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Tipologias urbanas e suas 
representações
Apresentação
A evolução das cidades e suas representações tem início na Antiguidade, quando os homens 
utilizavam, de forma rudimentar, placas de argila e pele de animais para registrar seus 
conhecimentos e, conforme os períodos históricos avançavam novas formas surgiram. O 
Renascimento (XV-XVII) foi o período que rompeu com o modelo da sociedade cultivado na era 
medieval, o qual, por dominância da igreja, teve várias áreas científicas proibidas de serem 
pesquisadas. Propôs uma mudança de paradigma atribuindo importância à figura humana e aos 
valores da burguesia como o racionalismo e o individualismo, prezando a lógica e a valorização dos 
clássicos.
Já a Idade Moderna foi uma fase de grandes transformações e de resoluções sociais, tanto na 
economia quanto na religião, e também descobertas de novos territórios. Os Movimentos Moderno 
e Pós-Moderno alteraram significativamente as cidades com seus conceitos. De um lado, o 
Modernismo com tipos de edifícios que não consideravam a localização e o aspecto contextual 
histórico; e de outro, o Pós-Modernismo, que retomou o conceito de espaço, transformando-o em 
lugar, resgatando as histórias locais e sociais.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você conhecerá sobre o registro dos mapas e o surgimento das 
primeiras cidades; verá como surgiu o urbanismo renascentista e as considerações do urbanismo 
neoclássico. Além de ver uma comparação entre o urbanismo moderno e o pós-moderno, e assim 
verificar a evolução das ferramentas de desenho desde a Antiguidade até os dias atuais.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Reconhecer o histórico dos mapas das cidades.•
Analisar o urbanismo renascentista e o neoclássico.•
Comparar o urbanismo moderno com o pós-moderno.•
Desafio
O mapa é uma das mais antigas formas gráficas de comunicação, precedendo a própria escrita. Um 
dos grandes desafios para a representação das informações gráficas no mapa é a contextualização 
do espaço geográfico.
As mudanças que acontecem podem ser registradas por meio dos mapas de diversas formas. Nas 
cidades-colônias da América, há novas possibilidades de realizar uma nova urbanização em virtude 
dos grandes espaços vazios.
Veja a seguinte situação:
Você foi convidado pela Corte espanhola para elaborar uma nova cidade- colônia na América, em 
meados do século XVI. Lembre-se de que não havia informações acerca da topografia dos novos 
territórios.
De acordo com os conceitos vistos, elabore um desenho com os principais elementos destacados 
pela Corte espanhola para os novos territórios, utilizando como dados geográficos uma superfície 
plana com quadras em proporções iguais, destacando o zoneamento dos principais edifícios 
presentes naquela época. Utilize como base para desenvolver este trabalho uma folha tamanho A3.
Infográfico
O Modernismo foi um movimento artístico e cultural que surgiu entre os séculos XIX e XX, 
cujo objetivo era romper com as ideias da época que seguiam os preceitos da Revolução Industrial. 
Os artistas modernistas sentiam a necessidade de mudar o meio em que viviam e de experimentar 
novos conceitos. Antes da Revolução Industrial, os grandes destaques arquitetônicos eram as 
construções ligadas à alta elite, como palácios, igrejas e catedrais. A partir do século XVII, com a 
Revolução Industrial, materiais como ferro, aço e concreto passaram a ser produzidos em escala 
industrial, permitindo o avanço nas construções de diferentes obras urbanas.
Nesse contexto, as cidades sofreram grandes transformações com edificações em concreto, aço e 
vidro, evidenciando novas tipologias funcionais, orgânicas e, acima de tudo, humanas.
No Infográfico a seguir, conheça um pouco mais sobre o Modernismo.
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
conteúdo ou clique no 
código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/10247427-2e7e-4572-8756-425ccee2eaf1/604a5e47-7990-414d-9869-325485f6d055.jpg
Conteúdo do livro
As cidades foram evoluindo conforme as conquistas de novos territórios. Essas intervenções no 
território foram descritas inicialmente em formas rudimentares, como placas de argila na 
Antiguidade e, posteriormente, mapas foram reproduzidos em materiais de manuseio mais prático. 
Hoje em dia, a tecnologia permite integrar informações ilimitadas dos mapas gráficos com imagens 
reais de satélites e informações dinâmicas, tornando o espaço geográfico muito acessível.
No capítulo Tipologias urbanas e suas representações, da obra Planejamento urbano e regional: 
elementos urbanos, você verá assuntos referentes às origens das cidades e suas representações dos 
mapas; sobre a evolução da arquitetura e urbanismo nos períodos do Renascimento e no 
Neoclassicismo, bem como a arquitetura moderna e pós-moderna. 
Boa leitura.
PLANEJAMENTO 
URBANO E REGIONAL: 
ELEMENTOS 
URBANOS 
Enaira Hoffmann de Oliveira 
Tipologias urbanas e 
suas representações
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
  Reconhecer o histórico dos mapas de cidades.
  Analisar o urbanismo renascentista e o neoclássico.
  Comparar o urbanismo moderno com o pós-moderno.
Introdução
Acredita-se que o espaço geográfico começou a ser registrado em meados 
do Período Neolítico, por volta de 4.000 a.C., quando se formaram as 
primeiras civilizações, principalmente, nas regiões dos vales férteis. Com 
o aumento da população, também foi necessário pensar a expansão do 
território, limitar as áreas já dominadas e prever quais seriam possíveis 
de se conquistar. Dessa forma, os registros por meio de mapas tiveram 
muita importância, pois armazenavam conhecimento sobre orientações 
e localizações das regiões ocupadas.
Neste capítulo, você estudará sobre o registro dos mapas e o surgi-
mento das primeiras cidades. Analisará o início do urbanismo renascen-
tista e as considerações do urbanismo neoclássico. Você também vai 
comparar o urbanismo moderno com o pós-moderno e, assim, verificar 
a evolução das ferramentas de desenho desde a antiguidade até os dias 
atuais.
Mapas de cidades
A evolução dos mapas é um assunto entrelaçado com a própria história da 
humanidade. Desde muito tempo, os homens utilizam meios gráfi cos para 
representar seus conhecimentos de forma rudimentar, incialmente, utilizando 
materiais disponíveis como placas de argila ou, até mesmo, pele de animais 
e rochas. Segundo CASTRO (2012, p. 19):
Um dos mapas mais antigos que se tem notícia foi descoberto nas escavações 
das minas da Ga-Sur, localizadas a 300 km ao norte da Babilônia. Repre-
sentando o vale de um rio (provavelmente o rio Eufrates), tal mapa consiste 
em uma placa de barro cozido datada de 2500 a.C., na qual as montanhas 
são representadas por um símbolo semelhante a uma escama de peixe, o rio 
desemboca por um delta de três braços em um lago ou mar, e o Norte, o Leste 
e o Oeste estão indicados por círculos com inscrições.
Mesmo com tantos detalhes, os mapas nunca registram completamente a 
realidade, segmentando a localização dos elementos das paisagens no espaço 
geográfico. As informações inseridas são priorizadas conforme o objetivo 
e interesse do momento. Podem ser classificados em mapas topográficos e 
temáticos. Nos mapas topográficos, o espaço geográfico é representado com 
maior precisão, com a posição das cidades, dos campos, das florestas, dos 
rios, das montanhas, entre outros. Esse tipo de mapa serve como base para os 
mapas temáticos, que seguem um tema específico, com aspectos naturais ou 
sociais, e que priorizam os dados quantitativos ou qualitativos.
Origem dos mapas
Os primeiros mapas desenhados na Grécia no século VI a.C. ocorreram em 
função das expedições exploratórias e militares que os gregos efetuavam, 
levando-os a elaborar um sistema cartográfi co detalhado para a época. Cláudio 
Ptolomeu (100 d.C.–170 d.C.), matemático e astrônomo grego, estudou e desen-
volveuum extenso trabalho sobre o espaço geográfi co, que foi mencionado por 
muito tempo. Ele compilou todas as informações dos exploradores e viajantes, 
e é considerado o primeiro cartógrafo do mundo ocidental.
Com o passar do tempo, muitos conhecimentos se perderam ou foram 
esquecidos. As representações cartográficas na Idade Média passaram do 
conceito matemático (gregos) para o conceito religioso. Sobre influência da 
Igreja, a representação da Terra foi planificada, e os mapas medievais ficaram 
conhecidos como TO. O disco de Isidoro representa o mapa-múndi do século 
XIII e considerava Jerusalém como o centro mapa: o T refere-se ao Mediter-
râneo, enquanto o O, ao Oceano que circundava os continentes Europa, Ásia 
e África (Figura 1). Nessa época, os mapas seguiam apenas o nome dos locais, 
não se importando com as latitudes e longitudes reais.
Tipologias urbanas e suas representações2
Figura 1. O disco de Isidoro representa o mapa-múndi do século XIII.
Fonte: Mapa T e O (2006).
Com o início das grandes navegações lideradas pelos portugueses no século 
XV, a produção cartográfica foi retomada como forma de documentação e segu-
rança para os exploradores. No entanto, os mapas eram considerados tesouros, 
e somente a elite e os grandes navegadores tinham acesso a esses documentos. 
Com a invenção da imprensa, após a segunda metade do século XV, os mapas 
puderam ser acessados pelo restante da população (INSTITUTO BRASILEIRO 
DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA [IBGE], 2019a). Em 1507, o alemão Martin 
Waldseemüller (1475–1522) produziu o primeiro planisfério com base nas des-
cobertas feitas por Américo Vespúcio sobre o Novo Mundo (Figura 2). 
Figura 2. Mapa-múndi de Martin Waldseemüller.
Fonte: Um mapa-múndi conforme o método tradicional de Ptolomeu... (2017).
3Tipologias urbanas e suas representações
O mapa de Waldseemüller foi o primeiro a utilizar o termo América ho-
menageando Vespúcio e representava o mundo em dois hemisférios: oriental e 
ocidental. Esse documento foi reproduzido em mil cópias, das quais apenas uma 
sobrevive até hoje, na Biblioteca do Congresso Norte-americano. No século XVI, 
as cidades comerciais da Holanda eram ponto de encontro de diversos povos e 
navegantes que trocavam informações sobre o mundo por onde andavam. Em meio 
a essa movimentação de informações de viagens, descobertas e mapas antigos, 
Gerardus Mercator (1512–1594) criou a projeção do primeiro mapa-múndi em 
1569 (Figura 3). Esse documento facilitou a navegação por grandes distâncias, 
porque mostrava os meridianos e os paralelos em forma de linhas retas que, 
como no globo, cortavam-se em um ângulo de 90°. Esse tipo de projeção, que 
mantém os ângulos entre os meridianos e paralelos no globo, conserva a forma 
de qualquer pequena área, porém deforma grandes áreas nas altas latitudes.
Figura 3. Projeção de Mercator.
Fonte: IBGE (2019b, documento on-line).
Como cita Wintle (1999), a projeção de Mercator deformava o mundo em 
favor da Europa, criava uma imagem hegemônica na percepção das pessoas e 
permaneceu como base da visão ocidental do mundo por muito tempo. No século 
XVII, a preocupação com a veracidade das informações e com a representação 
topográfica foi instigada pelos países europeus. Os mapas elaborados tinham 
maior precisão de escala — relação de tamanho entre a região e sua represen-
tação no mapa —, produzidos com instrumentos como o hodômetro (indicação 
de distância) e bússolas, resultando em melhores levantamentos topográficos.
Nos séculos XVIII e XIX, época da Revolução Industrial, os mapas começa-
ram a ter caráter temático, com um volume maior de informações adicionais de 
Tipologias urbanas e suas representações4
população e clima sobre as bases já levantadas de topografia. Segundo Castro 
(2012), o período pós-Revolução Industrial, no século XX, foi marcado pela 
influência da tecnologia na cartografia. Após o surgimento de sensoriamento 
remoto por satélite e com o uso de computadores, a cartografia foi totalmente 
transformada. Elaborada por meio digital, com maior precisão de detalhes 
e associada à banco de dados — Sistema de Informação Geográfica —, a 
cartografia passou a contar com imagens e informações em tempo real, que 
permitem dinamismo e confiabilidade aos dados levantados.
Origem das cidades 
No Período Neolítico (5000 a.C.–3000 a.C.), os povoados começaram a se 
organizar em função da sobrevivência e subsistência. O ambiente das socieda-
des neolíticas é um fragmento de natureza transformado, o que compreendia 
terrenos cultiváveis, abrigos dos homens e dos animais domésticos, depósitos de 
alimentos produzidos ao longo das estações e utensílios para os cultivos, para 
as criações, para a defesa e para a ornamentação. As cidades da Antiguidade 
Mesopotâmia e Egito localizavam-se quase sempre próximas à beira de uma 
fonte de água potável e a grandes corpos de água, como rios e mares, para 
facilitar o transporte de carga de uma região para outra, bem como para a 
obtenção de água potável. A Figura 4 traz uma representação de Tebas, no Egito.
Figura 4. Tebas, no Egito. A necrópole à esquerda do Rio e a cidade dos vivos à direita.
Fonte: Benevolo (2015, p. 46).
5Tipologias urbanas e suas representações
Grécia e Roma tinham como objetivo a expansão do comércio e a busca 
por terras férteis, depois transformadas em Estados independentes. Impu-
nham suas leis e cultura aos povos conquistados, destruindo grande parte das 
infraestruturas e construindo novas com características próprias. Conforme 
cita Coelho (1997), as cidades desenvolvidas pelos árabes ao longo do tempo 
apresentam-se de forma bem mais simplificada do que aquelas edificadas 
sob influência das culturas helenística e romana (Figura 5). Ao incorporarem 
uma nova região aos seu império, os muçulmanos utilizavam uma política de 
tolerância, respeitando os usos, os costumes, a cultura, as línguas regionais, os 
métodos administrativos e, até mesmo, a estrutura religiosa, de onde tiravam 
o conhecimento necessário à sua própria organização.
Figura 5. Expansão árabe sobre antigo domínio romano: século VII d.C., os árabes invadem 
a costa do mediterrâneo.
Fonte: Benevolo (2015, p. 224).
Assim, a origem das cidades tem em comum sua demarcação a partir 
da existência de uma ou mais funções urbanas, que podiam ser industriais, 
comerciais, culturais, entre outras. Elas nascem de uma necessidade humana 
que deseja organizar determinados espaços para se integrar (CARLOS, 1992).
Tipologias urbanas e suas representações6
A origem das cidades é um tema rico em discussões. Para saber um pouco mais, leia 
o artigo Cidades: (re) definindo seus papéis ao longo da história, escrito por Karla Rosário 
Brumes.
Entendemos que a origem das cidades e a origem dos mapas estão dire-
tamente vinculados. A necessidade de representar o território conquistado 
levou ao desenvolvimento de técnicas para armazenar dados, informações 
e características singulares dos espaços, além das culturas, permitindo que 
fossem repassados a outras gerações.
Urbanismo renascentista e neoclássico
O Renascimento (XV–XVII) é o período que marca o fi m da Idade Média e 
o início da Idade Moderna. Tem origem, historicamente, em 1453, marcando 
o fi m do Império Romano no oriente e provocando uma grande modifi cação 
cultural e econômica na sociedade europeia. As rotas marítimas mudam para 
o oceano Atlântico, incentivando a navegação entre o continente europeu e as 
novas colônias. O Renascimento é tido como uma ruptura dos modelos cultu-
rais, econômicos, políticos e religiosos cultivados na Era Medieval atingindo 
também a arte, a fi losofi a e as ciências. 
Como características do período podemos citar o propósito sobre o co-
nhecimento da Antiguidade Clássica em que foram retomadas as teorias 
elaboradas por Vitrúvio, no século I, em De Architectura. Pode-se citar também 
o Humanismo como importante movimento filosófico e cultural que propu-
nha uma nova forma de ver o mundo, destacando o homem como elemento 
primordiale também as questões da ciência e razão acima da fé, buscando 
explicações racionais para os fenômenos da natureza, utilizando técnicas de 
experimentação e perspectiva. 
7Tipologias urbanas e suas representações
Marcus Vitruvius Pollio (c. 90–c. 20 a.C.), mais conhecido como Vitrúvio, foi um enge-
nheiro militar romano e arquiteto que escreveu De Architectura (Na arquitetura), um 
tratado que combina a história das antigas arquitetura e engenharia e sua experiência 
e conselhos sobre o assunto.
Cidades no Renascimento
O período das grandes descobertas marítimas tem início com Portugal e 
Espanha, no século XVI, e Holanda, Inglaterra e França no século seguinte. 
Em relação à civilização europeia, Goitia (1992, p. 10) afi rma que a principal 
“[...] atividade urbanística durante os séculos XV e XVI consiste, em grande 
parte, em alterações no interior das velhas cidades que, geralmente, modifi cam 
muito pouco a estrutura geral”.
Desse modo, ocorre a transformação do núcleo anterior das cidades e a 
formação ao redor desse núcleo de uma nova faixa construída: a periferia. 
As ruas eram muito estreitas para acolher o trânsito e não havia espaço para 
alargamentos viários. As classes trabalhadoras que, em geral, vinham do 
interior com famílias numerosas, ocuparam as residências do núcleo central, 
casas pequenas que abrigavam muitas pessoas, devido à facilidade de acesso às 
fabricas e ao comércio. Assim, como o núcleo central se tornou sobrecarregado 
com muitas pessoas, as classes mais abastadas retiraram-se para a periferia, 
iniciando uma nova forma de moradia.
Nessa direção, Benevolo (2015, p. 425) cita que:
[...] as cidades criadas na Idade Média bastam para as necessidades da so-
ciedade renascentista e são modificadas só em parte; no resto do mundo, ao 
contrário, os conquistadores e os mercadores europeus encontram um enorme 
espaço vazio onde podem realizar novos grandes programas de colonização 
e urbanização.
O conceito do espaço urbano renascentista abandonou a ideia de crescimento 
orgânico, passando para um ideal de perfeição formal pura.
De modo geral, a busca pelo modelo ideal levou à repetição de alguns 
motivos geométricos arquetípicos, principalmente, o quadrado e o círculo. No 
Tipologias urbanas e suas representações8
Renascimento, a concepção urbana aspirava uma geometrização geral de toda 
a cidade, na qual ruas e praças passaram a ser definidas pelos edifícios que 
pareciam ser constituídos por idênticas unidades (formas geométricas puras). 
O Renascimento viu-se hipnotizado por um tipo de cidade representada nos 
textos de Vitrúvio e que, por um século e meio — de Filarete a Scamozzi —, 
caracterizou todos os planos utópicos: a cidade em forma de estrela.
A cidade estelar foi concebida pela primeira vez por Florentine Filarete, 
que escreveu Trattato d’Architettura entre 1451 e 1464, quando trabalhava 
para Francesco Sforza. Daí o nome da cidade de Sforzinda, que foi proposta 
e descrita em detalhes, desde o palácio do príncipe e a catedral até as áreas a 
serem alocadas aos mercadores e artesãos, sem esquecer as prisões. A cidade 
radial estrelada possui dezesseis ruas principais que irradiam a partir da 
piazza central em direção aos oito portões da cidade e as oito torres situadas 
nas pontas da estrela (Figura 6).
Figura 6. Sforzinda: a cidade radial estrelada. 
Fonte: Benevolo (2015, p. 425).
9Tipologias urbanas e suas representações
Conforme cita Abreu e Lima (2012, p. 8), 
[...] a cidade de Sforzinda imaginada por Filarete no seu tratado é um modelo 
ideal, no qual a relação entre arquitetura e poder político se evidencia de 
acordo com as características do novo príncipe italiano para o qual a cidade 
é a manifestação de sua magnificência e da sua capacidade de contribuir ao 
bem-estar dos cidadãos (munificentia). É importante tanto a realização quanto 
a imagem da forma urbana como manifestação material do poder. 
Enquanto o pensamento utópico elaborava cidades geométricas ideais, 
a vida decorria nos velhos ambientes medievais, nas praças irregulares e 
pitorescas e nas estreitas e tortuosas ruelas de outros tempos. A abertura de 
algumas ruas novas, com edifícios solenes e uniformes e, sobretudo, a criação 
de novas praças, regulares ou quase regulares, para enquadramento de um 
monumento destacado, de uma estátua para honrar um rei ou para represen-
tações e festejos públicos são os empreendimentos urbanos mais apoiados, 
que o Período Barroco daria continuidade em maior escala.
No início do século XV, em Florença, foi descoberta a perspectiva. No 
decorrer dos cinco séculos seguintes, a perspectiva seria um dos fatores 
constituintes da história da arte. São os pintores que constroem primeiro o 
espaço urbano (ALONSO PEREIRA, 2010; LAMAS, 1993). O novo método 
de projeção — estabelecido desde os princípios do século XV — passou a ser 
aplicado, teoricamente, a todo gênero de objetos, dos espaços arquitetônicos 
à cidade e ao território. Entretanto, por limitações práticas, não conseguiu 
produzir grandes transformações nos organismos urbanos antes do Período 
Barroco, a partir do século XVII.
Em uma representação em perspectiva, cada elemento acha-se relacionado 
com um único ponto de vista: o do espectador. A arte renascentista confundiu-se 
com a de projetar cidades, fazendo com que as leis de perspectiva se tornassem 
as regras de construção de vias, praças e conjuntos urbanos, segundo princípios 
universais de simetria e proporção. A transição do Período Renascentista para 
o Barroco é caracterizada pelo aumento da importância das cidades, principal-
mente, das capitais dos Estados e daquelas ligadas ao grande comércio, com 
destaque para as portuárias. Essas cidades passaram a ser também as capitais 
políticas, além de fontes do poder econômico do Estado Barroco.
Motivado pela contrarreforma e pela interpretação pessoal dos artistas 
maneiristas — entre eles, Michelangelo (Piazza del Campidoglio) — e sob 
o domínio dos papas, a cidade tornou-se barroca, e sua fisionomia medieval 
sofreu alterações radicais com o Papa Sixtus V (1521–1590). Os diversos planos 
de remodelação, de Nicolau V (c.1450) a Sisto V (c.1590), traçaram grandes 
Tipologias urbanas e suas representações10
eixos monumentais na cidade, mas que não foram suficientes para exterminar 
a malha urbana medieval. O plano de Sisto V, com base nos grandes eixos 
e nos obeliscos trazidos e copiados do Egito, remodelava algumas áreas, in-
troduzindo praças públicas monumentais, revestidas por fachadas contínuas, 
coroadas centralmente por fontes ornadas e acessadas por grandes vias axiais. 
A Figura 7 traz a representação da piazza del popolo, em Roma.
Figura 7. Piazza del popolo (Roma).
Fonte: Ficacci (2000, p. 689).
O barroco difunde princípios do urbanismo renascentista, mas com um 
caráter mais cenográfico. A avenida é símbolo da cidade barroca. As avenidas 
possuem um traçado retilíneo, ladeadas por edifícios uniformes. Sua dimensão 
permite que, nelas, realizem-se paradas militares, que servem para demonstrar 
o poder absoluto do rei.
Cidades coloniais na América
A América foi vista por vários países como um território propício para coloni-
zação. Dispunha de grandes espaços vazios e riquezas até então desconhecidas. 
Para tomar posse desses novos espaços com o intuito de exploração e de defesa, 
foi necessária a criação de colônias. O modelo em tabuleiro, idealizado pelos 
11Tipologias urbanas e suas representações
espanhóis no século XVI para traçar as novas cidades da América Central e 
Meridional, foi também aplicado pelos franceses e pelos ingleses no século 
XVII e no século XVIII para a colonização da América Setentrional. Segundo 
Benevolo (2015, p. 494), “[...] as cidades coloniais americanas são as realizações 
mais importantes do século XVI”. 
No Renascimento, tem início a expansão mundial da civilização europeia. As 
realizações urbanísticas e de construção nos territórios de além-mar são, em 
seu conjunto, muito mais importantes do queas existentes na mãe-pátria. De 
fato, na Europa já existem as cidades e as benfeitorias territoriais criadas na 
Idade Média, que bastam para as necessidades da sociedade renascentista e 
são modificadas só em parte; porém, no resto do mundo, os conquistadores 
e os mercadores europeus encontram um enorme espaço vazio, onde podem 
realizar novos grandes programas de colonização e de urbanização (BENE-
VOLO, 2015, p. 469).
Os espanhóis encontraram territórios mais propícios para colonização: os 
planaltos da América Central. A colonização teve como ponto de apoio as 
minas de ouro e prata, no México e no Peru, e as riquíssimas minas de prata 
de Potosí (atual Bolívia). Na segunda década do século XVI, os espanhóis 
implantaram as cidades de La Habana, Guatemala, Campeche e Panamá. 
Esses povoados seguiam as mesmas regras: planos simples e práticos, que 
se adaptavam à topografia local. Ao conquistar a grande cidade indígena 
Tenochtitlán (transformada na Cidade do México), os espanhóis impuse-
ram um modelo de cidade com planta em forma de tabuleiro de xadrez. O 
mesmo procedimento foi adotado por Pizarro, em Cuzco, no Peru. No resto 
do continente, os espanhóis destruíram as aldeias indígenas e suas pirâmides 
e obrigaram seus moradores a ocuparem as novas cidades.
As novas cidades das Américas Central e Meridional tinham como espaço 
de destaque a praça central regular, principal interesse dos traçados urbanísti-
cos. Esse centro cívico e os edifícios monumentais que o rodeiam conferiam 
identidade a essas cidades e também causavam — e causam ainda hoje — forte 
impacto. As cidades hispano-americanas, devido ao forte caráter da sua praça 
central, superavam, sob esse aspecto, as da Espanha, que não chegavam perto 
da predominância e dominação das praças americanas. Nesse sentido, elas 
assemelham-se às cidades italianas (DANTAS, 2004).
Tipologias urbanas e suas representações12
Cidades no Neoclássico
A Revolução Industrial foi seguida por um explosivo crescimento demográfi co 
das cidades, primeiramente, na Inglaterra, seguida pela França e pela Alema-
nha. Após 1850, enquanto a população mundial quadruplicava, a população 
urbana se multiplicava por dez. Esse grande crescimento da população urbana 
foi consequência de progressos científi cos e técnicos realizados a partir da 
metade do século XVIII (HAROUEL, 1990).
A revolução demográfica e industrial transformou radicalmente a distri-
buição dos habitantes no território, e as carências dos novos locais de fixação 
começaram a manifestar-se em larga escala, na ausência de providências 
adequadas. As famílias que abandonavam o campo e afluíam aos aglomerados 
industriais ficavam alojadas nos espaços vazios disponíveis dentro dos bair-
ros antigos ou nas novas construções erigidas na periferia, que rapidamente 
se multiplicaram formando bairros novos e extensos ao redor dos núcleos 
primitivos. Juntamente à Revolução Industrial, nas duas últimas décadas do 
século XVIII e nas três primeiras do século XIX, uma nova tendência estética 
predominou nas criações dos artistas europeus. Trata-se do Neoclassicismo 
(neo = novo), que expressou os valores próprios de uma nova e fortalecida 
burguesia, que assumiu a direção da sociedade europeia após a Revolução 
Francesa e, principalmente, com o Império de Napoleão.
Urbanismo a partir do século XX
O século XIX foi o momento dos grandes avanços tecnológicos pós-Revolução 
Industrial. Novas técnicas surgiram em função de novos materiais como 
ferro, vidro, cimento e alumínio, que refl etiram na criação dos primeiros 
edifícios com estrutura metálica e concreto armado considerados tipologias 
novas. Essa produção arquitetônica e urbanista marcada pelo racionalismo, 
ou seja, pelo planejamento urbano e pelo projeto arquitetônico, passou a 
ser vista com fi nalidade funcional (utilitária) e racional (prática). Iniciou-se 
um questionamento sobre o tipo de produção em série (industrialização) na 
sociedade, fazendo com que os valores fossem repensados. Os artistas foram 
instigados a buscar novas técnicas e teorias para serem experimentadas na 
arquitetura e em todas as artes. 
Os artistas modernos viam os ornamentos utilizados em grande escala nos 
movimentos Arts & Crafts, Art Nouvau e Art Decó como elementos típicos dos 
estilos históricos, incompatíveis com os seus conceitos. O espaço moderno 
13Tipologias urbanas e suas representações
passou a ser pensado de maneira sistematizada, resultado da fascinação pela 
máquina e pelos materiais produzidos em série (MONTANER, 2001). A 
arquitetura pensava os problemas contemporâneos com pureza na forma e 
rompia com todos os estilos da história da arquitetura. A estrutura foi valori-
zada como elemento principal além de ser enxuta na diversidade de materiais.
Nesse período, também ocorreram mudanças significativas no espaço 
urbano. O zoneamento foi amplamente demarcado, separando os espaços 
para morar, para trabalhar e para as demais atividades humanas de forma 
independente. A padronização das tipologias de habitação surgia com um 
sistema viário limitado. As cidades foram transformadas com edificações de 
grande porte em concreto, aço e vidro, evidenciavam correção funcional e 
economia, contrastando com os edifícios mais antigos e tradicionais. 
O movimento moderno apontou alguns arquitetos que se destacaram nesse 
novo pensamento e renovaram a arquitetura. Le Corbusier, Frank Lloyd Wri-
ght, Mies van der Rohe e Walter Groupius representam a grande mudança do 
período. Le Corbusier é responsável por cinco princípios teóricos e práticos 
norteadores do Modernismo, segundo Giedion (2004):
1. Os pilotis, que devem ser deixados livres, erguendo-se o edifício do solo.
2. A independência funcional entre estrutura e vedação não só no caso 
das paredes externas, mas também em relação às divisórias internas.
3. A planta livre.
4. A fachada livre, que é consequência direta do esqueleto estrutural 
independente.
5. O terraço jardim.
Outro aspecto de grande valia é o conceito de que menos é mais — less 
is more —, frase cunhada pelo arquiteto Mies van der Rohe que também é 
vinculado à Escola Bauhaus juntamente com Walter Gropius (Figura 8).
Tipologias urbanas e suas representações14
Figura 8. Prédio da Bauhaus em Dessau.
A Escola Bauhaus foi criada como uma escola livre de artes e ofícios, 
considerada uma das primeiras escolas de design. Ela foi fundada por Walter 
Groupius, arquiteto alemão que direcionava seus projetos para uma arquitetura 
social, pensando em conjunto o indivíduo e o coletivo. 
A Escola Bauhaus produziu muitas inovações e transformações 
que repercutem até os dias atuais. Leia o artigo “100 anos da 
Bauhaus: 10 coisas que todo arquiteto precisa saber”, escrito 
em 2018, disponível no site ArchDaily, disponível no link a seguir.
https://qrgo.page.link/G8r56
Mies van der Rohe trabalhava com uma arquitetura limpa, transparente, 
com o uso de grandes panos de vidro e estruturas independentes em aço. O 
conceito rígido do arquiteto extrapolou a arquitetura produzida na Europa e se 
15Tipologias urbanas e suas representações
dissipou na arquitetura americana na década de 1950. Giedion (2004) comenta 
que Mies van der Rohe produzia uma arquitetura que procurava a forma pura, 
como a sua famosa frase “menos é mais”, com uma busca constante de espaços 
interiores fluídos e contínuos.
O conjunto residencial Pruitt-Igoe havia sido construído em 1951, no auge 
do Modernismo, com os preceitos progressistas do CIAM (Congressos Interna-
cionais de Arquitetura Moderna). Apresentava práticas ruas elevadas, separação 
entre tráfego de pedestres e veículos, estruturas longas e estreitas e janelas do 
tipo fita. Idealizado para ser um dos projetos arquitetônicos racionais sobre os 
males da pobreza e sobre a deterioração urbana, era dividido por linhas raciais: 
moradores negros viveriam nas habitações Wendell Olliver Pruitt, enquanto 
seus vizinhos brancos ocupariam os apartamentos de James Igoe, mas não 
foi construído como pretendido.A queda da segregação racial integrou o 
conjunto como um todo, e a maioria dos residentes brancos abandonou-o em 
massa, juntamente com os negros residentes que poderiam pagar habitações 
unifamiliares em outro lugar, deixando muitos vazios ocupados por quem 
realmente não tinha outro local para morar.
Conforme cita Sedrez (2016, p. 38), o Modernismo “[...] levou a sociedade a 
manter um olhar no futuro, com perspectivas futuristas e positivistas. Contudo, 
os fenômenos eram analisados em partes, como um mecanismo que pode ser 
montado, as cidades eram subdivididas [...] e os edifícios eram entendidos 
como máquinas.” Segundo Jencks (1985), o fim da arquitetura modernista 
seria anunciado com a demolição do conjunto habitacional Pruitt-Igoe em 1972.
O arquiteto norte-americano Charles Jencks foi um dos primeiros a destacar a diver-
sidade de experiências realizadas na arquitetura no Período Moderno e a promover 
análises críticas sobre elas. Ele publicou várias obras em que analisa a arquitetura 
moderna e pós-moderna. O tema do Pós-Modernismo teve maior ênfase na obra 
The Language of Postmodern Architecture (1977), na qual cita: “[...] felizmente, podemos 
datar a morte da arquitetura moderna em um momento preciso do tempo” (JENCKS, 
1978, p. 9, tradução nossa).
A partir da década de 1960, surgiram propostas arquitetônicas com críticas 
ao excesso de funcionalidade exposto pelo movimento moderno, em que a 
forma seguia a função. O Pós-Modernismo trouxe ideias e estratégias diferen-
Tipologias urbanas e suas representações16
tes, mas utilizando o contexto histórico nos projetos de arquitetura. O conjunto 
de movimentos heterogêneos, cujo denominador comum está associado a uma 
ruptura com o movimento moderno, tem origem entre o final dos anos 1950 
e o começo dos anos 1960 (JAMESON, 1996).
As críticas ganharam força nos anos de 1960, principalmente, sobre a 
escala monumental e a impessoalidade do Modernismo. Nomes como Jane 
Jacobs, socióloga e ativista política, e Christopher Alexander, arquiteto e 
matemático, relatavam avidamente a desagregação das comunidades e das 
relações humanas resultante do movimento moderno. Além desses críticos, 
alguns arquitetos se destacaram no período, inserindo grande diversidade 
nas temáticas dos projetos. Entre eles, estão Robert Venturi, Charles Moore, 
Aldo Rossi, Michael Graves, entre outros. Robert Venturi, arquiteto e teórico 
norte-americano, foi um dos primeiros arquitetos a ter destaque na produção 
sobre o Pós-Modernismo. Em parceria com sua esposa, Denise Scott Brown, 
ele elaborou um paralelo de características antagônicas entre o Modernismo 
e o Pós-Modernismo (Quadro 1).
 Fonte: Adaptado de Hewitt (2018). 
Modernismo Pós-Modernismo
Simplificação Complexidade, contradição
Unicidade Ambiguidade, tensão
Exclusividade Inclusividade
Puritanismo Hibridismo
Unidade óbvia (objetividade integrista) Vitalidade emaranhada
 Quadro 1. Diferenças entre Modernismo e Pós-Modernismo 
O Pós-Modernismo considerou a história como ponto fundamental para o 
desenvolvimento da arquitetura contemporânea. Ele permitia o uso da cidade 
por pessoas reais, aproveitando a harmonia entre a arquitetura histórica e a 
atual, bem como a relação entre escala do edifício e o meio em que se insere, 
transformando o lugar e não no lugar. Já a teoria modernista identificava o 
espaço com ou sem objetos, não levando em conta a harmonização com o 
entorno. De um lado, o Modernismo, com conceitos impessoais e quantitativos 
nas relações de distância, forma e materiais, com tipos de edifícios que não 
consideravam a localização e o aspecto contextual histórico; do outro lado, o 
17Tipologias urbanas e suas representações
Pós-Modernismo, que retoma o conceito de espaço, transformando-o em lugar 
e resgatando os aspectos qualitativos como materiais, cores, luz e histórias 
locais e sociais.
As diferenças entre os pensamentos modernista e pós-modernista se apre-
sentam de modo complexo. A arquitetura contemporânea permite dizer que a 
essência é mais importante do que sua forma, adaptando o objeto construtivo 
à realidade do espaço urbano, integrando a realidade cultural e as relações 
históricas. Assim, desde o período do Renascimento (XV–XVII) até o final 
do século XX, a sociedade passou por grandes modificações culturais e eco-
nômicas que resultaram em novas características na organização do território. 
Essas intervenções transformaram lugares com arquitetura singular em espaços 
multifuncionais, permitindo vários usos na mesma região.
ABREU e LIMA, F. A. A ideia de cidade no Renascimento. 2012. 265 p. Tese (Doutorado em 
História e Fundamentos da Arquitetura e do Urbanismo) — Universidade de São Paulo, 
São Paulo, 2012. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16133/tde-
19022013-151933/publico/tese_felipedeandrade_original.pdf. Acesso em: 04 nov. 2019.
ALONSO PEREIRA, J. R. Introdução à história da arquitetura: das origens ao Século XXI. 
Porto Alegre: Bookman, 2010. 
BENEVOLO, L. História da cidade. São Paulo: Perspectiva, 2015.
CARLOS, A. F. A. A cidade: o homem e a cidade, a cidade e o cidadão, de quem é o solo 
urbano? São Paulo: Contexto, 1992.
CASTRO, J. F. M. História da cartografia e cartografia sistemática. Belo Horizonte, MG: 
Ed. PUC Minas, 2012.
COELHO, G. N. A formação do espaço urbano nas vilas do ouro: o caso de Vila Boa. 131 p. 
1997. Dissertação (Mestrado em História) — Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 
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DANTAS, A. C. M. Cidades coloniais americanas. Arquitextos, ano 05, n. 050.05, jul. 2004. 
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Acesso em: 04 nov. 2019.
FICACCI, L. Piranesi: the complete etchings. Köln: Taschen, 2000.
GIEDION, S. Espaço, tempo e arquitetura. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
Tipologias urbanas e suas representações18
GOITIA, F. C. Breve história do urbanismo. Lisboa: Editorial Presença, 1992.
HAROUEL, J.-L. História do urbanismo. Campinas: Papirus, 1990.
HEWITT, M. A. Robert Venturi e as complexidades e contradições que transformaram o 
mundo da arquitetura. 2018. Disponível em: https://www.archdaily.com.br/br/903399/
robert-venturi-e-as-complexidades-e-contradicoes-que-transformaram-o-mundo-da-
-arquitetura. Acesso em: 04 nov. 2019.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). As projeções cartográficas. 
Disponível em: https://atlasescolar.ibge.gov.br/conceitos-gerais/o-que-e-cartografia/
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INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). História da cartografia. 
Disponível em: https://atlasescolar.ibge.gov.br/conceitos-gerais/historia-da-cartografia.
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JAMESON, F. Pós-modernismo: a lógica cultural do capitalismo tardio. São Paulo: Ática, 
1996.
JENCKS, C. Movimentos modernos em arquitetura. São Paulo: Martins Fontes, 1985.
JENCKS, C. The language of post-modern architecture. Londres: Academy Editions, 1978.
LAMAS, J. M. R. G. Morfologia urbana e desenho da cidade. Lisboa, PO: Fundação Calouste 
Gulbenkian, 1993.
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Mapa_T_e_O#/media/Ficheiro:Diagrammatic_T-O_world_map_-_12th_c.jpg. Acesso 
em: 04 nov. 2019.
MONTANER, J. M. Depois do movimento moderno: arquitetura da segunda metade do 
século XX. Barcelona: Gustavo Gili, 2001.
SEDREZ, M. R. Arquitetura e complexidade: a geometria fractal como sistema generativo. 
2016. 284 p. Tese (Doutorado em Arquitetura, Engenharia e Cidade) — Universidade 
Estadual de Campinas, Campinas, SP, 2016. Disponível em: http://repositorio.unicamp.br/
bitstream/REPOSIP/258036/1/Sedrez_MayconRicardo_D.pdf. Acesso em: 04 nov. 2019.
UM MAPA-múndi conforme o método tradicional de Ptolomeu e corrigido com outras 
terras de Américo Vespúcio. 2017. 1 fotografia de mapa. Disponível em: https://www.
wdl.org/pt/item/369/view/1/1/.Acesso em: 04 nov. 2019.
WINTLE, M. Renaissance maps and the constuction of the idea of Europe. Journal of 
Historical Geography, v. 25, n. 2, p. 137–165, 1999. 
19Tipologias urbanas e suas representações
Leituras recomendadas
100 anos da Bauhaus: 10 coisas que todo arquiteto precisa saber. 2018. Disponível em: 
https://www.archdaily.com.br/br/901976/100-anos-da-bauhaus-10-coisas-que-todo-
-arquiteto-precisa-saber#. Acesso em: 04 nov. 2019.
BRUMES, K. R. Cidades: (re) definindo seus papéis ao longo da história. Caminhos de 
Geografia, v. 2, n. 3, p. 47–56, mar. 2001. Disponível em: http://www.seer.ufu.br/index.
php/caminhosdegeografia/article/viewFile/15261/8562. Acesso em: 04 nov. 2019.
Tipologias urbanas e suas representações20
Dica do professor
Os mapas estão em constante evolução, tanto na forma de representação gráfica, como na 
descrição de dados e de informações inseridos. Com o uso da tecnologia na elaboração dos mapas, 
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Exercícios
1) Em 1507, o cartógrafo alemão Martin Waldsee Müller dividiu a Terra em dois hemisférios, 
ocidental e oriental, e batizou de América a atual América do Sul, em homenagem a Américo 
Vespúcio.
De acordo com o texto, é correto afirmar que a cartografia do século XVI:
A) modificou a visão de mundo incorporando a Ásia, descoberta por Colombo e pelos 
navegadores que o sucederam.
B) agregou maiores detalhes aos mapas, inserindo relatos dos navegantes sobre um novo 
mundo.
C) significou mudanças naturais das formas de representação do mundo, graças à invenção da 
imprensa.
D) descreveu, de forma sucinta, os territórios que deveriam ser as colônias, seus ocupantes, bem 
como dados sociais e econômicos.
E) serviu de modelo para o desenvolvimento artístico e cultural do Renascimento.
2) A Europa, no século XI, passou pelo chamado renascimento comercial e urbano, fato que 
levou a grandes transformações sociais e urbanas. Sobre as características desse período, é 
correto afirmar que:
A) o renascimento cultural e artístico, ocorrido no século XIV, aconteceu primeiramente na 
França; posteriormente, o movimento alcançou várias partes do continente europeu.
B) a atividade urbanística durante os séculos XV e XVI consiste, em grande parte, em alterações 
no interior das velhas cidades que, geralmente, modificam pouco a estrutura geral.
C) o Renascimento é um movimento exclusivamente arquitetônico. No campo do urbanismo, as 
suas primeiras contribuições são exuberantes.
D) o uso de temas ecológicos e a preocupação com o meio ambiente foram evidentes no 
Renascimento.
E) o Humanismo determinava a recusa de Deus nas artes e na ciência, liberando o homem para 
conhecer a natureza e a sociedade por conta própria.
3) A sociedade europeia sofreu uma crise geral entre os séculos XIV e XV, o que levou a 
mudanças na sociedade como um todo, caracterizando o fim da Idade Média. O efeito mais 
característico da transição da Idade Média para a Idade Moderna foi:
A) a expansão marítima europeia no século XV liberando o comércio das colônias.
B) o poder total nas mãos do clero e dos senhores feudais.
C) o surgimento de uma nova religião descaracterizando a sociedade rural-religiosa do período 
medieval.
D) no século XVI, o principal centro de arte renascentista passou a ser Paris.
E) o ocupação do poder político pela burguesia, baseada no crescente enriquecimento 
econômico dessa classe social.
4) A escola Bauhaus foi uma das maiores expressões do Modernismo. Ela funcionou entre 
1919 e 1933, na Alemanha, e estava focada nos temas de design, artes plásticas e 
arquitetura de vanguarda.
Nessa perspectiva, marque a alternativa correta a respeito da Bauhaus: 
A) Tinha como objetivo principal elaborar trabalhos artísticos nas fábricas no início dos anos 
1920.
B) Priorizou o trabalho manual nas oficinas para que o aluno tivesse contato com materiais e 
processos de fabricação, por meio de uma experiência concreta.
C) Utilizou matérias-primas vindas de outras regiões, como madeiras nobres e tecidos, na 
produção das peças de design elaboradas na escola.
D) Motivou os alunos a se ocuparem mais com os desenhos artísticos do que com os estudos 
matemáticos e à pesquisa de novas formas e materiais.
E) Teve seu declínio devido à escolha dos alunos por meio da cidadania, pois somente eram 
admitidos alunos europeus.
5) Com o Pós-Modernismo, houve uma retomada do conceito de espaço e da escala humana, 
resgatando aspectos qualitativos como materiais, cores e história local. Nesse período, a 
principal motivação para a mudança foi:
A) o descontentamento da estética e dos pensamentos modernos.
B) o uso de materiais como o concreto armado e o vidro, que permitiam melhorar as formas 
arquitetônicas.
C) a reutilização dos espaços urbanos públicos para construção de habitação popular.
D) o surgimento de novos bairros planejados de classe alta em função da Primeira Guerra 
Mundial que dizimou as cidades.
E) a demolição e a negação da arquitetura clássica e ênfase da arquitetura social popular.
Na prática
A construção da capital brasileira ocorreu entre 1956 e 1960. Brasília foi inaugurada em 21 de abril 
de 1960, pelo presidente Juscelino Kubitschek. Construída em menos de quatro anos com uma 
concepção de projeto modernista, sua construção exigiu grande quantidade de recursos 
financeiros, materiais e humanos.
Esse projeto modernista foi escolhido por meio de concurso público. O arquiteto Lúcio Costa 
venceu o concurso, sendo o responsável pelo plano urbanístico, acompanhado de Oscar 
Niemeyer, responsável pelo projeto dos edifícios.
Veja a seguir como ocorreu a construção do ícone do Modernismo brasileiro.
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Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Cidades coloniais americanas
As cidades coloniais da América serviram como oportunidade para a aplicação dos novos conceitos 
de planejamento urbano desenvolvidos na Europa, no período do Renascimento. Neste artigo, veja 
como ocorreram as primeiras ocupações em território brasileiro.
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Arts and Crafts
Os movimentos estéticos que ocorrem na Inglaterra, em meados do século XIX, defendiam o 
artesanato criativo como alternativa à mecanização e à produção em massa, surgidas em 
decorrência da Revolução Industrial. Leia este artigo e saiba mais.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Origens de uma Arquitetura Moderna Brasileira
Leia este artigo e saiba mais sobre o contexto do início do Modernismo no Brasil, redigido pelo 
portal de arquitetura Archdaily.
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https://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/05.050/566
http://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo4986/arts-and-crafts
https://www.archdaily.com.br/br/01-16500/origens-de-uma-arquitetura-moderna-brasileira
100 anos da Bauhaus: 10 coisas que todo arquiteto precisa saber
Leia este artigo e conheça um pouco mais sobre as características da Escola Bauhaus e a 
comemoraçãode seu centenário.
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https://www.archdaily.com.br/br/901976/100-anos-da-bauhaus-10-coisas-que-todo-arquiteto-precisa-saber

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