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LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG Introdução: • Canal alimentar: da boca ao reto • Órgãos digestórios acessórios: dentes, língua, glândulas salivares, fígado, vesícula biliar e pâncreas Camadas do canal alimentar Mucosa • Revestimento interno do canal alimentar • Epitélio, lâmina própria, muscular lisa da mucosa • As células epiteliais intestinais se renovam a cada 5 a 7 dias • A lâmina própria contém MALT (tecido linfoide associado a mucosa) Submucosa • Tecido conjuntivo • Vasos sanguíneos e linfáticos que recebem moléculas dos alimentos absorvidos • Plexo submucoso – meissner Muscular • Duas lâminas • Circular interna e longitudinal externa • Plexo mioentérico Serosa/adventícia • A serosa é uma camada de tecido conjuntivo frouxo e epitélio pavimentoso simples • Também é chamada de peritônio visceral Inervação do canal alimentar: Sistema nervoso entérico: • “Encéfalo do intestino” • Plexo mioentérico / Auerbach • Plexo submucoso • Esses plexos consistem em neurônios motores, interneurônios e neurônios sensitivos • Controle da motilidade do canal alimentar e das secreções dos órgãos do canal alimentar • Quimiorreceptores e mecanorreceptores Divisão autônoma do sistema nervoso • Nervo vago: fornece fibras para a maioria do canal alimentar, menos para a última metade do intestino grosso • A estimulação parassimpática do canal alimentar causa aumento da secreção e motilidade • Os nervos simpáticos emergem das partes torácicas e lombares da medula espinal → diminuem a secreção e a motilidade Peritônio • Maior serosa do corpo • Forma uma membrana de revestimento dos órgãos abdominais • Mesotélio + camada de tecido conjuntivo frouxo • Peritônio parietal: reveste a cavidade abdominal • Peritônio visceral: constitui a túnica serosa de alguns órgãos abdominais • Cavidade peritoneal → contém um líquido seroso lubrificante • Ascite: acúmulo de líquido na cavidade peritoneal LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG Alguns órgãos não estão na cavidade peritoneal (retroperitoneais): rins, colos ascendente e descendente, duodeno, pâncreas Pregas peritoneais: Omento maior: reveste o colo transverso e as serpentinas do intestino delgado • Dupla camada que se dobra sobre si mesma • Pode aumentar com o ganho de peso • Hepatogástrico e hepatoduodenal Ligamento falciforme: insere o fígado à parede abdominal anterior e diafragma Omento menor: conecta o estômago e o duodeno ao fígado, sendo o caminho para os vasos que chegam ao fígado Mesentério: prega em forma de leque que liga o jejuno e o íleo à parte posterior do abdome. • Maior prega peritoneal • Cheia de gordura • Dupla camada Mesocolo: duas pregas separadas de peritônio que ligam o colo transverso e o sigmoide à parede posterior do abdome Peritonite: inflamação aguda do peritônio devido à contaminação com microrganismos infecciosos. Boca • Primeira parte do trato digestório • Bochechas: formam as paredes laterais sendo recobertas por um epitélio estratificado pavimentoso NQ. Os músculos bucinadores estão entre a pele e a túnica mucosa. • Lábios: formados pelas partes anteriores das bochechas. o Frênulo do lábio: une o lábio à gengiva o Músculo orbicular da boca o Rima e comissura labial • Vestíbulo da boca: é o espaço delimitado externamente pelas bochechas e lábios e internamente pelos dentes e gengiva • Cavidade própria da boca: estende-se da gengiva até as fauces • Palato: septo que separa a cavidade oral da cavidade nasal o Forma o teto da boca o Palato duro: forma a parte anterior → palatino + maxilas o Palato mole: parte posterior → partição muscular recoberta por uma mucosa o Úvula: durante a deglutição, ela e o palato mole, fecham a parte nasal da faringe • Arco palatoglosso • Arco palatofaríngeo • As tonsilas palatinas estão situadas entre os dois arcos Glândulas salivares • Glândulas salivares maiores: encontram-se além da túnica mucosa da boca Bucais: • Mucosa da cavidade da boca • Secretam continuamente para manter a mucosa úmida Parótidas: localizadas inferior e anteriormente às orelhas, entre a pele e o músculo masseter. • Ducto parotídeo: perfura o bucinador para se abrir em um vestíbulo oposto ao segundo dente molar maxilar superior • Caxumba LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG • Secretam líquido seroso aquoso com amilase salivar e sais Glândulas submandibulares: localizadas no assoalho da boca, mediais e parcialmente inferiores ao corpo da mandíbula • Ducto submandibular: entram na cavidade própria da boca lateralmente ao frênulo da língua • Secretam líquido seroso com muco e enzima Glândulas sublinguais: abaixo da língua e superior às submandibulares • Os ductos sublinguais se abrem no assoalho da boca • Numerosos ductos que se abrem no assoalho da boca • Secretam um líquido mucoso com pouca enzima Composição e função da saliva: • 99,5% de água • Lisozima e amilase salivar • Parótidas: líquido aquoso com amilase salivar • Sublinguais: líquido mais espesso • Dissolução dos alimentos • Os íons cloreto da saliva ativam a amilase salivar • Os íons bicarbonato e fosfato tamponam alimentos ácidos que entram na boca • O muco lubrifica o alimento para melhor deglutição Salivação • Controlada pelo SNA • Parassimpático: secreção contínua de moderada quantidade de saliva • Simpática: ressecamento da boca • Estimulada pela sensação e o sabor dos alimentos • Papilas → núcleos salivatórios superior e inferior → nervo facial e glossofaríngeo Caxumba: • Paramixovírus → glândulas parótidas • Inflamação e aumento das glândulas, acompanhado de febre moderada, mal-estar e dor de garganta • Inflamação dos testículos Língua • Órgão acessório • Forma o assoalho da cavidade oral Frênulo da língua: prega da túnica mucosa que se insere no assoalho da boca e ajuda limitar o movimento da língua • Frênulo curto ou rígido: anquiloglossia – língua presa Músculos da língua • Geram muita mobilidade para movimentar o alimento, deglutição e fala Mm. extrínsecos: movem a língua para frente, trás e para o lado • Originam-se fora da língua – ossos da região • Hioglosso, genioglosso, estiloglosso • Auxiliam na manobra dos alimentos • Mantêm a língua em sua posição Mm, intrínsecos: modifica a forma da língua LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG • Originam e se inserem no tecido da língua • Fala e deglutição • M. longitudinal superior e inferior, transverso da língua e vertical da língua Dorso da língua • O dorso e a parte lateral da língua são cobertos por papilas, que são projeções epiteliais Papilas linguais com funções gustativas • Filiformes: tato, temperatura → não possuem botões gustativos • Fungiformes • Circunvaladas: ficam no sulco terminal • Folhadas Dentes • 32 dentes permanentes • 20 decíduos • Ligamentos periodontais: consistem em TC fibroso denso, que ancora os dentes aos soquetes dos processos alveolares e age como um amortecedor de impactos • Coroa, raiz e colo • Incisivos, caninos, molares • Os molares não substituem dentes decíduos Digestão na boca • Mastigação – mecânica • Formação do bolo alimentar • As moléculas começam a se dissolver na água da saliva • Enzimas amilase salivar e lipase lingual (torna- se ativa no estômago) – digestão química Faringe • Tubo afunilado que se estende dos cóanos ao esôfago posteriormente e à laringe anteriormente • Nasofaringe, orofaringe, laringofaringe • Transporte do alimento Esôfago • Túbulo muscular com 25cm de comprimento, localizado posteriormente à traqueia • Hiato esofágico: perfuração do diafragma pelo estôfago • Hérnia de hiato:quando uma parte do estômago se projeta acima do diafragma • Parte cervical, torácica e abdominal • O esôfago secreta muco e transporta os alimentos para o estômago Histologia do esôfago • Túnica mucosa: EEPNQ, LP e camada muscular da mucosa Em cada extremidade do esôfago, a túnica muscular se torna ligeiramente mais proeminente e forma dois esfíncteres: • Esfíncter esofágico superior – MEE • Esfíncter esofágico inferior – ML • Músculo cricofaríngeo – esfíncter esofágico superior • O diafragma age como um esfíncter esofágico inferior Deglutição • É facilitada pela secreção de saliva e muco, envolvendo a boca, faringe e esôfago 3 fases: 1- Voluntária: bolo alimentar passa para a orofaringe 2- Faríngea: passagem involuntária pela faringe até o esôfago LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG 3- Esofágica: passagem involuntária até o estômago Doença do refluxo gastroesofágico • Esfíncter esofágico inferior não se fecha adequadamente → refluxo para a parte inferior do esôfago • HCl → azia (sensação de queimação) • Ingestão de álcool e tabagismo → relaxamento do esfíncter → agravação do problema • Evitar alimentos que estimulam a produção de HCl • Não deitar após a refeição • Ingerir os alimentos em baixa quantidade Transição esôfago/estômago → esfíncter esofágico inferior → não é um músculo esfinctérico bem definido Para facilitar a localização dos órgãos na cavidade abdominopélvica, essa cavidade pode ser dividida em nove regiões: Estômago • 4 regiões: cárdia, fundo gástrico, corpo gástrico e parte pilórica • A parte pilórica pode ser subdividida em três regiões: o Antro pilórico: liga o corpo ao estômago o Canal pilórico o Piloro: conecta-se ao duodeno • Não é essencial para viver • Localizado à esquerda do plano mediano inferiormente ao diafragma • Maior parte no quadrante inferior esquerdo • Curvatura maior e curvatura menor Anatomia interna • Quando mais vazio o estômago tiver, mais pregas gástricas existirão • O piloro comunica com o duodeno por meio de um esfíncter de músculo liso • Esfíncter pilórico – as fibras circulares musculares se espessam Piloroespasmo e estenose pilórica • No piloroespasmo as fibras do músculo liso do esfíncter não conseguem se relaxar por LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG completo, dificultando a passagem do alimento para o duodeno → estômago cheio → vômitos • Na estenose pilórica ocorre o estreitamento do óstio pilórico 3 tipos celulares: • Mucosas do colo • Principais gástricas • Parietais Digestão mecânica e química no estômago: • Ondas peristálticas movem o conteúdo do corpo para o antro → propulsão • A maior parte das partículas são grandes demais para passar pelo óstio pilórico, sendo forçadas para trás → retropulsão • Com esses movimentos, o conteúdo gástrico é misturado com o suco gástrico, formando o quimo • O HCl mata microrganismos, desnatura parcialmente as proteínas dos alimentos e estimula a secreção de hormônios que promovem o fluxo da bile e do suco pancreático • Ação da enzima pepsina – digestão de proteínas • Lipase gástrica • Absorção de apenas uma pequena parte dos nutrientes Pâncreas • Glândula retroperitonial que se encontra posteriormente à curvatura maior do estômago • Dividido em: cabeça, corpo e cauda • 2 ductos: pancreático e o pancreático acessório • O ducto pancreático se une ao ducto colédoco, que vem do fígado e da vesícula biliar, e entra no duodeno como um ducto comum chamado de ampola hepatopancreática/Vater • Músculo esfíncter da ampola hepatopancreática – esfíncter de oddi • O ducto pancreático acessório esvazia-se no duodeno acima da ampola Composição e funções do suco pancreático: • Água, sais, bicarbonato de sódio e várias enzimas • PH ligeiramente alcalino que tampona o suco gástrico ácido do quimo e interrompe a ação da pepsina • Amilase pancreática, enzimas que diferem proteínas, lipase pancreática, enzimas que digerem ácidos nucleicos Pancreatite • Uso abusivo de álcool • Cálculos biliares crônicos • Pode ocorrer a liperação de tripsina e ela começa a digerir as células pancreáticas Câncer de pâncreas • Mais de 50 anos • Sexo masculino • Associado a alimentos gordurosos, consumo de álcool, fatores genéticos, tabagismo e pancreatite crônica. LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG Fígado e vesícula biliar • O fígado está inferiormente ao diafragma e ocupa a maior parte do hipocôndrio direito • Maior glândula do corpo humano • Possui uma faze diafragmática e uma visceral • O fígado é dividido em lobo direito e esquerdo pelo ligamento falciforme • Lobo caudado posterior e lobo quadrado inferior • Ligamento redondo – remanescente da veia umbilical do feto – se estende do fígado ao umbigo Vesícula biliar: • A vesícula é dividida em fundo, corpo e colo • Capacidade de 50ml • Saco com 7-10cm • Armazena e concentra a bile • A vesícula está localizada em uma depressão da parte posterior do fígado – face visceral do fígado Funções do fígado e da vesícula biliar • A bile é parcialmente um produto de excreção e parcialmente uma secreção digestória • Os sais biliares são importantes na emulsificação Além da excreção da bile, o fígado desempenha uma série de outras funções: ✓ Metabolismo de carboidratos → manutenção do nível normal de glicose no sangue ✓ Metabolismo de lipídeos ✓ Metabolismo de proteínas ✓ Processamento de fármacos e hormônios ✓ Excreção de bilirrubina ✓ Síntese de sais biliares ✓ Armazenamento de glicogênio, vitaminas e minerais ✓ Fagocitose ✓ Ativação da vitamina D Intestino delgado • Duodeno (retroperitoneal), jejuno e íleo • Esfíncter pilórico até valva ileocecal • Estrutura especializada com grande área de superfície, recobertas por pregas circulares e vilosidades • Alta digestão e absorção • Presença de pregas circulares: pregas da mucosa e submucosa LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG O suco intestinal contém água e muco, sendo ligeiramente alcalino Duodeno Partes do duodeno: • Superior • Descendente • Horizontal • Ascendente Papila duodenal maior: abertura do ducto pancreático e do colédoco • Secreção exócrina do pâncreas e a bile Jejuno • Está suspenso na cavidade abdominal pelo mesentério Íleo • Está suspenso na cavidade abdominal pelo mesentério • Movimentos durante o peristaltismo Jejuno-íleo: vão desde a flexura duodenojejunal até a valva ileocecal Intestino grosso • Parte terminal do TGI • Comprimento de 1,5m com um diâmetro maior • Vai da valva ileocecal até o ânus • Preso na parede abdominal pelo mesocolo transverso • Dividido em 4 regiões: ceco, colo, reto e canal anal • O colo é dividido em ascendente, transverso, descendente e sigmoide A abertura do íleo para o intestino grosso é guardada por uma prega de túnica mucosa chamada de óstio ileal. Anexado ao ceco existe um tubo espiralado → apêndice vermiforme • Tênias do colo: as fibras longitudinais musculares se agrupam formando uma fita muscular longitudinal o Tênia omental o Tênia livre o Tênia mesocólica • Saculações • Pregas semilunares: interior do intestino grosso LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG Reto • Canal anal → 2 a 3cm terminais do intestino grosso • Colunas anais: pregas longitudinais • Ânus: abertura do canal anal para o exterior • Esfíncter interno do ânus – músculo liso • Esfíncter externo do ânus – músculo esquelético Reflexo da defecação • Desencadeado pela distensão da parede retal • Envio de respostas por meio de nervos sensitivos para a medula espinal sacral • Impulsos motores da medula viajam pelos nervos parassimpáticos de volta para ocolor reto e ânus • Contrações musculares que abrem o esfíncter Vascularização • Parte abdominal da aorta → tronco celíaco, artérias mesentéricas superior e inferior Tronco celíaco: • Artéria hepática comum • Artéria gástrica esquerda • Artéria esplênica Artéria hepática comum: • Artéria hepática própria • Artéria gástrica direita • Artéria gastroepiplóica direita • Artéria gastroduodenal • A. pancreáticaduodenal superior anterior e posterior Artéria mesentérica superior Artéria mesentérica inferior LORRANE BRAGA RANGEL LXIX - UFG Sistema porta-hepático • Desvia o sangue venoso do TGI para o fígado antes de retornar para o coração