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1www.biologiatotal.com.br
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TRANSCRIÇÃO E EXPRESSÃO GÊNICA
O fluxo da informação genética é um processo 
no qual conseguimos “abrir” o livro fechado, no 
caso o DNA, para fazer uma “cópia de trabalho”, 
que é o RNA. Uma grande diferença entre 
essas duas classes de moléculas, é que o DNA 
abrange todo o repositório do genoma de um 
determinado organismo, enquanto que o RNA 
se refere apenas a uma parte desse genoma, 
que é a parte que está sendo expresso em um 
determinado momento da vida do organismo. 
Assim, enquanto que o genoma pode ser visto 
como algo fixo, “imutável” (não no sentido de 
ser livre de mutações, mas sim no sentido de 
estar presente, com mínimas alterações, em 
todas as células, em todos os momentos, em 
todos os ambientes onde o organismo está), o 
RNA é algo extremamente dinâmico.
A transcrição é o processo pelo qual regiões 
específicas do DNA, os genes, são copiados para 
uma fita de RNA para serem posteriormente 
traduzidos em proteínas (os mRNAs) ou servirem 
como a sede dessa tradução (os rRNAs e os 
tRNAs).
Apenas uma pequena parte do genoma 
são transcritos, e por muitas vezes o que é 
transcrito varia de acordo com os momentos e 
fases da vida do organismo. O processo todo é 
orquestrado por um conjunto de proteínas, das 
quais as RNAs polimerases são as protagonistas. 
Essas enzimas, assim como as DNA polimerases, 
adicionam um novo nucleotídeo a uma cadeia já 
existente, através de uma ligação fosfodiéster, 
sempre no sentido 5´-3´. O tipo de nucleotídeo 
adicionado se difere daquele adicionado pelas 
DNA polimerases, já que na polimerização 
dos RNAs, são utilizados ribonucleotídeos (e 
não desoxirribonucleotídeos); esses têm uma 
hidroxila adicional no segundo carbono da 
pentose. Além disso, no lugar da base Timina 
(T), se apresenta a base Uracila (U).
A RNA polimerase utiliza apenas uma das 
fitas unifilamentar do DNA para promover 
a transcrição do gene, o produto desta 
polimerização é uma fita simples de RNA. 
Portanto, esta é uma outra diferença fundamental 
entre o DNA que possui fita dupla, e os RNAs, 
fita simples. Frequentemente os RNAs (tRNAs e 
os rRNAs) adquirem conformações secundárias 
extremamente complexas, advindas de 
pareamento intramolecular. Essas conformações 
transformam essas duas classes de RNAs em 
“ferramentas”, enquanto que o mRNA, que 
geralmente se mantém na forma linear, pode ser 
visto como efetivamente uma página aberta de 
um livro, pronta para leitura e interpretação. 
O mRNA é um intermediário entre o DNA e a 
proteína que será produzida, sua função se 
resume em portar a mensagem decodificada 
do DNA. Em geral, sua duração na célula é 
muito curta e são menos estáveis. Já o RNA 
transportador e RNA ribossômico podem 
ser descritos como moléculas estáveis, de 
vida longa, e que desempenham papel como 
moléculas funcionais na tradução. Outras várias 
moléculas de RNA são também produzidas, 
mas vamos estudar apenas essas três. Entre as 
três moléculas, o mRNA é a mais processada 
(particularmente em eucariontes) e também 
a que sofre um controle da expressão muito 
mais acurado. Isto ocorre porque o mRNA é 
quem determina quais as proteínas que vão ser 
expressas em uma determinada condição, em 
um determinado ambiente, em um determinado 
órgão ou tecido entre outras ocasiões.
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Moléculas de RNA classificadas em moléculas de informação e função.
RNA MENSAGEIRO
O mRNA tem a função de codificar a informação 
genética do DNA e levar até os ribossomos para 
que seja traduzida em proteína. Essa molécula 
é instável, apresenta meia vida muito curta, 
de poucos minutos em procariontes podendo 
chegar até 6 horas nos eucariotos, o que de 
certa forma é de extrema importância no 
controle da expressão gênica. No entanto, em 
alguns poucos casos ela é quase que totalmente 
estável, como o mRNA da globina, umas vez 
que o seu produto é necessário a taxas máximas 
quase que o tempo todo.
Em geral, nos procariontes, as moléculas de 
mRNA traduzidas são cópias diretas dos genes, 
e não há modificações ou processamento. Já 
nos eucariontes, os mRNAs sofrem intensa 
modificação e processamento antes da tradução, 
incluindo modificações químicas e remoção de 
íntrons, que ocorre dentro do núcleo da célula 
antes de ser enviado ao citoplasma.
Diferenças entre procariotos e eucariotos no processo de transcrição.
Estrutura do tRNA.
RNA TRANSPORTADOR
O RNA transportador tem como função fornecer 
aminoácidos ao ribossomo para a produção de 
polipeptídeos de acordo com as informações 
genéticas do mRNA. Cada tRNA possui uma 
alça anticódon formado por uma trinca de 
nucleotídeos complementares ao códon do 
mRNA e permite que o aminoácido correto 
seja adicionado na síntese proteica. Os tRNAs 
apresentam tamanhos variados entre 74 e 95 
bases, sendo o mais comum 76. Na extremidade 
3’ apresentam sempre uma sequência terminal 
CCA, que pode se ligar covalentemente 
ao aminoácido específico. Além das bases 
nitrogenadas comuns (adenina, citosina, guanina 
e uracila), o tRNAs apresentam também bases 
modificadas como a ribotinina. As modificações 
destas bases muitas vezes são metilações, as 
quais impendem que as bases fiquem pareadas 
modificando a estrutura tridimensional do tRNA. 
RNA RIBOSSOMAL
O RNA ribossomal (rRNA) faz parte da 
constituição dos ribossomos compondo suas 
unidades e subunidades em conjunto com 
diversas proteínas. Nos ribossomos encontra-
se aproximadamente 80% de todo o RNA 
contido na célula e neles é que são montadas 
as proteínas. Nos procariontes mais de 50 
proteínas ribossômicas diferentes interagem 
com o rRNA para formar a complexa estrutura 
tridimensional do ribossomo. Ribossomos 
são compostos por três diferentes rRNAs em 
procariontes e por quatro em eucariontes. 
3www.biologiatotal.com.br
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Em procariontes, a transcrição se dá como 
um operon, assegurando assim número igual 
de cópias de cada rRNA (16S, 23S e 5S) para 
montar os conjuntos sem sobra. Em eucariontes, 
além do óperon principal (18S, 28S e 5,8S), há 
um gene adicional, para a subunidade 5S, que é 
transcrito independentemente. O rRNA é obtido 
por transcrição e o produto final dos genes são 
moléculas de RNA.
TRANSCRIÇÃO EM PROCARIOTOS
Em procariotos a transcrição pode ser simples 
ou policistrônica (contendo mais de um gene). 
O processo de transcrição pode ser dividido 
em três etapas: 1) início, 2) elongamento e 3) 
término e liberação da molécula de RNA. 
INÍCIO
O processo de transcrição se inicia pelo 
reconhecimento do promotor do gene, logo 
após ocorre a formação da bolha com separação 
dos filamentos do DNA. Os promotores são 
capazes de determinar o molde que deve ser 
transcrito e a frequência dessa transcrição. O 
reconhecimento dos promotores ocorre pela 
subunidade sigma da RNA polimerase, sem 
esta subunidade a transcrição seria um evento 
aleatório. Esta ligação da polimerase ocupa 
cerca de 100 bases, 70 acima do sítio de início 
da transcrição, e 30 abaixo (notação: -70 e 
+30). As regiões mais importantes são as –35 
e –10, onde se encontram a região consenso 
dos promotores (TATAAT região -10, e TTGACA 
região -35). Alguns promotores bacterianos 
apresentam uma região a mais chamada de 
UP (Upstream) que seria uma sequência de 
consenso a mais, é encontrada em alguns 
genes altamente expressos, com a finalidade de 
catalisar o processo de transcrição.
Representação de um sítio de iniciação do processo de transcrição.
Representação de um sítio de finalização do processo de transcrição.
ELONGAMENTO
Assim que a RNA polimerase encontra o 
promotor ela faz a abertura do DNA formando a 
bolha de transcrição. Uma vez a bolha formada, 
a RNA polimerase libera a subunidade sigma 
e inicia o processo de elongamento do RNA 
adicionando os ribonucleosídeos trifosfatados 
complementares a fita de DNA molde. O 
fechamento temporário da bolha é catalisado 
pela RNA polimerase, além da adição de 
TÉRMINO E LIBERAÇÃO
O processode transcrição termina quando a 
RNA polimerase transcreve um sinalizador 
de término ou finalizador que antecedem o 
ponto de término. Sinalizadores de término são 
sequencias que determinam o fim da transcrição 
quando reconhecidas pela RNA polimerase, bem 
similar ao mecanismo dos promotores. Já os 
finalizadores, temos a finalização palindrônica, 
onde o RNA assume a forma de uma alça ou 
grampo. Quando a RNA polimerase encontra 
uma dessas regiões finalizadora, se desencadeia 
uma série de eventos, onde: 1) a RNA polimerase 
paralisa a síntese de RNA, 2) a molécula de RNA 
liberta-se da RNA polimerase, 3) a molécula 
de RNA separa-se da fita de DNA e 4) a RNA 
polimerase separa-se da fita molde de DNA. 
Assim que a RNA polimerase paralisa, uma 
proteína com atividade de helicase (proteína 
rô) desenrola o híbrido RNA/DNA da bolha de 
transcrição dando fim ao processo de transcrição.
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O PROCESSO DE TRANSCRIÇÃO EM 
EUCARIOTOS
A transcrição dos eucariotos segue um padrão 
similar a dos procariotos, com algumas 
peculiaridades. A primeira dela se deve as 
sequências promotoras e as moléculas de RNA 
polimerase envolvidas no processo. As RNA 
polimerases se dividem em três grupos distintos 
RNA polimerase I (transcreve grandes rRNA), 
RNA polimerase II (transcreve Pré-mRNA, 
alguns snRNA, e snoRNA) e RNA polimerase III 
(transcreve tRNA, pequeno rRNA, e snRNA). As 
três RNA polimerases eucarióticas dependem 
de fatores proteicos de transcrição para iniciar 
a síntese de RNA, diferente da RNA polimerase 
procariótica que era capaz de transcrever de 
forma autônoma. Esses fatores de transcrição 
necessitam se ligar cada qual ao seu sítio e 
região promotora do DNA apropriada para 
então dar início ao processo de transcrição do 
RNA. A RNA polimerase II se posiciona e inicia 
sua atividade quando reconhece um promotor 
chamado TATA box, que se trata de um curto 
segmento (TATAAAA) conservado na posição 
-30pb. Outra região promotora conservada é o 
CAAT box, que possui sequência de consenso 
GGCCAATCT, localizado geralmente próximo 
à região -80pb. Além destas duas sequencias 
promotoras, outras regiões conservadas 
atuam como promotores em eucariotos, 
envolvendo fatores basais de transcrição. As 
RNA polimerases I e III também necessitam de 
complexos de transcrição envolvendo fator de 
transcrição e regiões promotoras para iniciar a 
transcrição pelas RNA. Os promotores dos genes 
transcritos por essas duas RNA polimerases são 
bem distintos daqueles utilizados pela RNA 
polimerase II.
ELONGAMENTO
As RNA polimerases catalisam o elongamento 
da cadeia de RNA utilizando os mesmos 
mecanismos já descritos para a transcrição em 
procariontes. Com a diferença que no início 
do processo elongamento dos precursores dos 
mRNA eucarióticos, quando a cadeia está com 30 
nucleotideos de comprimento, a enzima guanil-
transferase, adiciona um “quepe” à extremidade 
5’ do mRNA. Esse quepe é constituído de 7-PPP-
metilguanosina, obedecendo a uma ligação 
5´-5´-trifosfato bastante atípica. As funções do 
quepe envolvem o splicing correto, proteção 
contra degradação por exonucleases, e também 
serve de chave para o início da tradução, posto 
que interage com a subunidade 40S via proteínas 
de ligação ao quepe, por exemplo fator eIF2. 
TÉRMINO
Em eucariontes, a terminação se dá por 
mecanismos ainda não bem estudados e 
compreendidos. Após a terminação, a RNA 
polimerase é liberada, desfosforilada, e reciclada 
para nova polimerização. 
PROCESSAMENTO DE RNA
Os RNAs pré-mensageiro, ou RNA heterogêneo 
nuclear (hnRNA), são os produtos da transcrição. 
Diferente dos procariotos, mRNA dos eucariotos 
precisam passar por um processamento 
para então ser utilizado na tradução. Este 
processamento se torna necessário devido a 
existência de sequências éxons (codificantes) e 
íntrons (não-codificantes) presentes na molécula. 
Dentre esses processamentos estão a colocação 
do quepe (colocada logo no início da transcrição) 
e da cauda de poliadeninas e ainda a remoção dos 
íntrons. Para adição da cauda de poliadeninas, 
uma sequência (consenso: AAUAAA) é transcrita 
após os éxons finais na extremidade 3´; esse 
segmento ajuda a sinalizar um futuro evento de 
clivagem por uma endonuclease. A clivagem é 
efetuada pela endonuclease, e eventualmente 
a RNA polimerase dissocia-se do processo. 
Após a clivagem, a enzima poli(A)-polimerase 
adiciona uma cauda de As, com 150-200 
resíduos de adenosina. Assim como o quepe, 
essa cauda desempenha importantes funções 
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na longevidade e na tradução: serve como 
sítio de ligação para proteínas, protege contra 
degradação por exonucleases. 
Adição do quepe e da cauda de poliadeninas.
Mecanismo de splicing via spliceossomo.
O transcrito primário contém íntrons e éxons; 
todos os íntrons deverão ser removidos, em uma 
ou mais etapas, e além disso os éxons poderão ser 
seletivamente removidos, no processo chamado 
de splicing alternativo ou embaralhamento de 
éxons. Resume-se que todas ou pelo menos 
a maioria das reações de processamento do 
hnRNA se dão no núcleo da célula, e a molécula 
de mRNA é então liberada para o citoplasma, na 
forma de um mRNA maduro. Nessa passagem, o 
mRNA é adicionado de algumas outras proteínas 
que o protege contra a degradação, formando 
um complexo denominado informossomo.
MECANISMOS DE SPLICING
Existem basicamente quatro tipos de íntrons 
(Grupo I, Grupo II, Pré-mRNA nuclear e tRNA) 
com mecanismos distintos de splicing. Os íntrons 
do grupo I e II possuem formas distintas de 
realizarem sua própria remoção. Os íntrons do 
grupo I se dobram em nove hastes e são retirados 
em conjunto com reações de transesterificações. 
Já os íntrons do grupo II realizam as reações 
de transesterificação formando uma estrutura 
em laço. Os íntrons tRNA são encontrados 
nos genes de tRNA e seu mecanismo de 
recomposição está relacionado a enzimas que 
cortam e ligam o RNA. Os íntrons do pré-mRNA 
são os mais comuns e possuem mecanismos 
de remoção semelhantes ao do grupo II, mas 
não conseguem auto realizar, necessitando do 
auxílio do spliceossomo (complexo de proteínas 
e moléculas de RNA - snRNPs e RNA nucleares).
No spliceossomo as moléculas que compõem 
o complexo de snRNPs se posicionam sobre 
a sequência do do RNA localizando o íntron. 
Quando ativo o spliceossomo a extremidade 
5’ do íntron é ligada ao ponto de ramificação, 
dobrando o íntron em forma de laço e realizando 
o corte. Em seguida, a estrutura do complexo 
Lariat é liberada, juntamente com o restante das 
snRNP, e os éxons adjacentes são unidos.
SPLICING ALTERNATIVO – 
EMBARALHAMENTO DE ÉXONS
Uma das possíveis vantagens evolutivas da 
existência de íntrons e éxons em eucariontes é 
a possibilidade de se fazer o “embaralhamento” 
de diferentes éxons, através da remoção 
seletiva de alguns deles, permitindo portanto 
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a formação de várias proteínas a partir de um 
mesmo transcrito primário. Por exemplo, o 
mRNA do gene da alfa-tropomiosina (15 éxons 
e 14 íntrons), pode dar origem a nove diferentes 
proteínas, dependendo do controle celular 
exercido. Em outras situações, vias alternativas 
de processamento envolvem múltiplos sítios de 
corte no final 3´. Assim, um mesmo transcrito 
pode gerar mais de um produto final pelo corte 
e eliminação de um segmento de um éxon em 
alguns transcritos, enquanto que em outros o 
éxon inteiro é mantido. 
Representação de splicing alternativo.
DEZ MANDAMENTOS DA TRANSCRIÇÃO
1. O RNA é produzido sob a forma de uma fita 
simples, o que tem duas implicações principais:
i. Ele pode ser mais facilmente degradado, o 
que é particularmente sensível para o RNA 
mensageiro;
ii. Ele pode formar estruturas secundárias e 
terciárias muito mais complexas que as do DNA, 
o que é notório para os RNAs ribossômicos e 
mais ainda para os transportadores.
2. O açúcar do RNA é uma ribose e não uma 
desoxirribose, como no DNA. Uma implicaçãoé 
que o RNA pode ser mais reativo do que o DNA.
3. A composição de bases é semelhante entre o 
DNA precursor e o RNA, mas a base pirimídica 
uracila (U) é encontrada em lugar da timina.
4. Um determinado transcrito de RNA é 
originário de apenas uma fita do DNA, a fita-
molde, mas ambas as fitas podem produzir 
diferentes transcritos. Isto pode ser demonstrado 
por experimentos de hibridização DNA-RNA.
5. Como na replicação do DNA, a transcrição 
apresenta uma polaridade, um molde e 
mecanismos semelhantes de adição de 
nucleotídeos. Apresenta também as fases de 
iniciação, alongamento e terminação.
6. Ao contrário da replicação, a transcrição não 
requer um iniciador, já que RNAs polimerases 
têm a capacidade de inserir nucleotídeos sem 
o iniciador, e geralmente apenas segmentos 
limitados de DNA são transcritos (os genes que 
estão sendo expressos em um determinado 
momento da vida do organismo).
7. O RNA é semelhante à fita não-molde.
8. O produto da transcrição é uma fita simples, e 
apenas parte do DNA se encontra aberto em um 
determinado momento da transcrição.
9. Ao contrário da replicação, onde o DNA, após 
abrir-se, não volta a se reanelar com a mesma 
fita original, na transcrição a fita de DNA é 
apenas transitoriamente aberta; ela volta a se 
reanelar assim que a cópia de RNA é feita.
10. Um gene pode ser transcrito simultaneamente 
por várias RNA polimerases.
Retirado da apostila de Tcacenco (2014)
7www.biologiatotal.com.br
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EXERCÍCIOS
1
2
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4
5
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Quais as diferenças entre o DNA e RNA? 
Porque a transcrição, ao contrário da replicação, não 
requer um iniciador (primer)? 
Como que ocorre o início da transcrição de um gene? 
É um processo que ocorre de forma aleatória ao longo 
da cadeia de DNA?
Qual a função do RNA transportador? E quais as duas 
regiões mais importantes de sua estrutura?
Em uma fita de DNA com a sequência 
AGATGACCTCTAGGTCTT. Qual será a sequência do 
transcrito em RNA formado a partir desta sequência 
de DNA?
Quais as formas que ocorre a terminação do 
processo de transcrição e liberação do transcrito nos 
procariontes?
O que seria o “quepe” adicionado na frente do mRNA 
e qual a sua função?
Por conta da existência de regiões íntrons no 
DNA de eucariontes é necessário efetuar o seu 
processamento. Essa presença de íntrons apresenta 
alguma vantagem? 
Por que o mRNA recém transcrito precisa ser 
processado em organismos eucariotos? Quais seriam 
as consequências de não realizar este processamento?
QUESTÃO RESOLVIDA NA AULA
8
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ANOTAÇÕES
9 10Numere a segunda coluna de acordo com a primeira.
Coluna 1
1 – DNA
2 – RNA
Transcrição é o processo pelo qual uma molécula 
de RNA é produzida, a respeito disso, assinale a 
alternativa correta.
a) Uma molécula de RNA é usada como molde 
para a síntese de outra molécula.
b) As duas fitas do DNA serão usadas no processo 
de síntese de RNA.
c) O DNA funciona como um molde para a 
transcrição do RNA.
d) Durante a transcrição, as fitas de DNA 
permanecem completamente unidas.
e) Duas fitas de RNA são produzidas no final de 
cada transcrição.
Coluna 2
( ) Dupla hélice
( ) Ribose
( ) Fita única ou simples
( ) Desoxirribose
( ) Bases nitrogenadas: adenina, 
guanina, citosina, timina
( ) Bases nitrogenadas: adenina, 
guanina, citosina, uracila
A sequência correta é:
a) 1 – 2 – 1 – 2 – 2 – 1
b) 2 – 1 – 1 – 2 – 2 – 2
c) 1 – 2 – 2 – 1 – 1 – 2
d) 2 – 1 – 2 – 1 – 1 – 2
e) 1 – 1 – 2 – 2 – 2 – 1
9www.biologiatotal.com.br
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GABARITO DJOW
TRANSCRIÇÃO E EXPRESSÃO GÊNICA
1 - O DNA é uma cadeia de fita dupla no formato de dupla hélice, 
já o RNA é uma fita simples. As bases nitrogenadas são diferentes 
no açúcar pentose, sendo que no DNA temos a desoxirribose e 
no RNA a ribose. Além disso, no DNA temos a base Timina (T), 
enquanto que no RNA é a base Uracila (U).
2 - Na replicação a polimerização é realizada pela DNA 
polimerase, e esta enzima só consegue polimerizar a partir 
da terminação 3’OH. Já a transcrição é realizada pelas RNA 
polimerases, estas conseguem polimerizar sem a necessidade do 
grupamento 3’OH disponível.
3 - O processo de transcrição se inicia pelo reconhecimento do 
promotor do gene. Os promotores são capazes de determinar o 
molde que deve ser transcrito e a frequência dessa transcrição. O 
reconhecimento dos promotores ocorre pela subunidade sigma 
da RNA polimerase, sem esta subunidade a transcrição seria um 
evento aleatório.
4 - O RNA de transportador tem como função fornecer 
aminoácidos ao ribossomo para a produção de polipeptídeos 
de acordo com as informações genéticas do mRNA. Cada 
tRNA possui uma alça anticódon formado por uma trinca de 
nucleotídeos complementares ao códon do mRNA e permite 
que o aminoácido correto seja adicionado na síntese proteica. 
Na extremidade 3’ apresentam sempre uma sequência terminal 
CCA, que pode se ligar covalentemente ao aminoácido específico.
5 - O transcrito formado terá a sequência 
UCUACUGGAGAUCCAGAA.
6 - O processo e transcrição nos procariontes pode ser terminado 
a partir da de uma região de finalização que a RNA encontra 
durante o processo de transcrição e reconhece que é momento 
de parada. Ou ainda, durante a transcrição o RNA toma um 
formato de uma alça ou grampo, gerando uma terminação 
palindrônica. Nestes dois casos a RNA polimerase paralisa o 
processo de transcrição, então o transcrito de RNA liberta-se da 
RNA polimerase, e se separa da fita de DNA.
7 - O quepe é constituído de 7-PPP-metilguanosina, obedecendo 
a uma ligação 5´-5´-trifosfato bastante atípica. As funções 
do quepe são de manter splicing correto, proteção contra 
degradação por exonucleases, e também serve de chave para o 
início da tradução, posto que interage com a subunidade 40S via 
proteínas de ligação ao quepe.
8 - A presença íntrons e éxons em eucariontes é considerada 
uma vantagem evolutivas. Pois a partir destas regiões é possível 
efetuar o “embaralhamento” de diferentes éxons, através do 
splicing alternativo. Desta forma, a eliminação dos íntrons e 
remoção seletiva de alguns éxons permite a formação de várias 
proteínas a partir de um mesmo transcrito primário.
9 - [C]
O DNA é um ácido nucleico que apresenta dupla-hélice, possui 
a desoxirribose como pentose e suas bases nitrogenadas são 
adenina, guanina, citosina e timina. Já o DNA apresenta a ribose 
como pentose, sua fita é simples e suas bases são adenina, 
guanina, citosina, uracila.
10 - [C]
Uma fita de DNA é usada como molde para a formação de uma 
molécula de RNA. O trecho do DNA que contém o gene a ser 
transcrito abre-se e a síntese inicia-se naquele ponto.
REFERÊNCIAS
ALBERTS, B.; JOHNSON, A. Biologia molecular da célula. 
5. ed. Porto Alegre, RS: Artmed, 2010
SNUSTAD, D.P. e SIMMONS, M.J. Fundamentos de 
genética. 2° ed. Rio de Janeiro: guanabara Kogan, 2013
TCACENCO, F. A. Biologia molecular. Itajaí, SC: Autor e 
editor, 2014. 218 p.
VALADARES, B. L. B., ARAÚJO, E. D. DE; PANTALEÃO, S. DE 
M. Genética Básica. São Cristóvão: Universidade Federal 
de Sergipe, CESAD, 2011.
ZAHA, A. (Org.). Biologia molecular básica. 3. ed., rev. e 
atual. Porto Alegre, RS: Mercado Aberto, 2003. 421 p. 
 
O mRNA recém transcrito nos eucariotos apresenta 
regiões íntrons e éxons, mas apenas as regiões éxons 
é que codificam polipeptídios, desta forma é preciso 
remover as regiões íntrons. Se por acaso não ocorrer 
esse processamento, essa remoção dos íntrons, o gene 
transcrito não seria capaz de servir para a tradução da 
proteína correta. É necessário que ocorra o processamento 
via mecanismos de splicing.
QUESTÃO RESOLVIDA NA AULA

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