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Psicologia, Ciencia e Profissao (1s)

Notas de aula sobre história e profissão da Psicologia no Brasil: apresenta três períodos (pré‑profissionalização; profissionalização; pós‑profissionalização), resume pesquisas sobre representação social do psicólogo (1984, 2006) e lista áreas e ênfases reconhecidas (Resolução CFP nº013/2007).

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PSICOLOGIA, CIÊNCIA E PROFISSÃO
Desde o final do século XIX, quando foi inaugurada como ciência, a Psicologia vem conquistando seu espaço enquanto campo de estudo e atuação. 
Segundo Castro (1999), logo após Wundt, que fundou o primeiro laboratório de psicologia experimental em 1879 na Alemanha, muitos outros estudiosos contribuíram para o crescimento do conhecimento em Psicologia.
1. HISTÓRIA: PERÍODOS DA PSICOLOGIA
Pereira e Neto (2003) surge em três períodos sob os quais estaria dividida a história da profissão no Brasil: 
a) O primeiro período é compreendido como o de pré-profissionalização entre a criação das faculdades de medicina do Rio de Janeiro e da Bahia (1833) e o final do século XIX (1890). Nele não havia ainda nenhuma sistematização ou institucionalização do conhecimento psicológico. A psicologia não era uma prática definida ou regulamentada. O mercado de trabalho era incipiente. As associações profissionais e de pesquisa não foram identificadas. O que havia eram pessoas interessadas nos temas e questões psicológicas. A existência, portanto, era praticamente inexistente;
b) O segundo período, de profissionalização, é compreendido entre 1890/1906 e 1975. Ele abrange desde a gênese da institucionalização da prática psicológica até a regulamentação da profissão e criação dos seus dispositivos formais. Serão considerados como marcos desse período: a inauguração dos laboratórios de psicologia experimental na educação (1906) e a criação do código de ética (1975). A partir de então, a psicologia passa a ter um conhecimento próprio, institucionalizado e reconhecido, tornando-se detentora de um determinado mercado de trabalho, ainda que compartilhado com a medicina e a educação. A profissão do psicólogo foi institucionalizada no Brasil em 1962;
c) O terceiro momento, de pós-profissionalização, inicia-se em 1975, quando a profissão de psicólogo passou a estar organizada e estabelecida. A partir de então, a profissão começou a sofrer fortes alterações socioeconômicas. A proliferação de faculdades de psicologia, lançando no mercado um número crescente de profissionais, contribuiu para a degradação do valor da mão-de-obra. O consultório particular deixou de exercer o papel preeminente que tivera outrora. Novos espaços de atuação profissional começaram a se constituir.
2. REPRESENTAÇÃO SOCIAL DO PSICÓLOGO
Pesquisa publicada em 1984:
· 556 alunos de psicologia ingressantes em São Paulo;
· Primeiro dia de aula, aplicação de questionário e responder a pergunta: “Qual é, a seu ver, a imagem que o público leigo tem do psicólogo?”;
· Respostas coletadas entre 1976 e 1984 - análise de conteúdo;
· Presença ou ausência de informações sobre a profissão; valor positivo ou negativo;
· Tipos de comparação e compreensão de aspectos do saber, atuação e personalidade atribuídos ao psicólogo.
Nesse momento, o professor passou slides contendo diversas frases populares acerca do que as pessoas pensam sobre o psicólogo.
Outra pesquisa publicada em 2006:
· 23 famílias moradoras de bairro de classe baixa de uma cidade norte do Rio Grande do Sul;
· Entrevista semi-estruturada em visitas domiciliares;
· O que você entende/pensa do psicólogo/psicologia? Você já teve algum contato com o trabalho do psicólogo? Como foi esse contato? Você tem alguma ideia sobre a possibilidade de trabalho com a psicologia no seu bairro?
Nesse momento, o professor passou slides contendo diversas frases populares acerca do que as pessoas pensam sobre o psicólogo.
A profissão de psicologia se encontra mais distante das camadas mais pobres (observação do professor a partir das pesquisas).
Terapeutas e psicanalistas não têm regulamentação; são termos genéricos, então, qualquer pessoa pode se denominar como tal. 
SEGUNDA PARTE DA AULA
Entre 1970 e 1980, três áreas da Psicologia se destacavam: educação, trabalho e clínica, sendo esta última a de maior procura dos profissionais (PEREIRA;NETO, 2003).
Atualmente, contudo, espectro de abrangência profissional do psicólogo é bastante amplo e compreende uma vasta gama de áreas de atuação, entre elas: as clínicas particulares, escolas, creches, empresas, hospitais, postos de saúde, comunidades, setores judiciários, penitenciárias, equipes desportivas, departamentos de trânsito e outras. 
São reconhecidas pela Resolução CFP nº 013/2007 as ênfases/ramificações:
	Psicologia Escolar/Educacional
	Psicopedagogia
	Psicologia Organizacional e do Trabalho
	Psicomotricidade
	Psicologia de Trânsito
	Psicologia Social
	Psicologia Jurídica
	Neuropsicologia
	Psicologia do Esporte
	Psicologia em Saúde
	Psicologia Clínica
	Avaliação Psicológica
	Psicologia Hospitalar
	Psicologia Forense
A consolidação da entrada do psicólogo no mercado de trabalho, no contexto nacional, gerou a necessidade de avaliar essa profissão, tanto em termos da organização profissional, quanto no tocante à forma como essa prática vinha sendo percebida. Isso tem motivado a realização de pesquisas desde então.
Segundo um levantamento realizado pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP, 2004), a profissão de psicólogo no Brasil é, predominantemente, feminina (91%) e jovem (65%, na faixa etária compreendida entre 26 e 45 anos). Além disso, têm-se como atuação principal a Psicologia Clínica com atendimento individual ou em grupo (55%) e dispõe-se, prioritariamente, com o local de trabalho as particulares (41%).
3. O QUE CONTRIBUI AINDA PARA QUE A PSICOLOGIA NÃO SEJA TÃO CONHECIDA?
Primeiramente, deve-se questionar de qual psicologia ainda é pouco conhecida. Neuropsicologia, psicanálise e análise de comportamento são muito mais conhecidas que psicologia comunitária, psicologia social e psicologia histórico-cultural.

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