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RADIOTECNICO E TV(P&B) E A CORES PESSOAS EMINSTITUTO PADRE REUS 01 ANTENAS DE RECEPÇÃO A captação do sinal é de suma importância, quer se trate para fins de recepção, quer para fins de transmissão. Para isto, os técnicos em TV devem dar uma especial atenção às antenas, devendo entender e conhecer seu funcionamento. A melhor maneira de se fazer compreender qualquer coisa científica ou não, é valer-se de comparação. Assim sendo, nós utilizaremos os instrumentos musicais com fim de melhor explicar funcionamento das antenas. som, a e as ondas de rádio têm muita semelhança entre si, pois todos se propagam por meio de ondas. As ondas sonoras, as ondas luminosas e as ondas eletromagnéticas são iguais na ordem do comportamento. Todas estas ondas são produzidas por vibração de corpos e a única diferença entre elas é a desigualdade do número de vibrações ou ondulações que são produzidas em um certo espaço de tempo. Para melhor comparar, foi escolhida a unidade de tempo em "segundo" para as medições. Os sons audíveis são produzidos por vibrações de até 15.000 hertz. rádio emprega ondas com milhares e milhões de hertz, ou seja, kilohertz e Megahertz. A luz atinge a bilhões de hertz. Já que todos estes fenômenos têm as mesmas características, podem ser estudados dentro do mesmo método comparativo. Tomamos então, dois instrumentos de corda, podendo ser dois violões, violinos ou cavaquinhos, mas sempre de qualidade igual; antes de tudo, devem ser afinados perfeitamente. Depois de bem afinados, colocamos os dois bem perto um do outro e ferimos uma das cordas. Observamos, então, que a mesma corda no outro instrumento começará a vibrar com pequena intensidade. Se aproximarmos mais os dois instrumentos, observaremos que a corda não tocada no outro aparelho vibrará mais ainda. A explicação é simples: podemos resumir dizendo que a corda do instrumento, quando for tocada, produz um movimento que é transmitido ao ar que cerca. Em conseqüência 0 ar, que é elemento favorável à propagação destes movimentos ou ondas sonoras, leva-as até as proximidades das cordas do outro instrumento. Lá então, teremos aparecimento de um fenômeno interessante. Seria lógico pensarmos que todas as cordas do outro instrumento começariam a se movimentar, empurradas e sacudidas pelas ondas transportadas pelo ar. Isto, porém, não acontece. Somente a que possui asINSTITUTO PADRE REUS 02 características físicas iguais à que foi movimentada no outro instrumento é que irá vibrar. Na linguagem musical, dizemos que as duas cordas estão afinadas entre si, mas em eletrônica, usamos termo "sintonizadas". As ondas transmitidas também são colocadas no ar por antenas calculadas para um certo comprimento de onda. As antenas receptoras, como acontece na experiência dos instru- mentos musicais, só irão entrar em sintonia com as antenas transmissoras que possuem o mesmo comprimento de onda da antena receptora. Não é o formato da antena que dá à mesma o poder de receber as ondas de televisão, mas sim o tamanho ou as dimensões dos seus elementos para um certo comprimento de onda. Diretividade das Antenas A antena da estação transmissora é construída de tal maneira, que é capaz de distribuir em todas as direções ao mesmo tempo os sinais por ela irradiados. Isto acontece com a maioria das estações de TV, com algumas exceções. A antena de recepção deve receber os sinais de uma estação que está transmitindo numa mesma direção. A tarefa de receber as ondas em uma só direção recebe o nome de "diretividade", que é altamente interessante e de necessária importância. Ao estudarmos a propagação das ondas, ficamos sabendo que, se há obstáculos nos caminhos percorridos pelas mesmas, dá-se fenômeno da reflexão, onde as ondas passarão a percorrer um caminho diferente daquele que vinham percorrendo antes de se chocarem no obstáculo. Pode acontecer que uma onda refletida venha a cruzar a outra onda que está seguindo sua trajetória original. Se no ponto de cruzamento existir uma antena receptora, esta antena captará os dois sinais da mesma onda que seguiram caminhos diferentes. Como pode ser visto na figura 1. A onda direta, quando conduzida ao receptor de TV, produz uma imagem nítida e forte, ao passo que a onda que percorre distâncias maiores irá chegar ao receptor bem mais fraca e com retardo de algumas frações de segundo. Destes dois sinais colhidos pela mesma antena e conduzidos ao mesmo receptor, têm origem as imagens fantasmas. Neste ponto é que nós passaremos a apreciar a diretividade de uma antena, pois, com esta característica, esta receberá unicamente o sinal enviado na mesma direção da antena, pela antena da estação transmissora.INSTITUTO PADRE REUS 03 Caso em que a antena receptora capta tanto sinal direto como refletido, dando origem a uma recepção deficiente, isto é, "com fantasmas" Onda Refletida Onda Direta Figura 1 Orientação Conseguindo determinar geograficamente a posição onde o trans- missor se acha instalado, podemos saber, tanto no campo como na cidade, a direção seguida pelas ondas oriundas do transmissor. Esta operação é deno- minada de "orientação" e não passa de uma simples pontaria; basta apontar a antena receptora para a transmissora, que o problema estará resolvido. Caso mude a figura quando a estação está oculta por algum obstáculo ou pelo horizonte visual, é só seguir as instruções acima, ou seja, virar a antena receptora até que a mesma fique mirando para a transmissora. Tratando-se de estações distantes, não se pode confiar nas direções dadas pelas estradas ou vias férreas que se dirijam para a cidade, onde a telemissora está instalada. As ondas de TV seguem, às vezes, caminhos bem diferentes dos seguidos pelas estradas; nem mesmo as rotas de aviões são exatas. Caso seja difícil a orientação, seremos obrigados a apelar por mapas e bússola. O trabalho não é dos mais difíceis e a exatidão depende da exatidão da bússola. Também pode ser feita a orientação da antena por tentativas, girando-a totalmente até obter melhor recepção.INSTITUTO PADRE REUS 04 Polarização A propagação das ondas de televisão podem se desenvolver sobre um eixo vertical ou horizontal, segundo se originam da antena transmissora que tem seus elementos colocados em uma das posições vertical ou hori- zontal. De acordo com as normas brasileiras para Televisão, todas as emis- soras de TV deverão transmitir com suas antenas polarizadas horizontal- mente. Entretanto, algumas dificuldades encontradas na retransmissão só podem ser superadas usando antenas polarizadas verticalmente. Entende-se por polarização de uma antena a posição em que está instalada, em sentido vertical ou horizontal, tomando-se como base a posição do elemento que está ligado diretamente ao fio que vai até o aparelho de televisão, seja ele transmissor ou receptor. Dipolo É o elemento que vai ligado diretamente ao fio de descida. Recebe o nome "dipolo" porque é composto de duas partes opostas, que são chamadas de pólos. Sendo em número de dois, recebe o prefixo "di", que significa dois. Há uma grande variedade de tipos de antenas para recepção dos sinais de televisão, mas tipo mais usado é a antena ressonante para cada canal. Isto quer dizer que o dipolo terá que ter a largura, ou seja, o valor de um múltiplo da metade do comprimento de onda do canal que desejamos captar. Temos antenas de meia onda uma onda, duas ondas, três ondas, etc. As antenas de meia onda são as menores e mais eficientes antenas para TV que podem ser construídas. As antenas de meia onda são as mais usadas. Vejamos agora a construção do dipolo. Um dipolo simples é constituído de duas peças de alumínio, com um diâmetro de 10 mm fixados por meio de parafusos, estando em posições contrárias, sendo que o dipolo é fixado pelos parafusos a uma chapa de material isolante; são separados em suas extremidades por um espaço de dois centímetros. Destas extremidades ligeiramente separadas é que parte o fio de descida; geralmente estas extremidades são chamadas de ponto vivo da antena.INSTITUTO PADRE REUS 05 O dipolo de meia onda é projetado para captar as ondas emitidas pelo canal 2 de TV. O cálculo será feito tomando-se como base o comprimento de onda portadora de imagem, que deverá estar em torno de 125 MHz acima da freqüência limite para o canal 2. Mas, sendo em ressonância com a freqüência da portadora de vídeo, não poderá sê-lo ao mesmo tempo que a portadora do som, situado 4,5 MHz mais acima. Dizemos que as antenas são de faixa estreita, porque não podem captar com perfeição sinais com freqüência que sejam diferentes daquelas em que a antena foi calculada. Para aumentar a largura da faixa, podem ser utilizados vários recur- sos, entre os quais o de empregar um tubo de maior diâmetro para a cons- trução do dipolo; um dipolo que tenha duas ou três polegadas de diâmetro tem largura suficiente para captar bem todas as freqüências de um canal de TV com a largura de 6 MHz. Será muito mais prático usarmos tubos de pequeno diâmetro, em posições paralelas, separados um do outro pelo espaço de três polegadas. resultado obtido será praticamente mesmo, enquanto que a antena terá um peso bem menor, fator de muita importância que será logo notado quando montarmos uma antena para canais baixos de 2 a 6. Dipolo Dobrado Dipolo Dobrado com Refletor Refletor Dipolo Simples Duplo Dipolo Refletor Gôndola Dipolo Gôndola Isolador Figura 3 Fio de Figura 2 Descida dipolo "dobrado" é aquele formado por dois tubos paralelos; tem a forma de um trombone de vara, pois cada extremidade do dipolo terá que ser unida com a extremidade do dipolo adicionado em paralelo.INSTITUTO PADRE REUS 06 dipolo superior terá que ser contínuo, isto é, não terá aquela pequena separação de dois centímetros na parte central da antena. Este fato vem solucionar o problema de fixação da antena, pois o dipolo pode ser firmado diretamente à gôndola de sustentação, justamente neste ponto morto, sem a necessidade de isoladores de qualquer tipo. A descida da fita é feita como no dipolo simples, partindo do centro do dipolo, na parte inferior, onde existe a separação entre as extremidades inferiores. As extremidades exteriores podem ser feitas com curvas formadas em ângulo reto ou com curvas lentas de forma de meio círculo. Na figura 2 pode ser visto um dipolo simples; na figura 3 pode ser visto um dipolo dobrado. Refletor O dipolo dobrado constituído desta maneira pode receber os sinais e captá-los sempre que chegarem a ele por duas direções opostas, pela frente ou por trás. Os sinais que se aproximarem dele pelas pontas não serão captados, pois esta posição corresponde à mínima sensibilidade do dipolo. Devendo ter o cuidado para que a antena se torne bem direcional, passando a receber os sinais que vem de uma única direção. Com esta finalidade, é colocada, no centro, em paralelo com dipolo, uma vareta de alumínio simples e sem divisão, fixada à gôndola de sustentação da antena, sem uso de isoladores e com uma largura 5% maior que dipolo, como pode ser visto na figura 3. A distância que separa o dipolo do refletor deve ser de 1/4 do comprimento de onda para o canal que a antena foi construída. Desta maneira, a antena receberá melhor os sinais que vêm até a mesma, pelo lado do dipolo, uma vez que os sinais são refletidos pelo elemento colocado em paralelo com o dipolo, que é chamado de "refletor". Com este sistema, teremos um acréscimo no sinal captado pela antena. Diretores Um outro artifício ainda pode ser adicionado ao dipolo, com a finalidade de torná-lo ainda mais direcional, melhorando a intensidade do sinal captado.INSTITUTO PADRE REUS 07 Os "diretores" são outras varetas que devem ser fixadas à antena na parte anterior ao dipolo. Eles devem ser separados do dipolo a uma distância de 15% do comprimento de onda do canal para o qual estamos construindo a antena. O comprimento do diretor é cerca de 5% menor que o dipolo. Cada diretor adicionado à antena aumenta a intensidade do sinal captado. Uma aparente melhoria sinal só será vista quando colocarmos no mínimo cinco diretores. Podem ser colocados diversos elementos à frente do dipolo (no máximo 10 elementos, isto é, o dipolo mais o refletor e mais oito diretores). Caso seja empregado mais que um diretor, este deverá estar separa- do do outro pela distância equivalente a 15% do comprimento de onda do canal que a antena está sendo projetada. Todos eles deverão ter a mesma largura, com exceção daquele que é colocado mais à frente, que deverá ter o comprimento diminuído em 5% em relação aos outros que estão mais atrás. Antena Yagi Podemos dar os dados para a construção de uma antena conhecida como "yagi", que pode ser vista na figura 4, com a seguinte tabela: Refletor R = Dd + 5% Dipolo Dobrado Dd Diretor d = Dd 5% Diretor d = Dd 5% Diretor d = Dd 5% até ao diretor = d 5% A separação entre R e Dd é igual a 1/4 do comprimento de onda. A separação de Dd e d é igual a 0,15 do comprimento de onda. A separação entre os diversos diretores é de 0,15 do comprimento de onda.INSTITUTO PADRE REUS 08 Antena "Yagi" Dipolo Refletor Dobrado Diretores 1° Diretor Figura 4 Outros Tipos de Antenas Existem muitos tipos de antenas que podem ser usados para captar os sinais de TV, mas instalações que oferecem resultados práticos são feitas usando antena yagi ou antena rômbica. As antenas rômbicas, estudaremos mais adiante. Colocando-se diversas antenas em paralelo, pode-se melhorar o ganho da instalação receptora. As antenas mais usadas para este tipo são as Yagi, com 10 elementos em cada uma, colocando-as num suporte, uma sobre a outra, separadas entre si pela distância equivalente a meio comprimento de onda. Feito isto, fazemos uma ligação com dois tubos iguais aos usados na construção das antenas, entre os dois dipolos dobrados das duas antenas. fio de descida deverá ser preso ao centro das duas varetas entre as antenas. ANTENAS RÔMBICAS Podemos instalar antenas yagi de 5 ou até 10 elementos, empilhar duas ou mais antenas sobrepostas, colocar grupos de antenas em paralelo. Mas ainda não se compara às vantagens oferecidas por uma antena rômbica. Estas antenas são de construção simples, mas têm a desvantagem de ocupar uma área de 130 X 60 metros. Entretanto o alto ganho e as características de excepcional diretividade quase sempre compensam a sua construção.INSTITUTO PADRE REUS 09 A antena rômbica é um gigantesco losango formado por quatro fios que ficam suspensos por quatro postes colocados nos pontos pré-determinados de modo que uma das pontas do losango, aquela que é completada pelo resistor, fique apontando para a direção de onde vêm os sinais da emissora de televisão. Esta antena deve ser cuidadosamente orientada, por ser extremamente direcional. Determinada a direção em que deve ser colocada, mede-se o terreno e coloca-se os postes no comprimento e largura exata que deverá ser construída. Em cada ângulo da antena, pode ser fixado um poste que meça 12 metros de altura. A parte inferior da antena deverá ter uma altura mínima de 10 metros em relação ao chão em qualquer ponto de sua extensão. Uma das razões que anima a construção de antenas rômbicas é que mesmo haja erro nas medidas do comprimento ou largura, a mesma sempre funciona. As medidas corretas fazem com que seu rendimento seja aumentado. Na tabela a seguir, damos as dimensões exatas para a construção de antenas rômbicas destinadas aos canais baixos de 2 a 6, bem como as dimensões para uma multicanal destinada a receber os canais altos de 7 a 13, já que nestes canais a diferença das medidas é muito pequena, podendo ser adotada uma medida média. Na tabela, são dadas as medidas para antenas médias ou grandes, ou seja, de 3 a 6 comprimentos de onda respectivamente. As dimensões para a antena gigantesca são o dobro das medidas da antena de tamanho médio. Para os canais baixos, pode ser projetada uma instalação com as medidas do canal 2 e com o auxílio de tirantes maiores e menores empregados na amarração dos ângulos à antena, e ajusta-se as medidas da rômbica para receber qualquer um dos canais baixos. Diminuindo-se o tamanho do losango, teremos que aumentar o tamanho dos fios de sustentação. É usado, na construção destas antenas, fio de cobre 10 ou 12, com isoladores de plástico ou vidro, com um comprimento de mais ou menos 10 cm. No ângulo da antena que fica voltado para o lado da estação de TV cujo sinal desejamos captar, colocamos um resistor de carvão do tipo nãoINSTITUTO PADRE REUS 10 indutivo com potência de 3 Watts, destinado a acertar a impedância. Este resistor terá a impedância de 390 ohms. No ângulo oposto ao resistor são ligados os fios de descida, devendo ser usada fita de 300 ohms. Tendo o cuidado de separar os dois condutores num trecho de aproximadamente 45 cm, como pode ser visto na figura 6. Com uma só antena, resultado é ótimo podendo ser melhorado ainda mais, empilhando-se mais uma antena. acréscimo de material é pequeno e os resultados são consideráveis. A união entre as duas antenas deve ser feita com um certo cuidado, cruzando-se os fios entre uma e outra para acerto de fase. Para melhor entender, veja a construção destas antenas que é demonstrado nas figuras 7 e 8. Na tabela a seguir, damos as quatro medidas principais indicadas na figura 7, pelas letras A, B, C e S. O comprimento de cada um dos lados do losango é dado pela letra A. comprimento total da antena, medido entre o ângulo que aponta para a estação de TV, e o ângulo onde parte o fio de descida são dados pela letra A largura da antena é dada pela letra C; a letra S indica a separação que deve existir entre as duas antenas empilhadas. Esta última serve tanto para as antenas grandes e pequenas. Recomendamos que todas as medidas sejam feitas com muito cuidado, tanto na colocação, como na instalação dos postes. Deve ser acrescentado mais um metro e meio à largura indicada e também para o comprimento, para dar lugar aos isoladores e aos cabos de sustentação. As emendas entre os fios e os resistores devem ser soldadas, tendo-se o cuidado de limpar a superfície a ser soldada. Esta providência é necessária para o bom funcionamento da antena, pois o grande comprimento dos fios, movimentados pelo vento, facilita logo o aparecimento de maus contatos, isto se as soldas não estiverem bem feitas. Os sinais captados por este tipo de antena não são comparados aos sinais captados por outras antenas; estas, porém, não farão milagres, se as ondas da telemissora não chegarem até a tela; é claro que não haverá recepção.INSTITUTO PADRE REUS 11 TABELA PARA CONSTRUÇÃO DAS ANTENAS RÔMBICAS Rômbica Pequena CANAIS 2 3 4 5 6 ALTOS A 9,57 8,58 7,82 6,76 6,28 2,70 12,90 11,62 10,54 9,19 8,51 3,62 C 13,40 12,84 11,70 10,03 9,47 4,05 S 2,67 2,41 2,20 1,90 1,77 0,76 Rômbica Média CANAIS 2 3 4 5 6 ALTOS A 30,90 27,90 25,36 22,08 20,50 8,92 24,30 21,89 19,91 17,33 16,11 6,96 C 57,15 51,37 46,82 40,43 37,82 16,11 S 2,67 2,41 2,20 1,90 1,77 0,76 Antena Rômbica Gigante (12 comprimentos de onda) para canais 2 a 13. 57,15 51,37 46,82 40,43 4 Canal Canal 3 37,82 Canal 5 Canal a Figura 5 6,96 16,11 17,33 19,91 21,89 24,30INSTITUTO PADRE REUS 12 Conexão entre duas antenas rômbicas empilhadas ea linha de descida. Fio de descida para TV 300Ω Figura 6 Para Estação Antena rômbica empilhada. As medidas A, B, C e S dependem do canal que se deseja captar. B C S A Figura 7INSTITUTO PADRE REUS 13 3W Colocação dos resistores no vértice da antena, destinados a acertar as impedâncias. 3W Figura 8 ANTENAS PARABÓLICAS Princípio Foi em 1945, que um norte-americano chamado Arthur C. Clarke apresentou uma teoria revolucionária, através da qual ele viabilizou o que chamou de Sistema de Comunicação do Futuro. Todas as comunicações da época eram efetuadas via terrestre, ponto a ponto. Clarke descobriu a 36.000 km de altura uma região do espaço denominada Órbita Geo-Estacionária, órbita esta que tem a peculiaridade de manter estacionado, imóvel em relação a Terra, qualquer objeto nele lançado. Posteriormente, ele definiu a linha do Equador como o melhor ponto para colocação de satélites para emissão de sinais para a Terra. que para muitos parecia uma teoria alienada, se tornou realidade nos idos de 60 com 0 lançamento do primeiro satélite artificial para telecomunicações. feito veio a permitir a viabilizar a transmissão de sinais de telefonia, dados e imagens de televisão para locais do globo que por via terrestre seria inviável não só técnica como economicamente.INSTITUTO PADRE REUS 14 Operação do Sistema Os satélites são aparelhos que podem transmitir sinais de telefonia, dados, televisão e rádio com uma abrangência muito maior que o sistema comum. Existem dois tipos de satélites: Internacionais e Domésticos. Satélites Internacionais: são os satélites que objetivam cobrir grandes regiões do globo terrestre. Seu sinal é muito mais espalhado sendo necessária a utilização de antenas parabólicas de diâmetros maiores para sua perfeita captação. Satélites Domésticos: são os satélites que emitem seus sinais para regiões definidas, de forma dirigida e concentrada, sendo que para sua captação são necessárias parábolas de diâmetro reduzido. OBSERVAÇÃO Cada satélite tem 24 transponders (canais) de operação, sendo que sua prioridade é telefonia e transmissão de dados, ficando para segundo plano, e condicionadas a vagas no satélite, as transmissões de televisão. Há no espaço dezenas de satélites integralmente absorvidos pelas prioridades, não sendo possível utilizá-los em nenhum momento para as transmissões de televisão. Há outros que dispõem de apenas um ou dois transponders e são utilizados para o que se convencionou chamar "uso para entreterimento". A forma parabólica das antenas foi escolhida para a recepção dos satélites, devido ao fato das mesmas se constituírem em um refletor matematicamente perfeito e que recebe o sinal convergindo-o para um ponto chamado "foco", onde ele começa a ser processado. sinal vem do satélite de duas formas (polarização): a) Linear: vertical e horizontal (geralmente transmitidos por satélites domésticos); b) Circular: direita ou esquerda (geralmente transmitidos por satélites internacionais).INSTITUTO PADRE REUS 15 No foco do disco (parábola), temos um concentrador de sinal que o recebe polarizado: linear ou circular. Acoplado a este foco, cujo nome técnico é alimentador, temos os Amplificadores Conversores de Sinais, conhecidos como LNB (Low Noise Amplifier), de baixo ruído, que convertem os sinais dos satélites da faixa de freqüência original (banda C 3,7 6,2 MHz) para uma freqüência mais baixa compatível com o receptor e com o televisor comum. Receptores São aparelhos que recebem sinal após a recepção pela antena parabólica, alimentador e LNB, e selecionam o canal de TV que queremos assistir, ajustando a imagem, o som e a polarização, entregando no televisor o sinal limpo para os usuários. OBSERVAÇÕES Todos os sistemas podem ser instalados no chão ou em uma lage dos condomínios ou residências, sendo necessária a construção de uma base de concreto. Não pode existir na frente da parabólica qualquer obstáculo, pois estes obstruem a recepção do sinal do satélite (madeira ou ferrite). Receptor com Antena Controle Remoto Parabólica Figura 916 INSTITUTO PADRE REUS ESTÚDIOS DAS PEQUENAS TELEMISSORAS Em televisão podem ser feitas pequenas e grandes coisas. Esta afirmação é fruto da experiência e do esforço de quem acredita no desenvolvimento futuro das pequenas emissoras de televisão, que estão sendo instaladas em grande parte do território nacional, contrariando a idéia de que a instalação de uma telemissora só era possível mediante investimento de grandes fortunas. Nada mais errado do que julgarmos impossível a instalação de uma emissora de televisão com programação própria em qualquer cidade do interior com uma população superior a 50 mil habitantes. Como é natural, estas pequenas telemissoras não poderão produzir grandes shows, comparadas às emissoras de São Paulo e do Rio de Janeiro, mas também não é impossível a produção de pequenos programas ao vivo, bem como a projeção de filmes utilizados em grande escala pelas telemissoras que existem atualmente, como também a publicidade paga pelas firmas produtoras ou vendedoras de artigos de consumo forçado, em geral, em todo o país. Podemos afirmar que o custo da programação de televisão é bem mais alto que os programas de rádio. A audiência de programas de televisão também é bem maior que a dos programas de rádio, desde que estes programas recebam um mínimo necessário por parte dos produtores. De frente a estas afirmações, é considerada quase impossível a obtenção de prefixos novos para emissoras de rádio; somos forçados a voltar nosso interesse para as pequenas instalações de pequenas estações de televisão. O ponto vital de uma estação de TV é o estúdio, pois tem implicação direta na produção dos programas. Em televisão, pouco ou quase nada pode ser improvisado. Não é possível apanharmos uma meia dúzia de gravações e pormos no ar um programa de televisão. Antes que programa vá ao ar, deve ser cuidadosamente ensaiado, mesmo tratando- se de uma simples entrevista, porque caso contrário é certo que irão aparecer falhas que serão facilmente notadas pelos telespectadores, pois os olhos humanos são muito críticos e não perdoam a menor falha.INSTITUTO PADRE REUS 17 Dissemos que até as entrevistas tem necessidade de ser ensaiadas, tendo às vezes que repetir o ensaio duas ou mais vezes. Às vezes não se trata de ensaiar o entrevistado (ensinar-lhe as perguntas a serem feitas e respostas a serem dadas), mas sim de colocá-lo à vontade na frente das câmaras e microfones. Um caso já acontecido, trata-se de uma entrevista em que a personalidade que era objeto do programa pisava no estúdio de televisão pela primeira vez; não tendo sido preparada pelo apresentador, quando ouviu-o fez. a menção: "bom, e agora passamos a palavra ao Fulano". Isto poderia ter sido evitado, se apresentador esclarecesse com antecedência que 0 microfone é muito sensível e pode captar as palavras do entrevistado mesmo estando vários metros de distância do mesmo. Na figura 10, apresentamos 0 esboço de um estúdio de uma emissora de televisão pequena, cujo custo de montagem e instalação é baixo. Com muita facilidade pode ser reduzido o equipamento empregado, sem grande prejuízo na qualidade dos programas produzidos. A diminuição do equipamento implicará em maior trabalho, rapidez e versatilidade dos operadores. α Figura 10 A localização adequada dos equipamentos é essencial para controle efici- ente das operações. Na ilustração à esquerda, é impossível observar a área de pro- dução do programa, quando sentado à mesa de controle. Por outro lado, 0 técnico, na ilustração da direita, tem uma visão desimpedida dos painéis de instrumentos e outros equipamentos, da posição em que se encontra, à mesa de controle do trans- missor, a qual é tão alta como a mesa no desenho à esquerda.INSTITUTO PADRE REUS 18 A construção do edifício é bem mais simples do que a dos prédios destinados aos estúdios de rádio e de custo bem menor, pois a única característica especial é a que se refere ao pé direito, que deve ter uns 8 metros no mínimo, a fim de facilitar a mu- dança do cenário e instalação de iluminação especial, semelhante aos palcos de teatro. A sala técnica, a sala de filmes e a sala do locutor devem ser colocadas com pi- so em nível mais alto que o estúdio, para facilitar o trabalho dos diretores e operadores. Cuidados especiais devem ser dispensados à acústica, e os ruídos devem ser reduzidos ao mínimo, havendo necessidade de revestir a sala do locutor. No estúdio de programas ao vivo, os próprios cenários se encarregam da acústica, absorvendo a maior parte dos ruídos e ecos indesejáveis. Neste tipo de estúdio, podem ser apresentados (as): a) Entrevistas de personalidades locais, visitantes ou grupo de pessoas. b) Palestras, mesas redondas, conferências cívicas e educacionais. c) Comerciais, demonstração e apresentação de artigos à venda ou fabricados por firmas locais. d) Entretenimento, cantores, conjuntos musicais, trios, pianistas, acordeonistas, programas infantis. e) Notícias, telejornais, flashes, programas sobre esportes, agricultura, política e reportagens. A área que um estúdio de televisão necessita é relativamente pequena, cerca de 10 10 m, podendo ser menor em um dos seus lados. importante é que a sala possa ser aproveitada por dois ou três cenários ao mesmo tempo, possibilitando a passagem rápida de um programa para outro. Entre a sala da técnica e o estúdio de produção, é necessário que exista uma larga janela de vidro para que haja visão livre dos técnicos e operadores da mesa e, ao mesmo tempo, proporcionar isolação acústica. Disposição proposta para cabine de controle de um grande estúdio de TV, proporcionando visão desimpedida da área de produção. Figura 11INSTITUTO PADRE REUS 19 Diagrama em blocos do equipamento de uma pequena emissora de Televisão. 1 63 2 17 18 21 4 10 19 5 22 7 3 Para o 10 000000 11 000000 002000 8 4g 12 13 14 15 16 transmissor 000000 de imagem 10 5 23 36 Para o 9 transmissor 37 24 25 de som 26 37 29 28 34 36 36 Figura 12 36 35 33 31 27 36 38 32 34 30 36 36 1 Visor da primeira câmara 2 Câmara Vidicon n° 1 3 Fones para comunicação 4 Microfone do operador 5 Tripé 6 Boné 7 Visor da segunda câmara 8 Câmara Vidicon n° 2 9 "Boom" ou microfone girafa 10 Cabos de câmara 11 Painel de ligação das câmaras 12 - Controle de câmaras 13 Amplificador de vídeo da câmara 1 14 - Amplif. de vídeo da câmara 2 15 Amplificador de vídeo da câmara de filmes 16 Amplificador de pulsos 17 Monitor da câmara 1 18 Monitor da câmara 2 19 Monitor da câmara de filmes 20 Switcher (seletor de câmaras) 21 Monitor de imagem "no ar" 22 Fones e microfones do diretor de vídeo 23 Monitor de forma de onda 24 Fonte de alimentação 25 Fonte de alimentação auxiliar ou de emergência 26 Gerador de Sincronismo 27 Mesa de som 28 Microfone para locutor 29 Gravador de som em fita 30 Toca-discos 31 Câmaras Vidicon para filmes 32 Pedestal da câmara 33 Multiplexer (jogo de prismas) 34 Projetores de filmes sonoros 16 mm 35 Projetor de slides 35 mm 36 Cabos coaxiais para som 37 Cabos de corrente elétrica 38 Medidor VU20 INSTITUTO PADRE REUS 10 m Cenário C 3 m Cenário Sala de filmes Estúdio visto da passagem elevada, Estúdio mostrando diversos m 5 cenários necessários para um programa de TV. Cenário A m Sala da 5 m Carpintaria e técnica Sala de 3 depósito para cenário locutor Figura 13 3 m 5 m Reportagens Externas A teletransmissão de imagens, originadas em locais situados fora do estúdio da emissora de TV, é chamada de "reportagem externa". Não se trata de somente reportagens ao ar livre, são consideradas reportagens externas todos os espetáculos que acontecem em teatros, clubes, templos, etc., desde que sejam separados da emissora. Há diversas maneiras de produzir uma transmissão externa de televi- são. Para mais facilmente ser entendida, podemos dividi-las em dois grupos: 1) Instalações Fixas 2) Instalações Móveis As instalações são fixas quando colocadas em lugares onde seguidamente deverão ser transmitidos espetáculos programados com antecedência. Por exemplo: no estádio do Maracanã, onde semanalmente são transmitidas partidas de futebol, podem ser feitas instalações fixas. As instalações móveis são montadas em veículos de grande porte, como ônibus, contendo todo equipamento necessário, incluindo transmissor de som e imagem, radiocomunicadores, mesa de Swith, monitores, cabos, câmeras, antenas, armações para o tablado e todo 0 equipamento que se faz necessário para poder efetuar uma transmissão fora doINSTITUTO PADRE REUS 21 Para a transmissão das imagens do local de reportagem estúdio da telemissora, podem ser utilizados diversos meios, os para quais o enumeramos a seguir: a) Microondas; b) Cabos Coaxiais; c) Transmissores de Emergência em VHF e UHF. equipamento transmissor de microondas é o mais usado pelas telemissoras brasileiras. A eficiência elevada deste meio só encontra obstáculos para utilização em pequenas telemissoras, devido a seu elevado custo. Os transmissores são sempre de tamanho reduzido e são montados diretamente sobre a antena transmissora de alto ganho, de formato parabólico, instalado sobre um tripé desmontável com ajustes micrométricos horizontal e vertical do feixe de transmissão. Transmissor e antena podem ser preparados para entrar em funcionamento dentro de uns 30 minutos aproximadamente, o que traz uma certa limitação nas reportagens externas. Acontecimentos de improviso e de curta duração não podem ser transmitidos por esse meio, porque o tempo de instalação será maior que o tempo de duração da reportagem. Para acontecimentos de curta duração, as telemissoras são obrigadas a lançar mão de outro recurso: o filme cinematográfico. O fato será registrado em filme comum de 16 mm, se possível com registro sonoro simultâneo em fita magnética ou no próprio filme (com sistema magnético também), e conduzido ao estúdio, onde é submetido a rápido processo de revelação e projetado em frente a uma câmera para ser enviado ao ar. Equipamentos de custo bem menor que de microondas é de cabos coaxiais. Este sistema tem a desvantagem que só pode ser usado em pontos fixos. Os sinais de som e vídeo devidamente modulados em ondas portadoras de qualquer freqüência baixa de VHF são amplificados por um booster convencional e, a seguir, transportados por meio de cabos coaxiais de RC-11; podem ser levados às distâncias de 700 a 1.000 m sem perda apreciável, onde são amplificadas por um segundo booster. Aí são entregues ao sistema de transmissão e levados ao ar.INSTITUTO PADRE REUS 22 Também podem ser usados para transmissões externas de curta distância os transmissores de emergência de VHF e UHF, dando ótimos resultados. As transmissões externas de televisão são fontes de grandes des- pesas quando empregamos equipamentos de microondas e câmeras de grande alcance, equipadas com caríssimos jogos de lentes, mas nada impe- de que seja feita uma transmissão externa com auxílio de equipamentos menos dispendiosos. As emissoras cariocas e paulistas usam seguidamente os transmissores de microondas ou VHF para realizar reportagens externas. Retransmissores Para Televisão Quando um sinal de televisão em um determinado local não é suficientemente forte para se obter uma boa recepção, deverá, então, ser reforçado com auxílio de equipamentos especiais, que podem ser divididos em dois grupos: a) Retransmissores; b) Repetidores. De cada grupo, conforme portaria do Ministério das Comunicações, fica entendido o seguinte: a) Entende-se como uma estação b) Entende-se como estação retransmissora de televisão repetidora de televisão conjunto equipamento eletrônico que, uma vez de equipamentos eletrônicos que, em operação, sem produzir programas uma vez em operação, seja capaz de próprios, possa captar e retransmitir captar os sinais recebidos em uma no mesmo ou em outro canal de VHF direção e retransmiti-los em outra ou UHF a imagem e som gerados por direção, na mesma freqüência. uma estação de televisão. Estas estações devem empregar antenas altamente direcionais, não havendo obrigatoriedade que os sinais transmitidos possam ser captados pelos televisores domésticos. A retransmissão pode ser feita de três maneiras: 1) Em outro canal de VHF; 2) Em canal de UHF; 3) No mesmo canal de VHF.INSTITUTO PADRE REUS 23 Nos casos 1 e 2, teremos funcionando estações retransmissoras e, no caso 3, um equipamento (booster) amplificador. Os retransmissores podem ser instalados com o mínimo de cuidado técnico, dando quase sempre bons resultados. Os amplificadores ou boosters requerem maiores cuidados, pela necessidade de haver uma boa isolação e blindagem entre as antenas de recepção e retransmissão, a fim de evitar a realimentação da antena de recepção. Os melhores resultados são obtidos quando é possível colocar a antena de recepção a uma distância superior a 100 m do local onde se instalará o booster. A antena de transmissão seria melhor ainda se houvesse uma diferença de altura entre estas duas antenas. Neste caso, a antena de transmissão poderá ter polarização inversa e, se possível, blindada por uma parábola. Bons resultados se obtêm, também, instalando as antenas em cavidades feitas na encosta dos morros, havendo, neste caso, uma perfeita isolação dos sinais a serem transmitidos. Como se vê na figura 14 há uma perfeita isolação dos sinais a serem transmitidos. Recepção Repetidor com "booster" no mesmo canal, utilizando parábola embutida na montanha Polarização horizontal Mesmo canal Polarização Polarização vertical vertical Figura 14 O amplificador ou booster deve ser composto por muitos estágios de amplificação com fatores diferentes, terminando com dois ou mais estágios de RF de alta potência. A retransmissão do sinal de TV em canal diferente daquele que é gerado na estação transmissora pode ser feito de três maneiras diferentes que são:INSTITUTO PADRE REUS 24 a) Conversão; b) Dupla Conversão; c) Demodulação e Modulação. O sistema de conversão usa equipamento mais simples. O sinal que a antena recebe é amplificado por dois ou mais estágios, sendo a seguir mesclado com a isolação local, obtendo-se, desta maneira, uma nova freqüência que, depois de amplificada por mais estágios, inclusive os finais de potência, são colocados no ar por uma antena do próprio canal retransmissor. A dupla conversão é utilizada para que transmissor possa ser utilizado em cadeia com qualquer canal de TV de que se obtenha recepção. Os sinais captados pela antena são conduzidos a um seletor de canais para a escolha da estação a retransmitir, sendo então convertidos para uma freqüência intermediária e amplificados em três ou quatro estágios. A seguir, são convertidos em FI para a freqüência do canal que se deseja retransmitir, amplificando novamente em estágios; depois, é aplicado ao amplificador de saída de RF e, após, para a antena de transmissão. sistema demodulador utiliza menos estágios de amplificação, porque sinal de RF é bem mais fácil de ser amplificado sem modulação, até estágio final, onde introduziremos os sinais de vídeo e som. A maior parte dos retransmissores que existem utilizam sistema de conversão para os sinais de som, porque a modulação em FM é bem difícil. Os sinais são retirados do amplificador de FI de som existente no receptor que se usa para a recepção; este receptor deverá ser acoplado à grade do amplificador de saída de RF do retransmissor, ajustado para a freqüência central da portadora de imagem; os 4,5 MHz já modulados em freqüência são somados à portadora de imagem e colocados no ar exatamente na freqüência da portadora. Repetidores de Televisão Entre as formas mais simples de solucionar o problema da recepção dos sinais de televisão no interior, encontraremos a utilização de equipamentos chamados repetidores. Trata-se de um conjunto de aparelhos destinados a captar os sinais emitidos por uma estação de TV, amplificá-los e novamente colocá-los no ar, bem mais fortes do que quando recebidos.INSTITUTO PADRE REUS 25 Este sinal será colocado no ar, no mesmo canal ou em canal diferente. Os repetidores geralmente são compostos de dois amplificadores, ou boosters: da recepção e da retransmissão; as antenas receptoras e retransmissoras deverão ser colocadas separadas uma da outra, para evitar a realimentação dos sinais na antena de recepção. Da mesma maneira que os retransmissores, os repetidores também são controlados pelo Contel, única fonte que se deve procurar licença para funcionamento de qualquer tipo de sinais de TV. As estações de TV detêm os direitos autorais dos programas colocados no ar. Ao mesmo tempo que se requer licença para o funcionamento de um retransmissor, se obtêm autorização para a retransmissão dos programas. Deve ser entendido que não basta pedir autorização ao Contel para poder retransmitir os programas de uma emissora, sem que tenhamos pedido licença à estação dos programas. Portanto, os requerimentos que enviamos ao Contel deverão estar acompanhados de autorização da estação em que desejamos retransmitir os sinais. As duas unidades, tanto a de recepção como a de transmissão, podem ser absolutamente iguais se quisermos servir a uma pequena cidade, o que acontece com a maioria das cidades do interior. A antena de recepção pode ser colocada em lugar próximo à cidade, sobre uma pequena montanha ou sobre uma torre metálica, de modo que fique mais perto possível da cidade, de maneira a proporcionar uma captação de um sinal bom, isento de ruídos ou interferências. Na saída do amplificador, o sinal é reforçado em uns 50 ou 60 db, sendo conduzido através de um cabo coaxial R G-11 até a entrada do outro amplificador, que pode estar situado a uma distância de mais ou menos 2.000 metros do centro da pequena cidade. Se este amplificador for colocado em distâncias maiores, deverá ser usado um amplificador no caminho intermediário. O sinal, após ser reforçado duas ou três vezes, é colocado no ar por antenas cuidadosamente cortadas para o canal que se deseja retransmitir, podendo ser usada polarização vertical ou a costumeira polarização hori-INSTITUTO PADRE REUS 26 zontal. Caso for usada polarização vertical, todas as antenas daquela cidade deverão ser colocadas em posição vertical, para que tenha um funcionamento perfeito. Com estas instalações são obtidos bons resultados, pois se cada amplificador pro- porciona um ganho de uns 65 db, significa que, se captarmos um sinal de uns 25 microvolts, poderemos colocar no ar um sinal de 10.000 microvolts ou mais, dependendo da distância que existe entre os amplificadores. Televisão em Circuito Fechado A televisão em circuito fechado é um sistema de transmissão e recepção de imagens que utiliza cabos coaxiais ou microondas. Seu equipamento de transmissão não possui estágio de irradiação, ao contrário dos transmissores convencionais, para que não seja realizada a teledifusão e suas transmissões captadas por pessoas a quem elas se destinam. Geralmente as programações são de caráter específico, Comercial, que podem ser captadas mediante assinaturas. A transmissão de televisão através de microondas não foge ao conceito de TVCF, uma vez que esta transmissão não é captada pelo público telespectador. Estas transmissões são orientadas direcionalmente para uma determinada localidade, e a captação da imagem só é possível nesta localidade mediante uso de equipamento especial. A TVCF tem inúmeras aplicações; citamos algumas encontradas no campo industrial, comercial, educacional, artístico e científico. A TVCF é usada na manipulação de materiais radioativos em reatores e usinas atômicas; nas usinas hidroelétricas semi-automáticas, nas siderúrgicas, nas centrais ferroviárias, nos aeroportos, nos portos para observar a movimentação de navios, nas grandes cidades, em lojas e bancos para vigilância, até mesmo em navios, como é o caso do navio japonês que, graças à TVCF, é permitido ao comandante inspecionar a casa das máquinas e a casa de leme, através de TVCF, sem sair do seu camarote, reduzindo desta maneira a tripulação. Uma aplicação ainda mais útil e difundida é a TVCF Educacional. Quanto à complexidade do sistema TVCF, esta compreende um simples conjunto câmara-monitor interligados por um cabo coaxial até várias redes educacionais de âmbito estadual ou até nacional, interligados por meio de microondas.INSTITUTO PADRE REUS 27 Consideramos primeiramente um simples conjunto de câmara- monitor, conhecido comumente por TV industrial, com fim de abrirmos campo à compreensão de sistemas mais complexos. A saída básica de uma câmara industrial é sinal de vídeo composto de de C.C. até C.A. de 8 MHz, dependendo da qualidade e do ajuste da câmara. Um monitor de vídeo recebe os sinais através de um cabo coaxial, reproduzindo as imagens com fidelidade, dependendo das características da câmara, como do monitor. Na figura 15, está ilustrado um sistema básico de TVCF, cujas limitações são as seguintes: 1) Não reproduz som; se este for necessário, deve-se recorrer a um sistema separado. 2) Opera em uma faixa de freqüência que compreende as redes de força, ficando sujeito a zumbidos de 60 Hz, tornando-se problema nas longas extremidades. 3) cabo comporta apenas um sinal de cada vez. 4) Devido à largura da gama de freqüência em uso, a perda do cabo varia enormemente, requerendo uso de amplificadores quando 0 percurso é longo. Tais amplificadores apresentam um alto ganho nas altas freqüências e baixo ou nenhum ganho nas baixas freqüências. No entanto este sistema também tem suas vantagens: 1. Requer um mínimo de equipamento; 2. Baixo custo de manutenção; 3. A instalação é simples; 4. Maior alcance sem amplificação do que por via RF. sistema básico de circuito fechado consiste de câmara e monitor vinculado por meio de cabo coaxial. Câmera Figura 15 Cabo Coaxial Monitor28 INSTITUTO PADRE REUS RELAÇÕES HUMANAS Quando um cliente chama um técnico para um serviço, este é o primeiro contato que você tem com o cliente. Ao terminar a conversa telefônica com o cliente, você deve ter toda a informação necessária para se preparar inteligentemente, a fim de executar o trabalho do cliente e para que o mesmo tenha a firme de ter chamado um técnico e não um curioso. A cortesia no telefone é outra contribuição para seu êxito no serviço de reparação de televisores. Numa conversa telefônica entre estranhos, deve haver muita prudência e respeito; trate o cliente com apreço; sinta-se muito grato pela chamada que 0 cliente lhe fez; não perca tempo, nem seu, nem dele; tome nota do nome, endereço, número do telefone, marca e modelo do aparelho; se possível, pergunte qual ano em que foi adquirido este aparelho e mais a queixa bem detalhada sobre 0 defeito do aparelho. Faça disto uma rotina, peça as informações sempre na mesma ordem. Com respeito à queixa, quanto mais correta é a informação que você obter, menos trabalho você terá na casa do cliente. Obtenha a informação que puder da forma como o aparelho está funcionando. Pergunte se funciona durante todo o tempo da mesma maneira; qual a primeira vez que começou a funcionar deste jeito; se já teve esta anormalidade em outros tempos; se a anormalidade aparece desde o momento em que se liga o aparelho, ou se demora um certo tempo; qual a última vez que foi reparado e se não teve algum trabalho mal feito na última reparação. É muito importante obter a marca, o número e o modelo do aparelho, especialmente quando se trata de um aparelho que você nunca reparou. Você terá que levar a informação de serviço (esquema do aparelho) para que, quando chegar à casa do cliente, o esquema ajude a descobrir rapidamente o defeito.INSTITUTO PADRE REUS 29 então em que ano ele foi comprado. Se não puder obter o número e o modelo do aparelho, pergunte Isto ajudará a obter a informação do serviço para o mesmo, a não ser que você queira telefonar a um distribuidor para ver os modelos números que foram produzidos naquele ano. Alguns livros de informação e de serviço se encontram agrupados por ano, e o fabricante do aparelho vende pela informação agrupada no ano de apresentação do modelo. Tenha sempre em mente que, como os automóveis, sua idade sempre coincide com o ano de compra. Um aparelho comprado nos últimos meses do ano é bem provável que seja do ano seguinte. Com muita cortesia, você deverá saber quando cliente quer que você lhe faça a visita. Se seu tempo for limitado ou 0 tem cuidadosamente programado, em vez de perguntar, sugira uma hora em que você poderá ir e veja se 0 cliente está de acordo. Se a hora não for satisfatória para cliente, sugira outra que seja com 0 programa de trabalho do mesmo. Se estiver difícil acordo, talvez seja melhor que 0 técnico mude seu programa de trabalho e não mude do cliente. Ao terminar a conversa, procure saber quantas horas cliente poderá estar à sua disposição em casa. Você pode evitar viagens inúteis que ocorrem quando o cliente, por alguns minutos somente, está em casa. Na Casa do Cliente Quando você chega à casa do cliente, é conduzido ao televisor; vá, então, diretamente ao mesmo. tempo que você perde em detalhes sem importância custa caro e o cliente pode pensar que você está querendo gastar tempo para evitar o trabalho que ele está pagando. Imediatamente, pergunte qual o problema. Obtenha uma completa descrição do problema. Atue como se você estivesse fazendo um negócio. Se cliente lhe fizer alguma pergunta técnica (provavelmente ele sabe algo mais sobre assunto e quer provar se você sabe), responda às perguntas 0 melhor que puder; mas não perca tempo em fazer longas explicações sobre assunto. Você está aí para reparar televisor e não para conversar e dar explicações. Não seja bruto; sua forma de comportar-se e atuar podem significar a diferença entre êxito e fracasso.INSTITUTO PADRE REUS 30 Se você atua de forma calma, com serenidade no negócio, é muito provável que futuramente o cliente volte a pedir seu serviço. A forma de atuar é vital em suas primeiras visitas. Basta que você tenha provado a si mesmo a sua competência, para que atue com confiança. Faça melhor trabalho que puder; se aparecer um trabalho que você não pode fazer, diga ao cliente que você conhece outro técnico que é bem equipado em instrumentos e que pode realizar 0 trabalho com muita facilidade; isto ajudará a aumentar a confiança de si mesmo. Se possível, nunca diga que você é incapaz de fazer tal trabalho; diga que lhe faltam instrumentos; não deixe que cliente note a sua inexperiência. Você não deverá mostrar-se triste e desanimado, pois cliente desconfiará de sua inexperiência. Em algumas vezes, você enfrentará clientes difíceis ou mesmo televisores difíceis; estes não são abundantes, mas você deverá estar preparado para manejá-los sem perder o controle. Outro problema difícil é um cliente angustiado e insistente. Alguns acreditam que esta deve ser a sua atitude, especialmente se você consertou o aparelho na semana, no mês ou no ano anterior e agora necessita de novo conserto. Trate de olhar o caso do ponto de vista do cliente; mesmo que a opinião do mesmo seja errônea, você tem que estar de acordo com o cliente, para evitar discussões de qualquer tipo. Existe tipo de cliente excessivamente curioso, chamado também de intrometido. Ele ou ela tratam de observar por cima do ombro trabalho que você está realizando e, às vezes, fazem técnico gastar horas do seu tempo em conversações técnicas. Alguns têm uma noção e absorvem completamente a sua explicação, para como realizar na próxima vez conserto sem chamar técnico. Eles não sabem como você, mas podem fazê-lo perder horas de seu valioso tempo. Você tem certa obrigação de explicar ao cliente algo sobre seu aparelho e, também, de instruí-lo como fazer os ajustes de operação que ele não entende. Você pode evitar muitas chamadas de pouca importância se instruir corretamente o cliente. Não perca muito tempo. Diga, em forma cortês, que você não quer chegar com atraso na casa de outros clientes. Alguma outra vez, o chamarão para regular um aparelho que funciona bem.INSTITUTO PADRE REUS 31 A forma de enfrentar esta situação é uma prova severa de sua habilidade sua relação com os clientes. Por exemplo: um cliente o chama e diz em aparelho está morto. Você vai e encontra a tomada desligada; ou que uma seu queixa que não se pode receber, como, por exemplo, a de canal 12 estar fora do ar. A realidade é que nunca antes o canal 12 era recebido pela manhã e começa a transmitir ao meio-dia. As possibilidades não têm fim e, raras vezes, o cliente quer pagar a sua visita em casos como este. Seus melhores clientes haveriam de pagar sem problemas; 0 cliente que protesta por este tipo de conta, raramente é bom pagador. Esta é uma conta difícil de justificar. A maioria dos técnicos, quando querem conservar cliente, resolve cobrar a metade do custo da chamada desnecessária; pelo menos esta segunda hipótese evita que você faça uma viagem e a perca juntamente com seu tempo. A maioria dos clientes, em casos como estes, entendem, pagam e aceitam a conta como justa. Quando você está em casa do cliente e o seu trabalho é regular o televisor, a outra parte do trabalho será satisfazer cliente, mostrando-lhe que a reparação foi feita corretamente por um técnico que é justo. Sua atitude, maneira de atuar e aparência podem ter muito mais influência com ele do que a reparação em 01. A finalidade das antenas é: a) amplificar e misturar; b captar ou transmitir; c) produzir oscilações e amplificá-las. 02. As ondas de rádio se propagam por meio de: a) ondas luminosas; b ondas eletromagnéticas; c) ondas sônicas. 03. A antena transmissora é projetada para: a) receber os sinais somente de uma direção; b transmitir os sinais em todas as direções; c) transmitir os sinais somente em uma direção.32 INSTITUTO PADRE REUS 04. A característica que com que uma antena capte sinais somente de uma direção: a diretividade; b) diretores; c) dipolo. 05. Podemos obter um acréscimo no sinal captado pela antena acrescentando: a um elemento refletor; b) um elemento diretor; c) as duas respostas estão corretas. 06. As antenas que oferecem resultados mais práticos são as: a) rômbicas; b yagi; c) parabólicas. 07. A desvantagem da antena rômbica é: a) a sua pouca diretividade; b) se houver erro nas medidas do comprimento, a antena não funciona; grande espaço que ela осира. 08. A impedância do fio de descida da antena deve ser de: a) 390 ohms; b 300 ohms; c) tanto "a" como "b" estão 09. As ondas estacionárias são responsáveis diretos pelos: a descasamentos de impedância; b) ajuste da diretividade da antena; c) n.d.a.INSTITUTO PADRE REUS 33 10. ponto vital de uma estação de TV é: b a) a propaganda paga pelas firmas vendedoras; local de produção dos programas; c) a audiência de programas televisivos. 11. estúdio de TV necessita de: a) um piso em nível mais alto que a sala da técnica; b) paredes para que não haja contato algum com a técnica; C um espaço relativamente pequeno. 12. desvantagem dos cabos coaxiais para as telemissoras é que: a) não podem ser usados por pequenas emissoras; b só podem ser utilizados em instalações fixas; c) só podem ser utilizados pelas instalações móveis das grandes emissoras. 13. A retransmissão em canal de UHF pode ser feita utilizando-se: a uma estação retransmissora; b) uma antena de recepção a 100 m do local do booster; c) n.d.a. 14. Para a conversão de sinais de som em retransmissores é muito utilizado sistema de: a) dupla conversão; b) microondas; conversão. 15. Uma desvantagem de TVCF é que: a) não pode ser utilizado por pequenas emissoras; b) utiliza um mínimo de equipamentos; cabo pode comportar apenas um sinal de cada vez.34 INSTITUTO PADRE REUS 16. Ao atendermos um cliente, devemos saber: a) nome dele; b) a marca do aparelho que está danificado; as duas respostas estão corretas. 17. Como você procederá no caso de não poder fazer um reparo? a) Direi que sou incapaz de realizar um trabalho. b Direi que não possuo os instrumentos suficientes e indicarei ou- tro técnico que os tenha. c) Não direi e farei reparo de qualquer forma. 18. A retransmissão do sinal de TV em canal diferente daquele que é gerado na estação transmissora, pode ser feita por: a) conversão e dupla conversão; b) demodulação e modulação; ambas as alternativas acima estão corretas. 19. A redução dos equipamentos empregados em um estúdio de TV, implica em: a) menor trabalho, rapidez e versatilidade dos programas produzidos; b) grandes prejuízos na qualidade dos programas produzidos; pequeno prejuízo na qualidade dos programas produzidos, porém maior trabalho, e versatilidade dos operadores. 20. conjunto de equipamentos eletrônicos que, uma vez em operação, seja capaz de captar os sinais recebidos em uma direção e retransmití-los em outra direção, na mesma freqüência, é conhecido como: a estação repetidora de televisão; b) estação retransmissora de televisão; c) transmissores de urgência.INSTITUTO PADRE REUS 35 21. Nos estúdios de programas ao vivo, podem ser apresentados: a) entrevistas e entretenimentos; b) palestras e notícias; C ambas as alternativas acima estão corretas. GABARITO 01.b 08.b 15.c 02.b 03.b 10.b 17.b 11.c 12.b 06.b 13.a 14.c 21.cCENTRAL DE ATENDIMENTO PARA TODO BRASIL (0xx51) 3711-4000 LIGUE JÁ! FALE COM A Profa REGINA CIPR INSTITUTO PADRE REUS PESSOAS EM PROFISSIONAIS MANTENEDORA DE ESTABELECIMENTO DE ENSINO Matrícula 540/99 - CEE/RS Rua Ernesto Alves, 1087 - Caixa Postal 96 96810-912 - Santa Cruz do Sul RS Fone: / Fax: e-mail: central@preus.com.br