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Amanda Alves Zukurov Cerasso - 012653 Breno Henrique 00346283 Esther Camelia 00342041 Graziele Silva 00341412 João Moza - 00346232 Sandi Aparecida 00334105 Mayara Rocha: 00343450 Telma Barbosa :00342263 Vinícius Macedo E0460772 PROJETO INTERDISCIPLINAR 3B Câncer de próstata X Hiperplasia Prostática Benigna SÃO PAULO 2024 Amanda Alves Zukurov Cerasso 012653 Breno Henrique 00346283 Esther Camelia 00342041 Graziele Silva 00341412 João Moza - 00346232 Sandi Aparecida 00334105 Mayara Rocha: 00343450 Telma Barbosa :00342263 Vinícius Macedo E0460772 PROJETO INTERDISCIPLINAR 3B Câncer de próstata X Hiperplasia prostática Benigna Projeto de pesquisa elaborado no Centro Universitário das Américas FAM, no curso bacharelado em enfermagem. Orientadora: Professora Cristina Padula SÃO PAULO 2024 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO 5 2. FUNDAMENTAÇÃO CIENTÍFICA 8 2.1 O que é o Câncer 8 2.2 Anatomia da próstata e seu crescimento natural 8 2.3 Prostatite 8 2.4 Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) 9 2.5 Câncer de Próstata 9 2.6 Estigma, Fatores de Risco e Prevenção 10 2.7 Sinais e Sintomas 11 2.8 Diagnóstico 12 2.9 Tratamento 15 3. OBJETIVOS 19 4. MATERIAL E MÉTODO 20 5. RESULTADOS 21 6. CONCLUSÃO 25 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA 26 RESUMO 1. INTRODUÇÃO O câncer de próstata é uma das principais causas de morbidade e mortalidade entre homens em todo o mundo, sendo o segundo tipo de câncer mais comum nessa população, perdendo apenas para o câncer de pele não melanoma (INCA, 2022). A próstata, localizada abaixo da bexiga, desempenha funções essenciais na produção do sêmen; porém, com o envelhecimento, essa glândula tende a aumentar de tamanho, o que pode levar ao surgimento de doenças, como a hiperplasia prostática benigna (HPB) e o câncer de próstata (COTAIT, 2020). Embora o câncer de próstata geralmente se desenvolva de forma lenta, alguns casos podem ser agressivos e exigir tratamento imediato. A detecção precoce é crucial, pois aumenta significativamente as chances de cura e permite um melhor manejo da doença. No entanto, o diagnóstico precoce ainda enfrenta barreiras, como o preconceito e o medo em relação aos exames preventivos, como o toque retal e o PSA (BRASIL, 2016). A HPB, por sua vez, embora não seja maligna, pode causar sintomas urinários que interferem na qualidade de vida dos homens (COTAIT, 2020). A campanha Novembro Azul tem sido essencial na promoção da conscientização sobre a saúde masculina, especialmente quanto à prevenção do câncer de próstata. Essa iniciativa visa incentivar os homens a buscarem atendimento médico e realizarem exames preventivos regularmente, uma vez que, muitas vezes, o câncer de próstata é assintomático em suas fases iniciais, sendo detectado apenas em estágios mais avançados (SILVA, 2020). De acordo com o INCA, a doença é mais prevalente em homens com mais de 50 anos, com histórico familiar ou de ascendência negra, além de estar associada a fatores de risco, como obesidade e sedentarismo (INCA, 2022). A detecção precoce e a diferenciação entre o câncer de próstata e outras doenças, como a HPB, são fundamentais para garantir um tratamento adequado. Enquanto o câncer de próstata pode ser fatal se não tratado, a HPB é uma condição benigna, mas que pode causar complicações urinárias significativas (FOO, 2019). A adoção de um estilo de vida saudável, com alimentação balanceada e prática regular de atividades físicas, também desempenha um papel importante na prevenção tanto do câncer de próstata quanto de outras doenças crônicas (BVS, 2022). Assim, o Novembro Azul destaca a importância da educação em saúde, promovendo o esclarecimento sobre as doenças da próstata e incentivando a realização de exames preventivos, especialmente para aqueles em grupos de risco. Essas campanhas são essenciais para que mais homens possam ser diagnosticados precocemente e tratados de forma eficaz, evitando complicações e aumentando as chances de cura (PAIVA et al., 2011). O papel do enfermeiro perante aos cuidados assume uma importância central perante as respostas às necessidades de cuidados destes pacientes, atuando na promoção da saúde e detecção precoce de agravos, no sentido de orientá-los sobre os fatores de riscos e medidas de prevenção (OLIVEIRA et al., 2015). O profissional de enfermagem pode aplicar seus conhecimentos sobre os fatores de risco para o câncer de próstata e demais anomalias que acometem esse órgão, medidas para prevenção, sinais e sintomas de alerta para o câncer. Com isso, pode levantar uma suspeita diagnóstica e promover a orientação e o encaminhamento desses pacientes aos serviços de saúde. As pessoas informadas passam a partir daí a procurar uma unidade de saúde para investigação e, no caso de confirmação do diagnóstico, para um tratamento (BRASIL, 2008). Segundo Silva (2009), a importância das campanhas educativas, cujo objetivo é fornecer materiais educativos, facilitar a compreensão do público-alvo como forma de prevenção da saúde e promover ações com profissionais de saúde na forma de atualizações do contexto. Devem-se levar em consideração o respeito à intimidade do homem, crenças, níveis de informação da população masculina para que estratégias educativas sejam traçadas com o objetivo de promover uma melhor orientação, visando à adesão de hábitos saudáveis e à qualidade de vida. Além disso, a importância do enfermeiro no diagnóstico precoce e nas orientações de rastreamento do câncer de próstata contribui para o aumento da adesão dos pacientes aos exames preventivos, o que reduz significativamente a mortalidade da população masculina. O conjunto de atividades educativas e promoção à saúde faz parte de estratégias básicas para a prevenção e a detecção precoce do câncer de próstata. A prioridade dessas atividades é a necessidade urgente de mudança de comportamento, tanto por parte dos homens quanto dos serviços de assistência à saúde, priorizando o rastreamento. Com o conhecimento do profissional de enfermagem sobre os fatores de risco, medidas de prevenção, sinais e sintomas de alerta para o câncer, levanta-se uma suspeita diagnóstica e promove orientação e encaminhamento, além do acompanhamento do caso e evolução do paciente (SILVA, 2018). 2. FUNDAMENTAÇÃO CIENTÍFICA 2.1 O que é o Câncer O Câncer é composto por um conjunto de doenças que possuem em comum o crescimento desordenado de células, das quais podem invadir tecidos adjacentes ou distantes e, conforme sua agressividade, dão origem aos tumores. A depender do ponto de partida, recebem nomes diferentes, como: Carcinoma, quando originam-se em tecidos epiteliais, Sarcoma, em tecidos conjuntivos e ainda Adenocarcinoma, quando em células glandulares. (INCA, 2022) 2.2 Anatomia da próstata e seu crescimento natural A próstata é uma glândula localizada na região pélvica do homem, responsável pela produção de uma secreção fluida que auxilia no transporte dos espermatozoides. Ela possui o tamanho aproximado de uma “Noz” e está logo abaixo da bexiga, a frente do reto, sendo atravessada pela uretra. (COTAIT, 2020) O crescimento natural da glândula é influenciado pela testosterona, variando de tamanho de acordo com a idade, havendo um aumento de peso considerável após os 40 anos. (COTAIT, 2020) 2.3 Prostatite A prostatite trata-se de uma inflamação ou infecção da próstata, comum em jovens, provocando dores e distúrbios urinários, sendo tratada via antibióticos e anti-inflamatórios. (COTAIT, 2020) 2.4 Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) Na HPB, o tumor apresenta a capacidade de aumentar a glândula, mas não de invadir outras estruturas, de originar metástases e nem risco à vida. (COTAIT, 2020) Assim, é definida como um adenoma, que pode provocar a obstrução do fluxo urinário ou alterações na bexiga devido sobrecarga e eventualmente danos aos rins. O diagnóstico é a partir do ultrassom e pode ser tratada por medicações ou cirurgia, oferecendo baixo risco de vida. (FOO, 2019) Segundo FOO, a gravidade daHPB pode ser classificada de acordo com: Estágio I: sem obstrução significativa e sem sintomas incômodos; Estágio II: sem obstrução significativa, mas com sintomas incômodos; Estágio III: obstrução significativa independentemente dos sintomas; e Estágio IV: complicações da HBP clínica, como retenção de urina, hematúria recorrente, infecção do trato urinário e cálculos na bexiga. É importante ressaltar também, que corre com maior incidência em homens de 70 a 80 anos. (Cannarella, 2021) 2.5 Câncer de Próstata O câncer de próstata geralmente é o adenocarcinoma, que possui predominância de 95% dos casos, representando um problema de saúde pública. (BRASIL, 2016) Este Câncer é o segundo mais frequente, ficando atrás apenas do câncer de pele entre homens. Na maioria dos casos, a próstata possui o crescimento lento durante a vida, sem dar sinais ou ameaçar a saúde do homem, mas existem casos em que o crescimento é rápido, causando metástase e a morte. (MS, 2019) 2.6 Estigma, Fatores de Risco e Prevenção A enfermagem como a arte de cuidar, tem papel fundamental na orientação, conscientização dessa patologia, a fim de prevenir que essa doença apareça nos homens no decorrer da idade. Campanhas como o Novembro Azul devem ter o engajamento de todo os enfermeiros Estigma: A Atenção Básica deve ser a porta de entrada preferencial e o principal contato dos usuários com os serviços de saúde. Porém, o que vemos é que a procura dos homens por atendimento é inferior à das mulheres. Logo, a promoção e saúde destes em ações de preservação tem se tornado cada vez mais desafiadora e requer mais esforço da atenção primária para proteger a vida dos homens (Alves, Pottes Fábia, 2016) No que se refere especificamente à realização do toque retal,, destacam-se os aspectos simbólicos relacionados ao seu caráter invasivo, do ponto de vista físico e emocional, e à disseminação do medo da realização do exame entre os próprios homens. Muitas vezes desconhecem que existem outros meios para detectar a doença ( PAIVA, et all, 2011). Conforme a Biblioteca Virtual em Saúde, os Fatores de risco são: • histórico familiar de câncer de próstata: pai, irmão e tio; • raça: homens negros sofrem maior incidência deste tipo de câncer; • obesidade. Prevenção e tratamento: Segundo o Ministério da Saúde, já está comprovado que uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, e com menos gordura, principalmente as de origem animal, ajuda a diminuir o risco de câncer, como também de outras doenças crônicas não-transmissíveis. Nesse sentido, outros hábitos saudáveis também são recomendados, como fazer, no mínimo, 30 minutos diários de atividade física, manter o peso adequado à altura, diminuir o consumo de álcool e não fumar. Entre os fatores que mais ajudam a prevenir o câncer de próstata estão: ● Ter uma alimentação saudável; ● Manter o peso corporal adequado; ● Praticar atividade física; ● Não fumar; ● Evitar o consumo de bebidas alcoólicas. 2.7 Sinais e Sintomas Segundo o INCA: Na fase inicial, o câncer de próstata pode não apresentar sinais e sintomas, por isso a importância da realização dos exames periódicos, quando apresenta, os mais comuns são: dificuldade de urinar; demora em começar e terminar de urinar; sangue na urina; diminuição do jato de urina; necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite. Na presença de sinais e sintomas, a orientação é realizar exames para investigar se tem o câncer de próstata. Pode ser outra doença na Próstata, não necessariamente ser cãncer. Por exemplo: Hiperplasia benigna da próstata é o aumento benigno da próstata. Afeta mais da metade dos homens com idade superior a 50 anos e ocorre naturalmente com o avançar da idade. • Prostatite é uma inflamação na próstata, geralmente causada por bactérias. 2.8 Diagnóstico O câncer de próstata é uma doença silenciosa e por isso é comum a ausência de sintomas associados. Já quando estão presentes, as principais queixas são em relação a micção ou, em estágios mais avançados do estadiamento, dor óssea e astenia (SANTOS et al., 2017). Levando isso em consideração, nas últimas décadas o estímulo para o rastreamento de neoplasia prostática tem aumentado consideravelmente, sugerindo o toque retal juntamente com a dosagem sérica do antígeno prostático específico (PSA, Sigla em inglês para prostatic specific antigen) como fonte de detecção precoce e, dessa forma, evitando que o paciente só chegue até o profissional de saúde em estágios avançados da doença. Tais medidas são norteadoras, uma vez que são recomendadas para faixas etárias onde há prevalência de neoplasias prostáticas, tendo a presença ou não de sintomas (STEFFAN et al., 2018). As diretrizes não trabalham com um valor específico de corte para PSA, podendo ser entre 2,5 ng/mL e 4,0 ng/mL; no entanto, os resultados são sempre associados a quantificação de risco individual do paciente. Fatores que alertam o médico para possível neoplasia prostática seriam a idade, acima de 50 anos para pacientes sem histórico familiar e não negros, e acima de 45 anos para os que apresentam histórico familiar de câncer prostático em parentes de primeiro grau e em afrodescendentes, bem como PSA maior que 1 ng/mL aos 40 anos e valores maiores que 2 ng/mL em homens de 60 anos (SANTOS et al., 2017). Esta proteína possui a qualidade de marcador tecidual prostático, porém não câncer específico. Pequena fração desta glicoproteína atravessa a membrana basal e alcança a circulação. Sua sensibilidade e especificidade não permitem a utilização do mesmo como método isolado. Um aumento drástico no diagnóstico do número de câncer bem ou moderadamente diferenciados não palpáveis ao TR ocorreu após o início da utilização da dosagem sérica do PSA permitindo com este diagnóstico mais precoce, um maior índice de cura ou mesmo possibilitando colocar estes pacientes em vigilância clínica (NASSIF, 2009). Uma das razões pela qual é difícil usar um ponto de corte definido para o PSA no diagnóstico do câncer de próstata é que vários outros fatores, além do câncer também podem afetar os níveis de PSA. Idade avançada, hiperplasia prostática benigna, prostatite, determinados medicamentos e procedimentos urológicos, como biópsia, cistoscopia ou exame de toque retal, e até mesmo, andar de bicicleta, pois estudos sugerem que o ciclismo pode aumentar o nível de PSA por um curto período de tempo, pelo fato da compressão na próstata (AMERICAN CÂNCER SOCIETY, 2022). Os tumores de próstata identificados pelo Toque Retal, em geral, já possuem um tamanho relativamente grande, o que implica maior chance de doença avançada. Este exame só detecta as lesões mais periféricas, localizadas nas faces lateral e/ou posterior da glândula. Sabemos que em 25-35% das vezes o CA de próstata se localiza em outras topografias e, por conta disso, acaba não sendo percebido pelo TR (LUCAS SEITI TAKEMURA et al., 2022). O exame de toque retal é menos eficaz que o exame do PSA no sangue para a detecção do câncer de próstata, mas às vezes pode sugerir a possibilidade de câncer em homens com níveis normais de PSA. Por essa razão, pode ser incluído como parte do rastreamento do câncer de próstata (AMERICAN CÂNCER SOCIETY, 2022). Além do toque retal e o PSA, outros fatores precisam ser levados em conta antes do encaminhamento para a biópsia, tais como alterações na ultrassonografia transretal sugestivas de câncer e idade do paciente, compondo, dessa maneira, um modelo preditivo aprimorado. A biópsia guiada por ultrassonografia (USTR) consiste em um procedimento que retira cerca de 12 fragmentos de várias partes da próstata e através dela é comprovada ou não a presença histopatológica de neoplasia prostática (LUDWING et al., 2016). Outra maneira de nortear o referido procedimento seria através da ressonância magnética multiparamétrica da próstata sem bobina endorretal, sendo este menos desconfortável para o paciente (MARTINS et al., 2019). Abiópsia sextante da próstata guiada por USTR é o método mais recomendado, na prática, para diagnosticar câncer de próstata. Vários autores têm tentado quantificar, de diversas maneiras, os dados da biópsia prostática, na tentativa de identificar achados pré-operatórios que possam ajudar a diminuir o subestagiamento e prever extensões extra capsulares ou falha biológica. Estas biópsias, quando adequadamente realizadas, são fonte de inúmeras informações, pois podem ser usadas para o estudo da cápsula, tecidos periprostáticos, espaços perineurais, quantificação de tumor nos fragmentos, podendo estimar, com isto, a multifocalidade, o volume do tumor e a extensão extra prostática (MANSECK et al., 2000). É importante ressaltar, ainda, que o preconceito e a relutância afeta diretamente no diagnóstico precoce do câncer de próstata, trazendo impactos significativos na saúde da população masculina, fazendo com que o mesmo só chegue ao serviço de saúde quando os sinais e sintomas são alarmantes. (PEREIRA, et al., 2021). 2.9 Tratamento O tratamento do câncer de próstata é individualizado, guiado de acordo com a estratificação de risco de cada paciente. Ou seja, idade, tamanho da próstata, clínica apresentada, resultados da biopsia de próstata, comorbidades, expectativa de vida, a vontade do paciente e os recursos disponíveis influenciam diretamente na escolha da conduta terapêutica (JUNIOR AJB, et al., 2015). As opções para o tratamento visam não somente o controle oncológico como também a manutenção da qualidade de vida relacionada à saúde (QVRS) (QUIJADA, FERNANDES SANTOS; 2018). A diante iremos abordar todos os tipos de tratamentos para pacientes oncológicos portadores de câncer prostático: Cirurgia (prostatectomia total) Consiste na retirada da próstata (com o tumor), das vesículas seminais e seguimento dos ductos deferentes. Em alguns casos, extraem-se também os gânglios (linfonodos) pélvicos. A operação pode ser realizada por via aberta (em geral, através de um corte na região inferior do abdome) ou por via minimamente invasiva – laparoscópica ou robótica (fazem-se pequenas incisões no abdome para introdução de uma câmera de vídeo e instrumentais cirúrgicos, com os quais se realiza o procedimento) (COTAIT, 2020) Radioterapia É um método de tratamento local que utiliza radiação de alta energia para destruir ou inibiir o crescimento da célula tumoral. As formas de radiação dividem-se em dois tipos: radioterapia externa e a braquiterapia. Na radioterapia externa, a radiação é emitida por um aparelho chamado de acelerador linear, em que a radiação de forma externa, atinge a área interna do organismo, no caso a próstata, sem que haja o contato direto com o paciente. A braquiterapia é o nome que se dá à radioterapia quando ela é aplicada internamente, ou seja, a fonte de radiação é colocada em contato direto com o tumor. Em algumas situações, usam-se em conjunto a radioterapia externa e a braquiterapia (COTAIT, 2020). Termoablação (High Intensity Focused Ultrasound – HIFU) O HIFU destrói as células malignas do câncer através do aquecimento. O ultrassom de alta intensidade (HIFU), concentrado em um único ponto, eleva a temperatura nesse ponto em até 90 graus e, assim, destrói o tumor. O ultrassom utilizado nesse procedimento é o mesmo usado para fazer diagnóstico, porém em uma potência de até 10.000 vezes maior. O ultrassom para diagnóstico usa, em média, 0,02 Watts, enquanto o HIFU para tratamento do câncer da próstata pode chegar a 200 Watts (COTAIT, 2020). Radiofármacos Consiste em estratégias feitas através de injeções endovenosas, que emitem doses letais de radiação contra as células malignas prostáticas. Existem dois tratamentos mais utilizados nos dias de hoje: o rádio-223, que se liga somente a metástases ósseas, liberando partícula alfa de radiação, e o lutécio-PSMA, um composto radioativo (lutécio) atrelado a uma proteína de membrana chamada PSMA (prostate specific membrane antigen) que atinge as células malignas que expressam essa proteína. Diferente do rádio-223, o lutécio-PSMA atinge as células malignas tanto nosso como em outros locais do corpo que porventura elas estejam (COTAIT, 2020). Crioterapia A crioterapia destrói as células malignas do câncer através do congelamento. Com os aparelhos modernos que utilizam argônio, a segurança do procedimento cresceu muito e permite congelar o tecido a ser tratado em até –20 °C (COTAIT, 2020). Hormonioterapia Existem várias formas de hormonioterapia que afetam a produção de testosterona e de seus derivados ou impedem o contato do hormônio (testosterona ou outros hormônios masculinos) com as células malignas prostáticas. Vale lembrar que a testosterona serve como um alimento para que as células do tumor de próstata cresçam e produzam as metástases. A forma mais utilizada de hormonioterapia é chamada de castração, realizada através de medicamentos ou cirurgia. Essa técnica ataca o câncer de próstata por meio do bloqueio da produção de testosterona e seus derivados principalmente nos testículos, mecanismo que mata ou paralisa as células tumorais. Alguns desses remédios podem também bloquear a produção de hormônios masculinos produzidos na glândula adrenal (localizada acima dos rins). A segunda forma mais utilizada, chamada de bloqueadores periféricos, impede que a testosterona circulante ou outros hormônios masculinos produzidos na glândula adrenal entrem em contato com as células malignas prostáticas. Com isso, elas deixam de crescer e se proliferar (COTAIT, 2020). Quimioterapia São medicamentos com a capacidade de atacar o DNA das células malignas, matando-as ou impedindo o seu crescimento. Todas as quimioterapias interferem na visão celular. Algumas atacam diretamente a molécula de DNA no momento da divisão, outras decompõem enzimas e proteínas necessárias para a síntese e divisão do DNA, outras impedem a ação das enzimas que reparam os defeitos do DNA (COTAIT, 2020). Medicamentos alvo-dirigidos São medicamentos que têm a capacidade de atacar as células malignas por meio do bloqueio específico de genes ou de suas proteínas que são responsáveis pelo crescimento, proliferação, invasão, metástases e manutenção da integridade das células malignas prostáticas. Eles funcionam somente em quem tem alterações específicas vistas pelos exames mais detalhados da patologia, como a imuno-histoquímica e a análise molecular, ambos realizados no tumor ou, em alguns casos, na análise da saliva do paciente com o objetivo de pesquisar se existe genes defeituosos, desde o nascimento (COTAIT, 2020). Imunoterapia Consiste em estratégias que visam aumentar a capacidade do nosso sistema imunológico de combater o câncer. Umas das estratégias imunoterápicas é o uso de vacinas, feitas em algumas situações com o sangue do paciente, selecionando as melhores células de defesa e colocando-as em contato com proteínas do próprio tumor. Assim que essas células de defesa criam uma “memória”, faz-se a vacina, que é aplicada no paciente, tornando o ataque das células de defesa mais eficaz. Outra estratégia de imunoterapia são os chamados inibidores do checkpoint, que agem bloqueando proteínas que o tumor expressa em sua superfície e que têm como função de inativar os linfócitos T (nossas células de defesa). Ao bloquear as proteínas tumorais, através dos inibidores do PD-1/PDL-1 e do CTLA-4, os linfócitos T passam a atacar o tumor de forma eficaz e contundente, podendo levar a excelentes respostas (COTAIT, 2020). Medicamentos para tratar as metástases ósseas Existem duas classes de medicamentos: aqueles que melhoram a integridade do osso, prevenindo a osteoporose e suas complicações bem como o dano que as metástases ósseas causam no osso como fraturas e compressão da medula espinhal e raízes nervosas, e medicamentos que atacam as metástases ósseas através de bombardeios de radiação direcionados especificamente ao osso (rádio-223) (COTAIT, 2020). Segundo o Ministério da Saúde,o tratamento mais utilizado é a cirurgia de postectomia total coadjuvante da radioterapia ou da hormonioterapia. Já para pacientes com metástase, além da radioterapia e da hormonioterapia, o paciente também é submetido aos cuidados paliativos, visando o conforto e a dignidade (Brasil, 2020). 3. OBJETIVOS Fornecer informações sobre a detecção precoce do câncer de próstata e diferenciá-lo da Hiperplasia Prostática Benigna (HPB). Incentivar a aceitação dos exames preventivos, o que pode ter um impacto positivo no tratamento e promover o cuidado integral com a saúde masculina. 4. MATERIAL E MÉTODO O método será um relato de experiência que será captada através de uma visita técnica a uma instituição onde o público é de gênero masculino para melhor entender a realidade dos próprios em relação ao câncer de próstata e orientações em relação a hiperplasia prostática. Os materiais a serem adotados incluem repartição de folhetos contendo orientações respectivas a promoção e prevenção da luta contra o câncer de próstata e a fisiopatologia da hiperplasia prostática. Por meio de um quadro interativo será feita a abordagem na instituição que estará sendo visitada. No quadro em questão terá o conteúdo abrangente em relação aos cuidados e orientações básicas a conscientização da demanda de atendimento profissional médico especializado em urologia. Cartazes que serão exibidos refletindo ao tabu que é o assunto em questão, traremos conteúdo informativo para com a importância dos exames. Será oferecido um café da manhã comunitário para ter engajamento e proporcionar interação entre a equipe e o pessoal do recinto. Uma enquete será disponibilizada para descontrair e informar a população entrevistada, contendo na mesma tipos de prevenções e cuidados que devem ser tomados em relação ao câncer de próstata e hiperplasia prostática. No âmbito tecnológico foi pensado na criação de um jogo virtual, visando trazer informações e entretenimento 5. RESULTADOS Relato de Experiência: Visita ao Centro Temporário de Acolhimento (CTA) no Bairro do Carandiru, São Paulo. A visita ao Centro Temporário de Acolhimento (CTA), localizado no bairro do Carandiru, em São Paulo, proporcionou uma compreensão ampla sobre o funcionamento e a importância desse serviço social. A instituição, mantida pela Prefeitura, oferece acolhimento emergencial a pessoas em situação de vulnerabilidade, com capacidade para abrigar aproximadamente 40 indivíduos. Permitindo a estadia temporária de pessoas em situação de rua, que necessitam de um local seguro para passar a noite e que devem deixar o abrigo pela manhã. Além de garantir uma estrutura de acolhimento, o CTA dispõe de serviços de apoio psicológico, nutricional, e de escuta qualificada, além de atendimento social. Em alguns casos, também há suporte para capacitação ao trabalho e encaminhamento para moradia fixa para um número determinado de pessoas. O ambiente apresenta boas condições de higiene e conforto, assegurando o bem-estar dos seus residentes durante o período de permanência. Como parte da visita, realizamos um café da manhã comunitário que favoreceu a interação e o acolhimento. Também conduzimos um questionário online prévio com os residentes e a população local para avaliar o nível de conhecimento sobre o câncer de próstata, promovendo uma conscientização importante sobre o tema. Complementando a atividade, foi realizado um jogo online educativo sobre o câncer de próstata, acompanhado de lembrancinhas como incentivo à participação e ao envolvimento na campanha de conscientização. Essas atividades permitiram não apenas a divulgação de informações relevantes para a saúde masculina, mas também o fortalecimento de laços de confiança e apoio, contribuindo para a promoção de uma atitude mais positiva e receptiva em relação aos cuidados preventivos de saúde. Resultados Obtidos no questionário: Do total de 60 respostas obtidas, 37 foram respondidas corretamente. 6. CONCLUSÃO Este trabalho abordou tópicos relevantes relacionados à Fisiopatologia do HPB e Câncer de Próstata a fim de auxiliar na detecção precoce e incentivar a prevenção ao público masculino, tendo uma relação direta com o tema do novembro azul. Os objetivos estabelecidos nesse estudo foram alcançados visto que através de palestra, jogo online e questionário, podemos conscientizar o nosso público sobre a fisiopatologia da patologia em questão e como se prevenir e procurar o diagnóstico precocemente. Apesar do tabu em fazer os homens procurarem o serviço de saúde, notamos um grande engajamento nas nossas ações e mensuramos que tiveram um conhecimento satisfatório sobre o tema. Conseguimos minimizar muito o preconceito que os homens tinham em relação a essa doença, o público no CTA é formado por pessoas com baixo grau de instrução e através da nossa visita técnica podemos levar informações com base científica e de forma inovadora. Profissionais de saúde e estudantes da área são movidos pela paixão em ajudar as pessoas e salvar vidas. A satisfação de poder fazer a diferença através de momentos de conscientização, são recompensas valiosas para nós. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA BIBLIOTECA VIRTUAL EM SAÚDE. Disponível em:. Acesso em: 29/09/2024 BIBLIOTECA VIRTUAL EM SAÚDE – BVS. Estilo de vida e prevenção de doenças crônicas. São Paulo: BVS, 2022. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br. Acesso em: 1 out. 2024. BRASIL. Câncer de próstata. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/cancer-de-prostata. Acesso em: 29 set. 2024. BRASIL. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas: Adenocarcinoma de próstata. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/pcdt/arquivos/2016/ddt_adenocarcinoma_prost ata.pdf. Acesso em: 29 set. 2024. BRASIL. Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva – INCA. Estimativa de 2022: incidência de câncer no Brasil. 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