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DEGERMAÇÃO DAS MÃOS, BARREIRAS 
MECÂNICAS E EQUIPAMENTOS DE 
PROTEÇÃO INDIVIDUAL 
 
 
�  Quando fazer? 
¡  Antes do atendimento clínico 
¡  Entre pacientes 
¡  Após a remoção das luvas 
¡  Durante o tratamento, se você tocar um objeto que possa estar 
contaminado por sangue e/ou saliva de outro paciente 
¡  Se houver um acidente pérfuro-cortante, antes de calçar novas luvas 
¡  Antes de deixar o consultório 
¡  Antes e depois de calçar luvas grossas para lavar e manipular 
instrumentos e objetos contaminados 
FONTE: COMPÊNDIO DE BIOSSEGURANÇA DAS CLÍNICASODONTOLÓGICAS DO 
SESC SÃO PAULO, PROF DR. JAYRO GUIMARÃES JUNIOR 
�  Pia exclusiva para lavagem das mãos, comando por 
pedal ou sensor 
�  Não portar adornos (pulseira, relógio, anel, aliança, 
etc) 
�  Unhas curtas 
Ao final de um atendimento, as luvas devem ser retiradas, e 
descartadas, as mãos lavadas com um anti-séptico detergente 
e um novo par de luvas deve ser colocado, para o 
atendimento do próximo cliente. 
 
� COLOCAÇÃO 
� PROPÉ, - MANILÚVIO SUMÁRIO – AVENTAL – 
MÁSCARA- ÓCULOS - GORRO– MANILÚVIO 
MINUCIOSO,LUVAS 
� RETIRADA 
� AVENTAL – LUVAS – ÓCULOS – MÁSCARA – 
GORRO - PROPÉ – MANILÚVIO MINUCIOSO 
Como lavar as mãos? 
�  Retirar jóias, relógios, uma vez que nesses objetos acumulam-
se bactérias não removidas com a lavagem das mãos 
�  Abrir a torneira com a mão dominante sem encostar na pia, 
para não contaminar a roupa, quando não houver pedal 
�  Molhar as mãos, aplicar o sabão líquido 
�  Friccionar por 15 a 30 segundos atingindo (palma, dorso, 
espaços interdigitais, articulações, unhas e extremidades dos 
dedos) 
�  Enxaguar, mão em forma de concha 
�  Secar as mãos com papel toalha descartável 
Anti - sépticos 
�  São formulações bactericidas (boa ação 
tuberculocida, ativos para Gram-positivos e 
negativos, além de fungicidas e virucidas). 
�  Entre os anti-sépticos recomendados pelo Ministério 
da Saúde estão: 
 1) soluções com detergentes destinadas a 
degermação das mãos, como polivinilpirrolidona 
iodo (PVPI) a 10% e a clorexidina a 2% 
 2) soluções com álcool iodado a 0,5% a 1% ou 
alcool etílico a 70% que devem ser utilizados após a 
lavagem das mãos com água e sabão 
Álcool 
�  Germicida com tempo de ação imediato (30 
segundos), sem ação residual 
�  Provoca a morte bacteriana após exposição por até 3 
horas 
�  Inativado pela presença de matéria orgânica 
�  A aplicação de álcool, após o uso de clorexidina ou de 
PVP-I, anula o efeito residual desses produtos, e deve 
ser evitada 
Iodo 
�  Quando dissolvido em água, libera mais lentamente 
o iodo, permite maior estabilidade para a solução 
 
�  O PVP-I libera 1% de iodo livre e requer cerca de 2 
min de contato para esta liberação 
Clorexidina 
�  Mais ativa contra bactérias Gram-positivas , pequena 
atividade contra o bacilo da tuberculose e não sendo 
esporicida, mas ativa contra muitos vírus 
�  Efeito residual prolongado de 5 a 6 horas 
�  Baixa toxicidade, indicado em pacientes alérgicos ao 
PVP-I 
�  Pouca afetada pela presença de sangue ou outras 
matérias orgânicas 
Lavagem das mãos no preparo cirúrgico 
Abrir a torneira para molhar as mãos, antebraços e cotovelos sem usar as mãos 
Colocar a solução detergente anti-séptica espalhando-a nas mãos e antebraços 
Escovar as unhas, dedos, mãos e antebraços por 5 min. , mantendo as mãos em altura 
superior ao cotovelo 
Enxaguar os dedos e as mãos, deixando que a água corra por último nos antebraços 
Secar as mãos com compressas estéreis 
Aplicar solução do anti-séptico utilizado, secar antes de calçar as luvas, 
Principalmente em cirurgias longas 
Avental 
Calçar as luvas estéreis 
 DESINFECÇÃO DAS SUPERFÍCIES 
 
�  - Friccionar as superfícies com álcool 70%; 
�  -Caso seja observada presença de matéria orgânica, 
primeiro lavar a superfície com água e sabão para 
depois friccionar com o álcool 70%; 
�  - As barreiras também deverão ser friccionadas com 
álcool 70%; 
REGRA GERAL 
�  Antes do início do atendimento, seguir criteriosamente os 
seguintes passos: 
�  – Recobrir todas as superfícies com plástico, filme plástico ou 
capas individuais de polipropileno; 
�  – Antes de usar a seringa tríplice, ela deve ser acionada na 
cuspideira, por 30 seg. Aproximadamente, para eliminar a 
água que ficou retida na linha de abastecimento; 
�  – As superfícies que foram recobertas com plástico devem ser 
friccionadas com álcool 70%; 
�  - Revestir com filme plástico o comando do equipo e da 
cadeira (se não for de pedal), do refletor e do 
fotopolimerizador. 
ROTINA DO ALUNO NA CLÍNICA 
�  Proceder a paramentação profissional obrigatória; 
�  - Desinfecção das bancadas, dos comandos do equipo, da 
cadeira, do refletor e da bandeja do equipo com álcool 
70% antes do atendimento; 
�  - Colocar barreiras na alça do refletor, botões da cadeira e 
equipo 
*** Desinfectar e trocar as barreiras a cada 
paciente, fricção com álcool 70% e papel toalha 
usando luvas; no caso de sujidades, deve-se 
removê-las com água e sabão e secar com papel 
toalha; 
�  - Verificar a arrumação da mesa de instrumental e dos 
instrumentais. 
ROTINA ENTRE PACIENTES COM LUVAS 
DE PROCEDIMENTOS E EPI COMPLETO 
�  1. Retirar todo instrumental contaminado e proceder com a pré- lavagem. 
�  2. Ligar as canetas de alta e baixa rotação por, no mínimo 30 segundos, com a máxima 
vazão de água para limpeza interna. Retirar as canetas de alta, baixa rotação, contra-
ângulo e seringa tríplice lavá-las com água e sabão friccionando com escova, secar com 
papel absorvente, lubrificar com lubrificante para canetas não estéreis e friccionar com 
álcool 70%. Colocá-las sobre os apoios com barreiras. 
�  3. Retirar todo lixo contaminado (do porta – resíduos, como restos de gaze, algodão, etc.) 
e jogar na lixeira própria ( lixo contaminado ). 
�  4. Retirar todas as barreiras plásticas. 
�  5. Retirar luva de procedimento de acordo com o protocolo e jogar fora no lixo 
contaminado. 
�  6. Lavar as mãos. 
�  7. Colocar luva de limpeza que já foi descontaminada. 
�  8. Lavar e desinfetar a cuspideira. 
�  9. Retirar as luvas de limpeza colocando-as em recipiente próprio para transporte e 
posterior desinfecção. 
�  10. Tirar a máscara pela alça. O gorro pela parte posterior. 
�  11. Lavar as mãos com sabonete líquido e colocar luvas novas de procedimento, máscara e 
gorro. Só tocar material limpo, e se necessário usar sobre-luvas de plástico. 
 
�  12. Recolocar todas as barreiras plásticas: 
�  - Colocar ponta do sugador descartável 
�  - Apoio da cabeça 
�  - Encosto da cadeira 
�  - Apoio dos braços 
�  - Alças do refletor 
�  - Ponta do fotopolimerizador 
�  - Bandeja do equipo (desinfecção com álcool 70%) 
�  - Bancadas (desinfecção com álcool 70%) 
�  13. Colocar o pacote de instrumental esterilizado, abrir o pacote e arrumar o instrumental 
do profissional e o apoio para o auxiliar de acordo com o procedimento a ser realizado na 
bandeja do equipo. 
�  14. Chamar o paciente prepará-lo para entrar na clínica e posicioná-lo na cadeira 
(verificar os procedimentos de anti-sepsia); 
�  15. Fim da jornada dispensar o paciente; 
�  16. Entregar a bancada e equipamento limpo, ajustado em posição inicial; 
�  17. Iniciar o processo de lavagem, secagem e empacotamento do material; 
�  18. Encaminhar o material à Central de Esterilização. 
ROTINA ENTRE PACIENTES COM LUVAS 
DE PROCEDIMENTOS E EPI COMPLETO 
E.P.I – Equipamento de proteção individual 
�  Avental – Mangas longas descartáveis (clínica) e de tecido 
(laboratórios) 
�  Gorro ou Touca – Cobrir totalmente orelhas e cabelos, 
descarte no final 
do turno ou se visivelmente sujos ou molhados 
�  - Máscara descartável com alta capacidade filtrante (ideal 
99%) - Descarte 
ideal de 20 minutos em aerossol e 60 minutos em não aerossol 
ou entre pacientes, porém considera-se aceitável o descarte nofinal do turno, exceto se visivelmente sujas ou molhadas. 
�  - Óculos de proteção - Os óculos de grau não substituem os de 
proteção, desinfetar entre pacientes. É necessário também o 
uso de óculos de proteção para o paciente, esses têm a 
finalidade de proteger seus olhos a produtos 
�  irritantes, contaminados e pérfuro cortantes. 
TIPOS DE LUVAS 
�  LUVAS COMERCIAIS 
�  São luvas de látex, grossas, em tamanho pequeno, médio e grande, em 
várias cores, comercializadas em supermercados ou lojas de 
departamentos. Devem ser usadas pelo profissional ou pessoal auxiliar 
quando manipularem material e instrumental contaminado e durante 
os procedimentos de limpeza e desinfecção do consultório. Na aquisição 
destas luvas dar preferência as luvas forradas por serem mais 
resistentes aos danos físicos. 
�  RECOMENDAÇÕES: 
�  1) as luvas empregadas para manipulação de material e instrumental 
contaminado, devem ser destinadas somente para este fim. Após o uso 
desinfete-as, lave-as e deixe secar de ponta à cabeça; 
�  2) as luvas para limpeza e desinfecção do consultório deverão ser 
lavadas com água e sabão e secadas ao ar de ponta à cabeça. 
�  LUVAS PARA EXAME CLÍNICO E PROCEDIMENTOS SEMI-
CRÍTICOS 
�  São luvas de látex, ambidestras, de tamanho pequeno, médio e 
grande, destinadas somente para a realização procedimentos 
semicríticos não podendo ser reutilizadas. Estas luvas têm a 
desvantagem de apresentar punho curto e má adaptação às 
mãos. São geralmente vendidas em caixas com cem unidades. 
São indicadas para procedimentos semicríticos, como em 
restaurações, alguns procedimentos endodônticos, colocação 
de aparelho ortodôntico, prótese e outros procedimentos em 
que não haja invasão do sistema vascular. 
�  RECOMENDAÇÕES : 
�  1) lavar as mãos com água e sabão antes de se calçar as luvas 
de procedimento; 
�  2) após o uso, descarte-as no lixo contaminado. 
TIPOS DE LUVAS 
TIPOS DE LUVAS 
�  LUVAS CIRURGÍCAS ESTÉREIS 
�  São luvas esterilizadas por meio de óxido de etileno ou raios gama - cobalto 60 
com período de validade de esterilização variados. As luvas estéreis são 
embaladas em envelopes duplos individualmente (mão direita e esquerda) e 
apresentam tamanhos que variam desde 5,5 a 9,0 dependendo do fabricante. 
Seu uso é indicado para todos os procedimentos críticos, todos aqueles em que 
haja invasão do sistema vascular, como cirurgias buco-maxilo-facial, 
exodontias, biópsia, cirurgias periodontais, implantodontia, raspagem 
periodontal e demais procedimentos que incluam sangue, pús ou qualquer 
outra secreção corpórea. 
 
�  RECOMENDAÇÕES: 
�  1) recomenda-se não reprocessar ou reutilizar essas luvas; 
�  2) descarte-as após o uso no lixo contaminado; 
�  3) em procedimentos de longa duração, acima de 2 horas, recomenda-se a troca 
das luvas durante o procedimento; 
�  4) lavar as mãos antes e após a retirada das luvas. 
�  SOBRE LUVAS 
�  Aplicável a qualquer situação fora do campo 
operatório, como saídas para radiografias e 
respectivo processamento, preenchimento de fichas. 
 
 
TIPOS DE LUVAS

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