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Materiais de Construção II Definição Aglomerantes são materiais ativos, geralmente pulverulentos (dimensões inferiores a 0,075 m), que entram na composição das pastas, argamassas e concretos. Quando misturados com água, exceto os materiais betuminosos, são capazes de endurecer por simples secagem, ou então, em virtude de reações químicas. AGLOMERANTES Materiais de Construção II HISTÓRICO ASSÍRIOS E BABILÔNICOS BETUME GRÉCIA ANTIGA ARGILA EGÍPCIOS GESSO GREGOS ETRUSCOS ROMANOS CAL AÉREA Início do uso de aglomerantes quimicamente ativos Materiais de Construção II HISTÓRICO 1796 – Ing. Joseph Parker CIMENTO DE PEGA RÁPIDA 1800 – 1818 VICAT CAL HIDRÁULICA ARTIFICIAL INGLESES (SÉC. XVIII) CAL HIDRÁULICA NATURAL GREGOS ROMANOS POZOLANAS NATURAIS 1756 - John Smeaton 1824 – Joseph Aspdin CIMENTO PORTLAND Aglomerante obtido pelo cozimento de argila e calcário CAL HIDRÁULICA ARTIFICIAL 1845 – Isaac Johnson CIMENTO DE PEGA NORMAL 1888 - Brasil PIONEIRO AMÉRICA LATINA 1892 - Alemanha CIMENTO PORTLAND COM ADIÇÕES Materiais de Construção II AGLOMERANTES Exemplo • materiais betuminosos – asfaltos, alcatrões • cal – aérea, hidráulica • gesso – comum, anidro, hidráulico • cimento – natural, artificial, aluminoso Materiais de Construção II AGLOMERANTES •Aglomerantes Aéreos •São aqueles cujos produtos de hidratação não resistem à ação da água, como é o caso da cal aérea e do gesso. •Aglomerantes Hidráulicos •São aqueles cujas reações químicas com a água de amassamento, provocam o endurecimento. •Estes aglomerantes formam um produto resistente à água. Entre eles estão o cimento portland, de uso bastante difundido, e a cal hidráulica. Materiais de Construção II Nomenclatura Aglomerantes= materiais ativos (pulverulentos) Agregados = materiais inertes /ativos (granulosos) Aglomerados = argamassas e concretos Pasta = aglomerante + água Argamassa = aglomerante + água + agregado miúdo Concreto = aglomerante + água + agregado miúdo + agregado graúdo AGLOMERANTES Materiais de Construção II Principais propriedades dos aglomerantes a) Pega – solidificação da pasta b) Endurecimento – aumento da resistência c) Durabilidade d) Resistência AGLOMERANTES Materiais de Construção II Conceito de Pega Pega é a perda de fluidez da pasta. Ao se adicionar, por exemplo, água a um aglomerante hidráulico, depois de certo tempo, começam a ocorrer reações químicas de hidratação, que dão origem à formação de compostos, que aos poucos, vão fazendo com que a pasta perca sua fluidez, até que deixe de ser deformável para pequenas cargas e se torne rígida. Materiais de Construção II Início de pega de um aglomerante hidráulico é o período inicial de solidificação da pasta. É contado a partir do lançamento da água no aglomerante, até ao início das reações químicas com os compostos do aglomerante. Esse fenômeno é caracterizado pelo aumento brusco da viscosidade e pela elevação da temperatura da pasta. Fim de pega de um aglomerante hidráulico é quando a pasta se solidifica completamente, não significando, entretanto, que ela tenha adquirido toda sua resistência, o que só será conseguido após anos. A determinação dos tempos de início de e de fim de pega do aglomerante são importantes, pois através deles pode-se ter idéia do tempo disponível para trabalhar, transportar, lançar e adensar argamassas e concertos, regá-los para execução da cura, bem como transitar sobre a peça. Materiais de Construção II AGLOMERANTES “Início de pega” é o intervalo de tempo existente entre a adição de água ao cimento e o começo da reação. Conforme este tempo de “início”, o cimento tem as seguintes classificações: - Pega rápida: menor do que 30 minutos; - Pega semi-rápida: entre 30 e 60 minutos; - Pega normal; mais do que 60 minutos. O tempo de “fim de pega” também é contado á partir da adição da água ao cimento, levando em média de 5 a 10 horas para os cimentos normais. Materiais de Construção II AGLOMERANTES Classificação quanto ao modo de endurecer a) quimicamente inertes – aqueles que endurecem sem que ocorram reações químicas b) quimicamente ativos – são aqueles tipos de aglomerantes que endurecem através de reações químicas - aéreos : são aqueles que mesmo após seu endurecimento, não resistem quando em contato com água - hidráulicos: ao contrário dos aéreos, resistem, após o seu endurecimento, satisfatoriamente, quando em contato com a água Materiais de Construção II AGLOMERANTES a) Aéreos - cal aérea e gesso b) Hidráulicos - cal hidráulica e cimentos O poder de hidraulicidade (propriedade de resistir a água, após o seu endurecimento) dos aglomerantes é devido a existência de alguns elementos. A identificação dos aglomerantes aéreos e hidráulicos é feita a partir do Índice de Hidraulicidade (Índice de Vicat). Este índice é obtido através da seguinte relação: Materiais de Construção II AGLOMERANTES IH(IV) – Argilas/Calcários IH = (%SiO2 + %Al2O3 + %Fe2O3)/ %CaO Quando este índice é inferior ou igual a 0,10, os aglomerantes são denominados aglomerantes aéreos. Valores superiores a 0,10, os aglomerantes são denominados de aglomerantes hidráulicos. Teor de argila (%) no calcário Índice de hidraulicidade Duração de pega Fracamente hidráulicas 5 a 8 0,10 a 0,16 2 a 4 semanas Medianamente hidráulicas 8 a 15 0,16 a 0,30 1 a 2 semanas Fortemente hidráulicas 15 a 19 0,30 a 0,40 2 a 6 dias Eminentemente hidráulicas 19 a 22 0,40 a 0,50 1 dia ou menos Materiais de Construção II AGLOMERANTES Módulo de Michaelis (M) M = (%CaO) / (%SiO2 + %Al2O3 + %Fe2O3) Nome Matéria-Prima (SiO2+Al2O3+Fe2O3) CaO Cal aérea Calcário pouco argiloso 0,10 Cal hidráulica Calcário argiloso 0,10-0,50 Cimento Natural Pega lenta 0,50-0,65 Pega rápida 0,60-0,80 Artificial Pega lenta Mistura Calcário-argila 0,45-0,50 Pega rápida 0,60-0,80 Aglomerantes e Inverso do Módulo de Michaelis