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UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO INSTITUTO DE ESTUDOS AVANÇADOS O Ensino da Matemática em Salas de Aulas Equitativas PIRACICABA 2025 VALCLEMIRIAM DE FATIMA BELLINI VALCLEMIRIAM DE FATIMA BELLINI O Ensino da Matemática em Salas de Aulas Equitativas PIRACICABA 2025 Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo para obtenção do certificado de conclusão do curso Programa de Especialização Docente em Ensino de Matemática. Espaço reservado para ficha catalográfica. Nota: A versão original deste trabalho de conclusão de curso encontra-se disponível na Biblioteca Autorizo, exclusivamente para fins acadêmicos e científicos, a reprodução total ou parcial deste texto, por processos fotocopiadores e outros meios eletrônicos. Assinatura: Data: FOLHA DE APROVAÇÃO Valclemitiam de Fatima Bellini Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo para obtenção do certificado de conclusão do curso Programa de Especialização Docente em Ensino de Matemática. Aprovada/o em: Banca Examinadora Prof. Dr. / Prof.ª Dr.ª __________________________________________________________ Instituição: __________________________________________________________________ Prof. Dr. / Prof.ª Dr.ª __________________________________________________________ Instituição: __________________________________________________________________ Prof. Dr. / Prof.ª Dr.ª ________________________________________ Instituição: ________________________________________________ AGRADECIMENTOS Ao meu filho Caíque que teve paciência, me deu força e sempre compreendeu quando eu não podia estar aos sábados com eles. Aos meus alunos e alunas que colaboraram durante o meu aprendizado. A todos os meus professores(as) e mentores do PED pelo aprendizado e contribuição do meu crescimento profissional e pessoal. A essa comunidade de professores aprendizes, pela colaboração e enriquecimento deste projeto de especialização. Aos meus mentores Professor Marcos e professora Fernanda por estarem sempre pronto a nos direcionar durante o curso A professora Rita pela sua alegria e bom ânimo, sempre nos levantando quando estamos para baixo. RESUMO Este trabalho tem como objetivo demonstrar o caminho traçado na formação de uma professora da rede estadual, ao longo do curso de pós-graduação. A proposta de especialização em Matemática, ofertado pelo Programa de Especialização Docente (PED), é baseada nos estudos de professores e pesquisadores da Universidade de Stanford. O principal ponto do programa está na relação entre a teoria e a prática, na aplicação dos aprendizados em cotidiano em sala de aula, A entidade que que ministra o curso é o Instituto Canoa em parceria com a USP, é trabalhar o desenvolvimento de professores da educação básica, para que eles aperfeiçoem suas aulas na aprendizagem equitativa, a serem aplicadas em suas escolas. Os nossos conhecimentos adquiridos durante o curso, são situações vivenciadas pelos professores cursistas nos aperfeiçoamentos de suas aulas. Para todas as aulas eram indicadas leituras preparatórias, que são postadas em nossa sala virtual, que são utilizadas nas discussões em sala de aula para a realização das atividades pelos grupos aleatórios, ao final todo grupo deve apresentar a resolução de seus trabalhos. Neste portfólio contém na parte A uma coletânea dos trabalhos de cada módulo, pela professora cursista, realizados no decorrer do curso, e na seção B deste trabalho uma Avaliação de Desempenho Docente, com o planejamento e implementação de uma aula de trabalho em grupo, que é o resultado final do nosso crescimento durante esta trajetória, modificamos a relação professor-aluno e vice-versa e passamos a valorizar as experiências propostas com nossos aprendizes em sala de aula, desenvolvendo neles a oralidades e seus pensamentos crítico. Do mesmo modo nós professores no papel de aprendizes do PED, criamos uma comunidade de aprendizagem, onde desenvolvemos ao máximo o nosso potencial de crescimento durante os dois anos juntos, aprendemos uma lição valiosa, porque nem todos tem todas as habilidades, mas todo mundo tem pelo menos uma, esta frase levarei para a vida. Palavras-chave: Aprendizagem equitativa, Avaliação de Desempenho Docente, comunidade de aprendizagem. ABSTRACT This work aims to demonstrate the path traced in the training of a teacher from the state network, throughout the postgraduate course. The proposal for specialization in Mathematics, offered by the Teacher Specialization Program (PED), is based on the studies of professors and researchers at Stanford University. The main point of the program is in the relationship between theory and practice, in the application of learning in daily life in the classroom, The entity that teaches the course is the Canoa Institute in partnership with USP, is to work on the development of basic education teachers, so that they improve their classes in equitable learning, to be applied in their schools. Our knowledge acquired during the course are situations experienced by the course teachers in the improvement of their classes. Our classes are on Saturdays throughout the day, in rooms organized in groups of four to five students, within the group each one has their role that is very important for the proper functioning of the same in each class, our course is divided into modules that interconnect with each other, gradually increasing our knowledge over the months, They are very interesting and well- structured classes. For all classes, preparatory readings are indicated, which are posted in our virtual room, which are used in classroom discussions for the realization of activities by random groups, at the end every group must present the resolution of their work. In addition, work and recordings made with our students in the classroom are posted to demonstrate our learning. This portfolio contains in part A a collection of the work of each module, by the course teacher, carried out during the course, and in section B of this work a Teacher Performance Evaluation, with the planning and implementation of a group work class, which is the final result of our growth during this trajectory, we modify the teacher-student relationship and vice versa and we start to value the experiences proposed with our learners in the classroom, developing orality and critical thinking in them. In the same way, we teachers in the role of PED learners, create a learning community, where we develop our growth potential to the fullest during the two years together. We learn a valuable lesson, because not everyone has all the skills, but everyone. There is at least one, this phrase I will take with me for life. Keywords: Equitable learning, Teacher Performance Evaluation, learning community. LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS PED Programa de Especialização Docente EJA Educação de Jovens e Adultos CEEJA Centro Estadual de Educação para Jovens e Adulto USP Universidade de São Paulo SUMÁRIO SEÇÃO A – COLETÂNEA DE TRABALHOS FINAIS E REFLEXÕES .................... 10 A.1 MÓDULO 2 (GESTÃO) – PLANO DE GESTÃO E ORGANIZAÇÃO SALA DE AULA.................................................................................................................... 10 A.2 MÓDULO 3 (EACE) – ESTUDO DE CASO DE UM ESTUDANTE ................ 12 A.3 MÓDULO 4 (TRABALHO EM GRUPO) – PLANO DE AULA DE ATIVIDADE EM GRUPO ......................................................................................................... 15 A.4 MÓDULO 5 (MAT I) – PROPOSTA DO PLANEJAMENTO DA CONVERSAda opinar, o tempo será distribuído no seguinte formato, terão 45 minutos no total, sendo 10 minutos para a leitura do cartão de atividade, mais 10 minutos para a discussão, 20 minutos para a produção dos cartazes, 5 minutos para apresentação para outros grupos 47 48 Cartão de atividades Discuta em seu grupo: ● Determinar as medidas de perímetro ou área do quadrilátero. ● Use a fórmula para calcular o perímetro e a área conforme cartão de recursos. ● Determine o valor do perímetro e da área do quadrilátero. ● Os grupos terão 45 minutos ⏰ Produto do grupo: ● Elaborar um cartaz com a fórmula, o cálculo e o desenho do quadrilátero. Critério de avaliação: ● Todos do grupo sabem explicar o cálculo do perímetro e da área do quadrilátero. ● Relatório explicativo. O grupo usará o critério de quem mora mais próximo da escola para atribuir os papéis abaixo: Relator (irá explicar o trabalho para outros grupos) Controlador do tempo (irá controlar o tempo de cada passo do trabalho) Harmonizador (irá controlar se todos têm voz no grupo e participam) Facilitador (Irá na mesa de recursos pegar o material necessário para o trabalho) 49 Cartão de Recursos ● Exemplo de quadriláteros. ● Fórmula de do perímetro Triângulo: P = a + b + c Quadrado: P = L +L +L+L ● Fórmula da área Triângulo: A = b . a / 2 Quadrado A = L . L As hipotenusas de quatro triângulos retângulos isósceles coincidem com os lados de um quadrado, de cor branca, como indica a figura a seguir, se os lados deste quadrado medem 4 cm, a soma dos perímetros e das áreas dos triângulos coloridos será igual o perímetro e a área do quadrado branco. 50 Relatório individual Ao final da atividade cada aluno do grupo deverá descrever passo a passo o cálculo do perímetro ou da área da soma dos triângulos, que terá a medida dos lados determinada exercício pela hipotenusa que coincidem com o lado do quadrado que constam no próprio exercício, o grupo apresentará o resultado do trabalho para os outros grupos da sala. B.3 IMPLEMENTAÇÃO, REFLEXÃO E FILMAGEM DE UMA AULA B.3.1 IMPLEMENTAÇÃO E FILMAGEM Eu preparei a aula pensando no meu em uma sala do 6º ano, mas logo percebi que não seria possível gravar a aula com eles, porque são muito tímidos e não gostam de aparecer em filmagens, após chegar a este entendimento eu gravei com outra sala do 6º ano, tentei gravar em dois dias diferentes, eu pedi a sala para usar, quando eu arrumava a sala em grupos de quatro alunos, e precisavam da sala e eu tinha que começar tudo de novo, acabei fazendo esta troca de sala cinco vezes , na quinta vez eu consegui gravar com duas turmas diferentes em dois dias diferente, aí escolhi a gravação que ficou melhor, que era com a turma do 6º ano A. Antes da gravação expliquei para eles como e para que seria esta gravação e para onde iria, eu garanti que não sairia da Escola Estadual Prof. Catharina Casale Padovani e nem do PED da USP. Neste exercício os estudantes do 6º anos precisavam passar o desenho da figura que está no problema para a cartolina e descobrir como calcular o perímetro ou a área dos quatro triângulos juntos, com os conhecimentos que já tinham sobre o assunto, para isto teriam que transformar os quatro triângulos em um quadrado, em um grupo dois alunos percebem que se dobrasse os triângulos para destro formaria o quadrado e assim conseguiriam fazer os cálculos necessários, porque neste problema era somente informado a medida da hipotenusa que é conteúdo aprendido nos próximos anos. No meu planejamento achei que os alunos iriam ter soluções separadas para o problema, depois juntaria tudo para resolver a questão, mas eles já partiram tentando resolver todos juntos ao mesmo tempo, demorou um pouco, mas chegaram a um acordo. 51 Durante a gravação tive que explicar para eles como deveria fazer estes exercícios, alguns entenderam logo no início, mas alguns grupos tiveram dúvidas, porque nunca ninguém havia feito aulas em grupo neste formato com eles, aí eu repassei novamente o objetivo daquele exercício, depois desta explicação todos os grupos entenderam e começaram a se engajar discutindo como seria a execução do exercício propostos a eles, todos dentro dos grupos davam as suas ideias para a resolução, eles começaram a pegar papel lápis paras pintar, estavam muito preocupados desenhar a figura, alguns pegaram folha de caderno de desenho, mas a maioria pegar a folha de caderno com linha, eu percebi um grupo foi quadriculando a linha dos triângulos, para que eles ficassem com cores desenhos diferentes, outro grupo estava fazendo desenhos diferentes em cada triângulo para poder definir melhor os triângulos em relação ao quadrado, outro grupo desenhou um quadrado com duas diagonais, formando assim quatro triângulos, finalizados com cores diferentes. Neste momento eu passei pelos grupos lembrando eles que deveria ter um das fórmulas escritas neste trabalho, quando estavam terminando eu pedi para eles não esquecerem dos nomes dos integrantes do grupo. A minha proposta era uma aula de 45 minutos, distribuídas em 10 min para leitura, 10 min para discussão, 20 min para produção e 5 min para apresentação do trabalho, mas não foi bem assim, mesmo sem muito controle do tempo para cada etapa eles conseguiram concluir a atividade, assim com é em nossas salas de aula, programamos em um determinado tempo e dependendo do dia e da hora da aula, acaba rendendo mais ou menos. Ao final da aula houve um grupo que apresentou o resultado do trabalho do seu grupo para os outros grupos, mas eu não consegui gravar, o que foi uma pena, porque a apresentação estava muito bem feita, até parecia os alunos do PED. B.3.2 ANÁLISE E REFLEXÃO SOBRE A AULA Eu escolhi um problema matemático sobre perímetro e área, que pode ser aplicado para os 6º, 7º e 8º anos, mas na hora de gravar a aula eu escolhi a turma do 6º ano A, com o objetivo principal de que eles desenvolvessem o olhar para o cálculo de perímetro e área de quatro triângulo inscrito em um quadrado, que até o momento algumas fórmulas eram desconhecidas para eles. 52 O conteúdo abordado foi feito através de um trabalho em grupo com quatro estudantes em cada grupo, e eles teriam que investigar e chegar a uma conclusão de que o cálculo pedido no problema seria possível mesmo sem conhecer a fórmula da área de triângulos, por que no sexto ano eles ainda não aprenderam o que é hipotenusa e nem como calcular área de triângulos, mas teriam que pensar em um jeito de resolver o problema. Nesta aula eu distribui os cartões de atividades, onde havia os comandos para a realização do problema matemático, juntamente com o cartão de recursos, onde estava a figura, as fórmulas, o enunciado do problema matemático a ser resolvido, expliquei como deveria ser o trabalho em grupo, pois nunca haviam feito com eles um trabalho como este. No início ficaram um pouco perdidos, depois que eu expliquei o que e como eles deveriam fazer, comecei a circular pela sala entre os grupos, aí começaram a discutir entre eles, alguns mais tímidos e outros nem tanto, a partir daí foram surgindo ideias entre eles, quando surgia alguma dúvida em algum grupo ele me chamavam, para dar algum esclarecimento, no final da gravação um grupo apresentou o resultado do seu trabalho para os outros grupos, mas infelizmente eu não consegui gravar, o que foi uma pena, porque explicaram direitinho. Os estudantes me impressionaram, com os conhecimentos adquiridos por eles ao longo do ano superaram as minhas expectativas, as aulas práticas ministradas neste último bimestre fizeram a diferença na resolução do deste problema matemático pedido no trabalho em grupo, o maior desafio foi eles entenderem como deveria ser feito o trabalho em grupo, porqueos alunos estão acostumados a fazer trabalhos onde somente um faz tudo ou cada um faz uma parte em sua casa, e um estudante junta todas as partes do trabalho, este formato onde eles têm um papel a cumprir e além disso todos tem que dar a sua contribuição para a resolução do problema matemático, para eles foi novidade. Os alunos amaram este novo formato de trabalho em grupo, pediram para que eu fizesse mais vezes desta forma os trabalhos em grupo. Com esta aula eu aprendi que quando o professor trabalha com investigação matemática, os alunos aprendem muito mais do que quando o professor ministra 53 somente aulas expositivas, os alunos ganham em aprendizado e o professor em realização profissional. Em uma próxima oportunidade eu aumentaria o tempo de aula para o trabalho em grupo, e passaria a fazer pelo menos uma vez por semana para fixar os conteúdos. Esta aula teve como objetivo o aprendizado dos alunos em cálculo de perímetro e área de figuras geométricas através de investigação e resolução de problemas matemáticos com o formato correto de um trabalho em grupo. A dinâmica deste trabalho foi bem recebida pelos estudantes, os 6º anos são maravilhosos e estão sempre abertos às novidades no aprendizado. Eu consegui ver alguns estudantes dar o máximo do seu potencial do que em uma aula expositiva, onde este estudante somente atrapalhava a aula, também mudei meu olhar para os trabalhos em grupo, sempre irá funcionar em qualquer escola, com qualquer aluno independente se ele está no teto baixo ou teto alto, porque no grupo todos tem o seu valor e a sua habilidade será muito importante. A partir deste trabalho pretendo planejar mais aulas de trabalho em grupo, porque produz um conhecimento significativo a todos os alunos. O ensino da matemática em salas de aulas equitativas, começa quando o professor consegue trabalhar com exercícios que favoreçam a todos os alunos, neste momento, ao final do curso com o desenvolvimentos das minhas habilidades para a equidade, eu consigo perceber a mudança do aprendizado dos meus alunos nas minhas aulas. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ADICHIE, C. N. O Perigo De Uma História Única. 1ª. ed. São Paulo: Companhia das letras, 2019. BRANSFORD, J. D. Como as Pessoas Aprendem: Cérebro, Mente, Experiência e Escolas. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2007. 54 BURGOS, M. B; ROSSI, L. O valor da educação escolar para as famílias: confronto entre a percepção dos responsáveis e o senso comum escolar. 2014. p. 50–69. DESSEN, M. A.; POLONIA, A.C. A Família e a Escola como contextos de desenvolvimento humano, 2007, p. 21–32. HUMPHREYS, C.; PARKERS, R. Conversas Numéricas: Usando conversas numéricas para desenvolver o raciocínio matemático. São Paulo: Penso Editora, 2015. LOTAN, R. A; COHEN, E. G. Trabalho em grupo como estratégia pedagógica 3º ed. São Paulo: Penso Editora, 2017 - Cap. 1, (pp. 1-6). ONUCHIC, L. de L. R. Ensino-Aprendizagem-Avaliação de Matemática: por que através da Resolução de Problemas? Jundiaí: Paco Editorial, 2019 - Cap. 2, (pp. 35- 52). RUSSELL, M. K.; AIRASIAN, P. W. Avaliação em Sala de Aula: Conceitos e Aplicações. 7ª. ed. Porto Alegre: AMGH Editora, 2014. VAN DE WALLE, J. A.. Matemática no Ensino Fundamental. 6ª. ed. São Paulo: Penso Editora, 2009.Cap 20: Desenvolvendo conceitos de medida.pp. 429-435 WEINSTEIN, C. S.; NOVODVORSKI, I. Gestão da sala de aula. 4ª. ed. São Paulo: Editora Penso, 2015. Cap. 2-4-7-8 WIGGINS, G. P; MCTIGHE, J. Planejamento para a Compreensão: Alinhando Currículo, Avaliação e Ensino por Meio da Prática do Planejamento Reverso. São Paulo: Penso Editora, 2019. Cap. 1-5-7-9-10-13 BOALER, Jo. Mentalidades Matemáticas: O Poder dos Erros e das Dificuldades. São Paulo - SP: Penso editora, 2017. pp.11-19NUMÉRICA…………………………………………………………………………..….18 A.5 MÓDULO 6 (PLANEJAMENTO) – PLANO DE UNIDADE COMPLETO ........ 20 A.6 MÓDULO 7 (MAT 2) – PLANO DE AULA DE MATEMÁTICA ....................... 26 A.7 MÓDULO 8 (AVALIAÇÃO) – AVALIAÇÃO PARA EQUIDADE ..................... 29 A.8 MÓDULO 9 (MAT 2) - PLANO DE AULA DE MATEMÁTICA ........................ 32 A.9 ANÁLISE E REFLEXÃO SOBRE A PRÓPRIA APRENDIZAGEM ................. 36 A.10 ANÁLISE E REFLEXÃO SOBRE SEU DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL .................................................................................................. 39 SEÇÃO B – AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DOCENTE ...................................... 42 B.1 CONTEXTO DA MINHA SALA DE AULA E PERFIL DA TURMA ................. 42 B.2 PLANEJAMENTO DETALHADO DE UMA AULA .......................................... 43 B.3 IMPLEMENTAÇÃO, REFLEXÃO E FILMAGEM DE UMA AULA .................. 48 B.3.1 IMPLEMENTAÇÃO E FILMAGEM ........................................................ 48 B.3.2 ANÁLISE E REFLEXÃO SOBRE A AULA ............................................ 50 REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 52 10 SEÇÃO A – COLETÂNEA DE TRABALHOS FINAIS E REFLEXÕES A.1 MÓDULO 2 (GESTÃO) – PLANO DE GESTÃO E ORGANIZAÇÃO DA SALA DE AULA Plano de Gestão de sala de aula Para uma gestão bem-sucedida em sala de aula temos que desenvolver nos alunos autodisciplina e responsabilidade, para isso o professor deverá desenvolver relações positivas entre aluno e o professor, também elaborar aulas atrativas e assim conseguindo ter um controle melhor da sala de aula, mas a necessidade de ordem não pode estar acima aprendizado significativo. Dentro de uma sala de aula o professor necessita não somente conhecimento, mas também de paciência, amor a profissão para que consiga trabalhar com diversas etnias, raças e classes sociais sem impor os seus valores aos dos seus alunos, porque cada um traz consigo os seus próprios valores familiares Uma gestão de sala de aula eficaz se constrói com respeito e admiração dos alunos onde o professor estabelece limites, e não com o sistema de recompensa e punição onde se conquista muito pouco. Para uma sala de aula ser um ambiente eficaz de ensino é necessário que tenha segurança, atenda às necessidades dos alunos com deficiências físicas e motora, que o espaço esteja livre de interferências intrínsecas e extrínsecas, levando em conta a interação que o professor deseja que aconteça entre os alunos. 11 A sala de aula deverá ser em formato de auditório, para melhor contato visual professor/aluno e vice-versa, também será customizada de acordo com a sua disciplina e com todos os materiais didáticos necessários para um aprendizado significativo, deverá ter a cara do professor de seus alunos, sendo construída juntamente entre eles e de acordo com cada ano/série. Construir uma comunidade respeitosa, onde todos participam das discussões e sugestões, havendo cooperação de todos os alunos nos trabalhos em grupo para atingir o objetivo da turma, e que o professor dê atenção às perguntas e dúvidas de todos os alunos, tratando-os de maneira igual uns aos outros, assim estimulando o interesse de todos. Para que uma comunidade de aprendizagem seja eficiente é necessário que o 3 professor seja respectivo, conheça seu aluno e sua vida familiar, tenha sensibilidade às preocupações e problemas deles, seja justo e imparcial e construa um vínculo afetivo com os alunos, para que eles se sintam seguros em suas aulas. A minha expectativa para a sala de aula que ela seja silenciosa e ao mesmo tempo tenha a interação dos alunos e que todos consigam aprender o conteúdo explicado pela professora, e para isso eu necessito que todos respeitem a hora de falar e ouvir durante a explicação, logo após eles podem perguntar e tirar todas as dúvidas. As rotinas da sala de aula começam quando eu coloco a pauta do dia na lousa, neste momento eu quero que todos guardem o celular nas mochilas, abram os livros e cadernos porque a aula já está começando, e quem não guardar o celular, vai ter que deixar em cima da mesa da professora, mas em compensação eu libero para cada aula de 45 minutos cinco minutos de celular ao final da aula, quando eu finalizo um tema eu chamo a todos que tem dúvidas para a lousa, porque quando eu explico para quem vem a frente da sala de aula e também estou explicando para todos, na finalização de uma habilidade eu faço um uno matemático, se o aluno escolhido ainda não souber o conteúdo eu ajudo na resolução do mesmo. Uma das regras é que o aluno tem que pedir para sair ou entrar na sala de aula, se não fizer eu dou uma advertência verbal, e para quem entrega trabalho em atraso perde um ponto da nota que valerá cinco pontos, com alunos com comportamento desafiador, primeiro eu converso duas vezes com ele ou ela, se o comportamento persistir eu encaminho o caso para a gestão, e tento mostrar o seu potencial. 12 Eu confio no formato que eu finalizo uma habilidade, porque já tive retorno de alunos e professores que eles conseguiram fixar o suficiente do conteúdo ensinado. Eu não tenho certeza de que a forma que eu pratico a gestão em sala de aula está correta e de acordo com o resultado esperado pela gestão da escola. Parte do meu plano eu já prático em sala de aula e está dando resultado, mas ainda preciso melhorar o foco e a atenção dos meus alunos no momento que eu estou explicando o conteúdo, eu acho que perco muito tempo tentando fazer a sala ficar em silêncio. WEINSTEIN, Carol Simon. Gestão de Sala de Aula. 4ª edição. AMGH Editora Ltda, 2015. A.2 MÓDULO 3 (EACE) – ESTUDO DE CASO DE UM ESTUDANTE 1. INTRODUÇÃO Eu escolhi o aluno Luiz porque a sua família nunca vai reuniões de pais, devido a sua mãe trabalhar todos os dias até as 18:00 hs, ele é um aluno que melhorou muito o seu comportamento do ano passado para este ano, neste momento é representante de classe e me ajuda muito em sala de aula. No ano passado ele era apenas o meu tutorado, mas este ano ele é meu aluno do 7º ano da disciplina de matemática e também meu tutorado, é um aluno muito inteligente, aprende muito rápido. O meu aluno Luiz Felipe tem 12 anos de cor parda ele é bem grande em relação aos outros alunos de sua turma, mora nas proximidades da escola com sua mãe, seu irmão mais novo e sua avó, está sempre bem cuidado com a higiene e com suas roupas, é educado e de boa aparência. Eu fui pessoalmente levar a autorização para sua mãe assinar, ele mora em uma casa boa, mas eu não gostei muito de como a sua mãe tratou ele na minha frente, e ela me falou que não gosta quando a escola se mete na educação dele, eu vou ter que tomar muito cuidado. 2. APRENDIZAGEM E IDENTIDADE COGNITIVA A aprendizagem da criança se dá através do contato com outras pessoas e quando elas a observam, a identidade cognitiva é a capacidade de desenvolver e de planejar antes de executar a solução de um problema. 13 2.1. O aprendiz A minha interação com o meu aluno Luiz Felipe foi através de um exercício impresso sobre simetria no plano cartesiano, tema aprendido na semana passada. Neste exercício o aluno teria que localizar os pontos da figura original no plano cartesiano e depois achar os pontos simétricos e em seguida ligar os mesmos para achar a figura simétrica. O aluno Luiz Felipe resolveu a atividade de simetria fazendo a contagem dos quadradinhos e desenhando primeiro a figura simétrica, depois ele localizou os pontos referentes à figura original e os da simétrica, o exercício foi resolvido de forma diferente mas no final ficou correto. O meu aluno Luiz Felipe está gostando de participar como aprendiz do meu estudo de caso, ele gosta muito da disciplina de matemática, e acha a disciplina de Língua portuguesa chata, porque ele tem mais dificuldadeem assimilar as regras em Língua Portuguesa. Quando o meu aluno acha um conteúdo muito difícil, tenta estudar mais tempo do que os outros que ele tem mais facilidade. Os pontos fortes do meu aluno Luiz Felipe é ser muito inteligente, aprende muito rápido, faz todos os exercícios propostos, tem o caderno organizado, é muito educado. 2.2. Reflexão O meu aluno Luiz Felipe é muito carinhoso e também tem um grande potencial, ele só precisa ser mais reconhecido pela família e por alguns professores. Eu sempre achei que ele aprendia muito rápido, mas percebi que ele é melhor do que eu imaginava, é um aluno protagonista e está sempre procurando novas formas de resolver os problemas propostos. Quando eu faço o jogo de Uno matemático ele vai à lousa e me ajuda a ensinar aqueles que ainda não conseguiram aprender. O que mais me surpreendeu no aluno Luiz Felipe foi a forma que ele resolveu o exercício proposto, foi diferente do que eu havia ensinado, e mesmo assim a figura simétrica acabou ficando correta, eu gostaria de saber mais sobre seu sonho profissional, para tentar ajudá-lo a realizar. 3. DESENVOLVIMENTO SOCIAL E FORMAÇÃO DE IDENTIDADE 3.1. Conhecendo meu estudante O meu aluno Luis Felipe Mora com o pai a mãe a avó a sua irmã e seu irmão, os dois menores que ele, e ás vezes quando precisa ele cuida dos dois irmãos menores, no 14 seu tempo livre gosta de jogar bola e ficar mexendo no celular, a sua denominação religiosa é evangélica. Ele acha ser importante para a sociedade onde vive porque com seus valores e suas crenças pode agregar cultura e fazer a diferença dentro dela. Todas as quartas feiras a tarde ele vai treinar na escolinha de futebol de seu bairro, onde está se preparando para ser um jogador de futebol que é a profissão que pretende seguir. Para a sua vida pessoal ele pretende formar uma família, casar e ter filhos. O meu aluno é afrodescendente, ele disse saber muito sobre sofrer com o racismo, e que as pessoas não deveriam ser julgadas pela sua cor e sim pelo seu caráter, a raça para ele é só mais uma forma de preconceito com as pessoas. Meu aluno é do gênero masculino e pretende se relacionar com mulher, e para ele as pessoas deveriam ter direito de se relacionarem com quem elas querem, sem tanto preconceito. As mensagens passadas pela escola estão sempre ajudando ele no seu processo como aprendiz. A relação dele com seus amigos é boa e sempre ajuda de forma produtiva, na escola que ele está inserido a maioria dos alunos são de origem afrodescendentes, então não há muita discriminação entre eles. Meu aluno tem uma boa interação com seus amigos da escola através do whatsapp, facebook e instagram. 3.2. Família e escola O meu aluno diz não ter nada contra e até acha interessante as novas composições familiares, uma vez que podem dar lar e amor a muitas crianças que necessitam. A família do meu aluno dá todo apoio possível para ele nos estudos, porque acha muito importante para o seu futuro, tanto o ele quanto a família dele tem a expectativa de que ele seja um jogador de futebol, mas sem largar os estudos. 3.3. Reflexão Quanto mais contato eu tenho com ele e sua família mais eu percebo que são unidos e ele é muito bem cuidado e tem um boa educação apoio de sua família, por isso ele está sempre feliz e de bom humor, o carinho e a atenção de seus familiares faz muita diferença em sua vida. Eu fiquei muito surpresa o quanto ele é apoiado e amado, por isso ele é tão dócil e feliz. 15 Com o trabalho que estou desenvolvendo junto com a família e ele acho que eu melhorou muito o relacionamento aluno e professora, ficamos mais amigos, gerando até ciúmes em outros alunos, eu estou aprendendo muito com esta família, e melhorou até o relacionamento com o meu filho. 4. CONCLUSÃO Eu aprendi que por trás de uma simples aluno tem uma pessoa maravilhosa e que traz consigo sonhos e realidades familiares não muito diferente da minha família, que os seus pais apoiam muito ele, assim como eu apoio o meu filho nos seus sonhos, e que eu como sua professora posso aprender muito com ele, uma vez que também ele é meu tutorado. Eu já mudei a minha maneira de interagir com o aluno, prestando mais atenção no seu potencial, e tentando ajudá-lo a realizar seus sonhos da melhor forma possível, interagindo com ele eu descobri que muitas vezes nós professores vemos os alunos de forma equivocada, eu achava que a realidade de era pior e me surpreendeu positivamente, mas muitas às vezes esta surpresa é muito negativa. Eu achava que sua família não dava muito apoio para seus sonhos, mas descobri que são muito mais unidos do que eu pensei, e que a vida de muitos alunos é bem diferente do que nós imaginamos até que conhecemos a sua realidade. Eu gostaria de poder acompanhar ele por mais tempo, até ver seus sonhos concretizados. A.3 MÓDULO 4 (TRABALHO EM GRUPO) – PLANO DE AULA DE ATIVIDADE EM GRUPO 1. Planejamento Plano de aula Expectativa de aprendizagem do currículo ● EF07MA24 - Resolução e elaboração de problemas de cálculo de medida do volume de blocos retangulares. Objetivo(s) de aprendizagem ● Observar , interpretar e aplicar o conhecimento das unidades de medida de capacidade de blocos retangulares encontrados em situações cotidianas.. Conhecimentos prévios ● o que é a altura , o comprimento e a largura. ● cálculos de multiplicação de números inteiros e decimais. 16 Verificações de aprendizagem Evidências dos grupos em formato de vídeo da interação entre eles, produção de cartazes, relatório de aprendizado das anotações e apresentação dos trabalhos para os outros grupos, onde se dará a conexão do que foi pedido com o resultado do produto dos grupos. Planejamento das aprendizagens e do ensino A organização da minha aula será feita em grupos com 4 a 5 pessoas, terá uma sequência de atividades envolvendo o cálculo de volume, a distribuição dos grupos será feita com múltiplos de 4, assim garantindo a aleatoriedade entre os participantes dos grupos, as normas serão impressas e entregues uma para cada grupo, a norma de colaboração será que todos devem participar da discussão e da confecção dos cartazes, todos terão direito da opinar, o tempo será distribuído no seguinte formato, terão 35 minutos no total, sendo 10 minutos para a leitura do cartão de atividade, mais 10 minutos para a discussão, e o restante para a produção dos cartazes. 17 Cartão de atividades Discuta em seu grupo: ● Escolha um objeto de poliedro para aplicação de unidade de medida/volume. ● Determinar as medidas do poliedro escolhido. ● Use a fórmula para calcular o volume conforme cartão de recursos. ● Determine o valor do poliedro. ● Os grupos terão 30 minutos ● Produto do grupo: ● Elaborar um cartaz com a fórmula, o cálculo e o desenho do poliedro. Critério de avaliação: ● Todos do grupo sabem explicar o cálculo do volume do cubo. ● Relatório explicativo. Cartão de Recursos 18 ● Exemplo de poliedro. ● Fórmula de volume do cubo: ● Comprimento x Largura x Altura Relatório individual Ao final da atividade cada grupo de alunos deverá fazer um cartaz representando o cálculo do volume do cubo, que terá a medida dos lados determinada pelo próprio grupo que também apresentará o resultado do trabalho para os outros grupos da sala. A.4 MÓDULO 5 (MAT I) – PROPOSTA DO PLANEJAMENTO DA CONVERSA NUMÉRICA. 1. FICHA DE PLANEJAMENTO ESTRATÉGIA CORRETA Fazer cálculos mentais sem o uso do papel e calculadora, com mais de uma forma diferente de resolução. ESTRATÉGIA INCORRETA Forma de cálculo diferente da que havia falado na hora de anotar na lousa. 19 Cada aluno fez somente uma forma de cálculo. 2. REFLEXÃO A reflexão desta atividade foi norteada pelos questionamentos a seguir: 2.1.O que funcionou bem? Todos compreenderam que deveriam fazer cálculos mentais sem o uso do papel e da calculadora, as vezes que erraram, eles mesmo percebiam que o resultado estava errado e corrigiram. Eles já sabiam fazer cálculos mentais porque no início do ano quando eu comecei a ministrar aulas para os sétimos anos, eu fui ensinando eles a fazerem cálculos mentais, mas não sabia que utilizaria neste momento da minha pós. Todos entenderam a dinâmica da mão no peito e que precisava erguer um dedo para uma solução, dois dedos para duas soluções, assim sucessivamente. 2.2. O que não funcionou bem? Os alunos achavam que o resultado tinha que ser correto e que todos teriam que ser iguais, mas eu retomei a fala que não havia necessidade de acertar, e que eu somente queria saber como eles tinham pensado na resposta. 2.3. O que foi desafiador? O meu maior desafio foi escolher o ano/séria, porque eu havia escolhido a minha melhor sala que era o 7ªA, mas quando eu fui aplicar a conversa numérica não consegui com esta sala, porque eles começaram a brincar a conversar, aí eu fiz com o com a minha sala mais bagunceira que é o 7º B, mas eles levaram a sério a atividade e deu tudo certo, eles superaram as minhas expectativas. Eu fiquei muito feliz com a mudança de comportamento desta sala, somente o aluno Arthur que eu tive que incentivar a participar da dinâmica, é que ele tem muita falta de vontade de participar em tudo que eu faço em sala de aula, mas é muito inteligente, sempre responde rapidamente os desafios matemáticos. 2.4. Em que medida os estudantes se engajaram na atividade? No começo estavam sem muito interesse, mas depois quase todos participaram, porque eu fui chamando pelos nomes e incentivando eles a participar da conversa numérica. Você nota alguma diferença na participação da turma ou de alguma estudante em particular? 20 Sim, a aluna Eloá foi a que se engajou melhor, foi a primeira a participar, incentivando os outros a participar, somente o meu aluno que é muito bom com cálculos mentais que não queria participar, tive que incentivar ele, chamando e dizendo o quanto ele era capaz. 2.5. As estratégias matemáticas que surgiram estavam de acordo com o que você tinha previsto? Na maior parte sim, mas alguns estavam abaixo da expectativa e outros acima. O 7º B tem poucos alunos mais são bons em matemática, só precisei dar um incentivo para que a maior parte da sala participasse, no começo ficaram um pouco envergonhados, aí eu expliquei que este vídeo somente eu e os professores da USP iriam ver, e não sairia na Internet, ai toparam participar. 2.6. Como a literatura estudada no curso se conecta com a realidade prática da implementação da conversa numérica? Especialmente quando um aluno comete um erro, eu sempre perguntava como ele chegou àquele resultado, pedindo que me explicasse o passo a passo de sua resolução, mas não sabia que no pensamento matemático iremos trabalhar com o erro, sempre que eu errava em algum cálculo quando eu era estudante, eu procurava saber onde eu errei, já trabalha o erro com os alunos antes mesmo de aprender sobre o valor dele, assim como estudamos nos livros de Jo BOALER os erros são valiosos, pois eles melhoram o aprendizado dos estudantes. Quando trabalhamos em aulas no PED com o pensamento matemático em conversas numérica, todos os passos que fizemos, eu percebi que estava no caminho certo com meus alunos, foi o que me ajudou no planejamento, na execução e na avaliação. 3. LINK DO VÍDEO A.5 MÓDULO 6 (PLANEJAMENTO) – PLANO DE UNIDADE COMPLETO Parte 1: Introdução Este plano de unidade contempla cinco planos de aula sobre a temática polígonos regulares e circunferências e se destina aos 8º anos onde vem sendo trabalhados os conteúdos relacionados às habilidades abaixo,neste momento não temos nenhum PCD em sala de aula, mas temos alguns alunos em situação de 21 pobreza e outros em situação de média baixa, os alunos vêm de vários bairros próximos da escola, alguns mais distantes que vêm de bicicleta para a escola Ao final deste plano de unidade espera-se que os estudantes consigam resolver situações problemas abertas na realização de construção de diversos polígonos inscritos em uma circunferência, utilizando apenas régua e compasso. Parte 2: Plano de Unidade Escola: E E Catharina Casale Padovani Turma: 8º Ano B Professor(a): Valclemiriam de Fatima Bellini Planejamento realizado em: 09/03/2024 ESTÁGIO 1: Resultados desejados Objetivos gerais de aprendizagem da unidade e/ou conexões com orientações curriculares Ao final desta unidade, espero os(as) estudantes sejam capazes de: ● (EF06MA20) Identificar características dos quadriláteros, classificá-los em relação à lados e a ângulos e reconhecer a inclusão e a intersecção de classes entre eles. ● (EF08MA15) Construir, utilizando instrumentos de desenho ou softwares de geometria dinâmica, mediatriz, bissetriz, ângulos de 90°, 60°, 45° e 30° e polígonos regulares. ● (EF08MA16) Descrever, por escrito e por meio de um fluxograma, um algoritmo para a construção de um hexágono regular de qualquer área, a partir da medida do ângulo central e da utilização de esquadros e compassos. Perguntas essenciais ● Como podemos construir um polígono regular dentro de uma circunferência? 22 Conhecimentos Tópicos que são importantes que os(as) estudantes saibam: ● Qual unidade de medida de ângulos ● Como medir ângulos com o compasso e régua. ● Classificação de polígonos regulares ● Conhecimento de uma circunferência ● Definição de raio e diâmetro ● Construção de polígonos regulares Compreensões Quero que os(as) estudantes compreendam que: ● Em qual situação usamos as medidas dos ângulos em nosso cotidiano.. ● Existe uma forma correta de fazer a abertura do compasso utilizando o transferidor. ● De que maneira podemos aprimorar e aperfeiçoar nossos conhecimentos com relação aos polígonos regulares. ● É possível construir um polígono regular inscrito na circunferência ESTÁGIO 2: Avaliação da aprendizagem Tarefa final Os estudantes vão realizar uma tarefa onde irão construir um polígono regular dentro de uma circunferência. Para isso terão que construir uma circunferência e depois dentro dela terão que dividir em seis partes iguais para marcar os pontos de um polígono regular com seis lados que em seguida usaram para construir o polígono inscrito na circunferência. Atividade Sabendo que o raio da circunferência circunscrita ao hexágono é igual ao lado do hexágono, descreva a construção de um hexágono regular inscrito em uma circunferência de raio 3 cm usando apenas régua e compasso. Utilizar apenas 8 passos nesta construção. Produto do grupo Usar uma folha A4, construir um hexágono inscrito na circunferência com raio 3cm e depois explicar passo a passo a resolução.. 23 Critérios de avaliação A explicação da resolução do problema deverá ser detalhada . Quais conhecimentos e ferramentas foram utilizadas na resolução do problema. ESTÁGIO 3: Planejamento das experiências de aprendizagem e atividades de ensino Aulas Objetivo(s) de aprendizagem específicos da aula Experiências de aprendizagem previstas para a aula Aula 1 45 minutos Tornar o aluno capaz de construir ângulos com o auxílio do compasso. Entender o conceito de construir ângulos de 30º, 45º, 60º e 90º com o uso de um compasso. Aula 2 90 minutos Tornar o aluno capaz de construir polígonos regulares utilizando régua e compasso. Construção de polígonos regulares utilizando régua e compasso Aula 3 90 minutos Ampliar e aprimorar os conhecimento dos alunos em relação a construções de polígonos regulares Conseguir identificar e construir polígonos regulares com a compreensão de sua característicasAula 4 90 minutos Construção de polígonos regulares Utilização dos conhecimentos adquiridos na construção de polígonos regulares. Aula 5 90 minutos Construção de polígonos regulares inscritos numa circunferência O que é um polígono regular inscrito em uma circunferência 24 [...] Parte 3: Reflexão Estas cinco aulas foram planejadas com a intenção de que os estudantes adquiram compreensões necessárias para a construção de polígonos regulares inscritos em uma circunferências. Para elaborar um planejamento reverso eu tive que olhar para o que eu queria que os meus alunos soubessem ao final do meu plano de unidade, eu já havia feito um plano de unidade na época da pandemia, mas não sabia que o nome era plano de unidade, só que naquela época eu não tinha este olhar para o objetivo final, este módulo mudou o meu formato de planejar as minhas aulas, neste momento sempre procuro olhar onde eu quero que eles cheguem com as suas compreensões. Neste plano de unidade o meu objetivo foi para que os meus alunos conseguissem relembrar os seus conhecimentos e aprimorarem as suas compreensões sobre polígonos, também adquirissem novas compreensões sobre figuras inscritas umas nas outras, utilizando diferentes formas planas. Parte 2 - Especificação do plano de uma aula que você irá implementar com a sua turma Unidade: Construções, ângulos e polígonos Aula 4: Polígonos Regulares Data: 19/04/2024 Objetivo(s) de aprendizagem específicos desta aula Ao final desta aula, os(as) estudantes serão capazes de: ● (EF06MA20) Identificar características dos quadriláteros, classificá-los em relação à lados e a ângulos e reconhecer a inclusão e a intersecção de classes entre eles. ● (EF08MA15) Construir, utilizando instrumentos de desenho ou softwares de geometria dinâmica, mediatriz, bissetriz, ângulos de 90°, 60°, 45° e 30° e polígonos regulares. Planejamento das experiências de aprendizagem e atividades de ensino 25 ⏰ Tempo O que os(as) estudantes irão fazer? De que forma as aulas irão engajar os(as) estudantes? O que o(a) professor(a) precisará fazer para apoiar a aprendizagem das estudantes ao longo da aula? Avaliação processual/formativa De que formas irei monitorar os avanços durante as situações de ensino e aprendizagem? Quais serão as incompreensões e dificuldades mais prováveis? Como darei as devolutivas? 10 Reconhecer os polígonos através de desenhos na lousa. Fazer perguntas norteadoras. Avaliar os conhecimentos prévios dos alunos. 20 Desenhar no caderno o polígono Relembrar conhecimentos prévios, sobre polígonos Interação aluno/professor e professor/aluno. 20 Identificar o polígonos e suas partes Fazer perguntas sobre os tipos de polígonos e suas partes. Engajamento dos alunos na aula. 20 Nomear os polígonos e suas partes.. Pedir para nomear os polígonos e suas partes Aprendizagem duradoura e significativa. 20 Escrever no caderno o nome e as respectivas Circular pelos grupos para ver o desenvolvimento dos trabalhos intervenção do professor se necessário. 26 partes dos polígonos. Materiais e recursos necessários para a aula ● Caderno ● Lápis; ● Caneta. ● Quadro Branco ● Canetão Parte 3: Reflexão após a implementação da aula (texto de 3 a 5 parágrafos) Esta aula foi planejada com a intenção de que os estudantes adquiram compreensões necessárias para a construção de polígonos regulares Para elaborar um planejamento reverso eu tive que olhar para o que eu queria que os meus alunos soubessem ao final do meu plano de aula, eu já havia feito outros planos de aula anteriormente, mas nunca havia pensado num plano de aula reverso, eu não tinha este olhar para o objetivo final, este módulo mudou o meu formato de planejar as minhas aulas, neste momento sempre procuro olhar onde eu quero que eles cheguem com as suas compreensões. Neste plano de aula o meu objetivo foi para que os meus alunos conseguissem relembrar os seus conhecimentos e aprimorarem as suas compreensões sobre polígonos, também adquirissem novas compreensões, utilizando diferentes formas planas. Eu sempre estou instigando eles a retomarem os conhecimentos prévios, também avancei para poliedros, fazendo comparações para quando eles depararem com os exercícios de polígonos misturados com os de poliedros soubessem a diferença dos dois. Eles superaram as minhas expectativas com os seus conhecimentos prévios das partes de um polígono, mas ainda se confundem muito para diferenciar um polígono de um poliedro. 27 A.6 MÓDULO 7 (MAT 2) – PLANO DE AULA DE MATEMÁTICA Problema Matemático Uma professora de Matemática desenhou a seguinte sequência de figuras na lousa para a sua turma do 8º ano: Ela solicitou que os estudantes encontrassem uma lei de formação para calcular o número de peças que compõem cada figura dessa sequência. Carlos, Joyce e Fernanda encontraram as seguintes expressões algébricas, sendo n o número de peças: Carlos: n + (n + 5) + (n + 5) Joyce: 3n + 10 Fernanda: 2(n + 5) As leis de formação encontradas pelos estudantes estão corretas? Justifique sua resposta Análise de três produções de estudantes Os três estudantes resolveram o exercícios abaixo de formas diferentes: Primeiro estudante Analise Usou a sequência numérica com n valendo 1,2,3, fez os cálculos e chegou a conclusão de que as duas primeiras leis de formação estavam corretas e a segunda estava errada. Resolução do estudante n + (n + 5) + (n + 5) para 1 = 1 + (1 + 5) + (1 + 5) = 13 para 2 = 2 + (2 + 5) + (2 + 5) = 16 para 3 = 3 + (3 + 5) + (3 + 5) = 19 3n + 10 para 1 = 3 . 1 + 10 = 13 28 para 2 = 3 . 2 + 10 = 16 para 3 = 3 . 3 + 10 = 19 2(n + 5) para 1 = 2(1 + 5) = 12 para 2 = 2(2 + 5) = 14 para 3 = 2(3 + 5) = 16 Devolutiva A sua resolução está correta, você fez as substituições e chegou a uma análise das quais leis de formação estavam certas ou erradas, como pedia o problema. Segundo estudante Analise Montou uma tabela utilizando as três lieis de formação na horizontal e o termo na vertical, provando que as duas primeiras leis de formação estavam corretas e a terceira está errada. Resolução do estudante A= n + (n +5 ) + (n + 5) B= 3n + 10 C= 2(n + 5) a₁ 1 + (1 + 5) + (1 + 5) = 13 3 . 1 + 10 = 13 2(1 + 5) = 12 a₂ 2 + (2 + 5) + (2 + 5) = 16 3 . 2 + 10 = 16 2(2 + 5) = 112 pt4 Devolutiva A sua tabela foi muito bem elaborada e atingiu o resultado das leis de formação, e respondeu a pergunta que o problema pedia Terceiro estudante Analise Somente somou achando 10 em todas as fórmulas, somando 3 na primeira e 6 na segunda e 4 na terceira lei de formação e contou os quadradinhos para chegar a conclusão que a primeira e a segunda lei de formação estavam corretas e a terceira estava errada. Resolução do estudante n + (n + 5) + (n + 5) n = 5 + 5 = 10 + 3 = 13 3n + 10 10 + 3 . 2 = 16 2(n + 5) 29 2.5 = 10 + 2. 2= 4 = 14 Devolutiva A sua resposta está correta, mas você poderia organizar em um formato diferente a sua resolução, para ter uma visualização com mais clareza na solução. Reflexão geral De um modo geral a turma toda se engajou na resolução do problema matemático aplicado com o 8º ano, foi muito interessante ver e entender como cada um pensou na resolução de um mesmo problema, eles começaram a contar os quadrinhos e aplicar diversas soluçoẽs para as três leis de formação, montaram um sequência numérica e passaram a analisar a diferença entre os termos, para chegarem a uma conclusão sobre as leis de formação citados no problema estavam corretas ou erradas. Os alunos foram se juntando em duplas para resolver o problema matemático, eu achei que esta atitude deles é que funcionoumuito bem, por isso numa próxima vez que eu aplicar esta atividade eu faria no formato de trabalho em grupos com 4 a 5 alunos. Na aula seguinte eu começaria a trabalhar conteúdos algébricos, por fazerem uma conexão com esta aula, especificamente igualdade de equações algébrica, onde daria para aplicar a álgebra e também o princípio distributivo da multiplicação, e a regra de sinais. Resolução de um aluno 30 A.7 MÓDULO 8 (AVALIAÇÃO) – AVALIAÇÃO PARA EQUIDADE Parte 1: Visão geral de avaliação Na minha sala de aula eu sempre deixo claro aos alunos que a avaliação escrita não é a única forma que eles são avaliados, mas terão pontos por participação durante a aula eu valorizo tudo que é feito durante o bimestre em sala de aula. Eles entendem que as avaliações escritas tem pontuação de 0 a 10 e que devem ser feitas apenas com o conhecimento de cada um, sendo individual, após esta avaliação escrita eu sempre aplico um trabalho em sala de aula valendo de 0 a 10 com consultas de diversos formatos e pode ser em dupla ou em grupo que serão somados a prova para uma média da nota, quando eles não foram bem na prova o exercícios em sala 31 de aula melhora a nota deles, assim eu consigo que eles assimilem melhor o conteúdo aplicado em sala de aula. O meu papel enquanto avaliador é entender o quanto eles aprenderam e quais as dificuldades na resolução das avaliações e trabalhos, também quero analisar as defasagem da turma toda, o quanto eu consegui transmitir o conhecimento a eles, para fazer os ajustes necessários ao longo do ano. O papel das estudantes quanto à condição de avaliadoras é mostrar para mim onde eu devo ajudá-los e apontar as suas dificuldades, para que eu possa ver minhas falhas e replanejar as minhas aulas para que todos consigam entender o conteúdo aplicado. Parte 2: Instrumento de avaliação Eu elaborei uma atividade em sala de aula para ajudar com a nota da prova, onde eles poderiam consultar os amigos, o caderno e a internet. Este trabalho tem como objetivo que eles estudem o conteúdo do bimestre para a minha prova mensal, tendo como finalidade um instrumento formativo e somativo Este instrumento se conecta com os objetivos da equidade, quando os alunos podem obter ajuda por todos os meios de comunicação ou com as anotações prévias, elaboração com dois ou mais amigos, podendo terminar em casa com os seus familiares. Parte 3: Rubricas e devolutivarq Rubrica - nota atribuída pelo professor Devolutivas aos alunos Aluno 1- Você demonstrou muito interesse na resolução do problema, utilizou todos os meios de comunicação e materiais disponíveis para resolução dos exercícios, e fez EXERCÍCIOS DE REVISÃO DO BIMESTRE Pontuação MUITO INTERESSE POUCO INTERESSE INDIFERENÇA De 0 a 5 pontos Buscou informações completas Buscou informações básicas Não buscou informações De 6 a 10 pontos Buscou informações completas e resolveu o problema Buscou informações básicas, resolveu parte do problema Não buscou informações, mas resolveu o problema 32 de forma organizada, com capricho, copiou todos exercícios completos com as tabelas e demonstrou todos os cálculos necessários para a resolução dos exercícios, provavelmente fará a prova mensal com tranquilidade e facilidade. Aluno 2 - Você demonstrou pouco interesse na resolução dos exercícios, não utilizou todos os recursos disponíveis para resolução dos exercícios, não copiou todas as tabelas, e não apresentou os cálculos necessários para resolução do exercícios talvez por isso tenha tido mais dificuldade na resolução dos exercícios, provavelmente terá mais dificuldades na hora da prova, mas ainda dá tempo de colocar o caderno em dia e pedir ajuda na execução dos exercícios para algum aluno que tenha entendido bem a explicação da professora, aumentando a sua chance de conseguir uma nota alta na prova mensal. Quando eu criei estas rubricas foi pensando numa forma de fazer com que o aluno estudasse para a prova mensal adquirindo conhecimentos necessários para realização da prova mensal, nesta rubrica o aluno consegue ter uma prévia de como será a sua nota na prova, e terá tempo de melhorar onde ele tiver alguma dificuldade, sendo um instrumento formativo e somativo. Parte 4: Reflexão final As avaliações sempre nos ajudam em sala de aula, a avaliação diagnóstica tem como objetivo nos ajudar a conhecer melhor a nossa turma no início do ano quando chegamos em uma nova escola ou pegamos os sextos anos em uma escola antiga, as avaliações formativa nos fazemos durante o ano todo, a somativa ao final de cada bimestre para verificar se o aluno atingiu o objetivo esperado no bimestre, podendo ser ajustado a forma que apresentamos o conteúdo durante o ano, aplicando novas técnicas. As informações coletadas durante as avaliações nos ajudam a traçar caminhos e fazer ajustes necessários do aprendizado dos estudantes durante o ano, podendo verificar se iremos conseguir chegar próximo do objetivo traçado no início de cada bimestre e se necessário fazermos os devidos ajustes para atingir a meta de aprendizado para o ano. No texto de Castilho Arredondo e Cabrerizo Diago teve uma grande contribuição para um melhor entendimento em qual momento eu devo usar cada tipo de avaliação, e para que serve cada uma delas, antes eu aplicava uma única avaliação. A leitura De Blasis - Avaliação educacional(Os desafios da sala de aula e a promoção da aprendizagem), me ajudaram a entender e a resolver melhor os conflitos dentro da 33 sala de aula, e também conseguir um nivelamento do aprendizado para toda a sala de aula e podendo proporcionar um aprendizado equitativo. Dar uma devolutiva é muito mais fácil de fazer em nosso cotidiano, quando nos deparamos na criação de uma rubrica fica bem complicado entender, mesmo quando já as fazemos com nosso alunos durante o ano, mas este módulo de avaliação para equidade me ajudou muito a entender, mas ainda tenho dificuldades de criar as rubricas, mesmo com os exercícios e as avaliações prontas para serem aplicadas. A.8 MÓDULO 9 (MAT III) - PLANO DE AULA DE MATEMÁTICA Habilidade da BNCC (EF08MA19) Resolver e elaborar problemas que envolvam medidas de área de figuras geométricas, utilizando expressões de cálculo de área (quadriláteros, triângulos e círculos), em situações como determinar medida de terrenos. Objetivo de aprendizagem Este problema matemático tem como objetivo de aprendizagem proporcionar aos estudantes do 8º ano diferentes maneiras para calcular área de diversas figuras geométricas, podendo ser utilizados em seu cotidiano. Atividade matemática e sua inserção na aula Problema Matemático A figura cinza abaixo representa uma peça metálica em forma de trapézio. Quanto mede a área dessa peça? a) 7 m² b) 9 m² c) 12 m² d) 14 m² Essa atividade será aplicada para o 8ª ano, em grupos com quatro estudantes, sendo 34 possível a troca de conhecimento entre eles, e enriquecendo o conhecimento de cada estudante. Os grupo de estudantes deverão ter conhecimentos prévios dos conteúdos abaixo para realização da atividade: Definição e nome do quadrilátero, decomposição de figuras em triângulos, conceitos de base e altura e diagonal, fórmula e cálculo de área de figuras planas, Essa atividade poderá ser feita por cálculo com a fórmula do trapézio, ou com recortes da figura, transformando a mesma em um retângulo, ou dividido em triângulos. Os estudantes poderão ter alguma dificuldade, se não tiverem os conhecimentos necessários para a realização da atividade, mas poderiam usar o celular para fazer pesquisas sobre o conteúdo. Abertura da aula Desenvolvimento da atividade principal Discussão matemática e fechamento da aula Retomada dos conceitos ideias e definições de quadriláteros e áreas. Leitura e interpretaçãodo problema matemático, discussão e resolução em grupo. Mapa mental dos conceitos, ideias e definições vistos e aplicados durante a aula, para fixar o conhecimento adquirido. Tempo previsto: 20 min Tempo previsto: 55 min Tempo previsto: 15 min Antecipação Estratégia de resolução antecipada RESOLUÇÃO 1 Para encontrar a área do trapézio foi somado a base inferior mais a base superior, multiplicado pela altura e dividido por dois, chegando à área do trapézio. Pergunta ao estudante: Se traçar uma diagonal, o que vai acontecer? RESOLUÇÃO 2 Para encontrar a área do trapézio foi traçado uma diagonal que divide o trapézio em 35 dois triângulos, depois calculado a área dos dois triângulos , em seguida somado às duas áreas chegando à área do trapézio. Triângulo 1 Triângulo 2 Área do trapézio = área do triângulo 1 + área do triângulo 2 A = 3 + 6 = 9 Pergunta ao estudante: Você acha que dá para transformar em um retângulo antes de calcular? RESOLUÇÃO 3 Para encontrar a área do trapézio foi multiplicada a base pela altura, chegando à área trapézio, mas foi cometido um erro no uso da fórmula, sendo utilizado a fórmula da área do retângulo e não do trapézio. A = b . a A = 4 .3 A = 12 Pergunta ao estudante: Você acha que somente este cálculo é suficiente para achar a área? Seleção, sequenciamento e conexão A solução do problema matemático através de cálculo com fórmula da área, na primeira resolução foi com a soma da base inferior com a base superior multiplicada pela altura e divida por dois, na segunda resolução foi a divisão do trapézio em dois triângulos e depois o cálculo da área, e terceira revolução eu pensei naquele aluno que não conseguiu ver que para calcular com a fórmula do retângulo primeiro ele tinha que recortar a o conto no formato de triângulo e colocar no outro lado, do jeito que foi feito, o estudante calculou o retângulo com uma área maior do que a do trapézio. A discussão matemática iniciou com cada um lembrando dos conhecimentos que precisam para resolver o problema matemático, cada um foi lembrando de um, mas como todo grupo uns sabem mais e outros menos, e sempre alguém toma a frente para colocar em um rascunho, pegaram folha de sulfite de cores diferentes para representar sua ideias, fizeram cálculos até eles chegarem em um consenso, e colocarem em uma cartolina com desenhos,e cálculos e explicação. Eu fiz algumas perguntas que estão colocadas junto com as resoluções acima. 36 O engajamento dos estudantes como uma comunidade de aprendizagem foi ótimo, todos tiveram a oportunidade de aprender uns com os outros. Na montagem dos grupos eu coloquei um que sabia muito junto com dois que sabiam um um pouco e um que não sabia quase nada, aí todos puderam assimilar o conhecimento, assim atingindo a equidade entre eles, quando eu andava pela sala e percebia que somente um estava tomando conta do trabalho, ou alguém não estava conseguindo participar eu fazia um intervenção. Reflexão final Na discussão matemática funcionou muito bem o engajamento, todos participaram, os que sabiam mais iam ensina os que sabiam menos. Um ponto de desafio para eles e para eu foi o início,porque os estudantes não sabiam por onde começar, aí eu dei uma introdução de como deveriam iniciar, daí em diante foi bom. As estratégias matemáticas estavam de acordo com o que eu havia planejado, mas houve alguns erros de interpretação, neste momento eu fui direcionado os alunos com perguntas norteadoras, a partir daí começaram a surgir novas estratégias. Exemplo 1) Os alunos dividiram o trapézio em três partes, e calcularam a área dois triângulos retângulos e um quadrado, depois somaram tudo. Exemplo 2) Os alunos dividiram o trapézio isósceles em dois trapézios retângulo e calcularam a área dos dois, depois somaram, achando assim a área do trapézio isósceles. O objetivo de aprendizagem proposto neste problema matemático, foi alcançado além da minha expectativa, ao final todos conseguiram conceituar em um mapa mental o conhecimento obtido durante a resolução do problema. A.9 ANÁLISE E REFLEXÃO SOBRE A PRÓPRIA APRENDIZAGEM Os módulos que constituem este programa de pós-graduação se interligam entre si. Em cada uma das disciplinas são tratados temas que envolvem o nosso cotidiano em sala de aula, na minha percepção neste momento do curso é que consigo ver o embasamento de toda teoria aplicada com os nossos estudantes no dia a dia. Neste momento tenho muito mais segurança e conhecimento para aplicar uma aula mais dinâmica com eles, com a certeza que atingirei um número maior de estudantes, 37 que também as minhas aulas serão mais atrativas para eles, podendo fixar uma aprendizagem significativa com as minhas turmas. No módulo de Gestão e Organização de Sala de Aula, nós estudamos como organizar o espaço físico da sala de aula, a importância das regras para nós e os alunos, a partir deste momento eu passei a ter um olhar mais positivo em relação aos estudantes. Nós professores e alunos estamos em constante aprendizado, precisamos estar sempre abertos para ensinar e também aprender com eles. O processo de ensinar deve ser afetivo e cognitivo. No módulo de Ensino e Aprendizagem Centrados no Estudante, foi um dos que eu mais gostei eu tive a oportunidade de conhecer mais a fundo o meu estudante e a família dele, que era maravilhosa, neste momento clareou muito a importância do contexto social de cada aluno, poder valorizar mais o que o meu aprendiz gosta, estar mais perto dele foi muito bom, é um dos momentos únicos e muito especial para nós professores. A leitura deste módulo fez com que eu começasse a ver que não existe uma única história a ser contada, só depende de quem conta. Pudemos diversificar nossos olhares para diferentes culturas, a realidade do meu aprendiz era bem melhor do que eu imaginava, isso fez eu olhar para mim e meu filho, por isso nós precisamos conhecer a realidades dos estudantes e sermos menos preconceituosos. Quando nós trazemos para a Matemática podemos ver claramente que há muitos caminhos a serem escolhidos pelos estudantes para chegar a uma resolução dada a um problema, a escuta ativa dos estudantes nos ajuda a aproximar mais deles. No módulo de Trabalho em Grupo em Sala de Aula Heterogêneas obtivemos uma riqueza imensurável do trabalho em grupo, onde pudemos juntar alunos de todos os níveis de aprendizado, todos tinham voz e podiam dar suas contribuições, aprendiam e ensinavam juntos, descobriram valores e conhecimento ocultos uns nos outros. Segundo Lotan e Cohen (2017), este tipo de atividade, o trabalho em grupo, desenvolve linguagem, pois todos precisam falar. Neste momento a autora nos apresenta e justifica a importância da heterogeneidade. Ela chama a nossa atenção para que possamos olhar a criança e o jovem pelo que ela(e) podem fazer e não pelo que não podem fazer. 38 No módulo Currículo, Ensino e Avaliação em Matemática I, eu mudei a minha visão da matemática engessada. Na aplicação da conversa numérica aprendi a ver que um problema tem diversas soluções, e o erro também é valorizado, não existe certo ou errado, mas o que vale é a forma que os estudantes compreendem o seu raciocínio na resolução de um problema matemático, utilizando apenas o cálculo mental, possibilitando aos alunos a pratica sua oralidade, autonomia, segundo Humpreys e Parker (2015), “Agora, se espera que sejam testadas novas ideias, com erros sendo apenas uma parte natural do processo”. No módulo Planejamento do Currículo em Ação foi feito um planejamento de uma unidade de aula, sendo aplicado uma aula desta unidade em sala de aula, mas em nosso cotidiano o formato do planejamento é bem diferente, este modelo de planejamento tornou muito mais fácil ministrar as minhas aulas. Neste módulo aprendemos a fazer o planejamento reverso,pensando em primeiro lugar no objetivo final, segundo Wiggins e McTigue (2019), “Começar com o fim em mente significa iniciar com uma compreensão clara do seu destino”, ou seja onde queremos chegar, para isto foi utilizado a metodologia como o foco principal no estudante, podendo trabalhar o desenvolvimento da sua compreensão. Aprendemos planejar aulas equitativas que garantam a todos os estudantes um aprendizado significativo, conseguindo que um maior número deles desenvolva o seu conhecimento ao máximo, que é o objetivo de todo professor. Para nós educadores esperamos que nossos alunos consigam atingir um maior potencial de desenvolvimento intelectual. No módulo Currículo, Ensino e Avaliação em Matemática II, foi desenvolvido o conhecimento sobre autoavaliação, que é um formato diferente da utilizada em sala de aula, é valorizado a produção do estudante e não somente a nota dele, o foco principal é levar o estudante a reflexão e consciência do que está sendo produzido por ele e se realmente está aprendendo. No módulo Avaliação para Equidade, eu tive a oportunidade de desenvolver uma avaliação diferenciada da que costumava usar, neste novo formato que apoia a aprendizagem dos estudantes e não um instrumento que atenda as exigências legais e culturais, segundo Russell e Airarian (2014), “ A atribuição de notas é um processo em que se julga a qualidade do desempenho de um aluno comparando-o a algum padrão de bom desempenho”. 39 Consegui entender o significado de avaliar para equidade, que não se trata de mero cumprimento de uma burocracia e sim fazer a diferença para todos os alunos no seu processo de aprendizagem. Também servindo de norte para os professores, responsáveis e estudantes. No módulo de Currículo, Ensino e Avaliação em Matemática III, foi onde nós conseguimos fazer um fechamento de tudo aquilo que aprendemos durante estes dois anos de PED. Trabalhamos muito em cima das estratégias pedagógicas para a promoção da equidade em sala de aula. Segundo Van de Walle (2009), “Uma boa tarefa baseada na resolução de problemas é descobrir o que pode ser dito sobre elas”. As avaliações podem ser exercícios no formato de atividades fechadas, porque os estudantes já têm um certo domínio do conteúdo a ser aplicado com uma única resposta certa, enquanto que o problema matemático está no formato de atividades abertas, que exige uma reflexão, um questionamento e tomadas de decisão na construção de uma resposta, sendo aplicado no trabalho em grupo. Fizemos um planejamento com embasamento em leituras indicadas pelos nossos professores. Conseguimos debater com mais convicção durante o nosso percurso, trocamos muita experiências com outros professores, colocamos em prática todo o nosso conhecimento adquirido durante o curso, e chegamos ao final com uma riqueza de conhecimento imensurável. Ao decorrer dos dois anos de curso eu troquei de escola, no primeiro ano eu estava na E.E. Edson Rontani e no segundo ano eu estava na E.E. Prof. Catharina Casale Padovani com alunos que eu ainda não conhecia bem, com isso para eles este novo formato de trabalho em grupo era novidade, porque nunca foram utilizados estes conceitos com eles anteriormente.. Durante o curso de pós-graduação fizemos muitas reflexões. Aprendemos muito ao decorrer destes dois anos de formação. Neste momento estou segura de colocar em prática as teorias estudadas durante o processo de aprendizado. A obrigatoriedade de nos termos que aplicar tudo que aprendemos durante o curso com nossos estudantes, enriqueceu muito o nosso aprendizado como cursista, nos deixou muito mais seguros para arriscarmos em nossas aulas, com os nossos estudantes. Hoje em dia as minhas aulas se tornaram muito mais atrativas, estou conseguindo 40 planejar aulas com exercícios mais abertos. Estou conseguindo fazer da escola um espaço mais democrático, que trará oportunidade de formar cidadãos mais autônomos e conscientes. A.10 ANÁLISE E REFLEXÃO SOBRE SEU DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL As habilidades desenvolvidas na trajetória dos módulos visto ao longo desta pós graduação foram como organizar o espaço físico em uma sala de aula, a importância de regras dentro da sala de aula, o quando facilita o nosso trabalho quando conhecemos os nossos alunos e em qual contexto social eles estão inseridos, qual é o formato correto de se aplicar um trabalho em grupo e dentro de uma conversa numérica abriu meu olhar que não existe o certo ou errado, mas que devemos valorizar como o aluno constrói o seu raciocino na resolução de um problema matemático, também que a matemática não é engessada e podemos sempre trabalhar com exercícios abertos porque assim conseguimos desenvolver a autonomia e a oralidade dos estudantes, aprendi o formato correto do planejamento do currículo em ação, tornando as minhas aulas mais equitativas, mudei meu foco de avalição que era bem diferente do que aprendemos, que não devemos somente avaliar com notas, a partir dai passei a valorizar mais a produção dos estudantes, que não se trata de cumprir apenas uma burocracia com exigências legais e culturais, quando chegamos ao final do curso pude desenvolver novas estratégias pedagógicas que melhorou muito o meu trabalho em sala de aula. Foi uma grande conquista eu conseguir ser selecionada para cursar o PED, após ser uma aluna pediana eu passei a ser uma outra professora, o curso mudou o meu olhar para com os alunos, a relação professor/aluno e também consegui enriquecer as minhas aulas, colocando em prática os conhecimentos adquirido durante os curso, a cada módulo concluído eu percebia que estava cada vez melhor as minhas aulas e foram se tornando cada vez mais atrativas, com a aplicação das metodologias aprendidas durante o curso, eu consegui fazer um trabalho em grupo de forma correta, também como avaliar para equidade os meus alunos, sempre pelo que eles produzem e não somente pela nota, descobri que o erro também deve ser valorizado no processo de aprendizagem, consegui desenvolver algumas estratégias pedagógicas ao decorrer do curso, hoje sei que posso planejar e ministrar uma aula 41 com mais segurança, com o embasamento nas leituras sugeridas pelos nossos professores eu consigo colocar em prática nas minhas aulas quase todo o conhecimento adquirido durante o curso. Na leitura do texto do módulo de Ensino e Aprendizagem Centrados no Estudante aprendemos que não existe uma única história a ser contada, tudo vai depender de quem e de como esta história é contada. Ao longo deste curso um dos meus maiores desafios foi o cansaço, a falta de tempo para fazer as leituras já que eu passo o dia todo trabalhando na escola, no início do curso o medo de aplicar as teorias vistas nas leituras com as minhas turmas em sala de aula, nas escolas onde eu ministrava as minhas aulas, era de que eles não gostassem dos novos métodos, mas e foi muito bem recebida e até replicada por alguns professores das escolas e com o passar dos meses eu cheguei achar que não conseguiria ir até o final do curso, pois dois terços dos alunos ficaram no meio do caminho, sei que foi muito difícil resistir, porque eu fiquei com algumas sequelas da última vez que peguei covid e algumas vezes eu passava mal em sala de aula, mas com ajuda de outros professores cursistas e também dos nossos professores eu resisti e superei mais este desafio, não foi fácil, mas aqui estou eu finalizando o curso. E minha compensação veio como o ganho de aprendizado, que foi enorme, pois este o curso tem um conteúdo muito rico, o material didático selecionadas para as nossas aulas eram ótimos, os nossos professores sempre nos deram apoio para não desistirmos e ministravam as aulas com grande dedicação e sabedoria, ajudando a nos tornar gigantes na educação. Eu aprendi muitas estratégias pedagógicas a serem aplicadas em uma sala de aula, também osmomentos de troca de experiências com outros professores foi valorosa, enriquecendo muito as aulas ministradas em nosso cotidiano, já que não temos muito tempo para estas trocas com professores de outras escolas, de outras cidades, também a diversidade que tinha em nossa sala de professores que começavam dos anos iniciais até o ensino médio, passando por professoras auxiliares, professores de EJA e CEEJA, com uma sala tão heterogênea de professores que ministram suas aulas com públicos de diferentes faixas etárias com 42 todo amor pela nossa profissão, uma experiência igual a esta somente poderia acontecer no PED. Os feedbacks dados pelos nossos professores no momento das aulas e também nos trabalhos entregues durante o curso, muitas as vezes em sala de aula dado pelos nossos colegas de turma no momento de executarmos os trabalhos em grupo ao decorrer das aulas do curso, foram muito importantes para o meu crescimento profissional, para as mudanças ocorridas em meu trabalho com os meus alunos da minha escola, nessa longa caminhada as experiências serviram para uma reflexão de que eu precisaria melhorar. No meu modo de ver quando eu entrei neste curso como uma simples professora, com os conhecimentos adquiridos e a troca de experiências com nossos colegas de profissão, enriqueceram muito o meu currículo, quando acabei o PED sai outra professora, muito melhor e com condições de dar uma mega aula de matemática, sem medo de errar, porque tudo que eu ainda tinha dúvida, eu consegui esclarecer, as vezes com as experiências de outros professores, às vezes dentro do embasamento das leituras sugeridas pelos nossos professores. Dessa forma, consegui visualizar melhor os conceitos do que significava realmente uma aprendizagem significativa, com estratégias potentes e diferenciadas para que realmente o estudante aprenda, bem como entendi o conceito do que seria uma sala de aula equitativa. SEÇÃO B – AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DOCENTE B.1 CONTEXTO DA MINHA SALA DE AULA E PERFIL DA TURMA A minha turma do 6º ano está inserida na Escola Estadual Professora Catharina Casale Padovani, que fica no bairro de Santa Terezinha na cidade de Piracicaba, composta de 38 alunos com idade entre 10 e 11 anos e a maior parte deles são de origem afro descendentes, eles conversam o tempo todo, mas não deixam de produzir um aprendizado significativo, são obedientes e bem participativos, cada um deles tem uma personalidade diferenciada e muito peculiar, a maioria deles são de classe social média baixa ou baixa, por este motivo o pai e mãe trabalham fora, eles passam o dia Comentado [1]: Dessa forma, consegui visualizar melhor os conceitos do que significava realmente uma aprendizagem significativa com estratégias potentes e diferenciadas para que realmente o estudante aprenda, bem cmo entendi o conceito do que seria uma sala de aula equitativa. 43 todo na escola que é de período integral, todo moram próximo da escola, por isso eles chegam na escola de bicicleta ou caminhando. Os seus cadernos são muito caprichados e bem coloridos, sempre copiam tudo que é ensinado para eles. Logo ao entrar em sala de aula é impossível não perceber uma energia contagiante entre eles, é uma turma bem unida que 90% deles vem da mesma escola municipal do bairro, então todos se conhecem. Nesta turma temos o aluno Miguel que tem uma necessidade muito grande de chamar a atenção fazendo bagunça, andando o tempo todo pela sala e também pela escola, ele e o primo dele do 8º ano gostam muito de cavalos. Temos também na primeira carteira da segunda fileira a Yasmin que é muito estudiosa, mas algumas vezes ela acaba atropelando o aprendizado dos outros alunos, porque ela aprende muito rápido. Temos o João que tem 14 anos e ainda está no 6º ano, porque repetiu dois anos seguido, ele tem uma personalidade forte, mas gosta que falem não para ele, mas ao mesmo tempo e muito carinhoso, eu conversei com a coordenadora para ajudar ele a passar para o 7º ano, ela sugeriu fazermos uma prova de evolução para tentar colocar ele numa turma da mesma idade dele. Lá no fundo temos o Rafael, que é muito inteligente, ganhou a medalha de ouro na olimpíada de matemática deste ano, mas que não se preocupa em estudar, porque a mãe dele trabalha na secretaria da escola, por isso ele acha que pode fazer o que quiser. Bem no meio da sala eu tenho o aluno Hian que não consegue se concentrar na aula, um dia destes eu perguntei para ele tomava café, ele me disse que tomava muito que ele gostava, eu sugeri para ele reduzir a quantidade de café que ele toma, para reduzir a hiperatividade e conseguir concentrar mais nas aulas e melhorando o seu aprendizado. 44 A professora Ana Cláudia é a responsável pela turma, ela tem muita experiência em sala de aula, está há 20 anos na rede, ela sempre procura criar um ambiente acolhedor para uma aprendizagem significativa dos alunos. Um dos momentos que a turma mais gosta, são as festas proporcionadas pela escola, a mais esperada é a festa do dia das crianças, escola contrata brinquedos, para os alunos se divertirem, este ano tivemos o touro mecânico, foi um sucesso entre os alunos. Ao decorrer do ano temos as olimpíadas de matemática e de língua portuguesa e os campeonatos interescolar com jogos. Além das disciplinas da base curricular temos as disciplinas diversificadas, que são as eletivas, os clubes, também temos os alunos acolhedores. É uma turma muito unida, estão sempre ajudando uns aos outros nas dificuldades do dia a dia, seja ela na escola na ou mesmo em suas casas, em torno de 60% da turma gostam da disciplina de matemática, mas um quinto deles são ótimos em matemática, são alunos com conhecimento prévio muito bom, assim fica muito mais fácil de ensinar os conteúdos para eles. B.2 PLANEJAMENTO DETALHADO DE UMA AULA A seguir apresentaremos o plano de aula que foi resultante da sequência de aulas sobre cálculos de perímetro e área de triângulos e quadrados.. Plano de aula - Cálculo de Perímetro e Área de Triângulos e Quadrados Escola: Escola Estadual Professora Catharina Casale Padovani Turma: 6º ano A Professor(a): Valclemiriam de Fatima Bellini Planejamento realizado em: 06/12/2024 45 Expectativa de aprendizagem do currículo ● (EF06MA24) Resolver e elaborar problemas que envolvam as grandezas comprimento, massa, tempo, temperatura, área (triângulos e retângulos), capacidade e volume (sólidos formados por blocos retangulares), sem uso de fórmulas, inseridos, sempre que possível, em contextos oriundos de situações reais e/ou relacionadas às outras áreas do conhecimento. Objetivo(s) de aprendizagem ● Observar, interpretar e aplicar o conhecimento de unidades de medida de perímetro e área de triângulo e quadrado, encontrados em situações cotidianas.. Conhecimentos prévios ● o que é a altura , o comprimento. ● cálculos de multiplicação de números inteiros e decimais ● classificação de quadriláteros ● fórmulas aplicadas em cálculos de quadrados e triângulos. Verificações de aprendizagem Evidências dos grupos em formato de filmagem da interação entre eles, produção de cartazes, relatório de aprendizado das anotações e apresentação dos trabalhos para os outros grupos, onde se dará a conexão do que foi pedido com o resultado do produto dos grupos. 46 Planejamento das aprendizagens e do ensino Esta aula faz parte de uma grande ideia, a organização da minha aula será feita em grupos com 3 a 4 pessoas, terá uma sequência de atividades envolvendo o cálculo de perímetro e área, a distribuição dos grupos será feita com múltiplos de 4, assim garantindo a aleatoriedade entre os participantes dos grupos, as normas serão impressas e entregues uma para cada grupo, a norma de colaboração será que todos devem participar da discussão e da confecção dos cartazes, todos terão direito