Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

See discussions, stats, and author profiles for this publication at: https://www.researchgate.net/publication/333547129
A tríade do design emocional: comparações e intersecções semióticas
Article · June 2019
CITATIONS
0
READS
772
5 authors, including:
Julia Yuri Landim Goya
São Paulo State University
8 PUBLICATIONS   1 CITATION   
SEE PROFILE
Leonardo Alvarez Franco
São Paulo State University
1 PUBLICATION   0 CITATIONS   
SEE PROFILE
Luis Paschoarelli
São Paulo State University
465 PUBLICATIONS   871 CITATIONS   
SEE PROFILE
Paula Landim
São Paulo State University
100 PUBLICATIONS   167 CITATIONS   
SEE PROFILE
All content following this page was uploaded by Galdenoro Botura Junior on 01 June 2019.
The user has requested enhancement of the downloaded file.
https://www.researchgate.net/publication/333547129_A_triade_do_design_emocional_comparacoes_e_interseccoes_semioticas?enrichId=rgreq-ec02127ed5827c1f1c71f07c46f89d35-XXX&enrichSource=Y292ZXJQYWdlOzMzMzU0NzEyOTtBUzo3NjUwNTQ0NTQ2MTYwNjRAMTU1OTQxNDYwNDAzNQ%3D%3D&el=1_x_2&_esc=publicationCoverPdf
https://www.researchgate.net/publication/333547129_A_triade_do_design_emocional_comparacoes_e_interseccoes_semioticas?enrichId=rgreq-ec02127ed5827c1f1c71f07c46f89d35-XXX&enrichSource=Y292ZXJQYWdlOzMzMzU0NzEyOTtBUzo3NjUwNTQ0NTQ2MTYwNjRAMTU1OTQxNDYwNDAzNQ%3D%3D&el=1_x_3&_esc=publicationCoverPdf
https://www.researchgate.net/?enrichId=rgreq-ec02127ed5827c1f1c71f07c46f89d35-XXX&enrichSource=Y292ZXJQYWdlOzMzMzU0NzEyOTtBUzo3NjUwNTQ0NTQ2MTYwNjRAMTU1OTQxNDYwNDAzNQ%3D%3D&el=1_x_1&_esc=publicationCoverPdf
https://www.researchgate.net/profile/Julia-Yuri-Landim-Goya?enrichId=rgreq-ec02127ed5827c1f1c71f07c46f89d35-XXX&enrichSource=Y292ZXJQYWdlOzMzMzU0NzEyOTtBUzo3NjUwNTQ0NTQ2MTYwNjRAMTU1OTQxNDYwNDAzNQ%3D%3D&el=1_x_4&_esc=publicationCoverPdf
https://www.researchgate.net/profile/Julia-Yuri-Landim-Goya?enrichId=rgreq-ec02127ed5827c1f1c71f07c46f89d35-XXX&enrichSource=Y292ZXJQYWdlOzMzMzU0NzEyOTtBUzo3NjUwNTQ0NTQ2MTYwNjRAMTU1OTQxNDYwNDAzNQ%3D%3D&el=1_x_5&_esc=publicationCoverPdf
https://www.researchgate.net/institution/Sao_Paulo_State_University?enrichId=rgreq-ec02127ed5827c1f1c71f07c46f89d35-XXX&enrichSource=Y292ZXJQYWdlOzMzMzU0NzEyOTtBUzo3NjUwNTQ0NTQ2MTYwNjRAMTU1OTQxNDYwNDAzNQ%3D%3D&el=1_x_6&_esc=publicationCoverPdf
https://www.researchgate.net/profile/Julia-Yuri-Landim-Goya?enrichId=rgreq-ec02127ed5827c1f1c71f07c46f89d35-XXX&enrichSource=Y292ZXJQYWdlOzMzMzU0NzEyOTtBUzo3NjUwNTQ0NTQ2MTYwNjRAMTU1OTQxNDYwNDAzNQ%3D%3D&el=1_x_7&_esc=publicationCoverPdf
https://www.researchgate.net/profile/Leonardo-Alvarez-Franco?enrichId=rgreq-ec02127ed5827c1f1c71f07c46f89d35-XXX&enrichSource=Y292ZXJQYWdlOzMzMzU0NzEyOTtBUzo3NjUwNTQ0NTQ2MTYwNjRAMTU1OTQxNDYwNDAzNQ%3D%3D&el=1_x_4&_esc=publicationCoverPdf
https://www.researchgate.net/profile/Leonardo-Alvarez-Franco?enrichId=rgreq-ec02127ed5827c1f1c71f07c46f89d35-XXX&enrichSource=Y292ZXJQYWdlOzMzMzU0NzEyOTtBUzo3NjUwNTQ0NTQ2MTYwNjRAMTU1OTQxNDYwNDAzNQ%3D%3D&el=1_x_5&_esc=publicationCoverPdf
https://www.researchgate.net/institution/Sao_Paulo_State_University?enrichId=rgreq-ec02127ed5827c1f1c71f07c46f89d35-XXX&enrichSource=Y292ZXJQYWdlOzMzMzU0NzEyOTtBUzo3NjUwNTQ0NTQ2MTYwNjRAMTU1OTQxNDYwNDAzNQ%3D%3D&el=1_x_6&_esc=publicationCoverPdf
https://www.researchgate.net/profile/Leonardo-Alvarez-Franco?enrichId=rgreq-ec02127ed5827c1f1c71f07c46f89d35-XXX&enrichSource=Y292ZXJQYWdlOzMzMzU0NzEyOTtBUzo3NjUwNTQ0NTQ2MTYwNjRAMTU1OTQxNDYwNDAzNQ%3D%3D&el=1_x_7&_esc=publicationCoverPdf
https://www.researchgate.net/profile/Luis-Paschoarelli?enrichId=rgreq-ec02127ed5827c1f1c71f07c46f89d35-XXX&enrichSource=Y292ZXJQYWdlOzMzMzU0NzEyOTtBUzo3NjUwNTQ0NTQ2MTYwNjRAMTU1OTQxNDYwNDAzNQ%3D%3D&el=1_x_4&_esc=publicationCoverPdf
https://www.researchgate.net/profile/Luis-Paschoarelli?enrichId=rgreq-ec02127ed5827c1f1c71f07c46f89d35-XXX&enrichSource=Y292ZXJQYWdlOzMzMzU0NzEyOTtBUzo3NjUwNTQ0NTQ2MTYwNjRAMTU1OTQxNDYwNDAzNQ%3D%3D&el=1_x_5&_esc=publicationCoverPdf
https://www.researchgate.net/institution/Sao_Paulo_State_University?enrichId=rgreq-ec02127ed5827c1f1c71f07c46f89d35-XXX&enrichSource=Y292ZXJQYWdlOzMzMzU0NzEyOTtBUzo3NjUwNTQ0NTQ2MTYwNjRAMTU1OTQxNDYwNDAzNQ%3D%3D&el=1_x_6&_esc=publicationCoverPdf
https://www.researchgate.net/profile/Luis-Paschoarelli?enrichId=rgreq-ec02127ed5827c1f1c71f07c46f89d35-XXX&enrichSource=Y292ZXJQYWdlOzMzMzU0NzEyOTtBUzo3NjUwNTQ0NTQ2MTYwNjRAMTU1OTQxNDYwNDAzNQ%3D%3D&el=1_x_7&_esc=publicationCoverPdf
https://www.researchgate.net/profile/Paula-Landim?enrichId=rgreq-ec02127ed5827c1f1c71f07c46f89d35-XXX&enrichSource=Y292ZXJQYWdlOzMzMzU0NzEyOTtBUzo3NjUwNTQ0NTQ2MTYwNjRAMTU1OTQxNDYwNDAzNQ%3D%3D&el=1_x_4&_esc=publicationCoverPdf
https://www.researchgate.net/profile/Paula-Landim?enrichId=rgreq-ec02127ed5827c1f1c71f07c46f89d35-XXX&enrichSource=Y292ZXJQYWdlOzMzMzU0NzEyOTtBUzo3NjUwNTQ0NTQ2MTYwNjRAMTU1OTQxNDYwNDAzNQ%3D%3D&el=1_x_5&_esc=publicationCoverPdf
https://www.researchgate.net/institution/Sao_Paulo_State_University?enrichId=rgreq-ec02127ed5827c1f1c71f07c46f89d35-XXX&enrichSource=Y292ZXJQYWdlOzMzMzU0NzEyOTtBUzo3NjUwNTQ0NTQ2MTYwNjRAMTU1OTQxNDYwNDAzNQ%3D%3D&el=1_x_6&_esc=publicationCoverPdf
https://www.researchgate.net/profile/Paula-Landim?enrichId=rgreq-ec02127ed5827c1f1c71f07c46f89d35-XXX&enrichSource=Y292ZXJQYWdlOzMzMzU0NzEyOTtBUzo3NjUwNTQ0NTQ2MTYwNjRAMTU1OTQxNDYwNDAzNQ%3D%3D&el=1_x_7&_esc=publicationCoverPdf
https://www.researchgate.net/profile/Galdenoro-Botura-Junior?enrichId=rgreq-ec02127ed5827c1f1c71f07c46f89d35-XXX&enrichSource=Y292ZXJQYWdlOzMzMzU0NzEyOTtBUzo3NjUwNTQ0NTQ2MTYwNjRAMTU1OTQxNDYwNDAzNQ%3D%3D&el=1_x_10&_esc=publicationCoverPdf
1
Semiótica e transdisciplinaridade em revista, São Paulo, v.9, n.1, p.96-108, Jun. 2019 | ISSN 2178-5368
semeiosis
SEMIÓTICA E TRANSDISCIPLINARIDADE EM REVISTA
TRANSDISCIPLINARY JOURNAL OF SEMIOTICS
resumo
O trabalho que segue teve como intenção traçar relações entre a tríade 
semiótica criada por Pierce e compará-la às divisões realizadas por teóricos 
do Design Emocional e áreas afins. Este levantamento bibliográfico 
teve como conclusão a construção de relações metaprojetuais entre 
as teorias apresentadas com o intuito de fornecer ferramentas para 
elucidar os anseios do usuário durante o desenvolvimento de produtos.
PALAVRAS-CHAVE: Design Emocional. Tríade Semiótica. Design Teórico.
abstract
The work that follows was intended to draw relationships between the semiotic 
triad created by Pierce and compare it to the divisions performed by Emotional 
Design theorists and related areas. This bibliographical survey had as 
conclusion the metaprojectual relationship between presented theories which 
goal was to provide tools to clarify the user yearnings during the products 
projectual process.
KEYWORDS: Emotional Design. Semiotic Triad. Theoretical Design.
A tríade do design emocional: comparações e intersecções 
semióticas
Julia Julia Yuri Landim Goya | jylgoya@gmail.com
 Leonardo Alvarez Franco | laf2809@gmail.com
Luiz Carlos Paschoarelli | paschoarelli@faac.unesp.br
 Paula da Cruz Landim | paula@faac.unesp.br
Galdenoro Botura Júnior | galdenoro@gmail.com
 
Semiótica e transdisciplinaridade em revista, São Paulo, v.9, n.1, p.96-108, Jun. 2019 | ISSN 2178-5368
2
Semiótica e transdisciplinaridade em revista, São Paulo, v.9, n.1, p.96-108, Jun. 2019 | ISSN 2178-5368
Introdução
É notável que a humanidade seja guiada em termos comerciais e usuais 
pelo seu senso estético, funcionalidade e pela emoção tanto quanto outras 
percepções. Uma vez percebido isso, podemos colocar a figura do designer 
como intermediador dessas reações do usuário com o objeto, seja ele gráfico 
ou produto, para que esta relação seja tão satisfatória quanto for possível. Além 
disso, a figura do designer chega para interpretar as diferentes maneiras em que 
as pessoas se comunicam e se expressam, sendo com os objetos que os rodeiam 
e também como emissores de mensagens.
Próximo do corpo ou não o Design acompanha a jornada diária das 
pessoas de manhã até a noite. Quase todos os objetos da vida cotidiana (roupas, 
móveis,louças, veículos e até mesmo alguns alimentos) foram desenhados. A 
vida da maioria das pessoas já não é mais imaginável sem o ambiente produzido 
pelo Design, que funciona como referência no contato do indivíduo com o 
mundo, influenciando suas formas de pensar (FRANÇA e QUELUZ, 2012). 
“O design, em todas as suas manifestações, é o DNA 
de uma sociedade industrial – ou pós industrial, se isso 
que temos hoje. É o código que precisamos explorar se 
quisermos ter uma chance de entender a natureza do mundo 
moderno. É um reflexo de nossos sistemas econômicos. E 
revela a marca da tecnologia com que temos que trabalhar. 
É um tipo de linguagem, e é reflexo de valores emocionais 
e culturais. O que torna essa visão do design realmente 
atraente é a noção que há algo a entender sobre os objetos 
além das questões óbvias de função e finalidade. Isso 
sugere que a tanto a ganhar explorando-se o significado 
dos objetos quanto considerando o que fazem e o visual 
que tem. O design é a linguagem que uma sociedade 
usa para criar objetos que reflitam seus objetivos e seus 
valores. […] O design é a linguagem que ajuda a definir, 
ou talvez sinalizar, valor.” (SUDJIC, 2010: 49 )
De um lado, o Design é determinado pelas ideias e condições materiais 
sobre as quais os designers não têm controle, mas, por outro lado, os designs 
por outro lado são obra do exercício da autonomia criativa e originalidade dos 
designers (FORTY, 2007). Mas não devemos esquecer de que as tecnologias e 
trabalho envolvidos englobam fatores simbólicos, culturais, sociais, políticos 
e econômicos que estão permeados desde a concepção do produto até a esfera 
do consumo, havendo no percurso uma atribuição de valores aos artefatos 
(MENDES, 2012).
Os objetos são nossa maneira de medir a passagem das nossas vidas. São 
o que usamos para nos definir, para sinalizar quem somos, e o que não somos. 
Ora são as joias que assumem este papel, ora são os móveis que usamos em 
 
3
Semiótica e transdisciplinaridade em revista, São Paulo, v.9, n.1, p.96-108, Jun. 2019 | ISSN 2178-5368
nossas casas, ou objetos pessoais que carregamos conosco, ou as roupas que 
usamos. (SUDJIC, 2010)
Sudjic (2010) levanta, porém, outro ponto na produção hoje em dia de 
artefatos. Ele defende que os bens que conservamos durante décadas podem 
ser os espelhos de nossas experiências da passagem do tempo. Agora, nossa 
relação com os novos bens parece muito mais vazia. A atração de um produto 
é criada e vendida na base de um olhar que não sobrevive ao contato físico. 
A atração se esvai tão depressa que a paixão acaba quase tão logo a venda é 
realizada. O desejo passa muito antes que o objeto envelheça.
Independentemente do significado do objeto, nós formulamos juízos de 
modo instantâneo, decodificando segundo Rafael Cardoso “a natureza física 
do objeto, o conceito por trás dele, sua serventia, sua origem, seu valor, suas 
relações com outros objetos, e assim por diante”, (CARDOSO, 2012: 140). 
Saber compreender artefatos é saber que eles mudam no tempo, impelidos 
pela ação dos usuários e condicionados pela força do ambiente, até os limites 
suportados da materialidade. Um único objeto pode dizer coisas ao longo de 
sua existência, inclusive coisas contraditórias. Mas apesar de sua contrariedade 
ou não esses objetos são expressão concreta do pensamento e comportamento 
humano, estes artefatos refletem a nossa cultura. (CARDOSO, 2012)
É fato que a importância dada ao Design de objetos e/ou artefatos é 
estudada em bibliografia recente e com ampla área de pesquisa ainda a ser 
aprofundada. Porém ainda não há uma ligação clara entre linhas de pesquisa do 
século passado com este, considerando que teorias antes usadas como fórmulas 
(tais como usadas advindas da semiótica) para montar peças, hoje se entende 
que o usuário não tem apenas a capacidade de perceber, mas também sentir, 
levando em conta seu repertório pessoal além de sua cognição biológica e 
condição social.
Sabendo deste contexto podemos traçar conexões entre as relações 
metaprojetuais propostas na semiótica de Peirce e outros teóricos de Design 
Projetual consagrados tais como Gomes (2006), Norman (2008), Hekkert e 
Desmet (2007), Karjalainen (2006) e Ono (2006). Tais autores foram escolhidos 
pela proximidade de pensamento em tríade assim como nas teorias semióticas.
Entrando no campo de comunicação, por exemplo, Munari (2006) nos 
apresenta dentro da área visual a alguns elementos que interferem na nossa 
interpretação das mensagens, sendo eles os filtros sensorial, operacional 
e cultural. Onde é possível traçar as semelhanças entre o campo do Design 
Emocional que trabalha com questões sinestésicas e culturais, além dos 
fatores ergonômicos com a tríade semiótica de Peirce onde a mensagem será 
interpretada e analisada conforme o contexto do usuário e forma da mensagem, 
4
Semiótica e transdisciplinaridade em revista, São Paulo, v.9, n.1, p.96-108, Jun. 2019 | ISSN 2178-5368
tanto quanto em outros autores.
Niemeyer (2009) também concorda que a ocorrência de produto vem 
da expressão de um cenário político, econômico, social, e cultural dentro das 
dimensões histórica e geográfica. Logo, o produto sofre interferências de filtros 
fisiológicos (percepção), filtros culturais (ambiente e experiência individual) e 
emocionais (atenção e motivação) já mostrando o pensamento divido em três 
etapas.
OBJETIVOS
Este levantamento bibliográfico pretende apresentar uma revisão 
de pesquisadores da grande área do Design Emocional para que ao final do 
trabalho possam ser traçadas intersecções entre as divisões feitas pelos autores 
para compará-las a tríade semiótica peirceana, com a intenção de facilitar 
a compreensão da experiência do usuário quando deparado a um produto e 
engajar futuros projetistas em sua carreira a utilizar conceitos metaprojetuais 
baseados nas tríades citadas.
METODOLOGIA
Foi realizada uma pesquisa bibliográfica em periódicos e livros, tanto 
nacionais quanto internacionais, afim de que se pudessem elencar semelhanças 
e divergências entre teorias do Design Emocional e como são estruturados os 
chamados de níveis de interação com o usuário, para que se pudesse realizar 
uma comparação desta relação entre objeto e usuário com a tríade semiótica 
de Peirce. A intenção é intensificar o pensamento de metaprojeto, ou seja, 
aprofundamento da análise emocional (psicológica, fisiológica e física) do 
usuário antes mesmo da construção do objeto em si, conceito aparentemente 
pouco explorado nas metodologias de ensino de Design em nível de graduação.
NIEMEYER
O Design Atitudinal, como descrito e defendido por Niemeyer (2008), é 
resultado do estudo das interações entre os produtos e os usuários, observando as 
relações entre as características físicas dos primeiros e suas influências afetivas 
sobre os últimos, visando entender como se dá a relação entre a eficiência, 
dividida nos níveis físico e fisiológico, com a atribuição de significado em um 
nível subjetivo.
O nível físico se refere à funcionalidade do produto através de suas 
características técnicas de funcionamento. Entram nesse nível forma, materiais, 
texturas e demais elementos construtivos do objeto, responsáveis por seu 
desempenho.
O nível fisiológico se refere à usabilidade do mesmo pelo usuário. 
5
Semiótica e transdisciplinaridade em revista, São Paulo, v.9, n.1, p.96-108, Jun. 2019 | ISSN 2178-5368
Nesse nível se encontram as características ergonômicas e de interface, que 
permitem que o objeto seja utilizado pelo seu usuário da forma mais adequada 
às necessidades do mesmo.
Já o nível subjetivo, de acordo com a autora, é o nível responsável 
por estabelecer com os usuários as relações emocionais, que “provoquem as 
emoções que eles gostariam de experimentar”. (NIEMEYER, 2008: 56). Ainda 
segundo a autora, muitos dos objetos produzidos hoje já atingiram um aparente 
limite técnico e, por consequência, os aspectos emocionais de um projeto se 
tornam cada vez mais relevantes. Entretanto,a autora ressalta que esses aspectos 
emocionais são projetados pelos objetos através das memórias evocadas e pelos 
filtros culturais e sociais do usuário, sendo assim construtos pessoais de cada 
usuário, e não atributos tangíveis do produto.
GOMES FILHO
Gomes Filho (2006) sistematiza a tricotomia dos signos ou dimensões 
essenciais na relação semiótica entre objetos e usuários: as dimensões sintática, 
semântica e pragmática. A dimensão sintática de um objeto refere-se ao 
planejamento e ordenação do conjunto do mesmo, assim como a sintaxe verbal 
trata da construção da linguagem. Dessa forma, um produto pode ser formado 
por um único componente ou por uma relação de componentes interligados, e 
esse é o aspecto da sintaxe do mesmo. Nele, tratamos dos elementos técnicos 
do produto, sua parte estrutural, física.
Enquanto a semântica trata da linguagem e das relações polissêmicas 
dos seus elementos, quando levada em consideração como aspecto do design, é 
lida como a significação do produto em si, ou seja, do objeto e do que ele pode 
significar dependendo do contexto no qual está inserido; é sua interpretação 
tanto como símbolo quanto como disparador dos mesmos.
Por último, para Gomes Filho (2006), a dimensão pragmática trata da 
utilidade dos objetos, e da relação direta do mesmo com seus usuários: a prática, 
o uso, o convívio com o artefato, suas leis de funcionamento e, por extensão, 
ergonomia e usabilidade.
NORMAN
Donald Norman (2008) descreve três níveis distintos de percepção do 
usuário em relação ao produto levando em consideração estados positivos ou 
negativos de afetividade: o primeiro nível, chamado visceral, é relacionado 
a percepção inicial de um produto, principalmente a seus aspectos físicos 
como forma, cores, simetria ou assimetria, toque e texturas. Por se tratar de 
um nível de julgamento muito rápido, é praticamente incapaz de raciocínio. 
Essas características, quando bem usadas e combinadas, induzem o consumidor 
6
Semiótica e transdisciplinaridade em revista, São Paulo, v.9, n.1, p.96-108, Jun. 2019 | ISSN 2178-5368
primeiro a desejar o objeto, sem refletir sobre função, utilidade ou usabilidade.
O segundo nível do design emocional de Norman é o comportamental, 
que está associado a quatro componentes: usabilidade, compreensividade, 
função e sensação física. Esses quatro componentes relacionam-se a processos 
cognitivos básicos, sem altos níveis de reflexão. 
Enquanto os dois primeiros níveis podem ser considerados imediatos, 
o terceiro se dá com o passar do tempo, é o chamado nível reflexivo. Está 
amplamente relacionado à mensagem transmitida pelo objeto e a forma como 
ele se relaciona com a cultura do usuário, com a transmissão de mensagens 
ou evocação de memórias pessoais. É o nível verdadeiramente racional, que 
faz com que o consumidor queira adquirir um produto e tenha orgulho de sua 
posse, ainda que o mesmo não satisfaça completamente as condições do nível 
comportamental.
HEKKERT e DESMET
A tríade proposta por Hekkert e Desmet (2007) considera três 
componentes ou níveis de experiência do produto: prazer estético, atribuição de 
significado e resposta emocional. Os autores definem “experiência do produto” 
como todo o conjunto de afetos que é disparado numa interação entre usuário e 
objeto, incluindo os graus em que nossos sentidos são agradados (experiência 
estética), os significados que atribuímos a uma dada vivência (experiência de 
significado) e os sentimentos e emoções que são despertados nessa interação 
(experiência emocional).
Para os autores, a experiência estética considera a capacidade de um 
produto causar deleite em uma ou mais modalidades sensoriais: se algo é bonito, 
se emite um ruído agradável, questões de textura, cheiro, gosto. Já a experiência 
de significado engloba cognição: por meio de processos mentais, o usuário 
é capaz de relacionar características do objeto a coisas externas; metáforas, 
memórias, as características culturais, pessoais e ou simbólicas de determinado 
artefato. Um tipo de experiência de significado é o desenvolvimento de apego 
por certo produto, ou a associação de valores intrínsecos a ele, representante de 
categorias sociais ou religiosas, por exemplo.
Por último, a experiência emocional, segundo Hekkert e Desmet, refere-
se aos fenômenos afetivos tipicamente considerados pela psicologia emocional 
e na linguagem do dia a dia sobre emoções, tais como amor, desgosto, medo, 
desejo, desespero etc (HEKKERT e DESMET, 2007: 5). No caso, seria a 
interpretação emocional da experiência com um objeto, e não o objeto em si 
a causa dessa emoção: é o resultado cognitivo, ainda que automático, de um 
processo inconsciente que termina numa análise diagnóstica de determinada 
situação e produz uma resposta emocional compatível.
7
Semiótica e transdisciplinaridade em revista, São Paulo, v.9, n.1, p.96-108, Jun. 2019 | ISSN 2178-5368
KARJALAINEN
Ao investigar aspectos semânticos de design aplicados a marcas, 
Karjalainen (2006) propõe uma estrutura de análise de produtos dividida em 
três níveis: (1) funções do produto, (2) descrições qualitativas, ou “caráter do 
produto” e (3) manifestações físicas. O autor tem como cerne da sua análise o 
nível do caráter do produto que, segundo ele, apenas depois de identificar essa 
característica é possível contemplar as demais manifestações de um objeto.
O nível de funções do produto compreende as funções técnicas e de 
interação humana. As funções técnicas, operativas ou estruturais, são funções 
intrínsecas dos produtos, podendo ser descritas por algumas poucas palavras, 
como transformar, transmitir, regular, conectar, converter. As funções interativas 
se referem a interação homem-máquina, podem ser ergonômicas na medida 
em que podem ser descritas por termos como proteger, facilitar, habilitar ou 
adaptar, ou então comunicativas, quando carregam descritores como expressar, 
descrever, identificar.
O caráter do produto pode ser uma manifestação direta ou indireta das 
suas características físicas. Também é importante observar as características de 
construção de marca presentes em um objeto, particularmente as escolhas de 
comunicação de sua identidade, e o uso estratégico do design com esse objetivo. 
Seu caráter, por fim, é uma mescla de suas funções e características físicas, que 
definem o objeto como harmonioso, seguro, moderno, entre outras definições 
verbais. Está relacionado à percepção e interpretação de suas características 
pelos usuários.
As manifestações físicas de um objeto são mais simples de se definir. 
Forma, acabamento, tratamento de superfície, cores, todas essas características 
são escolhidas arbitrariamente no momento de concepção de um produto, com 
objetivos estratégicos. O autor cita como exemplo o ruído característico de 
uma motocicleta Harley-Davidson (KARJALAINEN, 2006: 65), como sendo 
deliberadamente projetados para a marca, sendo uma manifestação física 
perceptível pelo sentido da audição. Outras características podem ser percebidas 
por outros sentidos, ampliando os níveis de contato entre objeto e usuário e 
aprimorando a experiência de uso do mesmo. Algumas dessas características 
ainda podem estar implícitas no objeto, como elementos de Gestalt ou formas 
que sugerem certas interpretações, como formas arredondadas e cores quentes 
associadas para gerar uma sensação de acolhimento e proteção.
ONO
Maristela Ono (2006) divide a percepção do usuário em relação ao produto 
em três funções: simbólica, de uso e técnica. As funções simbólicas estão 
diretamente vinculadas “à percepção das formas, cores, texturas, à aparência 
visual, às associações simbólicas e afetivas e, portanto, a um determinado 
8
Semiótica e transdisciplinaridade em revista, São Paulo, v.9, n.1, p.96-108, Jun. 2019 | ISSN 2178-5368
contexto” (ONO, 2016: 30). Segundo a autora, por suas características 
subjetivas, as funções simbólicas são “não quantificáveis”: não podem ser 
medidas com exatidão, dependendo de diversos aspectos inconscientesdo 
usuário. Modificam-se com significados aprendidos e associações atribuídas 
dependendo do contexto em que se encontram.
As funções de uso remetem ao que o usuário espera de um produto 
em relação à execução de sua funcionalidade; manuseio, manutenção, 
movimentação, entre outras características interativas. É nas funções de uso 
que encontram-se as preocupações ergonômicas do designer. Para Ono, essas 
são funções “quantificáveis”: o quanto o produto suporta peso, qual seu nível 
de brilho, como conduz eletricidade, de que forma se adapta às medidas do 
usuário etc.
Por último, as funções técnicas são as que transitam entre as simbólicas 
e as de uso: são aquelas características que satisfazem a demanda do usuário: a 
eficiência, o rendimento, a facilidade de uso e de limpeza, os níveis de ruído e a 
própria escolha de materiais que podem ter significados diferentes dependendo 
das funções às quais são submetidos. 
PEIRCE
Como ciência que investiga os fenômenos de produção de significação 
e de sentido, a semiótica tem diversas vertentes que estruturam esse processo 
de maneiras diferentes. Para este estudo, observamos a proposição semiótica 
de Peirce, que divide os fundamentos da interpretação de signos em tríades, 
indo ao encontro da nossa análise de teóricos do design que também dividem as 
funções perceptivas de produtos em tricotomias.
Uma das tríades propostas por Peirce é constituída por diferentes 
níveis de percepção e interpretação de sentido pela consciência, as chamadas 
primeiridade, secundidade e terceiridade.
A consciência em primeiridade trata das percepções imediatas, 
literalmente das primeiras impressões da nossa interação com algum fenômeno 
ao qual atribuímos sentido. É a “qualidade do sentimento [...] a primeira 
apreensão das coisas.” (SANTAELLA, 2005: 71) Ao mesmo tempo que ela 
é instantânea, no entanto, é formada de toda nossa experiência prévia, de 
significados, memórias pessoais e sociais e, portanto, varia de contexto em 
tempo e espaço; é fresco, novo, “original, espontâneo e livre” (SANTAELLA, 
2005: 69).
Na secundidade, que vem logo após a primeira impressão, o principal 
fator é o surgimento de uma relação de dependência entre dois termos: é a 
sensação, ou seja, o resultado de um estímulo causado pela primeiridade. A 
9
Semiótica e transdisciplinaridade em revista, São Paulo, v.9, n.1, p.96-108, Jun. 2019 | ISSN 2178-5368
secundidade é a nossa reação à ação da primeiridade, o impacto da percepção 
inicial na cognição: são as correlações que criamos a partir da percepção. A 
memória e as experiências prévias encontram-se na secundidade da ação 
perceptiva.
Finalmente, a terceiridade engloba e arremata os dois níveis anteriores. 
Enquanto a primeiridade é a qualidade e a secundidade é o fato, a última 
caracteriza-se como previsão: é a interpretação complexa das relações entre 
os dois primeiros níveis, e a nossa capacidade de atribuir significados diversos 
a partir dessa experiência. É essa terceira categoria a responsável por uma 
síntese das outras duas, por meio de signos e representações; é o maior nível 
de abstração.
DISCUSSÃO
A questão chave é como o ser humano decodifica objetos e reage a eles 
de maneiras distintas. Os teóricos do Design Emocional e de metaprojeto 
desenvolvem análises para poder quantificar e metrificar essa interpretação 
para que futuramente existam diretrizes projetuais focadas nestes mesmos 
usuários, pensando tanto em seu conforto quanto em como convencê-los que 
aquele objeto é o mais adequado para ele.
Em psicologia, na neurociência e nas ciências cognitivas, a percepção 
é a função cerebral que atribui significado a estímulos sensoriais, a partir de 
histórico de vivências passadas. Por meio da percepção um indivíduo organiza 
e interpreta as suas impressões sensoriais para atribuir significado ao seu meio 
que consiste na aquisição, na interpretação, na seleção e organização das 
informações obtidas pelos sentidos. A percepção pode ser estudada do ponto 
de vista estritamente biológico ou fisiológico, envolvendo estímulos elétricos 
evocados pelos estímulos nos órgãos dos sentidos. Do ponto de vista psicológico 
ou cognitivo, a percepção envolve também os processos mentais, a memória e 
outros aspectos que podem influenciar na interpretação dos dados percebidos. 
(CASTRO, 2016)
Porém é com a abordagem semiótica que complementamos as análises já 
realizadas em Design Emocional que criam meios para que estes processamentos 
sejam facilmente elencados em forma de diretrizes projetuais preocupadas com 
o usuário e não apenas a análise pela pesquisa puramente.
Partindo da estrutura do pensamento de analise pós-projetual é possível 
também aplicar esses conhecimentos em nível de planejamento, considerando 
que a etapa de ideação (criação de opções viáveis a serem testadas) faz parte do 
metaprojeto além do desígnio das experiências que aquele usuário irá vivenciar 
ao utilizar um produto.
10
Semiótica e transdisciplinaridade em revista, São Paulo, v.9, n.1, p.96-108, Jun. 2019 | ISSN 2178-5368
Isso já ocorre em termos ergonômicos, considerando que as características 
físicas do objeto são previamente planejadas bem como seu desempenho nas 
interações com o usuário. A partir das interpretações dos autores podemos então 
supor ser possível planejar as experiências simbólicas, não somente físicas e/
ou fisiológicas, de forma que seja viável projetar reações psicológicas para 
públicos alvos específicos. 
Considerando que o mercado hoje em dia esta progressivamente mais 
segmentado, em termos de nicho, é interessante que a análise do usuário seja 
cada vez mais detalhada no metaprojeto, uma vez que tendo essa persona 
definida é legítimo esperar ou prever determinadas reações, possibilitando o 
planejamento de prazeres emocionais ligados ao objeto ou até ao momento de 
compra do mesmo.
RESULTADOS
Este trabalho demonstra diversos pensadores que abordam questões de 
como os objetos influenciam o nosso meio e de como nós interpretamos eles. 
Como visto em tópicos anteriores, a maioria dos teóricos do Design Emocional 
dividem as relações que usuários têm com objetos em três níveis, assim como 
a semiótica peirceana. O intuito deste manuscrito é cruzar estas informações e 
discutir suas semelhanças, portanto foi elaborada uma tabela ilustrativa com 
estes objetivos. Nela, as relações por proximidade teórica foram organizadas 
em colunas, enquanto nas linhas foram distribuídas as tríades propostas pelos 
autores.
Levando em consideração que o termo primeiridade se refere a 
percepções imediatas, torna-se plausível ligar as expectativas descritas por Ono 
(2006) na função de uso. Dentro destas características podemos ligar a esse 
uso os aspectos físicos descritos por Gomes (2006), Norman (2008), Hekkert 
e Desmet (2007), Karjalainen (2006) e Niemeyer (2008). Ou seja, durante a 
escolha dos materiais, texturas, odores, acabamentos, cores, formas e estrutura 
é viável ter um planejamento estratégico e ergonômico da primeira impressão 
do usuário.
Tomando a secundundidade por correlações que criamos a partir da 
Tabela 1: Resumo das 
informações coletadas 
na bibliografia e 
cruzamento das 
mesmas.
Fonte: Elaborado pelos 
autores.
11
Semiótica e transdisciplinaridade em revista, São Paulo, v.9, n.1, p.96-108, Jun. 2019 | ISSN 2178-5368
cognição explicada por Hekkert e Desmet (2007) e partindo do pressuposto 
que para o estabelecimento de qualquer relação é imprescindível a interação 
humana (KARJALAINEN, 2006) admite-se supor que a reação a um artefato é 
a maneira que o usuário entende seu funcionamento, como descrito por Norman 
(2008), Niemeyer (2008), Gomes (2006). Lembrando que para a efetiva 
utilização de um determinado objeto se faz necessária a compreensão da sua 
interface, funcionalidade e usabilidade (NIEMEYER, 2008; NORMAN 2008; 
GOMES, 2006) partindo de uma demanda e necessidade de uso (ONO, 2006).
A terceiridade envolve a capacidade de abstração e atribuição de 
significados, pontos tambémdestacados por Gomes (2006) como significação, 
assim como a interpretação descrita nos trabalhos de Karjalainen (2006), 
Hekkert e Desmet (2007) além de Gomes (2006) novamente. Essa última 
característica pode ser ligada a comunicação (KARJALAINEN, 2006), 
transmissão de mensagens (NORMAN, 2008) e significados (ONO, 2006; 
GOMES, 2006), além de associação de emoções (ONO, 2006), bem como, 
dentro de um contexto social e cultural, geradora de emoções e evocadora de 
memórias (NIEMEYER, 2008 e NORMAN, 2008), provocando uma associação 
afetiva com características subjetivas (ONO, 2006).
Podemos notar que nas tríades elencadas, independentemente de sua 
nomenclatura, existem estados de complexidade que vão se aprofundando 
conforme a interação com o público alvo. Em todas elas há uma relação de 
tempo, distância e prenoção da interpretação do usuário e objeto a ser “lido”.
Algumas dessas tríades passam da percepção inicial de características 
físicas ou superficiais para a análise de uso e então na aprofundam nas relações 
afetivas construídas ao longo do tempo e da experiência do objeto. Essas 
concentram seu foco na percepção e interpretação das características do objeto 
pelo usuário, mais do que o artefato em si. Outras levam em consideração mais 
os atributos físicos do objeto do que o repertório do próprio usufruidor.
 É interessante ressaltar também como as trindades elencadas neste 
trabalho são atuais, todas feitas nos últimos quinze anos, permitindo análises 
diferenciadas da mesma perspectiva da relação da peça com seu possível cliente. 
Este tema, abordado em conceitos mais antigos como a análise semiótica, 
ainda se apresenta pouco usufruído em termos metaprojetuais, mostrando 
possibilidades de aprofundamento em estudos e construção de personas.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Assim como características ergonômicas podem ser calculadas e 
planejadas tais como texturas, cores, materiais, formas, ou seja características 
físicas do objeto, e quais as reações de conforto ou desconforto de um item a ser 
manuseado, também pode ser possível prever as ações durante a interação do 
12
Semiótica e transdisciplinaridade em revista, São Paulo, v.9, n.1, p.96-108, Jun. 2019 | ISSN 2178-5368
usuário, uma vez que este seja bem segmentado como persona e dentro do público 
alvo daquele produto, como apresentado nas teorias de Design Emocional.
Este artigo teve o intuito de mostrar as possibilidades de metaprojeto focadas 
na experiência do usuário não apenas física e fisiológica, já abordada na maioria das 
metodologias projetuais conhecidas e estudadas, mas também das possibilidades 
de previsão de conduta do usuário tendo o conhecimento de suas necessidades 
psicológicas.
Sabemos que a utilização de um objeto depende não apenas do objeto em si, 
mas também do estado de ânimo do usufruidor, além das características biológicas, 
como apresentado neste manuscrito. Portanto, inserir análises e comparações 
subjetivas nas etapas do metaprojeto pode acarretar em um objeto melhor direcionado 
ao seu público alvo, uma vez que este seria planejado com intenções não apenas 
materiais mas também imateriais.
Referências bibliográficas
CARDOSO. Rafael. Design para um mundo complexo. São Paulo: Cosac Naify, 
2012 
CASTRO, J. A. G. F. Sistema delineador em design de superfície para significação 
e identidade arquitetônica corporativa. (Doutorado em Arquitetura) – Faculdade 
de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo, Universidade Estadual de Campinas, 
Campinas. 2016.
DESMET, Pieter; HEKKERT, Paul. Framework of product experience. International 
Journal of Design, vol. 1, nº 1, 2007. p. 13–23.
FRANÇA, Maureen Schaefer, QUELUZ, Marilda Lopes Pinheiro. 
A herança do Kitsch no design de frascos de perfume no século XXI. Em: Design & 
Cultura Material / organização: Marilda Lopes Pinheiro Queluz – I ed. Curitiba: 
Ed.UTFPR, 2012
FORTY, Adrian. Objetos de desejo: design e sociedade desde 1750. Cosac Naify, 
São Paulo, 2007
GOMES FILHO, J. Design do objeto: bases conceituais. São Paulo: Escrituras, 
2006.
KARJALAINEN, T. M. Semantic transformation in design: communicating 
strategic brand identity through product design references. Finlândia, University of 
Art and Design Helsinki: 2006.
MENDES, M. D, Cultura Material e Design: trajetórias sociais de artefatos em 
13
Semiótica e transdisciplinaridade em revista, São Paulo, v.9, n.1, p.96-108, Jun. 2019 | ISSN 2178-5368
autores
Julia Julia Yuri Landim Goya | jylgoya@gmail.com
Mestrando no Programa de Pós-Graduação em Design da UNESP - Universidade Estadual 
Paulista, FAAC - Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação; 
Leonardo Alvarez Franco | laf2809@gmail.com 
Mestranda Programa de Pós-Graduação em Design da UNESP - Universidade Estadual 
Paulista, FAAC - Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação; 
Luiz Carlos Paschoarelli | paschoarelli@faac.unesp.br 
Professor Dr. do Programa de Pós-Graduação em Design da UNESP - 
Universidade Estadual Paulista, FAAC - Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação; 
Paula da Cruz Landim | paula@faac.unesp.br
Professora Dr.ª do Programa de Pós-Graduação em Design da UNESP - 
Universidade Estadual Paulista, FAAC - Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação; 
Galdenoro Botura Júnior | galdenoro@gmail.com
 .
SEMEIOSIS 2019. ALGUNS DIREITOS RESERVADOS. MAIS INFORMAÇÕES EM SEMEIOSIS.COM.BR
Semiótica e transdisciplinaridade em revista, São Paulo, v.9, n.1, p.96-108, Jun. 2019 | ISSN 2178-5368
contexto materiais e culturais de produção, circulação e consumo. Em: Design & 
Cultura Material / Organização: Marilda Lopes Pinheiro Queluz. 1ed. Curitiba: 
Ed. UTFPR. 2012
MUNARI, B. Comunicação Visual. Coimbra: Edições 70. 2006 
NIEMEYER, L. Elementos de semiótica aplicados ao design. São Paulo: 2AB, 
2009.
NORMAN, Donald A. Design emocional: porque adoramos (ou detestamos) os 
objetos do dia a dia. Rio de Janeiro: Rocco, 2008.
ONO, M. M. Design e cultura: sintonia essencial. Curitiba: Edição da Autora, 2006.
SANTAELLA, L. Matrizes da linguagem e pensamento: sonora, visual e verbal. 
São Paulo: Iluminuras, 2005a. 
SANTAELLA, L. O que é semiótica. São Paulo: Editora Brasiliense, 2005.
SUDJIC, Deyan. A linguagem das coisas. Rio de Janeiro, Editora Intrínseca, 2010.
View publication stats
https://www.researchgate.net/publication/333547129

Mais conteúdos dessa disciplina