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UNA3 - Funções da imagem e 
descoberta do visual
Apresentação
Uma das características comunicacionais marcantes da sociedade atual é o uso abundante de 
imagens. Vivemos em uma sociedade mediada pelo imperativo da imagem, na qual todos nós, de 
alguma forma, acabamos nos mostrando por numerosos discursos visuais. É preciso, assim, diante 
da nossa profunda imersão no universo visual, compreender a imagem como linguagem e discurso 
dotado de heterogeneidade e com valor próprio. E, embora a leitura de uma imagem pareça ser, à 
primeira vista, fácil, é importante saber que ela não somente informa e comunica, mas representa o 
mundo e a nossa relação com a realidade de inúmeras formas. Desse modo, compreender alguns de 
seus elementos básicos e suas funções é fundamental para uma leitura crítica do visual. Nesta 
Unidade de Aprendizagem, você vai reconhecer a imagem como linguagem e discurso, estudar os 
elementos básicos que compõem a imagem e identificar algumas das funções que a ela estão 
relacionadas.
Bons estudos.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Identificar funções da imagem.•
Reconhecer a imagem como linguagem e discurso.•
Elencar os elementos básicos que compõem a imagem.•
Infográfico
De maneira geral, as funções da imagem têm sido as mesmas em todas as produções humanas 
realizadas ao longo da história: estabelecer algum tipo de relação com o mundo. Contudo, para 
Aumont (2002 [1993]), há três funções principais que caracterizam essa relação estabelecida pela 
imagem, que são: o modo simbólico, o modo epistêmico e o modo estético.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
 
Conteúdo do Livro
O uso intensivo da imagem como discurso preponderante pelo sujeito atual trouxe à tona a 
necessidade de entender o visual, sua estrutura e seu uso, pois a comunicação visual, assim como a 
comunicação verbal, constitui linguagens e discursos com propriedades específicas. Ora, a imagem 
não expressa nem informa por si só. Não é porque está no espaço da visualidade que o sentido se 
encontra já posto. Como um processo representacional, o qual caracteriza e manifesta uma das 
muitas formas de nos relacionar com o mundo – modo simbólico, modo epistêmico e modo estético 
–, é preciso conhecer os elementos básicos (mórficos, dinâmicos e escalares) que compõem a 
imagem. Esse é um dos pontos de partida para desenvolver a habilidade crítica de ler e interpretá-
la.
No capítulo Funções da imagem, descoberta do visual, da obra Teoria da Imagem, você irá 
acompanhar a discussão sobre a imagem como linguagem e discurso, sua caracterização a partir de 
seus elementos básicos e a enumeração de algumas de suas funções.
A partir das reflexões apresentadas, é preciso compreender que a imagem, como recorte e 
representação da realidade, não apenas informa e comunica os objetos do mundo, mas os 
caracteriza por meio de diferentes perspectivas.
TEORIA
DA IMAGEM
Rafaela Queiroz 
Ferreira Cordeiro
Revisão técnica:
Deivison Campos
Bacharel em Filosofia
Mestre em Sociologia da Educação
Catalogação na publicação: Karin Lorien Menoncin – CRB 10/2147
T314 Teoria da imagem / Rafaela Queiroz Ferreira Cordeiro... [et al.] ; 
 [revisão técnica: Deivison Campos]. – Porto Alegre : 
 SAGAH, 2018.
 240 p. : il. ; 22,5 cm
 ISBN 978-85-9502-320-8
 1. Jornalismo. I. Cordeiro, Rafaela Queiroz Ferreira.
CDU 070
Funções da imagem e 
descoberta do visual
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Reconhecer a imagem como linguagem e discurso.
 � Elencar os elementos básicos que compõem a imagem.
 � Identificar funções da imagem.
Introdução
Uma das características comunicacionais marcantes da sociedade atual 
é o uso abundante de imagens. Ora, você vive na sociedade mediada 
pelo imperativo da imagem, na qual todos de alguma forma acabam por 
“se mostrar” por numerosos discursos visuais. Você precisa, assim, diante 
dessa profunda imersão no universo visual, compreender a imagem 
como linguagem e discurso dotado de heterogeneidade e valor próprio. 
Embora a leitura de uma imagem pareça ser à primeira vista fácil, é 
importante você saber que as imagens não somente informam e co-
municam. Elas representam o mundo e a relação das pessoas com a 
“realidade” de inúmeras formas. Desse modo, compreender alguns dos 
elementos básicos e das funções da imagem é fundamental para uma 
leitura crítica do visual.
Neste texto, você vai reconhecer a imagem como linguagem e 
discurso. Também vai estudar os elementos básicos que compõem a 
imagem e identificar algumas das funções relacionadas a ela.
A imagem como linguagem e discurso
Você vive numa sociedade da imagem; ou, pelo menos, cada vez mais da 
ordem da imagem. Tudo e todos querem se mostrar, se expor, se apresentar 
em uma coletânea de discursos imagísticos. Isso ocorre muitas vezes porque 
a imagem parece dizer e expressar tudo por “si só”. Mas essa noção é um 
engano. A imagem, assim como a escrita, é composta por linguagens que 
apresentam especificidades e, por isso, têm valor próprio (LENCASTRE; 
CHAVES, 2007). Essas linguagens podem ser empregadas conjuntamente — 
uma em direção à outra, como uma legenda que acompanha uma fotografia 
— e frequentemente o são. Contudo, você deve compreender a imagem como 
uma linguagem específica. Ora, o que a imagem informa e comunica, isto é, 
representa se dá por meio de recursos visuais como cores, tons, ângulos, 
posições dos atores, deslocamentos de objetos, sombreados, margeação, 
etc. Esses recursos, por sua vez, nem sempre são empregados em outras 
formas de linguagem, como pela escrita cotidiana. Tais elementos poucas 
vezes são tão facilmente compreendidos, embora pareçam o ser. Assim, 
não é só porque a imagem “fala com a sua visão”, chamando facilmente a 
sua atenção, que ela deve ser lida como um texto claro, pronto e que diz 
tudo “mostrar”. 
Ler uma imagem exige uma análise da sua especificidade como linguagem 
e discurso, pois ela é, assim como o discurso verbal, parcial, textual e um 
corte no tempo e no espaço. Ela também não deve ser definida em oposição à 
linguagem verbal, uma vez que a distinção entre verbal e não verbal pouco 
ajuda a situar o uso interativo de ambas. A esse respeito, você deve saber 
ainda que a linguagem escrita, como a scriptovisual, pode fazer — e faz, em 
abundância, no universo social das redes — uso de muitos desses recursos. Ora, 
quantas vezes você se depara com manchetes jornalísticas na cor vermelha? 
Apesar de essa pergunta ser simples, a resposta a ela já dá pistas de que muito 
provavelmente a notícia ou a matéria referida faz parte do universo do crime. 
Ou, caso não faça, há uma analogia possível a se inferir pelo uso da cor. Tudo 
isso só comprova a necessidade de um aprendizado, um ensino que se volte 
para a imagem. Para aprender a ler o texto escrito, desde pequeno você é 
convidado a ser alfabetizado, isto é, a ler e a escrever de forma “consciente”. 
É preciso, assim, instituir práticas de alfabetização que incluam a imagem, 
como as que foram sócio-historicamente inseridas quanto à necessidade e à 
importância de ler um discurso verbal.
Portanto, é imperativo também saber ler a imagem como uma linguagem 
para entender como funciona e o que representa. As pessoas levam anos para 
aprender a ler e a escrever, bem como para desenvolver uma leitura e uma 
escrita funcionalmente críticas. Com a imagem, isso não é diferente. Estudá-
-la é dilatar o seu olhar sobre o mundo, sobre a análise da informação e da 
comunicação. Além disso, e não menos importante, é compreender que um 
discurso pode reunir vários sentidos.
Funções da imagem e descoberta do visual198
Cloutier (1975 apud LENCASTRE; CHAVES, 2007) propõe o uso da expressão audios-
criptovisual para evitar a comum confusão entre linguagem e media, e também 
a distinção entre linguagem escrita e linguagem audiovisual. Na suaperspectiva, 
há as linguagens de base — tais como a auditiva e a visual, que são caracterizadas 
como naturais, e ainda a scripto. Esta última se relaciona ao mundo da “significação” 
e às suas associações, chamadas pelo teórico de sintéticas ou compostas, tais como 
a audiovisual, a scriptovisual e a audioscriptovisual. 
Tal como concebe Cloutier (1975 apud LENCASTRE; CHAVES, 2007), a linguagem de 
áudio é percebida pelo ouvido. Ela é temporal, pois se desenvolve ao longo do tempo, 
e linear, uma vez que cada som é percebido em cadeia, associado a outro anterior. 
Quando é produzida, é escutada simultaneamente, embora possa ser conservada ao 
longo do tempo por meio da gravação. Já a linguagem scripto é percebida pela 
visão. Ela é caracterizada como híbrida e linear, pois, além de se desenvolver ao longo 
do tempo, o som é representado pela grafia. Ademais, a escrita constitui um conjunto 
de símbolos arbitrários, os quais só têm sentido para os sujeitos que compartilham 
uma língua específica. A linguagem visual, como é sabido, destina-se a ser percebida 
também pela visão. Os objetos do mundo são representados espacialmente em três 
dimensões, desse modo ela é espacial e global. Seja por meio da representação do 
objeto (a imagem), seja por meio do próprio objeto, você o percebe a partir de formas, 
luzes, cores, linhas, movimentos, perspectivas, etc.
Quanto às linguagens tidas como compostas, Cloutier (1975 apud LENCASTRE; 
CHAVES, 2007) afirma que elas se originam da fusão de linguagens de base e dão origem 
a uma forma de comunicação nova. A partir do que expõe o autor, é possível resumir 
essas linguagens da seguinte forma: (i) a audiovisual diz respeito à comunicação 
que é percebida pela visão e pela audição; (ii) a scriptovisual se refere aos modos de 
comunicação gráfica cuja palavra se funde com a imagem; e (iii) a audioscriptovisual 
se constitui como uma comunicação cujas diversas linguagens estão “aglutinadas”. 
Neste último caso, destaca-se a própria atividade humana da comunicação, a qual 
se dá nas quatro dimensões básicas que abarcam o espaço-tempo (altura, largura, 
profundidade e tempo).
A ideia é que você não encare essa identificação como um operador restritivo e 
fechado. Você pode ver essa mesma classificação como uma forma de ajudá-lo a pensar 
sobre a diversidade de linguagens humanas possíveis, e não como um arcabouço 
teórico fechado e predeterminado.
A imagem como discurso, o discurso como imagem
Além de observar a imagem como linguagem, dotada de um valor específico, 
você precisa compreendê-la como discurso. Bakhtin (2003), Bakhtin e Volochí-
nov (2006) são teóricos russos que estudaram o funcionamento da linguagem. 
199Funções da imagem e descoberta do visual
As reflexões deles permitem entender a imagem, assim como o verbal, como 
um enunciado, um discurso, um texto. Dito de outro modo, tanto a linguagem 
visual como a linguagem verbal têm um papel fundamental na produção dos 
efeitos de sentido do que está sendo representado. Esse é um ponto de vista 
importante a ser considerado pelos estudos da imagem.
Em Brait (2013), é possível encontrar uma excelente discussão sobre a 
contribuição dos estudos de Bakhtin e do dito “Círculo” para o desenvol-
vimento de uma teoria geral da linguagem e do discurso. Nesse sentido, os 
estudiosos russos trabalham com os enunciados situados no contexto, anco-
rados socialmente e em relações dialógicas. Os sentidos do discurso visual, os 
quais parecem estar postos na imagem, são construídos no momento em que 
esse discurso é lido/visto. Além disso, como a linguagem verbal e oral, esse 
discurso é social e carrega valores ideológicos, os quais variam conforme os 
participantes envolvidos e a situacionalidade comunicativa.
Algumas das reflexões elaboradas pelos teóricos, de grande importância 
para a cultura visual (BRAIT, 2013), se destacam. Uma delas é a do signo 
enquanto materialidade ideológica — seja uma palavra, seja uma mímica, seja 
uma imagem, todas são ideológicas. Também há a reflexão sobre a relação 
existente entre signo e consciência — não há como se pensar senão por meio 
de signos. Existe ainda o debate quanto às noções que unem o campo ético 
ao estético — como a importante conceituação sobre a imagem exterior, o 
processo criativo, a atividade criadora, o autor/herói-personagem e o excedente 
de visão do autor —, entre muitos outros. 
Elementos da imagem
Para ampliar a sua compreensão da imagem como linguagem, você deve 
identificar quais elementos visuais são importantes na construção dessa ima-
gem. A esse respeito, é possível partir da discussão elaborada por Lencastre 
e Chaves (2007). Retomando Dondis (1999 apud LENCASTRE; CHAVES, 
2007), esses dois estudiosos indicam o ponto, a linha, a forma, a direção, o 
tom, a cor, a textura, a escala, a dimensão e o movimento como alguns dos 
elementos essenciais para construir as formas visuais. Villafañe (1985 apud 
LENCASTRE; CHAVES, 2007) acrescenta a essa perspectiva mais outros 
elementos e os reúne em três grandes grupos, que são os (1) morfológicos, 
(2) dinâmicos e (3) escalares. O primeiro e o segundo se caracterizam pela 
natureza qualitativa dos elementos; o terceiro, pela natureza quantitativa e 
relacional dos elementos. 
Funções da imagem e descoberta do visual200
Elementos morfológicos
Desse primeiro grupo fazem parte o ponto, a linha, o plano, a textura, a cor, a 
forma e o tom. Tais elementos apresentam a característica de espacialidade e, 
assim, compreendem a estrutura do espaço. O ponto, por exemplo, é o ícone mais 
simples da comunicação visual, conforme explicam os autores supracitados. Ele 
pode ser representado de forma bem diversificada, desde um pequeno círculo 
a uma representação próxima do quadrado. Já a linha (Figura 1) se dá quando 
os pontos estão muito perto um do outro. Esta pode ser caracterizada também 
como um ponto em movimento. Uma vez que é formada por pontos, também 
pode ser representada em inúmeras formas, estilos e expressões — de nítida à 
sombreada. O plano tem um aspecto especialmente espacial, como você talvez 
já tenha imaginado. Ele corresponde à superfície — com duas linhas horizontais 
e verticais — em que se organiza a representação da imagem. 
Figura 1. A partir do ponto, há numerosas possibilidades de se constituir uma linha. E, 
assim, você pode indagar: o que ela representa? Há aquela frenética, a que se assemelha 
a uma onda, a bem fina, a torneada e grossa, a tracejada, a pontilhada, a generosamente 
marcada, a sombreada e a quase imperceptível.
Fonte: Vdant85/Shutterstock.com.
201Funções da imagem e descoberta do visual
Há ainda a textura, que funciona como um substituto do tato. Ela se dá quando 
o traço sobre o plano se constitui em uma repetição ou progressão sistemática. 
Dependendo da forma em que o traço for elaborado no plano — seja em tracejado, 
seja em pontilhado, por exemplo —, a textura é um elemento importante para 
indicar o relevo atribuído a certos objetos (atores) nas imagens. Já a cor é um 
elemento bem interessante. Ela se dá por meio de uma excitação das “[...] células 
fotorreceptoras da retina [...]” (LENCASTRE; CHAVES, 2007, p. 1.167), pois as 
cores não existem. Ou, ainda, não há cor nas coisas. Quando você vê as cores 
e as identifica, tal coloração diz respeito ao reflexo da luz que incidiu sobre 
o objeto. Desse modo, quando você vê um vestido vermelho, o que realmente 
observa é o reflexo de ondas vermelhas e a absorção de ondas de outras cores. 
Você pode também observar que o vestido da cor vermelha compreende uma 
coloração quente, a qual se opõe àquelas de propriedades frias — tais como o 
azul e o verde (LENCASTRE; CHAVES, 2007). 
Portanto, as cores são fundamentais na leitura de uma imagem, podendo 
ainda, a partir da mistura, da conjunção entre elas e da forma como são apre-
sentadas numa peça imagística — por trás, do lado, na diagonal, pela frente, 
etc. —, representar distintos sentidos. Além disso, em diversas culturas, as 
cores apresentam valoressimbólicos. Isso é importante para a compreensão da 
imagem. Além da cor, há ainda dois elementos importantes: a forma e o tom. 
Você pode compreender a forma como articulada ou construída pela linha. 
É a linha que constitui a forma da imagem. Já o tom constitui a intensidade 
da luz que incide sobre o objeto, pois aquela não se dá de maneira uniforme 
e contínua ao longo do objeto em determinado espaço. Logo, as gradações 
de luz e de tom em um espaço, que podem ser várias, são informações que 
auxiliam você a diferenciar a composição visual de uma imagem (LENCAS-
TRE; CHAVES, 2007).
Elementos dinâmicos
Nesse segundo grupo, você encontra os elementos relacionados à dinamici-
dade da imagem. São eles: o movimento, a tensão, o ritmo e a direção (LEN-
CASTRE; CHAVES, 2007). É interessante refletir sobre tal explanação pelo 
seguinte: se a imagem constitui um corte do “real”, do que está se realizando 
em um momento e um espaço únicos, essa imagem será estruturalmente 
uma representação que foi “retirada” da dinamicidade e da organicidade da 
vida, não é mesmo? No entanto, a reflexão sobre esses elementos dinâmicos 
não parece ser tão simples assim. Afinal, uma imagem aparentemente fixa 
pode apresentar dinamicidade, por exemplo. Imagine uma foto de um casal 
retirada no dia do seu casamento. Em tal imagem, há apenas os dois a se 
Funções da imagem e descoberta do visual202
beijarem no plano principal. O olhar de um em direção ao outro e a projeção 
da boca a ser tocada pelo outro podem representar o movimento de um 
parceiro indo de encontro ao outro para beijar, a direção em que o beijo se 
dará (mais para cima do queixo, mais para baixo do nariz, mais perto do 
canto do lábio inferior direito ou esquerdo, etc.), o ritmo do beijo (um beijo 
calmo, apressado, vagaroso, veloz, excitante, etc.) e a tensão entre o casal 
no momento desse encontro íntimo a ser registrado pelo fotógrafo. São 
muitas as possibilidades de significar essa mesma imagem que aparenta ser 
“estática”, mas é constitutivamente viva e dinâmica.
Conforme Lencastre e Chaves (2007), o movimento constitui uma das 
formas de construir ilusão em uma imagem “fixa”. Isso pode se dar quando 
tenta-se fotografar um objeto a certas velocidade e distância durante um 
período de tempo, como um carro numa estrada rodeado de outros veículos. 
Ao se fazer isso, foca-se no objeto principal (o carro) e os outros aparecem 
com um efeito de arraste (os veículos ao redor). Quanto à tensão, ela pode 
ser obtida por meio de proporções, orientações, oposição entre cores e ainda 
profundidade. Já o ritmo é naturalmente dinâmico, no sentido de sua própria 
estrutura e repetição de elementos. Por fim, há a direção, a qual pode ser 
horizontal, vertical, oblíqua, curva, etc. Seja qual for, cada uma tem um 
sentido muito importante para a interpretação de imagens. Por exemplo, 
as noções de direção horizontal e vertical estão relacionadas à estabilidade 
visual, em virtude da referência primária que o homem tem desses conceitos. 
A diagonal já apresenta um sentido contrário ao daquelas noções, isto é, de 
instabilidade, inconstância. E há ainda a direcionalidade curva, a qual diz 
respeito à “abrangência e repetição” dos objetos representados nas imagens 
(DONDIS, 1999 apud LENCASTRE; CHAVES, 2007).
Elementos escalares
Nesse terceiro grupo, você encontra os seguintes elementos: escala, proporção, 
formato e dimensão. Eles dizem respeito à caracterização quantitativa da 
representação da imagem. Embora nem sempre sejam valorizados, conforme 
explicam Lencastre e Chaves (2007), ao se fazer uma análise da comunicação 
visual observa-se também a sua natureza relacional: na escala, há uma relação 
entre a imagem e o real; na proporção, entre as partes com o todo da obra; 
no formato, entre a verticalidade e a horizontalidade; e na dimensão, entre o 
tamanho da imagem e a sua legibilidade.
De maneira geral, a escala é uma noção que possibilita aumentar ou di-
minuir o objeto sem modificar substancialmente as propriedades estruturais 
203Funções da imagem e descoberta do visual
do que está sendo representado na realidade. Como é o caso das plantas de 
uma casa ou de mapas, a escala é fundamental para se construir uma relação 
adequada — e, para isso, tomam-se como referência sistemas de escalas 
específicas — entre a imagem e a realidade alcançada. Já a proporção diz 
respeito a “[...] uma relação entre as partes de uma grandeza [...]” (LEN-
CASTRE; CHAVES, 2007, p. 1.169). A importância desse conceito se dá em 
virtude também de outro que você já conheceu, que é o ritmo: uma vez que a 
proporcionalidade considera a composição, o arranjo e a organização entre seus 
elementos e o todo, essa noção auxilia na ordenação interna da representação, 
seja na estruturação ou na repetição (ou não) de informações visuais — e aqui 
se encontra a sua correlação com o ritmo.
Os gregos usavam uma escala bastante conhecida até os dias de hoje: a chamada 
seção áurea. A razão áurea ou razão de ouro é um número especial que foi encontrado 
dividindo-se a linha em duas partes. A parte mais longa dividida pela parte menor 
é também igual a todo comprimento dividido pela parte mais longa. Essa razão é 
comumente simbolizada pelo número phi (π), após a vigésima primeira letra do 
alfabeto grego. 
Empregada no desenho de plantas e templos, a razão áurea ficou famosa por cons-
truir a noção de simetria matemática do que se considerava belo. Conforme explica 
Hom (2013), em 1509 o matemático italiano Luca Pacioli (1447–1517), colaborador de 
Leonardo Da Vinci (1452–1519), escreveu um livro em que se referia ao número como a 
“proporção divina”. Tal proporção foi retomada e ilustrada por Da Vinci (1452–1519) na 
sua famosa ilustração chamada Homem de Vitrúvio. Além de Da Vinci, artistas famosos 
como Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni (1475–1564), Raffaello Sanzio da 
Urbino (1483–1520), mais conhecido como Raphael, Rembrandt Harmenszoon van Rijn 
(1606–1669), Georges-Pierre Seurat (1859–1891) e Salvador Dalí (1904–1989) fizeram 
uso dessa razão.
Fonte: Hom (2013), Lencastre e Chaves (2007).
Sobre o formato, essa noção se refere à proporção entre os lados da imagem. 
Embora o formato possa ser redondo, triangular, oval, etc., muitas das imagens 
são compostas basicamente entre os lados vertical e horizontal, uma vez que 
esse é um dos formatos mais usados. Por fim, há a dimensão. Essa noção, 
também chamada de tamanho relativo, se relaciona à profundidade da imagem, 
uma vez que, quando os objetos são representados numa maior dimensão, estes 
Funções da imagem e descoberta do visual204
estão necessariamente mais próximos do olho humano. Assim, no processo de 
constituição da imagem, a dimensão apresenta traços da profundidade, organiza 
os elementos que fazem parte da composição imagística e, ao organizá-los, 
confere maior peso a algumas informações visuais em detrimento de outras 
(LENCASTRE; CHAVES, 2007).
Por fim, embora tais elementos supracitados apresentem maior importância 
plástica quando a imagem é também um ícone, todos são pontos de partida 
fundamentais para você elaborar uma compreensão crítica sobre a linguagem 
visual.
Funções da imagem
Quando você pensa em imagens, provavelmente vem à sua mente uma 
questão em especial, que diz respeito ao uso ou à utilidade da imagem. 
Ora, para que serve uma imagem? Conforme Aumont (2002), as funções 
da imagem têm sido as mesmas de todas as produções humanas realizadas 
ao longo da história. Essas funções envolvem estabelecer uma relação 
com o mundo. Há, no entanto, três modos principais de se trabalhar essa 
relação, que são: o (1) modo simbólico, o (2) modo epistêmico e o (3) 
modo estético.
O modo simbólico
Segundo explica Aumont (2002), no início as imagens apresentavam uma forte 
relação com a esfera do sagrado. Como símbolos religiosos, tais ícones — 
uma vez que boa parte das imagens se caracterizava dessa forma — tinham 
como efeito sugerir o divino ou aproximá-lo do indivíduo por meio de umamanifestação dessa mesma presença divina. As primeiras esculturas gregas, 
por exemplo, eram ídolos que foram produzidos e venerados como formas de 
manifestações das divindades. Assim como Zeus representou a máxima divin-
dade grega masculina, Buda e Jesus Cristo também são exemplos de imagens 
iconográficas religiosas. Além delas, há algumas imagens que apresentam um 
simbolismo religioso — sem uma necessária relação de iconografia —, tal 
como a cruz cristã e a suástica hindu.
Há, contudo, outras formas de manifestar a função simbólica para além 
do modo religioso: valores ideológicos como a liberdade, a democracia, o 
progresso, entre outros, são representados também por meio de símbolos 
imagísticos.
205Funções da imagem e descoberta do visual
A palavra iconografia tem origem na união de dois termos gregos que são eikon 
(imagem) e grafia (escrita), os quais significam de forma literal a escrita da imagem. 
De maneira geral, a iconografia diz respeito aos estudos de vários tipos de imagens, 
tais como estátuas, pinturas, gravuras, retratos, ilustrações, etc. Entretanto, até o século 
XVI, a iconografia abrangia somente imagens relacionadas ao contexto religioso, tais 
como esculturas e pinturas de anjos, santos e Jesus Cristo. Inclusive, o surgimento da 
própria expressão ícone veio da relação implícita entre a imagem e o sagrado.
No Brasil, a iconografia tem por objetivo analisar a construção do país antes do 
seu descobrimento. Afinal, os índios produziram pinturas e esculturas que são de 
importância fundamental para compreender os costumes, os hábitos e as tradições 
que influenciaram a constituição do País.
Fonte: Significados (c2011-2018).
O modo epistêmico
A função epistêmica está relacionada ao conhecimento (o termo episteme 
também vem do grego). Essa função se dá uma vez que as imagens veiculam 
informações sobre os objetos, as pessoas, o mundo, as culturas, as relações 
sociais e históricas, etc. Essa função também foi atribuída desde cedo: as 
imagens ao longo da história representam as “realidades” e, ao fazer isso, 
nos informam, por meio de numerosas maneiras sempre parciais, a geografia 
de uma região (um mapa, por exemplo), o ponto turístico de uma cidade (um 
cartão postal, por exemplo), o número de uma conta bancária (um cartão do 
banco, por exemplo), o tipo de uma planta (um pôster botânico, por exemplo), 
uma espécie animal (uma cartilha da medicina veterinária, por exemplo), etc. 
Há muitos tipos de imagens e, desse modo, existem muitas maneiras de levar 
o conhecimento e construí-lo com as pessoas (AUMONT, 2002).
Desde os manuscritos da Idade Média, essa função já estava relacionada 
às imagens. A partir das eras moderna e pós-moderna, tal modo passou a ser 
cada vez mais ampliado e desenvolvido. Isso ocorre principalmente com os 
gêneros paisagem e retrato fotográfico, conforme explica Aumont (2002).
O modo estético
Por último, mas não menos importante, a imagem tem a função de agradar 
ao público, de oferecer sensações específicas. Essa modalidade é também 
Funções da imagem e descoberta do visual206
antiga. Apesar disso, se acredita que o sentimento estético do espectador 
diante da obra de arte tenha variado, isto é, tenha sido elaborado de forma 
diferente ao longo do tempo e da história. Atualmente, contudo, essa função 
parece ser preponderante e indissociável da contemplação da obra de arte 
(AUMONT, 2002).
É comum as pessoas pensarem que a arte pertence ao domínio oposto ao 
da ciência e que, desse modo, a experiência estética não pode ser reduzida, 
expressa ou trazida pelo verbal. Isso leva a um movimento de exaltação da 
complexidade artística, como se houvesse uma tentativa de explicar que no 
estético existe uma necessidade de reafirmar e preservar o seu segredo, o seu 
mistério, o seu tom complexo (JOLY, 2007). Tal análise, assim, tenta inter-
rogar o artista e o seu imaginário. É muito como consequência dessa via que 
se passou, historicamente, a valorizar o mundo artístico, a sua criatividade 
e o caráter genial do artista. Além disso, se passou a considerar o nome do 
sujeito por trás da obra de arte, o qual adquire um estatuto de importância na 
contemplação, na leitura e na análise de uma imagem.
Dentro dessa abordagem, há uma discussão crucial que leva ao que você 
viu no início do capítulo: o debate sobre a necessidade de compreender a 
imagem como uma linguagem própria para melhor compreender o visual. 
O hábito adquirido por meio da aprendizagem sobre o verbal, o visual e o 
verbovisual não aniquila ou rompe com o modo estético gerado pela arte, 
como alguns poderiam pensar. Segundo Joly (2007, p. 52), a prática pode, 
com o tempo, estimular e aumentar a fruição estética, aguçando os sentidos, 
os quais passam a ir além de uma leitura inicialmente espontânea. Além de 
proporcionar o acesso a mais informações sobre o universo do imagístico, a 
análise constitui um passo importante ao interagir com os numerosos tipos de 
obras visuais. Assim, auxilia na compreensão e também no prazer quando se 
estabelece contato com esses outros universos representados imagisticamente.
207Funções da imagem e descoberta do visual
Uma das funções primordiais atribuídas à imagem é a pedagógica, conforme explica 
Joly (2007). Embora não seja discutida diretamente por Aumont (2002), essa função 
merece sua atenção. Além de se dar em uma escola ou universidade, isto é, num 
espaço institucionalizado, ela também pode ocorrer nos meios de comunicação que 
fazem uso da imagem. Nesses espaços, inclusive, um ensino voltado para a leitura 
da imagem é fundamental, uma vez que possibilita ferramentas de análise crítica 
ao que está sendo veiculado como imagem noticiada em termos de “factualidade” 
pelos media. A imagem, como linguagem específica, com valor próprio e dotada de 
heterogeneidade, não é a “realidade”; ela é um signo, uma representação valorativa e 
orientada desse mesmo real. Possibilitar a sua interpretação é, portanto, uma iniciativa 
ética e de liberdade intelectual.
1. Qual das alternativas 
a seguir caracteriza 
corretamente a imagem?
a) A imagem é uma linguagem 
específica que se opõe à verbal.
b) A imagem é uma linguagem 
específica e clara, que 
diz e mostra tudo.
c) A imagem é um discurso 
verbovisual oposto à escrita.
d) A imagem é um discurso 
que representa um sentido 
e uma perspectiva.
e) A imagem é uma linguagem 
que apresenta especificidade 
e valor próprio.
2. A respeito dos elementos básicos 
que constituem a imagem, marque a 
alternativa correta. 
a) Os elementos morfológicos, 
os quais constituem o ponto, 
a linha, o plano, a textura, a 
cor, a forma e o tom, estão 
relacionados à caracterização 
quantitativa da imagem.
b) Os elementos escalares, os quais 
constituem o movimento, a 
tensão, o ritmo e a direção, estão 
relacionados à caracterização 
quantitativa da imagem.
c) Os elementos dinâmicos, 
os quais constituem o 
movimento, a tensão, o ritmo 
e a direção, estão relacionados 
à espacialidade da imagem.
d) Os elementos morfológicos, 
os quais constituem o ponto, a 
linha, o plano, a textura, a cor, 
a forma e o tom, apresentam a 
característica de espacialidade.
e) Os elementos escalares, os 
quais constituem a escala, 
a proporção, o formato e a 
dimensão, estão relacionados 
à dinamicidade da imagem.
3. A respeito dos elementos 
morfológicos que constituem a 
imagem, marque a alternativa correta.
Funções da imagem e descoberta do visual208
a) A escala, a proporção, o 
formato e a dimensão 
constituem os elementos 
morfológicos da imagem.
b) O ponto, que é um elemento 
morfológico, constitui o 
ícone mais complexo da 
comunicação visual.
c) O plano, que é um elemento 
morfológico, corresponde à 
superfície em que se organiza 
a representação da imagem.
d) A linha, que é um elemento 
morfológico, se caracteriza 
como um ponto estático 
e sem movimento.
e) A cor, que é um elemento 
morfológico, se caracteriza 
por meio da união de 
diversos pontos.
4. A respeito dos elementos dinâmicos 
queconstituem a imagem, 
marque a alternativa correta.
a) São elementos dinâmicos os 
seguintes: o ponto, a cor, a forma, 
o movimento, a direção e o ritmo.
b) O movimento, que é um 
elemento dinâmico, se 
dá também em imagens 
fixas e estáticas.
c) O ritmo, que é um elemento 
morfológico, pode ser 
horizontal, vertical, 
oblíquo, curvo, etc.
d) A direção, assim como a forma, 
o tom e a cor, é um elemento 
dinâmico básico da imagem.
e) A tensão, que é um elemento 
dinâmico, constitui uma 
das formas de construir 
ilusão na imagem fixa.
5. A respeito dos modos ou 
funções das imagens, marque 
a alternativa correta.
a) O modo simbólico se dá em 
imagens que apresentam 
uma relação basicamente 
religiosa com a divindade.
b) O modo estético diz respeito 
ao conhecimento que é 
informado e comunicado pelas 
imagens para o público.
c) O modo epistêmico está 
relacionado ao caráter de 
contemplação do público 
diante da imagem.
d) O modo simbólico se dá em 
imagens que representam 
uma relação ideológica com 
os objetos e o mundo.
e) O modo epistêmico está 
relacionado ao caráter 
sagrado das imagens que 
representam as divindades.
209Funções da imagem e descoberta do visual
AUMONT, J. A imagem e seu espectador. In: AUMONT, J. A imagem. 7. ed. Campinas: 
Papirus, 2002. p. 78-81.
BAKHTIN, M. M. Os gêneros do discurso [1952-1953]. In: BAKHTIN, M. M. Estética da 
criação verbal. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2003. p. 261-306. 
BAKHTIN, M. M.; VOLOCHÍNOV, V. N. Marxismo e filosofia da linguagem: problemas 
fundamentais do método sociológico na ciência da linguagem. 12. ed. São Paulo: 
Hucitec, 2006. (Linguagem e Cultura, 3).
BRAIT, B. Olhar e ler: verbo-visualidade em perspectiva dialógica. Bakhtiniana, São 
Paulo, v. 8, n. 2, p. 43-66, jul./dez. 2013. Disponível em: . Acesso em: 10 dez. 2017.
HOM, E. J. What is the golden ratio? [S.l.]: LiveScience, 2013. Disponível em: . Acesso em: 10 dez. 2017.
JOLY, M. Introdução à análise da imagem. 11. ed. Campinas: Papirus, 2007.
LENCASTRE, J. A.; CHAVES, J. H. A imagem como linguagem. In: BARCA, A. et al. Libro 
de actas do Congreso Internacional Galego-Portugués de Psicopedagoxía. Coruña: Uni-
versidade da Coruña, 2007. p. 1162-1173. Disponível em: . Acesso em: 05 dez. 2017.
SIGNIFICADOS. Significado de iconografia. Matosinhos: 7Graus, c2011-2018. Disponível 
em: . Acesso em: 05 dez. 2017.
Leituras recomendadas
BRAIT, B. A palavra mandioca do verbal ao verbo-visual. Bakhtiniana, São Paulo, v. 1, n. 
1, p. 142-160, 2009. Disponível em: . Acesso em: 10 dez. 2017.
DONDIS, D. A. Sintaxe da linguagem visual. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2015.
Funções da imagem e descoberta do visual210
Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado para 
esta Unidade de Aprendizagem. Na Biblioteca Virtual 
da Instituição, você encontra a obra na íntegra.
Conteúdo:
Dica do Professor
Nesta Dica do Professor, você verá um pouco mais sobre o elemento cor. A cor constitui um dos 
elementos (morfológicos) básicos da imagem.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/aa64fad19097c23e72c78f1bb8e209b8
Exercícios
1) 
Qual das alternativas a seguir caracteriza corretamente a imagem?
A) A imagem é uma linguagem específica que se opõe à linguagem verbal.
B) A imagem é uma linguagem específica e clara, a qual tudo diz e mostra.
C) A imagem é um discurso verbo-visual oposto à escrita.
D) A imagem é um discurso que representa um sentido e uma perspectiva.
E) A imagem é uma linguagem que apresenta especificidade e valor próprio.
2) 
Assinale a alternativa correta quanto aos elementos básicos que constituem a imagem.
A) Os elementos morfológicos, os quais constituem o ponto, a linha, o plano, a textura, a cor, a 
forma e o tom, estão relacionados à caracterização quantitativa da imagem.
B) Os elementos escalares, os quais constituem o movimento, a tensão, o ritmo e a direção, 
estão relacionados à caracterização quantitativa da imagem.
C) Os elementos dinâmicos, os quais constituem o movimento, a tensão, o ritmo e a direção, 
estão relacionados à espacialidade da imagem.
D) Os elementos morfológicos, os quais constituem o ponto, a linha, o plano, a textura, a cor, a 
forma e o tom, apresentam a característica da espacialidade.
E) Os elementos escalares, os quais constituem a escala, a proporção, o formato e a dimensão, 
estão relacionados à dinamicidade da imagem.
3) 
Assinale a alternativa correta quanto aos elementos morfológicos que constituem a imagem.
A) A escala, a proporção, o formato e a dimensão constituem os elementos morfológicos da 
imagem.
B) O ponto, que é um elemento morfológico, constitui o ícone mais complexo da comunicação 
visual.
C) O plano, que é um elemento morfológico, corresponde à superfície em que se organiza a 
representação da imagem.
D) A linha, que é um elemento morfológico, se caracteriza como um ponto estático e sem 
movimento.
E) A cor, que é um elemento morfológico, se caracteriza por meio da união de diversos pontos.
4) 
Assinale a alternativa correta quanto aos elementos dinâmicos que constituem a imagem.
A) São elementos dinâmicos os o ponto, a cor, a forma, o movimento, a direção e o ritmo.
B) O movimento, que é um elemento dinâmico, se dá também em imagens fixas e estáticas.
C) O ritmo, que é um elemento morfológico, pode ser horizontal, vertical, oblíquo, curvo, etc.
D) A direção, assim como a forma, o tom e a cor, é um elemento dinâmico básico da imagem.
E) A tensão, que é um elemento dinâmico, constitui uma das formas de construir ilusão na 
imagem fixa.
5) 
Assinale a alternativa correta quanto aos modos ou funções das imagens.
A) O modo simbólico se dá em imagens que apresentam uma relação basicamente religiosa com 
a divindade.
B) O modo estético diz respeito ao conhecimento que é informado e comunicado pelas imagens 
para o público.
C) O modo epistêmico está relacionado ao caráter de contemplação do público diante da 
imagem.
D) O modo simbólico se dá em imagens que representam uma relação ideológica com os objetos 
e o mundo.
E) O modo epistêmico está relacionado ao caráter sagrado das imagens que representam as 
divindades.
Na prática
Neste Na Prática, é apresentada a importância de se compreender a imagem como uma linguagem 
com valor próprio, específico. Para isso, você lerá alguns elementos básicos da imagem, como a 
linha. 
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
As linhas constroem diferentes sentidos e sensações em cada imagem. A linha é um dos elementos 
básicos que deve ser considerado na análise da comunicação visual. Além disso, é preciso não 
considerá-la isoladamente, mas em conjunto com os outros elementos da imagem.
Saiba mais
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Este artigo propõe uma discussão sobre a produção do sentido a 
partir da relação verbo-visual, isto é, do oral e escrito com a 
imagem.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Este artigo propõe fazer uma análise de várias imagens a partir 
da composição básica dos seus elementos.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Esta monografia propõe um contato com o estudo dos 
elementos visuais e o teatro de sombras.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Este artigo faz uma reflexão sobre os elementos da linguagem 
http://www.scielo.br/pdf/bak/v8n2/04.pdf
http://www.academia.edu/3421003/Elementos_B�sicos_da_Linguagem_Visualhttp://bdm.unb.br/bitstream/10483/4517/1/2012_JuliaGonzalesMartins.pdf
visual que estão presentes na leitura das imagens pelas pessoas 
cegas.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Este relatório faz uma reflexão sobre o uso e o ensino adequado 
da leitura crítica da imagem no processo de ensino e 
aprendizagem.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
http://anpap.org.br/anais/2015/comites/ceav/mari_ines_piekas.pdf
https://ubibliorum.ubi.pt/bitstream/10400.6/3380/1/relat�rio%20de%20est�gio%20.pdf

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