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INTRODUÇÃO 
 
As micro e pequenas empresas estão crescendo cada vez mais, por não terem tantos 
funcionários, em alguns dos casos nem sócios, todos os gastos desnecessários, são necessários 
serem cortados, desde um "cafézinho" até a sua estrutura, precisando assim ser implementado 
uma boa gestão de seu custeio. 
Tendo por objetivo entender com esse trabalho que para o bom funcionamento de uma empresa, 
dados de gastos como os custos e despesas precisam ser minuciosamente estudados e 
calculados, podendo assim haver uma previsibilidade e análise do valor que será obtido. Ao 
decorrer deste trabalho será abordado sobre conceitos de gastos, diferença entre custos e 
despesas, a impotência de saber o impacto dos custos e despesas nas micro e pequenas 
empresas, entre outros tópicos. 
Sendo assim as micro e pequenas empresas são os menores portes de negócio descritos na 
legislação do Brasil, porém juntas desempenham hoje um papel fundamental para a economia 
do nosso país, segundo o (IBGE) Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, elas são 
responsáveis por 60% dos empregos do Brasil. As micro e pequenas empresas possuem o 
objetivo de aumentar a produtividade e a competitividade da indústria brasileira, além de 
promover a otimização da segurança e saúde na indústria. 
O objetivo deste estudo é mostrar o que o impacto dos custos e as despesas podem fazer com 
uma empresa. Sendo os custo tudo aquilo que é gasto na produção de um produto da empresa 
e despesas o valor gasto em manutenções para que a empresa funcione. 
Para dar suporte ao nosso estudo foi feita uma entrevista com um microempreendedor para 
entendermos na prática como funcionam esses impactos e como é feito o seu controle. 
Complementando, sem estudos e direcionamentos não se manteria nenhum negócio de pé, 
sendo necessário planejar o custeio e despesas para grandes resultados, acompanhar as 
tecnologias e inovações que estão ocorrendo, identificar pontos fracos e fortes da empresa e 
buscar entendimentos administrativos e financeiros. 
 
 
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 
 
1. O QUE É CONSIDERADO MICRO E PEQUENA EMPRESA? 
 
Micro e pequena empresa são os menores portes de negócio descritos na legislação do 
Brasil. Enquanto as microempresas podem ter o faturamento bruto de até R$ 360 mil por ano, 
as pequenas empresas (cujo nome jurídico é Empresa de Pequeno Porte – EPP) tem limitação 
de até R$ 4,8 milhões. É também conforme o porte da empresa que são aplicados os tributos 
para funcionamento. 
Art. 3º Para os efeitos desta Lei Complementar, consideram-se microempresas ou 
empresas de pequeno porte, a sociedade empresária, a sociedade simples, a empresa individual 
de responsabilidade limitada e o empresário a que se refere o art. 966 da Lei no 10.406, de 10 
de janeiro de 2002 (Código Civil), devidamente registrados no Registro de Empresas Mercantis 
ou no Registro Civil de Pessoas Jurídicas, conforme o caso, desde que: I - no caso da 
microempresa, aufira, em cada ano-calendário, receita bruta igual ou inferior a R$ 360.000,00 
(trezentos e sessenta mil reais); e II - no caso de empresa de pequeno porte, aufira, em cada 
ano-calendário, receita bruta superior a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) e igual 
ou inferior a R$ 4.800.000,00 (quatro milhões e oitocentos mil reais). (Lei Complementar, 
2006, Capítulo II). 
Na microempresa, o empresário pode ter ou não sócios, aderindo à tipos jurídicos como 
as sociedades limitadas. É bom lembrar que algumas categorias precisam abrir empresa com 
tipo jurídico específico conforme regras do seu órgão regulador, como é o caso dos Advogados 
que montam sempre uma Sociedade Simples. De qualquer forma, quanto ao porte das 
empresas, elas serão classificadas em função do faturamento e do número de empregados. 
Nas empresas de pequeno porte funciona da mesma forma: o tamanho é definido 
conforme o faturamento e o número de funcionários, tendo variações conforme o tipo de 
atividade a que se dedica o negócio. 
O SEBRAE apresenta outra característica na qual define microempresas aquelas com 
até nove funcionários, para comércio e serviços, e até 19 funcionários, no setor de construção 
e industrial conforme o Quadro 1 a seguir: 
 
 
Quadro 1 – Classificação de empresas segundo porte Fonte: SEBRAE. Elaboração: 
Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). 
No setor de indústria, as mesmas definições foram utilizadas para o setor da construção 
e, no setor de comércio e serviços, o setor serviços não inclui administração pública e serviço 
doméstico. 
Foram excluídas divisões relacionadas à agropecuária, devido ao fato de este setor 
encontrar-se sub-representado na Rais. Parte expressiva dos produtores rurais não necessita 
registrar seu empreendimento como pessoa jurídica, bastando para realizar sua atividade, 
registrar-se no âmbito das secretarias de estado da fazenda. (SEBRAE, 2013, p. 17). 
As microempresas também são definidas segundo critério de receita bruta anual de 
acordo com a Lei Complementar 139/2011, ao enquadrá-las com base em sua receita bruta 
anual. 
 
2. OS IMPACTOS QUE AS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS TEM NA 
ECONOMIA 
As micro e pequenas empresas estão em um contexto importante no que diz respeito a 
economia do país. Além disso, possui participação relevante na distribuição de deduções de 
renda e mobilidade social, pois permite suprir os produtos e serviços, desempenhando um papel 
importante para a redução de desequilíbrios regionais. 
As micro e pequenas empresas já correspondem por 30% do Produto Interno Bruto (PIB), o 
conjunto de produtos, serviços e riquezas produzidas no país. Com um faturamento que chega 
até R$ 3 trilhões por ano, o setor é responsável por 78% dos empregos gerados, além de 
promover em larga escala a inclusão produtiva dos microempreendedores individuais (MEI). 
O setor de Serviço é o que mais detém micro e pequenas empresas e microempreendedores 
individuais, sinalizando mais da metade dos cadastros ativos no país. Outros setores também 
se destacam como o Comércio, a Indústria e a Construção Civil. 
Segue em anexo a tabela do SEBRAE que apresenta o percentual do valor adicionado das 
Micro e Pequenas Empresas na Economia Nacional 2009 a 2011: 
 
Fontes: Sebrae e FGV, a partir de dados do IBGE 
 
 
No ano de 2020, a Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do 
Ministério da Economia (Sepec/ME) celebra, no dia 05/10/2020, o Dia Nacional da Micro e 
Pequena Empresa. Dizendo que elas representam 99% dos negócios brasileiros, respondem por 
30% de tudo que é produzido no país e são responsáveis por mais de 55% dos empregos gerados 
no Brasil. 
Nesses últimos anos fica evidenciado que as micros e pequenas empresas (MPE), ao lado dos 
microempreendedores individuais (MEI), representaram importante e indispensável elemento 
para movimentação da economia brasileira. 
 
3. CONCEITOS DE GASTOS 
 
As microempresas precisam da eficiência no controle de custos para conceber um painel de 
informações relevantes à sua saúde financeira e contábil; assim é necessário identificar e 
classificar seus gastos e onde os custos estão ocorrendo. 
Gastos ou dispêndios: sacrifício da empresa para obtenção de bens/serviços. Segundo a 
Contabilidade, em última instância, são classificados em custos e despesas, dependem do grau 
de importância da elaboração de bens / serviços (BRUNI; FAMA, 2012, p. 6). 
Despesas são gastos com bens e serviços não utilizados nas atividades produtivas e consumidos 
com a finalidade de obtenção de receitas. Custo é um gasto, ou seja, um sacrifício econômico 
para aquisição de bens ou serviços, utilizados na produção de outros bens ou serviços, 
relacionados com a atividade de produção (MARTINS, 1998, p. 25). 
 
 3.1 DIFERENÇA ENTRE CUSTOS E DESPESAS 
 
O custo é conhecido por tratar dos gastos da empresa na produção de um produto até a última 
fasede criação e estão ligados à aquisição ou à produção desta mercadoria. Também é 
conhecido como um tipo de gasto na produção de bens ou de serviços. Alguns exemplos de 
custos seriam os de matérias primas, compra de ferramentas, salários da mão de obra ent re 
outros. 
Custo é um gasto relativo a serviço ou bem utilizado na produção o de outros bens ou serviços, 
e informa ainda que o custo é também um gasto, só que reconhecido como custo, no momento 
da utilização dos fatores de produção (bens e serviços) para a produção de um bem ou execução 
de um serviço. (MARTINS, 1978). 
A despesa é um gasto relacionado à manutenção do funcionamento do empreendimento, à 
administração do projeto e à otimização de vendas. 
As despesas atuam como um meio para o funcionamento do empreendimento. Desse modo, a 
produção é parte do negócio, há toda uma estrutura que vai além da produção e que incide em 
gastos. 
Cabe à empresa, analisar por meio de indicadores, quais despesas cumprem o papel de manter 
ou impulsionar o negócio. As despesas, mesmo não estando relacionadas diretamente com a 
produção como os custos, são imprescindíveis para o desenvolvimento projeto. Alguns 
exemplos de custos seriam Contas de consumo (água, luz, telefone, internet, etc.), Melhoria 
das condições de trabalho, custos administrativos entre outros. 
 
 3.2 CLASSIFICAÇÃO DOS CUSTOS E DESPESAS FIXAS E VARIÁVEIS 
 
Os Custos ou despesas fixas são os gastos que não variam com o volume produzido ou vendido. 
Isso significa que eles serão cobrados todos os meses, independentemente se a empresa teve 
ou não um bom desempenho comercial. Um exemplo de despesa fixa é a conta de água. Já um 
tipo de custo fixo é a mão de obra, que precisa ser paga apesar do volume de horas trabalhadas 
pelos colaboradores, ou seja, o salário fixo dos trabalhadores. 
 
Custo fixo “é a parcela do custo total que não muda quando ocorre uma alteração na 
quantidade do direcionador de custo, dentro de u m intervalo relevante”. (BLOCHER, Chen, 
COKINS e Lin .2007, p. 66). 
 
Custos ou despesas variáveis este por sua vez, varia em função do volume produzido ou 
vendido. Um produto com baixa saída, por exemplo, pode ter sua produção interrompida 
durante um tempo. Com isso, a matéria-prima necessária para fabricá-lo não precisará ser 
comprada. Um tipo de despesa variável pode ser um brinde dado aos funcionários por conta de 
um resultado extraordinário que a empresa teve em determinado período. Outro exemplo é uma 
campanha de endomarketing, que não acontece todos os meses, sendo esporádica e dependente 
da situação do negócio. 
 
4. A IMPOTANCIA DE SABER O IMPACTO DOS CUSTOS E DESPESAS NAS 
MICRO E PEQUENAS EMPRESAS 
 
Inicialmente, a má contabilidade de custos faz com que o empresário fique dependente de 
terceiros, e assim não consegue saber ao certo a situação da sua empresa. Tal situação o torna 
incapaz de fazer mudanças ou até mesmo prevenir que certas situações aconteçam. Outro ponto 
crucial é que quando você tem uma visão incorreta das suas finanças, você não conseguirá 
atingir a verdadeira margem de lucro do seu negócio, podendo até fechar as portas por ter 
analisado errado os custos. Uma má gestão de custos também interfere negativamente no 
planejamento da empresa, porque sem o controle dos custos do que entra e o que sai, o 
empreendedor não terá uma base de dados para análise e será incapaz de escolher o fornecedor 
com melhor custo benefício, por exemplo. A falha de organização na gestão dos custos faz com 
que o gestor muitas vezes gaste mais e lucre menos, por falta de embasamento na tomada de 
decisão. 
 
A falta de um controle de despesas dentro de uma empresa é de extrema importância, porque 
sem controle de despesas, não há gestão financeira de qualidade. Dessa forma, a 
competitividade da empresa cai, assim como a resistência a cenários de crises. 
Além disso, um monitoramento ineficaz, que não registre todas as saídas, pode ser utilizado 
para produzir um planejamento futuro com base em informações incorretas ou incompletas, o 
que compromete a capacidade de ajustar processos em busca de eficiência. 
Toda empresa deseja crescer de forma sustentável no mercado em que atua. Um objetivo que 
pode ser alcançado com estratégia e controle de despesas corporativas. 
O planejamento é o segredo para um bom controle de gastos, pois apenas se mantém no 
mercado, os negócios que prevalecem com as finanças corporativas bem administradas. 
Sem uma boa visão e um bom gerenciamento, a empresa perde oportunidades e acaba 
investindo em gastos desnecessários para o negócio. Logo, é relevante que o reconhecimento 
pleno das despesas corporativas garante um caminho ágil e sustentável para os objetivos reais. 
Já os custos podem ser conhecidos como a soma dos gastos incorridos, necessário para a 
aquisição, conversão e outros procedimentos necessários para trazer os estoques a sua condição 
e localização atuais, e compreende todos os gastos incorridos na sua aquisição ou produção, de 
modo a colocá-los em condições de serem vendidos, transformados, utilizados na elaboração 
de produtos ou na prestação de serviços que façam parte do objeto social da entidade, ou 
realizados de qualquer outra forma. 
 
Um sistema de custos bem-organizado e apropriado aos objetivos da empresa, que seja preciso 
e atualizado, mostra à empresa o que está acontecendo, servindo de base para a administração 
tomar decisões sobre a forma de alocar os recursos disponíveis, com o objetivo de otimizar os 
resultados. Segundo Bodnar e Hopwood (1990), um eficiente sistema de custos produz 
relatórios importantes para os gestores, que devem indicar os custos de produção, bem como a 
lucratividade que os produtos vêm proporcionando. 
Portanto, uma contabilidade de custos eficiente pode ser fundamental para um 
empreendimento, já que ela representa uma ferramenta de auxílio para o gestor tomar decisões 
objetivando: determinar o custo dos produtos como um dos critérios da fixação de preços; 
analisar a rentabilidade das diversas atividades e produtos da firma; avaliar os estoques; 
determinar a estrutura de custos dos produtos e compará-la com a concorrência; bem como 
empregar os recursos onde produzam melhores resultados. O correto emprego da contabilidade 
de custos como ferramenta auxiliar da gestão empresarial pode proporcionar melhores 
decisões. 
Por sua vez, a ausência da contabilidade de custos não é apenas um problema contábil, e sim 
um problema administrativo, pois, sem este controle adequado, não se consegue compreender 
a empresa, e os resultados podem ser desastrosos, tais como: iniciar projetos que não agregam 
contribuição para o resultado operacional; adotar políticas comerciais agressivas para produtos 
que possuem baixa margem de lucro. 
Uma boa escolha de custeio e as mudanças feitas na hora certa que atendam as necessidades 
dos consumidores s erão sem dúvida essencial para que as empresas alcancem seus objetivos, 
pois estamos em um momento de grande competição na área empresarial onde mudanças 
acontecem a todo o momento e um planejamento organizado será fundamental para uma 
empresa se manter firme no mercado de trabalho. 
 
Através de um planejamento empresarial e uma escolha de custeio será possível analisar o 
ambiente externo e interno da empresa no ramo em que está atu ando conseguindo identificar 
os seus pontos fortes e fracos, as oportunidades e as ameaças que surgir em dur ante o seu 
processo de evolução, a partir daí será possível traçar os seus objetivos, selecion ar o caminho 
e as ações a serem 
seguidas e utilizar dos recursos necessários para que seja possível alcançar os objetivos 
desejados pela empresa. 
 
O planejamento e as estratégias de custeio deverão ser um processo contínuo e diário a serem 
analisados pelas empresas nos dias de hoje, pois também será preciso ser flexível as possíveis 
mudanças que ocorrem a todo o momentono ambiente empresarial, quanto mais complexo e 
acessível, maiores serão os lucros e crescimento das empresas. 
 
 
METODOLOGIA 
 
O trabalho ressalta a vital importância da gestão eficiente de custos e despesas para as micro e 
pequenas empresas no Brasil. Ele destaca a necessidade de eliminar gastos desnecessários e 
enfoca a distinção entre custos (relacionados à produção) e despesas (gastos operacionais). 
Além disso, sublinha o papel essencial dessas empresas na economia brasileira, não apenas 
como geradoras de empregos, mas também como impulsionadoras da produtividade e 
segurança na indústria. O texto inclui um trecho de uma entrevista com um 
microempreendedor, ilustrando desafios reais na gestão financeira. Conclui ressaltando a 
importância contínua de estudos, orientações e planejamento estratégico para o sucesso e 
crescimento desses negócios.

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