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PROCEDIMENTOS ESSENCIAIS NA ENFERMAGEM PROFESSORA IANNA LUISA Temas que vamos abordar: 1. Sondagem (geral) 2. Sondagem Vesical de Alívio e Demora 3. Gasometria Arterial 4. ECG – Eletrocardiograma 5. Ventilação Não Invasiva (VNI) 6. Cardioversão ATRIBUIÇÕES DO TÉCNICO DE ENFERMAGEM RELACIONADAS ÀS SONDAS Segundo o COFEN (Resolução nº 564/2017 – Código de Ética Profissional) e normas técnicas do COREN, o Técnico de Enfermagem pode exercer diversas atividades relacionadas a sondas, desde que estejam sob supervisão do enfermeiro e com capacitação adequada. Principais atribuições: Preparar e organizar o material para sondagem (vesical, nasogástrica, orogástrica, entre outras) Auxiliar o enfermeiro na passagem de sondas em procedimentos que exigem sua execução direta Executar a passagem de sonda vesical de alívio ou de demora, conforme protocolos da instituição e sob orientação do enfermeiro Realizar a irrigação de sonda, quando prescrita e autorizada Monitorar o posicionamento e o funcionamento das sondas instaladas Observar e comunicar intercorrências (obstrução, refluxo, desconforto, sangramentos) Manter a higiene e a fixação adequada da sonda Registrar no prontuário todas as ações realizadas e alterações observadas Educar e orientar o paciente e familiares, conforme suas atribuições e linguagem acessível. SONDAGEM O que é? Sondagem é o ato de introduzir um tubo (sonda) em um órgão oco do corpo humano para fins de drenagem, diagnóstico, tratamento ou monitoramento; . Tipos mais comuns: Sondagem vesical (alívio ou demora) Sondagem nasogástrica Sondagem retal Sondagem orogástrica INDICAÇÕES GERAIS Esvaziar órgãos (bexiga, estômago) Coletar amostras Administrar soluções ou medicamentos Monitorar perdas ou diurese ghg gh nm m SONDAGEM VESICAL – O QUE É, INDICAÇÕES E CUIDADOS O que é? É a introdução de uma sonda pela uretra até a bexiga com objetivo de drenar a urina. Tipos: Sonda de alívio: uso pontual, retirada após esvaziamento da bexiga já a sonda de demora é de uso contínuo, com fixação da sonda e bolsa coletora; Indicações: Retenção urinária Cirurgias urológicas Controle rigoroso da diurese Pacientes com mobilidade reduzida CUIDADOS DE ENFERMAGEM Higienizar as mãos e utilizar técnica asséptica Realizar a antissepsia da genitália antes da inserção Observar o aspecto da urina Manter a bolsa coletora abaixo do nível da bexiga Trocar a sonda conforme protocolo Registrar todo o procedimento no prontuário Materiais básicos para ambos os tipos de sondagem: Luvas de procedimento e estéreis Campo estéril fenestrado Sonda uretral estéril (tipo Nélaton para alívio / Foley para demora) Lubrificante hidrossolúvel estéril Álcool 70% ou clorexidina degermante Gaze estéril Seringa de 10 mL (para inflar o balonete, se for sonda de demora) Saco coletor de urina (somente para sonda de demora) Pinça anatômica estéril Avental descartável Touca e máscara cirúrgica Toalha de papel ou compressa para proteção da roupa de cama Suporte para fixação da sonda Saco plástico para descarte de resíduos Prontuário para registro do procedimento Bolsa ou recipiente para drenagem (alívio: cuba ou coletor; demora: bolsa coletora com sistema fechado) Especificações por tipo: Sondagem de Alívio: Sonda tipo Nélaton (uso único, não fica instalada) Recipiente estéril (cuba rim ou becker), para coletar a urina Sem balonete, sem bolsa coletora. Sondagem de Demora: Sonda tipo Foley (com balonete) Bolsa coletora tipo sistema fechado Seringa com água destilada (para inflar o balonete – geralmente 10 mL) Fixador de sonda (adesivo, esparadrapo ou presilha) NB L S O que é Sonda Nasogástrica (SNG)? A SNG é um tubo fino e flexível introduzido pela narina até o estômago, com a finalidade de alimentar, administrar medicações ou drenar o conteúdo gástrico. Principais Indicações: Nutrição enteral (em pacientes com disfagia, coma ou desnutrição); Lavagem gástrica (em casos de intoxicação); Drenagem de secreções gástricas; Administração de medicamentos via enteral; Descompressão gástrica pré-operatória; Materiais Necessários: Sonda nasogástrica estéril (geralmente de número 10 a 18 Fr) Copo ou seringa com água filtrada Seringa de 20 ou 60 mL (tipo bico luer ou cateter) Estetoscópio Luvas de procedimento Gazes, fita adesiva ou esparadrapo para fixação Lubrificante hidrossolúvel Toalha de papel para proteção do tórax Bolsa coletora ou sistema de aspiração (se for para drenagem) COMO FAZER A MARCAÇÃO CORRETA SNG A marcação serve para determinar o comprimento ideal da sonda a ser introduzido até o estômago, evitando que ela fique curta (não chega ao estômago) ou longa demais (pode ir para o intestino ou vias respiratórias). 📏 Passos para marcar a sonda: Medir da ponta do nariz (N) até o lóbulo da orelha (O) Depois, da orelha até a ponta do esterno (xifoide) (X) Somar os dois trechos: N-O-X Fazer uma marca visível na sonda com fita ou caneta própria 📝 Essa é a técnica N-O-X, recomendada por protocolos como COREN-SP, ANVISA e Ministério da Saúde. Técnica para a passagem da SNG: Higienizar as mãos e colocar as luvas Colocar o paciente em posição Fowler (semi-sentado) Lubrificar a ponta da sonda Introduzir pela narina escolhida, com leve pressão Pedir que o paciente engula (com água, se possível) conforme a sonda avança Parar na marca feita previamente Confirmar o posicionamento Fixar com esparadrapo e conectar ao uso indicado Como confirmar a posição da sonda: Ausculta gástrica: introduzir 10 a 20 mL de ar com seringa e ouvir com o estetoscópio na região epigástrica Aspiração do conteúdo gástrico Radiografia de tórax/abdome (em casos hospitalares e para maior segurança) CUIDADOS DE ENFERMAGEM Verificar a posição da sonda antes de cada uso Lavar a sonda com água após a administração de dietas ou medicamentos Observar sinais de desconforto, tosse, vômito ou distensão abdominal Manter a cabeceira elevada durante a infusão da dieta Registrar o procedimento e qualquer intercorrência no prontuário B GASOMETRIA ARTERIAL Gasometria arterial é um exame feito com uma amostra de sangue retirado de uma artéria, geralmente da artéria radial, com o objetivo de avaliar a função respiratória e o equilíbrio ácido básico do organismo. PARA QUE SERVE A GASOMETRIA? Esse exame permite avaliar: Se o paciente está oxigenando bem (oxigênio no sangue) Se está eliminando corretamente o gás carbônico Como está o pH do sangue (ácido ou alcalino) Se há necessidade de suporte ventilatório ou ajuste da ventilação mecânica; GPRINCIPAIS PARÂMETROS AVALIADOS pH – mede se o sangue está ácido ou alcalino PaO₂ – pressão de oxigênio arterial PaCO₂ – pressão de gás carbônico arterial HCO₃⁻ – concentração de bicarbonato (base reguladora) SaO₂ – saturação de oxigênio EB – excesso de base (avalia compensação metabólica) G INDICAÇÕES DA GASOMETRIA Dificuldade respiratória aguda ou crônica Monitoramento de pacientes em ventilação mecânica Avaliação de distúrbios metabólicos (ex: acidose, alcalose) Situações críticas: sepse, parada cardíaca, intoxicações. LOCAL DE COLETA 📍 O local mais comum é a artéria radial (no punho), pois é de fácil acesso e tem boa circulação colateral. Outros locais possíveis: Artéria braquial (mais profunda, no braço) Artéria femoral (casos emergenciais, na virilha) N TESTE DE ALLEN (ANTES DA PUNÇÃO RADIAL) O teste de Allen verifica se o paciente tem circulação colateral suficiente antes da punção da artéria radial. Como fazer: Oclui-se as artérias radial e ulnar O paciente fecha e abre a mão repetidas vezes Solta-se a artéria ulnar Se a mão voltar à coloração normal em até 5 segundos, o teste é positivo e a punção pode ser feita com segurança. TÉCNICA DE COLETA DE GASOMETRIA Higienizar as mãos e preparar o material Calçar luvas de procedimento Localizar a artéria (preferencialmente radial) Fazer antissepsia do local com álcool 70% ou clorexidina Introduzir a agulha em um ângulo de 30 a 45° Coletar de 1 a 3 mL de sangue em seringa heparinizada Retirar a agulha e fazercompressão no local por 5 a 10 minutos Identificar a amostra e enviar ao laboratório imediatamente Observar o paciente para evitar hematoma ou sangramento. C B CUIDADOS DE ENFERMAGEM Avaliar sinais vitais antes e após a coleta; Certificar-se de que a amostra foi corretamente heparinizada (SOLUÇÃO ANICOAGULANTE); Garantir a rápida análise da amostra (ideal: até 10 minutos após a coleta); Observar possíveis complicações: hematoma, dor, isquemia; Registrar o procedimento no prontuário. ELETROCARDIOGRAMA ( ECG) ECG é um exame simples, rápido e não invasivo que registra a atividade elétrica do coração, por meio de eletrodos colocados na pele. Ele mostra como o coração está funcionando, e ajuda a identificar problemas como arritmias, infartos e distúrbios eletrolíticos. O ECG é usado para : Avaliar batimentos cardíacos anormais (arritmias) Investigar dores no peito (possível infarto) Monitorar condições cardíacas crônicas Avaliar efeitos de medicamentos sobre o coração Observar a frequência e ritmo cardíaco. COMO FUNCIONA O EXAME O aparelho de ECG capta os impulsos elétricos do coração e os transforma em ondas gráficas. Essas ondas mostram: Ativação dos átrios e ventrículos Intervalos entre batimentos Duração e sequência da condução elétrica; MATERIAIS NECESSÁRIOS PARA ECGA Aparelho de eletrocardiograma Eletrodos descartáveis; Gel condutor ou álcool 70% (para melhorar o contato); Papel milimetrado (onde o traçado é impresso) Luvas de procedimento Avental, se necessário. POSICIONAMENTO DOS ELETRODOS São usados 10 eletrodos: 4 membros (braços e pernas) 6 precordiais (no tórax) Tórax (V1 a V6): V1: 4º espaço intercostal, lado direito do esterno V2: 4º espaço intercostal, lado esquerdo do esterno V3: entre V2 e V4 V4: 5º espaço intercostal, linha hemiclavicular esquerda V5: linha axilar anterior, nível de V4 V6: linha axilar média, nível de V4 CUIDADOS DE ENFERMAGEM DURANTE O ECG Explicar o procedimento ao paciente Garantir que a pele esteja limpa e seca Posicionar o paciente deitado em decúbito dorsal Evitar movimentações durante o exame (isso pode gerar artefatos) Checar se os eletrodos estão bem fixados Registrar data, hora, nome e dados do paciente INTERPRETAÇÃO BÁSICA (APENAS NOÇÕES) 💓 O traçado do ECG mostra ondas e intervalos: Onda P: atividade elétrica dos átrios QRS: contração dos ventrículos Onda T: relaxamento dos ventrículos Intervalo PR e QT: tempo entre impulsos VENTILAÇÃO NÃO INVASIVA (VNI) ✅ O que é? É um suporte respiratório feito com máscaras faciais ou nasais, sem precisar entubar o paciente. Permite que o paciente respire com ajuda de um aparelho, mas sem tubo dentro da traqueia. Para que serve? Melhorar a oxigenação Reduzir o esforço para respirar Evitar intubação Usada em crises de DPOC, edema agudo de pulmão, apneia do sono, insuficiência respiratória Tipos mais comuns: CPAP: fluxo contínuo de ar com uma pressão fixa; CPAP (Continuous Positive Airway Pressure) Manda ar para dentro do pulmão o tempo todo com a mesma força ou seja, ele mantém uma pressão contínua nas vias aéreas. 📌 Pra que serve? Essa pressão constante ajuda a manter os pulmões abertos e facilita a entrada de oxigênio. É muito usado em: Apneia do sono Edema agudo de pulmão Dificuldade respiratória leve 🫁 Exemplo fácil: Imagina um balão que a gente precisa manter cheio. O CPAP sopra o tempo todo com a mesma força, sem parar, pra manter o balão inflado (no caso, o pulmão). BiPAP (Bilevel Positive Airway Pressure): Dois níveis de pressão (um para inspirar, outro para expirar); Uma pressão mais leve na expiração (quando solta o ar) 📌 Pra que serve? Ajuda pacientes que têm mais dificuldade para puxar o ar ou que cansam muito ao respirar. Usado em: DPOC Insuficiência respiratória grave Doenças neuromusculares 🫁 Exemplo fácil: Agora imagina que o balão só é inflado quando a gente sopra (inspira) com força, e depois a pressão diminui pra deixar o ar sair com facilidade. Isso é o BiPAP: ajuda mais na hora de puxar o ar e facilita na hora de soltar. CARDIOVERSÃO É um choque elétrico controlado aplicado no tórax para corrigir arritmias cardíacas (batimentos irregulares). ⚡ O choque é dado no momento certo do ciclo cardíaco, para não causar parada cardíaca. Quando é indicada? Fibrilação atrial Taquicardia supraventricular Taquicardia ventricular com pulso Tipos: Cardioversão elétrica: com sedação, realizada em ambiente hospitalar Cardioversão química: com medicamentos, sem choque; Cuidados de enfermagem: Monitorar sinais vitais antes, durante e após o procedimento Garantir jejum do paciente (se for sedado) Conectar ECG para sincronizar o choque Verificar funcionamento do cardioversor/desfibrilador Apoiar o paciente emocionalmente REFERÊNCIAS BULECHEK, Gloria M.; BUTCHER, Howard K.; DOCHTERMAN, Joanne C.; WAGNER, Cheryl M. Classificação das Intervenções de Enfermagem (NIC). 7. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2020. BRASIL. Ministério da Saúde. Atenção à saúde: protocolos e manuais de enfermagem. Brasília: Ministério da Saúde, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/saude/. Acesso em: 8 ago. 2025. BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de cuidados de enfermagem. Brasília: Ministério da Saúde, 2021. Disponível em: https://www.gov.br/saude/. Acesso em: 8 ago. 2025. 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SILVA, Elaine Aparecida da; PEREIRA, Vanessa. Técnicas de enfermagem: fundamentos e práticas. 3. ed. São Paulo: Érica, 2020. image1.jpeg image2.jpeg image3.jpeg image4.jpeg image5.jpeg image6.jpeg image7.jpeg image8.jpeg image9.jpeg image10.jpeg image11.png image12.jpeg image13.jpeg image14.jpeg image15.jpeg image16.jpeg image17.jpeg image18.jpeg image19.jpeg image20.jpeg image21.jpeg image22.jpeg image23.jpeg image24.jpeg image25.png