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REVISÃO DA AULA PASSADA • Modelo de Manoel & Connoly - Os melhores estímulos por faixa etária - Fase dos movimentos fetais: aquisição dos movimentos na vida intrauterina - Fase dos movimentos reativos: estimulação externa (meio físico e social) - Fase dos movimentos espontâneos: SEM estimulação externa (exploração dos meios) APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO MOTOR abelfreitag affreitag@uem.brDoutor em Educação Física MBA em Gestão Empresarial Mestre em Ciências da Saúde Especialista em Gestão de Saúde Bacharel em Educação Física Prof. Dr. Abel Felipe Freitag MODELO DE MANOEL & CONNOLLY I II III IV Desenvolvimento Motor inicial Categorias de movimento Conceitos, classificação de habilidades e estágios da AM Introdução ao Desenvolvimento Motor (DM) Modelos DM: DESCRITIVO, ampulheta (GALLAHUE) Movimentos reflexos e espontâneos, fundamentais e especializados CONTEÚDO PROGRAMÁTICO Instrução e demonstração, estabelecimento de metas, feedback: conhecimento de resultado/performance Estabilizadora, locomotora, manipulativa e balística Introdução à Aprendizagem Motora Estrutura de prática Randômica e em bloco, variada e constante, distribuída e maciça Princípios da aprendizagem da habilidade Processamento da Informação: atenção e memória, transferência Modelos DM: EXPLICATIVO, descrição dinâmica (Manoel & Connolly) Modelos DM: EXPLICATIVO, descrição simbólica (Manoel & Connolly) Estágios da AM THELEN, 1995 • 03 meses de idade, em decúbito dorsal • Tornozelos atados a fios que se ligavam a um conjunto de chocalhos e brinquedos suspensos no seu campo visual • OBJETIVO: Associar os chutes com a movimentação dos chocalhos • Chutes simultâneos (em fase) • Chutes realizados de forma alternada (fora de fase); + atraente = SOM • RESULTADO: chutar alternado→ chutar simultâneo ✔️ Ótima capacidade para associar movimentos a eventos • Preferência do sistema: movimento de MMII em padrão alternado ✔️ Respostas + prazerosas optaram pelos movimentos simultâneos ✔️ Associação acontece com eventos externos + fixação de ritmos pessoais ESTUDO 01 Goldfield, Kay e Warren, 1993 ESTUDO 02 • 06 meses de idade, em um cesto suspenso na porta • Jolly jumper: bebê suspenso em postura ereta • Atrativo: flexão/extensão das pernas→ saltar (tiras elásticas) a) Característica: reconhecem e demonstram prazer em aproveitar • OBJETIVO: verificar se os bebês estabelecem alguma estratégia para realizar esses saltos • RESULTADO: preferência aos saltos de impulsão simultânea ✔️ Melhor relação entre FREQUÊNCIA e AMPLITUDE dos saltos de forma que aumente o nº de saltos numa sequência CONSIDERAÇÕES • Recém-nascidos: eram vistos como autônomos ou máquinas guiadas por reflexos • Outras manifestações motoras: não eram apreciadas por se tratarem de movimentos sem propósito aparente FERRONATO PAM e MIRANDA ML, 2011 CONSIDERAÇÕES • Dados recentes: o bebê está desde cedo procurando regularidade no ambiente por meio de seus próprios movimentos a) Espontâneos, supostamente desordenados ou estereotipados, constituem-se nas primeiras formas em que se fixam relações meio-fim no comportamento b) Habilidades motoras, não são considerados por padrões de movimentos particulares; se distinguem por uma apropriada relação meio-fim, cuja compreensão define o sucesso na execução motora FERRONATO PAM e MIRANDA ML, 2011 Fase das AÇÕES MOTORAS BÁSICAS (AMB) Fase de COMBINAÇÕES das AMB Fase de AÇÕES MOTORAS ESPECIALIZADAS • Aquisição de movimentos voluntários • HM utilizadas para a vida diária→ fundamentos para habilidades específicas • Determinismo genético → correlações entre fatores INTERNOS e EXTERNOS: contribuem na aquisição • A partir daí: categorias passam a ser chamadas de AÇÕES, e não MOVIMENTOS → INTENÇÃO, META FERRONATO PAM e MIRANDA ML, 2011 Fase das AÇÕES MOTORAS BÁSICAS (AMB) Fase de COMBINAÇÕES das AMB Fase de AÇÕES MOTORAS ESPECIALIZADAS • Contextualização dos movimentos diante das ATIVIDADES e TAREFAS que o indivíduo precisa realizar para viver • INTENÇÃO de realizar determinados OBJETIVOS • DM é desenvolvimento da ação motora • DM na infância: caracteriza-se pela forma como as ações são construídas a partir da intencionalidade da criança num dado contexto físico e social • Criança é agente do seu próprio desenvolvimento, mesmo que de forma rudimentar VALSINER, 1997 Fase das AÇÕES MOTORAS BÁSICAS (AMB) Fase de COMBINAÇÕES das AMB Fase de AÇÕES MOTORAS ESPECIALIZADAS • Habilidades + marcantes da 1ª infância: ALCANÇAR, AGARRAR ou APREENDER OBJETOS a) 1º IDENTIFICAR O ITEM À ALCANÇAR: controle postural + orientação par situar-se numa posição b) 2º LEVAR A MÃO ATÉ ELE Fase das AÇÕES MOTORAS BÁSICAS (AMB) Fase de COMBINAÇÕES das AMB Fase de AÇÕES MOTORAS ESPECIALIZADAS Thelen, Ulrich e Wolff, 1991 ESTUDO 01 • 03 à 54 semanas de vida (1,15 anos) • Movimentos incertos dos MMSS→ trajetória mais direta para o objeto (após a 17ª semana) • Grande variabilidade entre os indivíduos ❌ Dificuldade em controlar seu braço numa trajetória ✔️ Selecionar algumas trajetórias entre inúmeras possíveis ✔️ Alcançam artigos à frente e; em movimento Fase das AÇÕES MOTORAS BÁSICAS (AMB) Fase de COMBINAÇÕES das AMB Fase de AÇÕES MOTORAS ESPECIALIZADAS LEE; VON HOFSTEN; COTTON, 1997 ESTUDO 02 • Bebês com 06 meses de idade • Capazes de interceptar objetos em movimento: “controle artificial da postura”→ estabilização • Grande variabilidade entre os indivíduos ✔️ Demonstram saber onde o objeto estaria no futuro a) Orientação da mão em relação o artigo (05 meses) b) Início do fechamento da mão antes do contato com o item (05 meses) c) Abertura da mão de acordo com o tamanho do objeto (09 meses) Fase das AÇÕES MOTORAS BÁSICAS (AMB) Fase de COMBINAÇÕES das AMB Fase de AÇÕES MOTORAS ESPECIALIZADAS LEE; VON HOFSTEN; COTTON, 1997 ESTUDO 03 • Bebês em situações nas quais o objeto se move num plano vertical à sua frente e muda de direção de forma inesperada ✔️ Altera a trajetória de sua mão após a alteração do curso do objeto ✔️ Os bebês são bem mais competentes em suas ações do que se imaginava há tempos atrás ✔️ Grande parte de nossas atividades diárias envolvem a realização de movimentos no tempo apropriado em virtude de eventos ambientais → deve começar bem cedo ✔️ Habilidades que servirão de BASE para as seguintes... Fase das AÇÕES MOTORAS BÁSICAS (AMB) Fase de COMBINAÇÕES das AMB Fase de AÇÕES MOTORAS ESPECIALIZADAS • Habilidades de Locomoção + Manipulação + Estabilização • Aumento na complexidade das AMB, uma vez que combinadas entre si Fase das AÇÕES MOTORAS BÁSICAS (AMB) Fase de COMBINAÇÕES das AMB Fase de AÇÕES MOTORAS ESPECIALIZADAS • Resultado da influência cultural • Ocorrência de correlações entre fatores internos e externos ao organismo • Classificadas como habilidades do cotidiano, ocupacionais, expressivas, artísticas, esportivas e recreativas • Definir os modelos de sequência de DM que expressam a existência de estados de organização motora distintos. • Cada estado consistiria em uma lógica diferente de organização e produção de movimentos • 04 etapas de desenvolvimento: a) FASE DE EMERGÊNCIA DO MOVIMENTO: formação dos movimentos pré e pós-natais b) FASE DE EMERGÊNCIA DAS AÇÕES MOTORAS: estabelecimento das relações meio-fim na interação com o ambiente a partir dos movimentos reativos e espontâneos c) FASE DE ESTABILIZAÇÃO e ADAPTAÇÕES DE AÇÕES MOTORAS: formação de programas de ação, hierarquicamente organizados→ aumento da diversificação e da complexidade do CM d) FASE DE ACOMODAÇÃO e DEGENERAÇÃO DE AÇÕES MOTORAS (2º ano até idade adulta): acentuação do envelhecimento, AM passam por mudanças para se acomodar-se às alterações orgânicas do indivíduo Manoel e Connolly, 1995 Referências FERRONATO PAM e MIRANDA ML. Aprendizagem e Desenvolvimento Motor. Cadernos de Estudos e Pesquisas da UNIP: 2011. Disponível em: https://www.passeidireto.com/arquivo/42479423/aprendizagem-e-desenvolvimento-motor,acesso em: 19/09/2023. GOLDFIELD EC, KAY BA, WARREN WH Jr. Infant bouncing: The assembly and tuning of action systems. Child Development 64: 1128-1142, 1993. Lee DN, von Hofsten C, Cotton E. Perception in action approach to cerebral palsy. In: Connolly KJ, Forssberg H (eds) Neurophysiology and neuropsychology of motor development. Clinics in Dev Med, no 143/144. Mac Keit Press, Cambridge University Press, Cambridge 257–285, 1997. MANOEL, E.J.; CONNOLLY, K.J. Variability and the development of skilled actions. International Journal of Psychophysiology, v.19, p. 129-47, 1995. PRECHTL, H.F.R. Prenatal motor development. In M.G. Wade & H.T.A. Whiting (Eds.), Motor development in children: aspects of coordination and control. Dordrecht: Martinus Nijhoff, 1986. PRETCHL, HFR & NOLTE, R. 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