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O estudo dos materiais de construção
civil
O conhecimento de materiais de construção como condicionantes para a qualidade e o desempenho de
estruturas e edificações.
Prof. René Galesi
1. Itens iniciais
Propósito
Compreender as características dos diversos materiais empregados na Construção Civil, visto que é por meio
do emprego desses insumos que as edificações são executadas.
Preparação
Antes de iniciar o conteúdo deste tema, tenha em mãos papel, caneta e uma calculadora científica, ou use a
calculadora de seu smartphone/computador.
Objetivos
Descrever os tipos de materiais, suas características e propriedades.
 
Reconhecer os aspectos relacionados à seleção, ao armazenamento, à aplicação, ao uso e à
deterioração dos diversos tipos de materiais de construção.
 
Identificar o propósito e aplicabilidade das Normas Brasileiras, bem como as Normas de desempenho e
qualidade relativas aos materiais de construção.
 
Reconhecer a importância da sustentabilidade nas edificações, nos novos materiais e inovações.
Introdução
Olá! Antes de começarmos, assista ao vídeo e entenda sobre o estudo dos materiais de construção civil.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Fala, mestre!
O vídeo trata da constante evolução tecnológica, destacando desde a chegada dos microcomputadores
residenciais na década de 90 até o uso atual de smartphones e a introdução da domótica, exemplificada por
dispositivos como a Alexa. Essa evolução também se refletiu na construção civil, especialmente na prevenção
de incêndios. A discussão menciona a flexibilização das legislações, agora modulares e específicas para cada
tipo de risco e construção, além de novos materiais e técnicas, como a tinta intumescente para proteção de
estruturas metálicas e vergalhões de fibra de vidro. A importância de considerar essas tecnologias e
legislações no início dos projetos é destacada para evitar custos aumentados devido a exigências de
segurança mais conservadoras no final do processo.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
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1. Os tipos de materiais, suas características e propriedades
A diversidade de materiais de construção
Assista ao vídeo sobre os diversos materiais de construção.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
A formação profissional de um engenheiro civil ou arquiteto exige estudo, conhecimento técnico e manuseio
de um instrumental propícios ao trabalho edilício. O domínio dos materiais e da tecnologia da construção é
uma ferramenta imprescindível para os especialistas no campo das edificações.
 
É de capital importância uma especificação de materiais que resista aos esforços das estruturas. Do mesmo
modo, o conhecimento das propriedades e características dos inúmeros itens aplicados em uma obra como
forma de garantir, no resultado da edificação, solidez, durabilidade, economia, qualidade estética, entre outros
aspectos.
 
Chamamos de “material de construção” todo e qualquer material utilizado na construção de uma edificação,
desde o início, a partir da locação e infraestrutura, até a fase final, com os acabamentos. A execução de uma
obra abrange o emprego de uma infinidade de itens, dos quais estudaremos os mais importantes.
 
Esses materiais estão diretamente relacionados às técnicas de construção, uma vez que, para a devida
utilização de cada um deles, corresponde a uma técnica específica de emprego.
Materiais de construção diversos.
O estudo dos materiais de construção consiste no conhecimento de suas matérias-primas, seu
processamento e/ou fabricação, bem como suas características (físicas, químicas e mecânicas). A adoção dos
materiais está diretamente ligada à evolução da tecnologia em termos técnicos, estéticos e financeiros, tanto
quanto às questões relacionadas à sustentabilidade do planeta.
Placas de drywall empregadas como fechamento de paredes de uma edificação.
Atualmente, os materiais básicos que edificam as construções não se limitam mais a matérias-primas brutas
como pedras, tijolos ou madeira. Blocos de concreto, painéis pré-moldados, paredes drywall, são alguns
exemplos que substituem os materiais tradicionais.
 
A aplicação desses novos insumos na Construção Civil acarreta vantagens como rapidez de execução e
racionalização da obra.
 
Avanço mais significativo ainda se dá em relação aos materiais de acabamentos e arremates, que atualmente
não se limitam a argamassa, cerâmicas, pedras, madeiras, mas a grande maioria deles é produzida
sinteticamente pela indústria.
A gama de opções de materiais simples ou compostos, obtidos diretamente da natureza ou elaborados
industrialmente para diversos usos, é muito variada, assim como as propriedades e as variedades de um
mesmo material.
Fatores econômicos são essenciais para qualquer obra. Dessa forma, a economia em uma obra está
diretamente ligada à correta especificação dos materiais, à relação custo-benefício — não
necessariamente o material de menor custo terá um melhor desempenho em longo prazo.
Para os profissionais se manterem atualizados em relação ao conhecimento dos materiais e suas propriedades
é imprescindível que haja orientação sobre a melhor escolha entre eles.
 
A adoção de um ou de outro material é definidora da conceituação de determinado projeto, uma vez que a
forma, o uso, e a função de um espaço estão diretamente relacionados ao tipo de material utilizado na
execução desse ambiente.
 
Na Construção Civil, existem materiais que são utilizados há muitos anos da mesma forma, tal como a madeira
para a estrutura de sustentação de um telhado.
 
E outros que evoluem constantemente. É o caso dos revestimentos de piso, que em poucas décadas saíram
da cerâmica de barro esmaltada e queimada para os porcelanatos de alta resistência.
Madeira.
Revestimentos de piso.
Essa evolução relativa aos materiais de construção não é um processo recente. Desde os povos primitivos,
são utilizados, primeiramente, os materiais em estado bruto, exatamente como eram encontrados na natureza,
sem qualquer transformação.
 
Posteriormente, executavam-se pequenos processos de transformação, como em lanças ou machados de
pedra ou sílex (rocha muito dura que, quando quebrada, deixa arestas cortantes), por exemplo.
 
Durante o processo evolutivo do homem surgiram necessidades que levaram à transformação desses
materiais de maneira simplificada, a fim de facilitar o seu uso. Assim, o homem começou a lapidar a pedra, a
cortar a madeira e a moldar a argila.
O concreto é um significativo exemplo de evolução de materiais e técnicas construtivas que surgiu da
necessidade de se utilizar um material resistente como a pedra, mas que se modelasse às necessidades
construtivas. Criado pelos romanos, ficou esquecido por mais de 1.000 anos (desde a queda do Império) até
ser reinventado no final do século XIX.
 
Os materiais evoluem continuamente como forma de satisfazer às necessidades crescentes da humanidade
de modo cada vez mais rápido e com exigências cada vez maiores quanto à sua qualidade, durabilidade e
custo. Não se pode falar, atualmente, em evolução tecnológica dos materiais construtivos sem levar em
consideração um cenário sustentável no qual a produção e o emprego priorizem o meio ambiente.
Dica
Materiais mal empregados ou erroneamente especificados acabam prejudicando a durabilidade e a
funcionalidade dos espaços que compõem, gerando gastos maiores, ocasionando eventualmente
patologias incuráveis, cuja solução única é a remoção do material. 
O profissional deve estar sempre atualizado para melhor usufruir de padrões construtivos mais avançados de
seu tempo. Entre outros aspectos, a escolha dos materiais a serem empregados em determinada edificação
deve levar em consideração principalmente:
Condições técnicas
O material deve possuir essencialmente as propriedades que o capacitem para o uso a que se
destina. Entre tais propriedades estão trabalhabilidade, resistência, durabilidade, higiene e segurança,
bem como as questõese podem fazer parte de
qualquer construção. São instrumentos que embelezam o espaço, acrescentando personalidade e
conforto, além de trazer qualidade de vida para os moradores e para a sociedade. 
ARCHTRENDS, 2020
Sustentabilidade aplicada aos materiais de construção
A preocupação com questões ligadas à ecologia e à sustentabilidade não é recente. Elas surgiram a partir da
década de 1970 com a crise do petróleo. Já nessa época, (há mais de 50 anos) os pesquisadores começaram
a discutir formas de amenizar o consumo de energia, bem como de encontrar fontes de energia renováveis.
 
Tais necessidades também trouxeram consigo pesquisas no campo de outros insumos e materiais
sustentáveis no mundo todo, incluindo a área da Construção Civil. Logo, esse conceito ganhou força e
importância, tendo grande incremento a partir da década de 1990.
 
Consideramos uma construção como sustentável aquela que atende aos seguintes aspectos: aproveitamento
do meio natural sem prejuízo ao meio ambiente, eficiência energética e diminuição de resíduos, entre outros
aspectos.
Edifício “Bosco Verticale” – Milão, Itália. Jardins nosapartamentos para melhorar as
condições térmicas de cada unidade.
A indústria da Construção Civil ocupa posição de destaque na economia mundial e não poderia ser diferente
no cenário nacional, sendo que, entre outras ações, tem uma função social muito importante relativa a
empregabilidade, direta ou indiretamente. Entretanto, essa indústria, mundialmente falando, é responsável por
cerca de 50% tanto do CO2 (gás carbônico) lançado na atmosfera como da quantidade de resíduos sólidos
gerados no mundo.
 
Desde o momento da produção dos materiais e insumos até o descarte dos rejeitos das edificações, a
Construção Civil é uma atividade que gera impactos no meio ambiente. Por isso, a tendência no mercado é
rever as técnicas em uso e impulsionar a tendência da valorização do material de construção sustentável.
Exemplo
Um exemplo dessa evolução é o amianto, que até poucos anos era amplamente utilizado em produtos na
Construção Civil e hoje está banido do mercado por conta dos malefícios que causa à saúde (direta ou
indiretamente). 
Em nosso campo de atuação, uma força conjunta de técnicos, engenheiros e arquitetos busca as melhores
maneiras de edificar, sem perder a qualidade de habitabilidade desejada.
 
A “pegada ecológica” faz com que a edificação mantenha-se atualizada com processos inovadores, os quais
reduzem o gasto de recursos naturais e melhoram a qualidade de vida dos usuários.
 
Logo, os insumos e materiais de construção sustentáveis estão cada vez mais próximos e reais de nosso dia a
dia.
 
Como a utilização de materiais na Construção Civil tem sido um grande desafio para a criação de um conceito
de sustentabilidade em nossa área de atuação, atualmente, muitas empresas no mundo todo (e não é
diferente no Brasil) têm procurado desenvolver centros de pesquisa para estudo, desenvolvimento e produção
de materiais de construção sustentáveis.
Pegada ecológica
Conceito criado para representar a relação entre consumo, exploração e utilização dos recursos naturais
e a capacidade do planeta em repor tais elementos naturalmente. 
A construção sustentável é um grande desafio para um equilíbrio harmônico entre meio ambiente e a
indústria da construção.
(SIENGE, 2020)
A construção sustentável torna-se um desafio, uma vez que o conceito de sustentabilidade deve estar
presente em todas as etapas, desde o processo de projeto construtivo até a entrega da edificação pronta.
Muitos materiais sustentáveis que já se encontram no mercado proporcionam menor impacto ao meio
ambiente. Como forma de exemplificação, apresentamos alguns deles de maneira a servirem de norteamento
para nossas especificações.
Concreto reciclado
O concreto é um composto de cimento, água, areia e brita que, no processo de cura, ganha forma e
resistência. O grande problema está na extração de recursos naturais para cada um de seus
componentes — areia, pedra, bem como no processo de fabricação do cimento, além do descarte
inapropriado de sobras ou entulho.
A ideia do concreto reciclado é usar seus resíduos gerados pela própria obra, triturando e
transformando-os em agregados para serem reutilizados.
Tanto quanto o concreto, outros materiais como tijolos e telhas, que se transformaram em entulho na
obra, podem passar pelo mesmo processo: serem reutilizados e acrescentados a novas misturas,
tornando-se, portanto, material de construção sustentável.
Tijolos ecológicos
O Tijolo ecológico é um insumo muito utilizado no Brasil. Produzido a partir de compostos de resíduos
de construção além de areia, água e cimento, torna-se sustentável a partir de seu processo de
fabricação, uma vez que, de maneira diferente dos tijolos convencionais, eles não são queimados em
fornos, mas enformados em uma prensa hidráulica.
O tijolo ecológico tem muitas vantagens sobre os tijolos comuns, como: seu formato é constituído de
furos e encaixes estratégicos que criam uma trava, diminuindo o consumo de argamassa, o que faz
dele um excelente isolante acústico e térmico, além de ter qualidade estética, quando deixado
aparente.
Materiais biodegradáveis
Muitos dos materiais de acabamento como impermeabilizantes tintas, colas e solventes são
elaborados a partir de derivados de petróleo e compostos voláteis, que muitas vezes são altamente
poluentes ou tóxicos. Entretanto, já existem tintas feitas a partir de materiais biodegradáveis
(produzidos com pigmentos naturais, minerais etc.). Também encontramos vernizes e solventes à
base de óleos vegetais, que também são opções sustentáveis e menos prejudiciais à saúde.
Lâmpadas de LED
Como sabemos, as lâmpadas incandescentes já foram retiradas do mercado e substituídas por
lâmpadas de LED (Light Emitting Diode - Diodo Emissor de Luz), que duram cerca de 25 vezes mais.
Por isso, elas são econômicas e possuem melhor qualidade de iluminação. A lâmpada de LED é mais
eficiente porque consegue transformar mais energia elétrica em luz, dissipando menos calor e com
vida útil maior.
Blocos de adobe
Assim como os tijolos ecológicos, os blocos de adobe são alternativas sustentáveis. Trata-se de uma
técnica milenar (centenária aqui no Brasil), que consiste em moldar blocos com uma mistura de água,
terra e fibras naturais (palha e/ou estercos fibrosos, por exemplo) e pode ser feita na própria obra.
Isolamento ecológico
Comumente utilizamos materiais isolantes que contêm entre seus insumos componentes químicos
que podem ser cortantes, como é o caso da fibra de vidro. Entretanto, atualmente o mercado oferece
alternativas sustentáveis e menos perigosas. É o caso de isolamento fabricado a partir de produtos
reciclados: lã de garrafas PET, jeans reciclados, jornais, papelão, lã mineral etc.
Pintura com cal
Essa técnica chegou ao Brasil com os portugueses, que revestiam as construções rudimentares de
barro com esse material para protegê-las das intempéries. Por tratar-se de um produto natural, o
processo de pintura é livre de substâncias tóxicas presentes nos produtos industrializados.
Argila e fibras
Uma possibilidade de acabamento sustentável é o revestimento ecológico à base de argila e fibras
vegetais, que por meio da aplicação de uma camada espessa de fibra colabora para a melhoria do
conforto térmico interno.
Assista ao vídeo sobre os novos materiais e inovações na Construção Civil.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
A crescente demanda por sustentabilidade atinge inúmeros setores da indústria em escala mundial. O Brasil
foi apontado em primeiro lugar entre os países que possuíam maior número de consumidores preocupados em
adquirir produtos e serviços de empresas que atuassem em conformidade com o desenvolvimento
sustentável.
Como profissionais do campo da Construção Civil, cabe a nós difundir as questões voltadas à
sustentabilidade, uma vez que seremos os principais agentes transformadores apresentando alternativas
ecológicas aos clientes.
 
Pensando nisso,fizemos uma pequena seleção, dentro de uma enormidade de alternativas contemporâneas,
de materiais ou sistemas sustentáveis para as edificações.
Ecogranito
O ecogranito oferece maior leveza e menor custo, pois é fabricado a partir de resíduos gerados do
processo de extração de mármores e granitos e misturados a diversas resinas e pigmentos inertes e
água. Pelo fato de ser moldável, pode ser aplicado em superfícies planas, irregulares, e até mesmo
curvas. Ainda devido ao fato de ser impermeável, pode ser aplicado em superfícies internas e
externas.
Bambu
O bambu é uma madeira leve que, por ser muito fibrosa, possui alta resistência à tração,
características que o tornam ideal, tanto para elementos estruturais quanto para peças de mobiliário.
Dizemos ainda que, acrescido a esses atributos, também o tornam sustentável o fato de ser um
recurso considerado renovável pelo seu rápido crescimento, diferente das demais madeiras.
Bioplástico
Os bioplásticos se decompõem com maior rapidez na natureza, se comparado ao plástico sintético,
pelo fato de ser produzido a partir de matérias-primas biodegradáveis. Sendo assim, é capaz de
substituir o plástico convencional na fabricação de inúmeros produtos ligados à Construção Civil,
como pisos, rodapés, revestimentos e divisórias.
Ecotelhado branco
O ecotelhado branco é um revestimento térmico produzido a partir de nano esferas ocas (partículas
infinitamente pequenas) de cerâmica, que são misturadas a resinas e aditivos e tem a capacidade de
refletir a radiação solar, reduzindo a temperatura interna do ambiente.
REPLAST
O produto desenvolvido desse elemento teve como principal objetivo desenvolver um material
sustentável com resíduos plásticos retirados do oceano por todas as partes do mundo, fazendo com
que esse material não retornasse ao meio ambiente.
Trata-se de um tijolo produzido a partir da compressão desses resíduos em blocos modulares de
diversas densidades e formas. A depender de sua configuração e forma, pode ser apenas encaixado,
não necessitando de nenhum adesivo.
ECOTOP
São produtos fabricados a partir de tubos de pasta de dente e outras embalagens, compostos por
25% de alumínio e 75% de plástico proveniente de descartes.
Toda a composição dos produtos é realizada com materiais de difícil eliminação no meio ambiente,
sendo transformados em placas, telhas e cumeeiras cujo processo de fabricação não envolve nenhum
tipo de queima e, portanto, não oferece riscos ao meio ambiente nem à saúde, além de não gerar
poluentes.
ISOPET
São blocos a serem empregados em edificações, desenvolvidos a partir de isopor e garrafas PET
reciclados e produzidos de modo a serem encaixados no sistema macho-fêmea. O sistema de encaixe
também propicia que o uso do material não necessite de qualquer adesivo. Esse sistema de
fechamento é resistente ao fogo e, pelo fato de utilizar o isopor em sua composição, existe um melhor
isolamento térmico, deixando a temperatura dos ambientes mais confortáveis.
[...] As práticas sustentáveis estão bem mais próximas do que nós imaginamos e podem fazer parte de
qualquer construção. São instrumentos que embelezam o espaço, acrescentando personalidade e
conforto, além de trazer qualidade de vida para os moradores e para a sociedade. 
ARCHTRENDS, 2020
Verificando o aprendizado
Questão 1
Muitos materiais sustentáveis que já se encontram no mercado proporcionam menor impacto no meio
ambiente. Entre eles, podemos citar:
A Concreto reciclado, cimento amianto, pintura com cal, isolamento ecológico, fibra e argila, blocos de
adobe, lâmpada LED.
B Concreto reciclado, tijolo ecológico, pintura com cal, isolamento ecológico, fibra e argila, blocos de
adobe, cimento amianto.
C Concreto reciclado, tijolo ecológico, pintura com cal, isolamento ecológico, fibra de amianto, blocos de
adobe, lâmpada LED.
D Concreto reciclado, tijolo ecológico, pintura com cal, isolamento ecológico, fibra e argila, blocos de
adobe, lâmpada LED.
E Concreto armado convencional, tijolo ecológico, pintura com cal, isolamento ecológico, fibra e argila,
blocos de adobe, cimento amianto.
A alternativa D está correta.
Muitos materiais sustentáveis já se encontram no mercado com menor impacto no meio ambiente, desde
sua concepção, fabricação, aplicação até o descarte futuro.
Questão 2
Assinale a alternativa correta:
A A preocupação com as questões ligadas a ecologia e sustentabilidade só surgiram nos últimos anos por
conta da competitividade dos produtos estrangeiros.
B
Consideramos uma construção sustentável aquela que atende aos seguintes aspectos: aproveitamento
do meio natural sem prejuízo ao meio ambiente, eficiência energética e diminuição de resíduos, entre
outros.
CA indústria da Construção Civil ocupa posição de destaque na economia nacional, prova disso é o fato de
ser responsável por cerca de apenas 20% tanto do CO2 (gás carbônico) lançado na atmosfera.
D
A Construção Civil gera impactos no meio ambiente apenas em relação ao descarte dos rejeitos das
edificações. Por isso, existe uma tendência no mercado de rever as técnicas em uso e impulsionar a
valorização do material de construção sustentável.
E
A Construção Civil gera impactos ao meio ambiente apenas em relação aos materiais derivados de petróleo
que encontramos em algumas tintas e vernizes. Logo, existe uma tendência no mercado de rever as
técnicas em uso e impulsionar a tendência da valorização do material de construção sustentável.
A alternativa B está correta.
Consideramos uma construção como sustentável aquela que, desde o momento da produção dos materiais
e insumos até o descarte dos rejeitos das edificações, preocupa-se prioritariamente com o meio ambiente.
5. Conclusão
Considerações finais
A escolha dos materiais de construção e suas intercorrências é de fundamental importância para o sucesso de
uma edificação. A escolha está associada a: correta aplicação, relação custo-benefício, durabilidade,
localidade onde será utilizado, tipo de obra, sustentabilidade e sua relação com o meio ambiente, entre muitas
outras variáveis, que em conjunto ou isoladamente vão promover a qualidade final da construção.
 
É imprescindível que a opção por outro material sempre esteja atrelada às orientações e exigências das
normas brasileiras, pois elas atestarão a condição de idoneidade requerida pelo mercado, que, em
consequência, promoverá a garantia de uma boa comercialização.
Podcast
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Para saber mais sobre os assuntos tratados neste tema, leia:
 
BAUER, L. A. F. Materiais de Construção (vols. 1 e 2). São Paulo: Livros Técnicos e Científicos, 2000.
 
IBRACON. Materiais de Construção Civil (volume I e II). São Paulo: Ibracon, 2005.
 
PETRUCCI, E. G. R. Materiais de Construção. Rio de Janeiro: Globo, 1998.
 
RIBEIRO, C. C. Materiais de Construção Civil. 3. ed. Belo Horizonte: UFMG, 2011.
Referências
BORGES, C. A. Sobre o Conjunto de Normas ABNT - NBR 15.575. Acadêmico Riogrande. Consultado em meio
eletrônico em: 8 out. 2020.
 
HAGEMANN, S. E. Apostila Materiais de Construção Básicos. Equipe de Produção de Material Didático da
Universidade Aberta do Brasil do Instituto Federal Sul-Rio-Grandense. Porto Alegre: IFRS, 2011.
 
LARA, L. A. M. Materiais de Construção. Caderno elaborado em parceria entre o Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia de Minas Gerais/IFMG – Campus Ouro Preto e a Universidade Federal de Santa Maria
para o Sistema Escola Técnica Aberta do Brasil – Rede e-Tec Brasil. Ouro Preto: IFMG, 2013.
 
LOPES, L. F. Materiais de Construção Civil I. Londrina: Educacional, 2017.
 
SOUZA, J. Materiais Sustentáveis na Construção Civil: menos impacto e mais economia. Sienge. Publicado em:
22 nov. 2017.
 
Visite os sites:
 
IFSUL, sobre Introdução aos materiais de construção.
 
Consultorias da Verde Ghaia, sobre o artigo Saiba quais NBRs regulam materiais na Construção Civil.
 
Mobus Construção, sobre Quaissão as exigências de habitabilidade da NBR 15575 para edificações?
 
Brasil Escola, sobre Pegada Ecológica.
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	O estudo dos materiais de construção civil
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Preparação
	Objetivos
	Introdução
	Conteúdo interativo
	Fala, mestre!
	Conteúdo interativo
	1. Os tipos de materiais, suas características e propriedades
	A diversidade de materiais de construção
	Conteúdo interativo
	Dica
	Condições técnicas
	Condições econômicas
	Condições estéticas
	As características dos materiais de construção
	Fenômenos físicos
	Fenômenos químicos
	As principais classificações e propriedades dos materiais de construção
	Naturais
	Artificiais
	Combinados (simples)
	Materiais estruturais
	Materiais de vedação
	Materiais de proteção
	Cerâmicos
	Metálicos
	Poliméricos
	Compósitos (complexos)
	Verificando o aprendizado
	2. Seleção, armazenamento, aplicação, uso e deterioração dos materiais de construção
	Seleção e unidades dimensionais básicas dos materiais de construção
	Técnicas
	Econômicas
	Estéticas
	Os materiais de construção são também analisados tendo em vista:
	Propriedades físicas
	Características intensivas
	Características extensivas
	Massa unitária (d)
	Volume aparente
	Peso unitário
	Massa específica (m)
	Peso específico (γ)
	Densidade (δ)
	Dilatação térmica (α)
	Módulo de elasticidade (E)
	Armazenamento dos materiais de construção
	Instruções do fabricante
	Dica
	Especificidades de armazenamento
	Agregados (pedra britada, areia etc.)
	Cimento, cal e argamassas
	Tijolos, blocos e telhas
	Aço e derivados
	Madeiras e compensados
	Outros materiais (elétricos, hidráulicos, tintas etc.)
	Aplicação, usos e deterioração dos materiais de construção
	Conteúdo interativo
	Resistência
	Durabilidade
	Trabalhabilidade
	Salubridade
	Economicidade
	Estética e conforto
	Verificando o aprendizado
	3. Propósito e aplicabilidade das Normas Brasileiras
	Normas Brasileiras para os materiais de construção
	Conteúdo interativo
	ABCP
	IBC
	IBP
	ABRAGESSO
	ABRALISO
	CBCA
	Atenção
	Tijolos
	Blocos de concreto para alvenaria
	Telhas cerâmicas
	Placas cerâmicas para revestimento – porcelanato
	Cal hidratada para argamassa
	Normas de desempenho e qualidade dos materiais de construção
	Controle de Qualidade
	Controle de Produção ou de Processos
	A Norma de Desempenho NBR 15575
	Resumindo
	Verificando o aprendizado
	4. Importância da sustentabilidade nas edificações
	Sustentabilidade aplicada aos materiais de construção
	Exemplo
	Concreto reciclado
	Tijolos ecológicos
	Materiais biodegradáveis
	Lâmpadas de LED
	Blocos de adobe
	Isolamento ecológico
	Pintura com cal
	Argila e fibras
	Novos materiais e inovações na Construção Civil
	Conteúdo interativo
	Ecogranito
	Bambu
	Bioplástico
	Ecotelhado branco
	REPLAST
	ECOTOP
	ISOPET
	Sustentabilidade aplicada aos materiais de construção
	Exemplo
	Concreto reciclado
	Tijolos ecológicos
	Materiais biodegradáveis
	Lâmpadas de LED
	Blocos de adobe
	Isolamento ecológico
	Pintura com cal
	Argila e fibras
	Conteúdo interativo
	Ecogranito
	Bambu
	Bioplástico
	Ecotelhado branco
	REPLAST
	ECOTOP
	ISOPET
	Verificando o aprendizado
	5. Conclusão
	Considerações finais
	Podcast
	Conteúdo interativo
	Explore+
	Referênciasligadas à sustentabilidade.
Condições econômicas
O material deve satisfazer às necessidades de sua aplicação com a melhor relação custo-benefício.
Deve-se levar em consideração não apenas o possível valor reduzido de aquisição, mas também a
composição com a aplicação e a manutenção, visto que toda e qualquer obra precisa de serviços de
manutenção após sua finalização e entrega. Da manutenção correta depende a durabilidade da
edificação.
Condições estéticas
Há mais de 2.000 anos, Vitruvius — Marcus Vitruvius Pollio (80 a. C. – 15 a. C.), arquiteto romano,
escreveu o Tratado De Architectura, em 10 volumes, aproximadamente entre 27 e 16 a. C. —
preconizava que toda edificação deve estar calcada em um tripé: firmitas, utilitas e venustas, ou seja,
“solidez”, “utilidade” (função) e “estética” (beleza).
Desse modo, em uma edificação é inconcebível pensarmos apenas nas questões técnicas em
detrimento àquelas de “aparência agradável”, uma vez que a estética influencia a qualidade de vida do
usuário. Destacamos ainda as questões de conforto ao ser humano, questões estas não menos
importantes, como: conforto térmico, conforto acústico, dentre outros. A escolha e a adoção dos
materiais de construção básicos, bem como de acabamentos, influenciam na qualidade final da obra.
As características dos materiais de construção
Os materiais se caracterizam e se distinguem a partir de suas qualidades exteriores e são conhecidos e
identificados por suas propriedades e por seu comportamento perante agentes externos. As características
dos materiais de construção são as respostas que eles oferecem quando estimulados por dois principais
fenômenos, geralmente externos:
Fenômenos físicos
Ação mecânica (uma batida); ação térmica
(calor do sol); ação elétrica (para o caso das
fiações).
Fenômenos químicos
Ataque por ácido (durante uma limpeza);
radiação (para o caso de hospitais e clínicas);
solubilização (envelhecimento artificial).
Também são características próprias de cada material outros aspectos, como: peso, volume, durabilidade,
entre outros. Eles existem independentemente de haver estímulo.
As principais classificações e propriedades dos materiais
de construção
Existem vários critérios de classificação dos materiais de construção, e uma possibilidade é destacar como
principais a classificação quanto à origem, à função, à aplicação e à natureza ou composição do material.
 
Sobre a ORIGEM, ou modo de aquisição, os materiais de construção podem ser classificados em:
Naturais
São aqueles encontrados na natureza, prontos para serem utilizados in
natura, ou que necessitam de um pequeno processo de tratamento,
como uma lavagem ou ainda de um desdobro ou beneficiamento, sem
alterar ou comprometer sua estrutura molecular, para posteriormente
serem utilizados.
A areia (às vezes precisa ser lavada), a pedra (precisa ser “quebrada”) e a
madeira (precisa ser cortada) são alguns exemplos.
Artificiais
São materiais que necessitam de processos industriais para serem
utilizados, ocorrendo mudanças em suas propriedades físico-químicas
antes de serem aplicados em uma obra. Apenas para citar alguns
exemplos simplificados: tijolos e telhas (embora sejam feitos de barro,
são cozidos no forno), e aço (cujo minério é acrescido de outros
elementos químicos como, o carbono, e passa por um processo
industrial) são bem simbólicos.
Combinados (simples)
São aqueles obtidos pela combinação entre materiais naturais e/ou
produtos artificiais. É, por exemplo, o caso dos concretos (que usam
areia, pedra e água, que são naturais, e cimento, que é artificial) e das
argamassas (que usam areia e água, que são naturais, e cal e cimento,
que são artificiais).
Quanto às possibilidades em que serão empregados, ou seja, em relação à sua FUNÇÃO, os materiais de
construção podem ser classificados em:
Materiais estruturais
São aqueles empregados nos elementos estruturais que suportam as cargas e/ou todos os esforços
atuantes na estrutura. O concreto, o aço e a madeira são exemplos muito comuns de materiais
utilizados para esse fim.
Materiais de vedação
Sem função estrutural, esses materiais servem apenas para isolar e fechar os ambientes nos quais
são empregados, bem como para proteção contra intempéries, como os tijolos de vedação, as placas
de drywall e os vidros.
Materiais de proteção
São utilizados para proteger e aumentar a durabilidade e a vida útil dos materiais de acabamento ou
mesmo daqueles que são aplicados em estado bruto (como o concreto aparente, por exemplo), por
consequência, prolongando também a qualidade da edificação.
Nessa categoria, podemos citar tintas, verniz e produtos de impermeabilização. Destacamos também
que o material adequado de proteção aumentará o intervalo das futuras manutenções prediais.
Em relação à APLICAÇÃO, eles podem ser usados de maneira isolada ou combinada com outro
material.
Simples ou básico: Podem ser aplicados de forma independente, como o tijolo e as telhas.
Compostos simples: São aplicados em conjunto, como é o caso da argamassa e do concreto
(precisamos de uma forma, de uma armação e algumas vezes aditivos para que ele
desempenhe sua função estrutural). Nesta categoria entram também os materiais auxiliares ou
de revestimentos, que são empregados no revestimento ou complementação de uma obra,
como as cerâmicas, os azulejos, os porcelanatos, os materiais pétreos (mármores e granitos)
etc.
Quanto à NATUREZA ou COMPOSIÇÃO DO MATERIAL, a classificação ocorre em função da 
composição química (como os átomos dos elementos químicos que os compõem se ligam, se
agrupam e se organizam), bem como do comportamento dos materiais.
Por isso, um agrupamento possível é serem divididos em quatro categorias: cerâmicos, metálicos,
poliméricos e compósitos. A título de conhecimento, no campo da Construção Civil ainda existe outra
classificação complementar, no mesmo nível dos compósitos: semicondutores e biomateriais, que são
menos relevantes para o nosso estudo.
Lembramos que as ligações químicas são as combinações dos átomos como meio de formar os
materiais e, por sua vez, possuem uma configuração eletrônica estável, de modo que compartilham
seus elétrons entre si. A maioria das propriedades dos materiais está diretamente associada aos
arranjos atômicos e às interações existentes entre átomos e moléculas.
Podemos dizer que as propriedades características dos materiais estão diretamente ligadas à sua
microestrutura (arranjo básico de uma estrutura atômica prótons + elétrons + outras partículas), bem
como de seu processo de fabricação, por meio do qual são elaboradas as peças desse material.
Cerâmicos
São materiais inorgânicos e não metálicos. Sua formação se dá por meio da ação do calor (queima em
fornos) e posterior resfriamento. Assim, apresentam a característica de resistir a altas temperaturas e
à abrasão (desgaste por fricção, raspagem, arranhão).
Genericamente, apresentam como característica dominante: elevada dureza, alta fragilidade
(quebram-se facilmente), alta densidade (são muito pesados) e quase sempre são isolantes térmicos
e elétricos. Entre eles, citamos: rochas, areias, cimento, vidro, gesso e materiais argilosos (tijolos,
telhas, pisos cerâmicos e porcelanatos, azulejos e louças sanitárias).
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Metálicos
São os materiais formados por ligações predominantemente metálicas como o ferro, o alumínio, o
cobre (ou suas ligas) etc.
Exceto o mercúrio, todos os demais metais são sólidos à temperatura ambiente e bons condutores de
calor e energia elétrica. Embora o aço e o titânio sejam materiais de alta resistência, os demais são
geralmente de baixa dureza, dúcteis e maleáveis.
Existe uma diversidade de níveis de temperatura para a fundição dos metais. Alguns se fundem em
altas temperaturas (como o aço), outros em temperaturas menores (como o estanho — componente
do bronze (utilizado nem peças hidráulicas).
Como exemplo, podemos citar: cobre, alumínio, chumbo e ligas metálicas — aço, bronze, latão,
duralumínio —, além das barras de aço utilizadas nas estruturas de concreto armado,perfis metálicos
estruturais, formas e escoramentos metálicos.
Poliméricos
São materiais orgânicos formados por ligações químicas de materiais mistos que, a partir de
processamento industrial, transformam-se em materiais de propriedades variadas a serem
empregados em uma infinidade de possibilidades nas edificações.
Existe a predominância de materiais dúcteis, que fundem-se em temperaturas não tão altas, têm
baixa dureza, baixa densidade e fraca resistência mecânica (quebram-se facilmente), sendo bons
isolantes térmicos e elétricos.
São basicamente os materiais empregados nas composições de plásticos e borrachas, como os
cabos das instalações elétricas, os tubos de PVC nas instalações hidráulicas, alguns tipos de
esquadrias e portas, as tintas, as fórmicas, o isopor, a borracha, o asfalto e os adesivos.
Compósitos (complexos)
No campo de estudo dos materiais de construção civil, contemporaneamente, os materiais
compósitos são aqueles que alcançam maiores investimentos em novas tecnologias, visto que
constituem um grupo de materiais de composição muito diversificada e de grande aplicação no
mercado edilício.
Eles são o resultado da combinação de mais de dois materiais, cada um com suas respectivas
propriedades, mas cuja combinação irá gerar um material de características superiores às de cada
componente isoladamente.
As propriedades que tornam os compósitos de grande utilidade são obtidas, por exemplo, por meio
da inserção de produtos naturais ou sintéticos de partículas ou fibras. Ou seja, pelo acréscimo de
outra substância em uma matriz hospedeira, de modo a obter-se uma combinação cujo resultado será
de melhor qualidade do que os dois elementos originais apresentados anteriormente.
Havíamos visto exemplos de compostos simples, tal como o do concreto e da argamassa; Já para os
materiais compósitos, porém, citamos materiais que exigem um processo mais complexo de
produção. É o caso dos produtos cimentícios (placas de fibrocimento); ou relativos às madeiras
transformadas, como placas de compensado, aglomerado ou MDF (sigla de Medium Density
Fiberboard, placa de fibra de média densidade), produtos sintéticos como plásticos e produtos
fabricados com o uso de fibra de carbono. Ou, ainda, as misturas com fibra de vidro etc.
Lembramos que muitos desses produtos não encontram aplicação apenas na Construção Civil, mas
também em outras indústrias como aeronáutica, automobilística e de embalagens.
Verificando o aprendizado
Questão 1
Assinale a alternativa correta. Entre muitos aspectos, a escolha dos materiais a serem empregados em uma
edificação deve levar em consideração principalmente as questões técnicas, econômicas e estéticas. Por quê?
A
As Condições Técnicas são as propriedades que o capacitam para o uso a que se destina; a Condição
Econômica deve satisfazer às necessidades de sua aplicação com a melhor relação custo-benefício e as
Condições Estéticas são igualmente importantes, pois a estética influencia a qualidade de vida do usuário.
B
As Condições Técnicas são as propriedades que o capacitam para o uso a que se destina; a Condição
Econômica deve satisfazer às necessidades de sua aplicação com o menor preço possível, sem levar em
consideração a manutenção futura, uma vez que é de responsabilidade do usuário e as Condições Estéticas
são igualmente importantes, visto que a estética influencia a qualidade de vida do usuário.
C
As Condições Técnicas são propriedades mais importantes do que as demais, pois o material deve resistir
aos esforços solicitantes, independentemente de outras características; a Condição Econômica deve
satisfazer às necessidades de sua aplicação com a melhor relação custo-benefício e as Condições
Estéticas são igualmente importantes, uma vez que a estética influencia a qualidade de vida do usuário.
D
As Condições Técnicas são as propriedades que o capacitam para o uso a que se destina; a Condição
Econômica deve satisfazer às necessidades de sua aplicação com a melhor relação custo-benefício e as
Condições Estéticas são as menos importantes, uma vez que o gosto harmonioso depende do usuário com
influência sobre sua qualidade de vida.
E
As Condições Técnicas são as propriedades essencialmente de maior resistência do material; a Condição
Econômica deve satisfazer às necessidades de sua aplicação com o melhor preço possível e as Condições
Estéticas são as menos importantes, uma vez que o gosto harmonioso depende do usuário com influência
sobre sua qualidade de vida.
A alternativa A está correta.
Esses tópicos são fundamentais para o sucesso de um empreendimento, visto que as Condições Técnicas
garantem a solidez da obra, as Econômicas proporcionam a rentabilidade esperada do empreendimento e
as Estéticas propiciam bem-estar ao cliente.
Questão 2
Quanto à NATUREZA ou COMPOSIÇÃO DO MATERIAL, a classificação ocorre também em função da
composição química — como os átomos dos elementos químicos que os compõem, os quais se ligam, se
agrupam e se organizam. Assim, um agrupamento pode ser dividido nas seguintes categorias de materiais:
A Cerâmicos, metálicos, poliméricos, compósitos, estruturais e de vedação.
B Cerâmicos, de proteção, básicos metálicos, poliméricos e compósitos.
C Cerâmicos, metálicos, poliméricos e compósitos.
D Estruturais, de vedação, de proteção e básicos.
E Naturais, artificiais, poliméricos, compósitos, estruturais e de vedação.
A alternativa C está correta.
Quanto à natureza ou composição do material, a classificação ocorre em função de como seus átomos
estão agrupados e, consequentemente, como se comportam formando os diversos elementos. Esses, por
sua vez, quando reagrupados formam novos materiais.
2. Seleção, armazenamento, aplicação, uso e deterioração dos materiais de construção
Seleção e unidades dimensionais básicas dos materiais de
construção
Para a seleção dos materiais de construção, cujo objetivo é uma aplicação criteriosa, assertiva e devidamente
adequada ao uso em determinada edificação, um material deve satisfazer, básica e simultaneamente, a três
condições fundamentais:
Técnicas
Ser tecnicamente estável, seguro e durável.
Econômicas
Ter a menor relação custo-benefício entre as
possibilidades analisadas.
Estéticas
Ser agradável e que contemple às expectativas
do cliente.
Os materiais de construção são também analisados tendo em vista:
 
Obtenção
 
Extração ou Fabricação
 
Propriedades ou Características
 
Utilização
 
Condições de Emprego
 
A seleção dos materiais apropriados está diretamente ligada a esses tópicos, os quais nos exigem o
conhecimento de suas grandezas, como veremos a seguir:
Propriedades físicas
São grandezas que numericamente caracterizam os materiais, porém devemos observar que existem
propriedades específicas dos materiais (o fato do concreto ser moldável e mais resistente a
compressão) e propriedades específicas de peças produzidos com esses materiais (o formato de uma
viga de concreto que sustenta determinado vão que a princípio deve ter uma altura maior que a sua
largura).
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Características intensivas
No estudo de Físico-Química, as características intensivas são propriedades que independem da
massa da amostra, como a densidade, ou seja, não variam de acordo com o tamanho ou quantidade
de matéria.
Exemplo: Independentemente da quantidade de certo líquido num recipiente, a temperatura medida
será a mesma. Assim, dizemos que a temperatura é uma característica intensiva da matéria.
Características extensivas
São características que dependem da massa de material, bem como do volume, ou seja, das
dimensões das peças. Para facilitar a compreensão, imaginemos duas peças de uma mesma madeira,
uma pequena (como um pé de mesa) e outra grande (como uma viga de um telhado). Cada uma das
peças terá seu próprio volume — que é uma característica extensiva —, entretanto a densidade é a
mesma para ambas, pois a densidade é uma característica da madeira e não do tamanho ou da forma
dessas peças.
Massa unitária (d)
A massa unitária de um material é a relação entrea massa (M) de determinada quantidade desse
material e o volume aparente (Vap) ocupado por essa massa. Segundo a NBR 7810, a massa unitária é
a massa da unidade de “volume aparente” de um agregado. Por exemplo, incluir na medida desse
volume os vazios entre os grãos. Sua unidade é a razão entre uma unidade de massa e uma unidade
de volume expressa em g/cm3 (grama por centímetro cúbico); kg/m3 (quilograma por metro cúbico);
kg/l (quilograma por litro), entre outras.
Volume aparente
É o volume de material considerando os vazios internos existentes neste e os vazios entre os grãos
nele existente. O volume aparente é o volume do recipiente que o contém. Por exemplo, uma lata
cheia contendo pedra britada: o volume aparente dessa pedra será o volume da lata, muito embora
existam vazios entre as pedras.
Peso unitário
O peso unitário de um material é definido como a relação (razão/divisão) entre seu peso (P) e seu
volume aparente (Vap). Sua unidade é a unidade de um peso (força) por uma unidade de volume: kgf/
dm3 (quilograma força por decímetro cúbico); tf/m3 (tonelada força por metro cúbico); N/m3 (Newtons
por metro cúbico), entre outras.
O peso unitário, bem como a massa unitária, são valores aplicados somente para os materiais
granulares, uma vez que sofrem influência do tamanho do grão. Por exemplo, para um mesmo
material, quanto mais fino for o material (menor for o tamanho dos grãos), maior será o peso unitário.
Massa específica (m)
A massa específica de um material é definida como a relação entre a massa (M) de determinada
quantidade desse material e o volume real (Vr) ocupado por ela. Sua unidade é a razão (divisão) entre
uma unidade de massa e uma unidade de volume: g/cm3 (grama por centímetro cúbico); kg/m3
(quilograma por metro cúbico); kg/l (quilograma por litro), entre outras.
Volume real: é o volume ocupado apenas pelos grãos do material. Não são considerados os vazios
existentes entre os grãos.
Peso específico (γ)
O peso específico (γ) é definido como a relação (divisão) entre o peso (P) de determinada quantidade
de material e o seu volume real (Vr), lembrando que no volume real não são considerados os vazios
existentes entre os grãos. Sua unidade é aquela de determinado peso (força) dividida por
determinada unidade de volume: kgf/dm3 (quilograma força por decímetro cúbico); tf/m3 (tonelada
força por metro cúbico); N/m3 (newtons por metro cúbico), entre outras.
Densidade (δ)
A densidade (δ) de um material é a relação (divisão) entre a massa (M) de certa quantidade de
material, e a massa de igual volume de água (Mag). Como trata-se de uma relação entre duas massas
[de mesmas unidades – g/cm3 (grama por centímetro cúbico) / g/cm3 (grama por centímetro cúbico)
ou kg/m3 (quilograma por metro cúbico) / kg/m3 (quilograma por metro cúbico) etc.], seu resultado é
adimensional.
Dilatação térmica (α)
A dilatação é um fenômeno que ocorre em praticamente todos os materiais e corresponde à alteração
de tamanho, aumento ou diminuição de volume em função de uma variação de temperatura. Alguns
materiais são mais sensíveis do que outros, alterando suas dimensões com pouca variação de
temperatura, enquanto em outros esse fenômeno tem menor influência.
O conhecimento desse assunto é de extrema importância, pois muitos dos materiais de construção
são metálicos ou possuem componentes que o são e, como sabemos, os materiais metálicos estão
mais sujeitos a deformações por temperatura do que muitos outros. Assim, é necessário
conhecimento e cuidado na incorporação de materiais metálicos consorciados com outros que
possuem coeficiente de dilatação térmica muito diferente, uma vez que a incompatibilidade entre eles
pode causar patologias em uma edificação.
A identificação numérica das variações de medidas causadas pela temperatura para objetos de forma
linear é conhecida como Coeficiente de Dilatação (α) do material e caracteriza-se como a capacidade
de uma peça, construída com certo material, de alterar suas dimensões quando submetida a uma
temperatura diferente daquela em que se encontrava, ou seja, α é uma unidade de temperatura
considerada ao inverso, ou seja, °C-1 ou 1/°C.
Módulo de elasticidade (E)
O módulo de elasticidade é a característica mecânica (física) dos materiais de construção. Podemos
dizer, em linguagem coloquial, que trata-se de um valor que representa o quanto é fácil ou difícil
alongar ou comprimir (estamos falando de deformação desse material) um material quando ele está
sujeito a uma força normal à sua seção transversal, ou seja, no sentido longitudinal.
O conceito é que, quanto maior for o esforço para deformar um material, maior será o seu módulo de
elasticidade. Assim, quanto maior for o módulo de elasticidade, mais difícil será deformá-lo, portanto
é menos elástico.
Muito embora seja denominado de “módulo de elasticidade”, ele possui como unidade de medida a
pressão ou tensão, o Pascal (Pa).
O conhecimento dessas unidades de medidas é indispensável para que possamos compreender as
aplicações e as dosagens de muitos materiais, principalmente os agregados (como a areia e a pedra
que compõem o concreto).
Armazenamento dos materiais de construção
Tanto quanto é importante o conhecimento das propriedades e características dos materiais de construção,
seu armazenamento no canteiro de obras também é fundamental para garantir a qualidade na
empregabilidade desse material, bem como reduzir perdas e aumentar a produtividade, além do aumento de
eficiência e maior sustentabilidade.
 
Na Construção Civil, existe uma infinita diversidade e complexidade de edificações, grandes ou pequenas,
novas ou reformas, simples ou complexas, públicas ou privadas etc. Independentemente de sua proporção,
sempre deveremos providenciar um local para acomodação do material de construção na medida em que ele
chega à obra e vai sendo utilizado.
 
Em muitos casos, é possível implantar um “canteiro de obras” — nome que se dá ao local onde armazenamos
os materiais de construção desde os básicos até os de acabamento — e sempre são desafios seu
planejamento e organização.
 
Há muita negligência entre os profissionais da área com relação a essa etapa, muito embora seja imperativo o
conhecimento sobre como armazenar corretamente tanto os materiais tradicionais quanto os novos materiais
de construção.
O mau armazenamento de insumos pode acarretar problemas que giram em torno de desperdício ou
inutilização do material (relativamente à sua aplicabilidade na obra), cujas consequências, além da
possibilidade da ocorrência de patologias futuras, estão diretamente ligadas aos custos da obra. Por
isso, o armazenamento e a organização dos materiais são relativamente complexos, pois cada um
deles possui características particulares de conservação.
Instruções do fabricante
Muitos dos materiais de construção são acompanhados por instruções de armazenamento e manuseio, como
o cimento, as argamassas, revestimentos etc. Essas informações devem ser seguidas como forma de garantir
as características originais do produto, ou seja, para assegurar suas propriedades na hora de sua utilização.
 
O armazenamento adequado e orientado pelo fabricante, principalmente de materiais mais sensíveis ou com
uso específico, deve ser seguido à risca, uma vez que, em caso de defeito ou comportamento inadequado no
momento da aplicação, a empresa deve ser responsabilizada, podendo ocorrer até mesmo a troca do material
sem custos adicionais.
Dica
Sempre que possível, devemos manter os materiais nas embalagens originais (principalmente os de
acabamento) até o momento da aplicação, como forma de prevenir danos ao material, tanto na
armazenagem quanto em eventual transporte. 
Especificidades de armazenamento
Para cada tipo de material existe uma forma específica de cuidados com o armazenamento. Tais cuidados vão
desde proteção contra intempéries (chuva, vento, calor, frio) e maresia (corrosão do aço) até quebra (por
estar em local de passagem) furto e erosão, entre outros. Existem materiais que exigem armazenamento na
sombra,outros são transportados em paletes. Outros devem ser mantidos embalados até sua utilização etc.
Paletes
Estrados de madeira, metal ou plástico utilizados para facilitar a movimentação de cargas.
Paletes armazenados para serem usados.
Apresentaremos abaixo a condição adequada da maioria dos materiais de construção aplicados em uma
edificação convencional. Elencaremos, principalmente, aqueles básicos, visto que os materiais de acabamento
mais delicados devem obedecer às instruções específicas de cada fabricante para armazenamento, como já
apresentamos.
Agregados (pedra britada, areia etc.)
Chamamos de agregados àqueles materiais usados em quase todas as
etapas da obra, como pedra britada (ou simplesmente brita) e areia, que
tanto quanto a brita possui diversas granulometrias (especificação dos
diâmetros do material).
Para o caso de materiais agregados, é recomendado que se mantenha
distância entre finos e grossos para evitar que o material nas pilhas (ou
montes) se misture. Como são usados em abundância, a areia e a brita
precisam de cuidados permanentes em seu armazenamento e manuseio
nos canteiros de obra.
Uma vez que ocupam grande espaço, costumeiramente ficam ao relento
e estão sujeitos às ações das intempéries. Dessa forma, o vento, a água
da chuva e o calor do sol podem afetar diretamente seu manuseio. O
ideal é que não fiquem expostas ao ar livre por um longo período.
Com relação à umidade, que seja ou não proveniente da chuva, a
quantidade de água presente nesses materiais é um dos principais
fatores responsáveis pelo desperdício nas obras.
Também como forma de evitar perdas, deve ser providenciado um local
plano, e os agregados separados por granulometria por meio do uso de
divisórias, evitando assim a contaminação de um insumo para o outro.
Cimento, cal e argamassas
O cimento, a cal e as argamassas são materiais perecíveis e muito
suscetíveis às intempéries, portanto devem ser armazenados em local
seco e arejado, ou seja, longe de umidade e da exposição ao sol.
Como forma de evitar que esses materiais não absorvam umidade, não
devem ser empilhados diretamente no chão, mas sobre estrados de
madeira ou paletes a, no mínimo, 10 cm do chão e a 30 cm das paredes e
devem ser empilhados próximos uns dos outros de modo a reduzir a
circulação do ar e possível ressecamento.
O correto empilhamento de materiais é tão importante quanto o local em
que está sendo feito seu armazenamento. Para o caso do cimento, o
ideal é que o empilhamento seja de, no máximo, 10 sacos de altura como
forma de evitar o acúmulo de peso excessivo sobre o material.
Eles devem ser dispostos alternadamente, em comprimento e em cruz, e
alternadamente de modo que seja garantido o equilíbrio da pilha e de
forma a evitar quedas e perda de material.
Tijolos, blocos e telhas
Insumos como tijolos e blocos são empilháveis, porém, para que a pilha
desses materiais esteja segura, é preciso considerar o peso e as
dimensões das unidades a serem empilhadas. Um bom empilhamento
deve obedecer às seguintes diretrizes: 50 tijolos de comprimento x 10
tijolos de altura x 4 tijolos de largura e distância livre mínima de 80 cm
entre uma pilha e outra.
Os blocos obedecem a outras diretrizes diferentes, como: altura máxima
de 1,20 m x comprimento máximo de 3 m x largura máxima de 3 blocos.
As telhas cerâmicas, por sua vez, podem ser armazenadas inclinadas e
em locais abertos.
Esses materiais básicos também devem ser necessariamente
armazenados em piso plano, em local seco e, sempre que possível,
cobertos com lona para evitar a excessiva umidade, que dificultará seu
manuseio e aplicação.
Aço e derivados
Os vergalhões e as peças de aço devem receber atenção especial por
conta da facilidade de deformação ou deterioração, ou seja, risco de
oxidação e, consequentemente, comprometimento de suas propriedades
mecânicas.
Costumeiramente, devemos armazenar separadamente aços de classes e
espessuras (diâmetros) diferentes, como forma de evitar erros entre os
operários e cortes desnecessários de peças. Também precisamos
garantir que as barras não fiquem em contato com o solo, evitando
contato constante com a umidade. Recomendando-se, portanto, que
sejam empilhadas no mínimo 15 cm acima do nível do piso.
Madeiras e compensados
As madeiras e seus derivados (compensados, por exemplo) devem ser
armazenadas em locais secos e preferencialmente cobertos, ou pelo
menos protegidos com lona plástica como forma de evitar a ação direta
das intempéries, como a chuva e o calor do sol, pois sob a ação desses
elementos pode haver deformação do material.
Para ripas, caibros e tábuas de madeira, um empilhamento conveniente
deve ser feito de modo que a pilha fique pelo menos 15 cm acima do nível
do solo. Devem estar alinhadas e não exceder 1,50 m de largura e 2,00 m
de altura, de modo a garantir que não fiquem empenadas.
Outros materiais (elétricos, hidráulicos, tintas etc.)
Materiais elétricos e hidráulicos, em geral, devem ser conservados em
local seco e coberto, de preferência dentro de caixas (para o caso de
conexões) ou cavaletes de madeira (para o caso de tubos).
Como a maioria das tintas possui em sua composição substâncias tóxicas
ou inflamáveis, o ideal é armazená-las em locais bem ventilados, longe de
fontes de calor ou eletricidade, bem como de materiais combustíveis.
Tanto quanto os outros materiais compostos de madeira, as portas
devem ser acondicionadas em locais secos e protegidos da chuva. O
ideal é que sejam armazenadas horizontalmente, entretanto estocá-las
na vertical não é necessariamente um problema.
É necessário que todos os envolvidos no planejamento e execução da
edificação, desde os engenheiros, técnicos e até mesmo os operários,
estejam cientes e sigam corretamente as regras e formas corretas de
armazenamento. Dessa forma, conhecendo-se todos os processos,
pode-se evitar perda de materiais, além de otimização de tempo e
economia com despesas com cada um dos insumos.
Aplicação, usos e deterioração dos materiais de construção
Assista ao vídeo sobre aplicação, usos e deterioração dos materiais de construção.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
A aplicação, os usos e a deterioração dos materiais de construção estão diretamente ligados e
correlacionados entre si, de modo que, se a aplicação estiver incorreta, implicará uso inadequado ao fim ao
qual foi destinado. Por consequência, haverá deterioração precoce do material empregado. Podemos, assim,
alternar os tópicos como uso errado de um material bem aplicado etc., que a afirmativa sempre estará correta.
Destacaremos, genericamente, os bons processos, as boas práticas e as boas condições de emprego dos
materiais de construção mais usuais.
 
Para serem aplicados em obras, os materiais de construção devem apresentar, pelo menos, boa parte das
condições como:
Resistência
É a condição técnica mínima do emprego do material, que garante o suporte aos esforços que lhe
serão impostos e para os quais ele foi projetado, ou seja, resistência mecânica, à umidade, à
temperatura, às intempéries (maresia, por exemplo), ou às agressividades do ambiente, acidez ou
alcalinidade.
Durabilidade
É a garantia de que foi devidamente aplicado de modo que a resistência perdure pelo período de sua
vida útil média. Alguns materiais têm durabilidade de anos, enquanto outros de décadas. Não
podemos nos esquecer de que a correta manutenção é que garantirá maior ou menor durabilidade a
esse material.
Trabalhabilidade
É a condição intrínseca de utilização do material com manuseio seguro, utilizando-se de ferramentas
adequadas e previamente especificadas para sua aplicação.
Salubridade
É a condição de aplicação de um material que não seja nocivo à saúde humana (tanto do operário que
o aplicará quanto do futuro usuário) e de animais. São materiais com padrões de higiene que não
causam reações (como alergias, para citar um exemplo) ao ser humano ou a animais domésticos,
tanto durante sua aplicação quanto durante sua vida útil.
Cimento, cal e tintas, por exemplo,podem apresentar menor grau de salubridade durante a aplicação
(devido a possíveis alergias ou queimaduras) e portanto devem necessariamente ser aplicados com
os devidos cuidados, com o uso de EPIs (Equipamento de Proteção Individual), como máscaras, luvas
ou outros que sejam necessários.
Economicidade
A condição econômica é a relação custo-benefício de aquisição, aplicação e manutenção futura do
material. Não necessariamente a compra do material mais barato acarretará a melhor condição
econômica para determinada edificação. No caso em que a aplicação ou a manutenção tiver valor
elevado, o resultado ao longo do tempo será desfavorável.
Estética e conforto
São as condições de emprego de materiais que primem por sensações agradáveis ao usuário. As
questões estéticas e de conforto térmico, acústico, lumínico são de fundamental importância para o
bom aproveitamento de uma edificação, seja ela comercial, corporativa ou residencial.
Devemos lembrar que em qualquer dessas hipóteses o usuário passará grande parte de seu tempo
nesses ambientes e a escolha ou a aplicação equivocada de um material de execução básico
(paredes muito finas que deixem passar o som, por exemplo) ou materiais de acabamento
inadequados (materiais suscetíveis a umidade em áreas molhadas) poderá inviabilizar o uso da
edificação.
Os materiais de Construção Civil são responsáveis por grande parte do custo da obra. A correta seleção e
aplicação são de grande importância para controle financeiro do empreendimento. Economizar é importante,
mas a redução do custo não pode ser acompanhada pela perda de qualidade. Assim, a escolha dos materiais
depende de vários fatores como sustentabilidade, durabilidade (e manutenção), segurança, economia, entre
outros.
 
Uma alternativa contemporânea é o uso de materiais sustentáveis, que vai além da imagem de construção
“ecologicamente correta”. Alguns produtos, além de terem custo menor do que os convencionais, podem
simplificar os processos de construção.
Verificando o aprendizado
Questão 1
Assinale a alternativa correta.
 
Uma das possibilidades relativamente às características físico-química dos materiais de construção são as
respostas que eles oferecem quando estimulados por dois principais fenômenos, que geralmente são:
A
Características intensivas, que são as propriedades que dependem da massa de material, bem como do
volume, ou seja, das dimensões das peças e as características extensivas, que por sua vez independem da
massa da amostra como densidade, ou seja, não variam de acordo com o tamanho ou quantidade de
matéria.
B
Características intensivas, que são as propriedades que independem da massa da amostra como a
densidade, ou seja, não variam de acordo com o tamanho ou quantidade de matéria, e as características
extensivas, que por sua vez dependem da massa de material, bem como do volume, isto é, das dimensões
das peças.
C
Características intensivas são propriedades que dependem da massa da amostra como densidade, ou seja,
não variam de acordo com o tamanho ou quantidade de matéria. Por sua vez, as características extensivas,
são características que independem da massa de material, bem como do volume, ou seja, das dimensões
das peças.
D
Características intensivas são propriedades que independem da massa da amostra como a densidade, por
exemplo; visto que variam de acordo com o tamanho da massa e de matéria. Por sua vez, as características
extensivas são características que dependem da massa de material, bem como do volume, ou seja, das
dimensões das peças.
E
Características intensivas são propriedades que independem da massa da amostra como a densidade, por
exemplo; visto que variam de acordo com o tamanho da massa e de matéria. Por sua vez, as características
extensivas são características que dependem da variação de temperatura, causando alterações nas
dimensões das peças.
A alternativa B está correta.
Quanto às características intensivas, elas não dependem da massa do material, como é o caso de uma
vasilha com algum líquido. A temperatura deste não varia se tiver mais ou menos material, ao passo que as
características extensivas dependem da massa de material, ou seja, das dimensões das peças. Quanto
maior o tamanho de certo recipiente, maior será o seu volume, independentemente do material em que for
produzido.
Questão 2
Assinale a alternativa incorreta.
A
A aplicação, os usos e a deterioração dos materiais de construção estão diretamente ligados e
correlacionados entre si, de modo que, se a aplicação estiver incorreta, implicará que o uso seja
inadequado ao fim ao qual foi destinado. Por consequência, haverá deterioração precoce do material
empregado.
B
Salubridade é a condição de aplicação de um material que não seja nocivo à saúde humana (tanto do
operário que o aplicará quanto do futuro usuário) e dos animais. São materiais com padrões de higiene que
não causam reações (como alergias) ao ser humano ou a animais domésticos, tanto durante sua aplicação
quanto durante a sua vida útil.
C
Estética e conforto são as condições de emprego de materiais que primem por sensações agradáveis ao
usuário. As questões estéticas e de conforto térmico, acústico, lumínico são de fundamental importância
para o bom aproveitamento de uma edificação, seja ela comercial, corporativa ou residencial.
D
Os materiais de Construção Civil são responsáveis por grande parte do custo da obra. Dessa forma, a
condição econômica é a possibilidade de aquisição pelo menor preço do material, uma vez que, para a
lucratividade da obra, é indispensável a redução de custo de cada um dos itens empregados na edificação.
E
Para serem aplicados em obras, os materiais de construção devem apresentar, pelo menos, boa parte das
condições como: resistência, durabilidade, trabalhabilidade, salubridade, economicidade, estética e
conforto.
A alternativa D está correta.
Concernente ao custo das edificações, nem sempre o menor valor para certo material traz consigo a
melhor condição de aplicabilidade, bem como dispenderá menores valores de manutenção futura. Dessa
forma, é a soma desses três fatores que indica o melhor preço para um produto — custo do produto +
aplicabilidade + manutenção.
3. Propósito e aplicabilidade das Normas Brasileiras
Normas Brasileiras para os materiais de construção
Sobre o Conjunto de Normas ABNT - NBR 15.575:
[...] Elas estabelecem o papel de cada agente envolvido, definem responsabilidades e criam condições
de rastreabilidade. Até agora, somente o construtor era responsabilizado, mesmo que o problema
estivesse no projeto. A partir desse momento, passam a existir a responsabilidade mais compartilhada e
parâmetros para regular o mercado e ações judiciais.
(Carlos Alberto de Moraes Borges)
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Da mesma maneira que todos os demais produtos colocados em comercialização, os materiais de construção
disponíveis no mercado brasileiro também devem submeter-se a normas e padronizações para segurança da
indústria, do comércio e do consumidor.
 
Elaboram-se normas para regularizar a produção, a classificação, a qualidade e o emprego dos diversos
materiais. Para tanto, as normas técnicas são alteradas e aperfeiçoadas periodicamente, acompanhando a
evolução da tecnologia voltada para a indústria da Construção Civil.
Em cada país existe um organismo cuja função é estabelecer normas que padronizem todas as possibilidades
técnicas que envolvem a Construção Civil, bem como muitos outros campos do conhecimento, suas
especificações de materiais e procedimentos. No Brasil, essa normatização fica a cargo da ABNT (Associação
Brasileira de Normas Técnicas).
ABNT
Criada na década de 1940, a ABNT tem como escopo de serviço a elaboração de todas as Normas
Brasileiras, elaboradas e desenvolvidas por seus diversos Comitês Técnicos, que atuam na coordenação,
planejamento e execução em cada um de seus âmbitos de atuação, atendendo às necessidades de
produtores e consumidores. 
O setorda Construção Civil também é regido
por inúmeras Normas Técnicas Brasileiras, as
“NBRs”, desenvolvidas pela ABNT, e têm como
objetivo estabelecer soluções para aumentar a
qualidade, a produtividade, a segurança e
reduzir custos. São seguramente uma forma de
ordenar, rastrear e controlar todo processo da
obra, bem como a conformidade dos materiais
utilizados na construção.
 
Ao submeter-se e utilizar as normas da ABNT,
uma empresa incrementará sua qualidade e
competitividade no mercado, terá a garantia da
procedência do material destinado à Construção Civil e assim aumentará sua rentabilidade, entre outras
possibilidades.
 
As principais finalidades da normatização são:
 
Criar procedimentos
 
Especificação
 
Padronização
 
Ensaios
 
Classificação
 
Uniformizar terminologias
 
Uniformizar simbologias
As entidades normatizadoras dos vários países são coordenadas pela ISO (International
Organization for Standardization) Organização Internacional de Padronização e por comitês
continentais como a COPANT: Organização Pan-Americana de Normas Técnicas. As certificações
ISO são um meio de promover a normalização de produtos e serviços, utilizando determinadas
normas para que a qualidade seja melhorada.
No Brasil, além da ABNT, outras entidades também atuam concomitantemente com o mesmo objetivo e dentro
de cada uma de suas especificidades:
ABCP
Associação Brasileira de Cimento Portland.
IBC
Instituto Brasileiro do Concreto.
• 
• 
• 
• 
• 
• 
• 
IBP
Instituto Brasileiro do Pinho.
ABRAGESSO
Associação Brasileira dos Fabricantes de
Chapas de Gesso.
ABRALISO
Associação Brasileira dos Fabricantes de Lãs
Isolantes Minerais.
CBCA
Centro Brasileiro da Construção em Aço.
É fundamental para o profissional ligado à área de edificações o conhecimento das normas que regulamentam
os padrões de uso de cada material, bem como as técnicas de ensaios dos materiais, entre outras
normatizações.
 
A caracterização dos materiais normalmente é feita a partir de ensaios específicos descritos nas nossas
normas técnicas, que também padronizam as especificações de materiais, processos de fabricação,
acabamentos, forma e dimensões, composição química etc. de uma infinidade de materiais de construção.
Atenção
Existem no mercado novos materiais que ainda não possuem normas de controle de qualidade, como
também outros sendo comercializados sem certificação, não garantindo a eles atingir os padrões
mínimos de qualidade estabelecidos pelas normas. É nosso dever especificar e orientar para que
adquiram-se apenas produtos normatizados, que garantam a qualidade e a eficiência de nossas
edificações.
A ISO 9001 e a ISO 45001 (CONSULTORIA ISO, 2020) são normas que:
[...] podem estabelecer requisitos de qualidade, de desempenho, de segurança ou mesmo na sua
destinação final dos resíduos gerados. Também estabelecem procedimentos, padronizam formas,
dimensões, tipos, usos, fixam classificações ou terminologias, definem a maneira de medir ou
determinam as características e os métodos de ensaio.
(CONSULTORIA ISO, 2020)
De maneira resumida, podemos dizer que a ISO 9001 serve para melhorar a gestão de uma empresa e
aumentar a satisfação dos seus clientes, cuja adoção desse sistema de gestão é uma decisão estratégica da
empresa.
 
Por sua vez, a ISO 45001 preconiza a melhoria do desempenho de qualquer empresa em termos de Saúde e
Segurança do Trabalho (SST). Foi desenvolvida baseando-se em dados coletados pela Organização
Internacional do Trabalho (OIT) sobre pessoas que anualmente morrem de doenças e/ou acidentes de
trabalho.
Existem, aproximadamente, 270 NBRs (normas brasileiras) relativas à Construção Civil. Entre elas
podemos destacar (CONSULTORIA ISO, 2020): “métodos de ensaio para verificar o desempenho do
material, classificação dos materiais, determinações das propriedades, procedimentos de execução,
qualificação e gestão dos resíduos (incluindo a utilização de resíduos como matéria-prima).”
Diante da necessidade de regulamentação de inúmeros materiais, a ABNT criou um comitê especializado, o
CB-002, que atua no desenvolvimento de todas as NBRs da Construção Civil. Entre outras atividades, o
comitê auxilia o mercado a prospectar o melhor dos materiais, gerando aumento de produtividade, qualidade,
eficiência e respeito ambiental.
 
Neste estudo, seria impossível apresentarmos todas as normas pertinentes à área de edificações. Entretanto,
apresentamos algumas NBRs dos principais materiais de uso habitual nas nossas obras:
Tijolos
A NBR 7170, NBR 6460 e NBR 8041 – Tijolos maciços cerâmicos.
Blocos de concreto para alvenaria
ABNT NBR 6136 – Bloco de concreto simples para alvenaria estrutural.
ABNT NBR 12118 – Blocos vazados de concreto simples para alvenaria – Métodos de ensaio.
ABNT NBR 15961(Partes 1 e 2) – Alvenaria estrutural – Blocos de concreto e Execução e controle de
obras.
ABNT NBR 8949 – Paredes de alvenaria estrutural – Ensaio a compressão simples.
ABNT NBR 14321 – Paredes de alvenaria estrutural – Determinação da resistência ao cisalhamento.
ABNT NBR 14322 – Paredes de alvenaria estrutural – Verificação da resistência à flexão simples ou à
flexocompressão.
ABNT NBR15873 – Coordenação modular para edificações.
Telhas cerâmicas
A norma NBR 15310 – Telhas cerâmicas.
Placas cerâmicas para revestimento – porcelanato
A NBR 15463 – Placas cerâmicas para revestimento.
Cal hidratada para argamassa
NBR 7175 – Qualidade e maior resistência da Cal.
NBR 6471:1998 – Cal virgem e cal hidratada – Retirada e preparação de amostra – Procedimento.
NBR 6473:2003 – Cal virgem e cal hidratada – Análise química.
NBR 9205:2001 – Cal hidratada para argamassas – Determinação da estabilidade.
NBR 9206:2003 – Cal hidratada para argamassas – Determinação da plasticidade.
NBR 9207:2000 – Cal hidratada para argamassas – Determinação da capacidade de incorporação de
areia no plastômetro de Voss.
NBR 9289:2000 – Cal hidratada para argamassas – Determinação da finura.
NBR 9290:1996 – Cal hidratada para argamassas – Determinação de retenção de água.
NBR 14399:1999 – Cal hidratada para argamassas – Determinação da água da pasta de consistência
normal.
Além de atender à legislação brasileira, o uso das normas na Construção Civil traz diversas benfeitorias a um
empreendimento. Podemos elencar alguns desses benefícios como a comercialização e a implantação de
novas tecnologias, facilidade de exportação e importação de produtos, garantia de maior durabilidade e
qualidade etc.
A padronização é um processo em constante
evolução e melhoria. A determinação de
padrões e normatização dos materiais na
Construção Civil também exige a adequação de
toda a equipe envolvida na edificação,
tornando-a mais adequada quanto à aplicação
e o desenvolvimento de materiais mais
resistentes, duráveis, de qualidade e
sustentáveis.
 
As normas que regulamentam os materiais, no
entanto, têm se mostrado de extrema
importância. Cada vez mais empresas adotam
padronizações e normatizações em suas organizações, e o cumprimento das normas na Construção Civil pode
proporcionar muitos benefícios, tanto para sua construtora quanto para seus funcionários e clientes.
Normas de desempenho e qualidade dos materiais de
construção
As Normas de desempenho e qualidade dos materiais de construção existem para assegurar que as
edificações tenham critérios mínimos de qualidade e segurança, dividindo a responsabilidades entre a
indústria da construção, técnicos, arquitetos e engenheiros (enquanto responsáveis pelos projetos e
execuções), bem como os usuários (ou cliente final).
 
A globalização da economia e a crescente competitividade do mercado conduzem a grandes desafios ao
segmento da construção, assim a importância da qualidade tem se tornado um fator preponderante.
 
A diminuição do tempo de desenvolvimento de novas tecnologias, a necessidade de certificações ISO e/ou QS
(Quality System Requirements), buscando a melhoria da qualidade dos produtos e redução de custos são
exigência constantes do mercado global.
 
Nesse processode Desempenho e Qualidade dos Materiais, são importantes dois aspectos:
Controle de Qualidade
Tem a função de mensurar as características de
qualidade desejadas pelos clientes ou usuário.
Controle de Produção ou de Processos
Deve manter sob controle as especificações
técnicas que, garantidas, atenderão às
características da qualidade (habitabilidade)
desejadas pelos clientes.
Muitas empresas da área de Construção Civil já se conscientizaram de que a entrega de produto (a
edificação) de baixa qualidade diminui sua competitividade. Também sabem que a implantação de um
programa de melhoria da qualidade pode eliminar desperdícios, reduzir defeitos e vícios construtivos e
aumentar a satisfação dos clientes, propiciando como consequência aumento de sua produtividade e
competitividade.
A Norma de Desempenho NBR 15575
Essa Norma foi criada objetivando demonstrar claramente como os produtos aplicados em uma
edificação relacionam-se com a qualidade de uso posterior do imóvel, ou seja, estabelece um alto
padrão de qualidade para os imóveis, de modo que as empresas da indústria da Construção Civil
devem adequar-se a ela.
A NBR 15575 também trata do desempenho das edificações habitacionais e “apresenta
características indispensáveis de uma obra para o consumidor, com o objetivo de prezar pelo
conforto, acessibilidade, higiene, estabilidade, vida útil da construção, segurança estrutural e contra
incêndios” (MOBUSS CONSTRUCAO, 2020).
Também são explorados aspectos como durabilidade de sistemas, questões relativas à manutenção da
edificação ou conforto dos usuários. Assim, devemos conhecer a fundo as características dos materiais a
serem especificados de maneira adequada.
 
É preciso considerar o que se espera em relação à Durabilidade, Trabalhabilidade, Manutenção e
Comportamento de cada material empregado individualmente e seu efeito no conjunto edificado, visto que o
comportamento de um material afeta os demais que estão em contato com ele.
Resumindo
As Normas brasileiras relativas à Construção Civil determinam critérios de qualidade desde o processo
de controle e recebimento dos insumos, passando pelo preparo e aplicação dos materiais e finalizando
com a satisfação do usuário. 
Tal justificativa é mais do que imprescindível para uma empresa do setor de Construção Civil utilizar materiais
em conformidade com as NBRs, de maneira que não só o processo construtivo esteja regulamentado, como o
resultado do empreendimento seja mais valorizado.
Verificando o aprendizado
Questão 1
A Norma de desempenho NBR 15575 foi criada objetivando demonstrar claramente como os produtos
aplicados em uma edificação relacionam-se:
A Com a qualidade de uso posterior do imóvel, de modo que as empresas da indústria da Construção
Civil devem adequar-se a ela.
B Com a resistência dos materiais empregados, de modo que as empresas da indústria da Construção
Civil devem adequar-se a ela.
C Com o custo final da edificação, de modo que as empresas da indústria da Construção Civil devem
adequar-se a ela.
D Com a aplicação dos materiais empregados, de modo que as empresas da indústria da Construção Civil
devem adequar-se a ela.
E Com o menor custo possível, para aumentar o lucro.
A alternativa A está correta.
A Norma visa que os produtos aplicados em uma edificação se relacionem com a qualidade de uso
posterior do imóvel, estabelecendo um alto padrão de qualidade para os imóveis, de modo que as
empresas da indústria da Construção Civil devem adequar-se a ela.
Questão 2
Assinale a alternativa incorreta:
A Além de atender à legislação brasileira, o uso das normas na Construção Civil traz diversas benfeitorias
a um empreendimento.
B
É sabido que existem no mercado novos materiais que ainda não possuem normas de controle de
qualidade, bem como outros sendo comercializados sem certificação, não lhes garantindo atingir os
padrões mínimos de qualidade estabelecidos pelas normas.
CElaboram-se normas para regularizar a produção, a classificação, a qualidade e o emprego dos diversos
materiais, entre outras normatizações, logo forma as normas técnicas são rígidas e imutáveis.
D
É fundamental para o profissional ligado à área de edificações o conhecimento das normas que
regulamentam os padrões de uso de cada material, bem como as técnicas de ensaios dos materiais, entre
outras normatizações.
E
O Desempenho e a Qualidade dos Materiais são importantes sob o aspecto do Controle de Qualidade,
que tem a função de mensurar as características de qualidade desejadas pelos clientes ou usuário.
A alternativa C está correta.
Elaboram-se normas para regularizar diversos tópicos, como produção, classificação, qualidade e emprego
dos materiais. Assim, são alteradas e aperfeiçoadas regularmente, acompanhando a evolução da tecnologia
da Construção Civil.
4. Importância da sustentabilidade nas edificações
Sustentabilidade aplicada aos materiais de construção
A preocupação com questões ligadas à ecologia e à sustentabilidade não é recente. Elas surgiram a partir da
década de 1970 com a crise do petróleo. Já nessa época, (há mais de 50 anos) os pesquisadores começaram
a discutir formas de amenizar o consumo de energia, bem como de encontrar fontes de energia renováveis.
 
Tais necessidades também trouxeram consigo pesquisas no campo de outros insumos e materiais
sustentáveis no mundo todo, incluindo a área da Construção Civil. Logo, esse conceito ganhou força e
importância, tendo grande incremento a partir da década de 1990.
 
Consideramos uma construção como sustentável aquela que atende aos seguintes aspectos: aproveitamento
do meio natural sem prejuízo ao meio ambiente, eficiência energética e diminuição de resíduos, entre outros
aspectos.
Edifício “Bosco Verticale” – Milão, Itália. Jardins nosapartamentos para melhorar as
condições térmicas de cada unidade.
A indústria da Construção Civil ocupa posição de destaque na economia mundial e não poderia ser diferente
no cenário nacional, sendo que, entre outras ações, tem uma função social muito importante relativa a
empregabilidade, direta ou indiretamente. Entretanto, essa indústria, mundialmente falando, é responsável por
cerca de 50% tanto do CO2 (gás carbônico) lançado na atmosfera como da quantidade de resíduos sólidos
gerados no mundo.
 
Desde o momento da produção dos materiais e insumos até o descarte dos rejeitos das edificações, a
Construção Civil é uma atividade que gera impactos no meio ambiente. Por isso, a tendência no mercado é
rever as técnicas em uso e impulsionar a tendência da valorização do material de construção sustentável.
Exemplo
Um exemplo dessa evolução é o amianto, que até poucos anos era amplamente utilizado em produtos na
Construção Civil e hoje está banido do mercado por conta dos malefícios que causa à saúde (direta ou
indiretamente). 
Em nosso campo de atuação, uma força conjunta de técnicos, engenheiros e arquitetos busca as melhores
maneiras de edificar, sem perder a qualidade de habitabilidade desejada.
 
A “pegada ecológica” faz com que a edificação mantenha-se atualizada com processos inovadores, os quais
reduzem o gasto de recursos naturais e melhoram a qualidade de vida dos usuários.
 
Logo, os insumos e materiais de construção sustentáveis estão cada vez mais próximos e reais de nosso dia a
dia.
 
Como a utilização de materiais na Construção Civil tem sido um grande desafio para a criação de um conceito
de sustentabilidade em nossa área de atuação, atualmente, muitas empresas no mundo todo (e não é
diferente no Brasil) têm procurado desenvolver centros de pesquisa para estudo, desenvolvimento e produção
de materiais de construção sustentáveis.
Pegada ecológica
Conceito criado para representar a relação entre consumo, exploração e utilização dos recursos naturais
e a capacidade do planeta em repor tais elementos naturalmente. 
A construção sustentável é um grande desafio para um equilíbrio harmônico entre meio ambiente e a
indústria da construção.
(SIENGE, 2020)
A construção sustentável torna-se um desafio, uma vez queo conceito de sustentabilidade deve estar
presente em todas as etapas, desde o processo de projeto construtivo até a entrega da edificação pronta.
Muitos materiais sustentáveis que já se encontram no mercado proporcionam menor impacto ao meio
ambiente. Como forma de exemplificação, apresentamos alguns deles de maneira a servirem de norteamento
para nossas especificações.
Concreto reciclado
O concreto é um composto de cimento, água, areia e brita que, no processo de cura, ganha forma e
resistência. O grande problema está na extração de recursos naturais para cada um de seus
componentes — areia, pedra, bem como no processo de fabricação do cimento, além do descarte
inapropriado de sobras ou entulho.
A ideia do concreto reciclado é usar seus resíduos gerados pela própria obra, triturando e
transformando-os em agregados para serem reutilizados.
Tanto quanto o concreto, outros materiais como tijolos e telhas, que se transformaram em entulho na
obra, podem passar pelo mesmo processo: serem reutilizados e acrescentados a novas misturas,
tornando-se, portanto, material de construção sustentável.
Tijolos ecológicos
O Tijolo ecológico é um insumo muito utilizado no Brasil. Produzido a partir de compostos de resíduos
de construção além de areia, água e cimento, torna-se sustentável a partir de seu processo de
fabricação, uma vez que, de maneira diferente dos tijolos convencionais, eles não são queimados em
fornos, mas enformados em uma prensa hidráulica.
O tijolo ecológico tem muitas vantagens sobre os tijolos comuns, como: seu formato é constituído de
furos e encaixes estratégicos que criam uma trava, diminuindo o consumo de argamassa, o que faz
dele um excelente isolante acústico e térmico, além de ter qualidade estética, quando deixado
aparente.
Materiais biodegradáveis
Muitos dos materiais de acabamento como impermeabilizantes tintas, colas e solventes são
elaborados a partir de derivados de petróleo e compostos voláteis, que muitas vezes são altamente
poluentes ou tóxicos. Entretanto, já existem tintas feitas a partir de materiais biodegradáveis
(produzidos com pigmentos naturais, minerais etc.). Também encontramos vernizes e solventes à
base de óleos vegetais, que também são opções sustentáveis e menos prejudiciais à saúde.
Lâmpadas de LED
Como sabemos, as lâmpadas incandescentes já foram retiradas do mercado e substituídas por
lâmpadas de LED (Light Emitting Diode - Diodo Emissor de Luz), que duram cerca de 25 vezes mais.
Por isso, elas são econômicas e possuem melhor qualidade de iluminação. A lâmpada de LED é mais
eficiente porque consegue transformar mais energia elétrica em luz, dissipando menos calor e com
vida útil maior.
Blocos de adobe
Assim como os tijolos ecológicos, os blocos de adobe são alternativas sustentáveis. Trata-se de uma
técnica milenar (centenária aqui no Brasil), que consiste em moldar blocos com uma mistura de água,
terra e fibras naturais (palha e/ou estercos fibrosos, por exemplo) e pode ser feita na própria obra.
Isolamento ecológico
Comumente utilizamos materiais isolantes que contêm entre seus insumos componentes químicos
que podem ser cortantes, como é o caso da fibra de vidro. Entretanto, atualmente o mercado oferece
alternativas sustentáveis e menos perigosas. É o caso de isolamento fabricado a partir de produtos
reciclados: lã de garrafas PET, jeans reciclados, jornais, papelão, lã mineral etc.
Pintura com cal
Essa técnica chegou ao Brasil com os portugueses, que revestiam as construções rudimentares de
barro com esse material para protegê-las das intempéries. Por tratar-se de um produto natural, o
processo de pintura é livre de substâncias tóxicas presentes nos produtos industrializados.
Argila e fibras
Uma possibilidade de acabamento sustentável é o revestimento ecológico à base de argila e fibras
vegetais, que por meio da aplicação de uma camada espessa de fibra colabora para a melhoria do
conforto térmico interno.
“[...] As práticas sustentáveis estão bem mais próximas do que nós imaginamos e podem fazer parte de
qualquer construção. São instrumentos que embelezam o espaço, acrescentando personalidade e conforto,
além de trazer qualidade de vida para os moradores e para a sociedade” (ARCHTRENDS, 2020).
Novos materiais e inovações na Construção Civil
Assista ao vídeo sobre os novos materiais e inovações na Construção Civil.
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A crescente demanda por sustentabilidade atinge inúmeros setores da indústria em escala mundial. O Brasil
foi apontado em primeiro lugar entre os países que possuíam maior número de consumidores preocupados em
adquirir produtos e serviços de empresas que atuassem em conformidade com o desenvolvimento
sustentável.
Como profissionais do campo da Construção Civil, cabe a nós difundir as questões voltadas à
sustentabilidade, uma vez que seremos os principais agentes transformadores apresentando alternativas
ecológicas aos clientes.
 
Pensando nisso, fizemos uma pequena seleção, dentro de uma enormidade de alternativas contemporâneas,
de materiais ou sistemas sustentáveis para as edificações.
Ecogranito
O ecogranito oferece maior leveza e menor custo, pois é fabricado a partir de resíduos gerados do
processo de extração de mármores e granitos e misturados a diversas resinas e pigmentos inertes e
água. Pelo fato de ser moldável, pode ser aplicado em superfícies planas, irregulares, e até mesmo
curvas. Ainda devido ao fato de ser impermeável, pode ser aplicado em superfícies internas e
externas.
Bambu
O bambu é uma madeira leve que, por ser muito fibrosa, possui alta resistência à tração,
características que o tornam ideal, tanto para elementos estruturais quanto para peças de mobiliário.
Dizemos ainda que, acrescido a esses atributos, também o tornam sustentável o fato de ser um
recurso considerado renovável pelo seu rápido crescimento, diferente das demais madeiras.
Bioplástico
Os bioplásticos se decompõem com maior rapidez na natureza, se comparado ao plástico sintético,
pelo fato de ser produzido a partir de matérias-primas biodegradáveis. Sendo assim, é capaz de
substituir o plástico convencional na fabricação de inúmeros produtos ligados à Construção Civil,
como pisos, rodapés, revestimentos e divisórias.
Ecotelhado branco
O ecotelhado branco é um revestimento térmico produzido a partir de nano esferas ocas (partículas
infinitamente pequenas) de cerâmica, que são misturadas a resinas e aditivos e tem a capacidade de
refletir a radiação solar, reduzindo a temperatura interna do ambiente.
REPLAST
O produto desenvolvido desse elemento teve como principal objetivo desenvolver um material
sustentável com resíduos plásticos retirados do oceano por todas as partes do mundo, fazendo com
que esse material não retornasse ao meio ambiente.
Trata-se de um tijolo produzido a partir da compressão desses resíduos em blocos modulares de
diversas densidades e formas. A depender de sua configuração e forma, pode ser apenas encaixado,
não necessitando de nenhum adesivo.
ECOTOP
São produtos fabricados a partir de tubos de pasta de dente e outras embalagens, compostos por
25% de alumínio e 75% de plástico proveniente de descartes.
Toda a composição dos produtos é realizada com materiais de difícil eliminação no meio ambiente,
sendo transformados em placas, telhas e cumeeiras cujo processo de fabricação não envolve nenhum
tipo de queima e, portanto, não oferece riscos ao meio ambiente nem à saúde, além de não gerar
poluentes.
ISOPET
São blocos a serem empregados em edificações, desenvolvidos a partir de isopor e garrafas PET
reciclados e produzidos de modo a serem encaixados no sistema macho-fêmea. O sistema de encaixe
também propicia que o uso do material não necessite de qualquer adesivo. Esse sistema de
fechamento é resistente ao fogo e, pelo fato de utilizar o isopor em sua composição, existe um melhor
isolamento térmico, deixando a temperatura dos ambientes mais confortáveis.
[...] As práticas sustentáveis estão bem mais próximas do que nós imaginamos

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