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Universidade do Estado do Pará Centro de Ciências Sociais e Educação Curso de Licenciatura em Química Belém-PA 2020 As contribuições do ensino de Química frente ao coronavírus. Universidade do Estado do Pará Centro de Ciências Sociais e Educação Curso de Licenciatura em Química Bett de Almeida Farias Paulo Vinicius Lima Santos Ramon Gabriel Pinho Botelho dos Santos Rafael Rodrigo Situba de Souza Belém-PA 2020 As contribuições do ensino de Química frente ao coronavírus. Trabalho apresentado como atividade avaliativa da disciplina de Estágio Supervisionado I: Atividades de ensino, pesquisa e extensão em química em espaços formais e não formais, solicitado pela professora Drª. Ionara Antunes Terra. Sumário Introdução .............................................................................................................. 4 Objetivo Geral .................................................................................................... 6 Objetivos Específicos ........................................................................................ 6 Resultados e discussões....................................................................................... 9 Considerações Finais ............................................................................................ 9 Referências Bibliográficas ................................................................................... 10 Introdução Os primeiros coronavírus humanos foram isolados pela primeira vez em 1937. No entanto, foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus, em decorrência do perfil na microscopia, parecendo uma coroa. Em dezembro de 2019, na China, em Wuhan, na província de Hubei, teve início uma doença conhecida por Covid- 19, que logo após tornou-se um surto em toda a província, até que se espalhasse na China. O vírus SARS-CoV-2, causador da doença, passou a ser recorrente em outros países e em outros continentes, até a enfermidade ser considerada pela Organização Mundial da Saúde como uma pandemia. De acordo com Zhe Xu et al. (2020), em geral, o COVID-19 é uma doença aguda resolvida, mas também pode ser mortal, com uma taxa de mortalidade de 2%. É importante enfatizar também que The clinical spectrum of SARS-CoV-2 infection appears to be wide, encompassing asymptomatic infection, mild upper respiratory tract illness, and severe viral pneumonia with respiratory failure and even death, with many patients being hospitalised with pneumonia in Wuhan (FEI ZHOU et al., 2020, p.1054)1 As autoridades chinesas relataram disseminação sustentada de pessoa para pessoa na China, e acredita-se que tenha ocorrido principalmente por meio de gotículas respiratórias produzidas quando uma pessoa infectada tosse ou espirra, semelhante à maneira como a influenza e outros patógenos respiratórios se espalham. Ademais, a doença é de fácil contágio, tendo diferentes sintomas em algumas pessoas e até mesmo não havendo sintomas. Vale ressaltar que o mundo já viveu outras pandemias, a exemplo do HIV, vírus Nipah, vírus Hendra, o enterovírus 70, coxsackievírus A24, que estão associados às pandemias de conjuntivite hemorrágica aguda e vírus influenza (WALDMAN; SATO; FORTALEZA, 2015). Miller et al. (2009) destaca que no século XX houve três pandemias, decorrentes do vírus Influenza A H1N1 (“Gripe 1 O espectro clínico da infecção por SARS-CoV-2 parece ser amplo, abrangendo infecção assintomática, doença leve do trato respiratório superior e pneumonia viral grave com insuficiência respiratória e até morte, com muitos pacientes sendo hospitalizados com pneumonia em Wuhan. Espanhola”, em 1918), H2N2 (“Gripe Asiática”, no ano de 1957) e H3N2 (“Gripe de Hong Kong”, em 1968). A pandemia mais devastadora e marcante que ocorreu até hoje foi a da Gripe Espanhola, tendo uma estimativa de aproximadamente 50 milhões de mortes, ao longo de três ondas pandêmicas e em intervalos de poucos meses (TAUBENBERGER; MORAES, 2006, apud. WALDMAN; SATO; FORTALEZA,2015). Em decorrência do aparecimento de grandes epidemias e pandemias, faz- se necessário a população adotar medidas profiláticas para evitar contágios e consequentes mortes. Nesse caso, destaca-se a importância de as escolas adotarem as profilaxias necessárias para lidar com eventos de epidemia ou pandemia. É válido ressaltar que nesses processos de higiene pessoal há explicações científicas no que diz respeito às medidas de evitar contágio, e no caso do presente trabalho, destaca-se a química e como o ensino dessa disciplina pode ajudar em prevenções de doenças. Em nosso sistema escolar atual o professor detém um conhecimento gerado e aprendido anteriormente, que foi transmitido por professores. E, em sala de aula, ele tenta repassar isso para os alunos, num círculo que se repete. (Burke, 2003:16). O professor é a figura mais importante para o aluno no ambiente escolar porém o mundo dos educandos atuais é bombardeado de informações que chegam num piscar de olhos através das mais diversas tecnologias que os rodeiam. Nesse sentido cabe ao educador buscar uma adaptação a esse novo sistema para que não corra o risco de se ausentar das questões cotidianas que não faziam parte do que lhe foi transmitido quando o mesmo era aluno. Segundo Paulo Freire [...], o diálogo é uma exigência existencial. E, se ele é o encontro em que se solidarizam o refletir e o agir de seus sujeitos endereçados ao mundo a ser transformado e humanizado, não pode reduzir-se a um ato de depositar ideias de um sujeito no outro, nem tampouco tornar-se uma simples troca de ideias a serem consumidas pelos permutantes. (FREIRE, 2007, p. 91) Frente a esta pandemia que se instalou no mundo o professor deve ser capaz de discutir notícias, fatos e orientar seus alunos sobre formas de contaminação e prevenção. O professor deve compreender que o diálogo é muito necessário nesse momento e que dessa forma poderá incentivar suas alunos a conscientizar o próximo e transformar a realidade que os cerca. Objetivo Geral ➢ Analisar e relacionar o ensino de química frente às medidas profiláticas necessárias para evitar contágios frente ao COVID-19 (coronavirus). Objetivos Específicos ➢ Analisar o posicionamento das escolas no que diz respeito a precaver seus alunos de grandes doenças recorrentes. ➢ Fazer relação entre o ensino de química e biologia na importância ao combater contra as bactérias. ➢ Buscar metodologias alternativas para conscientização da importância de medidas preventivas como uso do álcool em gel a 70% Metodologia • Conhecer as formas de prevenção orientadas pelo ministério da Saúde • Entrevista com representantes da Sespa e da Uepa sobre medidas adotadas para cuidado e prevenção de contágio. O Ministério da Saúde criou um manual intitulado “Protocolo de tratamento do Novo Coronavirus” onde fornece orientaçoes sobre o vírus, métodos de transmissão, sintomas e formas de prevenção para profissionais da saúde. É um documento de grande importância pois esclarece dúvidas, principalmente sobre os EPI’s (equipamentos de proteção individual). Vale ressaltar que esse documento é de distribuição gratuita e pode ser acessado no portal do governo. No portal da Anvisa encontram-se informações voltadas a população geral sobre como se prevenir. Uma das medidas mais importantes e a lavagem correta das mãos. Utilizar transporte público e visitar locais com grande fluxo de pessoas (mercados, shoppings, cinemas, teatros, aeroportos e rodoviárias). Fonte: Secretária de Saúde. Em geral, as mãos são a parte do corpo que mais tem contato entre uma pessoa e outra e as pessoas, em geral, usam as mãos pra diversas coisas, costumam passar a mão nos olhos, no nariz,na boca, no corpo, muitas vezes, sem perceber; assim como tocam diversos objetos e todas essas podem ser fonte de micro-organismos que causam doenças e a sua transmissão pode ser muito reduzida se as pessoas lavarem as mãos adequadamente. (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2015). Além disso é recomendado não compartilhar objetos de uso pessoal como copos e talheres; evitar tocar as mucosas de olhos, nariz e boca sem quem as mãos estejam devidamente higienizadas; proteger o nariz com um lenço de papel (que deve ser descartado após o uso) ou com o braço (nunca comas mãos) ao tossir ou espirrar e evitar contato com pessoas que apresentem sinais ou sintomas da doença. Em meio a esta pandemia pudemos ver uma busca alucinada por máscaras, luvas e o famigerado álcool em gel entretanto sem ao menos conhecer a que ponto esses itens fornecem segurança ante a doença e sim por que notícias foram disseminadas sem o mínimo de critério nas plataformas digitais. Práticas educativas são importante para que chamem a atenção da população de forma a se evitar esse tipo de situação. O ministério da Saúde diz que a máscara deve ser utilizada para evitar a contaminação da boca e nariz do profissional por gotículas respiratórias, quando o mesmo atuar a uma distância inferior a 1 (um) metro do paciente suspeito ou confirmado de infecção pelo novo coronavírus. Máscaras de tecido não são recomendadas, sob qualquer circunstância As luvas de procedimentos não cirúrgicos devem ser utilizadas quando houver risco de contato das mãos do profissional com sangue, fluidos corporais, secreções, excreções, mucosas, pele não íntegra e artigos ou equipamentos contaminados, de forma a reduzir a possibilidade de transmissão do novo coronavírus (2019-nCoV) para o trabalhador de saúde, assim como de paciente para paciente por meio das mãos do profissional. Para explicar de forma lúdica a importância da lavagem correta das mãos utilizando sabão podemos utilizar um experimento bem simples, de fácil entendimento e que pode ser realizado com materiais de fácil acesso. O chamado “Dedo Mágico” consiste em dois recipientes um com água e detergente e no outro água e orégano. Ao colocar o dedo no recipiente com água e sabão e depois inserir no recipiente com água e orégano percebe-se o orégano é repelido do dedo. Experimento do Dedo Mágico Antes da lavagem do dedo Após a lavagem do dedo As moléculas de água realizam ligações muito fortes conhecidas como Pontes de hidrogênio. Essas ligações acontecem em todas as direções, porém as moléculas que se encontram na superfície só interagem para os lados e para baixo resultando na contração do líquido que forma uma espécie de camada fina na água e que chamamos de tensão superficial. É esta tensão que mantém os flocos de orégano na superfície da água. O detergente possui em sua composição agentes tensoativos ou surfactantes que tem a capacidade de quebrar a tensão superficial da água e proporcionando uma limpeza mais profunda e efetiva. Nesta linha de raciocínio químico temos também o álcool a 70%. O álcool 70 é uma proporção de álcool absoluto e água destilada (70 p/ 30). Ele é eficiente para desinfecção de mãos e superfícies por que é uma combinação de duas substâncias químicas que atuam em conjunto para destruir a cápsula que envolve o material genético dos vírus. Essa cápsula é constituída por proteínas que são macromoléculas altamente polares. Substâncias polares só são dissolvidas por outras de igual polaridade. A solução de álcool a 70% possui alto grau de polaridade, onde o etanol atua na destruição da camada protetora de vírus e bactérias e a água deionizada é um agente que prolonga a permanência do etanol sobre as superfícies. O covid 19 possui uma cápsula de proteinas e glicoproteínas que envolvem o RNA viral e essas são polares logo se dissolvem em contato com o álcool expondo o material genético que acaba por se dissolver também. Resultados e discussões Considerações Finais Referências Bibliográficas Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Coronavírus. Disponível em: Acesso em: 29/03/2020. FEI, Z.; TU, T.; Du R. et al. Clinical course and risk factors for mortality of adult inpatients with COVID-19 in Wuhan, China: a retrospective cohort study. Disponível em: Acesso em: 28/03/2020. MILLER, M.A.; VIBOUD, C.; BALINSKA, M.; SIMONSEN, L. The signature features of influenza pandemics - implications for policy. N Engl J Med 2009; 360: 2595-8. MINISTERIO DA SAÚDE. Higiene | Saiba por que é importante lavar as mãos. Disponível em: >http://www.blog.saude.gov.br/index.php/35081-higiene- saiba-por-que-e-importante-lavar-as-maos> Acesso em: 29/03/20. SECRETARIA DE SAÚDE. Saúde orienta sobre importância da higienização das mãos. Disponível em: >https://www.saude.ce.gov.br/2020/03/03/saude- orienta-sobre-importancia-da-higienizacao-das-maos/> Acesso em: 29/03/20. TAUBENBERGER, J.K.; MORENS, D.M.; 1918 Influenza: the mother of all pandemics. Emerg Infect Dis 2006; 12: 15-22. WALDMAN, E.A.; SATO, A.P.S.; FORTALEZA, C.M.C.B. Doenças infecciosas no Brasil: das endemias rurais às modernas pandemias. In: Monteiro CA, Levy RB, organizadores. Velhos e novos males da saúde no Brasil: de Geisel a Dilma. São Paulo (SP): Hucitec; 2015. v.1, p. 234-311. XU, Z.; SHI. L.; WANG, Y.; Pathological findings of COVID-19 associated with acute respiratory distress syndrome. Lancet Resp. Med. 2020. Dispinível em: Acesso em: 28/03/2020. http://portal.anvisa.gov.br/coronavirus/faq http://www.blog.saude.gov.br/index.php/35081-higiene-saiba-por-que-e-importante-lavar-as-maos http://www.blog.saude.gov.br/index.php/35081-higiene-saiba-por-que-e-importante-lavar-as-maos https://www.saude.ce.gov.br/2020/03/03/saude-orienta-sobre-importancia-da-higienizacao-das-maos/ https://www.saude.ce.gov.br/2020/03/03/saude-orienta-sobre-importancia-da-higienizacao-das-maos/ FREIRE, P. Pedagogia da Autonomia. 35. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2007 BURKE, T. J. O professor revolucionário. Petrópolis: Vozes, 2003. Introdução Objetivo Geral Objetivos Específicos Resultados e discussões Considerações Finais Referências Bibliográficas