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Finanças Públicas, Planejamento e Orçamento Governamental Principais Tópicos 2 Sumário • Finanças Públicas • Bens Públicos ....................................... 3 • Federalismo Fiscal ....................................... 3 • Tributação ....................................... 4 • Déficit e Dívida Pública ....................................... 8 • Políticas Fiscal e Monetária ....................................... 10 • Intervenção do Estado - NFSP ....................................... 10 • Lei de Responsabilidade Fiscal ....................................... 11 • Planejamento e Orçamento Governamental • Receita Pública ....................................... 14 • Despesa Pública ....................................... 18 • Fases da Despesa ....................................... 25 • Modalidades de empenho ....................................... 27 • Restos a Pagar ....................................... 28 • Processo Orçamentário (PPA, LDO, LOA, etc.) ....................................... 30 • Orçamento ....................................... 32 3 Bens Públicos (AFC – 2002) De acordo com a Teoria de Finanças Públicas podemos afirmar que: 1- Os bens públicos são aqueles cujo consumo ou uso é indivisível ou “não-rival”; 2- O sistema de mercado só funciona adequadamente quando o princípio da “exclusão” no consumo pode ser aplicado; 3- No caso de ocorrência de monopólio natural, a intervenção do governo se dá pela regulamentação de tal monopólio ou pela responsabilidade direta da produção do bem ou serviço referente ao setor caracterizado pelo monopólio natural; 4- A existência de externalidades justifica a intervenção do Estado; 5- A crescente complexidade dos sistemas econômicos no mundo como um todo tem levado a um aumento da atuação do Governo. (MPOG – 2000) Quanto ao conceito de bem público podemos afirmar que: 1- O consumo de um bem público por qualquer indivíduo ou empresa não reduz a quantidade disponível para os outros indivíduos; 2- É impossível excluir agentes que desejem consumir o bem público; 3- Bem público é aquele cujo uso ou consumo é não-rival e não-excludente; 4- O mecanismo de mercado induz os indivíduos a não revelarem suas preferências com relação ao bem público. (AFC/STN – 2002) Afirma-se com base na teoria econômica, que os bens diferem em suas qualidades de exclusividade e rivalidade. Quanto aos bens públicos podemos afirmar: 1- Um produto é chamado de bem público se seu uso ou consumo, por qualquer indivíduo(ou firma), não reduz a quantidade disponível para outros indivíduos; 2- Não se pode impedir as pessoas de desfrutar dos bens públicos; 3- Bens públicos são aqueles cujos benefícios não são internalizados; 4- Bens públicos não são excluíveis nem rivais; 5- Se a curva de demanda de um indivíduo for tal que seu benefício marginal é negativo, na margem o bem público seria para ele um custo, em vez de um benefício. Federalismo Fiscal (AFC – 2002) Após a promulgação da Constituição Federal de 1988, a federação brasileira foi tomando um perfil que não se ajusta às necessidades e aos desafios do país. Os traços mais marcantes desse perfil podem ser resumidos em quatro focos: 1- Um crescente antagonismo nas relações entre estados, entre eles e seus municípios, e entre ambos e o governo federal, que se manifesta sob a forma de guerras fiscais; 2- Uma indesejável simetria no desenho e gerenciamento das políticas públicas, principalmente as sociais, que decorre da centralização do seu financiamento; 3- Uma forte instabilidade nas relações intergovernamentais, decorrente do caráter das transferências negociadas; 4- Uma autonomia formal de estados e municípios para instituírem e legislarem sobre os trubutos de sua competência, conforme o previsto na Constituição Federal, mas sendo cerceado pela ampliação de tributos federais. (MPOG – 2000) No contexto do federalismo fiscal, o exame da adequação entre atribuições e recursos dá ênfase à função alocativa. As competências alocativas legais classificam-se em: 4 1- EXCLUSIVAS; 2- CONCORRENTES; 3- SUPLETIVAS. (AFC (SFC) – 2000) Quanto ao Federalismo fiscal podemos afirmar que: 1- Constitui uma técnica administrativa que possibilita o exercício do poder em territórios de grande amplitude; 2- Baseia-se no estabelecimento de governos de âmbitos regional e municipal; 3- Pressupõe a livre negociação entre as partes, com objetivo de garantir certo grau de autonomia e delinear a divisão das funções a serem cumpridas pelos diversos níveis administrativos; 4- NÃO impede a nação acomodar um amplo leque de preferências individuais; 5- É um método de organização administrativa nacional. (MPOG – 2002) A Constituição de 1988 inaugurou nova etapa do federalismo fiscal brasileiro. De acordo com as suas atuais características e peculiaridades podemos afirmar que existem: 1- Enormes disparidades regionais; 2- Forte tradição municipalista; 3- Descentralização tributária; 4- Ampliação das transferências intergovernamentais; 5- Redução parcial da competência tributária federal. (TCU – 2000) Nos países em que a organização é federativa, e não unitária, a autonomia dos governos estaduais estabelece desafios na execução da política fiscal. Neste sentido pode-se afirmar que as transferências negociadas devem ser restritas, para minimizar o arbítrio e a falta de critérios nas relações entre as diferentes esferas de governo. (TCU – 1999) Em um sistema federal existem níveis alternativos de governo, através dos quais os serviços públicos são ofertados. Em algumas atividades a União, os Estados e os Municípios as exercem de forma concorrente, dentre elas destacamos: 1- educação primária, secundária e universitária; 2- promoção social; 3- saúde e saneamento; 4- transporte rodoviário. Obs. A segurança e defesa nacional são atribuições exclusivas da União. Tributação (AFC – 2002) De acordo com a Teoria da Tributação podemos afirmar que: 1- A eficiência de um sistema tributário refere-se aos custos que impõe aos contribuintes; 2- A equidade de um sistema tributário diz respeito à justiça na distribuição da carga tributária entre a população; 3- Ao considerar alterações na legislação tributária, os formuladores de políticas econômicas enfrentam um dilema entre eficiência e equidade; 4- Segundo o princípio do benefício, é justo que as pessoas paguem impostos de acordo com o que recebem do governo; 5- A equidade vertical afirma que os contribuintes com capacidades de pagamento desiguais devem pagar valores desiguais. Quem é mais capaz paga mais. (AFC – 2002) O imposto sobre o Valor Adicionado(IVA) é uma forma moderna de tributação de vendas. Quanto ao IVA podemos afirmar que: 5 1- O IVA é um imposto que apresenta grau de regressividade; 2- O IVA é um imposto neutro em relação à estrutura organizacional das empresas; 3- O IVA tributa apenas o valor adicionado em cada estágio da produção e da distribuição; 4- O IVA inibe estímulos à transferência de funções do estágio tributado para os estágios não tributados; 5- Uma desvantagem do IVA consiste na necessidade de se evitarem ou minimizarem isenções e diferenciações de alíquotas, para um bom funcionamento do imposto. (MPOG – 2000) O Governo lança um imposto específico sobre dada mercadoria, produzida em regime de concorrência perfeita. Afirma-se que, a curto prazo, o ônus do imposto será dividido entre consumidores e produtores, segundo a elasticidade-preço da demanda e da oferta da mercadoria. (MPOG – 2000) As pessoas concordam que o sistema tributário deve ser justo. No entanto, não existe acordo definitivo de como estabelecer esta quota. Um dos enfoques adotados é o da capacidade de pagamento onde a renda, consumo ou patrimônio são avaliados comonão previamente programadas; 23 e) Os gastos públicos consideram o custo da provisão de bens e serviços pelo setor público, que aparece nas contas orçamentárias do Governo. (Analista Judiciário/2000 do TRF – 4º Região – Especialidade Contadoria) As dotações para manutenção de serviços anteriores, inclusive as destinadas a atender às obras de conservação e adaptação de bens imóveis, classificam-se como DESPESAS DE CUSTEIO. (AFC/STN/2000) Entre as principais categorias que compõem os gastos públicos, podemos enquadrar os Pagamentos de transferências, os Dispêndios na aquisição de ativos financeiros, os Gastos com subsídios e as Despesas de bens e serviços. (AFCE/TCU/2000) A CONCESSÃO DE UM EMPRÉSTIMO CONSTITUI MUTAÇÃO PATRIMONIAL !!! (AFCE/TCU/2000) Quando for mais econômico suplementar recursos privados para a prestação de assistência social, médica e educacional, serão concedidas subvenções sociais. (TFC/SFC/2000) “Consiste a despesa pública no conjunto dos dispêndios do Estado para o funcionamento dos serviços públicos. Sob outro aspecto e mais amplo, podemos dizer que a despesa pública é a aplicação de certa importância em dinheiro, por autoridade pública, de acordo com a autorização do Poder Legislativo, para a execução de serviços a cargo do Governo”. As despesas públicas, de acordo com o art. 12 da Lei nº 4.320/64, são devidamente classificadas em despesas correntes e de capital, que são subdivididas respectivamente em despesas de custeio, transferências correntes, investimentos, inversões financeiras e transferências de capital. (Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental/2000) “Estudar finanças públicas, modernamente, é o mesmo que analisar os efeitos da política fiscal, que compreende receitas e gastos governamentais, nos processos de alocação, distribuição e estabilização da economia. É necessário que o estudo dos gastos não seja omitido. Historicamente, os economistas dedicam pouca atenção a eles, como reflexo da idéia de que os gastos realizados pelo Governo eram “improdutivos” e resultavam de um determinismo político. Mais recentemente, passaram a ser investigados, dando origem a exaustiva teoria da natureza dos bens públicos e técnicas de avaliação de projetos e programação-orçamentação. Como conseqüência, dentro de um movimento pendular, as receitas passaram a ser encaradas como meros meios de financiamento dos gastos públicos.” Dentro deste enfoque, podemos classificar como CATEGORIAS DE GASTOS PÚBLICOS: AS DESPESAS DE BENS E SERVIÇOS, O PAGAMENTO DE TRANSFERÊNCIAS, A AQUISIÇÃO DE ATIVOS FINANCEIROS E O GASTO COM SUBSÍDIOS, SENDO QUE AS CONTRIBUIÇÕES PARAFISCAIS NÃO SÃO INCLUÍDAS NA CATEGORIA DE GASTOS PÚBLICOS. (Contador do Tribunal Regional Eleitoral/RJ – 2001) Os gastos com a construção de rodovias integram o grupo das despesas de INVESTIMENTOS. (Contador do Tribunal Regional Eleitoral/RJ – 2001) As despesas classificadas de acordo com as categorias econômicas podem ser Correntes e de Capital. (Contador do Tribunal Regional Eleitoral/RJ – 2001) MUTAÇÃO PATRIMONIAL : São despesas que não provocam alteração da situação patrimonial. (Analista de Recursos Financeiros do SERPRO – 2001) INVERSÃO FINANCEIRA: Considerada a forma vigente para a classificação da despesa quanto à sua natureza, pode-se afirmar que a despesa com a aquisição de títulos representativos de empresas já constituídas, desde que a operação não importe aumento de capital. (Analista Judiciário do TRF 1ª Região/2001 – Área Administrativa) A compra de móveis diversos para uso da unidade constitui despesa pública do exercício financeiro. Não constituem despesas públicas do exercício financeiro as Operações de crédito a serem resgatadas no exercício, o Depósito recebido em caução como garantia de fornecimento, a consignação retida em folha de pagamento de pessoal e a despesa empenhada legalmente em período anterior. (Auditor da SEFAZ/PI – 2001) Segundo a classificação das despesas por categorias econômicas, a categoria onde estão classificados os Benefícios Previdenciários e a de outras despesas correntes; (AFC/SFC – 2002) Quanto à classificação das despesas de inversões financeiras podemos incluir neste rol as despesas de: a) Toda aquisição de bens já em utilização; 24 b) Aquisição de títulos representativos de capital de empresas ou entidades de qualquer natureza, desde que não importe constituição ou aumento de capital; c) Concessão de empréstimos, que só podem ser realizados mediante lei; d) Depósitos compulsórios. Obs.: Não são classificados como inversões financeiras as dotações destinadas ao pagamento de bonificações a produtores de determinados gêneros ou materiais. (AFC/SFC-2002) Quanto à classificação econômica: a) Subvenções sociais - Despesa Corrente; b) Subvenções econômicas - Despesa Corrente; c) Material de consumo - Despesa Corrente; d) Aquisição de imóveis - Despesa de Capital; e) Concessão de empréstimos - Despesa de Capital; f) Amortização da dívida pública - Despesa de Capital. (Analista Judiciário do TRF – 2002 – Área Contadoria) Despesas Correntes - Despesas de custeio : dotações para manutenção de serviços anteriormente criados, inclusive as destinadas a atender as obras de conservação e adaptação de bens imóveis. (Contador do Ministério Público do RJ/2002 (UFRJ)) 70 - As Despesas com encargos sociais são classificadas como despesas com pessoal. (AFC – 2002) Podemos classificar como despesas de Inversões financeiras, segundo a Lei 4.320, de 1964: 1- Toda aquisição de bens já em utilização; 2- Aquisição de títulos representativos de capital de empresas ou entidades de qualquer natureza, desde que não importe constituição ou aumento de capital; 3- Concessão de empréstimos, que só podem ser realizados mediante lei; 4- Depósitos compulsórios. (AFC/STN – 2002) Despesa Pública é o conjunto de dispêndios do Estado ou de outra pessoa de Direito Público, para o funcionamento dos serviços públicos. Com base nas categorias de instrumentos de realização de ações, podemos identificar como características pertinentes ao Projeto: 1- É parte do desdobramento de um programa de governo; 2- Tem como resultado um produto que concorre para a expansão ou o aperfeiçoamento da ação de governo, que pode ser medido fisicamente e financeiramente; 3- Representa a expansão, modernização ou aperfeiçoamento da ação governamental; 4- Não é permanente e nem contínuo no tempo; 5- Dá origem a uma atividade ou concorre para a expansão e/ou aperfeiçoamento de atividades existentes. (AFC (SFC) – 2000) Quanto à classificação de despesa, segundo o Orçamento Fiscal do Brasil, Lei nº 9.969, de 11/05/2000 temos: 1- Pessoal e Encargos Sociais; 2- Amortização da Dívida; 3- Investimentos; 4- Inversões Financeiras. Obs: Amortização de Empréstimos não fazem parte da Classificação de despesa. (MPOG – 2000) Quanto aos Gastos Públicos: 1- As despesas correntes constituem um conjunto de gastos operacionais realizados pelo governo com o objetivo de promover a execução, a manutenção e o funcionamento de suas atividades; 2- Os investimentos são despesas de capital correspondentes à aquisição ou surgimento de novos bens ou acréscimos de valores aos bens já existentes; 3- As reservas de contingência são formadas através de um montante orçamentário de recursos destinados a suprir eventuais despesas não previamente programadas; 4- Os gastos públicos consideram o custo da provisão de bens e serviços pelo setor público, que aparece nas contas orçamentárias do Governo; 5- As inversões financeiras não têm o mesmo princípio dos gastos de custeio. 25 (AFC (SFC) – 2000) Quanto à natureza econômica da receita e da despesa, o orçamento brasileiro a partir de 2000 passou a apresentar duas contas: CORRENTE E CAPITAL. Fases da Despesa Pública (Contador – CD/92(Câmara dos Deputados). Além do empenho, a realização da despesa compreende duas outras etapas.Uma delas é a liquidação, que compreende o momento em que se apura o direito adquirido do credor, mediante a comprovação que o mesmo cumpriu as obrigações objeto do empenho. (Procurador da Fazenda Nacional/92). O empenho da despesa é o ato que cria para o Estado a obrigação de pagamento. (Contador/92 – TST/GO). Consoante o disposto na Lei 4.320/64, a liquidação da despesa consiste na verificação do direito adquirido pelo credor, tendo por base os títulos e documentos comprobatórios do respectivo crédito (AFCE/92 – TCU). No segundo estágio da despesa orçamentária, ocorre a verificação do direito adquirido pelo credor. (Procurador do MP junto ao TCU/92) O empenho da despesa cria para o Estado a obrigação de pagamento. (Contador/92 – TST/GO) Segundo o disposto na Lei 4320/64, “O ato emanado da autoridade competente que cria para o Estado obrigação de pagamento, pendente ou não de implementação de condição” é o empenho da despesa. (AFCE/93 – TCU) A despesa pública, do mesmo modo que a receita, se caracteriza pela existência de diversos estágios. A obediência aos critérios que cercam sua realização é fundamental para assegurar a regularidade na execução orçamentária, dessa forma podemos afirmar que: a) Despesas e exercícios anteriores só podem ser pagas mediante autorização específica no orçamento do respectivo exercício; b) De acordo com a classificação por modalidade de aplicação, as despesas podem ser realizadas diretamente pelo órgão contemplado com os recursos, ou transferidas a outros órgãos ou entidades públicas ou privadas; c) O empenho de despesa não liquidada será anulado em 31 de dezembro, quando vencido o prazo para cumprimento da obrigação assumida pelo credor. (AFC/93 – MF) A liquidação é o estágio da despesa orçamentária que equivale ao princípio contábil da competência e é estabelecido pela Lei 4320/64.; (Analista Judiciário/93) Quando a despesa corresponder a compromisso no exterior será impedida a anulação , em 31 de dezembro, do empenho da despesa não liquidada.; (Analista em C&T do CNPq/94 – Ciências Contábeis) A realização da despesa pública ocorre na liquidação da despesa.; (Analista Judiciário/94 – STJ) Quanto aos créditos orçamentários podemos afirmar que: a) as despesas referentes a mais de um exercício financeiro serão empenhadas proporcionalmente à parcela executada em cada exercício; b) empenho pode existir para despesas cujo montante não se possa determinar previamente; c) empenho pode ser feito por uma unidade orçamentária ou por uma unidade administrativa; d) empenho poderá ser anulado parcialmente quando seu valor exceder o montante da despesa realizada. (Analista em C&T/95 – CNPq – Ciências Contábeis) 26 As despesas com a aquisição de bens ou serviços pelos órgãos públicos são realizadas por intermédio de procedimentos específicos (estágios da despesa). Esses procedimentos, em ordem cronológica correto de ocorrência, são: O EMPENHO, a LIQUIDAÇÃO e o PAGAMENTO. (Analista em C&T/95 – CNPq ) O empenho da despesa, na administração pública é o ato emanado da autoridade competente, o qual cria para o Estado a obrigação de pagamento, pendente ou não, de implemento de condição.. (Noções de Direito Financeiro(Prof. Ilmo José Wilges) De acordo com a Lei Federal nº 4320/64, empenho da despesa é o ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado obrigação de pagamento pendente ou não de implemento de condição.. (Noções de Direito Financeiro(Prof. Ilmo José Wilges) A Liquidação da Despesa é a verificação do direito adquirido pelo credor, tendo por base os documentos comprobatórios do respectivo crédito. (Noções de Direito Financeiro (Prof. Ilmo José Wilges) Empenho, liquidação e pagamento são os estágios da despesa pública no processo orçamentário. (AFCE/95 - TCU) A despesa pública, a exemplo da receita, apresenta diferentes estágios, que compreendem procedimentos com finalidade específica. A propósito desses estágios, discriminados no Regulamento da Contabilidade Pública, podemos afirmar que : a) No caso de um contrato com vigência entre 01/07/X1 e 30/06/X2, as despesas relativas à parte a ser executada em X2 serão empenhadas em X2; b) O empenho da despesa não liquidada será considerado anulado em 31 de dezembro sempre que estiver extinto o prazo para o cumprimento da obrigação assumida pelo credor; c) São consideradas como despesas de exercícios anteriores aquelas cujo empenho tenha sido considerado insubsistente, por falta de cumprimento da obrigação do credor; d) Despesas empenhadas durante o exercício e não-pagas até 31 de dezembro são consideradas Restos a Pagar, identificando-se tanto as despesas processadas com as não-processadas. (AFCE/96 - TCU) A despesa orçamentária deve ser processada em estágios. A respeito de tais estágios podemos afirmar que: a) a fixação é , em realidade, o primeiro estágio da despesa orçamentária, a qual é cumprida por ocasião da edição da Lei Orçamentária; b) Sendo conseqüência da liquidação a emissão de ordem de pagamento, quando a autoridade competente determina que a despesa seja paga, a realização da despesa deve ser considerada ocorrida com a sua liquidação e não com o seu pagamento. (Consultor de Orçamento/96 – Senado Federal) A propósito dos estágios da despesa pública, podemos afirmar que: a) Os estágios da despesa, segundo a realidade, são: programação da despesa, licitação, empenho, liquidação, suprimento e pagamento, conforme dita o mestre João Angélico, em sua obra Contabilidade Pública; b) Em verdade, a despesa pública é realizada juntamente com a sua correspondente liquidação, porquanto terminam, neste estágio, os registros no sistema orçamentário. (Analista de Orçamento/97 – MPO) A certificação do recebimento do fornecimento, da prestação do serviço e da ocorrência do encargo, é exigida na fase de PAGAMENTO. (Técnico Contábil/98 – MPE/GO) O empenho da despesa é feito por ato administrativo, criando a obrigação de pagamento relativo à despesa empenhada. O empenho poderá ser anulado parcial ou totalmente. (Prova Contab.Pública – Técnco em Contabilidade SENAC/98) Sobre as despesas públicas podemos afirmar que: a) a exemplo das receitas, as categorias econômicas das despesas são: correntes e capital; b) os estágios da despesas são, na ordem dos acontecimentos: empenho, liquidação e pagamento; c) uma determinada unidade administrativa não tendo dotação orçamentária própria, para efetuar o empenho, deverá, solicitar uma provisão ou destaque de créditos à unidade a qual é vinculada ou subordinada. (Prova Contab.Pública – Técnco em Contabilidade SENAC/98) Sobre as despesas orçamentárias e suas características, podemos afirmar que: a) a exemplo das receitas, existem tanto despesas orçamentárias como extra-orçamentárias; b) os estágios da despesa são: fixação, empenho, liquidação e pagamento; c) em hipótese alguma é permitida a realização de uma despesa orçamentária sem o prévio empenho; 27 d) Quando a administração reconhece o direito do credor, pela entrega do bem ou prestação do serviço contratado, neste momento está se consumando o estágio da liquidação da despesa. (Analista Judiciário Área Administrativa/99 do STM) No que concerne à execução orçamentária pública a liquidação requer o recebimento do bem adquirido ou a prestação do serviço. (Analista Judiciário Área Administrativa/99 do STF – Área Administrativa) Acerca da execução orçamentária e financeira é correto afirmar que: a) De conformidade com a Lei nº 4.320/64, imediatamente após a promulgação da lei de orçamento, o Poder Executivo aprovará um quadro de cotas trimestrais de despesa. Na área federal, nos últimos exercícios, a programação financeira de desembolso tem sido elaborada em bases mensais ou bimestrais; b) Inscrevem-se em restos a pagar as despesas líquidas (processadas), mas não pagas até o último dia do exercício; c) As despesas de exercícios anteriores não-processadasna época apropriada poderão ser pagas à conta de dotação específica consignada no orçamento. (Analista Judiciário/2000 do TRF 4ª Região – Especialidade Contadoria) O estágio ou fase que caracteriza a despesa EXECUTADA no exercício é o da LIQUIDAÇÃO !!! (Analista de Planejamento e Orçamento/2000) Acerca da Nota de Empenho, documento contábil que materializa o primeiro estágio da realização da despesa pública, podemos afirmar que sua emissão é admitida de forma contemporânea à realização da despesa , desde que caracterizada a urgência, segundo a legislação vigente.. (Controlador de Recursos Públicos/2001 do TCE/ES) De acordo com a Lei nº 4320/64, os estágios da execução da despesa pública são: PROGRAMAÇÃO, EMPENHO, LIQUIDAÇÃO E PAGAMENTO. (Analista Judiciário do TRF 1ª Região/2001 – Área Administrativa) As etapas a que se submetem as despesas, desde a fixação até seu pagamento, devem necessariamente observar a seguinte seqüência : LICITAÇÃO, EMPENHO, LIQUIDAÇÃO, ORDEM DE PAGAMENTO. (Analista Judiciário do TRF 1ª Região/2001 – Área Administrativa) A LIQUIDAÇÃO consiste na VERIFICAÇÃO do direito adquirido pelo credor. (Gestor de Planejamento e Orçamento da SEPLAN/GO – 2001) Entre os estágios da despesa, a montagem de um processo que consiste na verificação do direito adquirido pelo credor do Estado é considerada liquidação da despesa. (Gestor de Planejamento e Orçamento da SEPLAN/GO – 2001) A verificação da origem e do objeto de uma despesa, da importância exata a ser paga, e da pessoa a quem deve ser feito o pagamento são objetivos do procedimento referente ao processamento das despesas públicas intitulado LIQUIDAÇÃO. Modalidades de Empenho (Contador – CD/92) Os créditos orçamentários serão utilizados mediante empenho: ORDINÁRIO, POR ESTIMATIVA e GLOBAL. (AFCE/92) Quando uma unidade orçamentária for emitir dois empenhos, sendo um para atender despesas não quantificáveis e o outro para atender despesas relativas a um contrato de manutenção de máquinas de escrever, no valor de $60.000,00, com duração de um semestre e pagamento de $10.000, por mês, deve classificar os citados empenhos, respectivamente, nos tipos ESTIMATIVAS e GLOBAL. (Analista Judiciário/93 – STF) Faz-se um empenho por estimativa, para despesas periódicas cujo valor de cada parcela é variável. (Prof. III/97 FEDF- Contabilidade) 28 O sistema orçamentário registra o orçamento público na forma original e as alterações ocorridas durante o exercício, registrado o empenho da despesa e a sua execução. Toda despesa, para ser realizada, depende de empenho prévio, e este não poderá exceder o limite dos créditos disponíveis. As modalidades para o empenho da despesa incluem os seguintes tipos: a) Ordinário: Para atender a despesa com montante previamente conhecido e cujo pagamento ocorrerá de uma só vez; b) Global: Para atender a despesas contratuais e outras, com montante previamente conhecido, mas de pagamento parcelado; c) Por estimativa: para atender a despesa em montante não identificável previamente. (Contador/97 – TJDF) Toda a despesa de entidade pública, para ser realizada, depende de empenho prévio, e este não poderá exceder o limite dos créditos disponíveis. São admitidas as seguintes modalidades para o empenho da despesa: ORDINÁRIA, GLOBAL e por ESTIMATIVA. (Assessor de Orçamento e Fiscalização Financeira/98 – CD) O empenho da despesa pode ser efetuado sob três modalidades: ordinário, global e por estimativa, dessa forma podemos afirmar que: a) No caso de anulação de um empenho seja ele de qualquer modalidade, o valor anulado reverterá à dotação correspondente; b) O empenho por estimativa reduz, como as demais modalidades de empenho, a dotação; c) Em consonância com a definição de empenho do art. 54 da Lei nº 4.320/64, “é o ato emanado da autoridade competente que cria para o Estado obrigação de pagamento pendente ou não de implemento de condição”, os valores empenhados não poderão exceder o limite dos créditos concedidos, na dotação própria. (Analista da CVM/2000 – Área: Planejamento e Execução Financeira) Considerando a legislação vigente acerca dos estágios da despesa pública, é correto afirmar que o empenho global destina-se a despesas cujo montante seja previamente conhecido mas cujos pagamentos devam ocorrer parceladamente. (Técnico de Controle Interno da SEFAZ/PI – 2001) Acerca do empenho da despesa é correto afirmar que: a) é ato emanado de autoridade competente, que cria obrigação de pagamento para o poder público; b) deve sempre ser prévio à liquidação da despesa e realizado por meio de nota de empenho devidamente assinada pelo ordenador de despesa; c) suas modalidades são a global, por estimativa e ordinário; d) quando de sua anulação, total ou parcial, reverte-se à dotação original o valor anulado; pagamentos de água e luz, pessoal e manutenção e limpeza são despesas típicas de empenho global. Restos a Pagar (Contador/92 – TST/GO) Segundo a Lei nº 4.320/64, consideram-se Restos a Pagar as despesas empenhadas e não pagas até 31 de dezembro, distinguindo-se as despesas processadas das não processadas. (AFCE/92 – TCU) Os restos a pagar são classificados em processados e não-processados. (AFC/93 – MF) A classificação dos fenômenos contábeis apresenta particularidades na Contabilidade Pública. Uma delas é o cômputo dos Restos a Pagar do exercício como receita extra-orçamentária no Balanço Financeiro. Esta inclusão é feita para compensar sua inclusão na despesa orçamentária. (AFCE/94 – TCDF) A prescrição relativa aos direitos inscritos em restos a pagar ocorre em cinco anos, contados a partir da data da inscrição. (AFCE/94 – TCU) Em relação a Restos a Pagar, pode-se dizer que seu pagamento INDEPENDE de autorização orçamentária. (AFCE/94 – TCU) 29 A prescrição relativa a Restos a Pagar ocorre após cinco anos contados a partir da data da inscrição, excetuando-se os casos em que haja interrupções decorrentes de atos judiciais. (AFCE/94 – TCU) A inscrição de um compromisso em Restos a Pagar corresponde a uma receita extra-orçamentária no Balanço Financeiro. (Analista Judiciário/94 STJ) Podemos afirmar que: - A inscrição de Restos a Pagar de empenhos de créditos com vigência plurianual dar-se-á no último ano de vigência; - No dia 31 de dezembro dá-se baixa da inscrição de Restos a Pagar realizada no exercício anterior - Restos a Pagar com cancelamento da inscrição poderão ser pagos à conta de Despesas de Exercícios Anteriores; - O direito do credor referente a Restos a Pagar prescreve cinco anos após a data da inscrição. (Professor Nível III/95 – FEDF – Contabilidade) A inscrição em Restos a Pagar é feita na data do encerramento do exercício financeiro de emissão da nota de empenho. A prescrição relativa ao direito do credor ocorre em cinco anos, contados a partir da data da inscrição em Restos a Pagar, excetuando-se os casos em que haja interrupções decorrentes de atos judiciais. (AFCE/95 – TCDF) A manutenção de valores, em restos a pagar, e a contabilização de valores, em despesas de exercícios anteriores, decorrem do regime de competência. ( Prova Contab. Pública – Téc. Em Contabilidade SENAC/98) Restos a Pagar de Despesas Processadas correspondem às despesas empenhadas e liquidadas, pendentes de pagamento na data de encerramento do exercício financeiro, inscritas contabilmente como obrigações a pagar no exercício subseqüênte. ( Prova Contab. Pública – Téc. Em Contabilidade SENAC/98) Sobre os diversos dispositivos da despesa orçamentária podemos afirmar que: a) Quando o montante de uma despesa é pré-determinado, ou seja, se sabe o seu valor exato, emite-se, então, um empenho ordinário; b) As despesas não pagas até 31/12, de cada ano, poderão ser inscritas em restos a pagar, mesmo que o credor não tenha, ainda, cumprido com a sua obrigação. O cancelamento de restos a pagar ocasionará modificação na situaçãopatrimonial líquida, em decorrência de ACRÉSCIMO PATRIMONIAL.(Auditor/99 do TCM/GO) (Mauro Matias) As despesas empenhadas e não pagas até 31 de dezembro serão inscritas em restos a pagar. Os empenhos inscritos em restos a pagar serão cancelados em 31/12 DO EXERCÍCIO SEGUINTE AO DA SUA INSCRIÇÃO. (Mauro Matias) Sobre os RESTOS A PAGAR NÃO-LIQUIDADOS podemos afirmar que FERE o princípio do regime de competência das despesas. (Técnico em Controle Interno da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro/99) Restos a Pagar não processados NÃO fazem parte da DÍVIDA FLUTUANTE. (Mauro Matias) É vedado ao titular de Poder ou órgão(...), nos últimos dois quadrimestres do seu mandato, contrair obrigação de despesa que não possa ser cumprida integralmente dentro dele, ou que tenha parcelas a serem pagas no exercício seguinte sem que haja suficiente disponibilidade de caixa para este efeito. Pelo texto legal depreende-se que o titular de um Poder ou órgão, que é por ofício o ordenador de despesa, encerre seu mandato juntamente com o fim do exercício financeiro, desta forma ele poderá autorizar, em abril do último ano de seu mandato, empenhos cujas despesas são adstritas ao exercício da autorização, mesmo não havendo saldo financeiro para a cobertura dessas obrigações. (Analista Judiciário/2000 do TRF 4ª Região – Especialidade Contadoria). Inscreve-se como restos a pagar, em relação aos créditos especiais e extraordinários que forem abertos nos últimos quatro meses do exercício a serem reabertos no exercício subseqüênte, a parcela da diferença entre a despesa LIQUIDADA e PAGA. 30 (Contador do Trib. Regional Eleitoral/RJ – 2001) A inscrição de restos a pagar do exercício será evidenciada no balanço FINANCEIRO. (Técnico de Controle Interno da SEFAZ/PI – 2001) No Balanço Financeiro, os Restos a Pagar do exercício serão computados na receita extra-orçamentária, para compensar sua inclusão na despesa orçamentária. (Auditor da SEFAZ/PI – 2001) Na inscrição de Restos a Pagar, as despesas processadas são distinguidas das não processadas. No Balanço Financeiro, os Restos a pagar do exercício serão computados nas receitas extra-orçamentária, para compensar sua inclusão na despesa orçamentária. (Mauro Matias) Segundo o art. 36 da Lei nº 4.320/64, consideram-se Restos a Pagar as despesas empenhadas mas não pagas até o dia 31 de dezembro, distinguindo-se as processadas das não processadas. Sobre esse assunto, podemos afirmar que: a) Os Restos a Pagar processados dizem respeito às despesas incorridas cujos produtos e serviços contratados foram entregues ou prestados pelo credor, enquanto que os não-processados referem-se às despesas, que embora incorridas o credor ainda não cumpriu com a sua obrigação, na prestação de serviços ou entrega do produto contratado; b) Os empenhos que correm à conta de créditos com vigência plurianual, que não tenham sido liquidados, somente serão computados como Restos a Pagar no último ano de vigência do crédito; c) No Balanço Financeiro, os Restos a Pagar do exercício serão computados como receita extra-orçamentária para compensar sua inclusão na despesa orçamentária, vez que essa despesa, embora não paga, foi registrada como incorrida em respeito ao regime de competência da Contabilidade Pública. (AFCE do TCU/99) RESTOS A PAGAR NÃO PERTENCE à Demonstração de um Balanço Orçamentário da Administração Pública!! (AFCE do TCU/2000) Os valores inscritos em Restos a Pagar integram tanto os balanços financeiro e patrimonial como a demonstração das variações patrimoniais. Inscrição de restos a pagar: RECEITA EXTRA-ORÇAMENTÁRIA; Pagamento de Restos a Pagar: DESPESA EXTRA-ORÇAMENTÁRIA. Processo Orçamentário (PPA, LDO, LOA, etc.) (AFC – 2002) Quanto à LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) podemos afirmar que: 1- Tem a finalidade de nortear a elaboração dos orçamentos anuais; 2- Contém as metas e prioridades da administração pública; 3- Dispõe sobre as alterações na legislação tributária; 4- Estabelece a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. (MPOG – 2000) A Constituição de 1988 introduziu profundas alterações no processo de alocação de recursos financeiros da União, que passou a basear-se em três elementos: O Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e o Orçamento Anual. Na Lei Orçamentária Anual do Governo Federal estão estimadas as receitas e despesas referentes aos orçamentos fiscal, da seguridade social e de investimentos. (MPOG – 2000) Para o Orçamento Geral da União do exercício de 2000 foram introduzidas diversas modificações na classificação com a finalidade de privilegiar o aspecto gerencial do Orçamento. Essas modificações tiveram como objetivo principal interligar o planejamento (PPA) e o Orçamento (LOA) por intermédio de programas. (MPOG – 2000) Para elaboração e execução do Plano Plurianual 200-2003 e dos Orçamentos da União, a partir do exercício financeiro de 2000, a Portaria nº 42/99 do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão apresentou uma série 31 de modificações quanto à classificação programática das despesas. Com base nessa Portaria, a nova classificação orçamentária caracteriza-se por: 1- Elenco de Funções e Subfunções padronizadas para União, Estados e Municípios; 2- Elenco de projetos; 3- Elenco de atividades; 4- Elenco de operações especiais. (MPOG – 2000) O orçamento do governo representa um sumário dos planos de receitas e gastos para determinado ano. O processo orçamentário envolve quatro fases distintas: 1- Elaboração da proposta orçamentária; 2- Discussão, votação e aprovação da lei orçamentária; 3- Execução orçamentária; 4- Controle de avaliação da execução orçamentária. (AFC (SFC) – 2000) A partir do ano 2000, o Orçamento Público no Brasil foi elaborado com base nas modificações dispostas pelo Decreto nº 2829/98 e na Portaria nº 42/99 do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. O eixo principal dessas modificações foi a interligação entre o planejamento governamental (PPA) e o Orçamento (LOA), sendo que os principais instrumentos de ligação entre os dois são os programas. (MPOG – 2002) No âmbito do Poder Executivo, o Plano Plurianual da União (PPA) conta com determinado montante de recursos a ser distribuído em quatro modalidades de programas: 1- Programas que têm por objetivo atender diretamente às demandas da sociedade; 2- Programas que abrangem as ações de governo relacionadas à formulação, coordenação, supervisão e avaliação de políticas públicas; 3- Programas que resultam em bens e serviços prestados diretamente ao próprio Estado por organizações criadas para esse fim; 4- Programas cujas ações colaboram para consecução dos objetivos dos demais programas, embora os seus custos sejam de natureza tipicamente administrativa. (CVM – 2000) Em sua função vigente, a classificação funcional da despesa pública contempla um módulo único integrador entre o Plano Plurianual e o Orçamento, o que dispensa a compatibilização entre módulos diversificados. Trata-se do programa. (TCU – 1999) De acordo com o artigo 165 parágrafo 2º da Constituição de 1988, foi reservada à Lei de Diretrizes Orçamentárias a função de especificar as ações prioritárias do plano de governo pelo período superior a um ano. Art. 165 § 2o A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração pública federal, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subseqüente, orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. (MPOG – 2002) O Orçamento Geral da União é elaborado pelos três poderes da República e consolidado pelo Poder Executivo. As metas para a elaboração da proposta orçamentária são definidas pelo Plano Plurianual (PPA) e priorizadas pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).(AFRF – 2000) Para a elaboração do Plano Plurianual 2000-2003 e dos orçamentos da União a partir do exercício de 2000, toda ação finalística do governo federal passou a ser estruturada em Programas. Entende-se por ação finalística, na ótica do Decreto nº 2829/98 e a que proporciona bens e serviços ofertados diretamente à sociedade. (Procurador de Contas do TCM/GO – 1999) A respeito do Orçamento Público: 1- Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá ser iniciado sem prévia inclusão no plano plurianual, ou sem lei que autorize a inclusão, sob pena de crime de responsabilidade 2- É vedado o início de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária anual 32 3- Os planos e programas nacionais, previstos na Constituição, serão elaborados em consonância com o plano plurianual e apreciados pelo Congresso Nacional. 4- Receitas derivadas são provenientes de economia privada. (Inédita – Mauro Matias) Sobre Matéria Orçamentária contemplada na Constituição Federal de 1988, tem-se que: 1- O PPA estabelece de forma regionalizada as diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal para as despesas de capital. 2- A LDO define as metas e prioridades da administração pública federal, incluindo as despesas de capital para o exercício subseqüente, dentre outras matérias. 3- Apesar de o orçamento estar sujeito ao princípio da unidade, a LOA é formada por três tipos de orçamentos. 4- No primeiro ano do mandato presidencial, o Presidente da República encaminha ao Congresso Nacional, obedecendo aos mesmos prazos, um projeto de lei orçamentária anual-LOA e outro de plano plurianual-PPA. (CVM – 2000) Acerca do plano plurianual, é correto afirmar que trata-se de uma lei de periodicidade quadrienal, sendo suas macro-orientações de caráter mandatório para o setor público e indicativo para o setor privado. (CVM – 2000) A LOA deve compreender o orçamento fiscal referente aos poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo poder público. (Analista de Recursos Financeiros do Serpro – 2001) De acordo com a norma vigente, pode-se entender que o PPA, a LDO e a LOA são instrumentos de planejamento e controle de que se vale o governo para demonstrar os objetivos sociais desejados, bem como os caminhos a serem percorridos para a consecução desses objetivos. Sobre tais instrumentos, em condições de normalidade, é correto afirmar que: 1- Apenas no terceiro ano de um mandato presidencial qualquer, PPA, LDO e LOA apresentam consonância entre si, por terem sido todos concebidos pelo governo em exercício. 2- No primeiro ano de um mandato presidencial qualquer, vige o PPA concebido pelo governo anterior. 3- No primeiro ano de um mandato presidencial qualquer, vige a última LOA concebida pelo governo anterior. 4- No primeiro ano de um mandato presidencial qualquer, é concebido o PPA pelo governo em exercício, para vigência a partir do exercício subseqüente. Orçamento (AFC (SFC) – 2000) Quanto ao critério de classificação das contas públicas, várias são as razões para se ter um bom sistema de classificação, dentre as quais podemos destacar: 1- Proporcionar uma contribuição efetiva para o acompanhamento da execução do orçamento; 2- Determinar a fixação de responsabilidades; 3- Facilitar a formulação de programas; 4- Possibilitar a análise dos efeitos econômicos das ações governamentais. (MPOG – 2000) Podemos definir Orçamento-Programa “Base Zero” como o orçamento onde não existem direitos adquiridos sobre as verbas anteriormente outorgadas; (MPOG – 2000) O planejamento no orçamento-programa envolve várias etapas dentre elas: 1- Identificação das metas; 2- Estabelecimento das prioridades; 3- Mensuração dos benefícios de programas alternativos; 4- Computação dos custos de programas alternativos. (AFC (SFC) – 2000) Quanto ao orçamento tradicional podemos afirmar que os principais critérios classificatórios são unidades administrativas e elementos. (AFC (SFC) – 2000) A análise de custo-benefício é uma técnica usada para avaliar projetos governamentais. É a técnica que permite identificar os benefícios e os custos de um projeto para então estimá-los em unidades comparáveis. 33 (MPOG – 2002) Com relação ao conceito de orçamento-programa, o controle visa avaliar a eficiência e a eficácia das atividades governamentais. (MPOG – 2002) De acordo com os princípios orçamentários, o princípio que está inserido nos dispositivos constitucionais, orientando a construção do sistema orçamentário em sintonia com o planejamento e programação do poder público e garantindo que todos os atos relacionados aos interesses da sociedade devem passar pelo exame e pela aprovação do parlamento é o princípio da legalidade. (MPOG – 2002) O Orçamento da União para o exercício de 2001 foi elaborado com base no disposto pelo Decreto nº 2829/98 e a Portaria nº 42/99 do Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão e a Lei nº 101/99, chamada de Lei de Responsabilidade Fiscal. Com relação à despesa, as funções que pertencem à Função de Produção são: 1- Comércio e Serviços; 2- Ciência e tecnologia; 3- Organização Agrária; 4- Indústria. Obs. Energia Elétrica, com relação à despesa, não pertence à Função de Produção. (CVM – 2000) Como conjunto de normas legais que disciplinam as finanças do Estado, o Direito de Financeiro é compreensivo de toda a regulamentação sobre as atividades de : 1- Receitas e despesas; 2- Orçamentos; 3- Processo Fiscal; 4- Créditos. (CVM – 2000) Como conjunto de procedimentos técnicos, o orçamento-programa permite arrolar, de modo integrado e racional, objetivos, metas, recursos e estruturas de execução. Portanto, de sua leitura é possível identificar: 1- Os órgãos responsáveis pelo controle; 2- Os resultados esperados; 3- Os órgãos responsáveis pela execução; 4- As ações em que os recursos serão gastos. (CVM – 2000) O princípio orçamentário da não-afetação das receitas estabelece que nenhuma parcela da receita geral pode ser reservada para atender a certos e determinados gastos. Contudo, a Constituição Federal, em seu art. 167, contempla exceção a esta regra, permitindo que, em nível federal, o produto da arrecadação das seguintes receitas seja previamente afetado: IPI e IR. (AFC/STN – 2002) A reforma da classificação funcional-programática, a partir do Orçamento de 2000, representa um importante passo no sentido da modernização dos processos de planejamento e orçamento, com aplicabilidade na União, Estados e Municípios. Com relação a essa reforma, podemos identificar como esforço de modernização dos dois instrumentos citados: 1- A reforma da funcional-programática privilegia o aspecto gerencial dos planos e orçamentos; 2- O objetivo principal da funcional-programática é a identificação das áreas em que as despesas estariam sendo realizadas; 3- As subfunções poderão ser combinadas com funções diferentes daquela a que estejam vinculadas; 4- Por significar área de despesa, chega-se às funções e subfunções por intermédio dos projetos e atividades. (TCU – 1999) No tocante aos objetivos dos princípios orçamentários, é correto afirmar que o princípio da unidade recomenda que deve existir apenas um orçamento. (TCU – 1999) Entre os principais problemas associados à estrutura e ao conteúdo do Orçamento Geral da União (OGU), até a reforma constitucional de 1988, destaca-se a exagerada abrangência do orçamento, notadamente quanto às despesas de caráter social. (TCU – 1999) 34 Quanto ao conceito de orçamento-programa podemos afirmar que o principal critério de classificação é o funcional-programático. (TCU – 1999) O orçamento público no Brasil, após a sua aprovação em lei, poderá sofrer modificações no decorrer de sua execução através do mecanismo de abertura de créditos (crédito suplementar, especial, extraordinário e adicional),no entanto o crédito ordinário é o único crédito que já é previsto. (TCU – 1999) As contas discriminadas abaixo pertencem à demonstração de um balanço orçamentário da Administração Pública: 1- Pessoal e Encargos Sociais; 2- Alienação de Bens; 3- Inversões Financeiras; 4- Transferências de Capital. Obs. A conta RESTOS A PAGAR não pertence à demonstração de um balanço orçamentário da Administração pública. (TCU – 2000) Com relação ao orçamento público no Brasil, é correto afirmar que os atrasos na aprovação e sanção do orçamento têm possibilitado a sua execução parcial através de autorizações constantes da lei de diretrizes orçamentárias. (TCU – 2000) Quanto ao orçamento programa é correto afirmar que: 1- A alocação dos recursos tem em vista a consecução de objetivos e metas; 2- A utilização de indicadores de e padrões de desempenho é relevante para o setor público; 3- O orçamento está inserido num processo mais amplo de planejamento; 4- A estimativa dos custos dos programas é essencial para o seu acompanhamento e avaliação; 5- O orçamento identifica os responsáveis pela execução dos programas.medida da mesma. (MPOG – 2000) Sobre tributos podemos afirmar que: 1- Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte; 2- Taxa é um tributo cobrado em razão do poder de polícia ou pela sua utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte; 3- Contribuição de melhoria é um tributo vinculado, que tem, como único fato gerador, a valorização do imóvel beneficiado, dependente de uma atividade estatal; 4- Como tributo, a contribuição social se apresenta como uma prestação compulsória, instituída em lei, com base no poder fiscal do Estado, constituindo-se em objeto de obrigação tributária. 5- Art. 148. A União, mediante lei complementar, poderá instituir empréstimos compulsórios: I – para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência; II – no caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional, observado o disposto no art. 150, III, b.( Art. 150.67 Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: III – cobrar tributos: b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou. – SOMENTE NESTE CASO) Parágrafo único. A aplicação dos recursos provenientes de empréstimo compulsório será vinculada à despesa que fundamentou sua instituição. (AFRF – 2000) O imposto de maior montante de arrecadação em 1999, em relação ao total das receitas administrativas pela Secretaria da Receita Federal foi o IMPOSTO DE RENDA(IR). (AFRF – 2000) Diz-se que, conforme o tamanho da carga tributária e o tipo de tributo, a pressão tributária pode exercer efeitos sobre as poupanças dos indivíduos. Dentre esses efeitos podemos garantir que o volume das poupanças individuais é reduzido e transferido à economia pública. (AFRF – 2000) Considere que o governo, num mercado em concorrência perfeita, lança um imposto sobre a venda de determinada mercadoria, sendo estabelecido um imposto por unidade vendida. Com relação aos impactos sobre o consumidor e sobre o produtor desse tipo de imposto, podemos afirmar que: 1- A parcela do imposto paga pelo produtor é a diferença entre o que receberia sem o imposto menos o que recebe após o imposto, multiplicada pela quantidade vendida; 2- A parcela do imposto paga pelo consumidor é a diferença entre o que paga com o imposto menos o que pagaria sem o imposto, multiplicada pela quantidade comprada; 3- Se a demanda for mais elástica que a oferta, a maior parte do imposto incidirá sobre os produtores; 4- A arrecadação total do governo é a soma da parcela do imposto paga pelo consumidor mais a parcela do imposto paga pelo produtor. (AFRF – 2000) Sabendo-se que o imposto seletivo é um tributo que incide apenas sobre alguns bens podemos afirmar que: 1- Um imposto seletivo pode ser empregado como fonte adicional de receita geral para complementar outros impostos, quando o custo de arrecadação na cobrança desses impostos é elevado; 6 2- Um imposto seletivo pode ser empregado para “desestimular” o consumo de certos bens considerados prejudiciais à saúde e à sociedade; 3- O imposto seletivo pode ser aplicado ao produto de determinadas indústrias, de modo a conter a poluição ambiental; 4- O imposto seletivo pode ser utilizado para reforçar a progressividade da estrutura fiscal. (AFRF – 2000) A estruturação de um sistema tributário envolve o impacto dos impostos sobre o nível de renda. No que diz respeito a esse aspecto podemos afirmar que: 1- O sistema é neutro quando a participação dos impostos na renda é a mesma, independente do nível de renda; 2- Um sistema é regressivo quando a participação dos impostos na renda dos agentes diminui conforme a renda aumenta; 3- No sistema progressivo, paga mais(em termos relativos) quem ganha mais; 4- No sistema regressivo, paga menos(em termos relativos) quem ganha mais; 5- Um sistema é dito progressivo quando a participação dos impostos na renda dos indivíduos aumenta quando a renda aumenta. (AFRF – 2000) O governo não só arrecada impostos, mas também devolve parte deles sob a forma de transferências e subsídios. Segundo os textos usuais de Finanças Públicas, podemos afirmar que subsídios podem ser considerados impostos indiretos com o sinal negativo. (AFRF – 2000) A teoria econômica moderna estabelece critérios de imposição de tributos, um deles é o da neutralidade o qual postula que a tributação não introduzirá distorções nos mecanismos de funcionamento e alocação de recursos da economia de mercado. (AFC (SFC) – 2000) Com relação aos sistemas de tributação podemos afirmar que: 1- O sistema regressivo tem a característica básica de tributar mais fortemente as camadas mais baixas de renda; 2- O sistema progressivo torna a distribuição menos desigual após a sua aplicação; 3- No sistema proporcional, o percentual do imposto a ser pago permanece inalterado, independentemente do nível de renda; 4- Através do sistema progressivo, aplicam-se maiores percentuais de impostos para as classes de renda mais alta. (AFC (SFC) – 2000) De acordo com os fundamentos e técnicas dos enfoques tributários, o princípio da capacidade de pagamento admite que a abordagem do benefício é irrelevante. (AFC (SFC) – 2000) Segundo os princípios teóricos da tributação podemos afirmar que a equidade tributária entende que todos os indivíduos devem pagar justa contribuição ao governo. (MPOG – 2002) Existem várias modalidades de impostos sobre vendas de mercadorias e serviços. No tocante à incidência de um imposto sobre vendas podemos afirmar que: 1- Os impostos sobre as vendas são impostos indiretos, pois incidem sobre o preço das mercadorias; 2- Afirma-se que o imposto específico apresenta um valor fixo, em unidades monetárias, por unidade vendida, independente do valor da mercadoria; 3- Diz-se que, no imposto ad valorem, se aplica uma alíquota fixa sobre o valor, em unidades monetárias, de cada unidade de mercadoria vendida; 4- A incidência do imposto específico depende das elasticidades das curvas de oferta e demanda da mercadoria; 5- O estabelecimento de um imposto sobre vendas funciona como custo adicional para o produtor, deslocando a curva de oferta para cima e para a esquerda. (MPOG – 2002) Com base nos sistemas de tributação podemos afirmar que: 1- Em um sistema de impostos proporcionais, as alíquotas marginal e média dos impostos permanecem as mesmas quando a renda se eleva; 2- Em um sistema de impostos regressivos, a alíquota média é maior que a alíquota marginal; 3- Em um sistema de impostos regressivos, as alíquotas marginal e média dos impostos reduzem-se quando a renda se eleva; 4- Em um sistema de impostos progressivos, as alíquotas marginal e média dos impostos aumentam quando a renda se eleva. 7 (Fiscal de Tributos Estaduais – SEFA – PA – 2002) De acordo com os princípios teóricos de tributação podemos afirmar que o imposto de renda é um típico exemplo de aplicação do princípio da capacidade de pagamento. (Fiscal de Tributos Estaduais – SEFA – PA – 2002) A literatura econômica tem considerado o Imposto sobre o Valor Adicionado (IVA) a forma mais atrativa, em termos de tributação de vendas, sobretudo por se tratar de um imposto neutro. Várias são as vantagens que consolidam os argumentos a favor do IVA, dentre elas podemos destacar: 1- O IVA não afeta a posição de competição inter-regional de uma indústria; 2- O IVA apresenta caráter multiestágio de tributação, não concentrando a carga em um único estágio; 3- No IVA, os bens de produção podem ser facilmente e totalmente isentos, evitando a bitributação; 4 - O IVA tem caráter autofiscalizador. (AFC/STN – 2002) Embora um modelo ideal de tributação possa eleger o Imposto sobre Valor Adicionado(IVA) como o único imposto a incidir sobre o consumo, existem outras razões para a preservação de um regime especial de tributação, aplicado a um número reduzido de produtos. Os produtos incluídos em um regime especial de tributação têm como característica um elevado potencial tributário, decorrente de uma ampla difusão do consumo e de uma baixa elasticidade da demanda em relação ao preço. (AFC/STN – 2002) Enquadram-se no perfil tributário brasileiro: 1- Nos anos 90, houve uma tendência ao aumento de carga tributária; 2- A carga tributária do país foi da ordem de 25% do Produto Interno Bruto(PIB) nos anos 80; 3- Um dos problemas mais importantes do sistema tributário brasileiro quando começou a discussão sobre a reforma tributária, na segunda metade dos anos 90, era o peso dos impostos sobre a exportação; 4- Individualmente, o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) foi o principal imposto do país durante toda a década de 90. (TCU – 1999) Com relação às Finanças Públicas podemos afirmar que: 1- Um dos objetivos do sistema tributário é não ter impactos negativos sobre a eficiência econômica; 2- A idéia de eqüidade tributária implica o fato de que todos os indivíduos devem pagar sua justa contribuição ao governo; 3- O “princípio do benefício” afirma que as pessoas devem ser tributadas de acordo com a vantagem que recebem das despesas governamentais; 4- O “princípio da capacidade de pagamento” afirma que cada um deve pagar proporcionalmente às suas condições; (TCU – 1999) Afirma-se que a estrutura tributária de um país é considerada regressiva quando quanto maior a renda do contribuinte, menor é a tributação, em proporção de sua renda. (TCU – 2000) Com relação à tributação e à equidade, pode-se afirmar que a justificativa da progressividade na tributação se assenta na teoria de que a utilidade marginal da renda, mesmo sendo sempre positiva, é decrescente. (AFRF – 2000) Quanto à curva de Laffer podemos afirmar que: 1- A curva de Laffer mostra o efeito de variações na alíquota do imposto sobre a receita tributária; 2- Segundo Laffer, o imposto é pago sem sonegação se a alíquota for suficientemente baixa; 3- Quando o ponto ótimo da alíquota é ultrapassada, a receita tributária pode ser diminuída mediante elevação de alíquota; 4- O modelo presume que o incentivo à sonegação cresce com a magnitude da alíquota; 5- Há um ponto ótimo de alíquota que gera uma receita tributária máxima. (AFRF – 2000) O efeito TANZI demonstra que a inflação tende a corroer o valor da arrecadação fiscal do governo, pela defasagem existente entre o fato gerador e o recolhimento efetivo do imposto. 8 (Fiscal de Tributos Estaduais – SEFA – PA – 2002) Com relação à curva de Laffer podemos afirmar que: 1- A curva de Laffer mostra a relação entre receita tributária e as alíquotas tributárias; 2- Observa-se que, a princípio, a curva sobe quando as alíquotas afastam-se de zero, mas, adiante, a curva começa a declinar; 3- Supondo que as alíquotas tributárias subissem até 100% da renda, todos os incentivos para produzir e trabalhar seriam retirados e as receitas tributárias seriam zero; 4- Se as alíquotas tributárias fossem 0% da renda, haveria incentivos para trabalhar e produzir, uma vez que nenhum imposto seria pago. Déficit e Dívida Pública (AFC – 2002) Correspondem a uma descrição da evolução da dívida pública no Brasil desde 1980: 1- A dívida líquida do setor público chegou a ser mais de 50% do PIB, em meados da década de 80; 2- A dívida pública dos estados e municípios, na segunda metade dos anos 90, já possui grande relevância quanto ao total da dívida do setor público; 3- Em alguns anos, o acúmulo de créditos domésticos tornou negativa a dívida interna líquida do governo central; 4- De um modo geral, a partir de meados da década de 80 até meados dos anos 90, a dívida externa líquida do setor público foi perdendo importância relativa; 5- O período de 1981 a 1984 foi caracterizado pela elevação da relação dívida/PIB, devido a um contexto de forte déficit fiscal e estagnação da economia. (AFRF – 2000) A diferença entre o déficit operacional e o déficit nominal está em que o segundo não considera o imposto inflacionário como receita real do governo. (AFRF – 2000) O déficit do setor público brasileiro representou uma significativa parcela do PIB durante a década de 80, tendo aumentado sistematicamente durante este período. Entre as razões que explicam esse comportamento temos: 1- O incremento das despesas do setor público em decorrência do grande aumento do número de funcionários; 2- Aumento significativo das dívidas públicas externa e interna; 3- Diminuição das receitas do governo em virtude do fraco desempenho da economia ao longo da década; 4- Incapacidade do governo de pagar o serviço da dívida, motivando a capitalização dos juros não pagos. (AFRF – 2000) Para enfrentar os fatores de natureza estrutural, razão do desequilíbrio do Estado Brasileiro, o governo, em outubro de 1998, apresentou à sociedade o Programa de Estabilidade Fiscal, com a finalidade de alcançar o equilíbrio das Contas Públicas. Algumas metas já haviam sido implementadas a partir do Plano Real, na direção de melhor desempenho das contas dos governos federal, estadual e municipal. Dentre elas podemos destacar: 1- Reformas Constitucionais e legais da ordem econômica, que permitiram a implementação do processo; 2- Saneamento e privatização dos bancos estaduais; 3- Acordo de ajuste fiscal com os Estados; 4- Aprimoramento dos mecanismos de controle do endividamento dos Estados. (AFC (SFC) – 2000) Com relação ao déficit público podemos afirmar: 1- O déficit público é equivalente à diferença entre o valor dos investimentos e a poupança do governo em conta corrente; 2- O déficit operacional exclui, do cálculo do déficit nominal, as correções monetária e cambial; 3- O déficit primário não considera as receitas e despesas financeiras; 4- O déficit nominal engloba toda e qualquer demanda por recursos provenientes do setor público, inclusive o pagamento de juros nominais sobre a dívida. (Fiscal de Tributos Estaduais – SEFA – PA – 2002) 9 Existem dois critérios para o cálculo do déficit público: o critério “acima da linha” e o critério “abaixo da linha”. Corresponde ao conceito “abaixo da linha”: 1- Necessidades de Financiamento do Setor Público no conceito nominal; 2- Necessidades de Financiamento do Setor Público no conceito operacional; 3- Dívida Fiscal Líquida; 4- Dívida Líquida do Setor Público. (AFC/STN – 2002) Um pré-requisito importante da gestão macroeconômica é medir corretamente o uso de recursos líquidos do setor público, ou seja, o déficit fiscal. Existem vários conceitos de déficit público, dentre os quais destacamos: 1- Déficit de pleno emprego é o déficit medido pela diferença entre os gastos e receitas estimados sob a hipótese em que a economia estivesse operando em níveis normais de desemprego e de utilização da capacidade produtiva; 2- Déficit interno é o déficit que busca identificar o impacto expansionista direto do governo sobre a economia local, omitindo os componentes que afetam diretamente o balanço de pagamentos; 3- Déficit convencional é o déficit que, quando medido puramente em valores de caixa, corresponde às necessidades líquidas de empréstimos do setor público; 4- Déficit corrente é o déficit que mede a diferença entre a receita e a despesa totais do governo, deduzidos os gastos com investimento e as receitas em capital. (AFC/STN – 2002) No tocante à economia da dívida pública podemos afirmar que: 1- Para financiar o déficit público com colocação de títulos, é preciso que o setor privado tenha recursos para adquirir tais títulos; 2- Se o déficit público é muito elevado, o montante de títulos a serem colocados no mercado será grande e as taxas de juros elevadas para atrair os recursos do setor privado, implicando um necessáriocrescimento da dívida; 3- Se a dívida pública (como percentagem do PIB) crescer por um período muito longo, a sociedade pode não estar disposta a continuar comprando títulos do governo; 4- Um dos riscos da dívida pública elevada é a decretação, pelo governo, de um alongamento compulsório da dívida pública. (TCU – 1999) Com relação ao déficit público podemos afirmar que: 1- O déficit público estrutural torna-se inconveniente para o desenvolvimento econômico do país, à medida que provoca o aumento da dívida pública e, por decorrência, obriga o governo a aumentar as taxas de juros; 2- O déficit operacional é representado pela soma do resultado primário com as despesas com juros reais; 3- O déficit nominal registra o déficit total do setor público, em que são registradas todas as despesas e receitas; 4- No déficit primário, são incluídas todas as receitas, mas excluído, na parte das despesas, o pagamento de juros; (TCU – 1999) O déficit público de caixa é representado por aquelas despesas que excedem à receita corrente e que o governo financia contraindo obrigações em relação ao futuro e/ou reduzindo seus ativos. Esse déficit é financiado pelo aumento da pressão fiscal sobre o mercado de bens e serviços privados. (TCU – 1999) Os indicadores quantitativos ou índices de endividamento público são relações entre variáveis econômicas com a finalidade de medir a capacidade de pagamento de um governo. Com relação a essas variáveis podemos destacar as seguintes: 1- saldo devedor x Produto Interno Bruto; 2- saldo devedor x exportações; 3- serviços da dívida pública x receita orçamentária; saldo devedor no final do período x receita pública no final do período. (TCU – 2000) Com relação aos conceitos e forma de apresentação do superávit/déficit público, é correto afirmar que as necessidades de financiamento do déficit são calculadas, “abaixo da linha”, pela variação líquida do estoque da dívida num período considerado. (TCU – 2000) Com relação à dívida pública podemos afirmar que numa economia em depressão e com capacidade ociosa, é preferível financiar encargos adicionais do governo com endividamento, em vez de aumentar a tributação. A 10 distribuição do ônus da dívida contraída para investimentos NÃO é eqüitativa entre as gerações quando seus custos financeiros recaem sobre a geração durante a qual o financiamento foi contraído. Políticas Fiscal e Monetária (AFC/STN – 2002) No que diz respeito aos instrumentos e recursos da economia pública, com relação à política fiscal podemos afirmar que: 1- A curta prazo, a política fiscal interfere no nível de produção da economia tanto por meio da ação direta do gasto público, como indiretamente, via tributação; 2- A política monetária refere-se à ação do governo no sentido de controlar as condições de liquidez da economia; 3- A longo prazo, a política fiscal é importante no sentido de disponibilizar recursos para investimentos, que tanto podem ser públicos como privados; 4- A política fiscal pode afetar a distribuição de renda do país, quer pelo lado do gasto público, quer pelo lado da arrecadação; 5- À medida que as importações de um país são determinadas pelo nível de demanda interna (entre outros fatores), a política fiscal interfere no equilíbrio externo, atuando exatamente sobre o nível de demanda. (TCU – 2000) São funções básicas da política orçamentária: 1- Prover o atendimento das necessidades coletivas da população; 2- Prover a redução das desigualdades através de aplicações preferencialmente em benefício das classes menos favorecidas; 3- Regular o nível da demanda agregada, contribuindo para o maior ou menor emprego dos fatores de produção; 4- Ajustar o superávit ou o déficit, destinando-o ou financiando-o de acordo com os objetivos da política econômica. Intervenção do Estado - NFSP (AFC – 2002) O cálculo das Necessidades de Financiamento do Governo Central (NFGC) é baseado em metodologia aceita internacionalmente pelas principais entidades governamentais e financeiras. Para se obter o conceito de resultado primário são consideradas apenas as receitas GENUÍNAS. (AFC (SFC) – 2000) No tocante ao papel do Estado na atividade econômica, diz-se que o setor público deve cumprir, fundamentalmente, as funções distributiva, alocativa e estabilizadora. (AFC (SFC) – 2000) O processo brasileiro de desestatização passou por fases distintas. Na primeira fase do Programa Nacional de Desestatização brasileiro (1990-1993), a privatização gerou impacto positivo e reduzido devido a quatro importantes fatores: 1- Seleção de setores privatizáveis, pouco dinâmicos e de escasso interesse do capital privado; 2- Desencadeamento do processo num momento de recessão e de grande instabilidade macroeconômica, limitando o valor potencial dos ativos; 3- Necessidade reduzida de investimentos nos segmentos privatizados, porque havia sobrecapacidade produtiva em nível mundial; 4- Aceitação de dívida pública interna não mobiliária pelo valor de face como meio de pagamento. (AFC/STN – 2002) O impacto fiscal da privatização sobre o fluxo de caixa do Setor Público possui um efeito imediato no momento da venda de suas empresas, equivalente à receita auferida em moeda nacional com a privatização, e quatro efeitos detectáveis nos períodos seguintes que são: 1- Redução do pagamento do serviço da dívida pública recebida e/ou quitada com a privatização; 11 2- Redução da necessidade de investimento pela transferência das empresas privadas; 3- Perda dos lucros das empresas alienadas; 4- Diferença na arrecadação tributária derivada da mudança da empresa para o setor privado. (TCU – 1999) Entre meados da década de 1980 e os primeiros anos da década de 1990 o relacionamento entre o Tesouro Nacional e o Banco Central do Brasil passou por importantes alterações que afetaram o resultado das transações fiscais e conseqüentemente o controle da liquidez da economia, entre essas alterações podemos destacar: 1- O fim da Conta Movimento entre o Tesouro Nacional e o Banco do Brasil; 2- A dívida mobiliária do Tesouro ficou parte com o Banco Central e parte com o Tesouro Nacional; 3- O Banco Central ficou sendo responsável pelo total da dívida a ser colocada no mercado; 4- O lucro do Banco Central passou a ser transferido ao Tesouro Nacional. (AFC (SFC) – 2000) A lei Complementar de 04/05/2000 estabeleceu normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal. Essa Lei abrange o Setor Público nos poderes Executivo, Legislativo (inclusive Tribunais de Contas), Judiciário, Ministério Público, as respectivas Administrações Diretas, fundos, autarquias, fundações e empresas estatais dependentes, da União, Estados e Distrito Federal, e Municípios. Lei de Responsabilidade Fiscal (AFC – 2002) Com relação à Lei de Responsabilidade Fiscal podemos afirmar que: 1- O resultado do Banco Central, apurado após a constituição ou reversão de reservas, constitui receita do Tesouro Nacional; 2- O montante previsto para as receitas de operações de crédito não poderá ser superior ao das despesas de capital constantes do projeto de lei orçamentária; 3- A operação de crédito irregular impede a obtenção de garantias, o recebimento de transferências voluntárias e contratação de novas operações de crédito; (MPOG – 2000) São relações pertinentes à Lei de Responsabilidade Fiscal e aos sistemas de planejamento e orçamento do governo: 1- O projeto de Lei Orçamentária Anual será elaborado de forma compatível com o Plano Plurianual, com a Lei de Diretrizes Orçamentárias e com a Lei de Responsabilidade Fiscal; 2- O Anexo de Metas Fiscais integrará o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias; 3- A Lei de Diretrizes Orçamentárias dispõe também sobre o equilíbrio entre receitas e despesas; 4- A definição de receita corrente líquida é a mesma tanto para a Lei de Responsabilidade Fiscal quanto no projeto de Lei Orçamentária.(MPOG – 2000) Quanto à Lei de Responsabilidade Fiscal podemos afirmar que: 1- A Lei fixa limites para despesas com a dívida pública; 2- Pela Lei, o governante pode criar despesa continuada, desde que indique sua fonte de receita ou não reduza outras despesas já existentes; 3- Na Lei há limites para gastos com pessoal, sendo que na União esse limite chega a 50% da Receita Corrente Líquida; 4- Pela Lei são definidos mecanismos adicionais de controle das finanças públicas em ano de eleição; 5- O código de conduta estabelecido pela Lei para os administradores públicos passa a valer para os Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) e nas três esferas de Governo. (AFRF – 2000) A Lei de Responsabilidade Fiscal, de 04 de maio de 2000, no capítulo referente à Receita Pública, capítulo III, seção II, define os critérios para a concessão ou ampliação de incentivo ou benefício de natureza tributária da qual decorra renúncia de receita. Quanto à Lei, podemos compreender a renúncia fiscal como: 1- ANISTIA; 12 2- SUBSÍDIO; 3- CRÉDITO PRESUMIDO; 4- ALTERAÇÃO DE ALÍQUOTA QUE IMPLIQUE REDUÇÃO DISCRIMINADA DE TRIBUTOS OU CONTRIBUIÇÕES. Obs. Não podemos incluir nesse rol a concessão de isenção de caráter geral. (AFRF – 2000) A Lei de Responsabilidade Fiscal fixou limites para gastos com “Pessoal”, tendo como parâmetro um percentual da Receita Corrente Líquida(definida em Lei). Porém o Legislativo e o Judiciário ficavam fora do alcance da Lei Camata no tocante às despesas de pessoal, incluídas nos limites da nova Lei, na União e nos Estados. (AFC (SFC) – 2000) A Lei de Responsabilidade Fiscal é um código de conduta para os administradores públicos, que obedecerão às normas e limites para administrar as Finanças Públicas brasileiras. Dessa forma quanto à responsabilidade na gestão fiscal podemos afirmar que: 1- Ação planejada e transparente; 2- Prevenção de riscos e desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas; 3- Cumprimento de metas de resultados entre receitas e despesas propostas nos orçamentos; 4- Obediência a limites e condições quanto à renúncia da receita e à geração de despesas; 5- Vinculação do projeto de lei de diretrizes orçamentárias. (MPOG – 2002) No tocante à Lei de Responsabilidade Fiscal, a “REGRA DE OURO” consiste em que na contratação de operações de crédito em cada exercício fica limitada ao montante da despesa de capital. (Fiscal de Tributos Estaduais – SEFA – PA – 2002) Na Lei de Responsabilidade Fiscal foram fixados limites de gastos com pessoal, como percentual das receitas para os Três Poderes da União, dos Estados e Distrito Federal e dos Municípios, bem como mecanismos de correção dos desvios, quando as despesas ultrapassarem esses limites. Quanto a isso são identificados os seguintes desvios em relação à despesa de pessoal: 1- Concessão de vantagem, aumento, reajuste ou adequação de remuneração a qualquer título; 2- Alteração de estrutura de carreira que implique aumento de despesa; 3- Criação de cargo, emprego ou função; 4- Provimento de cargo público, admissão ou contratação de pessoal a qualquer título, ressalvada a reposição decorrente de aposentadoria ou de falecimento de servidores das áreas de educação, saúde e segurança. Obs. Estimativas do impacto da aplicação dos limites a cada uma das três esferas de governo é um desvio que não pertine à despesa de pessoal. (AFC/STN – 2000) A lei de Responsabilidade Fiscal constitui um avanço importante para combater o crônico desequilíbrio da Administração Pública. Sobre a LRF: • Definir as metas fiscais anuais para os três exercícios seguintes. • Criar mecanismos de compensação para as despesas de caráter permanente. • Fixar limites para o endividamento público. • Impor limites de gastos com despesas de pessoal. Obs: Limitar a relação entre Receita Total e os gastos públicos com pessoal está errado. O certo é RCL. (AFC/SFC – 2000) Nos termos da LRF, a escrituração e consolidação das contas, além de obedecer às demais normas de contabilidade pública, observará que: • AS demonstrações contábeis compreenderão, isolada e conjuntamente, as transações e operações de cada órgão, fundo ou entidade da administração direta, autárquica e fundacional, inclusive empresa estatal dependente. (Analista Técnico da SUSEP - 2002) De acordo com a LRF, constituem instrumentos de transparência da gestão fiscal: • Os Relatórios resumidos da Execução Orçamentária; • Os relatórios de gestão fiscal; • Oas prestações de contas e o respectivo parecer prévio; 13 • Os orçamentos e as leis de diretrizes orçamentárias. Obs: As tomadas de contas especiais e o respectivo parecer prévio não estão incluídos. (AFC/SFC – 2000) Entre outros aspectos, a LRF caracteriza-se por trazer ao universo público uma série de novos conceitos e procedimentos. No caso específico do Relatório de Gestão Fiscal, a ser emitido no final de cada quadrimestre, tem- se que ele deverá conter: • Comparativo entre a despesa total com pessoal e os limites de que trata a lei; • Comparativo entre as concessões de garantias e os limites de que trata a lei; • Comparativo entre as operações de crédito, inclusive por antecipação de receita, e os limites de que trata a lei; • Demonstrativo, apenas no último quadrimestre, das despesas empenhadas e não liquidadas inscritas em restos a pagar; (Analista de C&T Júnior – Economista do Inmetro – 2001) Após o advento da LRF, a inscrição em restos a pagar: • Passou a respeitar a regra de que é vedado ao titular de poder ou órgão público, nos últimos dois quadrimestres de seu mandato, contrair obrigação de despesa que não possa ser cumprida integralmente dentro dele, ou que tenha parcelas a serem pagas no exercício seguinte, sem que haja suficiente disponibilidade de caixa para esse efeito. (Auditor da SEFAZ/PI - 2001) A LRF estabeleceu, para todos os governantes, normas e limites a serem obedecidos na administração das finanças públicas no Brasil. Em relação à LRF: • A lei fixou limites para gastos com pessoal em relação à receita corrente líquida, para os três poderes e cada nível de governo; • O governante não pode criar uma despesa continuada sem indicar uma receita ou uma redução de outra despesa; • A contratação de operações de crédito em cada exercício fica limitada ao montante da despesa de capital; • Cada esfera de governo deverá explorar adequadamente sua base tributária e, consequentemente, ter capacidade de estimar sua própria receita; • Os limites para o endividamento público serão estabelecidos pelo Senado Federal por proposta do Presidente da República. (Auditor do Tribunal de Contas do Espírito Santo - 2001) Em face do estabelecido na LRF, os Estados e Municípios que excederem os limites fixados para despesas com pessoal, além de ficarem impedidos de receber transferências voluntárias: • Ficarão impedidos de contratar operações de crédito. (AFRF - 2002) Sobre a receita pública, contida na LRF, tem-se que: • À União, aos Estados, ao DF e aos Municípios cabe instituir, prever e efetivamente arrecadar todos os tributos de sua competência institucional; • As três esferas de governo, ao explorarem adequadamente sua base tributária, auxiliarão o cumprimento de metas fiscais e a alocação das receitas para diferentes despesas; • Tanto a LDO quato a LOA deverão conter um demonstrativo da estimativa e das medidas de compensação da renúncia de receita. • A renúncia de receita deverá estar acompanhada de estimativa de impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva iniciar sua vigência e nos dois exercícios seguintes. (AFC/SFC - 2002) Acerca do Relatório Resumido da Execução Orçamentária e do Relatório de Gestão Fiscal, de que trata a LRF, tem-se que: • Possuem periodicidade bimestral e quadrimestral, respectivamente. (Administrador do BNDES – 2002) Quanto à LRF é correto afirmar: • Os limites de endividamento públicoserão estabelecidos pelo Senado Federal por proposta do Presidente da República. (Consultor do Senado Federal – Área Tributação Econômica – 2002) Seguindo os propósitos da LRF, a LDO recebeu novas e importantes prerrogativas. Essas novas competências da LDO incluem: 14 • Estabelecimento de critérios e formas de limitação de empenho, na ocorrência de arrecadação da receita inferior à esperada, de modo a comprometer as metas de resultado primário e nominal. • Aprovação de normas para o controle de custos e a avalizção dos resultados de programas financiados pelo orçamento. • Disciplinamento das transferências de recursos a entidades públicas e privadas. Receita Pública (TCU – 1992) A receita orçamentária proveniente de um empréstimo tomado pelo governo é classificada na subcategoria econômica denominada Operações de Crédito. (TCU – 1992) Classificam-se como Receitas de Capital: Operação de Crédito Contratada. (PGFN – 1992) Tomando por base a clássica divisão das receitas em originárias e derivadas, podemos dizer que são exemplos deste último tipo as provenientes de: Taxas. (PGFN – 1992) Conforme classificação legalmente estabelecida, figuram entre as receitas correntes as provenientes de:Tributos. (PGFN – 1992) Concsituem exemplos de receita pública estraordinária: os bens vacantes e de evento. (PGFN – 1992) As dotações para despesas às quais não corresponda contraprestação direta em bens ou serviços são denominadas, pela lei: Transferências Correntes e de Capital. (Procurador do MP junto ao TCU – 1992) Quanto à classificação das receitas públicas, é correto incluir, entre as derivadas, as que se originam de: Impostos. (Contador da Câmara dos Deputados – 1992) As receitas correntes compreendem: As tributárias, patrimoniais, industriais e outras de natureza semelhante, bem como as provenientes de transferências correntes. (TCU – 1993) Constitui uma receita de capital : Superávit do Orçamento Corrente. (AFC – 1993) A receita orçamentária compreende os recursos auferidos na gestão a serem computados na apuração do resultado do exercício desdobrados em Receitas Correntes e de Capital. Correspondem a Receitas de Capital: Operações de Crédito, Alienação de Bens e Transferências de Capital. (AFC – 1994 – GDF) Obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência referem-se a receitas: Tributárias. (TCU – 1994) A amortização de um empréstimo que a União havia efetuado a terceiros constitui: Receita de Capital. 15 (Curso de Formação – AFC 1994) Classifica-se, respectivamente, as receitas provenientes da cobrança de tributos; prestação de serviços pelo governo e alienação de bens, como: Receita Corrente, Receita Corrente e Receita de Capital. (Analista Judiciário – STJ – 1994) Com respeito às receitas públicas, todas as assertivas estão corretas: • superávit do orçamento corrente será classificado como receita de capital; • lançamento da receita pode ser direto, por declaração e por homologação; • Transferências de Capital são fontes de recursos recebidas de outras entidades destinadas a atender despesas de capital; • Receita extra-orçamentária é receita que independe de autorização legislativa. (TCDF – 1994) São Receitas de Capital: • As provenientes da realização de recursos oriundos de constituição de dívidas; • As provenientes da conversão em espécie de bens e direitos; e • Superávit do orçamento corrente. (TCU – 1995) A receita pública, que se caracteriza como um ingresso de recursos ao patrimônio público, é classificada sob diferentes critérios, entre os quais se ressalta o que contempla o enfoque econômico. De acordo com esta classificação: • A classificação das transferências recebidas como correntes ou de capital depende de sua destinação para o atendimento de despesas correntes ou de capital; • As receitas correntes estão para a contabilidade pública assim como os fatos modificativos aumentativos estão para a contabilidade empresarial; • Tanto o recebimento correspondente a um empréstimo recebido como o recebimento pelo resgate de um empréstimo concedido constituem receita de capital. (Noções de Direito Financeiro – 1995) Os ingressos provenientes da realização de recursos financeiros, oriundos de constituição de dívidas, destinados a cobrir déficits orçamentários de obras e serviços públicos, classificam-se como: Receita de Capital (Noções de Direito Financeiro – 1995) Constituem Receitas Correntes: impostos, taxas e contribuições de melhoria. (Analista em C&T Júnior – CAPES) Caracteriza uma receita efetiva de uma administração pública: o recebimento de uma transferência intergovernamental para o pagamento de despesas correntes. (TCU – 1996) No que concerne à classificação da receita pública, tem-se que: • As receitas correntes são as que não provêm da alienação de um bem de capital ou que não estejam, na lei, definidas como de capital. • As receitas de capital provêm da alienação de bens de capital, da obtenção de empréstimos e das amortizações de empréstimos concedidos. • As categorias econômicas das receitas públicas podem ser distribuídas por fontes e subfontes, podendo chegar a um maior detalhamento, dependendo das necessidades de informação do órgão arrecadador. (TFC – 1997) Indique a opção que define corretamente o conceito de categoria econômica utilizado para classificar as Receitas Públicas: • É a classificação das transações governamentais a partir da dicotomia básica entre operações correntes e de capital. (APO – 1997) O reconhecimento de uma receita, anteriormente à sua arrecadação, ocorre como: • Independente da execução orçamentária ativa. (Perito Criminal – PF – 1997) Quanto à categoria econômica, a receita pública orçamentária pode ser classificada em receitas correntes e de capital. A respeito dessas receitas: 16 • São exemplos de receitas correntes: impostos, aluguéis de máquinas, equipamentos ou veículos, dividendos, serviços de comercialização de produtos agropecuários e receita da dívida ativa não-tributária. • Juros de empréstimos é uma receita corrente de serviços resultante das taxas de juros aplicadas a empréstimos concedidos. • A venda de bens móveis é uma receita pública orçamentária, representando uma característica das receitas de capital, mas também pode ser encontrada entre as receitas correntes. (Assessor de Orçamento e Fiscalização Financeira – Câmara dos Deputados – 1998) Sobre a receita pública: • O excesso de vinculações das receitas e de despesas incompreensíveis compromete a margem de dotações que podem ser livremente programadas no orçamento. (Analista de Orçamento – 1998) Constituem Receitas Públicas: • Alienação de bens; • Alienação de Valores; • Recebimentos de empréstimos concedidos a longo prazo; • Operações de crédito para cobertura das despesas fixadas. Obs: Descontos ocorridos em pagamentos quando consignados a terceiros – não são receita pública. (Técnico em Contabilidade – Senac – 1998) Sobre as receitas orçamentárias: • A classificação da receita contempla a receita industrial, sendo esta uma receita corrente. • A venda de um imóvel da União é uma receita de capital, sendo classificada na Demonstração das Variações Patrimoniais (DVP) como uma mutação passiva orçamentária. • A classificação da receita por categorias econômicas as dividem em receitas correntes e receitas de capital. • As receitas tributárias e as de contribuições são tipos de receitas correntes. • Uma autarquia ao contrair um empréstimo terá por conseguinte uma receita de capital denominada Operações de Crédito. • Operações de Crédito, alienação de bens, amortização de empréstimos concedidos, transferência de capital e outras receitas de capital são subcategorias da receita de capital. (Técnico em Contabilidade – Senac – 1998) Sobre as receitas extra-orçamentárias: • Uma receita extra-orçamentáriaafeta o patrimônio financeiro, ou seja, as suas disponibilidades. • Dentre outros lançamentos, ao contabilizar o ingresso de uma receita extra-orçamentária a entidade pública debitará uma conta de disponibilidade e creditará uma conta de passível exigível. • As operações de crédito por antecipação de receita (ARO) constitui uma receita extra-orçamentária. • O recebimento de uma caução, em dinheiro, referente a uma garantia de uma licitação para contratação de obra pública, deverá ser contabilizada como uma receita extra-orçamentária. (Técnico em Contabilidade – Senac – 1998) Um estado “X” recebeu da União uma dotação orçamentária para pagamento de seu professorado; em data futura alienou um terreno de sua propriedade, em outro momento contabilizou o recebimento de receitas tributárias. Por esses fatos, assinale a alternativa correta que representa as categorias e/ou tipos de receitas ocorridas na respectiva ordem: • Transferência corrente, receita de capital e receita corrente. (Técnico em Contabilidade – Senac – 1998) Todo ingresso financeiro que aumenta as disponibilidades do patrimônio público denomina-se Receita Pública, a qual se distingue por algumas classificações, dentre elas: orçamentárias e extra-orçamentárias, correntes e de capital, originárias e derivadas. Sobre este tema: • O imposto de renda pessoa física é uma receita corrente orçamentária. • São receitas orçamentárias: as receitas oriundas da arrecadação do imposto de produtos industrializados – IPI e as receitas provenientes da venda de bens imóveis. A primeira é uma receita derivada e a segunda uma receita originária. • Os recursos repassados pelo Ministério da Fazenda para o Governo do Distrito Federal visando ao custeio da saúde, educação e segurança pública, caracteriza uma transferência corrente. (Técnico em Contabilidade – Senac – 1998) No tocante às receitas públicas: • O imposto de renda é um tipo de receita derivada, enquanto a receita de aluguel é uma receita originária. • Os estágios da receita são, na ordem dos acontecimentos: previsão, lançamento, arrecadação e recolhimento. 17 • Muito embora o regime das receitas seja o de caixa, a contabilização da inscrição de um crédito em dívida ativa é feita pelo regime de competência. (Assessor de Orçamento e Fiscalização Financeira – Câmara dos Deputados – 1998) Caracteriza-se como receita corrente: • Receita Patrimonial e de contribuições; • Receitas tributária e industrial. (Assessor de Orçamento e Fiscalização Financeira – Câmara dos Deputados – 1998) Segundo as categorias econômicas, as receitas são classificadas em Correntes e de Capital. Consideram-se receitas correntes: • As que representam meramente um fato modificativo, quando associadas à contabilidade empresarial. • As que representam um aumento do ativo sem redução concomitante do mesmo, ou sem aumento do passivo. (Assessor de Orçamento e Fiscalização Financeira – Câmara dos Deputados – 1998) São consideradas fontes das Receitas de Capital: • Operações de crédito e alienação de bens; • Superávit do orçamento corrente e conversão em espécie, de bens e direitos. (TCU – 1998) São consideradas receitas de capital as provenientes: • Da realização de recursos financeiros oriundos de constituição de dívidas. (AFC – 2002) A receita pública caracteriza-se como ingresso de recursos ao patrimônio público. Isto posto podemos considerar como receita corrente: 1- receita de contribuições; 2- receita patrimonial; 3- receita agropecuária; 4- receita industrial. (MPOG – 2000) A receita pública é a soma dos recursos percebidos pelo Estado ou por outras pessoas de direito público para atender a coberturas das despesas necessárias ao cumprimento de suas funções. Classicamente podemos classificar as receitas públicas como: 1- RECEITAS DERIVADAS; 2- RECEITAS COMPULSÓRIAS; 3- RECEITAS ORIGINÁRIAS; 4- RECEITAS FACULTATIVAS. (MPOG – 2002) Classicamente, as receitas públicas são classificadas em receitas derivadas, compulsórias e facultativas. Além dessas, são identificadas também como receitas públicas as receitas crediárias, de transferências e decorrentes da atividade regulatória do Estado. (AFC/STN – 2002) De acordo com as classificações da receita pública, no que se refere às receitas extra-orçamentárias podemos afirmar que: 1- São as que não podem ser previstas no orçamento ou têm caráter transitório; 2- Correspondem a fatos de natureza estritamente financeira, decorrentes da própria gestão das entidades; 3- Salários não reclamados de servidores públicos constituem receitas extra-orçamentárias; 4- Consignações e outras retenções não pagas ou recolhidas no período são exemplos de receitas extra- orçamentárias. (TCU – 1999) Entre as principais categorias que compõem as receitas públicas destacamos: 1- Receitas de transferências; 2- Contribuições parafiscais; 3- Lucros das empresas públicas; 4- Vendas de ativos reais e financeiros. Obs. Não estão computadas nesse escopo as receitas de subsídios. 18 Despesa Pública (Contador CD/92 (Câmara dos Deputados)) As despesas correntes compreendem as despesas de pessoal, material de consumo, serviços de terceiros, encargos diversos e transferências correntes (Contador/92 - TST/GO - ESAF) Segundo determina o Plano de Contas da Administração Federal, a classe de contas "Despesas" compreende os recursos despendidos na gestão, sendo desdobrada nos grupos de contas "Despesas Correntes" e "Despesas de Capital". Podemos incluir no grupo de Contas "Despesas de Capital" as despesas derivadas de inversões financeiras, transferências de capital e investimentos. (Contador/92 - TST/GO (ESAF)) Segundo o Plano de contas da Administração Federal, os "Serviços de Terceiros e Encargos" contratados pelo Governo são incluídos no grupo de contas despesas correntes. (AFCE/92 - TCU (CESPE/UnB)) As Despesas do governo com a constituição ou o aumento de capital de empresas comerciais ou financeiras são classificadas na subcategoria econômica denominada inversões financeiras. (Contador/92 - TST/GO -ESAF) Segundo o Plano de contas da Administração Federal, as contas representativas de "Investimentos" e "Inversões Financeiras", fazem parte do Grupo de contas denominado despesa de capital. (Procurador do MP junto ao TCU/92 (CESPE/UnB)) As dotações destinadas à aquisição de imóveis ou bens de capital já em utilização são classificadas como "Inversões Financeiras". (Analista Judiciário/93 STF) De acordo com a classificação econômica da despesa, constitui investimento o dispêndio efetuado na aquisição de prédio construído para instalação de um novo ministério. (AFCE/93 - TCU) São consideradas despesas correntes as "SUBVENÇÕES ECONÔMICAS". (AFC/93 - MF) A Despesa Pública se desdobra em Despesas Correntes e de Capital. Podemos identificar como despesa de Capital os Investimentos, as Inversões Financeiras e as Transferências de Capital. (AFCE/94 - TCU) Segundo o art. 12, parágrafo 5º, I, II e III da Lei nº 4.320/64, considera-se Inversão Financeira: I - Constituição ou aumento de capital de entidades ou empresas que visem a objetivos comerciais e financeiros; II - Qualquer despesa referente a aquisição de participações acionárias de empresas ou entidades de qualquer natureza, já constituídas, desde que não resulte aumento de capital; III - Aquisição de imóveis, ou de bens de capital já em utilização. (AFC/94 - MF) Os investimentos e as inversões financeiras, em face da classificação das despesas em categorias econômicas, incluem-se entre as despesas de capital. (Analista Judiciário/94 STJ) As dotações são classificadas segundo os critérios institucionais, funcional-programático, econômico e de fontes de recursos; A redução ou extinção de um passivo poderá ser classificada como despesa de capital; A temporalidade difere o projeto da atividade; As despesas correntes não produzem acréscimo patrimonial.(AFC/94 - MF) O desdobramento da despesa pública com pessoal, material, serviços e obras, caracteriza, em função da discriminação das despesas incluídas na lei orçamentária anual ELEMENTOS DE DESPESA. (AFCE/94 - TCU) 19 De acordo com a classificação adotada pela Lei nº 4.320/64, de 17 de março de 1964 (que estatui normas gerais de direito financeiro para elaboração dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal"), as despesas públicas podem ser Correntes ou de Capital. (AFCE/94 TCDF) As transferências de capital caracterizam-se por serem auxílios destinados a investimentos que não se incorporam ao patrimônio da empresa beneficiada. (AFCE/94 - TCU) O orçamento de uma unidade federativa previa $50 de receitas correntes e autorizava $ 30 de despesas correntes, $25 de investimentos e $ 10 de amortização da dívida. O montante máximo de operações de crédito que pode ser autorizado para o financiamento das despesas é de até $15. (AFCE/94 - TCU) A Instrução Normativa nº 10, de 02/10/91, do DTN, que aprovou o novo Manual da Despesa da União, estabeleceu que a cooperação financeira da União com entidade ou empresa pública ou privada poderá ser feita, entre outros, por meio de subvenção social ou econômica, auxílio e contribuição. (AFCE/94 - TCDF) As Inversões financeiras são dotações destinadas à aquisição, por exemplo, de Imóvel locado à Receita Federal. (AFCE/94 - TCDF) Incluem-se na categoria de despesas correntes as despesas de custeio. (AFCE/94 - TCDF) As dotações destinadas a atender tanto a despesas às quais não corresponda contraprestação direta de bens ou serviços, quanto a contribuições e subvenções de direito público ou privado, são classificadas como TRANSFERÊNCIAS CORRENTES. (AFCE/94 - TCU) Na construção de um imóvel ou quando ele é originalmente adquirido especificamente para o fim a que se destina o órgão público, a operação classifica-se como INVESTIMENTO. (AFC/95 - MF) Considerando a Lei 4.320/64, quando uma Unidade da Administração Federal, que vise a objetivos comerciais, adquire um terreno para construir novas instalações, classificará esta despesa como Investimentos - Obras e Instalações. (Analista em C&T/95 - CNPq - Ciências Contábeis) No Orçamento da União, a classificação econômica da despesa dá indicações dos efeitos dos gastos públicos. Nesse caso, é correto afirmar que recursos da União destinados a eventuais aumentos de capital do Banco do Brasil devem ser classificados como inversões financeiras. (Analista em C&T/95 - CNPq- Ciências Contábeis) Na classificação econômica da despesa, empregada no orçamento da União, as inversões financeiras são utilizadas para registrar dotações destinadas à constituição do capital de empresas. (Noções de Direito Financeiro/95(Prof. Ilmo José Wilges) A União adquire, do Estado do Rio Grande do Sul, ações da PETROBRÁS. Esta despesa segundo os conceitos da Lei Federal nº 4320/64, classifica-se como INVERSÕES FINANCEIRAS. (Noções de Direito Financeiro/95(Prof. Ilmo José Wilges) As dotações consignadas para a manutenção de serviços anteriormente criados, inclusive as destinadas a atender a obras de conservação e adaptação de bens imóveis, classificam-se, no orçamento da entidade executora da despesa, como DESPESAS DE CUSTEIO. (Noções de Direito Financeiro/95(Prof. Ilmo José Wilges) Podemos considerar como Despesas Extra-Orçamentárias: a) O pagamento de Restos a Pagar (despesa empenhada, mas não paga no exercício correspondente; b) Pagamento do principal de uma operação de crédito por antecipação de receitas; c) Recolhimento à União do Imposto de Renda, que havia sido retido relativo à obra pública realizada por empreiteira. (Noções de Direito Financeiro/95(Prof. Ilmo José Wilges) Quanto aos tipos de receita e despesa associados com os conceitos de receitas e despesas podemos indicar que: a) Receitas Orçamentárias: Entrada financeira que aumenta o saldo do patrimônio financeiro; 20 b) Receita Extra-Orçamentária: Entrada financeira que provoca aumento de igual valor no passivo financeiro, mantendo inalterado o saldo do patrimônio financeiro; c) Despesa Orçamentária: Saída financeira que diminui o saldo do patrimônio; d) Despesa Extra-Orçamentária: Saída Financeira que provoca diminuição de igual valor no passivo financeiro. (Noções de Direito Financeiro/95(Prof. Ilmo José Wilges) As despesas com aumento de capital no Banco do Brasil classificam-se, no Orçamento da União como INVERSÕES FINANCEIRAS. (Noções de Direito Financeiro/95(Prof. Ilmo José Wilges) A partir dos conceitos da Lei Federal nº 4.320/64, a despesa da União com a aquisição de um imóvel, considerado necessário à execução de obra pública, deve ser classificada, no Orçamento da União como INVESTIMENTO. (Noções de Direito Financeiro/95(Prof. Ilmo José Wilges) Segundo a Lei Federal nº 4320/64, as dotações para as quais não corresponda contraprestação direta de bens ou serviços, inclusive para contribuição e subvenções destinadas a atender à manutenção de outras entidades de direito público ou privado, devem ser classificadas pela entidade que registra em seu orçamento despesas com estas características como TRANSFERÊNCIAS CORRENTES. (Noções de Direito Financeiro/95(Prof. Ilmo José Wilges) A entidade que adquirir imóveis, não necessários ao planejamento e à execução de obras, ou que adquirir bens de capital já em utilização, deve classificar estas despesas como INVERSÕES FINANCEIRAS. (Noções de Direito Financeiro/95 ( Prof. Ilmo José Wilges ) Segundo a Lei Federal nº 4320/64, o desdobramento da despesa em: pessoal, material de consumo, serviços de terceiros e encargos, obras e instalações, é uma classificação por ELEMENTOS DE DESPESA. (Noções de Direito Financeiro/95(Prof. Ilmo José Wilges) Para a amortização de uma Operação de Crédito por Antecipação de Receitas e Juros correspondentes, deverão ser utilizadas, segundo a Lei Federal nº 4.320/64, respectivamente, as classificações de despesa DESPESAS EXTRA- ORÇAMENTÁRIAS e TRANSFERÊNCIAS CORRENTES. (AFCE/95 - TCU) A classificação econômica da despesa que vem sendo adotada é distinta da que consta da Lei 4.320/64. Sobre o assunto, podemos garantir que: a) Uma vantagem apontada na nova classificação é a flexibilização que permite diferentes combinações entre categoria econômica, grupo de despesa, modalidade de aplicação e elemento de despesa; b) O serviço da dívida, que antes se incluía em transferências, subdivide-se, na nova classificação, em diferentes grupos de despesa, em virtude da relevância que passou a ter; c) Enquanto a construção e a aquisição de imóveis representem investimentos, a subscrição e a aquisição de participações societárias correspondem a inversões financeiras. (AFCE/95 - TCDF) Podemos assegurar que: a) A Lei nº 4320/64 classifica a receita pública em duas categorias econômicas: receitas correntes e receitas de capital; b) Superávit do orçamento corrente integra as receitas de capital; c) Os foros e laudêmios são exemplos de receitas correntes patrimoniais; d) Recolhimento da receita pública é feito em estrita observância ao princípio da unidade de tesouraria. (Analista em C&T/95 CNPq - Ciências Contábeis) Classificação Econômica Elementos de despesa pública Despesas de custeio - pessoal civil; - material de consumo; - Serviços de terceiros e encargos; - Pessoal Transferências correntes - Subvenções econômicas; - Encargos da dívida Externa; - Encargos da dívida Interna; - Contribuições. Investimentos 21 - Equipamentos e material permanente; - Obras e Instalações; - Constituição de Empresa Agrícola; - gastos relativos a serviços em regime de programação especial; - Gastos com a construção de rodovias. Inversões Financeiras - Aquisição de imóveis; - Aquisição de títulos de crédito; - Constituição de empresa financeira Transferências de capital - Amortização da dívida interna; - Amortizaçãoda dívida extena; (Analista de Educação FEDF/95 - Contábil/Auditoria) No tocante à classificação da despesa podemos afirmar que a quebra da regra da tipicidade orçamentária permite enquadrar um programa em diferentes funções e subfunções. (Consultor de Orçamento/96 - Senado Federal) No que diz respeito às classificações da despesa pública, podemos afirmar que: a) Na classificação funcional e estrutura programática, as funções representam o maior nível de agregação das diversas áreas de despesa que competem ao setor público; b) Os projetos, na classificação funcional-programática, representam os atos relativos à implantação, à expansão, à modernização ou ao aperfeiçoamento da ação governamental; c) Projetos, atividades e operações especiais representam detalhamentos dos programas, podendo corresponder a um produto parcial diante do problema que se pretende combater. (Consultor de Orçamento/96 - Senado Federal) A propósito da classificação econômica da despesa pública, é correto afirmar que: a) A cooperação financeira da União, com entidade ou empresa pública ou privada, poderá ser feita por meio de subvenções sociais ou econômicas, auxílios e contribuições; b) Os gastos relativos a serviços em regime de programação especial são apropriados como despesas de capital - Investimentos; c) A tabela para classificação das despesas quanto à sua natureza, constante do Plano de Contas Único da Administração Federal, apresenta quatro níveis, a saber: Categoria econômica, grupo de despesa, modalidade aplicação e elemento de despesa. (Auditor/96 - TCU) Quanto a despesas e receitas públicas podemos afirmar que: a) Dotações destinadas a atender obras de conservação e adaptação de bens imóveis constituem modalidade de despesa corrente; b) Dotações destinadas à aquisição de imóveis constituem despesas de capital e enquadram-se na categoria de inversões financeiras; c) A adoção de medida provisória para determinar a abertura de crédito suplementar não tem sido considerada infração ao princípio da legalidade orçamentária. (Consultor de Orçamento/96 - Senado Federal) No que concerne ao conceito de despesa pública podemos afirmar que: a) Constituem, entre outros eventos, os gastos destinados à restituição ou ao pagamento de importâncias recebidas a título de cauções, depósitos, consignações, etc. b) Podem ser classificadas, em um primeiro momento, em dois grandes grupos, a saber: despesas orçamentárias e extra-orçamentárias; c) Alguns autores defendem que podem ser observados quatro critérios de classificação das despesas: institucional, funcional-programático, econômico e por elementos. (Analista de Suporte/97 Atividade: Econômico- Financeira) Os recursos concedidos pelo Governo com o objetivo de cobrir a diferença entre os preços de mercado e os preços de revenda de gêneros alimentícios ou de outros materiais são classificados na modalidade de SUBVENÇÃO ECONÔMICA. (Analista de Suporte/97 Atividade: Econômico-Financeira) No que diz respeito à classificação como receitas e despesas, comparando-se a contabilidade pública e a empresarial, é correto afirmar que na Contabilidade Pública, os recursos tributários recebidos pelo Estado e a aplicação desses recursos caracterizam as despesas, enquanto que na contabilidade empresarial somente são consideradas despesas e receitas o que afeta o patrimônio Líquido. 22 (Procurador da Fazenda Nacional/98 - PGFN/MF) Despesa pública, para Aliomar Balleiro, é " a aplicação de certa quantia, em dinheiro, por parte da autoridade ou agente público competente dentro de uma autorização legislativa para execução de fim a cargo do governo". Na despesa pública será proibida a realização de despesas que excedam os créditos orçamentários ou adicionais. (Procurador de Contas do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas/98) A Lei nº 4.320/64, em seu art. 12, estabelece a classificação das despesas públicas. Nos termos desse dispositivo, são denominadas despesas correntes as despesas de custeio. (Advogado da União/98 - AGU) Aliomar Balleiro define a despesa pública como “sendo a aplicação de certa quantia, em dinheiro, por parte da autoridade ou agente público competente dentro de uma autorização legislativa para execução de fim a cargo do governo”. A partir desse entendimento a despesa pública poderá ser liberada se antecedida de previsão orçamentária. (Técnico em Planejamento/98 - MPE/GO) Entre as subcategorias econômicas da despesa incluem-se as inversões financeiras e as transferências correntes. (AFCE/98 – TCU) Uma classificação da despesa utilizada na elaboração da lei orçamentária anual é a classificação funcional e estrutura programática. Com relação à utilização dessa classificação no Brasil, é correto afirmar que: a) Funções são as ações desenvolvidas pelo governo, direta ou indiretamente reunidas em seus grupos maiores, para procurar alcançar os objetivos nacionais, representando o maior nível de agregação das ações do governo; b) O orçamento do governo federal, até o exercício de 1999, em função de preceitos estabelecidos em sucessivas leis de diretrizes orçamentárias, tem sido desdobrado em subprojetos e subatividades, que são desdobramentos dos projetos e atividades, acrescentando-se mais um nível na então classificação funcional-programática tradicionalmente empregada; c) O sistema de classificação funcional e estrutura programática, ao introduzir o conceito de tipicidade, conseguiu quebrar a inflexibilidade das classificações anteriormente utilizadas, pois permitiu que as funções, subfunções, programas e ações fossem combinados entre si, fora da regra de tipicidade, com o fim de melhor expressar a teleologia(estudo das finalidades, estudo dos fins humanos) da ação governamental. (Assessor de Orçamento e Fiscalização Financeira/98 – Câmara dos Deputados) Podemos classificar como subvenção econômica a despesa destinada a: a) Cobertura de déficits de manutenção das empresas públicas expressamente incluídas nas despesas correntes do orçamento público da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal; b) Empresa agrícola, industrial ou comercial, mediante expressa autorização em legislação especial; c) Cobertura da diferença entre os preços de mercado e os preços de revenda, pelo Governo, de gêneros alimentícios ou de outros materiais. (Inédita/99 – Mauro Matias) A despesa orçamentária pode ser classificada por vários critérios: institucional, econômica, funcional-programática e por natureza da despesa, sobre essas classificas podemos afirmar que: a) A classificação econômica divide as despesas em duas categorias: despesas correntes e despesas de capital; b) A classificação por natureza da despesa respeita o princípio da especificação da despesa e é classificada por categoria econômica, grupo de despesa, modalidade de aplicação e elemento de despesa; c) A partir do orçamento do exercício de 2000 a classificação funcional-programática, será formada pelos seguintes agregados orçamentários, nessa ordem: função, subfunção, programa, projeto ou atividade e operações especiais. (Assistente Jurídico da AGU/99) A lei 4.320/64 distingue as despesas em CORRENTES (CUSTEIO E TRANSFERÊNCIAS CORRENTES e CAPITAL (INVESTIMENTO, INVERSÃO FINANCEIRA E TRANSFERÊNCIAS DE CAPITAL). (Analista de Planejamento e Orçamento/2000) No tocante aos gastos públicos podemos afirmar que: a) As inversões financeiras (despesas de capital) NÃO TÊM o mesmo princípio dos gastos de custeio (despesas correntes); b) As despesas correntes constituem um conjunto de gastos operacionais realizados pelo governo com o objetivo de promover a execução, a manutenção e o funcionamento de suas atividades; c) Os investimentos são despesas de capital correspondentes à aquisição ou surgimento de novos bens ou acréscimos de valores aos bens já existentes; d) As reservas de contingência são formadas através de um montante orçamentário de recursos destinados a suprir eventuais despesas