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Direitos Sociais 
Coletivos e Protetivos
Aula 8
Prof. Vagner PATINI 
Professor: Vagner PATINI Martins
Mestre em Ciência Sociais (política) - PUC/SP
Pós-graduado em Direito Sindical – ESA/SP
Pós-graduado em Direito e Processo do Trabalho – ESA/SP 
Graduado pela FMU
Diretor da Comissão de Direito Sindical da OAB – Jabaquara 
Membro da Comissão de Direito Sindical da – Seccional SP
 Advogado atuante na área Trabalhista e Sindical
Agenda do encontro:
• ROTEIRO DE ESTUDOS
ü Princípios de Direito Coletivo do Trabalho
• DÚVIDAS.
Direito Coletivo
do Trabalho
PRINCÍPIOS
princípios do DCT→ 3 grupos 
(de acordo c/ matéria e 
objetivos enfocados)
princípios assecuratórios 
das condições de 
emergência e afirmação 
da figura do ser coletivo 
obreiro
princípios que tratam das 
relações entre os seres 
coletivos obreiros e 
empresariais no contexto 
da negociação coletiva 
princípios que tratam das 
relações entre normas 
coletivas negociadas e 
normas estatais
a) princípios assecuratórios das condições de emergência e afirmação da 
figura do ser coletivo obreiro → sua observância viabiliza o florescimento das 
organizações coletivas dos trabalhadores
princípio da liberdade associativa e sindical → refere-se à ampla prerrogativa de 
associação dos trabalhadores e, como consequência, de sindicalização; 
princípio da autonomia sindical → assegura condições à existência dos sindicatos 
de trabalhadores. 
b) princípios que tratam das relações entre os seres coletivos obreiros e empresariais 
no contexto da negociação coletiva → regem as relações entre os grupos (status, 
poderes e parâmetros de conduta dos seres coletivos trabalhistas)
princípio da interveniência sindical na normatização coletiva → define a 
obrigatoriedade de participação dos sindicatos de trabalhadores nas negociações 
coletivas; 
princípio da equivalência dos contratantes coletivos → estabelece um tratamento 
igualitário para os sindicatos de trabalhadores e patronais; 
princípio da lealdade e transparência nas negociações coletivas → fixa premissas 
essenciais ao desenvolvimento democrático e eficaz das negociações coletivas. 
c) princípios que tratam das relações entre normas coletivas negociadas e normas estatais 
→ que estabelecem as relações e efeitos entre as normas produzidas pelo Direito 
Coletivo, (através da negociação coletiva) e as normas heterônomas tradicionais do Direito 
Individual do Trabalho
princípio da criatividade jurídica da negociação coletiva → os instrumentos 
decorrentes da negociação coletiva (convenção e acordo coletivo de trabalho) 
caracterizam-se como efetivas normas jurídicas (com suas características próprias: 
generalidade, abstração e força coercitiva), que integram o ordenamento jurídico, 
convivendo em harmonia com as normas de origem estatal;
princípio da adequação setorial negociada → permite 
que as normas coletivas possam prevalecer sobre as 
normas jurídicas individuais de origem estatal, desde 
que respeitados os seguintes critérios autorizativos: 
a) quando implementam um padrão de direitos 
superior ao padrão geral oriundo da legislação 
aplicável; 
b) quando transacionam setorialmente parcelas 
justrabalhistas de indisponibilidade apenas 
relativa (e não de indisponibilidade absoluta)
Atenção! 
Os princípios que tratam das relações entre normas coletivas negociadas e 
normas estatais foram relativizados pela Lei n. 13.467/2017 (Reforma 
Trabalhista) 
tendo em vista as profundas alterações na dinâmica da negociação 
coletiva e sua relação com as previsões legislativas, bem como na 
ampliação da autonomia privada coletiva.
Explicamos → Lei n. 13.467/2017 (Reforma Trabalhista):
ampliou enormemente as possibilidades da negociação coletiva → estabelece 
que a convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho têm prevalência sobre a 
lei quando dispuserem, entre outros (rol exemplificativo, portanto), sobre as 
matérias indicadas no art. 611-A*, CLT
* mais adiante veremos o art. 611-A com mais detalhes
ao contrário → em âmbito muito mais restrito, as previsões de convenções coletivas 
e acordos coletivos de trabalho que são consideradas ilícitas são indicadas 
taxativamente no art. 611-B, CLT. 
• Que basicamente se limita a reproduzir o rol de direitos trabalhistas 
constitucionalmente assegurados
• art. 8º, § 3º, e art. 611-A, § 1º, CLT → no exame da convenção coletiva e do acordo 
coletivo de trabalho a Justiça do Trabalho analisará exclusivamente a conformidade dos 
elementos essenciais do negócio jurídico, respeitado o disposto no art. 104 do Código 
Civil e balizará sua atuação pelo princípio da intervenção mínima na autonomia da 
vontade coletiva.
• portanto → previsão contida em convenção coletiva ou em acordo coletivo de trabalho 
poderá prevalecer sobre o que está disposto em lei, mesmo que a nova determinação 
prejudique o trabalhador
• lógica da Lei n. 13.467/2017 → a análise sobre uma determinada condição prevista em 
norma coletiva somente deve considerar a situação fática que levou à sua pactuação.
• art. 620 da CLT
• prevê que as condições estabelecidas em acordo coletivo de trabalho sempre 
prevalecerão sobre as estipuladas em convenção coletiva de trabalho.
• parte do pressuposto de que a negociação por empresa, por ser mais próxima às 
condições concretas envolvidas na relação entre trabalhadores e empregador, 
contém previsões que concretamente são mais benéficas do que as previstas 
genericamente para a categoria.
Princípio da Liberdade Associativa e Sindical
O princípio da Liberdade Associativa e Sindical se divide em duas partes: a liberdade 
de associação, que é mais abrangente, e a liberdade sindical. A liberdade de 
associação diz respeito à capacidade de reunir-se (agregação ocasional) e associar-
se (agregação permanente), com o direito do associado de se desvincular a qualquer 
momento.
Esses conceitos de reunião e associação estão claramente definidos na Constituição, 
nos incisos XVI e XVII do artigo 5º.
A liberdade sindical, por sua vez, está relacionada com a criação espontânea de 
sindicatos e sua dissolução, assim como a liberdade de filiação a um sindicato e o 
direito de desfiliação sem restrições.
O Princípio da Autonomia Sindical é fundamental para garantir que os sindicatos dos 
trabalhadores possam gerenciar suas atividades sem interferências de empresas ou do Estado.
A relevância dessa não intervenção está relacionada à independência política e administrativa 
dos sindicatos. Caso houvesse influência dos setores público e privado, isso comprometeria a 
própria essência do sindicalismo, que é a defesa dos interesses da classe trabalhadora.
A segunda categoria de princípios no Direito Coletivo do Trabalho aborda as relações entre os 
sindicatos dos trabalhadores e empregadores. Nessa seção, estão incluídos os princípios da 
"interveniência sindical na normatização coletiva", que envolve a participação dos sindicatos na 
criação de normas coletivas, da "equivalência dos contratantes coletivos", que busca garantir 
igualdade nas negociações, e, por fim, o princípio da "lealdade e transparência nas negociações 
coletivas", que preza pela honestidade e clareza nas negociações.
O Princípio da Interveniência Sindical na Normatização Coletiva destaca a 
importância da participação dos sindicatos nas convenções coletivas relacionadas a 
assuntos trabalhistas. Esse princípio está expressamente previsto na Constituição 
Federal, em seu artigo 8º, incisos III e VI. Ele assegura que os sindicatos tenham um 
papel fundamental na negociação e estabelecimento de acordos coletivos, 
garantindo que os interesses dos trabalhadores sejam representados e protegidos 
nessas negociações.
O Princípio da Equivalência dos Contratantes Coletivos estabelece 
que os sindicatos, que representam os interesses dos trabalhadores, devem 
participar das negociações coletivas em igualdade de condições com os 
empregadores. Isso significaque, durante as negociações, ambas as partes devem ter 
poder de barganha e influência semelhantes.
Esse princípio visa garantir que as negociações coletivas sejam justas e equilibradas, 
de modo que os interesses dos trabalhadores sejam adequadamente representados 
e protegidos. Ele evita que uma das partes tenha uma vantagem injusta sobre a outra 
durante as negociações, promovendo relações trabalhistas mais equitativas e 
colaborativas.
O Princípio da Lealdade e Transparência na Negociação Coletiva 
estabelece que as partes envolvidas no Direito Coletivo do Trabalho devem não 
apenas cumprir as normas acordadas, mas também garantir que essas normas sejam 
claras e passíveis de interpretação inequívoca. Isso significa que os acordos coletivos 
devem ser redigidos de forma que todas as partes envolvidas possam compreender 
claramente seus termos e condições.
É importante observar que, apesar da rigidez no cumprimento das normas, existe a 
possibilidade de aplicação de cláusulas que permitam a revisão dos acordos em certas 
circunstâncias (cláusula rebus sic stantibus), bem como a exceção de contrato não cumprido 
(exceptio non adimpleti contractus). Essas cláusulas podem ser usadas para lidar com 
situações excepcionais que possam surgir após a celebração do acordo coletivo.
Na terceira classe de princípios, estão os princípios da "criatividade jurídica da negociação 
coletiva" e da "adequação setorial negociada". Esses princípios se referem aos efeitos 
produzidos pelas normas estabelecidas nos contratos coletivos e destacam a importância da 
capacidade das partes envolvidas em negociar acordos que se adequem às necessidades 
específicas de seus setores e categorias de trabalhadores.
O Princípio da Criatividade Jurídica da Negociação Coletiva destaca a 
capacidade dos sindicatos e das partes envolvidas de criar normas jurídicas por meio da 
negociação coletiva. Esse princípio reconhece que, nas relações coletivas de trabalho, não se 
tratam apenas de cláusulas contratuais comuns, como em contratos individuais, mas sim da 
elaboração de normas que conciliem os interesses coletivos e comuns das partes envolvidas.
Em outras palavras, a negociação coletiva não se limita a estabelecer acordos contratuais 
tradicionais, mas também pode criar normas específicas que regulamentem as condições de 
trabalho, os direitos e as obrigações das partes de maneira mais abrangente. Esse princípio 
reconhece a flexibilidade e a criatividade que podem ser aplicadas na negociação coletiva 
para atender às necessidades e particularidades de cada setor ou categoria de trabalhadores.
O Princípio da Adequação Setorial Negociada ressalta a 
importância da conformidade entre as normas estabelecidas por meio da negociação coletiva 
e aquelas definidas pela legislação estatal. Esse princípio assegura que as convenções 
coletivas não podem eliminar ou prejudicar direitos individuais dos trabalhadores de forma a 
prejudicá-los.
Em outras palavras, as normas resultantes das negociações coletivas devem estar de acordo 
com as leis trabalhistas estabelecidas pelo Estado. Elas não podem reduzir ou eliminar 
direitos garantidos por lei aos trabalhadores. A negociação coletiva pode agregar benefícios 
adicionais aos trabalhadores, mas não pode prejudicar suas condições e direitos mínimos 
estabelecidos por normas legais. Esse princípio busca equilibrar a flexibilidade concedida pela 
negociação coletiva com a proteção dos direitos fundamentais dos trabalhadores.
Fonte de todos os Princípios: Delgado, Maurício Godinho Curso de direito do trabalho / Maurício Godinho Delgado. — 11. Ed. — São Paulo: LTr, 2019.
Condutas
Antissindicais
O pleno exercício da liberdade sindical pressupõe a proibição de condutas que sejam 
contrárias à organização e ao funcionamento das entidades sindicais. Isso significa que 
qualquer ação que tenha como objetivo prejudicar ou dificultar a atuação dos sindicatos 
e a participação dos trabalhadores em atividades sindicais é considerada conduta 
antissindical e, portanto, é vedada.
Essas condutas antissindicais podem incluir ações como coação, discriminação, demissão 
injustificada de líderes sindicais, interferência indevida nas atividades sindicais, entre outras. 
O objetivo da proibição dessas condutas é garantir que os trabalhadores tenham liberdade para 
se associar a sindicatos, participar de atividades sindicais e exercer seus direitos trabalhistas sem 
sofrer represálias ou obstáculos injustos por parte dos empregadores ou de outros atores.
A proteção contra condutas antissindicais é fundamental para assegurar a efetiva liberdade 
sindical e promover um ambiente de trabalho justo e equitativo.
As condutas antissindicais se referem a ações ou práticas que têm como objetivo 
prejudicar as atividades dos sindicatos e a liberdade dos trabalhadores em se associar a 
essas organizações ou participar de atividades sindicais. Estas ações são consideradas 
contrárias aos princípios de liberdade sindical e direitos dos trabalhadores. 
1.Coação ou Intimidação: Isso envolve a pressão indevida sobre os trabalhadores para 
que não se filiem a um sindicato ou não participem de atividades sindicais. Pode incluir 
ameaças de demissão, retaliação ou perda de benefícios.
2.Demissão Injustificada de Líderes Sindicais: Demitir um líder sindical sem motivo 
válido ou criar condições adversas para forçar sua demissão é considerado uma conduta 
antissindical.
3. Interferência nas Atividades Sindicais: Qualquer tentativa de empregadores ou 
outros atores de interferir nas atividades internas do sindicato, como suas eleições 
ou decisões, é vista como uma conduta antissindical.
4.Discriminação: Tratar os trabalhadores de forma desigual ou discriminatória com base 
em sua afiliação sindical ou participação em atividades sindicais é estritamente proibido.
5.Obstáculos à Negociação Coletiva: Qualquer ação que busque impedir ou dificultar a 
negociação coletiva entre sindicatos e empregadores é considerada antissindical.
6.Divulgação de Informações Falsas: Espalhar informações falsas ou difamatórias sobre 
sindicatos ou líderes sindicais para minar sua credibilidade é outra forma de conduta 
antissindical.
A razão pela qual essas condutas são proibidas é garantir que os trabalhadores tenham 
o direito de se organizar, negociar coletivamente e defender seus interesses no local 
de trabalho. A liberdade sindical é um princípio fundamental dos direitos dos 
trabalhadores, e a proteção contra condutas antissindicais é essencial para preservar 
essa liberdade.
I- AGRAVO DE INSTRUMENTO – RECURSO DE REVISTA – PROVIMENTO – GREVE – BONIFICAÇÃO 
A TRABALHADORES NÃO PARTICIPANTES – CONDUTA ANTISSINDICAL – CARACTERIZAÇÃO – 
INDENIZAÇÃO – DANOS MORAL E MATERIAL – Diante de potencial violação do art. 6º, § 2º, da 
Lei nº 7.783/89, merece processamento o recurso de revista. Agravo de instrumento conhecido 
e provido. II- RECURSO DE REVISTA – GREVE – BONIFICAÇÃO A TRABALHADORES NÃO 
PARTICIPANTES – CONDUTA ANTISSINDICAL – CARACTERIZAÇÃO – INDENIZAÇÃO – DANOS 
MORAL E MATERIAL – 1- O direito de greve, ínsito ao Estado Democrático de Direito e 
consagrado na Constituição Federal como direito fundamental (art. 9º), representa expressão da 
autonomia privada coletiva, sendo corolário da liberdade e autonomia sindicais (art. 8º da CLT). 
2- Por essa razão, o direito comparado e o direito pátrio identificam comportamentos que visem 
a enfraquecer esse direito e essa liberdade, as chamadas práticas desleais ("unfair labour 
practices") ou antissindicais. Cont.
3- Quanto ao tema, o art. 1º da Convenção 98 da OIT, da qual o Brasil é signatário, dispõe: "Os 
trabalhadores deverão gozar de proteção adequada contra quaisquer atos atentatórios à liberdade 
sindical em matéria de emprego". 4- Rememore-se a lição de Oscar Ermida Uriarte, para quem as 
condutas ou atos antissindicais são "aqueles que prejudiquem indevidamente um titular de direitossindicais no exercício da atividade sindical ou por causa desta ou aqueles atos mediante os quais lhe 
são negadas, injustificadamente, as facilidades ou prerrogativas necessárias ao normal desempenho 
da ação coletiva". 5- Veda-se, portanto, a discriminação decorrente da expressão da liberdade 
sindical, da qual é exemplo a greve. Qualquer conduta tendente a mitigar ou obstaculizar o direito 
(tanto individual quanto coletivo) configura ilícito. 6- Segundo o autor uruguaio referido, são três os 
grupos de medidas de proteção, que abrangem não só dirigentes sindicais e empregados 
sindicalizados, mas todos os trabalhadores: preventivas, reparatórias e complementares. 
Especificamente quanto à greve, a proteção positivou-se, no direito objetivo brasileiro, no art. 6º, § 
2º, da Lei nº 7.783/89. Cont.
7- Praticado o ilícito, deve o empregador arcar com a reparação, por meio de indenização por 
danos moral e material (arts. 186, 187 e 927 do Código Civil). 8- No caso concreto, o pagamento 
de vantagem pecuniária expressiva a trabalhadores que não participaram do movimento 
paredista evidencia a prática de sofisticada conduta antissindical, com a intenção de frustrar 
greve. 9- Perpetrada a quebra da isonomia entre empregados (sendo a isonomia protoprincípio 
da Constituição Federal- art. 5º), tem o trabalhador reclamante direito à mesma bonificação 
ofertada, em caráter geral, aos empregados não grevistas. Da mesma forma, a discriminação e a 
ofensa a direito fundamental provocam, "in re ipsa", violação dos direitos de personalidade do 
reclamante. Assim, também é devida indenização por dano moral. Recurso de revista conhecido 
e provido. (TST – RR 212-68.2017.5.05.0193 – Rel. Min. Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira 
– DJe 04.12.2020)
Condutas antissindicais
Contra o 
trabalhador
Contra entidades 
sindicais
Praticadas pelas 
entidades sindicais
1) Condutas antissindicais contra o trabalhador:
a) Induzir, sugerir ou obrigar os trabalhadores a não se 
filiarem ou desfiliarem do sindicato
CTT - Art. 543 (...) § 6º - A empresa que, por 
qualquer modo, procurar impedi que o empregado 
se associe a sindicato, organize associação 
profissional ou sindical ou exerça os direitos 
inerentes à condição de sindicalizado fica sujeita à 
penalidade prevista na letra a do art. 553, sem 
prejuízo da reparação a que tiver direito o 
empregado.
1) Condutas antissindicais contra o trabalhador:
b) Admitir preferencialmente trabalhadores sindicalizados, em detrimento dos 
demais não sindicalizados; ou impor que trabalhador se sindicalize o contrário 
também de não contratar empregado sindicalizado.
Art. 8º, CF. É livre a associação profissional ou sindical, observado o seguinte:
V - ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato;
OJ SDC 20, TST. EMPREGADOS SINDICALIZADOS. ADMISSÃO PREFERENCIAL. 
CONDIÇÃO VIOLADORA DO ART. 8º, V, DA CF/88 . Viola o art. 8º, V, da CF/1988 
cláusula de instrumento normativo que estabelece a preferência, na contratação de 
mão de obra, do trabalhador sindicalizado sobre os demais.
1) Condutas antissindicais contra o trabalhador:
c) Dispensar, perseguir, não promove empregado, alterar tarefas, horário e local de 
trabalho, rebaixar de função e reduzir salário por ser sindicalizado ou por ter sido 
eleito dirigente sindical → todos atos de nítida discriminação contra o trabalhador 
sindicalizado.
d) Impedir o exercício do direito de greve → desde que exercido dentro dos limites 
legais
Art. 9º, CF. É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir 
sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele 
defender.
2) Condutas antissindicais contra entidades sindicais:
a) Criação e manutenção financeira pelo empregador de sindicato de trabalhadores → 
sindicatos ‘fantoches’
OJ 16 SDC, TST. TAXA DE HOMOLOGAÇÃO DE RESCISÃO CONTRATUAL. ILEGALIDADE. É 
contrária ao espírito da lei (art. 477, § 7º, da CLT) e da função precípua do Sindicato a 
cláusula coletiva que estabelece taxa para homologação de rescisão contratual, a ser 
paga pela empresa a favor do sindicato profissional.
b) coação e pressão sobre os trabalhadores para aderirem ou a não aderirem às 
reinvindicações da entidade sindical → e também ameaça a quem não aceitar 
celebração de Acordo Coletivo.
2) Condutas antissindicais contra entidades sindicais:
c) Proibição de divulgação de informes sindicais → o direito de informação é 
essencialpara a ação sindical e a negociação coletiva.
• É conduta antissindical a proibição pelo empregador de o sindicato transmitir 
panfletos, informes e colocação de boletins no quadro de avisos da empresa.
3) Condutas antissindicais praticadas pelas entidades sindicais → contra a empresa e 
contra os trabalhadores:
a) Praticar condutas abusivas na greve → o direito de greve deve ser exercido de 
acordo e nos limites estabelecidos pelo art. 9° da Constituição Federal e pela Lei n. 
7.783/89. 
• São abuso do direito de greve: a) ameaças e coação de empregados; b) piquetes com bloqueio 
de acesso ao estabelecimento, sabotagem; c) depreciação da imagem da empresa; d) 
manutenção da paralisação após a celebração de acordo, convenção ou decisão da Justiça do 
Trabalho; e) não esgotamento das tentativas de negociação, justificador da eclosão da greve.
3) Condutas antissindicais praticadas pelas entidades sindicais → contra a empresa e 
contra os trabalhadores:
b) Impedir que trabalhadores, como gerentes e supervisores, participem de 
assembleias e de atividades do sindicato → não pode o sindicato praticar ato 
discriminatório não permitindo a participação de cargos mais elevados, ou de 
confiança, nas atividades sindicais.
c) Cobrança excessiva ou abusiva de contribuições assistencial e confederativa
a confederativa → fixada em assembleia
a assistencial → prevista em norma coletiva
O TST adota entendimento no sentido de que é abusiva a 
cobrança de tais contribuições de trabalhadores não 
sindicalizados:
OJ 17 SDC, TST. CONTRIBUIÇÕES PARA ENTIDADES SINDICAIS. 
INCONSTITUCIONALIDADE DE SUA EXTENSÃO A NÃO 
ASSOCIADOS. As cláusulas coletivas que estabeleçam 
contribuição em favor de entidade sindical, a qualquer título, 
obrigando trabalhadores não sindicalizados, são ofensivas ao 
direito de livre associação e sindicalização, 
constitucionalmente assegurado, e, portanto, nulas, sendo 
passíveis de devolução, por via própria, os respectivos valores 
eventualmente descontados.
Precedente Normativo 119, TST. CONTRIBUIÇÕES SINDICAIS - INOBSERVÂNCIA DE 
PRECEITOS CONSTITUCIONAIS. A Constituição da República, em seus arts. 5º, XX e 8º, 
V, assegura o direito de livre associação e sindicalização. É ofensiva a essa modalidade 
de liberdade cláusula constante de acordo, convenção coletiva ou sentença normativa 
estabelecendo contribuição em favor de entidade sindical a título de taxa para custeio 
do sistema confederativo, assistencial, revigoramento ou fortalecimento sindical e 
outras da mesma espécie, obrigando trabalhadores não sindicalizados. Sendo nulas as 
estipulações que inobservem tal restrição, tornam-se passíveis de devolução os 
valores irregularmente descontados.
E o STF???
Pensa como?
https://portal.stf.jus.br/noticias/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=513910&ori=1 
https://portal.stf.jus.br/noticias/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=513910&ori=1
4) Outras condutas antissindicais → desestímulo à sindicalização e 
desgaste à atuação dos sindicatos por meio de cláusulas contratuais antissindicais:
Cláusula ‘closed shop’ → o empregador compromete-se com a entidade de classe a 
admitir somente os candidatos sindicalizados, sendo fechada aos não sindicalizados.
Cláusula ‘open shop’ → a empresa contrata tão somente os candidatos não 
sindicalizados → também fere a garantia da livre sindicalização
Cláusula ‘preferencial shop’ → o empregador dá preferência de admissão aos 
empregados filiados
Cláusula ‘aunion shop’ → o empregado compromete-se a se sindicalizar após a 
admissão.
4) Outras condutas antissindicais → desestímulo à sindicalização e desgaste à atuação dos 
sindicatos por meio de cláusulas contratuais antissindicais:
Cláusula ‘yellow dog contract’ → o trabalhador assume um compromisso contratual com o 
empregador de não filiação ao sindicato, sob pena de rescisão contratual por justa causa
Cláusula ‘company unions ’ (= ‘sindicatos-fantasmas’) → um grupo de empregados assume o 
compromisso de constituir um sindicato paralelo (o que é difícil no direito nacional, haja vista as 
limitações territoriais e unicidade sindical)
‘Mise à l'index → quando as empresas divulgam entre si os nomes dos trabalhadores com 
significativa atuação sindical, com intuito de excluí-los do respectivo mercado de trabalho
DÚVIDAS
Prof.: Vagner PATINI
vagner.martins@fmu.br
vagner@patini .adv.br 
https://www.instagran.com/vagnerpatini/
OBRIGADO.
mailto:vagner.martins@fmu.br
mailto:vagner@patini.adv.br

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