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CAP 4 Início do século XX processo de urbanização industrialização somente Rio de Janeiro e São Paulo Desenvolvimento da agricultura em larga escala envolve o conjunto de atividades cuja viabilidade pressupõe a existência de uma adequada infraestrutura institucional essa estrutura é integrada por entidades especializadas em pesquisa Agronômica e em assistência técnica aos produtores assim como pelo sistema educacional voltado para a formação do pessoal necessário O primeiro Marco histórico foi a criação do Jardim Botânico No Rio de Janeiro em 1808 após a transferência da corte portuguesa para o território brasileiro Essa Gama de instituições criadas no final da década de 1850 pode ser atribuída em boa parte a nova situação criada na agricultura do país pela proibição do tráfico externo de escravos, foi ela que veio a colocar pela primeira vez a necessidade de se promover uma redução dos custos e um aumento da produtividade Foi a partir da proibição que se começou a cogitar a implantação pelo governo de Estações agronômicas Ministério da Agricultura veio a ser efetivamente replantado em 1909 e suas atribuições incluíam o ensino agrícola do segundo e terceiro grau a pesquisa e experimentação agronômica e assistência técnica em termos de fomento à produção agropecuária Nas primeiras décadas do século 20 o estado de São Paulo permaneceu muito à frente do resto do país no que se refere a pesquisa Agronômica e a assistência técnica agricultura, os esforços que desenvolveu nesse sentido coincidiram com uma significativa expansão e diversificação das áreas cultivadas do Estado Revolução Verde pós-segunda Guerra Mundial 1945 dois pontos mudança nas técnicas usadas na produção, incorporação de inovação técnica para garantir a segurança alimentar em um mundo pós-guerra Da Agricultura para indústria: mão de obra ociosa começa a se deslocar para a indústria, matéria-prima, alimento para a mão de obra, êxodo rural, abastecimento e alimentação Da indústria para agricultura: mecanização, produção de maquinário e insumos, progresso técnico Produtos agrícolas passam a ser beneficiados industrialmente Agricultura nacional combinou esses dois processos (1930-1970): Ampliação: expansão da fronteira agrícola (produção extensiva) (pecuária) (garantir novas terras) Transformação: mudança nos meios de produção, especialização produtiva, intensificação da produtividade Produtividade: + produção -tempo -espaço - mão de obra - custos Um dos efeitos do desenvolvimento da industrialização foi o aumento da concentração fundiária: Aumentou a produção sem distribuir a terra, o aumento da produtividade não era homogênea modernização conservadora: aumentar a produção aumentando a concentração fundiária (desigualdade) CAP 6: De 1930 a 1970 se consolidou no país o novo padrão de desenvolvimento crescentemente baseado nos setores urbanos e industriais da economia e cada vez mais voltado para o atendimento da demanda de um mercado interno em expansão Nas décadas posteriores a crise de 1930 ela evoluiu para uma economia urbanizada e industrializada na qual setor agropecuário deixou de constituir o segmento dominante e cedeu lugar aos setores industriais e de serviços Essa evolução se baseia numa industrialização voltada para a substituição de importações e numa urbanização em boa parte acelerada pela intensificação do êxodo rural Tanto a industrialização contra urbanização se tratam de processos inicialmente induzidos pela intensidade do crescimento das atividades agroexportadoras Acrescente introdução dos produtos industrializados nos processos produtivos do setor agropecuário deu início à industrialização da Agricultura no Brasil Por industrialização da Agricultura se entende adaptação dos processos produtivos da indústria de transformação aos processos produtivos do setor agropecuário Foi no período de 1930 a 1970 que se completou a integração funcional dos setores agropecuário e industrial da economia brasileira Foi em boa parte as transformações da produção agropecuária que condicionaram tanto ritmo como caráter da industrialização e da urbanização no Brasil Os principais aspectos dessas transformações além da diversificação da produção foi a expansão da fronteira agrícola e o aumento da produtividade do trabalho A expansão da fronteira agrícola foi o aspecto mais visível das transformações na medida em que esteve associada ao intenso processo de industrialização e acrescente as migrações rurais urbanas assim deixou de configurar uma mera reprodução ampliada do sistema produtivo existente antes esse sistema não se ampliou mais se transformou com base em uma crescente tecnificação do trabalho Apenas em um estado relativamente avançado da industrialização da economia nacional que a produção do setor industrial começou a contribuir mais diretamente para levar a produtividade do setor agropecuário Acrescente especialização e produtividade cada vez maior do setor agropecuário criaram as condições necessárias para a introdução dos modernos meios de produção de origem industrial A industrialização da Agricultura não teve início com a implantação no país dos ramos produtores desses insumos modernos, mas sim com a importação deles, a partir da década de 1960 a demanda passou a ser atendida pelas indústrias que se instalaram no país para substituir as importações CAP 7: As relações de trabalho e a política agrária no agro brasileiro atual dependem da mão de obra, do uso do solo e da estrutura fundiária. Esses fatores são influenciados pelo papel do setor na economia e pela posição do Brasil no comércio global. Para entender o agro recente, é preciso analisar por região e setor, já que ele é desigual e foi impactado pela industrialização e pelas novas conexões com o mercado internacional. Com o fortalecimento das relações entre a agropecuária e as atividades urbanas e industriais, forma-se uma nova divisão regional do trabalho no Brasil. Não há um setor agropecuário único, mas sim sistemas de produção regionalmente diferenciados conforme seus graus de capitalização. O setor agropecuário brasileiro atual se divide em três situações: o setor relativamente desenvolvido do centro-sul, o setor tradicional do Nordeste e o sistema das áreas de expansão da fronteira agrícola. Apesar das diferenças, todos compartilham uma estrutura fundiária altamente concentrada e a dicotomia entre muitos pequenos estabelecimentos e poucos de grande porte. É importante diferenciar os pequenos dos grandes estabelecimentos, organizando-os por grupos de tamanho. No Brasil, essa estratificação se dá em três categorias: estabelecimentos com menos de 10 hectares (majoritariamente minifúndios), entre 10 e 1.000 hectares (que concentram a maior parte da produção e da força de trabalho), e acima de 1.000 hectares (principalmente latifúndios). Desde 1970, o número de minifúndios vem diminuindo, enquanto cresce a concentração fundiária e a expansão dos latifúndios. Os latifúndios no Brasil se destacam pela grande apropriação de terras, muitas vezes voltadas para usos não produtivos ou de baixa produtividade, como florestas e pastagens naturais. Quando têm fins produtivos, preferem o reflorestamento ou pastagens plantadas. Desde a década de 1960, as áreas destinadas a lavouras nos latifúndios são, em termos absolutos, menores do que aquelas nos minifúndios. Nos estabelecimentos com mais de mil hectares, prevalece a ociosidade especulativa, ou seja, a terra é mantida improdutiva visando à valorização imobiliária, relegando a produção agropecuária a segundo plano. Já nos minifúndios, a redução das áreas disponíveis leva a um aumento da oferta de mão de obra excedente, que se soma ao número crescente de trabalhadores sem-terra e sem emprego fixo. Isso pressiona os salários para baixo e intensifica os fluxos migratórios. Nos estabelecimentos médios e grandes, o aumento de trabalhadores acompanha a expansão das áreas cultivadas. Nos minifúndios, porém, o aumento proporcional da força de trabalho eleva a pressão sobre os recursos naturais,resultando em menor produtividade por área e por pessoa. O que tem a vida nesses últimos anos é a progressiva unificação dos mercados de trabalho Urbano e Rurais trata-se de modificação por baixo destinada a massa dos Trabalhadores desprovidos de direitos e recursos além de carentes de qualquer qualificação profissional, esse chamado exército industrial de reserva já se transferiu em boa parte do campo para as cidades É dessa situação vigente no meio rural de continuo crescimento do número de des privilegiados que se origina boa parte das atuais de paridades na distribuição da renda da riqueza e do poder na sociedade brasileira e a ela também se vinculam numerosos conflitos que vão deixando de ser passivos à medida que se fecham as duas válvulas de escape: continua a expansão das fronteiras agrícolas e intenso crescimento e diversidade dos setores urbanos Antes dos anos 1930, os trabalhadores rurais no Brasil não tinham proteção legal e eram totalmente dependentes dos grandes donos de terra. As leis dificultavam o acesso à terra e garantiam o controle dos meios de produção pela elite agrária, que usava isso para manter mão de obra abundante e barata. Até 1891, a Lei de Terras só permitia o acesso à terra por compra, o que impedia os pequenos produtores de conseguir terras e favorecia os grandes proprietários. Mesmo com a Constituição de 1891, que transferiu parte das terras para os Estados, o direito à propriedade privada foi mantido. As leis da época protegiam os donos de terra e reforçavam um sistema agrário injusto, sustentando relações de trabalho desiguais e opressoras. As mudanças começaram em 1930, com a crise e a Revolução, mas não alteraram a estrutura da propriedade da terra. O que mudou primeiro foram as relações de trabalho, com a criação de sindicatos e leis trabalhistas. A Constituição de 1934 trouxe avanços, como o uso campeão por trabalho e a promessa de leis específicas para proteger os trabalhadores rurais. Em 1943, foi criada a CLT, que incluía algumas regras para o trabalho rural. No entanto, os trabalhadores do campo foram deixados de fora da maioria dos direitos garantidos aos urbanos, com a justificativa de que não estavam preparados. Isso reforçou a desigualdade entre campo e cidade e incentivou a migração rural, já que a legislação continuava sem proteger adequadamente quem trabalhava no meio rural. Com a urbanização e industrialização aceleradas, o campo ficou para trás, com os trabalhadores rurais cada vez mais empobrecidos e a questão agrária se agravando em todo o país. Isso levou às primeiras propostas de reforma agrária, que foram rejeitadas. O governo tentou agir, mas suas medidas foram fracas e pouco efetivas. Só na década de 1960 apareceram avanços concretos, como o Estatuto do Trabalhador Rural e o Estatuto da Terra, que levaram alguns direitos trabalhistas ao campo.