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CLIMATOLOGIA AULA 1 Profª Karen Estefania Moura Bueno 2 CONVERSA INICIAL Prezado(a) aluno(a), estamos iniciando a disciplina de Climatologia. Assim sendo, teremos seis aulas, as quais foram divididas em temas relevantes para a compreensão da dinâmica climática do nosso planeta e, especificamente, da América do Sul e do Brasil. Nossas aulas abordarão os seguintes temas: climatologia e atmosfera terrestre; elementos e fatores condicionantes do clima; dinâmica da atmosfera; clima: classificações e efeitos em escala regional e global; climas do Brasil; mudanças climáticas no contexto global; pesquisa e ensino em Climatologia. Dados os temas, iniciaremos esta aula com o primeiro deles. O objetivo desta aula consiste em abordar os conceitos básicos da climatologia, sua evolução histórica e compreender os aspectos físicos e químicos da atmosfera. Primeiramente, vamos tratar dos conceitos básicos e evolução histórica da climatologia. Em seguida, discutiremos os efeitos da abordagem espacial e temporal em climatologia, buscando uma melhor análise dos fenômenos atmosféricos, bem como sua ocorrência e consequências no tempo e no espaço. Na sequência, serão abordadas as camadas da atmosfera, destacando suas principais características, da mesma forma, serão apresentados os atributos físico-químicos que compõem a atmosfera. Por fim, serão retratados os efeitos da radiação solar e o balanço da energia solar. TEMA 1 – ASPECTOS GERAIS E HISTÓRICOS DA CLIMATOLOGIA Primeiramente, é de suma importância que compreender alguns conceitos, como o conceito da disciplina em questão, que é climatologia. Muitas pessoas confundem a climatologia com meteorologia, no entanto, tratam-se de ciências distintas. Segundo Mendonça e Danni-Oliveira (2007), a Climatologia é uma ciência ligada à Geografia, que estuda os padrões climáticos de comportamento da atmosfera e suas interações com os elementos geomorfológicos, hidrológicos, biológicos e antrópicos por um período de, no mínimo de 30 anos. É pertinente destacar que a climatologia também é relevante no amplo espectro das ciências ambientais de forma interdisciplinar. De acordo com Ayoade (2002), meteorologia é a ciência que estuda a atmosfera e seu estado físico, químico e dinâmico, levando em conta a interação 3 com a superfície terrestre. Leva em conta menores escalas temporais, como poucos anos, dias e até mesmo horas, sendo que é por meio dessa ciência que se efetua diariamente a previsão do tempo. Outros conceitos que são comumente confundidos são o clima e o tempo. O clima é definido como a dinâmica atmosférica de um local a partir da observação de, no mínimo, trinta anos de dados. Assim, é possível definir o tipo de clima de uma região, por exemplo, “a região Norte do Brasil apresenta predominância do clima tropical” ou “o clima da região Norte da África é caracterizado como clima desértico”. Já o conceito de tempo está relacionado com a condição momentânea da atmosfera, por exemplo, “hoje o dia está ensolarado” ou “o tempo frio de ontem me deixou resfriado”. Portanto, ao assistir a previsão do tempo em algum telejornal ou acessar essas informações pela internet, lembre-se de que que você irá verificar como estará o tempo e não o clima. Desde as primeiras aglomerações, as condições atmosféricas influenciam o homem e suas diversas ações, ou seja, o ser humano sempre precisou se adaptar ao clima para sobreviver. Portanto, o tempo meteorológico e até mesmo o clima interferem no modo de vida das pessoas desde a antiguidade, fazendo com que o ser humano venha se adaptando ao frio, calor, escassez ou excesso de chuvas, que estão diretamente relacionados com a localização das suas atividades, a disponibilidade de alimento, a água e até aspectos culturais, como o vestuário e as formas de abrigo. É pertinente destacar que, na antiguidade, a ciência da climatologia estava relacionada às divindades. Os gregos foram os primeiros a registrar e documentar suas reflexões a respeito do comportamento da atmosfera. Após um longo período de estagnação, a retomada da produção intelectual e a busca pelo conhecimento científico ressurge com o Renascimento, em que foram criados diversos instrumentos que até hoje são utilizados, como o termômetro, criado por Galileu Galilei em 1593 e o barômetro, criado por Torricelli em 1643 (Ayoade, 2002; Mendonça, 2007). A climatologia tradicional começa a ser produzida no século XVII, com o surgimento das leis da física, que auxiliaram na compreensão de como funciona o universo. Desde então, o conhecimento e a descrição do comportamento da atmosfera passaram a ser fundamental, tendo em vista alguns marcos históricos 4 como o expansionismo europeu, que demandava a otimização do transporte de cargas, mercadorias, alimentos e bens. No século XIX, o desenvolvimento do telégrafo permitiu com que houvesse um monitoramento mais minucioso do comportamento da atmosfera, com observatórios meteorológicos. A Primeira e a Segunda Guerra mundial também demandaram avanços tecnológicos e científicos para criar as estratégias de guerra em diferentes locais na primeira metade do século XX. Inclusive, em 1950 foi criada a Organização Meteorológica Mundial (OMM), que unificou os dados e permitiu a criação do primeiro banco de registros meteorológicos. Em seguida, na década de 1960, foram lançados satélites meteorológicos no espaço. A Climatologia Moderna surge com a necessidade não só de descrever, como também de compreender e explicar os fenômenos atmosféricos, pois a atmosfera é dinâmica e não estática. Além disso, as demandas da sociedade para o planejamento de suas atividades são fundamentais para a ascensão da climatologia moderna, pois passa a atuar nas áreas da agricultura, aviação, comércio e indústria, além da utilização para a previsão de eventos extremos. consequentemente, a demanda por novos instrumentos para a coleta e armazenamento de dados é imprescindível. Assim, no contexto atual, dados meteorológicos são coletados por meio de estações meteorológicas, satélites meteorológicos, aeronaves, balões, radares, entre outros instrumentos. TEMA 2 – ESCALAS DE ABORDAGEM Em climatologia, a delimitação da escala tende a ser mais complexa, comparando com outras vertentes da Geografia. De maneira geral, deve-se pensar em duas escalas: a da dimensão ou ordem de grandeza espacial (extensão) e temporal (duração) do fenômeno climático que se quer estudar. A seguir, falaremos dessas escalas. 2.1 Escala espacial As escalas espaciais (extensão) consistem em: macroclima, mesoclima e microclima. Segundo Ayoade (2002) e Mendonça (2007), o macroclima consiste na maior área de abrangência da escala espacial, pois é nessa escala que são 5 abordados os climas do mundo, suas divisões latitudinais e subdivisões regionais. Já o mesoclima consiste em uma unidade espacial média, intermediária (centenas de km²) que contempla os climas regionais e estuda a ação dos sistemas secundários, como tornados e furacões, além de agentes regionais da paisagem, como as florestas. Por exemplo, no Sul e Sudeste da Ásia ocorre o clima de monções. Por fim, o microclima é a menor unidade espacial, com dimensão em dezenas de m². Os elementos que condicionam o clima nessa escala estão diretamente relacionados a fatores imediatos e não mais regionais, como a circulação atmosférica próxima da superfície terrestre (até 2 metros de altitude), o uso e ocupação do solo, a rugosidade do relevo, entre outros. Como exemplo, uma rua, uma área agrícola ou a margem de um lago, são áreas passíveis de estudos relacionados ao microclima. 2.2 Escala temporal Com base em Mendonça e Danni-oliveira (2007) serão descritas as escalas temporais em climatologia. Primeiramente, vamos compreender sobre a escala paleoclimática,que se refere a eventos climáticos ocorridos desde a formação da Terra. Nesse sentido, essa escala leva em conta os indicadores biológicos (fósseis, anéis de crescimento de árvores, pólens, esporos, fitólitos etc.), litológicos (sedimentos, camadas de aluviões, depósitos de sal etc.) e geomorfológicos (terraços fluviais, dunas, formas residuais de relevo, inselbergs etc.) para determinar tipos climáticos e mudanças climáticas ocorridos no passado. Outra escala temporal é a histórica, diretamente relacionada ao surgimento do homem no planeta. Nessa escala são levadas em conta pinturas rupestres, relatos de viagens e até mesmo registros de condições atmosféricas que foram mensurados. Por fim, a escala contemporânea, que está relacionada ao contexto atual, leva em conta a análise de dados atmosféricos mensurados por, no mínimo, 30 anos. São utilizados bancos de dados medidos por estações meteorológicas para determinar o tipo de clima de um país ou região, bem como se houve mudanças climáticas (Mendonça; Danni-Oliveira, 2007). O Quadro 1 diferencia 6 macroclima, mesoclima e microclima nas escalas horizontal e vertical, bem como na temporalidade. Quando 1 – Diferença entre macroclima, mesoclima e microclima Ordem de grandeza Subdivisões Escala horizontal Escala vertical Temporalidade das variações mais representativas Exemplo Macroclima Clima zonal > 2.000 km 3 a 12 km Algumas semanas a vários decênios O globo, um hemisfério, um oceano ou continente etc. Mesoclima Clima regional 2.000 km a 10 km 12 a 100 m Várias horas a alguns dias Montanha, região natural ou metropolitana, uma cidade etc. Microclima - 10 km a alguns m Abaixo de 100 m De min ao dia Bosque, uma rua, uma edificação etc. Fonte: elaborado com base em Mendonça; Danni-Oliveira, 2007. TEMA 3 – DIVISÃO DA ATMOSFERA Agora, vamos falar sobre a divisão da atmosfera. Mas, primeiramente, qual é o conceito de atmosfera? Segundo Ayoade (2002), a atmosfera é a camada de gases retida na Terra pela força gravitacional. Considerando características físicas, como densidade e altura, a atmosfera pode ser dividida em cinco principais camadas, que são: exosfera, termosfera, mesosfera, estratosfera e troposfera (Figura 1). A seguir, serão descritas brevemente cada uma delas. A exosfera é a camada limite entre a atmosfera terrestre e o espaço sideral, que está localizada entre 500 e 750 km da superfície da Terra, ocorre a 7 perda de densidade. A termosfera é a camada mais quente da atmosfera, com temperatura de, aproximadamente, 700°C e que está localizada a cerca de 200 km da superfície terrestre. Já a mesosfera, como o próprio nome diz, está entre as duas camadas mais altas e as duas camadas mais baixas da atmosfera. Nela, o ar é mais rarefeito, ou seja, o oxigênio é consideravelmente reduzido, além de apresentar baixas temperaturas. A estratosfera é a camada na qual se encontra a camada de ozônio (O3), que protege a superfície da Terra dos raios ultravioleta (UV), filtrando cerca de 95% dessa radiação, permitindo com que haja vida em nosso planeta. Essa camada está localizada entre 20 km e 35 km da superfície terrestre. Por fim, a troposfera é a camada mais próxima da superfície terrestre, na qual ocorrem os fenômenos climáticos, como chuvas, ciclones, tornados, inversão térmica, entre outros. Dessa forma, é essa última camada o foco dos climatólogos e meteorologistas. Figura 1 – Camadas da atmosfera Crédito: Designua/Shutterstock. 8 TEMA 4 – ATRIBUTOS FÍSICO-QUÍMICOS DA ATMOSFERA A divisão da atmosfera não se dá apenas por suas características físicas (de acordo com a sua densidade e altura), como vimos anteriormente. Assim sendo, ao considerar suas características físico-químicas, a atmosfera pode ser dividida em duas grandes camadas: homosfera e heterosfera. Essas duas camadas serão descritas com base em Mendonça e Danni-Oliveira (2007). A homosfera é a camada mais próxima da superfície, localizada nos primeiros 90 km de altura, e tem uma distribuição uniforme dos componentes atmosféricos. Os compostos mais relevantes dessa camada são o material particulado em suspensão e o vapor d’água. O material particulado consiste em substâncias que podem ser de origem natural ou antrópica, como poeira, sal, matéria orgânica, materiais provenientes da queima de combustíveis fósseis, entre outros. Na heterosfera, ao contrário da camada inferior, e como o próprio nome diz, existem diferentes gases que formam camadas com composições químicas distintas, como o nitrogênio molecular entre 90 e 200 km de altitude, o oxigênio atômico entre 200 a 1.100 km, os átomos de hélio entre 1.100 a 3.500 km e átomos de nitrogênio a partir de 3.500 km. TEMA 5 – RADIAÇÃO SOLAR É importante destacar que a radiação solar é formada no interior do Sol, por meio de um processo contínuo de conversão de hidrogênio em hélio, que libera grandes quantidades de calor que chegarão até a Terra. A atmosfera do nosso planeta não somente absorve a energia solar, como também a reflete e difunde. A capacidade de refletir radiação solar é chamada de albedo, e como exemplo é possível citar as nuvens, que impedem a penetração de parte da energia solar diretamente na superfície, apresentando capacidade de refletir/refratar a radiação. Pode-se afirmar que, de maneira geral, quanto maior a absorção de radiação, menor o albedo e mais escura é a superfície, como florestas, solo exposto e asfalto, os quais possuem albedo mais baixo. Já as superfícies de baixa absorção de radiação e que refletem mais, apresentam maior albedo, como nuvens, neve e dunas de areia. Portanto, o albedo é inversamente proporcional à absorção de radiação e diretamente proporcional à reflectância 9 do alvo. Para compreender melhor a relação entre o tipo de superfície e o albedo, observe o Quadro 2. Quadro 2 – Diferença de albedo em superfícies Tipo de superfície Albedo (%) Neve recém-caída 80 – 90 Neve caída há dias 50 – 70 Gelo 50 – 70 Dunas de areia 30 – 60 Terra 31 Savana seca 20 – 25 Cultivo seco 20 – 25 Concreto seco 17 – 27 Areia 15 – 25 Estepes e pradarias 15 – 20 Cidades 14 – 18 Floresta boreal no verão 10 – 20 Cana-de-açúcar 15 Solo negro seco 14 Solo negro úmido 8 Madeira 5 – 20 Floresta pluvial tropical 5 – 15 Solo nu 7 – 20 Asfalto 5 – 10 Lua 6 – 8 Mar agitado 2 – 10 Mar calmo 2 – 5 Fonte: elaborado com base em Cuadrat, 2009; Mendonça; Danni-Oliveira, 2007. A capacidade de uma superfície absorver calor pode resultar em aumento de temperatura, como em ruas asfaltadas. Como mostra o Quadro 2, o albedo do asfalto é baixo, fazendo com que esse tipo de superfície absorva muito calor, contribuindo para o aumento de temperatura em escala de microclima e até mesmo mesoclima. É por conta disso que a arborização urbana é recomendada a fim de proporcionar temperaturas agradáveis durante as estações mais 10 quentes em cidades. Isso pode ser facilmente percebida na cidade onde você mora, em dias quentes e ensolarados, ao transitar por uma rua sem arborização e, em seguida, por uma rua com arborização. Essa vivência também é uma sugestão de atividade de campo que pode ser realizada com alunos do ensino fundamental e médio. 5.1. Balanço da radiação Segundo Mendonça e Danni-Oliveira (2007), levando em consideração a radiação dentro do sistema Atmosfera-Terra, o balanço pode ser simplificado entre input (entrada) e output (saída), resultando no ajuste da temperatura e até mesmo nas trocas de calor dos corpos que compõem o sistema Atmosfera-Terra. Tendo em vista esses pressupostos, pode-se afirmar que é por meio do balanço de radiação médio anual para o Planeta que é aferida a interação, a troca de calor e a diferença entre as entradas e saídasentre tais corpos. Essa é uma maneira simplificada de quantificação, tendo em vista que se trata de algo complexo e que demanda a compreensão do ser humano. A Figura 2 apresenta um esquema ilustrativo do balanço energético da Terra, na qual é possível evidenciar a energia incidente, refletida, absorvida e radiada. Parte da energia proveniente do Sol é retida pela atmosfera e, de acordo com Ayoade (2002), cerca de 25% da radiação solar que atinge a superfície da atmosfera é refletida. A outra parte da energia proveniente do Sol atinge a superfície, sendo, então, absorvida. No entanto, essa energia absorvida pela superfície é novamente liberada. Contudo, como cada local da superfície da Terra apresenta características físicas específicas, como já citado anteriormente, o balanço pode se dar de maneira diferente em termos de percentual refletido, absorvido e radiado. 11 Figura 2 – Balanço energético da Terra Crédito: Elias Dahlke. Ainda, segundo Ayoade (2002), em escala diária, o balanço de radiação para a superfície terrestre normalmente é positivo durante o dia e negativo durante a noite. Em escala anual, o balanço de radiação da atmosfera é negativo, já o da superfície é positivo. Tendo em vista esses pressupostos, é pertinente citar que a interação, a troca de calor, a diferença entre as entradas e saídas de calor entre os corpos de toda Atmosfera-Terra costuma ser aferida por meio do balanço de radiação médio anual para o Planeta, ou seja, uma maneira simplificada de quantificação, tendo em vista que se trata de algo complexo e que demanda a compreensão do ser humano. Outro fenômeno que está relacionado com o balanço de energia entre Atmosfera-Terra é o efeito estufa. Mas como isso ocorre? Como vimos, parte da energia proveniente do Sol é retida pela atmosfera e a outra parte atinge a superfície, sendo então absorvida. Essa energia absorvida pela superfície é 12 novamente liberada, mas parte dela não consegue atingir o espaço exterior e acaba retida entre a atmosfera e a superfície, resultando no efeito estufa. Dessa forma, o aumento do efeito estufa resulta em uma alteração do balanço de energia entre o sistema Atmosfera-Terra, sendo que o Dióxido de carbono (CO2) é um dos principais componentes responsáveis pela contra radiação. Portanto, as atividades antrópicas são responsáveis pela intensificação do efeito estufa, sendo que muitos debates e acordos vêm sendo promovidos para minimizar as emissões de CO2 na atmosfera, visando desacelerar mudanças climáticas. NA PRÁTICA Pesquise as características das previsões de tempo atuais e de alguns meses passados, tentando correlacionar o comportamento da dinâmica atmosférica (as temperaturas aumentaram ou diminuíram? A pluviosidade subiu ou caiu? Os dias estão mais curtos ou mais longos?). Com as características da estação do ano em que você está passando. Acesso o site do Instituto Nacional e Meteorologia (INMET). Essa atividade tem como objetivo um primeiro contato com o acesso de séries de dados meteorológicos por meio de sites oficiais, bem como a interpretação básica dos dados, visando exercitar a compreensão do comportamento da atmosfera em diferentes escalas temporais. FINALIZANDO Nesta aula foram contemplados os principais conceitos que englobam a ciência da Climatologia. Esses conceitos vão permear toda a nossa disciplina e serão fundamentais para a compreensão dos conteúdos nas aulas seguintes. Abordamos o efeito da escala na climatologia, visando entender qual a atuação e consequência dos fenômenos climáticos no tempo e no espaço. Conhecemos também a camada de gases que envolve a Terra, a atmosfera, bem como suas respectivas camadas: exosfera, termosfera, mesosfera, estratosfera e troposfera. Esta última é a camada de maior interesse para os climatólogos e meteorologistas, pois é nela que ocorrem os fenômenos climáticos, como chuvas, ventos, ciclones, entre outros. Por fim, vimos que nem toda a radiação solar emitida atinge a superfície terrestre e que a atmosfera tem papel fundamental nessa questão. Para a melhor compreensão das variações de energia que ocorrem no sistema Atmosfera- Terra, os cientistas quantificam por meio do balanço de energia. Vale destacar 13 que a intensificação do efeito estufa é resultante da alteração do balanço de energia do sistema Atmosfera-Terra, pois parte da energia proveniente da contra radiação não consegue sair da atmosfera e atingir o espaço exterior, ficando então presa entre a atmosfera e superfície. 14 REFERÊNCIAS AYOADE, J. O. Introdução à climatologia para os trópicos. 8. ed. Rio de janeiro: Bertrand Brasil, 2002. MENDONÇA, F.; DANNI-OLIVEIRA, I. M. Climatologia: noções básicas e climas do Brasil. São Paulo: Oficina de Textos, 2007. MONTEIRO, C. A. F. O estudo geográfico do clima. Cadernos geográficos, Florianópolis, n. 1, 1999.