmar que o termo cidadão está associado aos direitos políticos, mais 
precisamente aos direitos políticos ativos. Vamos revisar estes conceitos?
Os direitos políticos podem ser divididos em ativos e passivos.
Os direitos políticos ativos nada mais são do que a possibilidade do eleitor alistar-se e 
votar no candidato de sua escolha. Tais direitos são exercidos por meio da capacidade elei-
toral ativa.
Os direitos políticos passivos, ao contrário, podem ser conceituados como a possibilidade 
dos cidadãos candidatarem-se e serem eleitos para os diversos cargos eletivos. Tais direitos 
são exercidos por meio da capacidade eleitoral passiva.
A Constituição Federal estabelece, em seu artigo 14, a seguinte redação:
Art. 14, A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com 
valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante:
I – plebiscito;
II – referendo;
III – iniciativa popular.
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Ética e Improbidade Administrativa
LegIsLAção
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Obs.: � Enquanto no plebiscito a população é consultada previamente à edição do ato legisla-
tivo ou administrativo, no referendo, em sentido oposto, o povo é consultado quando 
a lei ou o ato administrativo já foram editados.
Em todas estas hipóteses, estamos diante dos direitos políticos ativos (capacidade eleitoral 
ativa), que pode ser exercida diretamente (através de plebiscito, referendo e iniciativa popular) 
ou indiretamente (através da escolha dos representantes por meio do voto direto e secreto).
Como decorrência da cidadania, os indivíduos podem dar início a projetos de lei (desde 
que atendam aos demais requisitos exigidos) ou até mesmo propor ação popular.
Acerca da ação popular, o fundamento balizador é, novamente, o texto da Constituição 
Federal, de seguinte teor:
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos 
brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à 
igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
LXXIII – qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao 
patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio 
ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de 
custas judiciais e do ônus da sucumbência;
De acordo com a professora Maria Sylvia Zanella Di Pietro, temos o seguinte conceito 
para a ação popular:
Ação civil pela qual qualquer cidadão pode pleitear a invalidação de atos praticados pelo poder 
público ou entidades de que participe, lesivos ao patrimônio público, ao meio ambiente, à morali-
dade administrativa ou ao patrimônio histórico e cultural, bem como a condenação por perdas e 
danos dos responsáveis pela lesão.
Nota-se, com base nos conceitos expostos, que não são todas as pessoas que possuem 
legitimidade para interpor ação popular, mas sim apenas os cidadãos, conceito este restrito 
às pessoas que estejam no gozo de seus direitos políticos. Em outras palavras, a ação popular 
apenas pode ser proposta pelas pessoas que possuem a prerrogativa de votar.
Questão interessante refere-se à possibilidade da proposição de ação popular por parte 
das pessoas jurídicas e dos estrangeiros.
Com relação às pessoas jurídicas, o entendimento exposto pelos tribunais superiores é 
no sentido da impossibilidade da interposição, uma vez que o requisito fundamental para tal 
tipo de ação é, como acabamos de ver, estar em dia com os direitos eleitorais, possibilitando 
assim o exercício do voto nas eleições.
Em consonância com tal entendimento é o posicionamento do STF, conforme inteiro teor 
da Súmula 365:
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Ética e Improbidade Administrativa
LegIsLAção
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JURISPRUDÊNCIA
Súmula 365 – STF: Pessoa jurídica não tem legitimidade para propor ação popular.
No que se refere à possibilidadeSJC/2022) Suponha que um agente público está 
sendo processado pela prática de ato de improbidade administrativa, sob a acusação de que 
foi responsável pela realização de contratação pública que não seguiu o rito legal. Na peça 
acusatória consta a informação de que, embora houvesse divergência interpretativa de lei, 
baseada na jurisprudência, sobre a possibilidade de realização da contratação sem prévia 
licitação, o órgão acusador entendeu que o procedimento era necessário e que, portanto, a 
conduta do infrator ofende o princípio da moralidade administrativa. Tendo por base a situação 
hipotética e o disposto na Lei n. 8.429/92, é correto afirmar que
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Ética e Improbidade Administrativa
LegIsLAção
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a) a conduta em questão admite a responsabilização por ato de improbidade, caso o agente 
tenha agido com dolo ou culpa.
b) caso fique evidenciada a lesão ao patrimônio público, o mero exercício da função pública 
autoriza a responsabilização por ato de improbidade administrativa.
c) a conduta do agente não configura improbidade, pois a divergência interpretativa afasta a 
responsabilização do agente.
d) o agente público não estará sujeito à Lei de Improbidade Administrativa caso seja vinculado 
ao Poder Judiciário.
e) a demonstração da voluntariedade do agente é suficiente para a comprovação da existência 
do dolo, não sendo necessária a demonstração da intenção de praticar o fim ilícito.
009. (VUNESP/PSIJ (TJ SP)/TJ SP/2022) Nos termos do que prescreve a Lei no 8.429/92, 
qualquer ação ou omissão de forma dolosa que enseje, efetiva e comprovadamente, perda 
patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das 
entidades referidas nessa Lei, é considerado um ato de improbidade administrativa que:
a) atenta contra os princípios da Administração Pública.
b) causa aplicação indevida de benefício financeiro.
c) importa em enriquecimento ilícito.
d) causa prejuízo ao erário.
e) decorre de concessão indevida.
010. (VUNESP/ASJ (TJ SP)/TJ SP/2022) De acordo com os termos da Lei Federal no 8.429/92, 
constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração 
pública a ação ou omissão dolosa que viole os deveres de
a) honestidade, de publicidade e de eficiência.
b) legalidade, de eficiência e de moralidade.
c) legalidade, de eficiência e de continuidade.
d) honestidade, de imparcialidade e de legalidade.
e) eficácia, de publicidade e de imparcialidade.
011. (VUNESP/TPREV (PERUÍBEPREV)/PERUÍBEPREV/2022) Nos termos da Lei Federal no 
8429/92, constitui ato de Improbidade Administrativa que causa prejuízo ao erário:
a) revelar fato ou circunstância de que tem ciência em razão das atribuições e que deva per-
manecer em segredo.
b) revelar ou permitir que chegue ao conhecimento de terceiro, antes da respectiva divulgação 
oficial, teor de medida política ou econômica capaz de afetar o preço de mercadoria, bem 
ou serviço.
c) perceber vantagem econômica para intermediar a liberação ou aplicação de verba pública 
de qualquer natureza.
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d) perceber vantagem econômica, direta ou indireta, para facilitar a alienação, permuta ou lo-
cação de bem público ou o fornecimento de serviço por ente estatal por preço inferior ao valor 
de mercado.
e) frustrar a licitude de processo licitatório ou de processo seletivo para celebração de parcerias 
com entidades sem fins lucrativos, ou dispensá-los indevidamente.
012. (VUNESP/TEC LEG (CMSJC)/CM SJC/2022) Na hipótese de prática de ato de impro-
bidade administrativa que causa lesão ao erário, o agente público estará sujeito à aplicação 
de pena de suspensão dos direitos políticos por até
a) 4 (quatro) anos.
b) 6 (seis) anos.
c) 8 (oito) anos.
d) 12 (doze) anos.
e) 14 (quatorze) anos.
013. (VUNESP/DEL POL (PC SP)/PC SP/2022) Com base na Lei de Improbidade Adminis-
trativa, assinale a alternativa correta.
a) A sanção da perda da função pública em decorrência da prática de ato de improbidade admi-
nistrativa que cause lesão ao erário somente atinge o vínculo de mesma qualidade e natureza 
que o agente público detinha com o poder público na época do cometimento da infração.
b) É proibido que a sanção pela prática de improbidade administrativa limite-se à aplicação da 
pena de multa, independentemente do ressarcimento do dano e da perda dos valores obtidos, 
quando for o caso.
c) As sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa poderão ser executadas após 
decisão de segunda instância, que tenha apreciado o mérito da ação.
d) A indisponibilidade de bens será realizada levando em consideração a estimativa de dano 
prevista na petição inicial, sendo vedada a substituição da penhora em dinheiro por fiança ban-
cária ou seguro-garantia judicial.
e) Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário a conduta dolosa ou 
culposa que enseje perda patrimonial de entidade administrativa.
014. (VUNESP/PROM JUS (MPE RJ)/MPE RJ/2022) O Prefeito da cidade X estava sendo 
investigado pelo Ministério Público por supostamente ter permitido a aquisição de imóvel 
pelo Município na data de 01.01.2022, mediante compra, por valores superiores ao preço de 
mercado. O membro do Ministério Público, antes da propositura da ação judicial, propôs ao 
Prefeito a celebração de um acordo de não persecução cível. Sobre o caso hipotético, pode-se 
corretamente afirmar que
a) se descumprido o acordo de não persecução cível, o prefeito ficará impedido de celebrar 
novo acordo pelo prazo de 5 (cinco) anos, contados do conhecimento pelo Ministério Público 
do efetivo descumprimento.
b) o acordo proposto pelo Ministério Público deverá resultar em ressarcimento de, no mínimo, 
80% do dano causado ao erário.
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c) o valor do dano a ser ressarcido no acordo de não persecução cível deverá ser apurado por 
estimativa feita pelo Ministério Público, sendo facultativa a oitiva do Tribunal de Contas.
d) o acordo de não persecução cível não depende de homologação judicial.
e) somente poderia ser celebrado o acordo de não persecução cível após o ajuizamento da ação 
de improbidade, porém antes do início da execução da sentença condenatória
015. (VUNESP/PROC (ALESP)/ALESP/2022) No que tange à ação de improbidade, é correto 
afirmar que
a) da decisão que deferir ou indeferir a medida relativa à indisponibilidade de bens caberá agravo 
de instrumento.
b) da decisão que converter a ação de improbidade em ação civil pública caberá apelação.
c) a indisponibilidade de bens não poderá ser decretada sem a oitiva prévia do réu.
d) é vedada a decretação de indisponibilidade da quantia até 10 (dez) salários mínimos depo-
sitados em caderneta de poupança, em outras aplicações financeiras ou em conta corrente.
e) após a réplica do Ministério Público, o juiz proferirá decisão na qualindicará com precisão 
a tipificação do ato de improbidade administrativa imputável ao réu, sendo, neste momento, 
possível modificar o fato principal e a capitulação legal apresentada pelo autor.
016. (FGV/AFFC (CGU)/CGU/CORREIÇÃO E COMBATE À CORRUPÇÃO/2022) Em janeiro 
de 2022, José, servidor público federal, no exercício de sua competência e de forma compro-
vadamente culposa, praticou ato que causou prejuízo ao erário, na medida em que realizou 
operação financeira sem observância das normas legais e regulamentares.
Consoante dispõe a Lei de Improbidade Administrativa (Lei n. 8.429/1992, com as alterações 
introduzidas pela Lei n. 14.230/2021), José:
a) praticou ato de improbidade administrativa, por expressa previsão legal, visto que ocorreu 
efetivo dano ao erário, que deve ser objeto de ressarcimento, assim como devem ser aplicadas 
as demais sanções previstas no Art. 12 daquela lei;
b) não praticou ato de improbidade administrativa, pois, apesar de ter causado prejuízo ao erário, 
não restou provado, de forma cumulativa, enriquecimento ilícito ou violação dos princípios da 
administração pública por parte de José, ainda que de forma culposa;
c) não praticou ato de improbidade administrativa, por falta de tipicidade prevista nos Arts. 9º, 
10 e 11 da citada lei, sendo irrelevante o fato de sua conduta ter sido culposa ou dolosa, visto 
que ocorreu dano ao erário;
d) não praticou ato de improbidade administrativa, pois para tal é imprescindível que a conduta 
seja dolosa, assim entendida como aquela praticada com vontade livre e consciente de alcançar 
o resultado ilícito tipificado nos Arts. 9º, 10 e 11 da citada lei, não bastando a voluntariedade 
do agente;
e) praticou ato de improbidade administrativa, pois o mero exercício da função ou desempenho 
de competências públicas que causar dano ao erário, independentemente de comprovação de ato 
doloso com fim ilícito, constitui ato de improbidade, pelo princípio da indisponibilidade do erário.
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017. (FGV/AFFC (CGU)/CGU/CORREIÇÃO E COMBATE À CORRUPÇÃO/2022) Em janeiro 
de 2022, João, agente público federal, no exercício da função pública, concedeu benefício 
administrativo à sociedade empresária Alfa, sem a observância das formalidades legais e 
regulamentares aplicáveis à espécie. O Ministério Público Federal instaurou inquérito civil 
para apurar eventual prática de ato de improbidade administrativa e João se manifestou no 
bojo desse procedimento investigatório alegando e provando que a concessão do benefício 
administrativo decorreu de divergência interpretativa da lei, baseada em jurisprudência.
De acordo com o texto atual da Lei de Improbidade Administrativa (Lei n. 8.429/1992, com as 
alterações introduzidas pela Lei n. 14.230/2021), é correto afirmar que:
a) foi praticado ato de improbidade administrativa ao menos culposo, mesmo diante da alegação 
e provação de que a concessão do benefício administrativo decorreu de divergência interpreta-
tiva da lei, baseada em jurisprudência;
b) foi praticado ato de improbidade administrativa pela sociedade empresária Alfa, que se 
beneficiou do ato ilícito e, na sua responsabilização, deverão ser desconsiderados os efeitos 
econômicos e sociais das sanções;
c) os sócios, os cotistas, os diretores e os colaboradores da sociedade empresária Alfa respon-
dem por ato de improbidade que venha a ser imputado à pessoa jurídica, mesmo se não tiver 
havido participação e benefícios diretos;
d) as sanções da Lei de Improbidade se aplicariam à sociedade empresária Alfa, mesmo se o 
ato de improbidade administrativa também fosse sancionado como ato lesivo à administração 
pública de que trata a Lei n. 12.846/2013;
e) não configura improbidade o ato praticado por João, porque decorrente de divergência inter-
pretativa da lei, baseada em jurisprudência, ainda que não pacificada, mesmo que não venha 
a ser posteriormente prevalecente nas decisões dos órgãos de controle ou dos tribunais do 
Poder Judiciário.
018. (FGV/INV POL (PC AM)/PC AM/4ª CLASSE/2022) Pedro, Investigador de Polícia Civil 
do Estado Alfa, de forma dolosa, permitiu e concorreu para que a pessoa jurídica privada, 
sociedade empresária Beta, que atua no ramo de vigilância patrimonial, utilizasse bens con-
sistentes em armas e munições da delegacia de polícia onde está lotado, ao arrepio da lei. 
Em troca do ato ilícito, Pedro recebia uma mesada mensal, isto é, propina de dez mil reais 
todo dia primeiro de cada mês.
No caso em tela, além de gerar a responsabilização de Pedro por ato de improbidade admi-
nistrativa, a Lei n. 8.429/92 (com as alterações da Lei n. 14.230/21) dispõe que os sócios e os 
diretores da pessoa jurídica de direito privado
a) não respondem pelo ato de improbidade que venha a ser imputado ao agente público, pois 
não se aplica a quaisquer particulares, seja pessoa física, seja pessoa jurídica, o regime jurídico 
previsto na lei de improbidade;
b) não respondem pelo ato de improbidade que venha a ser imputado ao agente público, pois 
não se aplica aos particulares pessoas físicas o regime jurídico previsto na lei de improbidade.
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c) respondem pelo ato de improbidade que venha a ser imputado ao agente público, independen-
temente de terem participação e benefícios diretos, bem como de ter ocorrido prejuízo ao erário.
d) respondem pelo ato de improbidade que venha a ser imputado à pessoa jurídica, indepen-
dentemente de terem participação e benefícios diretos, desde que seja comprovado prejuízo 
ao erário.
e) não respondem pelo ato de improbidade que venha a ser imputado à pessoa jurídica, salvo 
se, comprovadamente, houver participação e benefícios diretos, caso em que responderão nos 
limites da sua participação.
019. (FGV/INSP POL (PC RJ)/PC RJ/2022) Mário, inspetor de polícia Civil do Estado Alfa, 
está lotado na Xª Delegacia de Polícia há mais de dez anos. Com o objetivo de aumentar 
ilicitamente sua renda mensal, Mário recebia, mensalmente, vantagem econômica direta 
consistente em R$ 5.000,00, para tolerar a exploração e a prática de jogos de azar.
De acordo com a tipologia da Lei n. 8.429/1992, Mário cometeu ato de improbidade adminis-
trativa que:
a) importou enriquecimento ilícito e está sujeito, após o devido processo administrativo, a san-
ções como, por exemplo, perda da função pública, multa civil e suspensão dos direitos políticos;
b) importou enriquecimento ilícito e está sujeito, após o devido processo judicial, a sanções 
como, por exemplo, perda dos valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, perda da função 
pública e suspensão dos direitos políticos;
c) causou prejuízo ao erário e está sujeito, após o devido processo administrativo, a sanções 
como, por exemplo, perda da função pública, multa civil e suspensão dos direitos políticos pelo 
prazo de até oito anos;
d) atentou contra os princípios da Administração Pública e está sujeito, após o devido processo 
administrativo, a sanções como, por exemplo, ressarcimento ao erário, multa civil e cassação 
dos direitos políticos;
e) atentou contra os princípios da Administração Pública e está sujeito, após o devido processo 
judicial, a sanções como, por exemplo, perda da função públicae proibição de contratar com o 
poder público ou de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios pelo prazo de oito anos.
020. (FGV/AFFC (CGU)/CGU/CORREIÇÃO E COMBATE À CORRUPÇÃO/2022) Em matéria de 
enriquecimento ilícito, a Convenção Interamericana contra a Corrupção (promulgada por meio 
do Decreto n. 4.410/2002) estabelece que, sem prejuízo de sua Constituição e dos princípios 
fundamentais de seu ordenamento jurídico, os Estados Partes que ainda não o tenham feito 
adotarão as medidas necessárias para tipificar como delito em sua legislação o aumento do 
patrimônio de um funcionário público que exceda de modo significativo sua renda legítima 
durante o exercício de suas funções e que não possa justificar razoavelmente.
Nesse contexto, não obstante não tenha natureza criminal, a Lei de Improbidade Administrativa 
(Lei n. 8.429/1992, com as alterações introduzidas pela Lei n. 14.230/2021) dispõe que adquirir, 
para si ou para outrem, no exercício de mandato, de cargo, de emprego ou de função pública, e 
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em razão deles, bens de qualquer natureza, decorrentes dos atos descritos no caput do Art. 9º, 
da Lei de Improbidade, cujo valor seja desproporcional à evolução do patrimônio ou à renda do 
agente público, constitui ato de improbidade administrativa que:
a) importa enriquecimento ilícito, desde que previamente comprovada a origem espúria dos 
valores utilizados;
b) causa prejuízo ao erário, e é assegurada a demonstração pelo agente da licitude da origem 
dessa evolução;
c) importa enriquecimento ilícito, e é assegurada a demonstração pelo agente da licitude da 
origem dessa evolução;
d) causa prejuízo ao erário, e é desnecessário assegurar a demonstração pelo agente da licitude 
da origem dessa evolução;
e) atenta contra os princípios da administração pública, desde que previamente comprovada a 
origem espúria dos valores utilizados.
021. (FGV/TNS (SSP AM)/SSP AM/2022) Os policiais militares Antônio e João, do Estado 
Beta, no exercício da função e de forma dolosa, receberam vantagem econômica direta, 
consistente em propina no valor de trinta mil reais, para tolerar a prática de narcotráfico por 
determinada organização criminosa.
No caso em tela, de acordo com a Lei n. 8.429/92 (com alterações da Lei n. 14.230/21), An-
tônio e João
a) não praticaram ato de improbidade administrativa, pois não houve efetivo prejuízo ao erário 
estadual, mas respondem nas esferas disciplinar e criminal.
b) não praticaram ato de improbidade administrativa, até que sobrevenha decisão judicial tran-
sitada em julgado em processo criminal reconhecendo a prática do delito.
c) praticaram ato de improbidade administrativa que viola princípios da administração pública 
e estão sujeitos, entre outras, à sanção de cassação dos direitos políticos.
d) praticaram ato de improbidade administrativa que importa enriquecimento ilícito e estão 
sujeitos, entre outras, à sanção de suspensão dos direitos políticos até 14 (catorze) anos.
e) praticaram ato de improbidade administrativa que causa prejuízo ao erário e estão sujeitos, 
entre outras, à sanção de pagamento de multa civil de até o dobro do valor da remuneração 
percebida pelos agentes.
022. (FGV/ALUN OF (PM AM)/PM AM/2022) No mês de janeiro de 2022, o Policial Militar 
João, de forma dolosa, valendo-se de sua ascendência hierárquica sobre os Policiais Militares 
José e Joaquim, utilizou, em obra particular consistente na reforma de seu apartamento, o 
trabalho dos dois citados PM’s, durante o horário de expediente.
No caso em tela, consoante dispõe a Lei de Improbidade Administrativa (com as alterações 
introduzidas pela Lei n. 14.230/21), o Policial Militar João
a) não praticou ato de improbidade administrativa, haja vista que não houve efetivo prejuízo ou 
dano ao erário, mas deve ser responsabilizado na esfera administrativa.
b) não praticou ato de improbidade administrativa, haja vista que não houve efetivo prejuízo ou 
dano ao erário, mas deve ser responsabilizado nas esferas penal e administrativa.
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c) praticou ato de improbidade administrativa que causou prejuízo ao erário e está sujeito, entre 
outras, às sanções de suspensão dos direitos políticos até 8 (oito) anos e perda da função pública.
d) praticou ato de improbidade administrativa que importou enriquecimento ilícito e está sujeito, 
entre outras, às sanções de suspensão dos direitos políticos até 14 (catorze) anos e pagamento 
de multa civil equivalente ao valor do acréscimo patrimonial.
e) praticou ato de improbidade administrativa que atentou contra os princípios da administração 
pública e está sujeito, entre outras, às sanções de pagamento de multa civil de até 12 (doze) 
vezes o valor da remuneração percebida pelo agente e perda da função pública.
023. (FGV/ESC POL (PC AM)/PC AM/4ª CLASSE/2022) José, Escrivão de Polícia Civil do 
Estado Gama, no exercício da função de atestar o recebimento de bens contratados, recebeu, 
de forma dolosa, vantagem econômica direta, consistente em propina no valor de cem mil reais 
em dinheiro, para fazer declaração falsa sobre quantidade e qualidade de coletes balísticos 
fornecidos à Polícia Civil pela sociedade empresária Beta, por força de contato administrativo.
Consoante dispõe a Lei de Improbidade Administrativa (com as alterações introduzidas pela 
Lei n. 14.230/21), José
a) não praticou ato de improbidade administrativa, pois se aplicam as sanções previstas na Lei 
Anticorrupção.
b) não praticou ato de improbidade administrativa, pois se aplicam as sanções previstas no 
Código Penal.
c) praticou ato de improbidade administrativa que importa enriquecimento ilícito e está sujeito, 
entre outras, às sanções de cassação dos direitos políticos e perda da função pública.
d) praticou ato de improbidade administrativa que causa prejuízo ao erário e está sujeito, entre 
outras, às sanções de perda da função pública e proibição de contratar com o poder público ou 
de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, pelo prazo de oito anos.
e) praticou ato de improbidade administrativa que importa enriquecimento ilícito e está sujeito, 
entre outras, às sanções de suspensão dos direitos políticos até catorze anos e pagamento de 
multa civil equivalente ao valor do acréscimo patrimonial.
024. (FGV/TFE (SEFAZ AM)/SEFAZ AM/2022) Túlio é Auditor-Fiscal estadual e responde a 
uma ação de improbidade administrativa ajuizada em 2020, por ter concorrido culposamente 
para a conduta de colega que se apropriou de bens apreendidos, cuja posse ele detinha em 
razão do seu cargo.
Com as mudanças feitas na Lei de Improbidade Administrativa (Lei n. 8.429/1992) pela Lei n. 
14.230/2021, assinale a afirmativa correta.
a) Túlio estará sujeito a sanções administrativas mais graves.
b) Túlio estará sujeito a sanções administrativas mais brandas.
c) Túlio continuará respondendo pelo ato culposo de improbidade administrativa.
d) Túlio passará a responder por ato doloso de improbidade administrativa.
e) Túlio não poderá ser responsabilizado por ato culposo de improbidade administrativa.
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025. (FGV/AJ (TJDFT)/TJDFT/APOIO ESPECIALIZADO/ADMINISTRAÇÃO/2022) Antônia, 
estudiosa da improbidade administrativa, recebeu a incumbência, em um grupo de estudos, 
de realizar a análise da estrutura tipológica adotada pela Lei n. 8.429/1992 e do elemento 
subjetivo exigido para o enquadramento de uma conduta em seus termos.
Ao final, Antônia concluiu, corretamente, que a referida estrutura é:
a) aberta, sendo as condutas ilícitas mencionadas de maneira exemplificativa, enquanto o ele-
mento subjetivo está lastreado apenas no dolo;
b) fechada, sendo as condutas ilícitas mencionadas de maneira taxativa, isto apesar do em-
prego de conceitos jurídicos indeterminados, enquanto o elemento subjetivo está lastreado 
apenas no dolo;
c) aberta, sendo as condutas ilícitas mencionadas de maneira exemplificativa, enquanto o ele-
mento subjetivo está lastreado no dolo ou na culpa, sendo esta última aplicável exclusivamente 
aos atos que causam prejuízo ao erário;
d) aberta, em relação aos atos que gerem enriquecimento ilícito ou prejuízo ao erário, mas 
taxativa quanto aos atos que atentem contra os princípios administrativos, sendo o elemento 
subjetivo o dolo, exigindo-se ainda um especial fim de agir;
e) aberta, quanto aos atos que atentem contra os princípios administrativos, mas taxativa em 
relação aos atos que gerem enriquecimento ilícito ou prejuízo ao erário, sendo o elemento sub-
jetivo o dolo, exigindo-se ainda um especial fim de agir.
026. (FGV/TJ (TJDFT)/TJDFT/ADMINISTRATIVA/2022) Durante o ano de 2022, João, técnico 
judiciário do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, dolosamente, utilizou, 
em serviço particular de entrega de refeições consistentes em marmitas fitness produzidas 
e vendidas por sua esposa, o trabalho de terceiros contratados pelo TJDFT. João pedia aos 
estagiários lotados na Vara onde trabalha que fizessem as entregas das marmitas, no horário 
de expediente, em troca de eventuais gorjetas que recebessem dos consumidores.
De acordo com a legislação de regência, em tese, João praticou:
a) ato de improbidade administrativa que importou enriquecimento ilícito;
b) infração ética, mas não cometeu ato de improbidade administrativa, pois não houve efetivo 
dano ao erário;
c) ato de improbidade administrativa que causou prejuízo ao erário, ainda que sua conduta 
tivesse sido culposa;
d) infração disciplinar, mas não cometeu ato de improbidade administrativa, pois não houve 
efetivo dano ao erário;
e) infrações ética e disciplinar, mas não cometeu ato de improbidade administrativa, pela falta 
de tipicidade, diante das alterações promovidas na Lei de Improbidade.
027. (FGV/ATCE (TCE-AM)/TCE AM/AUDITORIA GOVERNAMENTAL/2021) Os atos de im-
probidade administrativa estão associados a condutas inadequadas, praticadas por agentes 
públicos ou outros envolvidos, que causem danos à administração pública. Nos termos da Lei 
Federal n. 8.429/1992, tais atos podem ser os que geram enriquecimento ilícito, que causam 
prejuízo ao erário ou que violam os princípios da administração pública.
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Um exemplo de ato que viola os princípios da administração pública é:
a) agir negligentemente no que diz respeito à conservação do patrimônio público;
b) liberar verba pública sem a estrita observância das normas pertinentes;
c) ordenar a realização de despesas não autorizadas em lei ou regulamento;
d) perceber vantagem econômica para intermediar a aplicação de verba pública de qual-
quer natureza;
e) revelar a terceiros, antes da divulgação oficial, informação de medida econômica capaz de 
afetar o preço de um bem.
028. (FGV/ADV (PREF PAULÍNIA)/PREF PAULÍNIA/CREAS/2021) João, Diretor do Centro de 
Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), no exercício da fundação, recebeu 
para si dinheiro, consistente na quantia de vinte mil reais, a título de presente de Pedro, pessoa 
que tinha interesse direto que podia ser atingido por ação ou omissão decorrente das suas 
atribuições como agente público. De acordo com a Lei n. 8.429/92, João praticou espécie de 
ato de improbidade administrativa que
a) causa prejuízo ao erário e está sujeito, entre outras, à cassação dos direitos políticos e à 
proibição de contratar com o poder público e de receber benefícios ou incentivos fiscais.
b) importou enriquecimento ilícito e está sujeito, entre outras, à perda dos valores acrescidos 
ilicitamente ao patrimônio e à perda da função pública.
c) causa prejuízo ao erário e está sujeito, entre outras, à multa civil de até cem vezes o valor da 
remuneração percebida pelo agente e à perda da função pública.
d) importou enriquecimento ilícito e está sujeito, entre outras, à cassação dos direitos políticos 
e à proibição de contratar com o poder público e de receber benefícios ou incentivos fiscais.
e) atenta contra os princípios da administração pública e está sujeito, entre outras, à multa civil 
de até cem vezes o valor da remuneração percebida pelo agente e à perda da função pública.
029. (FGV/CONS TE (SEFAZ ES)/SEFAZ ES/CIÊNCIAS ECONÔMICAS/2022) No ano de 2022, 
João, ocupante do cargo efetivo de Consultor do Tesouro Estadual do Estado Gama, praticou 
ato de improbidade administrativa consistente em receber dolosamente, para si, dinheiro, a 
título de presente de sociedade empresária que tinha interesse direto que podia ser amparado 
por ação ou omissão decorrente de suas atribuições como agente público.
O Ministério Público, após investigação por meio de inquérito civil, ajuizou ação civil pública por 
ato de improbidade administrativa.
Com receio de perder sua função pública, João pretende pedir exoneração e prestar novo con-
curso público para o cargo de Procurador do Estado Gama.
No caso em tela, de acordo com a Lei n. 8.429/92 (com redação dada pela Lei n. 14.230/21), a 
sanção de perda da função pública
a) não mais figura como penalidade a ser eventualmente aplicada a João, que pode receber 
outras sanções, como suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos.
b) não mais figura como penalidade a ser eventualmente aplicada a João, que pode receber 
outras sanções, como pagamento de multa civil de até cem vezes o valor da remuneração per-
cebida pelo agente.
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c) atinge automaticamente todo e qualquer cargo, emprego ou função pública exercidos por 
João no momento em que ocorrer o trânsito em julgado de eventual decisão condenatória.
d) atinge automaticamente todo e qualquer cargo, emprego ou função pública exercidos por 
João no momento em que for publicada eventual sentença condenatória e eventual apelação 
não tem, em regra, efeito suspensivo.
e) atinge apenas o vínculo da mesma qualidade e natureza que João detinha com o poder público 
na época do cometimento da infração, podendo o magistrado, em caráter excepcional, esten-
dê-la aos demais vínculos, consideradas as circunstâncias do casoe a gravidade da infração.
030. (FGV/AFFC (CGU)/CGU/CORREIÇÃO E COMBATE À CORRUPÇÃO/2022) O Ministério 
Público Federal ajuizou ação civil pública por ato de improbidade administrativa imputando 
ao ex-prefeito do Município Alfa a prática de atos dolosos de improbidade, consubstancia-
dos em ilegalidades na execução de determinado convênio firmado com repasse voluntário 
de verba da União e fraude em procedimento licitatório para aquisição de unidade móvel de 
saúde. Após processado o feito e realizada sua instrução, em setembro de 2021, sobreveio 
sentença que reconheceu a prescrição e julgou extinto o processo, com resolução do mérito, 
concluindo que o ressarcimento ao erário, um dos pedidos feitos na inicial, deveria ser pos-
tulado em ação autônoma.
Levando em conta que, de fato, a pretensão da aplicação das sanções pessoais previstas no 
Art. 12 da Lei de Improbidade Administrativa estava prescrita, de acordo com a jurisprudência 
do Superior Tribunal de Justiça, a sentença está:
a) errada, porque o ressarcimento ao erário também prescreveu junto com as demais sanções 
previstas na lei de improbidade, pelo princípio da segurança jurídica, não sendo viável a reno-
vação da demanda;
b) correta, porque o ressarcimento do dano ao erário não é uma sanção típica prevista no Art. 12, 
da Lei n. 8.429/1992, e não pode haver cumulação de pedidos próprios de direito sancionador 
com reparação de danos materiais ao ente;
c) correta, porque o procedimento especial previsto na Lei n. 8.429/1992 é incompatível com 
demanda, cujo único objeto remanescente seja o pedido de ressarcimento ao erário, que é 
imprescritível;
d) errada, porque é possível o prosseguimento da demanda para pleitear o ressarcimento do 
dano ao erário, ainda que sejam declaradas prescritas as demais sanções previstas no Art. 12 
da Lei n. 8.429/1992;
e) correta, porque, apesar de o ressarcimento por dano patrimonial oriundo de ato de improbi-
dade, culposa ou dolosa, nos termos do Art. 37, § 5º, da Constituição da República de 1988, ser 
imprescritível, tal pretensão deve ser buscada por meio de ação autônoma.
031. (FGV/DEL POL (PC AM)/PC AM/4ª CLASSE/2022) Em janeiro de 2022, o policial civil 
João, do Estado Alfa, de forma dolosa, a fim de obter proveito ou benefício indevido para 
outra pessoa, revelou fato de que tinha ciência em razão das suas atribuições e que devia 
permanecer em segredo, propiciando beneficiamento a terceiro por informação privilegiada.
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Consoante dispõe a Lei de Improbidade Administrativa (com as alterações introduzidas pela Lei 
n. 14.230/21), João praticou ato de improbidade administrativa que atentou contra os princípios 
da Administração Pública (Art. 11 da Lei n. 8.429/92) e, no bojo de ação civil pública por ato de 
improbidade administrativa, o policial
a) não está sujeito a perda da função pública, por ausência de previsão legal.
b) está sujeito a perda da função pública, que atinge qualquer vínculo existente entre o agente 
público e o poder público no momento do trânsito em julgado da sentença.
c) está sujeito a perda da função pública, que atinge qualquer vínculo existente entre o agente 
público e o poder público no momento em que for prolatada a sentença.
d) está sujeito a perda da função pública, que atinge apenas o vínculo de mesma qualidade e 
natureza que o agente público detinha com o poder público na época do cometimento da infração.
e) está sujeito à perda da função pública, que atinge apenas o vínculo de mesma qualidade e 
natureza que o agente público detinha com o poder público na época do cometimento da infração, 
podendo o magistrado, em caráter excepcional, estendê-la aos demais vínculos, consideradas 
as circunstâncias do caso e a gravidade da infração.
032. (CEBRASPE (CESPE)/AFCE (TCE-SC)/TCE SC/ADMINISTRAÇÃO/2022) Consideran-
do o disposto no Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Contas do Estado de Santa 
Catarina e nas Leis n. 8.429/1992 e n. 12.846/2013, julgue o item a seguir.
A Lei n. 8.429/1992 enquadra a negligência na conservação do patrimônio público como ato 
de improbidade administrativa, quando se caracterizar conduta culposa.
033. (CEBRASPE (CESPE)/ESP GT (TELEBRAS)/TELEBRAS/ADVOGADO/2022) Acerca 
das sanções aplicáveis em virtude da prática de atos de improbidade administrativa, julgue 
o item que se segue.
São considerados atos de improbidade administrativa as condutas dolosas e culposas tipifi-
cadas na Lei n. 8.429/1992.
034. (CEBRASPE (CESPE)/TCE TCE RJ/TCE RJ/TÉCNICO/2022) Com base na Lei de Im-
probidade Administrativa, julgue o próximo item.
Garantir a integridade do patrimônio público é objetivo da Lei de Improbidade Administrativa.
035. (CEBRASPE (CESPE)/TCE TCE RJ/TCE RJ/TÉCNICO/2022) Com base na Lei de Im-
probidade Administrativa, julgue o próximo item.
Sócios e gestores de empresas privadas respondem, de forma solidária e ilimitada, por even-
tuais atos de improbidade administrativa praticados pela pessoa jurídica da qual participam.
036. (CEBRASPE (CESPE)/ADM (FUB)/FUB/2022) Com base na Lei n. 8.429/1992, que dis-
põe sobre a prática de atos de improbidade administrativa, e na Lei n. 9.784/1999, que trata 
do processo administrativo, julgue o próximo item.
Configura ato de improbidade administrativa a ação decorrente de divergência interpretativa da 
lei, baseada em jurisprudência, quando esta não for pacificada.
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037. (CEBRASPE (CESPE)/ADM (FUB)/FUB/2022) Com base na Lei n. 8.429/1992, que dis-
põe sobre a prática de atos de improbidade administrativa, e na Lei n. 9.784/1999, que trata 
do processo administrativo, julgue o próximo item.
As disposições da lei que trata da prática de atos de improbidade administrativa atingem as 
pessoas que, mesmo não sendo agentes públicos, induzem ou concorrem dolosamente para a 
prática do ato de improbidade.
038. (CEBRASPE (CESPE)/ADM (FUB)/FUB/2022) Com base na Lei n. 8.429/1992, que dis-
põe sobre a prática de atos de improbidade administrativa, e na Lei n. 9.784/1999, que trata 
do processo administrativo, julgue o próximo item.
Por ser uma questão de interesse público, o herdeiro daquele que causar dano ao erário está 
sujeito a reparar os prejuízos em sua integralidade, inexistindo limitação de responsabilização 
com base no valor da herança.
039. (CEBRASPE (CESPE)/TEC AMB (IBAMA)/IBAMA/2022) Considerando a hipótese de 
que servidor público civil do Poder Executivo federal tenha usado, em benefício de terceiros, 
informação privilegiada que deveria manter em segredo, obtida no âmbito interno de seu 
serviço, julgue o item seguinte.
Tal conduta configura ato improbidade que causa lesão ao erário.
040. (CEBRASPE (CESPE)/AAMB (IBAMA)/IBAMA/LICENCIAMENTO AMBIENTAL/2022) 
Considerando a hipótese de que, no seu exercício profissional, determinado servidor público 
tenha utilizado, para fins de interesse particular, os serviços de servidor subordinado a ele, 
julgue o item seguinte.
A atuação do superior hierárquico, nesse caso, constitui ato de improbidade administrativa que 
importa lesão ao erário.
041. (CEBRASPE (CESPE)/AAMB (IBAMA)/IBAMA/LICENCIAMENTO AMBIENTAL/2022) 
Considerando a hipótese de que, no seu exercício profissional,determinado servidor público 
tenha utilizado, para fins de interesse particular, os serviços de servidor subordinado a ele, 
julgue o item seguinte.
Tal conduta do superior hierárquico configurará ato de improbidade administrativa apenas se 
tiver sido praticada de forma dolosa.
042. (CEBRASPE (CESPE)/AFCE (TCE-SC)/TCE SC/ADMINISTRAÇÃO/2022) Consideran-
do o disposto no Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Contas do Estado de Santa 
Catarina e nas Leis n. 8.429/1992 e n. 12.846/2013, julgue o item a seguir.
A perda patrimonial efetiva do ente público é indispensável para a configuração da ilicitude da con-
duta de frustrar processo seletivo para celebração de parcerias com entidades sem fins lucrativos.
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043. (CEBRASPE (CESPE)/AFCE (TCE-SC)/TCE SC/DIREITO/2022) Tendo em vista as dis-
posições da CF, a legislação em vigor e a jurisprudência do STF, julgue o seguinte item.
Conforme a Lei n. 8.429/1992 e suas alterações, constitui ato de improbidade administrativa 
que atenta contra os princípios da administração pública a ação dolosa do agente público que 
deixa de prestar contas quando está obrigado a fazê-lo.
044. (CEBRASPE (CESPE)/ESP GT (TELEBRAS)/TELEBRAS/ADVOGADO/2022) Acerca 
das sanções aplicáveis em virtude da prática de atos de improbidade administrativa, julgue 
o item que se segue.
Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração 
pública revelar, antes da divulgação oficial, teor de medida econômica capaz de afetar o preço 
de mercadoria, bem ou serviço.
045. (CEBRASPE (CESPE)/ESP GT (TELEBRAS)/TELEBRAS/ADVOGADO/2022) Acerca 
das sanções aplicáveis em virtude da prática de atos de improbidade administrativa, julgue 
o item que se segue.
Constitui ato de improbidade administrativa que importa enriquecimento ilícito realizar operação 
financeira sem observância das normas legais e regulamentares, ou aceitar garantia insuficiente 
ou inidônea.
046. (CEBRASPE (CESPE)/ESP GT (TELEBRAS)/TELEBRAS/ADVOGADO/2022) A respeito 
do mandado de segurança, da ação civil pública, da ação de improbidade administrativa e da 
reclamação constitucional, julgue o item que se segue.
Se um servidor público indevidamente deixar de praticar ato de ofício, restará configurada a 
improbidade administrativa por ofensa aos princípios da administração.
047. (CEBRASPE (CESPE)/TEC GT (TELEBRAS)/TELEBRAS/ASSISTENTE ADMINISTRA-
TIVO/2022) Acerca das sanções aplicáveis em virtude da prática de atos de improbidade 
administrativa, julgue o item que se segue.
Estarão sujeitos às sanções da Lei n. 8.429/1992 eventuais atos de improbidade praticados 
contra o patrimônio de entidade privada que receba incentivo fiscal ou creditício de entes pú-
blicos ou governamentais.
048. (FGV/SOLD (PM CE)/PM CE/2021) Com base nas características utilizadas usualmente 
para a conceituação dos termos ética e moral, assinale a afirmativa correta.
a) A ética é uma normatização de comportamentos, enquanto a moral é uma disciplina filosófica.
b) A ética possui caráter científico, enquanto a moral tem caráter prático.
c) A ética possui caráter temporal, enquanto a moral tem caráter permanente.
d) A ética está relacionada ao costume, enquanto a moral à qualidade do ser.
e) A ética é cultural, enquanto a moral é teórica.
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049. (FGV/MON EDU ESP (ANGRA)/PREF ANGRA/2019) Leia o trecho a seguir.
Ética é o estudo dos princípios que orientam e disciplinam o comportamento humano, refletindo 
a respeito às normas e aos valores vigentes em nossa sociedade e no serviço público.
Assinale a afirmativa que não está de acordo com o texto acima.
a) Ética é o conjunto de regras a respeito dos valores morais de uma sociedade.
b) Os princípios éticos devem ser aplicados para gerar o bem de todos.
c) A conduta ética obriga a escolher entre o honesto e o desonesto.
d) Os princípios éticos nos liberam para agir segundo os nossos interesses.
e) A ética diz respeito aos valores que indicam o que é um bem coletivo.
050. (FGV/ANALM (CM SALVADOR)/CM SALVADOR/LICITAÇÃO, CONTRATOS E CONVÊ-
NIOS/COMPRAS, PATRIMÔNIO E MATERIAIS/2018) Código de valores que norteiam a con-
duta de um indivíduo, bem como suas decisões e escolhas, fazendo com que esse indivíduo 
seja capaz de julgar o que é certo ou errado.
Trata-se da definição de:
a) altruísmo;
b) egoísmo;
c) consenso;
d) participação;
e) moralidade.
051. (FGV/ATCG (MEC)/MEC/ANALISTA DE TESTE E QUALIDADE/2009) O Código de Éti-
ca Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal dispõe sobre regras que 
visam à realização de um valor moral e ético relativo à profissão de servidor público, por isso 
está relacionado a um(a):
a) filologia.
b) filosofia.
c) deontologia.
d) idealismo.
e) gnosiologia.
052. (FGV/TEC NM (SALVADOR)/PREF SALVADOR/OPERACIONAL/2017) As afirmativas a 
seguir apresentam alguns deveres do cidadão, à exceção de uma. Assinale-a.
a) Respeitar os direitos sociais de outras pessoas.
b) Cumprir as leis.
c) Colaborar com as autoridades.
d) Impedir a livre manifestação do pensamento.
e) Proteger a natureza.
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45. E
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49. d
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51. C
52. d
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Ética e Improbidade Administrativa
LegIsLAção
Diogo Surdi
gABARITo CoMeNTADo
001. (VUNESP/NER (TJ SP)/TJ SP/PROVIMENTO/2022) O advento da Lei Federal no 14.230, 
de 25 de outubro de 2021, alterou significativamente o sistema de responsabilização por 
atos de improbidade administrativa no ordenamento jurídico pátrio. Acerca do seu conteúdo, 
assinale a alternativa correta.
a) A comprovação do dolo, nos termos da lei, poderá ser presumida face ao resultado prático 
relativo à perda patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens ou 
haveres das entidades descritas no art. 1º da Lei.
b) A indisponibilidade de bens jamais poderá ser decretada sem a formação do contraditório, 
em virtude da incidência dos princípios do direito administrativo sancionador.
c) Os efeitos da Lei de Improbidade Administrativa não alcançam as entidades privadas, mesmo 
se estas, em sua constituição, tenham sido custeadas pelo erário.
d) A nomeaçãoou indicação política por parte de agente competente não configura ato de 
improbidade administrativa a menos que se comprove o dolo com finalidade ilícita por parte 
do agente.
a) Errada. Diferente do quer afirmado, o texto da norma objeto de estudo determina que o mero 
exercício da função ou desempenho de competências públicas, sem comprovação de ato do-
loso com fim ilícito, afasta a responsabilidade por ato de improbidade administrativa. Logo, a 
comprovação do dolo não poderá ser presumida.
b) Errada. O § 4º do artigo 16 estabelece que
A indisponibilidade de bens poderá ser decretada sem a oitiva prévia do réu, sempre que o contra-
ditório prévio puder comprovadamente frustrar a efetividade da medida ou houver outras circuns-
tâncias que recomendem a proteção liminar, não podendo a urgência ser presumida.
c) Errada. O que o § 7º do artigo 1º estabelece é que
Independentemente de integrar a administração indireta, estão sujeitos às sanções desta Lei os 
atos de improbidade praticados contra o patrimônio de entidade privada para cuja criação ou custeio 
o erário haja concorrido ou concorra no seu patrimônio ou receita atual, limitado o ressarcimento 
de prejuízos, nesse caso, à repercussão do ilícito sobre a contribuição dos cofres públicos.
d) Certa. A alternativa está de acordo com o § 5º do artigo 11, de seguinte redação:
Art. 11, § 5º Não se configurará improbidade a mera nomeação ou indicação política por parte 
dos detentores de mandatos eletivos, sendo necessária a aferição de dolo com finalidade ilícita 
por parte do agente.
Letra d.
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Ética e Improbidade Administrativa
LegIsLAção
Diogo Surdi
002. (VUNESP/TEC LEG (ALESP)/ALESP/AUDIO PAINEL/2022) Jerônimo, agente público 
estadual, recebeu dinheiro de Eufrânio para fazer declaração falsa sobre dados técnicos de obra 
pública, objeto do contrato administrativo firmado entre a Empresa ABC, da qual Eufrânio é cotista, 
e o Estado “X”. Jonas, superior hierárquico de Jerônimo, toma conhecimento do fato, mas este 
último falece antes da adoção de qualquer medida. Considerando a situação hipotética, assinale 
a alternativa correta, à luz da Lei de Improbidade Administrativa (Lei Federal n. 8.429/92).
a) Eufrânio não se submeterá às cominações da Lei de Improbidade Administrativa caso tenha 
sofrido sanções penais comuns e de responsabilidade, civis e administrativas, previstas na 
legislação específica.
b) Jonas, a autoridade que conheceu dos fatos, tem o dever de representar ao Ministério Público 
competente, para as providências necessárias.
c) Eufrânio não se submete às consequências jurídicas da Lei de Improbidade porque não inte-
gra o rol de agentes públicos, embora possa ser punido por outros meios legalmente previstos.
d) Jerônimo praticou ato de improbidade administrativa que causou prejuízo ao erário, razão 
pela qual seus herdeiros estão sujeitos à obrigação de reparar integralmente o dano.
e) Embora Jerônimo tenha praticado ato de improbidade administrativa, importando em enri-
quecimento ilícito, a obrigação de reparar os danos não se transmite aos herdeiros.
a) Errada. Ainda que já tenha sofrido sanções penais comuns e de responsabilidade, civis e 
administrativas, previstas na legislação específica, Eufrânio se submeterá, ainda assim, às co-
minações da Lei de Improbidade Administrativa.
b) Certa. Assim como afirmado, Jonas, que foi quem conheceu dos fatos, tem o dever de repre-
sentar ao Ministério Público competente, para as providências necessárias.
Art. 7º Se houver indícios de ato de improbidade, a autoridade que conhecer dos fatos representará 
ao Ministério Público competente, para as providências necessárias.
c) Errada. Eufrânio poderá sim sem responsabilizado, uma vez que o artigo 3º estabelece que 
“As disposições desta Lei são aplicáveis, no que couber, àquele que, mesmo não sendo agente 
público, induza ou concorra dolosamente para a prática do ato de improbidade”.
d) Errada. Na situação narrada, Jerônimo praticou ato de improbidade administrativa que ensejou 
enriquecimento ilícito, e não prejuízo ao Erário.
Art. 9º Constitui ato de improbidade administrativa importando em enriquecimento ilícito auferir, 
mediante a prática de ato doloso, qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do 
exercício de cargo, de mandato, de função, de emprego ou de atividade nas entidades referidas no 
art. 1º desta Lei, e notadamente:
VI – receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indireta, para fazer declaração 
falsa sobre qualquer dado técnico que envolva obras públicas ou qualquer outro serviço ou sobre 
quantidade, peso, medida, qualidade ou característica de mercadorias ou bens fornecidos a qual-
quer das entidades referidas no art. 1º desta Lei;
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e) Errada. A obrigação de reparar os danos é transmitida aos herdeiros até o limite do valor da 
herança ou do patrimônio transferido.
Art. 8º O sucessor ou o herdeiro daquele que causar dano ao erário ou que se enriquecer ilicitamente 
estão sujeitos apenas à obrigação de repará-lo até o limite do valor da herança ou do patrimônio 
transferido.
Letra b.
003. (VUNESP/ANA LEG (ALESP)/ALESP/”SEM ÁREA”/2022) Para os fins da Lei de Impro-
bidade Administrativa (Lei Federal n. 8.429/1992), é considerado agente público e, portanto, 
pode responder pessoalmente pela prática de atos de improbidade administrativa:
a) advogado contratado por concessionária de serviço público para defesa em ações movidas 
por usuários do serviço.
b) Guarda Civil Municipal.
c) colaborador de associação sem fins econômicos que não celebra parceria com a Adminis-
tração Pública.
d) prestador de serviço de empresa contratada pela Administração Pública para entrega ime-
diata de material de escritório.
e) herdeiro de fundação instituída pelo poder público.
A definição de agente público, para os fins de responsabilização por atos de improbidade ad-
ministrativa, consta no artigo 2º da Lei 8.429/1992, com a seguinte redação:
Art. 2º Para os efeitos desta Lei, consideram-se agente público o agente político, o servidor público 
e todo aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomea-
ção, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, 
emprego ou função nas entidades referidas no art. 1º desta Lei.
Dentre as opções elencadas, apenas a Letra B (Guarda Civil Municipal) enquadra-se na definição 
de agentes públicos.
Letra b.
004. (VUNESP/ANA LEG (ALESP)/ALESP/ADMINISTRADOR DE BANCO DE DADOS/2022) 
A Lei de Improbidade Administrativa foi um importante marco para a transparência e melhoria 
da governança na Administração Pública Brasileira. Recentemente, porém, o texto original 
vinha sofrendo críticas em relação à sua forma de aplicação, sob a premissa de que haveria 
excesso de rigor em relação a condutas não dolosas de administradores públicos, resultando 
na baixa atratividade da função pública entre profissionais capacitados. Nesse contexto, é 
correto afirmar com base na Lei n. 8.429/1992 que
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LegIsLAção
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a) não se sujeita às sanções previstas nesta Lei o particular, pessoa física ou jurídica, que cele-
bra com a administração pública convênio, contrato de repasse, contrato de gestão, termo de 
parceria, termo de cooperação ou ajuste administrativo equivalente.
b) os atos de improbidade violam a probidade na organização do Estado e no exercício de suas 
funções e a integridade do patrimônio público e social dos Poderes Executivo, Legislativo e 
Judiciário, bem como da administração direta e indireta, no âmbito da União, dos Estados, dos 
Municípios e do Distrito Federal.
c) configura improbidade a ação ou omissão decorrente de divergência interpretativa da lei, ba-
seada em jurisprudência ainda não pacificada que não venha a ser posteriormente prevalecente 
nas decisões dos órgãos de controle ou dos tribunais do Poder Judiciário.
d) os sócios, os cotistas, os diretores e os colaboradores de pessoa jurídica de direito privado 
respondem pelo ato de improbidade que venha a ser imputado à pessoa jurídica.
e) o sucessor ou o herdeiro daquele que causar dano ao erário ou que se enriquecer ilicitamente 
estão sujeitos à obrigação de repará-lo integralmente independentemente do valor da herança 
ou do patrimônio transferido.
a) Errada. O Parágrafo Único do artigo 2º determina que:
No que se refere a recursos de origem pública, sujeita-se às sanções previstas nesta Lei o particular, 
pessoa física ou jurídica, que celebra com a administração pública convênio, contrato de repasse, 
contrato de gestão, termo de parceria, termo de cooperação ou ajuste administrativo equivalente.
b) Certa. A alternativa está de acordo com o § 5º do artigo 1º, que determina que:
Os atos de improbidade violam a probidade na organização do Estado e no exercício de suas fun-
ções e a integridade do patrimônio público e social dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, 
bem como da administração direta e indireta, no âmbito da União, dos Estados, dos Municípios e 
do Distrito Federal.
c) Errada. Em sentido oposto ao que afirmado, o § 8º do artigo 1º estabelece que:
Não configura improbidade a ação ou omissão decorrente de divergência interpretativa da lei, ba-
seada em jurisprudência, ainda que não pacificada, mesmo que não venha a ser posteriormente 
prevalecente nas decisões dos órgãos de controle ou dos tribunais do Poder Judiciário.
d) Errada. Nos termos do § 1º do artigo 3º,
Os sócios, os cotistas, os diretores e os colaboradores de pessoa jurídica de direito privado não 
respondem pelo ato de improbidade que venha a ser imputado à pessoa jurídica, salvo se, com-
provadamente, houver participação e benefícios diretos, caso em que responderão nos limites da 
sua participação.
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e) Errada. A determinação legal é de que o sucessor ou o herdeiro daquele que causar dano ao 
erário ou que se enriquecer ilicitamente estão sujeitos apenas à obrigação de repará-lo até o 
limite do valor da herança ou do patrimônio transferido.
Letra b.
005. (VUNESP/ADM (DOCAS PB)/DOCAS PB/2022) Jobson é sócio da empresa Patison, 
pessoa jurídica de direito privado, sendo que esta teria cometido ato de improbidade adminis-
trativa previsto na Lei de Improbidade Administrativa (Lei no 8.429/1992 e suas alterações), 
mas que também seria sancionado como ato lesivo à administração pública de que trata a 
Lei no 12.846/2013. Nessa situação hipotética, é correto afirmar que Jobson
a) não responde pelo ato de improbidade que venha a ser imputado à Patison, salvo se, com-
provadamente, houver participação e benefícios diretos, caso em que responderá nos limites 
da sua participação.
b) responde pelo ato de improbidade que venha a ser imputado à Patison, como sócio da em-
presa, ainda que não tenha participado e nem obtido benefício direto.
c) não responde pelo ato de improbidade cometido pela empresa de que é sócio, uma vez que 
a respectiva responsabilidade, no caso, se limita ao diretor da pessoa jurídica.
d) responde em conjunto com a Patison, bem como os diretores da empresa, independentemente 
de sua participação ou da obtenção de benefícios diretos, todos incidindo nas penas previstas 
na Lei de Improbidade administrativa.
e) responde pelos atos imputados à Patison, independentemente de sua participação ou da 
obtenção de benefícios diretos, mas a Lei de Improbidade Administrativa, no caso, não se aplica 
à empresa.
Para responder a questão, devemos fazer uso das disposições do artigo 3º, de seguinte redação:
Art. 3º As disposições desta Lei são aplicáveis, no que couber, àquele que, mesmo não sendo agente 
público, induza ou concorra dolosamente para a prática do ato de improbidade.
§ 1º Os sócios, os cotistas, os diretores e os colaboradores de pessoa jurídica de direito privado 
não respondem pelo ato de improbidade que venha a ser imputado à pessoa jurídica, salvo se, 
comprovadamente, houver participação e benefícios diretos, caso em que responderão nos limites 
da sua participação.
§ 2º As sanções desta Lei não se aplicarão à pessoa jurídica, caso o ato de improbidade admi-
nistrativa seja também sancionado como ato lesivo à administração pública de que trata a Lei n. 
12.846, de 1º de agosto de 2013.
Logo, a regra geral é de que os sócios não respondem pelos atos de improbidade administrativa 
que venham a ser imputados à pessoa jurídica.
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12846.htm
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A responsabilização, contudo, ocorrerá quando houver, comprovadamente, participação e bene-
fícios diretos. Nestas situações, os sócios responderão dentro dos limites da sua participação.
Outro ponto a ser destacado é que a empresa Patison não responderá por improbidade admi-
nistrativa, uma vez que o ato já foi sancionado como ato lesivo à administração pública, nos 
termos da Lei Anticorrupção.
Letra a.
006. (VUNESP/ESC (TJ SP)/TJ SP/”CAPITAL E INTERIOR”/2021) Perseu cometeu ato de 
improbidade que causou lesão ao patrimônio público e lhe propiciou enriquecimento ilícito. 
Narciso, que é a autoridade responsável para a apuração da referida conduta, com funda-
mento na Lei no 8.429/92, procedeu à abertura do inquérito cabível no caso. Nessa situação 
hipotética, caberá a Narciso representar
a) ao Juiz Cível, para a aplicação de multa civil a Perseu.
b) ao Juiz Criminal, para as devidas sanções penais a Perseu.
c) à Autoridade Policial, para a investigação da conduta de Perseu.
d) à Justiça Eleitoral, para a suspensão dos direitos políticos de Perseu.
e) ao Ministério Público, para a indisponibilidade dos bens de Perseu.
A resposta para a questão está no artigo 7º, que determina que “Se houver indícios de ato de 
improbidade, a autoridade que conhecer dos fatos representará ao Ministério Público competente, 
para as providências necessárias”.
Dentre as providências necessárias mencionadas pelo artigo, está a possibilidade de indispo-
nibilidadedos bens do agente que cometeu improbidade administrativa.
Letra e.
007. (VUNESP/ESC (TJ SP)/TJ SP/”CAPITAL E INTERIOR”/2021) Segundo o que estabe-
lece a Lei n. 8.429/92, na hipótese de funcionário público que cometeu ato de improbidade 
administrativo, ensejando seu enriquecimento ilícito pessoal, devidamente comprovado pelo 
competente processo administrativo, mas que veio a falecer antes de ressarcir os cofres 
públicos, é correto afirmar que o seu sucessor
a) será obrigado a reparar os danos integralmente, independentemente do seu valor.
b) poderá vir a ser condenado a pagar pelos danos, se o falecido não possuía bens.
c) não poderá ser responsabilizado, pois a pena não pode passar da pessoa do condenado.
d) ficará sujeito às cominações da Lei até o limite do valor da herança.
e) ficará sujeito às cominações da Lei até o limite do valor do dano causado.
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Estabelece a Lei 8.429/1992, em seu artigo 8º, que:
O sucessor ou o herdeiro daquele que causar dano ao erário ou que se enriquecer ilicitamente 
estão sujeitos apenas à obrigação de repará-lo até o limite do valor da herança ou do patrimônio 
transferido.
Letra d.
008. (VUNESP/TEC LEG (CMSJC)/CM SJC/2022) Suponha que um agente público está 
sendo processado pela prática de ato de improbidade administrativa, sob a acusação de que 
foi responsável pela realização de contratação pública que não seguiu o rito legal. Na peça 
acusatória consta a informação de que, embora houvesse divergência interpretativa de lei, 
baseada na jurisprudência, sobre a possibilidade de realização da contratação sem prévia 
licitação, o órgão acusador entendeu que o procedimento era necessário e que, portanto, a 
conduta do infrator ofende o princípio da moralidade administrativa. Tendo por base a situação 
hipotética e o disposto na Lei n. 8.429/92, é correto afirmar que
a) a conduta em questão admite a responsabilização por ato de improbidade, caso o agente 
tenha agido com dolo ou culpa.
b) caso fique evidenciada a lesão ao patrimônio público, o mero exercício da função pública 
autoriza a responsabilização por ato de improbidade administrativa.
c) a conduta do agente não configura improbidade, pois a divergência interpretativa afasta a 
responsabilização do agente.
d) o agente público não estará sujeito à Lei de Improbidade Administrativa caso seja vinculado 
ao Poder Judiciário.
e) a demonstração da voluntariedade do agente é suficiente para a comprovação da existência 
do dolo, não sendo necessária a demonstração da intenção de praticar o fim ilícito.
No caso narrado, e tomando por base as disposições da Lei de Improbidade Administrativa, a 
conduta do agente não configura improbidade, uma vez que a divergência interpretativa afasta 
a responsabilização do agente público.
Art. 1º, § 8º Não configura improbidade a ação ou omissão decorrente de divergência interpretativa 
da lei, baseada em jurisprudência, ainda que não pacificada, mesmo que não venha a ser poste-
riormente prevalecente nas decisões dos órgãos de controle ou dos tribunais do Poder Judiciário.
Letra c.
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009. (VUNESP/PSIJ (TJ SP)/TJ SP/2022) Nos termos do que prescreve a Lei no 8.429/92, 
qualquer ação ou omissão de forma dolosa que enseje, efetiva e comprovadamente, perda 
patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das 
entidades referidas nessa Lei, é considerado um ato de improbidade administrativa que:
a) atenta contra os princípios da Administração Pública.
b) causa aplicação indevida de benefício financeiro.
c) importa em enriquecimento ilícito.
d) causa prejuízo ao erário.
e) decorre de concessão indevida.
A definição estabelecida refere-se aos atos de improbidade administrativa que causam prejuízo 
ao erário.
Art. 10. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário qualquer ação ou 
omissão dolosa, que enseje, efetiva e comprovadamente, perda patrimonial, desvio, apropriação, 
malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades referidas no art. 1º desta Lei, 
e notadamente (...)
Letra d.
010. (VUNESP/ASJ (TJ SP)/TJ SP/2022) De acordo com os termos da Lei Federal no 8.429/92, 
constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração 
pública a ação ou omissão dolosa que viole os deveres de
a) honestidade, de publicidade e de eficiência.
b) legalidade, de eficiência e de moralidade.
c) legalidade, de eficiência e de continuidade.
d) honestidade, de imparcialidade e de legalidade.
e) eficácia, de publicidade e de imparcialidade.
Determina o artigo 11 que:
Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração 
pública a ação ou omissão dolosa que viole os deveres de honestidade, de imparcialidade e de 
legalidade, caracterizada por uma das seguintes condutas (...)”.
Letra d.
011. (VUNESP/TPREV (PERUÍBEPREV)/PERUÍBEPREV/2022) Nos termos da Lei Federal no 
8429/92, constitui ato de Improbidade Administrativa que causa prejuízo ao erário:
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a) revelar fato ou circunstância de que tem ciência em razão das atribuições e que deva per-
manecer em segredo.
b) revelar ou permitir que chegue ao conhecimento de terceiro, antes da respectiva divulgação 
oficial, teor de medida política ou econômica capaz de afetar o preço de mercadoria, bem 
ou serviço.
c) perceber vantagem econômica para intermediar a liberação ou aplicação de verba pública 
de qualquer natureza.
d) perceber vantagem econômica, direta ou indireta, para facilitar a alienação, permuta ou lo-
cação de bem público ou o fornecimento de serviço por ente estatal por preço inferior ao valor 
de mercado.
e) frustrar a licitude de processo licitatório ou de processo seletivo para celebração de parcerias 
com entidades sem fins lucrativos, ou dispensá-los indevidamente.
Dentre as opções elencadas, a Letra E é uma das situações ensejadoras de improbidade admi-
nistrativa por prejuízo ao erário, conforme previsão do artigo 10, VIII, do texto legal.
Art. 10. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário qualquer ação ou 
omissão dolosa, que enseje, efetiva e comprovadamente, perda patrimonial, desvio, apropriação, 
malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades referidas no art. 1º desta Lei, 
e notadamente:
VIII – frustrar a licitude de processo licitatório ou de processo seletivo para celebração de parcerias 
com entidades sem fins lucrativos, ou dispensá-los indevidamente, acarretando perda patrimonial 
efetiva;
Letra e.
012. (VUNESP/TEC LEG (CMSJC)/CM SJC/2022) Na hipótese de prática de ato de impro-
bidade administrativa que causa lesão ao erário, o agente público estará sujeito à aplicação 
de pena de suspensão dos direitos políticospor até
a) 4 (quatro) anos.
b) 6 (seis) anos.
c) 8 (oito) anos.
d) 12 (doze) anos.
e) 14 (quatorze) anos.
Pela prática de ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário, o agente público 
estará sujeito à aplicação da penalidade de suspensão dos direitos políticos por até 12 anos.
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Art. 12. Independentemente do ressarcimento integral do dano patrimonial, se efetivo, e das sanções 
penais comuns e de responsabilidade, civis e administrativas previstas na legislação específica, está 
o responsável pelo ato de improbidade sujeito às seguintes cominações, que podem ser aplicadas 
isolada ou cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato:
II – na hipótese do art. 10 desta Lei, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, 
se concorrer esta circunstância, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos até 12 (doze) 
anos, pagamento de multa civil equivalente ao valor do dano e proibição de contratar com o poder públi-
co ou de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por 
intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo não superior a 12 (doze) anos;
Letra d.
013. (VUNESP/DEL POL (PC SP)/PC SP/2022) Com base na Lei de Improbidade Adminis-
trativa, assinale a alternativa correta.
a) A sanção da perda da função pública em decorrência da prática de ato de improbidade admi-
nistrativa que cause lesão ao erário somente atinge o vínculo de mesma qualidade e natureza 
que o agente público detinha com o poder público na época do cometimento da infração.
b) É proibido que a sanção pela prática de improbidade administrativa limite-se à aplicação da 
pena de multa, independentemente do ressarcimento do dano e da perda dos valores obtidos, 
quando for o caso.
c) As sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa poderão ser executadas após 
decisão de segunda instância, que tenha apreciado o mérito da ação.
d) A indisponibilidade de bens será realizada levando em consideração a estimativa de dano 
prevista na petição inicial, sendo vedada a substituição da penhora em dinheiro por fiança ban-
cária ou seguro-garantia judicial.
e) Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário a conduta dolosa ou 
culposa que enseje perda patrimonial de entidade administrativa.
a) Certa. A alternativa está de acordo com as regras expressas no § 1º do artigo 12 da Lei de 
Improbidade Administrativa:
Art. 12, § 1º A sanção de perda da função pública, nas hipóteses dos incisos I e II do caput deste 
artigo, atinge apenas o vínculo de mesma qualidade e natureza que o agente público ou político 
detinha com o poder público na época do cometimento da infração, podendo o magistrado, na 
hipótese do inciso I do caput deste artigo, e em caráter excepcional, estendê-la aos demais vínculos, 
consideradas as circunstâncias do caso e a gravidade da infração.
b) Errada. Diferente do que afirmado, o § 5º do artigo 12 determina que
No caso de atos de menor ofensa aos bens jurídicos tutelados por esta Lei, a sanção limitar-se-á à 
aplicação de multa, sem prejuízo do ressarcimento do dano e da perda dos valores obtidos, quando 
for o caso, nos termos do caput deste artigo.
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c) Errada. O que o § 9º do artigo 12 estabelece é que “As sanções previstas neste artigo somente 
poderão ser executadas após o trânsito em julgado da sentença condenatória”.
d) Errada. Estabelece o § 6º do artigo 16 que:
O valor da indisponibilidade considerará a estimativa de dano indicada na petição inicial, permitida 
a sua substituição por caução idônea, por fiança bancária ou por seguro-garantia judicial, a reque-
rimento do réu, bem como a sua readequação durante a instrução do processo.
e) Errada. Atualmente, apenas as condutas dolosas é que podem ser configuradas como atos 
de improbidade administrativa.
Letra a.
014. (VUNESP/PROM JUS (MPE RJ)/MPE RJ/2022) O Prefeito da cidade X estava sendo 
investigado pelo Ministério Público por supostamente ter permitido a aquisição de imóvel 
pelo Município na data de 01.01.2022, mediante compra, por valores superiores ao preço de 
mercado. O membro do Ministério Público, antes da propositura da ação judicial, propôs ao 
Prefeito a celebração de um acordo de não persecução cível. Sobre o caso hipotético, pode-se 
corretamente afirmar que
a) se descumprido o acordo de não persecução cível, o prefeito ficará impedido de celebrar 
novo acordo pelo prazo de 5 (cinco) anos, contados do conhecimento pelo Ministério Público 
do efetivo descumprimento.
b) o acordo proposto pelo Ministério Público deverá resultar em ressarcimento de, no mínimo, 
80% do dano causado ao erário.
c) o valor do dano a ser ressarcido no acordo de não persecução cível deverá ser apurado por 
estimativa feita pelo Ministério Público, sendo facultativa a oitiva do Tribunal de Contas.
d) o acordo de não persecução cível não depende de homologação judicial.
e) somente poderia ser celebrado o acordo de não persecução cível após o ajuizamento da ação 
de improbidade, porém antes do início da execução da sentença condenatória
a) Certa. A alternativa está correta, nos termos do § 7º do artigo 17-B, de seguinte redação:
Art. 17-B, § 7º Em caso de descumprimento do acordo a que se refere o caput deste artigo, o in-
vestigado ou o demandado ficará impedido de celebrar novo acordo pelo prazo de 5 (cinco) anos, 
contado do conhecimento pelo Ministério Público do efetivo descumprimento.
b) Errada. A celebração do acordo deve resultar, dentre outros requisitos, no integral ressarci-
mento do dano.
c) Errada. A apuração do valor do dano deverá ser realizada por meio de oitiva do Tribunal de 
Contas competente, que se manifestará, com indicação dos parâmetros utilizados, no prazo 
de 90 dias.
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d) Errada. A celebração do acordo dependerá, dentre outros requisitos, de homologação judicial, 
independentemente de o acordo ocorrer antes ou depois do ajuizamento da ação de improbi-
dade administrativa.
e) Errada. Nos termos legais, o acordo de não persecução civil pode ser celebrado antes ou 
depois do ajuizamento da ação de improbidade administrativa.
Letra a.
015. (VUNESP/PROC (ALESP)/ALESP/2022) No que tange à ação de improbidade, é correto 
afirmar que
a) da decisão que deferir ou indeferir a medida relativa à indisponibilidade de bens caberá agravo 
de instrumento.
b) da decisão que converter a ação de improbidade em ação civil pública caberá apelação.
c) a indisponibilidade de bens não poderá ser decretada sem a oitiva prévia do réu.
d) é vedada a decretação de indisponibilidade da quantia até 10 (dez) salários mínimos depo-
sitados em caderneta de poupança, em outras aplicações financeiras ou em conta corrente.de interposição de ação popular por parte dos estrangei-
ros, devemos analisar a questão com um maior cuidado. Se o conceito de cidadão é restrito 
às pessoas que possuem a capacidade de votar, temos que existe sim uma classe de estran-
geiros que goza de tal prerrogativa. São os portugueses equiparados.
Os portugueses equiparados são aqueles que, sem perder a nacionalidade portuguesa, 
podem exercer os mesmos direitos atribuídos aos brasileiros, ressalvados aqueles privativos 
de brasileiros natos. Dentre os direitos, encontra-se o a possibilidade de votar e, como con-
sequência, o de propor ação popular.
Para que haja equiparação, frisa-se, deve haver reciprocidade de tratamento aos brasileiros 
residentes em Portugal, conforme previsão do artigo 12, § 1º, da Constituição Federal:
Aos portugueses com residência permanente no País, se houver reciprocidade em favor de brasilei-
ros, serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro, salvo os casos previstos nesta Constituição.
Assim, os portugueses equiparados, ao lado dos brasileiros que estejam com os seus 
direitos eleitorais em dia, são os legitimados para propor ação popular.
Além disso, precisamos saber que, na ação popular, o foro especial por prerrogativa de 
função não é aplicável aos réus, uma vez que o que está em jogo não é alguma característica 
da pessoa que está causando o dano, mas sim o patrimônio público que está sendo lesado.
E justamente como forma de incentivar que a ação popular seja utilizada pelos cidadãos 
é que a Constituição Federal determina que, como regra geral, fica o autor, salvo comprovada 
má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência.
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Logo, a menos que o cidadão atue com má-fé (acionando o Poder Público alegando um 
fato que já sabe como inexistente, por exemplo), ficará ele isento do dever de pagar as custas 
judiciais (valor que deve ser pago ao término das ações judiciais, normalmente pela parte 
perdedora) e o ônus da sucumbência (valor pago em razão do autor “perder” a ação que es-
tava pleiteando).
Obs.: � A ação popular pode ser utilizada com a finalidade de anular ato lesivo:
 � a) ao patrimônio público;
 � b) de entidade de que o Estado participe;
 � c) à moralidade administrativa;
 � d) ao meio ambiente;
 � e) e ao patrimônio histórico e cultural;
2. A iMportânciA dA ÉticA no serViço público
Já sabemos o significado de Ética. Mas qual a razão de termos, no âmbito do serviço público, 
diversos Código de Ética regulando as diversas práticas que podem ou não ser praticadas 
pelos agentes públicos e demais colaboradores? Em outras palavras, não bastariam as 
diversas leis disciplinando os deveres e proibições a serem observados?
Para respondermos esta pergunta, temos que saber que todos os Códigos de Ética derivam 
do princípio da moralidade.
Mas esta moral administrativa difere em muitos aspectos da moral comum. Enquanto 
a moralidade administrativa está ligada à ideia de boa ou má administração e aos preceitos 
éticos da probidade, decoro e boa-fé, a moral comum está baseada unicamente na crença 
entre o bem e o mal.
Dessa forma, nota-se que a moral administrativa é um conceito bem mais amplo que o da 
moral comum.
E justamente por ser um conceito amplo é que surgem as principais dúvidas pertinentes 
a este princípio: Seria ele de caráter subjetivo ou objetivo? Em caso de desrespeito, teríamos 
anulação ou revogação?
Já está pacificado na doutrina que o princípio da moralidade, ainda que dotado de certo 
grau de subjetivismo (pois certas situações podem depender do julgamento de cada adminis-
trador, que terá uma opinião sobre o ato ser ou não contrário à moralidade), o princípio é de 
caráter objetivo.
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E, por ser de caráter objetivo, a sua não observância acarreta a anulação do ato admi-
nistrativo, e não a simples revogação. A anulação importa controle de legalidade, enquanto 
a revogação adentra apenas no mérito do ato, analisando os aspectos de conveniência e 
oportunidade. Ato contrário ao princípio da moralidade, portanto, é ato nulo.
Outra peculiaridade do princípio em estudo é que, ao listá-lo como princípio básico da 
Administração Pública, o legislador constitucional optou pela não juridicização das regras 
morais da sociedade.
Mas e o que vem a ser essa não juridicização?
Simples, pessoal... Se a ideia do Poder Constituinte fosse a de ter uma sociedade onde 
todas as regras de comportamento fossem pautadas estritamente pelas leis, teríamos a 
juridicização. Nesta situação, bastaria aos agentes públicos obedecerem aos diversos man-
damentos estabelecidos em leis para que suas condutas fossem consideradas morais.
Em resumo, bastaria que o Princípio da Legalidade fosse observado!
Ao incluir a Moralidade como princípio básico da Administração Pública, por outro lado, o 
legislador constitucional quis que os agentes públicos não apenas obedecessem às estritas 
regras previstas em lei, mas também que suas condutas fossem pautadas em padrões éticos 
de probidade, decoro e boa-fé.
DICA
Aliás, fica a dica para a sua prova: Se a banca descrever uma 
determinada situação e pedir qual princípio que se aplica à 
situação narrada, certamente a resposta será moralidade, que 
possui como principais características os subprincípios da 
probidade, decoro, boa-fé e honestidade.
3. conceito de iMprobidAde e disposições constitucionAis
Para compreendermos as disposições concernentes à lei da improbidade administrativa, 
devemos, em um primeiro momento, entender a origem da prática dos atos de improbidade.
Assim, devemos fazer menção ao princípio da moralidade, que, em sentido amplo, com-
porta os subprincípios da probidade, decoro e boa-fé. Como é sabido, a moralidade é um 
princípio constitucionalmente estabelecido, de forma a ser observado pelos órgãos e entida-
des de todos os entes federativos, independente de estarmos no âmbito do Poder Executivo, 
Legislativo ou Judiciário.
Não respeitar a moralidade ou qualquer um de seus subprincípios acarreta a anulação do 
ato administrativo praticado.
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Neste sentido, para conferir maior segurança ao respeito do subprincípio da probidade, é 
que a Constituição Federal estabeleceu, em seu artigo 37, § 4º, as seguintes consequência 
para a prática dos atos de improbidade:
Art. 37, § 4º, Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, 
a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e 
gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível.
Um ponto que merece atenção é que a suspensão ocorre apenas em relação aos direitos 
políticos. No caso da função pública, o que teremos é a respectiva perda.
Dito de outra forma, a suspensão dos direitose) após a réplica do Ministério Público, o juiz proferirá decisão na qual indicará com precisão 
a tipificação do ato de improbidade administrativa imputável ao réu, sendo, neste momento, 
possível modificar o fato principal e a capitulação legal apresentada pelo autor.
a) Certa. Assim coo afirmado, o § 9º do artigo 16 determina que “Da decisão que deferir ou 
indeferir a medida relativa à indisponibilidade de bens caberá agravo de instrumento, nos termos 
da Lei n. 13.105, de 16 de março de 2015 (Código de Processo Civil)”.
b) Errada. O texto legal expressa que, da decisão que converter a ação de improbidade em ação 
civil pública, caberá agravo de instrumento.
c) Errada. A indisponibilidade de bens poderá ser decretada sem a oitiva prévia do réu, sempre 
que o contraditório prévio puder comprovadamente frustrar a efetividade da medida ou houver 
outras circunstâncias que recomendem a proteção liminar, não podendo a urgência ser presumida.
d) Errada. O que o texto legal determina é que é vedada a decretação de indisponibilidade da 
quantia de até 40 salários mínimos depositados em caderneta de poupança, em outras aplica-
ções financeiras ou em conta corrente.
e) Errada. Após a réplica do Ministério Público, o juiz proferirá decisão na qual indicará com 
precisão a tipificação do ato de improbidade administrativa imputável ao réu, sendo-lhe vedado 
modificar o fato principal e a capitulação legal apresentada pelo autor.
Letra a.
016. (FGV/AFFC (CGU)/CGU/CORREIÇÃO E COMBATE À CORRUPÇÃO/2022) Em janeiro 
de 2022, José, servidor público federal, no exercício de sua competência e de forma compro-
vadamente culposa, praticou ato que causou prejuízo ao erário, na medida em que realizou 
operação financeira sem observância das normas legais e regulamentares.
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Consoante dispõe a Lei de Improbidade Administrativa (Lei n. 8.429/1992, com as alterações 
introduzidas pela Lei n. 14.230/2021), José:
a) praticou ato de improbidade administrativa, por expressa previsão legal, visto que ocorreu 
efetivo dano ao erário, que deve ser objeto de ressarcimento, assim como devem ser aplicadas 
as demais sanções previstas no Art. 12 daquela lei;
b) não praticou ato de improbidade administrativa, pois, apesar de ter causado prejuízo ao erário, 
não restou provado, de forma cumulativa, enriquecimento ilícito ou violação dos princípios da 
administração pública por parte de José, ainda que de forma culposa;
c) não praticou ato de improbidade administrativa, por falta de tipicidade prevista nos Arts. 9º, 
10 e 11 da citada lei, sendo irrelevante o fato de sua conduta ter sido culposa ou dolosa, visto 
que ocorreu dano ao erário;
d) não praticou ato de improbidade administrativa, pois para tal é imprescindível que a conduta 
seja dolosa, assim entendida como aquela praticada com vontade livre e consciente de alcançar 
o resultado ilícito tipificado nos Arts. 9º, 10 e 11 da citada lei, não bastando a voluntariedade 
do agente;
e) praticou ato de improbidade administrativa, pois o mero exercício da função ou desempenho 
de competências públicas que causar dano ao erário, independentemente de comprovação de ato 
doloso com fim ilícito, constitui ato de improbidade, pelo princípio da indisponibilidade do erário.
Após as alterações legislativas, apenas poderá ser considerado ato de improbidade adminis-
trativa aqueles praticados de forma dolosa, não havendo a possibilidade de caracterização em 
virtude de condutas meramente culposas.
Art. 1º, § 1º Consideram-se atos de improbidade administrativa as condutas dolosas tipificadas 
nos arts. 9º, 10 e 11 desta Lei, ressalvados tipos previstos em leis especiais.
§ 2º Considera-se dolo a vontade livre e consciente de alcançar o resultado ilícito tipificado nos 
arts. 9º, 10 e 11 desta Lei, não bastando a voluntariedade do agente.
Sendo assim, José não praticou ato de improbidade administrativa, pois para tal é imprescindível 
que a conduta seja dolosa, ou seja, a vontade livre e consciente de alcançar o resultado ilícito, 
não bastando a voluntariedade do agente.
Letra d.
017. (FGV/AFFC (CGU)/CGU/CORREIÇÃO E COMBATE À CORRUPÇÃO/2022) Em janeiro 
de 2022, João, agente público federal, no exercício da função pública, concedeu benefício 
administrativo à sociedade empresária Alfa, sem a observância das formalidades legais e 
regulamentares aplicáveis à espécie. O Ministério Público Federal instaurou inquérito civil 
para apurar eventual prática de ato de improbidade administrativa e João se manifestou no 
bojo desse procedimento investigatório alegando e provando que a concessão do benefício 
administrativo decorreu de divergência interpretativa da lei, baseada em jurisprudência.
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De acordo com o texto atual da Lei de Improbidade Administrativa (Lei n. 8.429/1992, com as 
alterações introduzidas pela Lei n. 14.230/2021), é correto afirmar que:
a) foi praticado ato de improbidade administrativa ao menos culposo, mesmo diante da alegação 
e provação de que a concessão do benefício administrativo decorreu de divergência interpreta-
tiva da lei, baseada em jurisprudência;
b) foi praticado ato de improbidade administrativa pela sociedade empresária Alfa, que se 
beneficiou do ato ilícito e, na sua responsabilização, deverão ser desconsiderados os efeitos 
econômicos e sociais das sanções;
c) os sócios, os cotistas, os diretores e os colaboradores da sociedade empresária Alfa respon-
dem por ato de improbidade que venha a ser imputado à pessoa jurídica, mesmo se não tiver 
havido participação e benefícios diretos;
d) as sanções da Lei de Improbidade se aplicariam à sociedade empresária Alfa, mesmo se o 
ato de improbidade administrativa também fosse sancionado como ato lesivo à administração 
pública de que trata a Lei n. 12.846/2013;
e) não configura improbidade o ato praticado por João, porque decorrente de divergência inter-
pretativa da lei, baseada em jurisprudência, ainda que não pacificada, mesmo que não venha 
a ser posteriormente prevalecente nas decisões dos órgãos de controle ou dos tribunais do 
Poder Judiciário.
A questão deve ser respondida com base no § 8º do artigo 1º da Lei 8.429/1992, que esta-
belece que:
Não configura improbidade a ação ou omissão decorrente de divergência interpretativa da lei, ba-
seada em jurisprudência, ainda que não pacificada, mesmo que não venha a ser posteriormente 
prevalecente nas decisões dos órgãos de controle ou dos tribunais do Poder Judiciário.
Sendo assim, na medida em que o enunciado da questão estabelece que a concessão do be-
nefício administrativo decorreu de divergência interpretativa da lei, baseada em jurisprudência, 
não estamos diante de um ato de improbidade administrativa.
Letra e.
018. (FGV/INV POL (PC AM)/PC AM/4ª CLASSE/2022) Pedro, Investigador de Polícia Civil 
do Estado Alfa, de forma dolosa, permitiu e concorreu para que a pessoa jurídica privada, 
sociedade empresária Beta, que atua no ramo de vigilância patrimonial, utilizasse bens con-
sistentes em armas e munições da delegacia de polícia onde está lotado, ao arrepio da lei. 
Em troca do ato ilícito, Pedro recebia uma mesada mensal, isto é, propina de dez mil reais 
todo dia primeiro de cadamês.
No caso em tela, além de gerar a responsabilização de Pedro por ato de improbidade admi-
nistrativa, a Lei n. 8.429/92 (com as alterações da Lei n. 14.230/21) dispõe que os sócios e os 
diretores da pessoa jurídica de direito privado
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a) não respondem pelo ato de improbidade que venha a ser imputado ao agente público, pois 
não se aplica a quaisquer particulares, seja pessoa física, seja pessoa jurídica, o regime jurídico 
previsto na lei de improbidade;
b) não respondem pelo ato de improbidade que venha a ser imputado ao agente público, pois 
não se aplica aos particulares pessoas físicas o regime jurídico previsto na lei de improbidade.
c) respondem pelo ato de improbidade que venha a ser imputado ao agente público, independen-
temente de terem participação e benefícios diretos, bem como de ter ocorrido prejuízo ao erário.
d) respondem pelo ato de improbidade que venha a ser imputado à pessoa jurídica, indepen-
dentemente de terem participação e benefícios diretos, desde que seja comprovado prejuízo 
ao erário.
e) não respondem pelo ato de improbidade que venha a ser imputado à pessoa jurídica, salvo 
se, comprovadamente, houver participação e benefícios diretos, caso em que responderão nos 
limites da sua participação.
De acordo com o § 1º do artigo 3º da Lei 8.429/1992, temos a previsão de que:
Os sócios, os cotistas, os diretores e os colaboradores de pessoa jurídica de direito privado não 
respondem pelo ato de improbidade que venha a ser imputado à pessoa jurídica, salvo se, com-
provadamente, houver participação e benefícios diretos, caso em que responderão nos limites 
da sua participação.
Claramente se percebe, desta forma, que o gabarito da questão é a Letra E.
Letra e.
019. (FGV/INSP POL (PC RJ)/PC RJ/2022) Mário, inspetor de polícia Civil do Estado Alfa, 
está lotado na Xª Delegacia de Polícia há mais de dez anos. Com o objetivo de aumentar 
ilicitamente sua renda mensal, Mário recebia, mensalmente, vantagem econômica direta 
consistente em R$ 5.000,00, para tolerar a exploração e a prática de jogos de azar.
De acordo com a tipologia da Lei n. 8.429/1992, Mário cometeu ato de improbidade adminis-
trativa que:
a) importou enriquecimento ilícito e está sujeito, após o devido processo administrativo, a san-
ções como, por exemplo, perda da função pública, multa civil e suspensão dos direitos políticos;
b) importou enriquecimento ilícito e está sujeito, após o devido processo judicial, a sanções 
como, por exemplo, perda dos valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, perda da função 
pública e suspensão dos direitos políticos;
c) causou prejuízo ao erário e está sujeito, após o devido processo administrativo, a sanções 
como, por exemplo, perda da função pública, multa civil e suspensão dos direitos políticos pelo 
prazo de até oito anos;
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d) atentou contra os princípios da Administração Pública e está sujeito, após o devido processo 
administrativo, a sanções como, por exemplo, ressarcimento ao erário, multa civil e cassação 
dos direitos políticos;
e) atentou contra os princípios da Administração Pública e está sujeito, após o devido processo 
judicial, a sanções como, por exemplo, perda da função pública e proibição de contratar com o 
poder público ou de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios pelo prazo de oito anos.
Na situação narrada pela questão, Mário cometeu ato de improbidade administrativa que im-
portou enriquecimento.
Art. 9º Constitui ato de improbidade administrativa importando em enriquecimento ilícito auferir, 
mediante a prática de ato doloso, qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do 
exercício de cargo, de mandato, de função, de emprego ou de atividade nas entidades referidas no 
art. 1º desta Lei, e notadamente:
V – receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indireta, para tolerar a exploração 
ou a prática de jogos de azar, de lenocínio, de narcotráfico, de contrabando, de usura ou de qualquer 
outra atividade ilícita, ou aceitar promessa de tal vantagem;
Em tal situação, após o devido processo judicial (e não administrativo), Mário está sujeito a uma 
série de sanções, nos termos do artigo 12, I, da Lei da Improbidade Administrativa.
Art. 12. Independentemente do ressarcimento integral do dano patrimonial, se efetivo, e das sanções 
penais comuns e de responsabilidade, civis e administrativas previstas na legislação específica, está 
o responsável pelo ato de improbidade sujeito às seguintes cominações, que podem ser aplicadas 
isolada ou cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato:
I – na hipótese do art. 9º desta Lei, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimô-
nio, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos até 14 (catorze) anos, pagamento 
de multa civil equivalente ao valor do acréscimo patrimonial e proibição de contratar com o poder 
público ou de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda 
que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo não superior a 14 
(catorze) anos;
Com base nestes dois artigos, é possível verificar que a Letra B é o gabarito da questão.
Letra b.
020. (FGV/AFFC (CGU)/CGU/CORREIÇÃO E COMBATE À CORRUPÇÃO/2022) Em matéria de 
enriquecimento ilícito, a Convenção Interamericana contra a Corrupção (promulgada por meio 
do Decreto n. 4.410/2002) estabelece que, sem prejuízo de sua Constituição e dos princípios 
fundamentais de seu ordenamento jurídico, os Estados Partes que ainda não o tenham feito 
adotarão as medidas necessárias para tipificar como delito em sua legislação o aumento do 
patrimônio de um funcionário público que exceda de modo significativo sua renda legítima 
durante o exercício de suas funções e que não possa justificar razoavelmente.
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Nesse contexto, não obstante não tenha natureza criminal, a Lei de Improbidade Administrativa 
(Lei n. 8.429/1992, com as alterações introduzidas pela Lei n. 14.230/2021) dispõe que adquirir, 
para si ou para outrem, no exercício de mandato, de cargo, de emprego ou de função pública, e 
em razão deles, bens de qualquer natureza, decorrentes dos atos descritos no caput do Art. 9º, 
da Lei de Improbidade, cujo valor seja desproporcional à evolução do patrimônio ou à renda do 
agente público, constitui ato de improbidade administrativa que:
a) importa enriquecimento ilícito, desde que previamente comprovada a origem espúria dos 
valores utilizados;
b) causa prejuízo ao erário, e é assegurada a demonstração pelo agente da licitude da origem 
dessa evolução;
c) importa enriquecimento ilícito, e é assegurada a demonstração pelo agente da licitude da 
origem dessa evolução;
d) causa prejuízo ao erário, e édesnecessário assegurar a demonstração pelo agente da licitude 
da origem dessa evolução;
e) atenta contra os princípios da administração pública, desde que previamente comprovada a 
origem espúria dos valores utilizados.
A situação narrada é uma das hipóteses de improbidade administrativa na modalidade de enri-
quecimento ilícito. Em tal situação, será assegurada ao agente a demonstração da licitude da 
origem dessa evolução.
Art. 9º Constitui ato de improbidade administrativa importando em enriquecimento ilícito auferir, 
mediante a prática de ato doloso, qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do 
exercício de cargo, de mandato, de função, de emprego ou de atividade nas entidades referidas no 
art. 1º desta Lei, e notadamente:
VII – adquirir, para si ou para outrem, no exercício de mandato, de cargo, de emprego ou de função 
pública, e em razão deles, bens de qualquer natureza, decorrentes dos atos descritos no caput des-
te artigo, cujo valor seja desproporcional à evolução do patrimônio ou à renda do agente público, 
assegurada a demonstração pelo agente da licitude da origem dessa evolução;
Letra c.
021. (FGV/TNS (SSP AM)/SSP AM/2022) Os policiais militares Antônio e João, do Estado 
Beta, no exercício da função e de forma dolosa, receberam vantagem econômica direta, 
consistente em propina no valor de trinta mil reais, para tolerar a prática de narcotráfico por 
determinada organização criminosa.
No caso em tela, de acordo com a Lei n. 8.429/92 (com alterações da Lei n. 14.230/21), An-
tônio e João
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a) não praticaram ato de improbidade administrativa, pois não houve efetivo prejuízo ao erário 
estadual, mas respondem nas esferas disciplinar e criminal.
b) não praticaram ato de improbidade administrativa, até que sobrevenha decisão judicial tran-
sitada em julgado em processo criminal reconhecendo a prática do delito.
c) praticaram ato de improbidade administrativa que viola princípios da administração pública 
e estão sujeitos, entre outras, à sanção de cassação dos direitos políticos.
d) praticaram ato de improbidade administrativa que importa enriquecimento ilícito e estão 
sujeitos, entre outras, à sanção de suspensão dos direitos políticos até 14 (catorze) anos.
e) praticaram ato de improbidade administrativa que causa prejuízo ao erário e estão sujeitos, 
entre outras, à sanção de pagamento de multa civil de até o dobro do valor da remuneração 
percebida pelos agentes.
Na situação narrada, Antônio e João praticaram ato de improbidade administrativa que importa 
enriquecimento ilícito, estando sujeitos, dentre outras medidas, à sanção de suspensão dos 
direitos políticos por até 14 anos.
Art. 9º Constitui ato de improbidade administrativa importando em enriquecimento ilícito auferir, 
mediante a prática de ato doloso, qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do 
exercício de cargo, de mandato, de função, de emprego ou de atividade nas entidades referidas no 
art. 1º desta Lei, e notadamente:
V – receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indireta, para tolerar a explo-
ração ou a prática de jogos de azar, de lenocínio, de narcotráfico, de contrabando, de usura ou de 
qualquer outra atividade ilícita, ou aceitar promessa de tal vantagem;
Art. 12. Independentemente do ressarcimento integral do dano patrimonial, se efetivo, e das sanções 
penais comuns e de responsabilidade, civis e administrativas previstas na legislação específica, está 
o responsável pelo ato de improbidade sujeito às seguintes cominações, que podem ser aplicadas 
isolada ou cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato:
I – na hipótese do art. 9º desta Lei, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimô-
nio, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos até 14 (catorze) anos, pagamento 
de multa civil equivalente ao valor do acréscimo patrimonial e proibição de contratar com o poder 
público ou de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda 
que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo não superior a 14 
(catorze) anos;
Letra d.
022. (FGV/ALUN OF (PM AM)/PM AM/2022) No mês de janeiro de 2022, o Policial Militar 
João, de forma dolosa, valendo-se de sua ascendência hierárquica sobre os Policiais Militares 
José e Joaquim, utilizou, em obra particular consistente na reforma de seu apartamento, o 
trabalho dos dois citados PM’s, durante o horário de expediente.
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No caso em tela, consoante dispõe a Lei de Improbidade Administrativa (com as alterações 
introduzidas pela Lei n. 14.230/21), o Policial Militar João
a) não praticou ato de improbidade administrativa, haja vista que não houve efetivo prejuízo ou 
dano ao erário, mas deve ser responsabilizado na esfera administrativa.
b) não praticou ato de improbidade administrativa, haja vista que não houve efetivo prejuízo ou 
dano ao erário, mas deve ser responsabilizado nas esferas penal e administrativa.
c) praticou ato de improbidade administrativa que causou prejuízo ao erário e está sujeito, entre 
outras, às sanções de suspensão dos direitos políticos até 8 (oito) anos e perda da função pública.
d) praticou ato de improbidade administrativa que importou enriquecimento ilícito e está sujeito, 
entre outras, às sanções de suspensão dos direitos políticos até 14 (catorze) anos e pagamento 
de multa civil equivalente ao valor do acréscimo patrimonial.
e) praticou ato de improbidade administrativa que atentou contra os princípios da administração 
pública e está sujeito, entre outras, às sanções de pagamento de multa civil de até 12 (doze) 
vezes o valor da remuneração percebida pelo agente e perda da função pública.
O Policial Militar João, na situação narrada pela questão, praticou ato de improbidade adminis-
trativa que importou enriquecimento ilícito.
Art. 9º Constitui ato de improbidade administrativa importando em enriquecimento ilícito auferir, 
mediante a prática de ato doloso, qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do 
exercício de cargo, de mandato, de função, de emprego ou de atividade nas entidades referidas no 
art. 1º desta Lei, e notadamente:
IV – utilizar, em obra ou serviço particular, qualquer bem móvel, de propriedade ou à disposição 
de qualquer das entidades referidas no art. 1º desta Lei, bem como o trabalho de servidores, de 
empregados ou de terceiros contratados por essas entidades;
Como consequência, João estará sujeito, dentre outras sanções, à suspensão dos direitos polí-
ticos por até 14 anos, bem como ao pagamento de multa civil equivalente ao valor do acréscimo 
patrimonial.
Art. 12. Independentemente do ressarcimento integral do dano patrimonial, se efetivo, e das sanções 
penais comuns e de responsabilidade, civis e administrativas previstas na legislação específica, está 
o responsável pelo ato de improbidade sujeito às seguintes cominações, que podem ser aplicadas 
isolada ou cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato:
I – na hipótese do art. 9º desta Lei, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, 
perda da função pública, suspensão dos direitos políticosaté 14 (catorze) anos, pagamento de multa 
civil equivalente ao valor do acréscimo patrimonial e proibição de contratar com o poder público ou 
de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por inter-
médio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo não superior a 14 (catorze) anos;
Letra d.
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023. (FGV/ESC POL (PC AM)/PC AM/4ª CLASSE/2022) José, Escrivão de Polícia Civil do 
Estado Gama, no exercício da função de atestar o recebimento de bens contratados, recebeu, 
de forma dolosa, vantagem econômica direta, consistente em propina no valor de cem mil reais 
em dinheiro, para fazer declaração falsa sobre quantidade e qualidade de coletes balísticos 
fornecidos à Polícia Civil pela sociedade empresária Beta, por força de contato administrativo.
Consoante dispõe a Lei de Improbidade Administrativa (com as alterações introduzidas pela 
Lei n. 14.230/21), José
a) não praticou ato de improbidade administrativa, pois se aplicam as sanções previstas na Lei 
Anticorrupção.
b) não praticou ato de improbidade administrativa, pois se aplicam as sanções previstas no 
Código Penal.
c) praticou ato de improbidade administrativa que importa enriquecimento ilícito e está sujeito, 
entre outras, às sanções de cassação dos direitos políticos e perda da função pública.
d) praticou ato de improbidade administrativa que causa prejuízo ao erário e está sujeito, entre 
outras, às sanções de perda da função pública e proibição de contratar com o poder público ou 
de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, pelo prazo de oito anos.
e) praticou ato de improbidade administrativa que importa enriquecimento ilícito e está sujeito, 
entre outras, às sanções de suspensão dos direitos políticos até catorze anos e pagamento de 
multa civil equivalente ao valor do acréscimo patrimonial.
O enunciado apresenta uma situação em que José praticou ato de improbidade administrativa 
que importa em enriquecimento ilícito. Consequentemente, o Escrivão de Polícia Civil do Estado 
Gama estará sujeito, dentre outras, às sanções de suspensão dos direitos políticos até 14 anos 
e ao pagamento de multa civil equivalente ao valor do acréscimo patrimonial.
Art. 9º Constitui ato de improbidade administrativa importando em enriquecimento ilícito auferir, 
mediante a prática de ato doloso, qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do 
exercício de cargo, de mandato, de função, de emprego ou de atividade nas entidades referidas no 
art. 1º desta Lei, e notadamente:
VI – receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indireta, para fazer declaração 
falsa sobre qualquer dado técnico que envolva obras públicas ou qualquer outro serviço ou sobre 
quantidade, peso, medida, qualidade ou característica de mercadorias ou bens fornecidos a qual-
quer das entidades referidas no art. 1º desta Lei;
Art. 12. Independentemente do ressarcimento integral do dano patrimonial, se efetivo, e das sanções 
penais comuns e de responsabilidade, civis e administrativas previstas na legislação específica, está 
o responsável pelo ato de improbidade sujeito às seguintes cominações, que podem ser aplicadas 
isolada ou cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato:
I – na hipótese do art. 9º desta Lei, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimô-
nio, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos até 14 (catorze) anos, pagamento 
de multa civil equivalente ao valor do acréscimo patrimonial e proibição de contratar com o poder 
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público ou de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda 
que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo não superior a 14 
(catorze) anos;
Letra e.
024. (FGV/TFE (SEFAZ AM)/SEFAZ AM/2022) Túlio é Auditor-Fiscal estadual e responde a 
uma ação de improbidade administrativa ajuizada em 2020, por ter concorrido culposamente 
para a conduta de colega que se apropriou de bens apreendidos, cuja posse ele detinha em 
razão do seu cargo.
Com as mudanças feitas na Lei de Improbidade Administrativa (Lei n. 8.429/1992) pela Lei n. 
14.230/2021, assinale a afirmativa correta.
a) Túlio estará sujeito a sanções administrativas mais graves.
b) Túlio estará sujeito a sanções administrativas mais brandas.
c) Túlio continuará respondendo pelo ato culposo de improbidade administrativa.
d) Túlio passará a responder por ato doloso de improbidade administrativa.
e) Túlio não poderá ser responsabilizado por ato culposo de improbidade administrativa.
No caso, Túlio concorreu culposamente para a conduta de colega que se apropriou de bens 
apreendidos. Logo, em virtude das alterações legislativas ocorridas na Lei 8.429/1992, Túlio 
não poderá ser responsabilizado pela prática de improbidade administrativa.
E isso ocorre na medida em que, atualmente, apenas são admitidas como atos de improbidade 
administrativa as condutas dolosas.
Art. 1º, § 1º Consideram-se atos de improbidade administrativa as condutas dolosas tipificadas 
nos arts. 9º, 10 e 11 desta Lei, ressalvados tipos previstos em leis especiais.
Letra e.
025. (FGV/AJ (TJDFT)/TJDFT/APOIO ESPECIALIZADO/ADMINISTRAÇÃO/2022) Antônia, 
estudiosa da improbidade administrativa, recebeu a incumbência, em um grupo de estudos, 
de realizar a análise da estrutura tipológica adotada pela Lei n. 8.429/1992 e do elemento 
subjetivo exigido para o enquadramento de uma conduta em seus termos.
Ao final, Antônia concluiu, corretamente, que a referida estrutura é:
a) aberta, sendo as condutas ilícitas mencionadas de maneira exemplificativa, enquanto o ele-
mento subjetivo está lastreado apenas no dolo;
b) fechada, sendo as condutas ilícitas mencionadas de maneira taxativa, isto apesar do em-
prego de conceitos jurídicos indeterminados, enquanto o elemento subjetivo está lastreado 
apenas no dolo;
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c) aberta, sendo as condutas ilícitas mencionadas de maneira exemplificativa, enquanto o ele-
mento subjetivo está lastreado no dolo ou na culpa, sendo esta última aplicável exclusivamente 
aos atos que causam prejuízo ao erário;
d) aberta, em relação aos atos que gerem enriquecimento ilícito ou prejuízo ao erário, mas 
taxativa quanto aos atos que atentem contra os princípios administrativos, sendo o elemento 
subjetivo o dolo, exigindo-se ainda um especial fim de agir;
e) aberta, quanto aos atos que atentem contra os princípios administrativos, mas taxativa em 
relação aos atos que gerem enriquecimento ilícito ou prejuízo ao erário, sendo o elemento sub-
jetivo o dolo, exigindo-se ainda um especial fim de agir.
A estrutura, em relação aos atos que gerem enriquecimento ilícito ou prejuízo ao erário, é aberta,constando no texto legal de forma meramente exemplificativa. Em relação aos atos de impro-
bidade que atentem contra os princípios administrativos, a lista é fechada (taxativa), sendo o 
elemento subjetivo o dolo e exigindo-se, ainda, um especial fim de agir.
Podemos verificar tais informações com base no caput dos artigos 9º a 11 da Lei 8.429/1992, 
que apresentam a seguinte redação:
Art. 9º Constitui ato de improbidade administrativa importando em enriquecimento ilícito auferir, 
mediante a prática de ato doloso, qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do 
exercício de cargo, de mandato, de função, de emprego ou de atividade nas entidades referidas no 
art. 1º desta Lei, e notadamente (...)
Art. 10. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário qualquer ação ou 
omissão dolosa, que enseje, efetiva e comprovadamente, perda patrimonial, desvio, apropriação, 
malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades referidas no art. 1º desta Lei, 
e notadamente (...)
Art. 11. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da adminis-
tração pública a ação ou omissão dolosa que viole os deveres de honestidade, de imparcialidade 
e de legalidade, caracterizada por uma das seguintes condutas (...)
Letra d.
026. (FGV/TJ (TJDFT)/TJDFT/ADMINISTRATIVA/2022) Durante o ano de 2022, João, técnico 
judiciário do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, dolosamente, utilizou, 
em serviço particular de entrega de refeições consistentes em marmitas fitness produzidas 
e vendidas por sua esposa, o trabalho de terceiros contratados pelo TJDFT. João pedia aos 
estagiários lotados na Vara onde trabalha que fizessem as entregas das marmitas, no horário 
de expediente, em troca de eventuais gorjetas que recebessem dos consumidores.
De acordo com a legislação de regência, em tese, João praticou:
a) ato de improbidade administrativa que importou enriquecimento ilícito;
b) infração ética, mas não cometeu ato de improbidade administrativa, pois não houve efetivo 
dano ao erário;
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c) ato de improbidade administrativa que causou prejuízo ao erário, ainda que sua conduta 
tivesse sido culposa;
d) infração disciplinar, mas não cometeu ato de improbidade administrativa, pois não houve 
efetivo dano ao erário;
e) infrações ética e disciplinar, mas não cometeu ato de improbidade administrativa, pela falta 
de tipicidade, diante das alterações promovidas na Lei de Improbidade.
Na situação narrada pelo enunciado da questão, João praticou ato de improbidade administra-
tiva que importou em enriquecimento ilícito.
Art. 9º Constitui ato de improbidade administrativa importando em enriquecimento ilícito auferir, 
mediante a prática de ato doloso, qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do 
exercício de cargo, de mandato, de função, de emprego ou de atividade nas entidades referidas no 
art. 1º desta Lei, e notadamente:
IV – utilizar, em obra ou serviço particular, qualquer bem móvel, de propriedade ou à disposição 
de qualquer das entidades referidas no art. 1º desta Lei, bem como o trabalho de servidores, de 
empregados ou de terceiros contratados por essas entidades;
Importante destacar que, atualmente, apenas as condutas dolosas (como a praticada por João) 
é que são tipificadas como atos de improbidade administrativa.
Letra a.
027. (FGV/ATCE (TCE-AM)/TCE AM/AUDITORIA GOVERNAMENTAL/2021) Os atos de im-
probidade administrativa estão associados a condutas inadequadas, praticadas por agentes 
públicos ou outros envolvidos, que causem danos à administração pública. Nos termos da Lei 
Federal n. 8.429/1992, tais atos podem ser os que geram enriquecimento ilícito, que causam 
prejuízo ao erário ou que violam os princípios da administração pública.
Um exemplo de ato que viola os princípios da administração pública é:
a) agir negligentemente no que diz respeito à conservação do patrimônio público;
b) liberar verba pública sem a estrita observância das normas pertinentes;
c) ordenar a realização de despesas não autorizadas em lei ou regulamento;
d) perceber vantagem econômica para intermediar a aplicação de verba pública de qual-
quer natureza;
e) revelar a terceiros, antes da divulgação oficial, informação de medida econômica capaz de 
afetar o preço de um bem.
Apenas a Letra E, dentre as opções elencadas, é um ato de improbidade administrativa que viola 
os princípios da administração pública.
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Art. 11. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da adminis-
tração pública a ação ou omissão dolosa que viole os deveres de honestidade, de imparcialidade 
e de legalidade, caracterizada por uma das seguintes condutas:
VII – revelar ou permitir que chegue ao conhecimento de terceiro, antes da respectiva divulgação 
oficial, teor de medida política ou econômica capaz de afetar o preço de mercadoria, bem ou serviço.
Letra e.
028. (FGV/ADV (PREF PAULÍNIA)/PREF PAULÍNIA/CREAS/2021) João, Diretor do Centro de 
Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), no exercício da fundação, recebeu 
para si dinheiro, consistente na quantia de vinte mil reais, a título de presente de Pedro, pessoa 
que tinha interesse direto que podia ser atingido por ação ou omissão decorrente das suas 
atribuições como agente público. De acordo com a Lei n. 8.429/92, João praticou espécie de 
ato de improbidade administrativa que
a) causa prejuízo ao erário e está sujeito, entre outras, à cassação dos direitos políticos e à 
proibição de contratar com o poder público e de receber benefícios ou incentivos fiscais.
b) importou enriquecimento ilícito e está sujeito, entre outras, à perda dos valores acrescidos 
ilicitamente ao patrimônio e à perda da função pública.
c) causa prejuízo ao erário e está sujeito, entre outras, à multa civil de até cem vezes o valor da 
remuneração percebida pelo agente e à perda da função pública.
d) importou enriquecimento ilícito e está sujeito, entre outras, à cassação dos direitos políticos 
e à proibição de contratar com o poder público e de receber benefícios ou incentivos fiscais.
e) atenta contra os princípios da administração pública e está sujeito, entre outras, à multa civil 
de até cem vezes o valor da remuneração percebida pelo agente e à perda da função pública.
De acordo com a Lei 8.429/92, João praticou um ato de improbidade administrativa que impor-
tou enriquecimento ilícito.
Art. 9º Constitui ato de improbidade administrativa importando em enriquecimento ilícito auferir, 
mediante a prática de ato doloso, qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do 
exercício de cargo, de mandato, de função, de emprego ou de atividade nas entidades referidas no 
art. 1º desta Lei, e notadamente:
I – receber, para si ou para outrem, dinheiro, bem móvel ou imóvel, ou qualquer outra vantagem 
econômica, direta ou indireta, a título de comissão, percentagem, gratificação ou presente de quem 
tenha interesse, direto ou indireto, que possa ser atingido ou amparado por ação ou omissão de-
corrente das atribuições do agente público;
Consequentemente, João está sujeito, dentre outras sanções, à perdados valores acrescidos 
ilicitamente ao patrimônio e à perda da função pública.
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Art. 12. Independentemente do ressarcimento integral do dano patrimonial, se efetivo, e das sanções 
penais comuns e de responsabilidade, civis e administrativas previstas na legislação específica, está 
o responsável pelo ato de improbidade sujeito às seguintes cominações, que podem ser aplicadas 
isolada ou cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato:
I – na hipótese do art. 9º desta Lei, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, 
perda da função pública, suspensão dos direitos políticos até 14 (catorze) anos, pagamento de multa 
civil equivalente ao valor do acréscimo patrimonial e proibição de contratar com o poder público ou 
de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por inter-
médio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo não superior a 14 (catorze) anos;
Letra b.
029. (FGV/CONS TE (SEFAZ ES)/SEFAZ ES/CIÊNCIAS ECONÔMICAS/2022) No ano de 2022, 
João, ocupante do cargo efetivo de Consultor do Tesouro Estadual do Estado Gama, praticou 
ato de improbidade administrativa consistente em receber dolosamente, para si, dinheiro, a 
título de presente de sociedade empresária que tinha interesse direto que podia ser amparado 
por ação ou omissão decorrente de suas atribuições como agente público.
O Ministério Público, após investigação por meio de inquérito civil, ajuizou ação civil pública por 
ato de improbidade administrativa.
Com receio de perder sua função pública, João pretende pedir exoneração e prestar novo con-
curso público para o cargo de Procurador do Estado Gama.
No caso em tela, de acordo com a Lei n. 8.429/92 (com redação dada pela Lei n. 14.230/21), a 
sanção de perda da função pública
a) não mais figura como penalidade a ser eventualmente aplicada a João, que pode receber 
outras sanções, como suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos.
b) não mais figura como penalidade a ser eventualmente aplicada a João, que pode receber 
outras sanções, como pagamento de multa civil de até cem vezes o valor da remuneração per-
cebida pelo agente.
c) atinge automaticamente todo e qualquer cargo, emprego ou função pública exercidos por 
João no momento em que ocorrer o trânsito em julgado de eventual decisão condenatória.
d) atinge automaticamente todo e qualquer cargo, emprego ou função pública exercidos por 
João no momento em que for publicada eventual sentença condenatória e eventual apelação 
não tem, em regra, efeito suspensivo.
e) atinge apenas o vínculo da mesma qualidade e natureza que João detinha com o poder público 
na época do cometimento da infração, podendo o magistrado, em caráter excepcional, esten-
dê-la aos demais vínculos, consideradas as circunstâncias do caso e a gravidade da infração.
Atualmente, de acordo com a Lei 8.429/92, a sanção de perda da função pública atinge apenas 
o vínculo da mesma qualidade e natureza que o agente (no caso, João) detinha com o Poder 
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Público na época do cometimento da infração, podendo o magistrado, nos casos de enriqueci-
mento ilícito e em caráter excepcional (como no exemplo da questão), estendê-la aos demais 
vínculos, consideradas as circunstâncias do caso e a gravidade da infração.
Art. 12, § 1º A sanção de perda da função pública, nas hipóteses dos incisos I e II do caput deste 
artigo, atinge apenas o vínculo de mesma qualidade e natureza que o agente público ou político 
detinha com o poder público na época do cometimento da infração, podendo o magistrado, na 
hipótese do inciso I do caput deste artigo, e em caráter excepcional, estendê-la aos demais vín-
culos, consideradas as circunstâncias do caso e a gravidade da infração.
Letra e.
030. (FGV/AFFC (CGU)/CGU/CORREIÇÃO E COMBATE À CORRUPÇÃO/2022) O Ministério 
Público Federal ajuizou ação civil pública por ato de improbidade administrativa imputando 
ao ex-prefeito do Município Alfa a prática de atos dolosos de improbidade, consubstancia-
dos em ilegalidades na execução de determinado convênio firmado com repasse voluntário 
de verba da União e fraude em procedimento licitatório para aquisição de unidade móvel de 
saúde. Após processado o feito e realizada sua instrução, em setembro de 2021, sobreveio 
sentença que reconheceu a prescrição e julgou extinto o processo, com resolução do mérito, 
concluindo que o ressarcimento ao erário, um dos pedidos feitos na inicial, deveria ser pos-
tulado em ação autônoma.
Levando em conta que, de fato, a pretensão da aplicação das sanções pessoais previstas no 
Art. 12 da Lei de Improbidade Administrativa estava prescrita, de acordo com a jurisprudência 
do Superior Tribunal de Justiça, a sentença está:
a) errada, porque o ressarcimento ao erário também prescreveu junto com as demais sanções 
previstas na lei de improbidade, pelo princípio da segurança jurídica, não sendo viável a reno-
vação da demanda;
b) correta, porque o ressarcimento do dano ao erário não é uma sanção típica prevista no Art. 12, 
da Lei n. 8.429/1992, e não pode haver cumulação de pedidos próprios de direito sancionador 
com reparação de danos materiais ao ente;
c) correta, porque o procedimento especial previsto na Lei n. 8.429/1992 é incompatível com 
demanda, cujo único objeto remanescente seja o pedido de ressarcimento ao erário, que é 
imprescritível;
d) errada, porque é possível o prosseguimento da demanda para pleitear o ressarcimento do 
dano ao erário, ainda que sejam declaradas prescritas as demais sanções previstas no Art. 12 
da Lei n. 8.429/1992;
e) correta, porque, apesar de o ressarcimento por dano patrimonial oriundo de ato de improbi-
dade, culposa ou dolosa, nos termos do Art. 37, § 5º, da Constituição da República de 1988, ser 
imprescritível, tal pretensão deve ser buscada por meio de ação autônoma.
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Ética e Improbidade Administrativa
LegIsLAção
Diogo Surdi
Importante questão para sedimentarmos e conhecermos o entendimento do STJ acerca da 
prescrição das ações de improbidade.
Em um primeiro momento, devemos saber que são imprescritíveis as ações de ressarcimento 
ao erário oriundas de atos dolosos de improbidade administrativa.
Dito isso, o STJ possui entendimento no sentido de que, na ação civil pública por ato de impro-
bidade administrativa, é possível o prosseguimento da demanda para pleitear o ressarcimento 
do dano ao erário, ainda que sejam declaradas prescritas as demais sanções previstas.
JURISPRUDÊNCIA
STJ. 1ª Seção. REsp 1899455 – Na ação civil pública por ato de improbidade adminis-
trativa é possível o prosseguimento da demanda para pleitear o ressarcimento do dano 
ao erário, ainda que sejam declaradas prescritas as demais sanções previstas no art. 
12 da Lei n. 8.429/92.
Desta forma, a sentençaque reconheceu a prescrição e julgou extinto o processo, com resolu-
ção do mérito, está errada, uma vez que é possível o prosseguimento da demanda para pleitear 
o ressarcimento do dano ao erário, ainda que sejam declaradas prescritas as demais sanções 
previstas na Lei de Improbidade Administrativa.
Letra d.
031. (FGV/DEL POL (PC AM)/PC AM/4ª CLASSE/2022) Em janeiro de 2022, o policial civil 
João, do Estado Alfa, de forma dolosa, a fim de obter proveito ou benefício indevido para 
outra pessoa, revelou fato de que tinha ciência em razão das suas atribuições e que devia 
permanecer em segredo, propiciando beneficiamento a terceiro por informação privilegiada.
Consoante dispõe a Lei de Improbidade Administrativa (com as alterações introduzidas pela Lei 
n. 14.230/21), João praticou ato de improbidade administrativa que atentou contra os princípios 
da Administração Pública (Art. 11 da Lei n. 8.429/92) e, no bojo de ação civil pública por ato de 
improbidade administrativa, o policial
a) não está sujeito a perda da função pública, por ausência de previsão legal.
b) está sujeito a perda da função pública, que atinge qualquer vínculo existente entre o agente 
público e o poder público no momento do trânsito em julgado da sentença.
c) está sujeito a perda da função pública, que atinge qualquer vínculo existente entre o agente 
público e o poder público no momento em que for prolatada a sentença.
d) está sujeito a perda da função pública, que atinge apenas o vínculo de mesma qualidade e 
natureza que o agente público detinha com o poder público na época do cometimento da infração.
e) está sujeito à perda da função pública, que atinge apenas o vínculo de mesma qualidade e 
natureza que o agente público detinha com o poder público na época do cometimento da infração, 
podendo o magistrado, em caráter excepcional, estendê-la aos demais vínculos, consideradas 
as circunstâncias do caso e a gravidade da infração.
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Ética e Improbidade Administrativa
LegIsLAção
Diogo Surdi
No caso de cometimento de ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios 
da Administração Pública, as seguintes sanções podem ser aplicadas:
a) pagamento de multa civil de até 24 vezes o valor da remuneração percebida pelo agente;
b) proibição de contratar com o poder público ou de receber benefícios ou incentivos fiscais ou 
creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja 
sócio majoritário, pelo prazo não superior a 4 anos;
Logo, por ausência de previsão legal, o policial civil João, do Estado Alfa, não está sujeito à 
perda da função pública.
Letra a.
032. (CEBRASPE (CESPE)/AFCE (TCE-SC)/TCE SC/ADMINISTRAÇÃO/2022) Consideran-
do o disposto no Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Contas do Estado de Santa 
Catarina e nas Leis n. 8.429/1992 e n. 12.846/2013, julgue o item a seguir.
A Lei n. 8.429/1992 enquadra a negligência na conservação do patrimônio público como ato 
de improbidade administrativa, quando se caracterizar conduta culposa.
Após as alterações promovidas na Lei 8.429/1992, apenas as condutas dolosas é que podem 
ser consideradas como atos de improbidade administrativa.
Neste sentido, é importante destacar que o § 3º do artigo 1º estabelece que “O mero exercício 
da função ou desempenho de competências públicas, sem comprovação de ato doloso com fim 
ilícito, afasta a responsabilidade por ato de improbidade administrativa”.
Errado.
033. (CEBRASPE (CESPE)/ESP GT (TELEBRAS)/TELEBRAS/ADVOGADO/2022) Acerca das sanções 
aplicáveis em virtude da prática de atos de improbidade administrativa, julgue o item que se segue.
São considerados atos de improbidade administrativa as condutas dolosas e culposas tipifi-
cadas na Lei n. 8.429/1992.
Apenas as condutas dolosas (e não mais as culposas) é que serão caracterizadas como atos 
de improbidade administrativa.
Art. 1º O sistema de responsabilização por atos de improbidade administrativa tutelará a probidade 
na organização do Estado e no exercício de suas funções, como forma de assegurar a integridade 
do patrimônio público e social, nos termos desta Lei.
§ 1º Consideram-se atos de improbidade administrativa as condutas dolosas tipificadas nos arts. 
9º, 10 e 11 desta Lei, ressalvados tipos previstos em leis especiais.
Errado.
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Ética e Improbidade Administrativa
LegIsLAção
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034. (CEBRASPE (CESPE)/TCE TCE RJ/TCE RJ/TÉCNICO/2022) Com base na Lei de Im-
probidade Administrativa, julgue o próximo item.
Garantir a integridade do patrimônio público é objetivo da Lei de Improbidade Administrativa.
Estabelece o artigo 1º que
O sistema de responsabilização por atos de improbidade administrativa tutelará a probidade na 
organização do Estado e no exercício de suas funções, como forma de assegurar a integridade do 
patrimônio público e social, nos termos desta Lei.
Certo.
035. (CEBRASPE (CESPE)/TCE TCE RJ/TCE RJ/TÉCNICO/2022) Com base na Lei de Im-
probidade Administrativa, julgue o próximo item.
Sócios e gestores de empresas privadas respondem, de forma solidária e ilimitada, por even-
tuais atos de improbidade administrativa praticados pela pessoa jurídica da qual participam.
O que o § 1º do artigo 3º estabelece é que:
Os sócios, os cotistas, os diretores e os colaboradores de pessoa jurídica de direito privado não 
respondem pelo ato de improbidade que venha a ser imputado à pessoa jurídica, salvo se, com-
provadamente, houver participação e benefícios diretos, caso em que responderão nos limites da 
sua participação.
Errado.
036. (CEBRASPE (CESPE)/ADM (FUB)/FUB/2022) Com base na Lei n. 8.429/1992, que dis-
põe sobre a prática de atos de improbidade administrativa, e na Lei n. 9.784/1999, que trata 
do processo administrativo, julgue o próximo item.
Configura ato de improbidade administrativa a ação decorrente de divergência interpretativa da 
lei, baseada em jurisprudência, quando esta não for pacificada.
O texto do § 8º do artigo é justamente em sentido contrário, estabelecendo que:
Não configura improbidade a ação ou omissão decorrente de divergência interpretativa da lei, 
baseada em jurisprudência, ainda que não pacificada, mesmo que não venha a ser posteriormente 
prevalecente nas decisões dos órgãos de controle ou dos tribunais do Poder Judiciário.
Errado.
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LegIsLAção
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037. (CEBRASPE (CESPE)/ADM (FUB)/FUB/2022) Com base na Lei n. 8.429/1992, que dis-
põe sobre a prática de atos de improbidade administrativa, e na Lei n. 9.784/1999, que trata 
do processo administrativo, julgue o próximo item.
As disposições da lei que trata da prática de atos de improbidade administrativa atingem as 
pessoas que, mesmo não sendo agentes públicos, induzem ou concorrem dolosamente para a 
prática do ato de improbidade.
Isso mesmo! Conforme afirmado pela questão, as disposições da Lei da Improbidade Adminis-
trativasão aplicáveis, no que couber, àquele que, mesmo não sendo agente público, induza ou 
concorra dolosamente para a prática do ato de improbidade.
Art. 3º As disposições desta Lei são aplicáveis, no que couber, àquele que, mesmo não sendo 
agente público, induza ou concorra dolosamente para a prática do ato de improbidade.
Certo.
038. (CEBRASPE (CESPE)/ADM (FUB)/FUB/2022) Com base na Lei n. 8.429/1992, que dis-
põe sobre a prática de atos de improbidade administrativa, e na Lei n. 9.784/1999, que trata 
do processo administrativo, julgue o próximo item.
Por ser uma questão de interesse público, o herdeiro daquele que causar dano ao erário está 
sujeito a reparar os prejuízos em sua integralidade, inexistindo limitação de responsabilização 
com base no valor da herança.
Há sim uma limitação da responsabilização, que é, no caso dos herdeiros, o limite do valor da 
herança ou do patrimônio transferido.
Art. 8º O sucessor ou o herdeiro daquele que causar dano ao erário ou que se enriquecer ilicitamente 
estão sujeitos apenas à obrigação de repará-lo até o limite do valor da herança ou do patrimônio 
transferido.
Errado.
039. (CEBRASPE (CESPE)/TEC AMB (IBAMA)/IBAMA/2022) Considerando a hipótese de 
que servidor público civil do Poder Executivo federal tenha usado, em benefício de terceiros, 
informação privilegiada que deveria manter em segredo, obtida no âmbito interno de seu 
serviço, julgue o item seguinte.
Tal conduta configura ato improbidade que causa lesão ao erário.
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Ética e Improbidade Administrativa
LegIsLAção
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A conduta em questão, desde que praticada de forma dolosa, constitui ato de improbidade 
administrativa que atenta contra os princípios da administração pública, e não lesão ao erário.
Art. 11. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da adminis-
tração pública a ação ou omissão dolosa que viole os deveres de honestidade, de imparcialidade 
e de legalidade, caracterizada por uma das seguintes condutas:
III – revelar fato ou circunstância de que tem ciência em razão das atribuições e que deva perma-
necer em segredo, propiciando beneficiamento por informação privilegiada ou colocando em risco 
a segurança da sociedade e do Estado;
Errado.
040. (CEBRASPE (CESPE)/AAMB (IBAMA)/IBAMA/LICENCIAMENTO AMBIENTAL/2022) 
Considerando a hipótese de que, no seu exercício profissional, determinado servidor público 
tenha utilizado, para fins de interesse particular, os serviços de servidor subordinado a ele, 
julgue o item seguinte.
A atuação do superior hierárquico, nesse caso, constitui ato de improbidade administrativa que 
importa lesão ao erário.
A situação narrada é caso de improbidade administrativa da modalidade de enriquecimento 
ilícito, e não de lesão ao erário.
Art. 9º Constitui ato de improbidade administrativa importando em enriquecimento ilícito auferir, 
mediante a prática de ato doloso, qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do 
exercício de cargo, de mandato, de função, de emprego ou de atividade nas entidades referidas no 
art. 1º desta Lei, e notadamente:
IV – utilizar, em obra ou serviço particular, qualquer bem móvel, de propriedade ou à disposição 
de qualquer das entidades referidas no art. 1º desta Lei, bem como o trabalho de servidores, de 
empregados ou de terceiros contratados por essas entidades;
Errado.
041. (CEBRASPE (CESPE)/AAMB (IBAMA)/IBAMA/LICENCIAMENTO AMBIENTAL/2022) 
Considerando a hipótese de que, no seu exercício profissional, determinado servidor público 
tenha utilizado, para fins de interesse particular, os serviços de servidor subordinado a ele, 
julgue o item seguinte.
Tal conduta do superior hierárquico configurará ato de improbidade administrativa apenas se 
tiver sido praticada de forma dolosa.
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Ética e Improbidade Administrativa
LegIsLAção
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Após as alterações legislativas, apenas será considerado ato de improbidade administrativa as 
condutas praticadas de forma dolosa. Sendo assim, a conduta mencionada pela questão está 
inserida, quando praticada com dolo, como ato de improbidade, mais precisamente na moda-
lidade de enriquecimento ilícito.
Art. 9º Constitui ato de improbidade administrativa importando em enriquecimento ilícito auferir, 
mediante a prática de ato doloso, qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do 
exercício de cargo, de mandato, de função, de emprego ou de atividade nas entidades referidas no 
art. 1º desta Lei, e notadamente:
IV – utilizar, em obra ou serviço particular, qualquer bem móvel, de propriedade ou à disposição 
de qualquer das entidades referidas no art. 1º desta Lei, bem como o trabalho de servidores, de 
empregados ou de terceiros contratados por essas entidades;
Certo.
042. (CEBRASPE (CESPE)/AFCE (TCE-SC)/TCE SC/ADMINISTRAÇÃO/2022) Consideran-
do o disposto no Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Contas do Estado de Santa 
Catarina e nas Leis n. 8.429/1992 e n. 12.846/2013, julgue o item a seguir.
A perda patrimonial efetiva do ente público é indispensável para a configuração da ilicitude da 
conduta de frustrar processo seletivo para celebração de parcerias com entidades sem fins 
lucrativos.
Para a configuração da ilicitude da conduta de frustrar processo seletivo para celebração de 
parcerias com entidades sem fins lucrativos, é necessário, conforme afirmado, a perda patri-
monial efetiva do ente público.
Art. 10. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário qualquer ação ou omissão 
dolosa, que enseje, efetiva e comprovadamente, perda patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamen-
to ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades referidas no art. 1º desta Lei, e notadamente:
VIII – frustrar a licitude de processo licitatório ou de processo seletivo para celebração de parcerias 
com entidades sem fins lucrativos, ou dispensá-los indevidamente, acarretando perda patrimonial 
efetiva;
Certo.
043. (CEBRASPE (CESPE)/AFCE (TCE-SC)/TCE SC/DIREITO/2022) Tendo em vista as dis-
posições da CF, a legislação em vigor e a jurisprudência do STF, julgue o seguinte item.
Conforme a Lei n. 8.429/1992 e suas alterações, constitui ato de improbidade administrativa 
que atenta contra os princípios da administração pública a ação dolosa do agente público que 
deixa de prestar contas quando está obrigado a fazê-lo.
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Ética e Improbidade Administrativa
LegIsLAção
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No caso narrado, para que o ato de improbidade seja configurado, deve o agente deixar de 
prestar contas quando esteja obrigado a fazê-lo, desde que disponha das condições para isso, 
com vistas a ocultar irregularidades.
Logo, infere-se que a simples não prestação de contas, sem nenhum motivo ensejador, não é 
considerada improbidade administrativa.
Art. 11. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da adminis-
tração pública a ação ou omissãodolosa que viole os deveres de honestidade, de imparcialidade 
e de legalidade, caracterizada por uma das seguintes condutas:
VI – deixar de prestar contas quando esteja obrigado a fazê-lo, desde que disponha das condições 
para isso, com vistas a ocultar irregularidades;
Errado.
044. (CEBRASPE (CESPE)/ESP GT (TELEBRAS)/TELEBRAS/ADVOGADO/2022) Acerca 
das sanções aplicáveis em virtude da prática de atos de improbidade administrativa, julgue 
o item que se segue.
Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração 
pública revelar, antes da divulgação oficial, teor de medida econômica capaz de afetar o preço 
de mercadoria, bem ou serviço.
Aqui, estamos diante de uma conduta ensejadora de improbidade administrativa, mais precisa-
mente na modalidade de atos que que atentam contra os princípios da administração pública.
Art. 11. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da adminis-
tração pública a ação ou omissão dolosa que viole os deveres de honestidade, de imparcialidade 
e de legalidade, caracterizada por uma das seguintes condutas:
VII – revelar ou permitir que chegue ao conhecimento de terceiro, antes da respectiva divulgação 
oficial, teor de medida política ou econômica capaz de afetar o preço de mercadoria, bem ou serviço.
Certo.
045. (CEBRASPE (CESPE)/ESP GT (TELEBRAS)/TELEBRAS/ADVOGADO/2022) Acerca 
das sanções aplicáveis em virtude da prática de atos de improbidade administrativa, julgue 
o item que se segue.
Constitui ato de improbidade administrativa que importa enriquecimento ilícito realizar operação 
financeira sem observância das normas legais e regulamentares, ou aceitar garantia insuficiente 
ou inidônea.
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Ética e Improbidade Administrativa
LegIsLAção
Diogo Surdi
Realizar operação financeira sem observância das normas legais e regulamentares ou aceitar 
garantia insuficiente ou inidônea, quando praticado de forma dolosa, é ato de improbidade ad-
ministrativa que causa lesão ao erário.
Art. 10. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário qualquer ação ou 
omissão dolosa, que enseje, efetiva e comprovadamente, perda patrimonial, desvio, apropriação, 
malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades referidas no art. 1º desta Lei, 
e notadamente:
VI – realizar operação financeira sem observância das normas legais e regulamentares ou aceitar 
garantia insuficiente ou inidônea;
Errado.
046. (CEBRASPE (CESPE)/ESP GT (TELEBRAS)/TELEBRAS/ADVOGADO/2022) A respeito 
do mandado de segurança, da ação civil pública, da ação de improbidade administrativa e da 
reclamação constitucional, julgue o item que se segue.
Se um servidor público indevidamente deixar de praticar ato de ofício, restará configurada a 
improbidade administrativa por ofensa aos princípios da administração.
A conduta elencada pelo enunciado estava prevista como ato de improbidade administrativa 
antes das alterações legislativas promovidas pela Lei 14.230/2021. Atualmente, a conduta não 
encontra previsão legal, não podendo ser considerada ato de improbidade.
Errado.
047. (CEBRASPE (CESPE)/TEC GT (TELEBRAS)/TELEBRAS/ASSISTENTE ADMINISTRA-
TIVO/2022) Acerca das sanções aplicáveis em virtude da prática de atos de improbidade 
administrativa, julgue o item que se segue.
Estarão sujeitos às sanções da Lei n. 8.429/1992 eventuais atos de improbidade praticados 
contra o patrimônio de entidade privada que receba incentivo fiscal ou creditício de entes pú-
blicos ou governamentais.
Eventuais atos de improbidade praticados contra o patrimônio de entidade privada que receba 
incentivo fiscal ou creditício de entes públicos ou governamentais estão, conforme afirmado, 
sujeitos às disposições da Lei 8.429/1992.
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Ética e Improbidade Administrativa
LegIsLAção
Diogo Surdi
Art. 1º, § 5º Os atos de improbidade violam a probidade na organização do Estado e no exercício 
de suas funções e a integridade do patrimônio público e social dos Poderes Executivo, Legislativo 
e Judiciário, bem como da administração direta e indireta, no âmbito da União, dos Estados, dos 
Municípios e do Distrito Federal.
§ 6º Estão sujeitos às sanções desta Lei os atos de improbidade praticados contra o patrimônio 
de entidade privada que receba subvenção, benefício ou incentivo, fiscal ou creditício, de entes 
públicos ou governamentais, previstos no § 5º deste artigo.
Certo.
048. (FGV/SOLD (PM CE)/PM CE/2021) Com base nas características utilizadas usualmente 
para a conceituação dos termos ética e moral, assinale a afirmativa correta.
a) A ética é uma normatização de comportamentos, enquanto a moral é uma disciplina filosófica.
b) A ética possui caráter científico, enquanto a moral tem caráter prático.
c) A ética possui caráter temporal, enquanto a moral tem caráter permanente.
d) A ética está relacionada ao costume, enquanto a moral à qualidade do ser.
e) A ética é cultural, enquanto a moral é teórica.
a) Errada. É a ética que é uma disciplina filosófica, e não a moral.
b) Certa. Isso mesmo. Ao passo que a ética possui caráter científico, sendo uma disciplina da 
filosofia, a moral tem caráter prático, estado relacionada com o comportamento do indivíduo.
c) Errada. Diferente do que afirmado, a ética tende a ser mais permanente que a moral, uma vez 
que, conforme já mencionado, é uma disciplina filosófica.
d) Errada. A moral é que está relacionada com os costumes de determinados grupos de indivíduos.
e) Errada. A ética é que é teórica, enquanto a moral é cultural, haja vista que sofre influência de 
diversos fatores (como a religião, a história e a política).
Letra b.
049. (FGV/MON EDU ESP (ANGRA)/PREF ANGRA/2019) Leia o trecho a seguir.
Ética é o estudo dos princípios que orientam e disciplinam o comportamento humano, refletindo 
a respeito às normas e aos valores vigentes em nossa sociedade e no serviço público.
Assinale a afirmativa que não está de acordo com o texto acima.
a) Ética é o conjunto de regras a respeito dos valores morais de uma sociedade.
b) Os princípios éticos devem ser aplicados para gerar o bem de todos.
c) A conduta ética obriga a escolher entre o honesto e o desonesto.
d) Os princípios éticos nos liberam para agir segundo os nossos interesses.
e) A ética diz respeito aos valores que indicam o que é um bem coletivo.
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Ética e Improbidade Administrativa
LegIsLAção
Diogo Surdi
Com base na leitura de cada uma das alternativas, conseguimos observar que a Letra D é a 
alternativa incorreta. Diferente do que afirmado, os princípios éticos não nos liberam para agir 
segundo os nossos interesses, devendo prevalecer, sempre, o interesse da coletividade, e não 
o pessoal.
Letra d.
050. (FGV/ANALM (CM SALVADOR)/CM SALVADOR/LICITAÇÃO, CONTRATOS E CONVÊ-
NIOS/COMPRAS, PATRIMÔNIO E MATERIAIS/2018) Código de valores que norteiam a con-
duta de um indivíduo, bem como suas decisões e escolhas,fazendo com que esse indivíduo 
seja capaz de julgar o que é certo ou errado.
Trata-se da definição de:
a) altruísmo;
b) egoísmo;
c) consenso;
d) participação;
e) moralidade.
A definição apresentada pela questão está ligada aos conceitos de ética e de moral. Ainda que 
ambas as definições apresentem diferenças, é bastante comum, em provas de concurso público 
da disciplina de ética, que os conceitos mencionados sejam exigidos de forma semelhante.
Aqui, uma das alternativas apresenta como resposta a moralidade (Letra E), sendo esta a alter-
nativa que deve ser assinalada pelo candidato.
Letra e.
051. (FGV/ATCG (MEC)/MEC/ANALISTA DE TESTE E QUALIDADE/2009) O Código de Éti-
ca Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal dispõe sobre regras que 
visam à realização de um valor moral e ético relativo à profissão de servidor público, por isso 
está relacionado a um(a):
a) filologia.
b) filosofia.
c) deontologia.
d) idealismo.
e) gnosiologia.
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Ética e Improbidade Administrativa
LegIsLAção
Diogo Surdi
As regras que visam à realização de um valor moral e ético relativo à profissão de servidor pú-
blico, e previstas no Código de Ética, dizem respeito à deontologia, que, em linhas gerais, pode 
ser conceituada como a ciência do dever e da obrigação.
Letra c.
052. (FGV/TEC NM (SALVADOR)/PREF SALVADOR/OPERACIONAL/2017) As afirmativas a 
seguir apresentam alguns deveres do cidadão, à exceção de uma. Assinale-a.
a) Respeitar os direitos sociais de outras pessoas.
b) Cumprir as leis.
c) Colaborar com as autoridades.
d) Impedir a livre manifestação do pensamento.
e) Proteger a natureza.
Apenas “impedir a livre manifestação do pensamento” não é um dever, sob o ponto de vista ético, 
de todos os cidadãos. Nas demais alternativas, estamos diante de mandamentos que devem ser 
observados por todos os cidadãos, independente do fato de serem ou não servidores públicos.
Letra d.
Diogo Surdi
Diogo Surdi é formado em Administração Pública e é professor de Direito Administrativo em concursos 
públicos, tendo sido aprovado para vários cargos, dentre os quais se destacam: Auditor-Fiscal da Receita 
Federal do Brasil (2014), Analista Judiciário do TRT-SC (2013), Analista Tributário da Receita Federal do 
Brasil (2012) e Técnico Judiciário dos seguintes órgãos: TRT-SC, TRT-RS, TRE-SC, TRE-RS, TRT-MS e MPU.
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	art17ci
	art17cii
	art17ciii
	art17civ
	art17civa
	art17civb
	art17civc
	art17civd
	art17cive
	art17civf
	art17civg
	art17cv
	art17cvi
	art17cvii
	art17c§1
	art17c§2
	art17c§3
	art3§1
	art3§2
	art12ii.0
	art1§2
	art9iv.0
	art11vii
	art12i.0
	Sumário
	Apresentação
	Ética e Improbidade Administrativa
	1. Ética, Moral, Valores e Virtudes
	2. A Importância da Ética no Serviço Público
	3. Conceito de Improbidade e Disposições Constitucionais
	3.1. Disposições Gerais
	4. Sujeitos da Ação de Improbidade
	4.1. Sujeitos Ativos
	4.2. Sujeitos Passivos
	5. Atos de Improbidade Administrativa
	5.1. Atos que Importam Enriquecimento Ilícito
	5.2. Atos que Causam Prejuízo ao Erário
	5.3. Atos que Atentam Contra os Princípios da Administração Pública
	6. Características dos Atos de Improbidade Administrativa
	7. Indisponibilidade dos Bens
	8. Penas Aplicáveis
	9. Declaração de Bens
	10. Procedimento Administrativo e Judicial
	10.1. Propositura da Ação
	11. Prescrição
	Resumo
	Questões de Concurso
	Gabarito
	Gabarito Comentado
	AVALIAR 5: 
	Página 115:políticos ocorrerá por um período determi-
nado de tempo, ao passo que a perda da função pública é medida definitiva para o respectivo 
agente estatal.
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LegIsLAção
Diogo Surdi
O mencionado artigo constitucional, no entanto, trata-se de norma constitucional de eficá-
cia limitada, carecendo, quando da promulgação da Constituição Federal, de regulamentação 
para a produção de efeitos jurídicos.
Dessa forma, foi com a edição, em 1992, da Lei 8.429, conhecida como lei da improbidade 
administrativa, que o legislador infraconstitucional estabeleceu as regras e procedimentos a 
serem observados quando da prática de atos de improbidade.
Importante salientar que a Lei 8.429 é uma lei nacional, sendo, por isso mesmo, de obser-
vância obrigatória por parte da administração direta e indireta de todos os entes federativos 
(União, Estados, Distrito Federal e Municípios).
Todas as regras que iremos ver, a partir de agora, são oriundas do mencionado diploma legal.
3.1. disposições GerAis
A Lei 14.230/2021 modificou profundamente as disposições da Lei 8.429/1992. Uma das 
principais mudanças foi a expressa previsão de que apenas serão considerados como atos de 
improbidade administrativa aqueles que contiverem o elemento doloso (vontade do agente) 
no momento da sua prática.
Dito de outra forma, a lei da improbidade administrativa não mais admite condutas mera-
mente culposas para fins de configuração de eventual ato improbo.
Consequentemente, é possível afirmar que a natureza da responsabilidade decorrente 
da Lei da Improbidade Administrativa é subjetiva, carecendo da comprovação do elemento 
doloso para fins de ajuizamento da ação correspondente.
Art. 1º O sistema de responsabilização por atos de improbidade administrativa tutelará a probidade 
na organização do Estado e no exercício de suas funções, como forma de assegurar a integridade 
do patrimônio público e social, nos termos desta Lei.
§ 1º Consideram-se atos de improbidade administrativa as condutas dolosas tipificadas nos arts. 
9º, 10 e 11 desta Lei, ressalvados tipos previstos em leis especiais.
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LegIsLAção
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As condutas mencionadas, conforme veremos oportunamente, são as relacionadas com 
as três espécies de atos de improbidade, sendo elas: enriquecimento ilícito, prejuízo ao erário 
e violação aos princípios da Administração Pública.
Professor, o que é considerado dolo para fins de responsabilização pela prática de impro-
bidade administrativa?
De acordo com a norma legal, considera-se dolo a vontade livre e consciente de alcançar o 
resultado ilícito tipificado em cada uma das espécies de atos de improbidade administrativa, 
não bastando, para a configuração, a voluntariedade do agente.
Consequentemente, o mero exercício da função ou desempenho de competências públi-
cas, sem comprovação de ato doloso com fim ilícito, afasta a responsabilidade por ato de 
improbidade administrativa.
Art. 1º, § 2º Considera-se dolo a vontade livre e consciente de alcançar o resultado ilícito tipificado 
nos arts. 9º, 10 e 11 desta Lei, não bastando a voluntariedade do agente.
§ 3º O mero exercício da função ou desempenho de competências públicas, sem comprovação 
de ato doloso com fim ilícito, afasta a responsabilidade por ato de improbidade administrativa.
Analisando as previsões, é possível observar que a ideia do legislador foi a de estabele-
cer, como regra geral, a necessidade do dolo específico (e não mais o dolo genérico) como 
condição para a configuração da improbidade administrativa.
Um ponto que certamente será muito exigido em provas de concurso público é o que estabelece 
que o mero exercício da função ou desempenho de competências públicas, sem comprovação 
de ato doloso com fim ilícito, afasta a responsabilidade por ato de improbidade administrativa.
Também é importante destacar que, nos termos do § 8º do artigo 1º,
Não configura improbidade a ação ou omissão decorrente de divergência interpretativa da lei, 
baseada em jurisprudência, ainda que não pacificada, mesmo que não venha a ser posteriormente 
prevalecente nas decisões dos órgãos de controle ou dos tribunais do Poder Judiciário.
Obs.: � Aplicam-se ao sistema da improbidade disciplinado na Lei 8.429/1992 os princípios 
constitucionais do direito administrativo sancionador.
Tendo em vista que inúmeras forma as mudanças ocorridas em relação aos conceitos 
e elementos gerais relacionados com a improbidade administrativa, iremos sedimentar o 
aprendizado por meio do gráfico a seguir:
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001. (LEGALLE – ASS LEG I (CM POA)/CM POA/2022) Considera-se ___ a vontade livre e 
consciente de alcançar o resultado ilícito tipificado na Lei, não bastando a voluntariedade 
do agente.
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, a lacuna?
a) arbítrio
b) dolo.
c) boa-fé.
d) correção.
e) impunível.
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O § 2º do artigo 1º estabelece que “Considera-se dolo a vontade livre e consciente de alcan-
çar o resultado ilícito tipificado nos arts. 9º, 10 e 11 desta Lei, não bastando a voluntariedade 
do agente”.
Letra b.
4. sujeitos dA Ação de iMprobidAde
Analisar os sujeitos ativo e passivo da lei de improbidade administrativa é compreender 
quais partes figuram no polo ativo e passivo da relação jurídica instaurada com o cometimento 
da improbidade.
4.1. sujeitos AtiVos
Os sujeitos ativos são as pessoas que podem vir a cometer atos que sejam configurados 
como improbidade administrativa. De acordo com o artigo 2º da Lei 8.429/1992, extraímos 
a relação de pessoas com vínculo com o Poder Público que podem vir a se tornar sujeito 
passivo da ação de improbidade.
Art. 2º Para os efeitos desta Lei, consideram-se agente público o agente político, o servidor público 
e todo aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomea-
ção, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, 
emprego ou função nas entidades referidas no art. 1º desta Lei.
Parágrafo único. No que se refere a recursos de origem pública, sujeita-se às sanções previstas 
nesta Lei o particular, pessoa física ou jurídica, que celebra com a administração pública convê-
nio, contrato de repasse, contrato de gestão, termo de parceria, termo de cooperação ou ajuste 
administrativo equivalente.
Trata-se de um conceito extremamente amplo de agente público, de forma quemesmo 
aqueles que exerçam suas atribuições em caráter transitório ou ainda que sem remuneração 
são considerados, para efeitos legais, como possíveis sujeitos ativos.
EXEMPLO
Jaime foi escolhido para ser jurado em um Tribunal do Júri, oportunidade em que desempenhará 
uma função pública de caráter transitório e sem remuneração.
Caso Jaime pratique alguma das condutas elencadas como atos de improbidade administrativa, 
deverá, nos termos legais, ser responsabilizado com base nas disposições da Lei 8.429/1992.
Uma das novidades introduzidas pela Lei 14.230/2021 foi a expressamente prever os 
agentes políticos como sujeitos ativos dos atos de improbidade administrativa.
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Os agentes políticos são aqueles que ocupam os mais altos postos no âmbito dos Poderes 
da República, estando ligados às decisões fundamentais do Estado e possuindo grande parte 
de suas competências estabelecidas diretamente pela Constituição. Outra peculiaridade desta 
classe é o alto nível de autonomia que possuem para tomar as suas decisões.
Como exemplo desta classe de agentes, temos os Chefes do Poder Executivo (Presidente, 
Governador e Prefeito) e seus respectivos Ministros e Secretários Estaduais e Municipais.
Especificamente em relação aos recursos de origem pública, estão sujeitos às sanções da 
lei de improbidade administrativa o particular, pessoa física ou jurídica, que tiver celebrado 
com a administração pública algum dos seguintes tipos de instrumento jurídico: convênio, 
contrato de repasse, contrato de gestão, termo de parceria, termo de cooperação ou ajuste 
administrativo equivalente.
O conceito de sujeito ativo, entretanto, não compreende apenas as pessoas que tenham 
algum tipo de vínculo com o Poder Público, abrangendo também as pessoas que, ainda que 
não sejam titulares de cargo, emprego ou função pública, induzam ou concorram para a prá-
tica de improbidade administrativa.
Art. 3º As disposições desta Lei são aplicáveis, no que couber, àquele que, mesmo não sendo 
agente público, induza ou concorra dolosamente para a prática do ato de improbidade.
Aqui, dois pontos merecem atenção, a saber:
a) Os sócios, os cotistas, os diretores e os colaboradores de pessoa jurídica de direito 
privado não respondem, como regra geral, pelo ato de improbidade que venha a ser imputado 
à pessoa jurídica. Contudo, a responsabilização de tais pessoas ocorre quando, comprova-
damente, houver a participação e benefícios diretos. Neste caso, a responsabilidade ocorrerá 
dentro dos limites da sua participação.
b) As sanções estabelecidas não se aplicarão à pessoa jurídica, caso o ato de improbi-
dade administrativa seja também sancionado como ato lesivo à administração pública, nos 
termos da Lei Anticorrupção.
No entanto, temos que fazer uma importante distinção no que se refere às classes de pessoas 
que podem vir a figurar como sujeito ativo dos atos de improbidade:
a) Para que o agente público venha a figurar como sujeito ativo, deve ele ter agido com dolo 
(intencionalmente).
b) Para que o particular (que tenha induzido ou concorrido para a improbidade) figurar como 
sujeito ativo, faz-se necessário, obrigatoriamente, um “elo de ligação” com o serviço público, 
elo este que ocorre por meio do agente público.
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Trata-se de uma regra que faz todo o sentido, uma vez que a participação do particular, 
ainda que tenha sido de extrema importância para a caracterização da irregularidade, jamais 
seria capaz, por si só, de gerar a improbidade administrativa. Para a configuração do ilícito, 
faz-se necessária a existência de um elo de ligação com o serviço público, condição que é 
preenchida pelo respectivo agente público.
Neste sentido já decidiu o STJ, no Resp. 1155992, de seguinte teor:
JURISPRUDÊNCIA
1. Os arts. 1º e 3º da Lei 8.429/92 são expressos ao prever a responsabilização de todos, 
agentes públicos ou não, que induzam ou concorram para a prática do ato de improbi-
dade ou dele se beneficiem sob qualquer forma, direta ou indireta.
2. Não figurando no polo passivo qualquer agente público, não há como o particular 
figurar sozinho como réu em Ação de Improbidade Administrativa.
Durante muito tempo, a doutrina se dividia acerca da possibilidade das pessoas jurídicas 
virem a figurar como sujeito ativo dos atos de improbidade administrativa. Tal controvérsia 
foi sanada no julgamento do Resp. 970.393, de autoria do STJ, que decidiu que as pessoas 
jurídicas, tal como ocorre com os agentes públicos, podem perfeitamente concorrer para a 
prática dos atos de improbidade.
JURISPRUDÊNCIA
Considerando que as pessoas jurídicas podem ser beneficiadas e condenadas por atos 
ímprobos, é de se concluir que, de forma correlata, podem figurar no polo passivo de 
uma demanda de improbidade, ainda que desacompanhada de seus sócios.
Com base em tudo o que foi apresentado, podemos sedimentar o aprendizado acerca dos 
sujeitos ativos de improbidade administrativa por meio do seguinte quadro sinótico:
É considerado Agente Público
O agente político, o servidor público e todo aquele que exerce, ainda que 
transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, 
contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, 
emprego ou função
Em relação aos recursos de 
origem pública
Ficam sujeitos às disposições da Lei de Improbidade o particular, pessoa física 
ou jurídica, que celebrar com a administração pública convênio, contrato de 
repasse, contrato de gestão, termo de parceria, termo de cooperação ou ajuste 
administrativo equivalente
As regras da Le i da 
Improbidade também são 
aplicadas, no que couber
Àquele que, mesmo não sendo agente público, induza ou concorra dolosamente 
para a prática do ato de improbidade
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Os sócios, os cotistas, os 
diretores e os colaboradores 
de pessoa jurídica de direito 
privado
Regra geral: não respondem pelos atos de improbidade administrativa que 
venha a ser imputado à pessoa jurídica.
Exceção: a responsabilização ocorrerá quando, comprovadamente, houver 
participação e benefícios diretos. Neste caso, a responsabilidade estará limitada 
aos limites da sua participação.
Caso o ato de improbidade 
administrativa seja também 
sancionado como ato 
lesivo à administração 
pública de acordo com a Lei 
Anticorrupção
As sanções estabelecidas na Lei de Improbidade Administrativa não se aplicarão 
à pessoa jurídica.
4.2. sujeitos pAssiVos
Os sujeitos passivos, de maneira contrária, são as pessoas jurídicas que são lesadas pela 
prática de improbidade administrativa, passando a figurar, quando da respectiva ação, no polo 
ativo da respectiva demanda.
De acordo com a legislação em vigor, os sujeitos passivos estão expressos no artigo 1º, 
§ § 5ºa 7º da norma objeto de estudo, que apresenta a seguinte redação:
Art. 1º, § 5º Os atos de improbidade violam a probidade na organização do Estado e no exercício 
de suas funções e a integridade do patrimônio público e social dos Poderes Executivo, Legislativo 
e Judiciário, bem como da administração direta e indireta, no âmbito da União, dos Estados, dos 
Municípios e do Distrito Federal.
§ 6º Estão sujeitos às sanções desta Lei os atos de improbidade praticados contra o patrimônio 
de entidade privada que receba subvenção, benefício ou incentivo, fiscal ou creditício, de entes 
públicos ou governamentais, previstos no § 5º deste artigo.
§ 7º Independentemente de integrar a administração indireta, estão sujeitos às sanções desta Lei 
os atos de improbidade praticados contra o patrimônio de entidade privada para cuja criação ou 
custeio o erário haja concorrido ou concorra no seu patrimônio ou receita atual, limitado o ressar-
cimento de prejuízos, nesse caso, à repercussão do ilícito sobre a contribuição dos cofres públicos.
Analisando as informações apresentadas, é possível chegar à conclusão de que os sujeitos 
passivos da improbidade administrativa são os seguintes:
a) Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário de cada um dos entes federativos.
b) Administração Direta e Indireta da União, dos Estados, dos Municípios e do Distri-
to Federal.
c) Entidades privadas que recebam subvenção, benefício ou incentivo, fiscal ou creditício, 
de entes públicos ou governamentais.
d) Entidades privadas para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra 
no seu patrimônio ou receita atual. Neste caso, temos a peculiaridade de que o ressarcimento 
de prejuízos estará limitado à repercussão do ilícito sobre a contribuição dos cofres públicos.
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Tais entidades, conforme mencionado, são as que são lesadas com a prática de atos de 
improbidade administrativa, vindo a figurar, no âmbito da relação processual instaurada com 
a ação de improbidade, no polo ativo da demanda.
Importante salientar, neste sentido, que o Ministério Público, ainda que não seja uma das 
entidades relacionadas expressamente pela Lei 8.429/1992, pode figurar, tal como as demais 
pessoas jurídicas, no polo ativo da ação.
O fundamento para tal atuação é a defesa, por parte do Ministério Público, dos interesses 
públicos indisponíveis, conforme previsão no artigo 127 da Constituição Federal:
Art. 127. O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Esta-
do, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e 
individuais indisponíveis.
Outro ponto a ser destacado é que, após a entrada em vigor da Lei 14.230/2021, os atos que 
ensejarem enriquecimento ilícito, perda patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou 
dilapidação de recursos públicos dos partidos políticos ou de suas fundações estarão fora do 
campo de incidência da LIA, sendo regidos, em sentido oposto, pela Lei dos Partidos Políticos.
Art. 23-C. Atos que ensejem enriquecimento ilícito, perda patrimonial, desvio, apropriação, malba-
ratamento ou dilapidação de recursos públicos dos partidos políticos, ou de suas fundações, serão 
responsabilizados nos termos da Lei n. 9.096, de 19 de setembro de 1995.
Importante mencionar que a ação para a aplicação das sanções da Lei de Improbidade 
será proposta pelo Ministério Público.
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002. (QUADRIX – ASS ADM (CRP 10)/CRP 10 (PA E AP)/2022) À luz do que dispõe a Lei n. 
8.429/1992, julgue o item.
O Tribunal de Contas da União e dos estados não estão sujeitos aos ditames da Lei de Impro-
bidade Administrativa.
Estabelece o § 5º do artigo 1º que:
Os atos de improbidade violam a probidade na organização do Estado e no exercício de suas fun-
ções e a integridade do patrimônio público e social dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, 
bem como da administração direta e indireta, no âmbito da União, dos Estados, dos Municípios e 
do Distrito Federal.
Errado.
5. Atos de iMprobidAde AdMinistrAtiVA
A Lei 8.429/1992 apresenta, a depender da conduta do agente público ou de terceiros 
relacionados, três espécies de atos de improbidade administrativa, sendo elas:
a) atos que importam em enriquecimento ilícito;
b) atos que causam prejuízo ao erário;
c) atos que atentam contra os princípios da administração pública;
A depender da configuração em cada uma das espécies, diversas sanções de natureza 
administrativa, cível e política são aplicadas aos responsáveis.
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Frisa-se que o conhecimento das ações de improbidade administrativa elencadas pela 
norma legal é um dos temas mais exigidos em provas de concursos públicos, sendo bastante 
comum as bancas apresentarem uma conduta ímproba e exigirem do candidato qual a clas-
sificação com base na norma legal.
Assim, antes de conhecermos as condutas previstas, precisamos conhecer um método 
que possibilita a rápida resolução deste tipo de questão sem a eventual necessidade do 
candidato memorizar todas as condutas previstas em lei.
a) Enriquecimento ilícito: o agente público é quem recebe a vantagem indevida.
b) Prejuízo ao erário: um terceiro (que não o agente público) recebe a vantagem ou alguma 
norma prevista em lei ou regulamento não é observada.
c) Violação aos princípios: situações que não geram, por si só, vantagem indevida ao 
agente público ou a terceiros.
EXEMPLO
Caso um agente público utilize bens da administração pública para a realização de atividades 
particulares, estamos diante de uma conduta que representa uma vantagem direta ao servidor, 
uma vez que é ele que será beneficiado com a utilização dos bens. Logo, trata-se de enrique-
cimento público.
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Caso o agente público apenas permita que os bens da repartição sejam utilizados, em ativida-
des particulares, por terceiros, nota-se que não é o servidor quem está recebendo diretamente 
a vantagem, mas sim um terceiro alheio ao serviço público. Neste caso, estamos diante de um 
ato que causa prejuízo ao erário.
Caso o agente público, notificado pela administração, não preste suas contas no prazo legal, 
estaremos diante de uma conduta que não causa, por si só, vantagem ao servidor ou a tercei-
ros. Por exclusão, estamos diante de um ato que atenta contra os princípios da administraçãopública.
5.1. Atos que iMportAM enriqueciMento ilícito
Estabelece o artigo 9º da Lei 8.429/192 uma série de condutas que resultam na mais grave 
das espécies de improbidade administrativa. A lista apresentada consta exemplificativamente 
no texto da norma legal, com a seguinte redação:
Art. 9º Constitui ato de improbidade administrativa importando em enriquecimento ilícito auferir, 
mediante a prática de ato doloso, qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do 
exercício de cargo, de mandato, de função, de emprego ou de atividade nas entidades referidas no 
art. 1º desta Lei, e notadamente:
I – receber, para si ou para outrem, dinheiro, bem móvel ou imóvel, ou qualquer outra vantagem 
econômica, direta ou indireta, a título de comissão, percentagem, gratificação ou presente de quem 
tenha interesse, direto ou indireto, que possa ser atingido ou amparado por ação ou omissão de-
corrente das atribuições do agente público;
II – perceber vantagem econômica, direta ou indireta, para facilitar a aquisição, permuta ou loca-
ção de bem móvel ou imóvel, ou a contratação de serviços pelas entidades referidas no art. 1º por 
preço superior ao valor de mercado;
III – perceber vantagem econômica, direta ou indireta, para facilitar a alienação, permuta ou locação 
de bem público ou o fornecimento de serviço por ente estatal por preço inferior ao valor de mercado;
IV – utilizar, em obra ou serviço particular, qualquer bem móvel, de propriedade ou à disposição 
de qualquer das entidades referidas no art. 1º desta Lei, bem como o trabalho de servidores, de 
empregados ou de terceiros contratados por essas entidades;
V – receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indireta, para tolerar a exploração 
ou a prática de jogos de azar, de lenocínio, de narcotráfico, de contrabando, de usura ou de qualquer 
outra atividade ilícita, ou aceitar promessa de tal vantagem;
VI – receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indireta, para fazer declaração 
falsa sobre qualquer dado técnico que envolva obras públicas ou qualquer outro serviço ou sobre 
quantidade, peso, medida, qualidade ou característica de mercadorias ou bens fornecidos a qual-
quer das entidades referidas no art. 1º desta Lei;
VII – adquirir, para si ou para outrem, no exercício de mandato, de cargo, de emprego ou de função 
pública, e em razão deles, bens de qualquer natureza, decorrentes dos atos descritos no caput des-
te artigo, cujo valor seja desproporcional à evolução do patrimônio ou à renda do agente público, 
assegurada a demonstração pelo agente da licitude da origem dessa evolução;
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VIII – aceitar emprego, comissão ou exercer atividade de consultoria ou assessoramento para 
pessoa física ou jurídica que tenha interesse suscetível de ser atingido ou amparado por ação ou 
omissão decorrente das atribuições do agente público, durante a atividade;
IX – perceber vantagem econômica para intermediar a liberação ou aplicação de verba pública de 
qualquer natureza;
X – receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indiretamente, para omitir ato de 
ofício, providência ou declaração a que esteja obrigado;
XI – incorporar, por qualquer forma, ao seu patrimônio bens, rendas, verbas ou valores integrantes 
do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1º desta lei;
XII – usar, em proveito próprio, bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial 
das entidades mencionadas no art. 1º desta lei.
Obs.: � Constitui ato de improbidade administrativa caracterizadora de enriquecimento ilíci-
to auferir, mediante a prática de ato doloso, qualquer tipo de vantagem patrimonial 
indevida em razão do exercício de cargo, de mandato, de função, de emprego ou de 
atividade nas entidades públicas.
5.2. Atos que cAusAM prejuízo Ao erário
As condutas que são configuradas como prejuízo ao erário estão previstas, de forma 
exemplificativa, no artigo 10 da Lei 8.429/1992.
Aqui, temos uma importante novidade legislativa: antes da entrada em vigor da Lei 
14.230/2021, era possível a caracterização de atos causadores de prejuízo ao erário tanto 
de forma dolosa quanto culposa. Agora, com as modificações realizadas, apenas os atos 
dolosos, sejam eles comissivos (ação) ou omissivos (omissão) é que estarão caracterizados 
como improbidade administrativa.
Art. 10. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário qualquer ação ou 
omissão dolosa, que enseje, efetiva e comprovadamente, perda patrimonial, desvio, apropriação, 
malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades referidas no art. 1º desta Lei, 
e notadamente:
I – facilitar ou concorrer, por qualquer forma, para a indevida incorporação ao patrimônio particu-
lar, de pessoa física ou jurídica, de bens, de rendas, de verbas ou de valores integrantes do acervo 
patrimonial das entidades referidas no art. 1º desta Lei;
II – permitir ou concorrer para que pessoa física ou jurídica privada utilize bens, rendas, verbas ou 
valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1º desta lei, sem a 
observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie;
III – doar à pessoa física ou jurídica bem como ao ente despersonalizado, ainda que de fins edu-
cativos ou assistências, bens, rendas, verbas ou valores do patrimônio de qualquer das entidades 
mencionadas no art. 1º desta lei, sem observância das formalidades legais e regulamentares 
aplicáveis à espécie;
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IV – permitir ou facilitar a alienação, permuta ou locação de bem integrante do patrimônio de qual-
quer das entidades referidas no art. 1º desta lei, ou ainda a prestação de serviço por parte delas, 
por preço inferior ao de mercado;
V – permitir ou facilitar a aquisição, permuta ou locação de bem ou serviço por preço superior ao 
de mercado;
VI – realizar operação financeira sem observância das normas legais e regulamentares ou aceitar 
garantia insuficiente ou inidônea;
VII – conceder benefício administrativo ou fiscal sem a observância das formalidades legais ou 
regulamentares aplicáveis à espécie;
VIII – frustrar a licitude de processo licitatório ou de processo seletivo para celebração de parcerias 
com entidades sem fins lucrativos, ou dispensá-los indevidamente, acarretando perda patrimonial 
efetiva;
IX – ordenar ou permitir a realização de despesas não autorizadas em lei ou regulamento;
X – agir ilicitamente na arrecadação de tributo ou de renda, bem como no que diz respeito à con-
servação do patrimônio público;
XI – liberar verba pública sem a estrita observância das normas pertinentes ou influir de qualquer 
forma para a sua aplicação irregular;
XII – permitir, facilitar ou concorrer para que terceiro se enriqueça ilicitamente;
XIII – permitir que se utilize, em obra ou serviço particular, veículos, máquinas, equipamentos ou 
material de qualquer natureza, de propriedade ou à disposição de qualquer das entidades men-
cionadas no art. 1º desta lei, bem como o trabalho de servidor público, empregados ou terceiros 
contratados por essas entidades.
XIV – celebrar contrato ou outro instrumento que tenha por objeto a prestação de serviçospúblicos 
por meio da gestão associada sem observar as formalidades previstas na lei;
XV – celebrar contrato de rateio de consórcio público sem suficiente e prévia dotação orçamentária, 
ou sem observar as formalidades previstas na lei.
XVI – facilitar ou concorrer, por qualquer forma, para a incorporação, ao patrimônio particular de 
pessoa física ou jurídica, de bens, rendas, verbas ou valores públicos transferidos pela adminis-
tração pública a entidades privadas mediante celebração de parcerias, sem a observância das 
formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie;
XVII – permitir ou concorrer para que pessoa física ou jurídica privada utilize bens, rendas, verbas 
ou valores públicos transferidos pela administração pública a entidade privada mediante celebração 
de parcerias, sem a observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie;
XVIII – celebrar parcerias da administração pública com entidades privadas sem a observância 
das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie;
XIX – agir para a configuração de ilícito na celebração, na fiscalização e na análise das prestações 
de contas de parcerias firmadas pela administração pública com entidades privadas;
XX – liberar recursos de parcerias firmadas pela administração pública com entidades privadas 
sem a estrita observância das normas pertinentes ou influir de qualquer forma para a sua aplicação 
irregular.
XXII – conceder, aplicar ou manter benefício financeiro ou tributário contrário ao que dispõem o 
caput e o § 1º do art. 8º-A da Lei Complementar n. 116, de 31 de julho de 2003.
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Alguns pontos merecem ser destacados em relação a esta modalidade de ato de impro-
bidade, a saber:
a) Nos casos em que a inobservância de formalidades legais ou regulamentares não 
implicar perda patrimonial efetiva, não ocorrerá imposição de ressarcimento, vedado o en-
riquecimento sem causa das entidades públicas.
b) A mera perda patrimonial decorrente da atividade econômica não acarretará improbi-
dade administrativa, salvo se comprovado ato doloso praticado com essa finalidade.
c) A caracterização como ato de improbidade por prejuízo ao erário depende sempre do 
dolo, independente de estarmos diante de uma conduta omissiva ou comissiva.
5.3. Atos que AtentAM contrA os princípios dA AdMinistrAção públicA
Por fim, temos os atos de improbidade administrativa que atentam contra os princípios 
da administração pública. Em tais situações, ainda que não tenha ocorrido a vantagem do 
agente público ou de terceiros, certos princípios ou deveres do Poder Público deixaram de 
ser observados.
Com a entrada e vigor da Lei 14.230/2021, a relação de condutas ensejadoras de improbidade 
administrativa por violação aos princípios da Administração Pública deixou de ser exemplifi-
cativa, passando a constar de forma taxativa no texto legal.
Art. 11. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da adminis-
tração pública a ação ou omissão dolosa que viole os deveres de honestidade, de imparcialidade 
e de legalidade, caracterizada por uma das seguintes condutas:
III – revelar fato ou circunstância de que tem ciência em razão das atribuições e que deva perma-
necer em segredo, propiciando beneficiamento por informação privilegiada ou colocando em risco 
a segurança da sociedade e do Estado;
IV – negar publicidade aos atos oficiais, exceto em razão de sua imprescindibilidade para a segu-
rança da sociedade e do Estado ou de outras hipóteses instituídas em lei;
V – frustrar, em ofensa à imparcialidade, o caráter concorrencial de concurso público, de chama-
mento ou de procedimento licitatório, com vistas à obtenção de benefício próprio, direto ou indireto, 
ou de terceiros;
VI – deixar de prestar contas quando esteja obrigado a fazê-lo, desde que disponha das condições 
para isso, com vistas a ocultar irregularidades;
VII – revelar ou permitir que chegue ao conhecimento de terceiro, antes da respectiva divulgação 
oficial, teor de medida política ou econômica capaz de afetar o preço de mercadoria, bem ou serviço.
VIII – descumprir as normas relativas à celebração, fiscalização e aprovação de contas de parcerias 
firmadas pela administração pública com entidades privadas.
XI – nomear cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o ter-
ceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido 
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em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de 
confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer 
dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste 
mediante designações recíprocas;
XII – praticar, no âmbito da administração pública e com recursos do erário, ato de publicidade que 
contrarie o disposto no § 1º do art. 37 da Constituição Federal, de forma a promover inequívoco 
enaltecimento do agente público e personalização de atos, de programas, de obras, de serviços 
ou de campanhas dos órgãos públicos.
De todas as espécies de atos de improbidade administrativa, aqueles que violam os prin-
cípios da Administração Pública foram os que sofreram maiores alterações.
Para fins de prova, é importante considerarmos, em relação a tais espécies de atos, as 
seguintes características:
a) podem ocorrer tanto em razão de uma ação quanto de uma omissão, sendo necessário, 
em ambos os casos, a presença do elemento doloso.
b) as situações são taxativamente elencadas no texto legal, devendo implicar na violação 
dos de pelo menos um dos seguintes deveres: honestidade, imparcialidade e legalidade.
c) nos termos da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, somente haverá 
improbidade administrativa, em relação aos atos que violam os princípios, quando for com-
provado na conduta funcional do agente público o fim de obter proveito ou benefício indevido 
para si ou para outra pessoa ou entidade. Esta regra, inclusive, deve ser aplicada a quaisquer 
atos elencados como de improbidade administrativa, bem como a quaisquer outros tipos 
especiais de improbidade administrativa eventualmente instituídos por lei.
d) o enquadramento de conduta funcional pressupõe a demonstração objetiva da prática 
de ilegalidade no exercício da função pública, com a indicação das normas constitucionais, 
legais ou infralegais violadas.
e) os atos de improbidade violadores dos princípios exigem lesividade relevante ao bem 
jurídico tutelado para serem passíveis de sancionamento e independem do reconhecimento 
da produção de danos ao erário e de enriquecimento ilícito dos agentes públicos.
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f) não se configurará improbidadea mera nomeação ou indicação política por parte dos 
detentores de mandatos eletivos, sendo necessária a aferição de dolo com finalidade ilícita 
por parte do agente.
Aqui, estamos diante de uma previsão intimamente relacionada com o nepotismo. Moderna-
mente, a definição de nepotismo abarca a possibilidade de um agente detentor de poder nomear 
algum parente com vínculo sanguíneo ou colateral em razão do cargo ou função desempenhada.
De acordo com Carmem Lúcia, temos a seguinte definição para a prática:
Nepotismo é a conduta havida na Administração do Estado, pela qual agentes públicos, valendo-se 
dos cargos por eles ocupados, concedem favores e benefícios pessoais a seus parentes e amigos.
Em nosso ordenamento jurídico, o STF cristalizou o entendimento acerca da prática com 
a edição da Súmula Vinculante n. 13, de seguinte teor:
JURISPRUDÊNCIA
Súmula Vinculante 13: A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, 
colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de 
servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assesso-
ramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função 
gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos poderes da União, 
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante 
designações recíprocas, viola a Constituição Federal.
Algumas considerações são importantes acerca da súmula vinculante em questão, a saber:
• A vedação estabelecida pela súmula abarca as nomeações oriundas dos três Poderes 
da República, ou seja, Executivo, Legislativo e Judiciário.
• A vedação também se estende para a Administração Direta e Indireta de todos os entes 
federativos, ou seja, União, Estados, Distrito Federal e Municípios.
• A vedação abarca o cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por 
afinidade, até o terceiro grau. Observa-se, com base no gráfico a seguir, que a nomeação 
de primos, por exemplo, não está abrangida na vedação ao nepotismo, uma vez que o 
vínculo mantido, no caso, é de 4º grau.
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• Em algumas situações, ainda que o vínculo seja até o terceiro grau, o nepotismo não 
estará configurado. Um exemplo clássico é o das nomeações decorrentes de aprovação 
em concurso público. Nestas situações, por estarmos diante de um cargo de provimento 
efetivo, não há qualquer impedimento.
Contudo, não obstante o entendimento já pacificado em nosso ordenamento jurídico, a 
alteração legislativa realizada no texto da Lei de Improbidade passou a estabelecer que não 
será configurado improbidade por nepotismo a mera nomeação ou indicação política por parte 
dos detentores de mandatos eletivos. Para a caracterização da improbidade, será necessária 
a aferição de dolo com finalidade ilícita por parte do agente.
Dito de outra forma, apenas será configurado o ato de improbidade quando ficar com-
provado que o detentor de mandato eletivo agiu com a intenção de praticar um ato com 
finalidade ilícita.
003. (INSTITUTO CONSULPLAN – OADM (CM ITABIRA)/CM ITABIRA/2022) Tomy, servidor 
público, no exercício de suas funções, de maneira dolosa e em desacordo com as disposições 
legais, negou publicidade a ato oficial.
Nos termos da Lei n. 8.429/1992, a conduta praticada por Tomy:
a) Não configura ato de improbidade administrativa.
b) Configura ato de improbidade administrativa que causa prejuízo ao erário.
c) Configura ato de improbidade administrativa que importa em enriquecimento ilícito.
d) Configura ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da Administra-
ção Pública.
No caso apresentado, a conduta praticada por Tomy configura ato de improbidade admi-
nistrativa que atenta contra os princípios da Administração Pública.
Art. 11. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da adminis-
tração pública a ação ou omissão dolosa que viole os deveres de honestidade, de imparcialidade 
e de legalidade, caracterizada por uma das seguintes condutas:
IV – negar publicidade aos atos oficiais, exceto em razão de sua imprescindibilidade para a segu-
rança da sociedade e do Estado ou de outras hipóteses instituídas em lei;
Letra d.
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6. cArActerísticAs dos Atos de iMprobidAde AdMinistrAtiVA
Como se percebe, as três espécies de atos de improbidade administrativa estão hierarqui-
zadas de acordo com a gravidade da conduta praticada pelo respectivo agente.
Dessa forma, sempre que um ato cause enriquecimento ilícito, ainda que possa recair em 
outra hipótese de ilícito (prejuízo ao erário ou desobediência aos princípios da administração), 
será configurado como pertencente ao primeiro caso.
Neste sentido, inclusive, já decidiu o STJ, conforme se observa do julgamento do Recurso 
Especial 1.075.882, de seguinte teor:
JURISPRUDÊNCIA
1. A Lei de Improbidade Administrativa visa a tutela do patrimônio público e da morali-
dade, impondo aos agentes públicos e aos particulares padrão de comportamento probo, 
ou seja, honesto, íntegro, reto.
2. A Lei 8.429/92 estabelece três modalidades de improbidade administrativa, previstas 
nos arts. 9º, 10 e 11, a saber, respectivamente: enriquecimento ilícito, lesão ao erário e 
violação aos princípios norteadores da Administração Pública.
3. A conduta prevista no art. 9º da LIA (enriquecimento ilícito) abrange, por sua ampli-
tude, as demais formas de improbidade estabelecidas nos artigos subsequentes. Desta 
maneira, a violação aos princípios pode ser entendida, em comparação ao direito penal, 
como “soldado de reserva”, sendo, aplicada, subsidiariamente, isto é, quando a conduta 
ímproba não se subsume nas demais formas previstas.
Sobre os atos de improbidade administrativa que causam enriquecimento ilícito ou lesão 
ao erário, merecem destaque, ainda, alguns artigos da Lei 8.429/1992:
Art. 8º O sucessor ou o herdeiro daquele que causar dano ao erário ou que se enriquecer ilicitamente 
estão sujeitos apenas à obrigação de repará-lo até o limite do valor da herança ou do patrimônio 
transferido.
Art. 8º-A A responsabilidade sucessória de que trata o art. 8º desta Lei aplica-se também na hipó-
tese de alteração contratual, de transformação, de incorporação, de fusão ou de cisão societária.
Parágrafo único. Nas hipóteses de fusão e de incorporação, a responsabilidade da sucessora será 
restrita à obrigação de reparação integral do dano causado, até o limite do patrimônio transferido, 
não lhe sendo aplicáveis as demais sanções previstas nesta Lei decorrentes de atos e de fatos 
ocorridos antes da data da fusão ou da incorporação, exceto no caso de simulação ou de evidente 
intuito de fraude, devidamente comprovados.
Tal regra encontra fundamento na obrigação do Estado em preservar o bem estar coleti-
vo, garantindo que o interesse público seja preservado ante as práticas que tentam usufruir 
indevidamente dos direitos indisponíveis da sociedade.
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