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COLEDOCOLITÍASE E COLANGITE FORMAÇÃO DE CÁLCULOS TIPOS DE CÁLCULO: • Formados dentro da vesícula biliar: o Cálculo amarelo: estase biliar (mais comum) ▪ Desbalanço entre a capacidade de solubilizar e a concentração de colesterol ▪ Mulher, obesidade, >40 anos e cirurgia bariátrica (emagrecimento rápido) o Cálculo preto: hemólise crônica ▪ 2º mais comum; menor. Migra mais fácil ▪ Colesterol + bilirrubinato de cálcio ▪ Anemia falciforme, esferocitose • Formados na via biliar principal (colédoco): o Cálculos castanhos: infecção (coledocolitíase primária) ▪ Colesterol + bilirrubinato de cálcio COLEDOCOLITÍASE • Principal causa de colangite aguda • Primária: cálculo forma-se no colédoco (5-10%) • Secundária: migração de cálculos formados na vesícula biliar (> 90%) • Nomenclatura: o Até 2 anos pós-CVL → Residual o Depois de 2 anos pós-CVL → Recorrente ou primária • Clínica: o Icterícia flutuante/intermitente o Vesícula não palpável • Conduta: o Toda coledocolitíase deve ser tratada → aumenta risco de infecção dessa via biliar o Risco alto → Papilotomia endoscópica (CPRE → confirma e trata) ▪ Falha de enchimento ▪ BT > 4mg/dl ▪ Colangite aguda o Risco moderado → Colangioressonância (antes da cirurgia); colangio intraoperatória (viu na cirurgia a dilatação); na dúvida = USG endoscópica ▪ Via biliar dilatada ▪ ↑ FA e GGT / BT 1,8-4 ▪ Pancreatite o Risco baixo → Colecistectomia por vídeo ▪ Sem preditores → CPRE (vê o endoscópio) → Colangiografia intraoperaória (pinças cirúrgicas) → ColagioRM (não vê ossos) COLANGITE BACTERIANA • Complicação infecciosa da coledocolitíase • Fisiopatologia; o Coledocolitíase + Colecistite (infecção) = Colangite • Clínica: o Tríade de Charcot (não supurativa) = Icterícia + febre com calafrios + dor no HCD o Pêntade de Reynolds (supurativa ou complicada) = Tríade + hipotensão + confusão • Laboratório: o Hiperbilirrubinemia direta + ↑ FA / GGT + leucocitose com desvio E • Abordagem: o Tríade de Charcot → ATBterapia + CPRE eletiva o Pêntade de Reynolds → ATBterapia + CPRE de urgência • Tokyo Guideline (TG-18) o Diagnóstico → clínica + laboratório + imagem ▪ A: sinais de inflamação sistêmica → febre, achados laboratoriais ▪ B: colestase → icterícia, alteração da função hepática ▪ C: imagem → dilatação ou evidência de obstrução (cálculo, tumor, estenose ...) o Suspeita diagnóstica: A + B ou C o Diagnóstico: A + B + C o Classificação: ▪ Grau III (grave): disfunção orgânica ▪ Grau II (moderada): sem disfunção orgânica + ≥ 2 dos critérios • Leucócitos: > 12.000/mm³ ou 39ºC • Idade ≥ 75 anos • Hiperbilirrubinemia: BT ≥ 5 mg/dl • Hipoalbuminemia ▪ Grau I (leve): ausência de critérios o Tratamento: ▪ Grau I → ATB • Drenagem para paciente refretários ▪ Grau II → ATB + drenagem de urgência ▪ Grau III → ATB + drenagem de emergência ANOTAÇÕES DA AULA COLELITÍASE • Cálculos (> 3 mm) ou barro biliar ( 50 anos: 25% o > 20 anos: 9,3% apresentam cálculos • Rara em crianças e pouco frequente em adolescentes HEREDITARIEDADE • MDR-3 • ABCB-4 • ... CIRCULAÇÃO ENTERO-HEPÁTICA • Ácidos biliares são mantidos por meio de 2 mecanismos o Síntese de ácidos biliares o Circulação êntero-hepática • Ácidos biliares vão do fígado para o intestino delgado com posterior retorno hepático o Secretados no duodeno e reabsorvidos no íleo terminal (95%) para o sistema venoso pela veia mesentérica, alcançando a veia portal e em seguida os sinusoides hepáticos • Desequilíbrio do ciclo entero-hepático: litogênese biliar • Desregulação da microflora intestinal: litogênese biliar TIPOS DE CÁLCULOS BILIARES • Colesterol (80%) o Altera homeostase do colesterol na bile → saturação maior que solubilização o Hiperprodução de colesterol x hipossecreção de sais biliares e lecitina → resulta em nucleação do colesterol e formação de cristais • Negros: colesterol + Bb não conjugada + Mucina (radiopacos) o Elevação da bilirrubina indireta o Doenças hemolíticas crônicas e eritropoiese ineficaz • Marrons: bilirrubinato de cálcio + sais de cálcio + colesterol + ácido graxo o Infecções (E. coli) o Estase biliar, septicemia • Origem: vesícula ou primariamente no sistema biliar o 10 E 25% concomitância: cálculos na vesícula e no ducto biliar comum o FR concomitância: idade, asiáticos, inflamação crônica duscto biliar, hipotireoidismo FATORES DE RISCO PARA LITÍASE • Não evitáveis: idade, fatores genéticos, Chron, bariátrica, CEP, sexo feminino, etnia, fibrose cística, colangite biliar • Evitáveis: obesidade, perda rápida de peso, hipertrigliceridemia, diabetes, fumo, hiperinsulinemia, nutrição parenteral, gravidez, multiparidade, hormônios femininos, síndrome metabólica, sedentarismo QUADRO CLÍNICO • 60-85% assintomáticos • Dor HD + náuseas + vômitos • Após primeira cólica biliar = recorrência 70% • Complicação: aumenta 0,2%/ano após primeiro episódio de dor • Cálculos puros de colesterol: cólica biliar • Cálculos formação recente: menor, pancreatite e /ou colestase • Cálculos marrons: formam-se principalmente nos ductos biliares • Cálculos negros: forma-se na vesícula DIAGNÓSTICO • USG TRATAMENTO COLELITÍASE • Cirurgia: o Residente em locais remotos o Sintomáticos ou complicações o Imunossuprimidos o Quimioterápicos pró-litogênicos o Diabéticos insulidependentes o Risco de câncer: vesícula em porcelana, associado a pólipo, cálculo >2,5 - 3 cm, anemia hemolítica o Risco da cirurgia: lesão de ductos biliares, retenção de cálculo no colédoco, 5% convertida em laparotomia SINDROME COLESTÁTICA E COLANGITE • Coledocolitíase: primária 10%, secundária 90%, residual (até 2 anos pós CVL) • Diagnóstico: ISG, colangioRM, USG EDA, CPRE (tratamento) • Índice - R: (alt (pct) / alt (lsn)) / (fa(pct)/fa(lsn)) = o > 5 hepatocelular o 2-5 mista o 4; icterícia; USG cálculo no colédoco → conduta: CPRE pré colecistectomia • Risco intermediário: bilirrubina 1,8-4; colédoco > 6mm; outro lab. anormal → conduta: colangio intraoperatória, colangiornm pré, USG endosc. Pré • Risco baixo: tudo negativo → conduta: colecistectomia SÍNDROME COLESTÁTICA / COLEDOCOLITÍASE • Tratamento: o Ouro: CPRE + papilotomia EDA + clareamento via biliar o Exploração cx colédoco: descoberto durante colecistectomia; dreno de Kher 21 dias (evitar estenose) o Derivação bileo-digestiva: refratariedade; colédoco >1,2cm Melhores abordagens (ordem): 1) CVL + CPRE intre op 2) Explorar VB intra op 3) CPRE pré + CVL pós 24h 4) CPRE pós (dia seguinte) COLANGITE AGUDA (obstrução com infecção) • Iniciar imediatamente antibioticoterapia + drenar via biliar o Drenagem precoce: tríade de Charcot (diagnóstico de colangite) o Drenagem imediata: pêntade de Reynold • Abordagens: o CPRE / SPY-GLASS o Dreno trans-hepático percutâneoo Colecistostomia o Rendezvous o Enteroscopia o Discovery intra op. o Prótese axios (estômago exclusivo) • Não grave (não supurativa): tríade de Charcot → febre + icterícia + dor abd • Grave tóxica (supurativa, sepse de origem biliar): penta de Reynold → Charcot + hipotensão + diminui nível de consciência COLANGITE AGUDA – Diagnóstico • Guideline de Tokyo o 2 de 3 -> suspeita diagnóstica o 3 de 3 -> diagnóstico