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Instituto Universal Brasileiro Educação de Jovens e Adultos a Distância BRASILEIRO Curso a distância de: SUPLETIVO PREPARATÓRIO ENSINO MÉDIO Série GeografiaENSINO MÉDIO SÉRIE GEOGRAFIA AULA 4 POVOAMENTO E POPULAÇÃO DO BRASIL Como a história do Brasil sempre foi estudada com vistas à própria integração do país na História da Civilização Ocidental, pois dela faz parte, não nos preocuparemos em esmiuçar os caracteres dos povos que aqui viveram antes de Colombo (era pré-colombiana). Ao falarmos em povoamento do Brasil, estaremos sempre nos referindo ao período posterior à sua descoberta (1 500). Entretanto, apenas com o objetivo de completar nossas explicações, é importante voltarmos por instantes ao ano de quando a América foi dividida entre Portugal e Espanha, pelo Tratado de Tordesilhas. Como já deve ser do conhecimento do aluno, esse tratado determinava que as terras americanas pertencentes a Portugal deveriam ser aquelas que se situassem abaixo do meridiano que passasse a 370 léguas a oeste das ilhas do Cabo Verde. Portanto, a Portugal caberiam 2 Quase toda essa extensão achava-se dentro da América do Sul. Todavia, Portugal não respeitou na íntegra esse tratado e sua colonização alastrou-se pelos domínios espanhóis, ultrapassando o meridiano de Tordesilhas. Isto ocorreu porque, entre outros motivos, as Bandeiras e Entradas que se organizavam dirigiam-se para o interior e ignoravam a existência do meridiano citado no tratado. Por outro lado, é importante ressaltar que o reino português chegou a pertencer à coroa espanhola, nos fins do século XIV e início do século XV, e isso acarretou a perda de valor do tratado, porque, evidentemente, a América toda passou para o domínio espanhol, enquanto durou a fusão dos dois reinos. (PA) BRASIL BRASIL: EXTENSÃO TERRITORIAL SEGUNDO o TRATADO DE OCEANO TORDESILHAS E A ATUAL PACÍFICO Laguna (SC) OCEANO Segundo Tordesilhas km Atual Segundo o professor Aroldo de Azevedo, o povoamento do Brasil passou por cinco fases distintas:I A tomada da terra e a conquista do litoral (séculos XVI e XVII). - - A conquista do vale do São Francisco e do Sertão do Nordeste (século XVII). III - - A conquista do planalto centro-meridional (séculos XVII e XVIII). IV A conquista da Amazônia (séculos XVII e XVIII). V A colonização moderna e o "pioneirismo" (XIX e XX). I A CONQUISTA DO LITORAL Os primeiros movimentos no sentido de se povoar o Brasil ocorreram no século XVI, particularmente na orla marí- tima, quando Portugal enviou para o Brasil as primeiras expedições exploratórias. Essas expedições foram importantes, porque se constituíram no primeiro passo para a tomada da terra descoberta. Entretanto, não trouxeram grandes con- tribuições para o povoamento, uma vez que resultaram apenas no estabelecimento de algumas feitorias. o nome geográfico do Brasil é produto desse período; nesse século, deu-se em nosso país o ciclo do pau-brasil, em que se sobressairam inúmeras feitorias, notadamente e as que se localizavam no litoral pernambucano. Esse estabelecimento dos primeiros colonizadores na faixa costeira é perfeitamente explicável pelos seguintes fatores: a) Início das atividades econômicas da no litoral e propagação dos engenhos de açúcar. b) Temor em relação aos indígenas que habitavam o interior (Jês ou Tapuias). c) A presença de uma enorme escarpa no Planalto Brasileiro, que se constituía em verdadeira barreira à penetração do homem no interior, e também a Mata Atlântica, que cobria essas escarpas e gerava mais dificuldades ainda. d) Escassez de meios de comunicação entre colônia e metrópole, uma vez no interior cerrado. e) Facilidade de comunicação com a metrópole, pelo litoral. De Portugal, chegavam os produtos de que os colonizadores mais necessitavam e que, no Brasil, ainda inexistiam, como mantimentos e roupas. A partir de 1532, com a criação das capitanias hereditárias e do governo geral, a ocupação do litoral ganhou novo impul- so, pois intensificou-se a vinda de colonos para nosso país; foi iniciada a catequese dos índios que habitavam o litoral e cerca- nias. Deu-se então o aparecimento dos primeiros centros urbanos, bem como a introdução do negro como escravo e a prolifera- ção dos engenhos de açúcar, que deram grande destaque à Bahia e a Pernambuco, onde se desenvolveram. A primeira expedição colonizadora foi a de Martim Afonso (1532) e os colonos que dela fizeram parte instalaram- se em São Vicente (litoral do Estado de São Paulo). No século XVI, deu-se o estabelecimento das primeiras grandes cidades litorâneas, como São Vicente, Rio de Janeiro, Olinda, Salvador, etc. A cidade de São Paulo também se desenvolveu paralelamente às demais citadas, mas no planalto. Na zona da Mata Nordestina, todo o povoamento girou em torno da economia da que encontrou condições plenamente favoráveis ao seu cultivo, como a natureza do solo, a abundância de rios, o clima, etc. A princípio, a ocupação deu-se às margens dos rios Beberibe e Capiberibe, onde se intensificava o cultivo da Esses locais, entretanto, foram apenas o ponto de partida para a expansão do povoa- mento, pois, à medida que ganhavam maior extensão as plantações de cana-de-acúcar, levavam consigo a popu- lação que nelas trabalhava, tendo se estendido ao longo de todo o litoral. Os colonizadores dessa área foram os portugueses, africanos (na qualidade de escravos) e os indígenas (em pequena proporção). No Recôncavo Baiano, o povoamento assemelhou-se a uma continuação do que se processava na Zona da Mata Nordestina e, quando da instalação do governo geral em Salvador, ganhou novo Também a foi produto cultivado, ao norte do Ao sul, era a plantação de fumo a mais importante. Como em todas as outras áreas, o povoamento foi feito através do português, do negro e do sempre em menor escala). II A CONQUISTA DO VALE DO SÃO FRANCISCO E DO SERTÃO DO NORDESTE Simultaneamente à ocupação do litoral oriental do Nordeste e do Recôncavo Baiano, dava-se a ocupação do vale médio do São Francisco e do Sertão Nordestino, com a implantação nessas zonas da pecuária extensiva. Portanto, foi um povoamento tipicamente pastoril. Os maiores centros de criação de gado foram Pernambuco, Recôncavo Baiano e o litoral sergipano. No século XVII, houve duas fontes propulsoras de povoamento: uma delas, partindo de Pernambuco, atingiu o sertão cearense; a outra, oriunda do Recôncavo Baiano e do interior sergipano, subiu o Rio São Francisco e atingiu seu vale médio, aí fundando os "currais" (fazenda de gado). Entretanto, não pararam aí: alcançaram a bacia de Parnaíba e estabeleceram-se no Piauí e no Maranhão.Vários fatores contribuíram para a formação desse povoamento pastoril, tais como o próprio relevo, que era por natureza, pródigo em chapadas e planaltos erodidos, onde o gado podia movimentar-se livremente; rios de fácil trans- posição pelo próprio gado, bem como a facilidade de ligação entre as bacias; a vegetação aberta das caatingas, propí- cia à criação bovina; a ampla liberdade de movimentos oferecida aos rebanhos, facilitada sobremaneira pela falta de separação de terras, uma vez que não era possível, naquele tempo, adquirir-se arame para tal fim; o emprego do ele- mento indígena na mão-de-obra pecuária, tendo o mesmo se adaptado perfeitamente a esse tipo de trabalho, devido à sua natureza, que era essencialmente livre e movimentada. Por outro lado, as da expansão pastoril também foram numerosas: o aparecimento de uma pai- sagem notadamente pastoril; a emancipação econômica da área em que se desenvolveu a pecuária; o aparecimento de um tipo étnico, o sertanejo, resultante do cruzamento do índio com o português. Quanto ao desenvolvimento das cidades, nada de importante há a ressalvar; praticamente inexistiu. OCEANO ATLÂNICO São Fortaleza ECONOMIA COLONIAL Natal DO NORDESTE NO Recife SÉCULO XVII Alagoa do Sul Salvador Porto Seguro Area de concorrência do pau-brasil 615 km Pecuária Limites atuais III A CONQUISTA DO PLANALTO CENTRO-MERIDIONAL No planalto centro-meridional, a ocupação efetivou-se graças à penetração dos bandeirantes e entradistas, que objetivaram aprisionar índios e escravizá-los, pois esses indivíduos (bandeirantes e entradistas) procediam do sul do Brasil, região bastante pobre onde a vida era muito difícil. Como não dispunham de meios para comprar escravos pren- diam índios e obrigavam-nos a trabalhar para eles. A escravização do índio foi a primeira medida tomada pelos bandeirantes, que, após isso, se lançaram à explo- ração de nova fonte de riquezas: a mineração do ouro e das pedras preciosas, no planalto de Minas Gerais. Essa região foi por eles alcançada através da planície do Paraíba, após terem sido ultrapassadas as escarpas da Mantiqueira. Onde passavam, deixavam o germe do povoamento. Várias cidades atuais são originárias desse período, como Ouro Preto e São João Del Rei. o sertão mineiro foi ponto de partida para os planaltos goianos e, após atingi-los, atravessando o Rio Paranaíba, chegaram a Cuiabá, atingindo depois a própria região amazônica. Entretanto, não teriam surtido grandes resultados os planos dos bandeirantes, de penetrarem no interior brasileiro, se não tivessem contado com a ajuda do meio físico. De fato, o relevo não lhes trouxe problemas, pois era formado de planaltos e chapadões em direção ao interior, o que facilitava a sua incursão. Por outro lado, havia os rios de fácil navegação, como o Tietê e o Grande. Ressalta-se, ainda, a presença de formações vegetais bastante acessíveis, como os pinhais e os cerrados. Como vemos, não apenas o espírito de aventura e o fator econômico impulsionaram os bandeirantes; o meio geográfico teve papel influente nesses movimentos. Vale salientar, ainda, que os bandeirantes não foram os verdadeiros colonizadores, posto que deixavam a região conquistada algum tempo depois de nela terem permanecido, sempre em busca de novas fontes de riquezas. Da colonização propriamente dita participaram os portugueses, os paulistas e os nordestinos, que, em virtude da decadência do cultivo da cana-de-acúcar, dirigiram-se para o planalto centro-meridional, para trabalharem na mineração, que naquele momento lhes oferecia maiores vantagens. Ademais, os nordestinos mais pobres viam na mineração uma atividade bastante acessível, visto que não lhes exigia grande quantidade de equipa- mentos, para a sua exploração.EXPANSÃO BANDEIRANTE (SÉCULOS XVII E XVIII) Capitania de ou Joanes OCEANO PACÍFICO 1616 1615 Fortaleza 1599 Olinda (Aracaju) Bandeiras de apresamento de Defensivo e ofensi- (1591-1650). A caça ao inicialmente com o abjetivo de garantir esten- der a posse da terra na região do acabou por se uma alternativa econômica para a população de São Paulo do Os bandeirantes iam cada vez mais longe, na busca de para escravizar. A atividade foi ainda estimulada no período em que os holandeses ocuparam portos africanos que- braram a regularidade do abastecimento de escravos negros. Bandeiras de pesquisa mineral. Ganham incentivo após a Restauração (1640) e a expulsão dos holandeses do Brasil e África. Declina interesse em usar o indigena como mão-de-obra alternativa e a corpa intensifica os às descobertas cobre, aproximadamente, o período entre 1650 e 1725. de Janeiro de contrato. Bandeirantes contratados pelo governo-geral para combater tribos indigenas reunidas na Confederação dos Cariris (Guerra con- tra os 1668-91) e os negros que reunidos no Quilombo dos Palmares Francisco do Sul apresentaram uma grande resistência às expedições de Desterro (1637-1678) Laguna (1684) (Porto Expedições (monções). Expedições povoadoras e comerciais, cujo Vacaria OCEANO (1719) ciclo tem inicio com a expedição de Pascoal Moreira Cabral que descobriu dos ouro de Coxipó no Mato Grosso. Essas expedições as ban- Urugual de Pedro deiras, e nelas predominaram os habitantes de e 0 Foco de expansão Nos fins do século XVIII, o Brasil já deixava transparecer as marcas das conquistas bandeirantes, como a trans- ferência do núcleo econômico do litoral nordestino para a região onde se processava a mineração, a formação de um grande centro urbano afastado do litoral, ou seja, o Estado de Minas Gerais, que foi de uma importân- cia sem par dentro da época, tornando-se centro artístico (literatura e arquitetura) do país, tendo sido também o berço dos primeiros movimentos a favor da independência; houve a verdadeira posse da região a oeste do meridiano de Tordesilhas, a partir do Planalto Meridional até o Planalto Central. Acrescenta-se a todas essas o deslo- camento da capital do Brasil, de Salvador para o Rio de Janeiro, no ano de 1763. IV A CONQUISTA DA AMAZÔNIA A região amazônica, na época do descobrimento do Brasil, pertencia juridicamente à coroa espanhola, de acordo com o Tratado de Tordesilhas, visto que se concentrava quase toda a oeste do meridiano. Por essa razão, no século XVIII, ela ainda era desconhecida dos portugueses, que somente a atingiram por ocasião da expulsão dos franceses do Maranhão (1612). A fundação da cidade de Belém, em 1612, foi o grande passo para a conquista apare- ceram os primeiros núcleos religiosos, que se ocupavam em catequizar os indígenas e explorar as florestas, coletando as chamadas."drogas do sertão". Negro Rio "DROGAS DO SERTÃO" São os vários produtos vegetais extraídos na Amazônia (cas- tanha-do-pará,cacau, canela, etc.) OCEANO PACÍFICO OCEANO Drogas do sertão 0 800 km Limites atuaisOutros elementos que se enquadram entre os primeiros colonizadores da Amazônia foram os militares, que for- mavam tropas e fundavam fortes. Aliás, quando da expulsão dos do Brasil, a classe militar elevou-se bastante e dessa época datam algumas cidades que foram fundadas em pontos fortificados. Manaus foi fundada por um militar e é um exemplo típico do que acabamos de expor. Entretanto, a verdadeira conquista da Amazônia deu-se com a ascensão da borracha no mercado mundial. Na exploração da borracha foram empregados os nordestinos, que se deslocavam principalmente do Ceará, para a extração do látex nas seringueiras encontradas somente na floresta A migração dos nordestinos para essa região foi bastante intensa, mas, a partir de 1870, entrou em processo de decadência, devido principalmente às condições de trabalho oferecidas aos seringueiros e também pela decadência econômica da borracha. o período de ocupação da Amazônia foi rico em benéficas para o país, como as que se seguem: a) Povoamento da Amazônia e sua conquista definitiva. b) Conquista do Estado do Acre, que anteriormente fora possessão boliviana. c) Desenvolvimento das cidades de Manaus e Belém. d) Expansão da navegação através do Rio Amazonas até o porto de Manaus. V A COLONIZAÇÃO MODERNA E o "PIONEIRISMO" o povoamento do Brasil nos séculos XIX e XX caracteriza-se pela imigração, tendo ocorrido o estabelecimento de estrangeiros nas zonas rurais do país. Simultaneamente, verificavam-se movimentos migratórios internos. Os primeiros colonizadores estrangeiros que para cá vieram foram os açorianos, tendo isso ocorrido em 720, aproxi- madamente. Seguiram-se os em 1 818, vindos do Cantão de Friburgo; estabeleceram-se no Rio de Janeiro, fundando a cidade de Nova Friburgo. Os alemães começaram a emigrar para o Brasil em 824, fixando-se no Rio Grande do Sul, em São Paulo, no planalto fluminense, no nordeste de Santa Catarina e no Espírito Santo. No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina (vales do e do Cachoeira), onde se concentrava essa colonização, surgiu nova paisagem. A agricultura era pratica- da nos moldes europeus de pequena propriedade e, durante muito tempo, foi a atividade primordial dos alemães. Mais tarde, apareceram também as pequenas indústrias de laticínios, tecidos, etc. Os italianos passaram a integrar nossa população a partir de 1871, fixando-se em São Paulo, norte do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul (nesses dois estados, em menor escala). No referido ano, consti- tuíram a mais importante e ativa corrente imigratória do país e foram trabalhar nas fazendas de café, substituindo a mão-de-obra escrava. Após os italianos, vieram os eslavos (poloneses e ucranianos, principalmente), que se dirigiram para o sul do país. Já no século XX, os japoneses passaram a constituir os mais importantes imigrantes, tendo-se estabelecido em diversos pontos do Estado de São Paulo, onde foram os responsáveis pela abertura de novas zonas agrícolas (Nordeste, Alta Sorocabana, Norte do Paraná, etc.). BRASIL: IMIGRANTES MAIS NUMEROSOS (% do total) ENTRADA DE IMIGRANTES NO BRASIL (1808-1975) Outros 17,3 Milhares Portugueses 31,7 220 Japoneses 3,6 200 180 160 Alemães 4,6 140 120 100 80 Espanhóis 12,5 60 40 20 Italianos 30,3 0 08 1850 8485 90 95 1900 05 10 15 20 25 30 40 45 50 55 60 70 73 75 1935 Enquanto se desenvolvia a colonização estrangeira, ocorriam movimentos de migração interna, que estudaremos com detalhes mais adiante. Conforme veremos, as correntes nacionais de maior intensidade foram as procedentes do Nordeste semi-árido em direção à Amazônia, quando esta desfrutava dos excelentes resultados da produção da bor- racha, que então se achava em seu apogeu. Muitos elementos nordestinos também se dirigiram para São Paulo, Goiás e Mato Grosso, onde a garimpagem de diamantes e a lavoura também ofereciam melhores condições de sobrevivência Quanto ao "pioneirismo", consistiu na ocupação das zonas mais abandonadas do oeste paulista e do norte do Paraná, principalmente. Nessas áreas, onde imperava a mata virgem, abriram-se estradas, derrubaram-se as matas e verdadeiras cidades de rápido crescimento demográfico, comercial e cultural. As cidades pioneiras sãonotáveis por seu em tempo recorde. Muitas delas em menos de cinqüenta anos, já são autênticas amadurecidas, Londrina é um exemplo marcante desse tipo de cidade. A partir da década de 40 o "pioneirismo" consistiu no movimento de ocupação da Região Centro-Oeste. Esta mar- cha para o oeste deveu-se à fatores como: disponibilidade de terras, a construção da estrada de ferro Noroeste do Brasil os projetos de colonização, a construção de Brasília e a abertura de várias rodovias (Belém-Brasília, Brasília-Acre, etc.). IMIGRAÇÃO E EMIGRAÇÃO MOVIMENTOS POPULACIONAIS NO BRASIL MIGRAÇÃO, de modo geral, é o deslocamento de grupos humanos, que deixam suas terras natais em demanda de outras, com o intuito de empreender nova vida. Engloba a emigração e a imigração. Emigração é a mudança vo- luntária de um país para outro; é o ato de deixar um país, para ir estabelecer-se em outro. Imigração, por outro lado, é o ato de entrar num país estranho, para nele viver. Aquele que deixa um país, para ir estabelecer-se em outro, é emigrante, para o país de origem; e imigrante, para o país ao qual se dirige, no qual entra, a fim de nele permanecer definitivamente. No Brasil, o primeiro movimento imigratório foi o dos escravos africanos; portanto, foi uma imigração forçada. Até os fins do século XVI, somente os portugueses entravam no Brasil, mas, logo após, verificaram-se incursões de holandeses e franceses, embora ilegalmente. Portanto, os primeiros reais imigrantes do Brasil foram os açorianos, em 1744, num empreendimento do então rei de Portugal D. João V. Esses imigrantes foram, os responsáveis pela fundação de várias cidades do sul, como, por exemplo, Porto Alegre, bem como no norte, mais precisamente no Maranhão. Em 1819, mais de dois mil suíços esta- beleceram-se no Rio de Janeiro e fundaram Nova Friburgo, mas aí não permaneceram por muito tempo; a falta de uma orientação superior levou-os a se dispersarem por todo o Rio de Janeiro, no exercício das mais variadas atividades. Em 1845, o Rio de Janeiro recebeu um grupo de alemães, que se constituiu então nos primeiros representantes de uma grande leva de imigrantes de várias procedências, que mais tarde para cá viriam. Esses primeiros alemães foram os fundadores de Petrópolis e sua estadia no território brasileiro surtiu excelentes resultados. A imigração, que até essa época não tivera grandes impulsos, começou a processar-se mais intensamente. Esses movimentos podem ser divididos em quatro períodos distintos: Primeiro período (1850-71) Teve destaque a imigração de alemães, que penetraram no Brasil em número de 214327. Segundo período (1872-86) Predominaram os imigrantes italianos e eslavos (poloneses e ucranianos), que chegaram ao nosso país em gru- pos de 000, aproximadamente, por ano. Terceiro período (1887-1914) Nesse período, foram os italianos que entraram em maior número em nosso país, ao lado de imigrantes de várias outras nacionalidades (eslavos, japoneses, iberos e sírio-libaneses). Esse período marcou o apogeu do movimento imi- gratório no Brasil, que chegou a abrigar 100 000 imigrantes por ano. Quarto período Nesse período, houve grande afluência de japoneses ao Brasil, que chegaram a somar 1196349, juntamente com imigrantes de outros países, em menor escala. Nas últimas décadas, a imigração para o Brasil foi insignificante. Isso se explica pelas condições sócio-econômi- cas do nosso país, com grande índice de desemprego e baixos salários, deixando de ser atraente para os imigrantes, que preferem tentar a sorte nos países desenvolvidos. Essas mesmas condições têm provocado uma situação inversa, emigração de brasileiros, que no passado nunca foi significativa mas, de 1985 até hoje, verificou-se um número que corresponde a 2% da população brasileira. Isso tem acarretado a chamada "fuga de cérebros", pois estão saindo de nosso país pessoas que geral- mente apresentam boa formação intelectual, consideradas mão-de-obra qualificada, em busca de melhores pers- pectivas econômicas. As Migrações Internas no Brasil Não só movimentos de imigração estrangeira ocorreram em nosso país. Enquanto eles se desenvolviam, aconte- ciam também as migrações internas. Primeiro foram os nordestinos, que saíram de sua região, em virtude da decadên- cia da economia canavieira. Eles se dirigiram para o centro-sudeste do país, onde se desenvolvia a aurífera. Não apenas os nordestinos se deslocaram para essa região; os paulistas também o fizeram. Todavia, o desenvolvimen- to da cultura cafeeira, no século XX, atraiu novas migrações, desta vez para o sudeste, onde a mão-de-obra abundante se fazia necessária, nas fazendas de café. Para São Paulo vieram nordestinos, e mineiros, cujos estados não desfrutavam, na ocasião, de boas condições econômicas.Seguiu-se a época áurea da borracha, na Amazônia. A exploração do látex provocou intensa migração dos nordestinos para a região, que era escassamente povoada. Contudo, esse movimento não se estendeu além de 1910, pois nessa época a cultura da borracha já entrava em decadência. Era a época do cacau, que se insinuava. De fato, isso ocorreu no início do século XX, na Bahia, para onde se dirigiram novas levas de nordestinos. A cultura do algodão, no Estado de São Paulo, também atraiu os sertanejos mineiros e Existe ainda outra forma de migração que deve ser abordada: o êxodo rural, que consiste na migração da popu- lação do campo em direção às cidades. Na maioria das vezes, esse tipo de migração ocorre em face do grande desen- volvimento industrial de algumas cidades, contrastando com as péssimas condições de trabalho no campo e epidemias de fome que aí se verificam. As áreas subdesenvolvidas, como o Nordeste, por exemplo, são sempre afetadas pela fuga de grande parte de seus habitantes, em busca de meios de sobrevivência. São Paulo é uma zona de grande atração para esses elementos, mas não é correto pensar-se que seja o único ponto para onde se dirigem os nordestinos, pois estes, em sua maioria, não dispõem de meios para custear a viagem, estabelecimento na nova cidade, etc. Portanto, grande parte dos nordestinos aglomera-se nas regiões mais próximas às suas próprias cidades. êxodo rural traz funestas para qualquer país. No Brasil, acarreta os seguintes problemas: a) Queda na produção agrária, em virtude do abandono do campo e falta de maquinaria especializada para a agricultura. b) Surge o problema do desemprego, pois nem todos aqueles que deixam o campo são qualificados para o trabalho nas grandes indústrias. c) Crescimento da população urbana superior ao crescimento industrial. d) A mão-de-obra abundante nos grandes centros industriais, acarretando baixa no nível salarial, uma vez que a oferta de mão-de-obra é muito maior que a procura. Portanto, surge o desemprego e com ele pro- blemas de habitação, alimentação, etc, e a mendicância começa a propagar-se. RURAL A transumância, embora raramente, também ocorre em certas regiões do Brasil, em particular no Sertão Nordestino. No período da seca, os pequenos proprietários deixam suas terras (que cultivaram na época das chuvas) e vão para outras regiões, a fim de trabalhar como assalariados. Ao retornarem as chuvas, eles voltam a cultivar suas próprias terras, procedendo desse modo continuadamente. A DIVERSIDADE ÉTNICA DO BRASIL A população brasileira é constituída por variados tipos humanos, representantes de três etnias distintas: a branca, a indígena e a negra. Tudo nos leva a crer, entretanto, que a raça branca predominará no Brasil, uma vez que não temos recebido imi- grantes negros, desde o século XIX. Ademais, os imigrantes que temos acolhido procedem geralmente da Europa e da Portanto, a tendência natural, mesmo havendo intensa mestiçagem, é a predominância do elemento branco. I Os Brancos elemento branco constitui 55% de nossa população e, em sua maior parte, descende de portugueses, italianos e espanhóis, em suma, dos e também dos germanos e holandeses). Portanto, o elemento da raça branca que em maior número se transportou para o Brasil foi o europeu; e, deste, destaca- se o português. Acostumados a um clima semelhante ao nosso, os portugueses se adaptaram facilmente ao nosso meio e fun- daram o primeiro núcleo de povoação branca do país, da qual descendem muitos dos brasileiros atuais. Os portugueses que vieram para cá, após o descobrimento, fixaram-se na orla marítima e, aos poucos, foram se entranhando para o interior, à procura de riquezas e de índios para os trabalhos da terra.A eles devemos a língua, a religião, as tradições morais da maioria da população, os principais elementos de nossa arte colonial e as bases de nossas instituições. Outro elemento importante da população brasileira é representado pelos italianos, que imigraram para o Brasil, em maior número, nos fins do século XIX e princípios do século XX. A maior concentração de italianos se deu nos Estados do Sul, onde se adaptaram facilmente ao meio, dadas as condições da região e semelhança de clima com o da península, de onde vieram. Ao lado deste, aparece outro elemento, o espanhol, que para cá veio em famílias constituídas nos tempos do Brasil-colônia, através de países platinos. o maior número de aqui chegou a partir do século passa- do, com a imigração, havendo, da parte deles, fácil adaptação à nova terra, em virtude da semelhança de língua, religião e mentalidade. Nos fins do século XIX e princípios do século XX, grande número de alemães imigrou para o Brasil, fixando-se de preferência, nos Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul e arredores do Rio de Janeiro. Para o Brasil também vieram e holandeses, mas em menor número. A influência dos costumes desses povos é notória no sul do país, refletindo-se principalmente nos tipos de habitações existentes, na alimentação, etc. Devem ser mencionados também os imigrantes sírios-libaneses, turcos, etc., procedentes do Oriente Próximo, que também exercem sua influência em vários pontos do Brasil, no comércio e na alimentação. Entre outros grupos étni- figuram os japoneses, que começaram a vir para Brasil em 1908. Sua influência é maior no Sudeste do país. II - Os Indígenas Atualmente a população indígena é bastante reduzida, calculando-se habitantes (menos de 0,2% da população total do país). No entanto, a Funai (Fundação Nacional do Índio) mantém-se em contato com ape- nas desses índios, que se concentram particularmente na Amazônia e no norte da região centro-oeste. Durante a colonização portuguesa, foram reconhecidas duas categorias indígenas: os tupis, que habitavam o litoral e as margens dos rios, e os tapuias, que viviam no interior e em algumas praias do Nordeste. Mais tarde, após inúmeros estudos, chegou-se à seguinte classificação que aliás é a mais ado- tada (na figura apresentamos também os cariris e outros grupos menores). a) tupi-guarani, que habitava, antes, o litoral e hoje aparece ao sul da Amazônia e a oeste do Paraná; b) jê ou tapuia, que se concentra no Planalto Central; c) nuaruaque, que aparece no centro de Mato Grosso e em larga porção da Amazônia centro-ocidental. d) caraíba, confinado ao norte da Amazônia. LOCALIZAÇÃO DOS GRANDES GRUPOS Equador Tucanos Bororós Tupis-guaranis Nuaruaques Jês Trópico de Capricórnio Cariris Caraíbas Carajás Grupos menores A contribuição indígena se reflete na formação de novos tipos étnicos, os mamelucos e cafuzos, através de cruza- mentos com portugueses e índios e negros, respectivamente. É importante ressaltar também sua influência cultural em nosso vocabulário, em alguns costumes e na alimentação.III - Os Negros Os negros foram introduzidos no Brasil na época colonial, por força de fatores econômicos, tais como o incremen- to das culturas açucareira e cafeeira, bem como da mineração, que exigiam intensa mão-de-obra. No início do governo-geral, levas e levas de escravos negros chegaram à Bahia, Pernambuco e depois ao Rio de Janeiro. Na capitania de São Vicente e no extremo norte, que eram as regiões mais pobres, rareavam os escravos, devi- do ao elevado preço. A partir do século XVII, o tráfico de escravos intensificou-se, principalmente após o descobrimento das jazidas de ouro em Minas e, mais tarde, com o surto do café, em São Paulo. Os negros procediam de diversas regiões da África, e os trazidos para o Brasil pertenciam a dois grupos: sudaneses e bantos. Os originários do Sudão, eram geralmente de estatura elevada, possuíam grande força muscular, sendo aproveitados nos trabalhos braçais, na lavoura, etc. Deste grupo destacam-se os fortes e valentes. Os congos, também pertencentes a esse grupo, eram empregados nos serviços caseiros. Os sudaneses foram encaminhados, em regra geral, para a Bahia. Trópico de Câncer Sudaneses Bantos ÁFRICA Costa dos escravos PROCEDÊNCIA DOS Equador NEGROS Recife BRASILEIROS BRASIL Angola Salvador Trópico de Rio de Janeiro Os bantos, originários de Angola, eram encaminhados de preferência para o Nordeste e para os mercados do Rio de Janeiro. Em 1850, o comércio internacional de escravos foi proibido, mas continuava a ser feito clandestinamente. Com a abolição da escravatura, em 1888, o trâfico de africanos foi, afinal, paralisado Calcula-se que entraram no Brasil cerca de 12000000 de negros, dos quais muitos permaneceram puros, através de seus descendentes; outros se cruzaram com os brancos e os índios, resultando os mestiços. o número de negros no Brasil tende a reduzir-se cada vez mais, devido ao cruzamento com o branco. elemento negro no Brasil acha-se concentrado mais fortemente no Baiano, no sul de Minas, em odo o Estado do Rio de Janeiro, zona da Mata Nordestina e zona da Mata Mineira. Calcula-se que formam 5,89% da população brasileira, tendendo a diminuir essa porcentagem devido à nestiçagem, que vem se processando intensamente. - A Mestiçagem grupo dos mestiços ocupa lugar de destaque entre a população brasileira, pois chega a constituir 38,45% da Os principais tipos são os mulatos, caboclos (ou mamelucos) e cafuzos. a) Os mulatos são resultantes do cruzamento de brancos e negros. Em torno de sua característica própria gira erta dificuldade, pois a con da pele pode variar bastante, havendo casos em que a presença do sangue negro só é lemonstrada pela forma do nariz, qualidade do cabelo ou espessura dos lábios. Os mulatos são encontrados principal- nas regiões leste e nordeste, onde o negro também se concentra em grande quantidade. Os mulatos compreen- aproximadamente, 18% da população brasileira. b) Os caboclos, denominados mamelucos pelos primeiros colonizadores, resultam do cruzamento de brancoscom índios. Eram muito comuns nos primeiros tempos, sendo mais raros atualmente. Constituem 14% da população. Apresentam características físicas indígenas. São sóbrios, fatalistas e vivem mal alimentados. Constituem a popu- lação que habita o interior do país. Aparecem na Amazônia, no Sertão do Nordeste, na região do São Francisco e nos chapadões centrais. o caboclo da Amazônia pende mais para o tipo índio; dedica-se à pesca no baixo Amazonas ou é vaqueiro nos campos do Rio Branco. o vaqueiro do Nordeste é um tipo todo especial com suas roupas de couro, ar melancólico e resistência à caatin- ga. Pode transformar-se no "jagunço" ou "cangaceiro" da região. o caboclo da região do São Francisco ou se dedica ao pastoreio ou exerce suas atividades no rio, como condutor de vapores, remeiro ou barranqueiro. o caboclo que habita os sertões do centro torna-se boiadeiro ou garimpeiro, explorando os cascalhos dos rios. Há, ainda, o caipira ou capiau mineiro paulista, que trabalha nas fazendas e é remanescente dos bandeirantes. o gaúcho do sul deve ser considerado à parte, pois não é mais um tipo étnico bem definido. Inicialmente, como seus vizinhos dos pampas da Argentina, era mestiço de branco e índio. Dedica-se o gaúcho à criação de gado, sobretudo no Rio Grande do Sul. Usa vestimentas características: bom- bachas, lenço vermelho e o "poncho", e tem como bebida principal o chimarrão. Passa a vida montado a cavalo, errando pelas campinas; é alegre, forte pela resistência; mas esbelto de corpo. c) Os cafuzos resultam da fusão de negros com índios. São os mais raros dos mestiços. Sua cor é especial (em geral azeitonada); os cabelos variam, podendo ser lisos, mas o comum é serem encarapinhados e abundantes. Não possuem área definida de localização. Estes mestiços recebem outros nomes, como "caborés" no centro- oeste, "taiocas", ao norte, "curibocas". Correspondem eles aos zambos dos países hispano-americano. PERFIL DEMOGRÁFICO BRASILEIRO o Brasil se encontra entre os países mais populosos do mundo. Com uma população absoluta de habitantes (1995). Isso faz da população brasileira a quinta maior do mundo e a segunda do continente americano. População absoluta Densidade Demográfica País (em milhões de habitantes) China 1200 126 Índia 910 284 Estados Unidos 258 27,7 Indonésia 190 100 Brasil 155 18,2 Rússia 149 8,7 No que diz respeito à densidade demográfica, se levarmos em conta a extensa área ocupada pelo território brasileiro, veremos que ele é escassamente povoado, obedecendo a um índice de crescimento de aproximadamente 1,9% ao ano, taxa que caracteriza os países de transição demográfica. Desta forma, podemos afirmar que o Brasil é um país populoso e pouco povoado. Observe o quadro a seguir: termo populoso refere-se ao total de habitantes de um lugar, isto é, à sua população absoluta. Evidentemente que o Brasil é um país populoso, pois apresenta a posição mundial em população absoluta como demonstra o quadro acima. termo povoado refere-se à população relativa de um lugar, isto é, à densidade demográfica, que pode ser assim calculada: densidade demográfica População absoluta Extensão territorial Brasil é pouco povoado porque embora apresente grande população absoluta, possui uma vasta exten- são territorial, resultando em baixa densidade demográfica. densidade demográfica = hab = 18,2 (Brasil) 8511996o CRESCIMENTO DA POPULAÇÃO BRASILEIRA Até o ano de 1872, data do primeiro recenseamento populacional realizado no Brasil, existem apenas estimativas precárias sobre o total de população no país. Porém, desta data até quando foi realizado o décimo censo demográfico oficial, a população brasileira passou de quase 10 milhões para pouco menos de 150 milhões de habi- tantes, um aumento de quinze vezes em menos de 120 anos. Milhões de habitantes 170 160 150 140 130 120 110 BRASIL: CRESCIMENTO 100 90 POPULACIONAL 80 (1872-1995) 70 60 50 40 30 20 10 0 1872 90 1900 10 20 30 40 50 60 70 80 91 95 Fontes: Anuários Estatísticos do du Monde, 1995. Esse crescimento populacional brasileiro apresenta três fases distintas: a) Primeira fase de 1872 a1 940. o ritmo relativamente lento do crescimento populacional brasileiro é explicado pela combinação das ele- vadas taxas de natalidade e taxas de mortalidade, principalmente a infantil, devido às precárias condições de higiene, alimentação e assistência médico-hospitalar existentes. b) Segunda fase de 1941 a 1970. No período pós-Segunda Guerra Mundial, o crescimento populacional brasileiro sofreu grande aceleração, conhecida por "explosão demográfica", resultante da combinação entre a redução muito lenta da natalidade e queda acentuada da mortalidade. A partir da década de 40, há uma modificação na estrutura econômica do Brasil, que deixa de ser um país unicamente agrário-exportador iniciando a fase urbano-industrial. Essa nova fase provocou a rápida e acentuada queda das taxas de mortalidade, em função do êxodo rural, que resultou no processo de urbanização acompanhado do progresso mundial da medicina, da melhoria das condições médico-hospitalares e igiênico-sanitárias, do combate às doenças de massa, etc. Entretanto, as taxas de natalidade não caem no mesmo ritmo das taxas de mortalidade e, como conse- o crescimento natural ou vegetativo da população brasileira elevou-se significativamente, atingindo o índice de 2,9% (1950-1960). o crescimento da população brasileira neste período foi largamente estimulado pelo Estado, devido ao avanço da industrialização que requeria mão-de-obra numerosa e barata, garantida pelas elevadas taxas de hatalidade do país.% 2,8% 2,5 1,8% 1,6% BRASIL: EVOLUÇÃO DA TAXA MÉDIA DE CRESCIMENTO ANUAL 1,5 DA POPULAÇÃO 1,0 0,0 1930-40 1940-50 1950-60 1960-70 1970-80 1980-90 c) Terceira fase de 1971 até os dias atuais. A partir da década de 70, com a crise do petróleo (1 973) e o fim do "Milagre econômico" brasileiro, provo- cando o aumento do desemprego, o Brasil passa a adotar uma política anti-natalista. o governo incentiva e apoia programas de controle de natalidade executados por entidades como, por exemplo, a Bemfam (Sociedade Brasileira de Bem-Estar da Família) que atua através da distribuição de pílulas anticoncep- cionais e da esterilização feminina. reflexo desta política antinatalista é a desaceleração do crescimento natural ou vegetativo em função de uma diminuição acentuada nas taxas de natalidade no Brasil a partir da década de 70. Soma-se à esta política, o processo de urbanização da população, a expansão dos meios de comunicação, o alto custo de criação dos filhos nos centros urbanos e a maior participação da mulher no mercado de trabalho. BRASIL: TAXAS DE NATALIDADE E MORTALIDADE (1872-1995) Período Natalidade Mortalidade Taxa de % o) ( % o) crescimento 1872-1890 46,5 30,2 16,3 1,6 1891-1900 46,0 27,8 18,2 1,8 1901-1920 45,0 26,4 18,6 1,9 1921-1940 44,0 25,3 18,7 1,9 1941-1950 43,5 19,7 23,8 2,4 1951-1960 44,0 15,0 29,0 2,9 1961-1970 37,7 9,4 28,3 2,8 1971-1980 33,0 8,1 24,9 2,5 1981-1990 28,6 7,9 20,7 2,0 1991-1995 22,6 6,6 16,0 1,6 Fonte: Anuários Estatísticos do Como resultado do processo de diminuição do crescimento vegetativo no Brasil, a forma de sua pirâmide etária vem sofrendo alterações: sua base vem tornando-se mais estreita e a parte superior começa a se alargar, demonstran- do um aumento na proporção da população adulta e uma diminuição na proporção de população jovem. Observe as pirâmides etárias a seguir.PIRÂMIDE ETÁRIA DO BRASIL 1980 PIRÂMIDE ETÁRIA DO BRASIL 1990 IDADES IDADES 65 a 69 65 a 69 HOMENS 60 64 MULHERES 55 59 HOMENS 60 64 55 a 59 MULHERES 50 a 54 50 a 54 45 a 49 45 a 49 40 a 44 40 44 35 a 39 35 39 30 a 34 30 a 34 25 a 29 25 a 29 20 a 24 20 24 15 a 19 15 19 10 14 10 14 5 9 0 4 10 8 6 4 2 0 0 2 4 6 8 10 10 8 6 4 2 0 2 4 6 8 10 milhões de habitantes milhões de habitantes Fonte:IBGE Estatístico do Brasil, 1984 Anuário do Brasil, 1993 A DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO BRASILEIRA A população brasileira não obedece a uma distribuição regular. A grande concentração demográfica (75% da população brasileira) encontra-se numa faixa de até 150 Km de distância do litoral. Nessa faixa situam-se as áreas me- tropolitanas do Brasil que concentram cerca de 30% do total da população do país. Exceção feita à área metropolitana de Belo Horizonte (MG) que está mais para o interior do país. A concentração populacional no litoral se deve à condição do Brasil como ex-colônia, levando à criação de cidades nessa faixa, facilitando a comunicação com a metrópole já que sua produção estava voltada para a exportação. Até hoje as principais atividades econômicas do país se concentram na porção oriental (litoral). Se observarmos a distribuição da população absoluta e das densidades demográficas, veremos os seguintes contrastes: As regiões Nordeste, Sudeste e Sul ocupam pouco mais de um terço (36%) do território brasileiro e concentram quase 90% da população do país. As regiões Centro-oeste e Norte que configuram o interior do país, constituem um imenso vazio demográfico, com áreas de densidade demográfica inferior a 1 Verifique o quadro a seguir: TABELA 16.9 Unidades políticas de maior e menor população absoluta e densidade demográfica (1991) Unidades políticas População absoluta Área Densidade demográfica São Paulo 249000 127,0 Minas Gerais 15743000 588000 26,8 Rio de Janeiro 12807000 44000 291,0 Bahia 11867000 567000 21,0 Rio Grande do Sul 9138000 282000 32,4 Roraima 217000 225000 0,9 Amapá 289000 143000 2,0 Acre 417000 153000 2,7 Tocantins 919000 278000 3,3 Rondônia 1132000 238000 4,7 Rio de Janeiro 12807000 44000 291,0 Distrito Federal 1600000 5800 276,0 São Paulo 249000 127,0 Alagoas 2514000 27000 93,0 Pernambuco 7127000 98000 73,0 Roraima 217000 225000 0,9 Amazonas 1577000 1,3 Amapá 289000 289000 2,0 Mato Grosso 2027000 906000 2,2 Acre 417000 417000 2,7 Brasil 147000000 8547000 17,2Vocabulário Arraiais: Aldeolas; lugarejos; acampamentos. Arrefecer: Esfriar; abrandar; moderar. Cercanias: Arredores; proximidades; vizinhança. Densidade demográfica: Concentração de população. Emancipação: Independência; libertação. Entulhar: encher de entulho; entupir. Erodido: Corroído; gasto. Estimativa: Cálculo; avaliação; conjetura. Exíguo: De pequenas proporções; escasso. Expansão demográfica: Crescimento da população. Feitorias: Postos de resgate com os indígenas, principalmente de pau-brasil, no período colonial; estabelecimen- to comercial. Garimpagem: Ocupação a que se dedica o garimpeiro, indivíduo que anda à cata de metais e pedras preciosas. Germe: origem; causa. Habitat: Região em que vive o homem, animal ou planta. Incursão: Invasão; irrupção. Inferior; muito baixo. Leva: Grupo; magote. Marginalizar: Colocar à parte; margear. Mineração Exploração de minas de ouro. População rural: Os que moram no campo. População urbana: Os que moram na cidade. Pródigo: Generoso; esbanjador. Proliferar: Multiplicar-se; reproduzir-se. Propulsor: Que, ou aquilo que impele para diante; que dá impulso enérgico a. Quistos raciais: Aglomerações de imigrantes que não se adaptam aos costumes do país e se fecham dentro de um círculo, prejudicando a imigração em sua principal meta, ou seja, a integração de estrangeiros na vida nacional. Recenseamento: Cômputo; apreciação; revisão. Simultaneamente: Concomitantemente: ao mesmo tempo que; enquanto que. EXERCÍCIOS PARA VOCÊ ESTUDAR 1. Relacione as áreas de povoamento do Brasil, que a) ( ) A presença das escarpas do Planalto Brasileiro e estão na primeira coluna, com as principais atividades da Mata Atlântica que dificultavam a penetração do econômicas desenvolvidas nessas áreas, que aparecem homem no interior. na segunda coluna. Não repetir os números. b) ( ) Medo de ataques indígenas que habitavam o inte- rior. (1) Minas Gerais c) (X) Início das atividades econômicas no litoral, como (2) Vale do São Francisco a exploração do pau-brasil e a mineração. e sertão do Nordeste Comentário: está errada, pois a mineração não se de- (3) Amazônia senvolveu no litoral, mas no planalto centro-meridional, (4) Litoral na região das Minas Gerais. (4) Exploração do pau-brasil e produção de cana-de- d) ( ) Colonização periférica, pois o Brasil dependia dos açúcar produtos manufaturados da metrópole e fornecia os pro- (1) Mineração (2) Pecuária extensiva dutos tropicais para a metrópole e a comunicação pelo (3) Exploração da borracha litoral era mais facilitada. Comentário: está certa, porque a colonização brasileira 2. Marque com um (X) a única alternativa errada, sobre visava a exploração por parte dos europeus os fatores que explicam a fixação dos colonizadores no que mantinham a colônia dependente econômica e politi- litoral brasileiro. camente através da seguinte relação:ram quando iniciou-se a exploração agrícola (cana-de- produtos manufaturados açúcar) no litoral. b) Com a criação das capitanias hereditárias, processou- colônia se o povoamento de parte do nosso litoral, com a prolife- metrópole ração dos engenhos de cana-de-acúcar, que utilizavam como mão-de-obra o (X) escravo negro. ( ) indígena livre. produtos tropicais (cana, fumo, etc.) c) Os bandeirantes tiveram importante participação na Essa relação não gerava o desenvolvimento econômico ocupação do planalto centro-meridional do Brasil, pois, interno da colônia, pois não interessava à metrópole. As além de ultrapassar a linha do Tratado de Tordesilhas, áreas produtivas da colônia quase não mantinham conseguiram através de suas conquistas, transferir o relações comerciais entre si, como se fossem "ilhas de eixo econômico do Brasil colonial, da produção", isoladas umas das outras, comunicando-se para a apenas com a daí o termo "colonização peri- ( ) pecuária extensiva. (X) mineração. férica", onde a colônia era a periferia que se ligava ao centro d) A conquista da Amazônia, iniciou-se no século XVIII, com os primeiros núcleos religiosos e os primeiros fortes 3. Marque com um (X) os termos que completam as militares. Mas, sua maior ocupação se deu com a explo- frases seguintes. ração da borracha, utilizando considerável mão-de-obra ( ) indígena. (X) nordestina. a) As primeiras expedições enviadas para o Brasil, no Comentário: Os nordestinos correspondem aos primei- início do século XVI, desenvolveram a exploração do ros migrantes do Brasil, que se deslocavam do Nordeste pau-brasil, contribuindo para o para as regiões que apresentavam dinamismo econômi- (X) estabelecimento de feitorias. ( ) povoamento. CO. Isso se explica pelo fato de o Nordeste ter sofrido Comentário: As feitorias não formaram núcleos de uma decadência econômica, pois a produção canavieira povoamento, porque eram apenas depósitos de pau- nordestina entrou em crise devido à concorrência com a brasil, com caráter provisório, pois o explorador de pau- produção das Antilhas, diminuindo seus preços nas me- brasil não se fixava na terra, mudando de local em busca trópoles européias, resultando na busca de trabalho por de mais madeiras. Os núcleos de povoamento só surgi- parte dos nordestinos. EXERCÍCIOS PARA VOCÊ RESOLVER 1. Marque (C) para as afirmativas certas e (E) para as País População absoluta Densidade erradas. (em milhões de hab.) Demográfica China 1200 126 a) ( ) povoamento do Brasil'nos séculos XIX e XX, Índia 910 284 caracterizou-se pelos movimentos migratórios. b) ( ) A imigração alemã promoveu uma colonização no Estados 258 27,7 Unidos sul do Brasil, praticando uma agricultura nos moldes europeus de pequena propriedade e posteriormente Indonésia 190 100 desenvolveram pequenas indústrias de laticínios e tecidos. Brasil 155 18,2 c) ( Os japoneses constituíram a maior corrente imi- gratória do Brasil, servindo de mão-de-obra livre nas Rússia 149 8,7 fazendas de café, em substituição ao trabalho escravo. d) ( ) Os nordestinos formam o maior grupo de migrantes a) ) o Brasil é um país populoso porque apresenta do Brasil em da decadência da atividade uma grande população absoluta, mas pouco povoado porque possui pequena extensão territorial, justificando agro-exportadora do nordeste, formando um grande con- sua baixa densidade demográfica. tingente de mão-de-obra disponível para as atividades de b) Brasil é um país populoso porque ocupa a outras regiões. posição mundial em número de habitantes, mas é pouco povoado porque sua população se distribui irregular- 2. Observe o quadro a seguir e marque com um (X) a mente pelo território. única alternativa que explica a frase: "O Brasil é um país c) ( ) o Brasil é um país populoso porque apresenta populoso mas pouco povoado". uma grande população absoluta, mas é pouco povoadoporque é baixa a sua densidade demográfica, devido à a) ( ) Aumento do desemprego. sua grande extensão territorial. b) ( ) Falta de moradia digna, acarretando a expansão d) ( ) o Brasil é um país populoso porque apresenta de favelas, cortiços e loteamentos clandestinos. uma grande população relativa, mas é pouco povoado c) ( ) Aumento da violência urbana, devido à marginali- porque a população absoluta irregularmente zação social e econômica vivida pelo migrante. pelo território. d) ( ) Crescimento industrial superior ao crescimento da população urbana, gerando o achatamento salarial, 3. Observe o quadro do crescimento populacional no pois quanto maior a oferta de empregos, menor a Brasil (1940-1991) e marque (F) para as afirmações fal- procura de mão-de-obra. sas ou (V) para as verdadeiras. 5. Complete os espaços em branco das afirmativas a População Natalidade Mortalidade Crescimento Natural Período absoluta seguir com as palavras que aparecem nas lacunas. Por mil (%) Por mil (%) Por cem (%) 51941767 43,5 19,7 2,38 1940-1950 europeu negro indígenas 70070457 44,0 15,0 2,9 1950-1960 mulato mestiçagem bantos 37,7 9,4 2,83 1960-1970 a) o elemento branco constitui 55% da população brasi- 119070865 33,0 8,1 2,49 1970-1980 leira,sendo em sua maioria descendente do 28,6 7,9 20,7 1980-1991 b) A população que foi trazida ao Brasil, procedente da a) ( ) crescimento natural ou vegetativo é a diferença África, pertenciam a dois grupos: sudaneses e entre a taxa de natalidade e a taxa de mortalidade de um Esses últimos eram originários de Angola. certo lugar num determinado período. c) grupo étnico introduzido no Brasil na época colonial, b) ( ) No período compreendido entre 1970-1991, veri- sendo utilizado como mão-de-obra escrava nas culturas ficou-se no Brasil um aumento das taxas de natalidade. c) ( ) As taxas de mortalidade vem decaindo no Brasil, de cana, de café e na mineração, corresponde ao em da urbanização que se acelerou após levando a um grande número de habitantes das d) Os formavam a população cidades, a assistência médica, a medicina preventiva e o primitiva do território brasileiro. Viviam aqui 4 milhões de saneamento básico. indivíduos, reduzidos, nos dias de hoje, há aproximada- d) ( ) o Brasil é um país de transição demográfica, de- mente 250 mil indivíduos, a maioria habitando as regiões vido estar sofrendo uma redução no seu crescimento centro-norte do Brasil. natural. Porém, não atingindo ainda o equilíbrio popula- e) cruzamento entre negros e brancos resultam no cional dos países desenvolvidos. tipo f) A população brasileira caracteriza-se por uma grande 4. Marque com um (X) a única alternativa errada sobre reduzindo-se cada vez mais os as consequências do êxodo rural. grupos étnicos puros. CHAVE DE RESPOSTAS 1. Marque para as afirmativas certas e (E) para as dades de outras regiões. erradas. 2. Observe o quadro a seguir e marque com um (X) a a) povoamento do Brasil nos séculos XIX e XX, única alternativa que explica a frase: "O Brasil é um país caracterizou-se pelos movimentos migratórios. populoso mas pouco povoado". b) A imigração promoveu uma colonização no População absoluta Densidade sul do Brasil, praticando uma agricultura nos moldes País (em milhões de hab.) Demográfica europeus de pequena propriedade e posteriormente China desenvolveram pequenas indústrias de laticínios e teci- 1200 126 dos. Índia 910 284 c) (E) Os japoneses constituíram a maior corrente imi- Estados gratória do Brasil, servindo de mão-de-obra livre nas 258 27,7 Unidos fazendas de café, em substituição ao trabalho escravo. d) Os nordestinos formam o maior grupo de migran- Indonésia 190 100 tes do Brasil em da decadência da ativi- Brasil 155 18,2 dade agro-exportadora do nordeste, formando um gran- de contingente de mão-de-obra disponível para as ativi- Rússia 149 8,7a) ( ) Brasil é um país populoso porque apresenta em da urbanização que se acelerou após uma grande população absoluta, mas pouco povoado 1940, levando a um grande número de habitantes das porque possui pequena extensão territorial, justificando cidades, a assistência médica, a medicina preventiva e sua baixa densidade saneamento básico. b) ( ) o Brasil é um país populoso porque ocupa a d) (V) o Brasil é um país de transição demográfica, de- posição mundial em número de habitantes, mas é pouco vido estar sofrendo uma redução no seu crescimento na- povoado porque sua população se distribui irregular- tural. Porém, não atingindo ainda o equilíbrio popula- mente pelo território. cional dos países desenvolvidos. c) (X) Brasil é um país populoso porque apresenta uma grande população absoluta, mas é pouco povoado 4. Marque com um (X) a única alternativa errada sobre porque é baixa a sua densidade demográfica, devido à as do êxodo rural. sua grande extensão territorial. d) Brasil é um país populoso porque apresenta a) ( ) Aumento do desemprego. uma grande população relativa, mas é pouco povoado b) Falta de moradia digna, acarretando a expansão porque a população absoluta se distribui irregularmente de favelas, cortiços e loteamentos clandestinos. pelo território. c) ( ) Aumento da violência urbana, devido à marginali- zação social e econômica vivida pelo migrante. 3. Observe o quadro do crescimento populacional no d) (X) Crescimento industrial superior ao crescimento da Brasil e marque (F) para as afirmações fal- população urbana, gerando achatamento salarial, pois sas ou (V) para as verdadeiras. quanto maior a oferta de empregos, menor é a procura de mão-de-obra. População Natalidade Mortalidade Crescimento Natural absoluta Por mil (%) Por mil (%) Por cem (%) 19,7 2,38 1940-1950 5. Complete os espaços em branco das afirmativas a 2.9 1950-1960 seguir com as palavras que aparecem nas lacunas. 9,4 2,83 1960-1970 europeu negro indígenas 119070865 33,0 2,49 1970-1980 mulato mestiçagem bantos 28,6 7,9 1980-1991 a) elemento branco constitui 55% da população a) (V) crescimento natural ou vegetativo é a diferen- brasileira, sendo em sua maioria descendente do eu- ça entre a taxa de natalidade e a taxa de mortalidade de ropeu. um certo lugar num determinado período. b) A população que foi trazida ao Brasil, procedente b) (F) No período compreendido entre 1970-1991, ve- da África, pertenciam a dois grupos: sudaneses e rificou-se no Brasil um aumento das taxas de natalidade. bantos Esses últimos eram originários de Angola. Comentário: é falsa, porque as taxas de natalidade c) grupo étnico introduzido no Brasil na época colo- sofrem uma redução acentuada a partir de 1970, nial, sendo utilizado como mão-de-obra escrava nas explicada pelo processo de urbanização e a crise culturas de cana, de café e na corres- econômica que afetou o Brasil. Com a população ponde ao negro. urbana maior que a população rural, as taxas de d) Os formavam a população primitiva do natalidade decairam em função de que nas cidades território brasileiro. Viviam aqui 4 milhões de custo de criação dos filhos é mais caro, a mulher par- os, reduzidos, nos dias de hoje, há aproximadamente mais do mercado de trabalho, sobrando-lhe 250 mil indivíduos, a maioria habitando, as regiões pouco tempo para a criação de filhos e também devi- centro-norte do Brasil. do a um maior uso dos métodos anticoncepcionais, e) cruzamento entre negros e brancos resultam no pois nas cidades, a população tem muito mais acesso tipo mulato. à informação de como usá-los. f) A população brasileira caracteriza-se por uma grande reduzindo-se cada vez mais os c) (V) As taxas de mortalidade vem decaindo no Brasil, grupos étnicos puros.